Hoje, no Diário de Aveiro:
"O ex-presidente da Câmara de Aveiro considera que o Beira-Mar devia assumir a gestão do Estádio Municipal de Aveiro
Alberto Souto diz que há “má gestão” e uma “estratégia ausente” por parte de quem dirige os destinos do Estádio Municipal de Aveiro e que a empresa municipal EMA, EM “já devia ter sido extinta”. Estas declarações foram proferidas na conferência que marcou o 15.oaniversário do Instituto do Ambiente e Desenvolvimento da Universidade de Aveiro, onde o ex-presidente da Câmara aveirense foi convidado a avaliar se a participação de Aveiro no Euro 2004 foi, de facto, a melhor decisão. Souto defende que toda a gestão do complexo desportivo deveria ser assumida pelo clube residente, o Beira-Mar, e que é possível haver uma “concertação sem promiscuidade” com a Câmara Municipal. Para o ex-autarca, as relações entre a EMA e o clube sempre foram “tensas” e, desde a descida de divisão do clube auri-negro, a gestão do complexo desportivo “nunca mais recuperou”. “As cores do projecto inicial não eram bem aquelas e talvez não tivéssemos construído um estádio com 30 mil lugares”, admitiu Souto, ressalvando, no entanto, terem sido essas “as exigências da UEFA e que Portugal aceitou”. Do ponto de vista comercial, o presidente da Câmara à época reconhece ter havido uma falha por não haver parceiros disponíveis, desencorajados pelo aparecimento recente de vários hipermercados na cidade. Para Souto, os acessos à zona do estádio permanecem “incompletos até hoje”, exemplificando com a saída norte para a A25 – ainda por fazer –, razão do entupimento do trânsito em dias de enchente. Pista de atletismo, estacionamento subterrâneo e cinco campos de treino estão também na lista do que não saiu do papel porque “encarecia a obra”. Apesar dos 10 estádios construídos, ultrapassando os seis previstos, e a consequente repartição da verba inicial, o desvio orçamental em Aveiro foi de 2,8 por cento, no que, para Alberto Souto, representa “um exemplo de rigor e profissionalismo”. O projecto Euro 2004, que começou por ser uma meta nacional e acabou por pertencer aos municípios, revelou-se uma “desresponsabilização do Estado”, tendo obrigado as câmaras, entre elas a de Aveiro, a uma capacidade que não possuía. Alberto Souto deixou, também, um conselho para o Beira-Mar e seus dirigentes: que se forme uma equipa “que jogue bem”, se pratiquem preços atractivos e seja criado um “clima festivo em torno dos jogos”. Cláudia Carneiro "
"Extinta", há muito tempo??? Quanto??? Há mais de 3 anos??? Mas se o sr. Alberto Souto queria extinguir a EMA porque é que celebrou um contrato com o Beira Mar, por 20 anos, cedendo-lhes a parte desportiva e 500.000,00€ anuais, actualizáveis à taxa da inflação?
"Má gestão"??? E o que é que o contrato acima mencionado é? Um exemplo de gestão tão bom, tão bom que lhe valeu uma vice-presidência da ANACOM.
É tão bom "sacudir a água do capote", como diz o povo...
quarta-feira, setembro 24, 2008
segunda-feira, setembro 22, 2008
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