Fazer estrelas

What do stars do? They shine.

É difícil caminhar em linha reta quando todas as pessoas correm depressa pra bem longe, passando por mim. Subi no ônibus e fui pra casa pensando se a vida era mesmo aquela loucura. Lúcia me falou outro dia que era "melhor abstrair e seguir viagem, nega!". Eu só sorri e dei tchau, porque ela também estava correndo. O fim do ano sempre traz essa confusão toda, e eu acabo vagando pelo corredor vazio. Então percebo que eu passei a minha vida inteira fazendo isso: me esquivando de todo mundo. "O maldito do tempo inteiro".

É incrível (e assustador) o jeito como olho para o passado. Posso tocar as pessoas, captar cada fio de mágoa, tocar cada rosto, sentir toda a tristeza e depois bater os pés e continuar a andar pela casa, me ocupando das minhas tarefas. O que me machuca é sentir certo cheiro depois de tanto tempo. É reconhecer uma voz, um toque, uma expressão. Toda a minha barreira de proteção cai e eu fico parada, esperando tudo passar...

E sabe o pior? Me dá uma imensa vontade de vomitar.

Sabe, eu tenho umas manias meio esquisitas. Hoje, no ônibus, indo pra escola, tive uma ideia louca: fixar os olhos num adesivo colado no vidro que ficava atrás do motorista durante toda a viagem. Bem louco assim. Eu já tava ficando com a cabeça doendo, enjoada, e às vezes, por puro reflexo, olhava pro lado. Um novo passageiro, o ônibus ao lado. Então eu fechava os olhos, depois abría e continuava a olhar o tal adesivo (que eu nem lembro mais o que tava escrito hehe). Foi então que uma luz piscou na minha cabeça, e eu suspirei e disse (emocionada com esse contato que eu e Ele temos): É isso mesmo que você nos vê fazer o tempo todo, não é, Deus? Nós simplesmente não conseguimos manter o foco. Não conseguimos seguir a nossa vida contigo, sem parar pra olhar outros caminhos. Às vezes nós percebemos isso e voltamos, mas pode demorar! Ah, como é ruim quando demora! E é isso, gente. Por tantas vezes a gente se perde!

Quantos "desfocados" você conhece?
Você consegue manter o foco?
Quantas vezes você conseguiu voltar ao Pastor?
Como você se sente quando perde o foco?
Você ajuda a quem precisa voltar ao Caminho?

(Queridos - e poucos hehe - leitores, estamos meio sumidas daqui, mas prometo voltar a postar com aquela frequência de antes. Agora teremos posts com novos temas!)

Por Deus, não me obriguem a falar. As palavras são pesadas; são pesadas e carregam o mundo. Eu fujo devagar. Lento-remexo-os-pés. Ai, o mundo sempre foi pesado demais! O mundo e suas pessoas, o mundo e seus caminhos, o mundo e suas noites sem céu, o mundo e suas tempestades! E as pessoas? Ai, as pessoas me causam falta de ar! Tenho medo das pessoas. No fundo, são como eu. E tenho medo de mim, mar escuro sem chão nem fundo. Ai, estou cansada! Viver cansa, e viver torto ainda mais. Eu, meu eu e todas essas complicações de vôo livre. Mal-estar. Respiro fundo e devagar. Tudo muda de cor. O cheiro muda, também. Estação úmida é viver.

Ah, apesar de ter esquecido como se faz pra escrever bonito daquele jeito, a minha vontade de traduzir o que as borboletas no meu estômago diziam perturbou os meus dedos.

Eu não sei mais te esquecer, meu Calor.
Eu quero me perder em teus braços.
Eu quero que a minha felicidade seja a tua felicidade.
Eu quero teus melhores beijos.
Eu quero que a minha vida siga colada à tua... pra sempre...





Ser era sua missão, seu dever nunca cumprido corretamente. Fátima - moça do interior, recém chegada ao Rio -, cabelos longos e cacheados, passos lentos e fracos, sorriso calejado de prantos. O mar. Encontrou-se com o mar. Shic, shic, shic. A areia úmida contraía-se sob seus pés, shic, shic, shic. A água estava morna, o sol dourado queimando sua pele branca como cera. De repente ocorreu-lhe a existência de um Criador. Sim, sim: Quem fez essa beleza inteira? E decidiu, depois de muito pensar, que queria fazer parte. Eu quero ser o peixe, essa luz, quero a suavidade da água, eu quero a densidade de ser eu.

- Deus: é assim que te chamo por muito ouvir esse nome. Eu nunca soube quem Você - se me permite te chamar assim, pois que não vejo outro modo de tratar um amigo - nunca soube quem Você era. Ouvi falar de força, criação, discursos enfadonhos. Mas agora eu Te vejo. Mas agora eu venho a Você, sem sequer saber como usar minhas pequenas palavras, tão maravilhada fico em Sua presença. Me ensine a partir o pão, a Te enxergar nesse universo. Me invada com Seu amor, eu que tão vazia sou de qualquer toque quente. Me ajude a seguir Seus passos, ainda que todos os meus erros queiram apagá-los. Faça com que eu consiga Te dizer essas minhas palavras que me fecham a garganta. Faça com que eu respire Sua Graça por todos os meus dias. Faça com que eu aprenda a agradecer a vida que tenho. Faça com que eu reconheça quem Você é, e me ajoelhe diante da eternidade.

- Vai - sorri - me diz qual é o teu medo.
- ... de te amar desse jeito.

Juro que eu não queria te abraçar daquela forma, mas foi a única coisa que eu consegui fazer, em todo o meu choque. Nós havíamos terminado meses atrás, naquela estação. Você tinha encontrado uma namorada nova, mas ela tinha um sorriso estranho, você disse. Eu nunca entendi que amor era aquele, se doença ou loucura. Mas me livrei o mais rápido possível daquela montanha-russa e te vi cair do topo. Me encostei em ti por tempo demais pra querer recuperar minha saúde. A estação e nós, de novo. Quatro bilhetes na minha mão, ida e volta, e o resto você deve ter sacado. Você tinha cigarros e uma garrafa de vinho na mochila - um trapo. A ironia era você sentir saudade. Eu queria muito que você se sentisse culpado, muito culpado, pelo amor dolorido que me deu. Mas aloprado daquele jeito, só peguei minha bolsa, segurei outras mãos e segui viagem.

Como não é novidade pra ninguém, as blogueiras daqui são apaixonadas por inglês, que, sem dúvidas, é a língua mais deliciosa do mundo. Decidi postar uma listinha que eu gosto muito, e que me ajuda demais às vezes.

1- Respect yourself.
2- People need love.
3- Great people have great goals.
4- A goal not written is just a wish.
5- Act to reach high peaks.
6- Act as a leader.
7- Work with body and mind.
8- What you believe you can achieve.
9- Love your friends.
10- Believe in your ideas.
11- Believe in your dreams.

O vento brinca com o único cacho que se soltou do seu cabelo trançado.
Ela sorri.
Os casarios coloridos mostram toda a sua graça.
Sorri.
Seus pés, metidos em sapatilhas de cetim, pisam as pedras do calçamento.
Sorrindo.
Num dia perfeito, o sol brilha e a brisa sopra.
Para o seu sorriso.
E as pessoas que cruzam seu caminho não entendem o porquê.
Mas ela sorri.
Porque ela ama a vida, a vida sorri pra ela.
Ela sorri pra vida.

"- Não liga, não - disse Cris rindo e conduzindo Trícia para longe do tio maluco, em direção à cozinha - Vamos! Vamos fazer os brownies. Temos ingredientes para umas duas receitas. Acho que poderíamos fazer uns a mais para levar à algumas pessoas hoje à tarde.
- Quer dizer, para o Ted? - indagou Trícia, com um sorriso significativo.
(...)
- Existe alguém especial para quem você gostaria de levar alguns brownies? - perguntou Cris, curiosa para saber se Trícia estava de coração inclinado para algum rapaz em particular."
Robin Jones Gunn, Série Cris - Seu Para Sempre (pg. 38)

Não, minha Cris. Não tem rapaz nenhum. Tem você. E é a você que dou os meus brownies, que são mais que bolinhos de chocolate deliciosos. Robin escreveu há um tempo atrás uma história sobre duas amigas; elas se amavam, e uma era um presente na vida da outra.
Você é o meu presente. Minha irmã, minha amiga, minha confidente. E eu sou muito, muito feliz por essa coisa de Deus, que é a nossa irmandade, ter acontecido, dois anos atrás.
Eu amo a sua vida, amo o teu jeito, e amo quem te fez, assim, tão linda e especial... pra tanta gente!
Dois anos é muito pouco pra quem tem a eternidade pra comemorar, mas não custa nada, né?

Eu amo você, minha irmã, meu presente, minha CRIS.

Beijos,
sua Sel.

Brownie Cris
Ingredientes:
1 1/2 xícara de farinha de trigo;
2 xícaras de açúcar;
1/2 xícara de cacau em pó;
3/4 de xícara de Nescau* (ou algum achocolatado);
6 colheres de sopa de margarina;
4 ovos;
2 colheres (chá) de extrato de baunilha;
1/2 barra de chocolate meio-amargo raspado;
2 xícaras de castanhas picadas;
1 colher (sopa) de fermento em pó;
2 colheres (sopa) de leite;

Modo de preparo:
Misture tudo numa vasilha. Após tê-lo feito, acrescente a clara em neve. Misture novamente, e despeje a massa numa assadeira média, untada com manteiga e farinha de trigo.
Leve ao forno por 40 minutos em temperatura média.

*Se for usar o Nescau, cuidado pra não usar o Power, porque é mais forte.

PS.: Não deixe ninguém comer nem a raspa do pote. É, realmente, MUITO bom!

De novo, só pra não esquecer:
Eu te amo.

Depois de ter ficado com invejinha da lista da Bruna, resolvi criar uma também, com as coisas que mais gostei ou não nos últimos seis meses.

1- Conhecer meus amados, lindos e cheirosos irmãos: Annie e Dan, minha lindíssima cunhada Bel e rever minha flor Débinha;
2- Passar as férias com Zy;
3- Entrar para o normal, depois de TANTOS problemas;
4- Começar o ano letivo com tantas discussões;
5- Acordar às 5h da manhã pra ir ao Jonosake (#off);
6- Deixar o Caio chegar tão longe;
7- Ir às aulas de Educação Infantil;
8- Continuar sem saber dizer 'não';
9- Ser uma amiga presente;
10- Saber falar;
11- Não saber dar conselhos;
12- Perder meu medo de falar em público (tá, isso não é tão positivo pra quem ouve hahahaha);
13- Fazer coisas sem pensar;
14- Conhecer La Treta;
15- Ficar roxa de tanto ir à praia;
16- Ter os amigos mais lindos para desabafar;
17- Chorar demais;
18- Chorar demais;
19- Não ter hora pra acordar;
20- Não conseguir seguir uma rotina;
21- Assistir ao pôr-do-sol no Arpoador; (super recomendo!)
22- Não ter feito o teste pro time de vôlei;
23- Rever Carl e Barbara;
24- Conhecer Tess e Ednan;
25- Ler bons livros;
26- Reencontrar o Calil;
27- Não conseguir manter minha boa memória;
28- Não aceitar perder;
29- Me curar de algumas lembranças;
30- Começar a namorar o Bru, o meu cheiroso. =*

Cansaram? :)

Repasso essa lista para:
Annie - minha pirralha preferida
Cintia

Beijos!

“A beleza possui grande poder curativo” (63)

“A beleza do mundo estava perdida em mim, e todas as coisas que eu gostava estavam perdidas entre as coisas que eu pensava que precisava ser” (64)

* Faça duas listas, uma chamada EU… e outra EU NÃO… Por exemplo, EU sou criativa. EU sou boa em organizar festas. EU estou melhorando. EU NÃO sou quem meu chefe diz que eu sou. EU NÃO sou minha irmã. EU NÃO vou mais viver com medo.

Eu sou uma sanguínea hemorrágica

Eu sonho quase todas as noites

Eu não sei esconder o que eu sinto

Eu não sou tudo aquilo que esperam de mim

Eu não preciso ser quem outros esperam que eu seja

Eu sou ótima sendo eu mesma

Eu sei quem eu sou

Eu sou feliz

Eu sou amada, muito, muito amada

Eu não tenho medo do futuro

* Fale sobre um lugar que tem sido curativo pra você.

Eu não tenho o costume de visitar sempre os mesmos lugares, tanto que o lugar que vou dizer aqui só entrei uma vez. É que só em passar na frente, andar em volta, respirar o ar dali, já me sinto bem. É o Passeio Público aqui de Curitiba. Não é exatamente um lugar de silêncio – rodeado por ruas movimentadas do centro de Curitiba – mas pra mim é um lugar tranquilo. Quando me vejo rodeada por aquelas árvores, admirando o parque do lado de fora – não sei porque acabo não entrando – me sinto bem. Eu gosto daquele lugar.

* Me sinto inspirada por

Ih.. Eu acho que tenho fases. Numa fase inspirada, até uma formiga passando na mesa me inspira. Mas se eu não estou criativa nem inspirável, nem se me der um tema eu consigo sentir a inspiração.

 

Essa postagem faz parte do desafio do livro Found Art. Você pode ver a resenha aqui. Se quiser, pode levar o desafio para o seu blog - só não esqueça de citar o blog e o livro - ou responder nos comentários.

“Me habituei a preencher cada momento com pelo menos um pouco de barulho – o suficiente para me distrair do desconforto de não me conhecer de verdade” (54)

“O risco de permanecer no silêncio, como sabemos, está no que encontraremos lá” (56)

* Quando foi a última vez que você ficou em silêncio? Você tende a buscar a quietude ou a resistir a ela?
Ah, eu não gosto de nada quieto. Dificilmente fico em silêncio, preciso ouvir alguma coisa, música, televisão, nem que eu não preste atenção no que está tocando. Faz muito tempo desde a última vez que eu fiquei em silêncio. Não foi tão ruim (haha), mas é muito mais agradável ter uma companhia sonora.
* Se eu pudesse passar uma tarde fazendo qualquer coisa, eu… dormiria a tarde inteira!
* Você é o tipo de pessoa que tem tendência a se esconder atrás do agir, ir, fazer? O que te motiva?
Na verdade eu sou mais do tipo preguiçosa. Quer dizer, isso quando tenho alguma coisa pra fazer. É uma preguiça que só se manifesta quando não pode haha Deteeeesto ficar sem o que fazer. Detesto.

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"Passei muito tempo procurando por alguma coisa - amor, aceitação, respeito, afirmação - para descobrir que estive procurando nos lugares errados. Meus esforços me fizeram andar em círculos, olhando para a vida do meu jeito, quando tudo o que eu realmente tinha que fazer era parar de procurar um escape, uma exceção ou meu próprio caminho" (50-51)

* Fale sobre um relacionamento inseguro que você teve. Você era a pessoa insegura ou se prejudicou com alguém que era inseguro?
Tive uma amiga muito insegura. Na verdade, não foi a única, mas foi a mais insegura de todas. Era bonita, inteligente, interessante, mas ficava feia, chata e burra por não acreditar no que realmente era. No fim das contas, ela decidiu que não queria mais ser minha amiga, vai saber por quê... Crise de identidade ou sei lá.
* Às vezes queremos que as pessoas nos providenciem coisas que elas não podem - reconhecimento dos nossos esforços ou identificação, por exemplo. Já procurou por esse tipo de afirmação nos lugares errados? Compartilhe a experiência.
 Ah, sim. Volta e meia eu procuro o reconhecimento daqueles que me combram o esforço. Meu pai, principalmente, exige muito de mim, só que na hora dos resultados, nunca está bom o suficiente. Ultimamente tenho deixado de esperar. Fica aquele pensamento 'De que adianta, se nunca via ficar bom?'.
* Me sinto segura com alguém quando... esse alguém confia em mim.

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Atrasei demais³ o desafio por probleminhas técnicos (haha), ams agora vai ;)

Eu vivo tropeçando pela rua, sabe. Caio nos buracos do asfalto; rio, falo alto, e ninguém nunca entende o que tá acontecendo. A verdade é que eu decidi parar de sofrer. Eu te amo tanto, poxa, mas não consigo aceitar essa corda-bamba, esse vai-e-vem de estações.. eu sempre acabo trancada no quarto, os olhos em prantos, as mesmas meias sobre a cama... Eu dei a você tudo isso e mais, até ficar tão exausta e debilitada que a única maneira de recuperar minha energia foi me apaixonar por outra pessoa. Mas tudo o que eu escrevo é sobre você*... Eu já te disse que você devia ser feliz bem longe daqui, para que eu não tivesse nem mais desculpa pra não te esquecer.

(desculpa essa desorganização; é que eu te amo... tanto...)

Imagem: ah, é do google.

.

Ah, eu procurei tanta coisa que conseguisse resumir o que eu queria te dizer... O que eu achei foram apenas promessas vazias de pessoas que possuíam um amor intenso, imenso e eterno; não. Isso, definitivamente, não é o que eu queria falar.

Queria explicar, e com simplicidade, todas as coisas que você, com essa delicadeza linda, me deu. Ah, falar um pouquinho do teu abraço acolhedor, da tua voz mais gostosa desse mundo, do teu olhar... ah, meu bem, deveria ser pecado você me olhar assim, viu? Coisa de quem não quer nada. Ou pensa que engana, né?

Quanto mais as horas corriam, mais eu encontrava detalhes doces sobre os quais falar: o teu jeito de mexer no meu cabelo, tua ideia louca de que eu usava perfume de morango, olhar as estrelas enquanto você abraçava minha cintura (...)

... e, ah, o teu jeito suave e maravilhoso de me beijar, como se o mundo não importasse mais, ainda que estivesse explodindo. Roubando minha palavra e me afogando na minha própria intensidade.

.

Ah, coisa bonita de viver...

.

=]

=***

.

Comigo - Zeca Baleiro

Você vai comigo aonde eu for

Você vai bem se vem comigo

Serei teu amigo e teu bem

Fica bem, mas fica só comigo

Quando o sol se vai a lua amarela

Fica colada no céu cheio de estrela

Se essa lua fosse minha

Ninguém chegava perto dela

A não ser eu e você

Ah eu pagava pra ver

Nós dois no cavalo de ogum

Nós juntos parecendo um

Na lua na rua na nasa em casa

Brasa da boca de um dragão

“Sou o tipo de pessoa que, a qualquer momento, está ansiosamente se recompensando por estranhos pontos fracos como…” (42)

“A guerra em que estou lutando é a batalha épica entre eu e eu mesma – o tipo de guerra perdida e dolorida (como toda guerra é) de que eu não consigo me ver livre” (43)

 

* Quais são os pontos fracos estranhos de que você se recompensa?

O fato de eu não ser tão boa, inteligente, capaz quanto esperam que eu seja. ‘Ser superdotada’ cria expectativas demais nos outros.

As minhas crises de insegurança que volta e meia tempesteiam um dia inteiro.

A minha empolgação excessiva com determinadas coisas que muitas vezes me atrapalha

* Compartilhe algumas das mensagens tóxicas que você ouve.

“Você não está fazendo tudo o que deveria” “Você não tem vergonha de não saber/ter feito/ter dito isso?”

* Ser corajosa significa… ser quem eu sou, independente do que esperam que eu seja.

“Poucas coisas são dignas de se agarrar custe o que custar – um sonho, um relacionamento, fé. O difícil é que às vezes você não pode ver, tocar ou sentir o sonho, ou a pessoa, ou Deus, e você tem que acreditar mesmo assim” (36)

 

* Compartilhe uma vez em que você teve que agarrar uma coisa importante pra você. Como foi ter que lutar por aquilo em que você acreditava?

Engraçado… Nesse momento eu tenho lutado para me manter em pé. Minha faculdade, meu relacionamento, minha estrutura, tudo muito difícil agora. Exigindo muito mais de mim do que eu imaginei no início – numa situação que eu não imaginava estar. Lutar às vezes machuca, cansa… Alguns dias é mais fácil, mas me alimentar de sonhos é algo que não sei se aguento por tanto tempo. Só Deus, viu?

* Você já sabotou um sonho, ou um relacionamento, ou sua fé porque estava com medo daquilo a que deveria se agarrar por conta disso? Compartilhe essa experiência.

Não sei, acho que não.

* Às vezes agarrar significa acreditar e sofrer. Existe alguma situação na sua vida hoje que requer crença e sofrimento extraordinários? Do que você precisa para ajudar a se agarrar?

Rspondido na primeira pergunta.

“Confiantemente deixar alguém desejar total e duradouramente te amar, sabendo que vão te amar tão imperfeitamente, é mesmo muito difícil” (27)

* Compartilhe sobre alguma vez em que alguém com que você se importava te magoou, machucou, traiou ou rejeitou. Pode ter sido uma ofensa clara contra você, ou algo sutil – até mesmo sem intenções – que permaneceu com você por algum tempo. Como essa fenda relacional afetou sua habilidade de confiar nos outros? De receber amor dos outros?
Na verdade, esse tipo de coisa nunca ficou comigo por muito tempo. Graças a Deus eu consigo perdoar com alguma facilidade. Acho que a pior 'ofensa' foi um episódio no meu primeiro aniversário de namoro. Eu nem lembro direito o que aconteceu, só sei que fiquei triste por quase um fim de semana inteiro. Mas já perdoei e comigo é assim: se eu perdoei, não fico trazendo o que aconteceu ao presente. Ficou no passado. Não digo que apaguei do pensamento, porque não tenho problema de memória, mas justamente por fazer pouca questão de lembrar acabo é esquecendo. Bom assim, né?

* Que medos você tem quando pensa ou experimenta a intimidade? (Por exemplo, que a outra pessoa possa ver suas falhas e não querer estar perto de você, que a outra pessoa te machuque, que haja muita expectativa sobre você, que você não possa corresponder às expectativas)
Por enquanto, que eu fique mais íntima do que deveria.. hahaha Mas às vezes também tenho medo de não ser 'boa' no que estou fazendo. É tudo meio inédito, sabe?


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Quando você corta um pedaço bonito e brilhoso de fita, sua reação imediata é chorar qualquer lágrima que seja, e depois guardar os pedacinhos. E foi exatamente isso que aconteceu comigo, quando olhei para o espelho e vi o quanto eu estava precisando descansar. Minhas noites mal dormidas deixaram manchas fundas debaixo dos meus olhos, formando uma espécie de bolsa roxa. Eu estava pálida, os cabelos presos num rabo-de-cavalo havia dias. Eu não quero mais estar casada. Aquela voz dentro de mim falava, cada dia mais alto. Era uma confusão de sentimentos sem fim, meu travesseiro estava ensopado, e eu queria... não estar casada.
Eu sentia vontade de fazer muita coisa e nada ao mesmo tempo. Vontade de correr e fugir depressa daquilo tudo. E uma vontade esmagadora de permanecer chorando no chão do banheiro. E foi o que eu, covardemente, fiz. Os muitos motivos pelos quais eu não queria mais estar casada com aquele homem são pessoais demais e tristes demais para serem compartilhados aqui. Muitos deles tinham a ver com coisas minhas, mas uma boa parte dos nossos problemas tinham a ver também com as questões dele. Isso é natural; afinal de contas, há sempre duas pessoas em um casamento – dois votos, duas opiniões, dois conjuntos conflitantes de decisões, desejos e limitações. Também não discutirei aqui todos os motivos pelos quais eu ainda queria ficar casada com ele, nem todas as suas características maravilhosas, nem os motivos que me fizeram amá-lo e me casar com ele, nem os motivos pelos quais eu era incapaz de imaginar minha vida sem ele. Não vou abrir nenhuma dessas gavetas. Basta dizer que, naquela noite, ele ainda era, em igual medida, meu farol e minha ave de mau agouro. A única coisa mais inconcebível do que ir embora era ficar; a única coisa mais inconcebível do que ficar era ir embora. Eu não queria destruir nada nem ninguém. Só queria sair de fininho pela porta dos fundos, sem causar alvoroço nem consequências, e depois só parar de correr quando chegasse à Groenlândia. Às vezes tenho a impressão de que quando eu disse "Sim", Clarice Lispector escreveu no mesmo instante: "No mais fino e doido de seu sentimento ela pensava: Vou ser feliz."

“Perda é a irmã caçula que vive na barra da saia da mudança” (20)

* Compartilhe um momento em que você passou por uma dramática mudança em sua vida. De que forma a perda acompanhou a mudança?
Minha mudança de Foz do Iguaçu pra cá. Perdi um ano de faculdade, perdi a delícia de ver meu amor todos os dias, perdi meu estágio... Cheguei aqui meio cambaleante, ainda estou tentando me reerguer, reconstruir, reconsquistar. Espero que não demore tanto - esse tempo todo tem me angustiado.

* Quando me sinto fora de lugar, eu… choro.

* Como está sua alma hoje?
Hoje a minha alma está de TPM. Dramática, chorona, pessimista e desanimada.

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Quando você está aqui, nem parece que esteve tanto tempo longe. É como se antes minha vida estivesse em standby até você chegar. Não é como se há meses não ficasse assim, pertinho. Tudo acontece tão naturalmente, como se não houvesse mais nada que eu pudesse fazer nesse mundo além de estar ali, ao seu lado.

 

Coisa mais bonita é você, assim…

“E se Deus estivesse pegando toda a minha vida – o glorioso e o vazio, as mágoas e os proveitos – e juntando cada pedacinho como uma colagem, para que quando acabasse algo extraordinário surgisse dali?” (12)

“Aí está a grande questão sobre jornadas em lugares estranhos. Eles tem um jeito de nos tornar diferentes se nós deixarmos. Podemos resistir à beleza que nos espera, mas se entrarmos nesse lugar assustador – se nos empreendermos no contexto dessa nova cultura – veremos que não existe atalho para a transformação” (13)

* Leia Eclesiastes 3:1-8. Qual dos vinte e oito ‘tempos’ combina partircularmente com você hoje? Por quê?

Tempo de Construir – desde o início das nossas vidas somos construídos. Uma tarefa compartilhada por todos os presentes, e até pelos que não estão. O crescimento de uma criança é uma construção contínua, que aceita todo o tipo de influência. A construção das nossas vidas não para nunca, apenas se modifica.
Quando percebi que não sou mais uma criança – que sou de fato uma adulta – percebi também a minha nova responsabilidade: Construir. Não que não haja mais influências externas nessa construção, nem que eu mesma me influencie. Trata-se de não ser apenas um sujeito passivo nessa construção, mas ser um agente nesse processo.
Este é o tempo para me encontrar comigo; com o que eu sou e com o que quero ser. Decidir o que vai fazer parte da minha construção, construir a minha vida. E deixar que Deus me encontre nesses lugares incomuns, deixar que Ele seja o principal construtor da minha vida.

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Só pra deixar registrado... ^^

"Guardei em mim um sorriso,
Que sorri apenas uma vez,
Um sorriso que vive aqui dentro
Não se abriu, não se desfez.

Ele é só do rapaz sereno
Que cuidadoso observa a janela,
Concentrado, equilibrado,
Ao ver a chuva que corre por ela.

Cada vez que olho o espelho,
Lembro do sorriso que tive um dia,
E o sinto dentro de mim, guardado,
Como um segredo em quase ironia."

Karine Mattos

Todo dia sem você é uma luta comigo mesma. Para acordar, e levantar, e viver. Encho minha agenda de tarefas, minha mesa de livros, meu tempo de distrações. Tudo isso pra não pensar em como você está longe de mim.

Mas vem um dia simplesmente pior que os outros. De repente fico cansada de lutar e baixo a guarda. Vem uma carência enorme e eu quase enlouqueço da hora que acordo até quando finalmente consigo dormir – sozinha. Abraço o vazio na esperança de que você, de tanto desejar, apareça entre os meus braços. Aperto o meu próprio corpo tentando imitar o seu abraço.

Mas você não vem. Não está aqui.

Não posso ouvir sua voz. Não posso ver o seu rosto – lindo. Não posso sentir… Ei, seu cheiro!

E eu saio correndo em busca do que restou do cheiro que você deixou no meu cobertor. Procuro em cada cantinho a fragância mais deliciosa da minha vida, o que resta dela. Então, depois de me fazer bem, me faz mal. Sinto ainda mais a sua falta. Tenho o seu cheiro, mas não tenho você.

Tanta saudade…

Te amo, vida.

 

(2.infinito)²

Às vezes eu me perco nos meus próprios pensamentos. É uma desorganização profunda, como se tudo quisesse respirar ao mesmo tempo.
Eu nunca consigo resistir quando uma paixão surge, de repente, tão clara e ofuscante, na minha porta. Acho que fico rindo das minhas próprias tolices e sento numa poltrona, assistindo a cena.
A paixão é tão fria quanto doce, mas eu fico tentando evitá-la; e corro solta pela cidade, ouvindo um blues, parando aqui e acolá, pra beber um gole d'água.
Mas o toque denso e fundo, o cheiro fresco de um quase-amor me vence sem muito esforço. Eu sempre salto da cama, abro a janela e fico olhando a lua-cheia.

Sabe, deu vontade de te escrever. Ficar preenchendo as linhas com seu cheiro, sua voz, e não deixar que saibam. O bom é que posso ficar horas falando bobagens, criando cenários, e terminar com aquela sensação gostosa de ter estado, realmente, com você. Não que isso tenha sido pura imaginação minha. Mas, ah, é tão bom inventar coisas. Sair correndo pela chuva com você, esconder meu rosto no seu pescoço, bordar uma flor, fotografar o infinito... Momentos tão bons, que acho que quero passar o tempo inteiro sonhando.

#

"Atrevidos! Arrogantes! (...) Tendo os olhos cheios de adultério, e insaciáveis no pecado, engodando almas inconstantes, tendo o coração exercitado na avareza. Abandonando o reto Caminho... Se extraviaram do reto Caminho...Filhos Malditos."
Andrey AOC.

"Perdoa, quando eu disse Te servir
Me servindo de você, maculando Teu altar
E dizendo ser pra Ti, mas querendo
Ter pra mim a glória
Perdoa, se de mim me orgulhei
Esquecendo quem sou eu,
Desprezando quem és Tu.
Eu sou barro e sou pó, e o tesouro que há em mim
É Teu, Senhor.
Perdoa, me desfaz e me refaz,

Mas não deixe que eu me perca
Em minhas vaidades.
Perdoa, ressucita-me pra Ti,
Quero estar no centro de Tua vontade.
Me perdoa, me livra de mim mesmo."
Perdoa - Ministério Trazendo a Arca

Foi assim… Num lindo dia de primavera, os pássaros cantavam, as borboletas voavam e eu me lembro exatamente...

 

Mentira. Não aconteceu assim, não. Só… aconteceu. Como acontece quando você conhece alguém e com o tempo ficam amigos. Sabe como é esse negócio de ‘com o tempo’, né? Faz ideia de quanto tempo faz que nos conhecemos? Um tempão!

 

Tem, tipo… uns cinco anos. Ou seis? Ihhh, eu lembro que era uma pirralhinha de nada. Bobinha que só. Às vezes eu pego uma das minhas agendas antigas e não sei se eu morro de rir ou de vergonha. Eu tava naquela fase de paixões platônicas e tinha acabado de mudar de cidade.

Ele era um garoto chato e metido e tinha um casinho com a minha melhor amiga. Um romance que não andava nem desandava. E eu morria de ciúmes da minha amiga. Vai ver por isso que achava ele tão chato. Vivia atrás dessa minha amiga, até em umas horas bem inconvenientes. Acabou que o romance terminou antes de começar.

 

E foi aí que começou a  nossa amizade. Foi assim, ‘com o tempo’. Com a convivência, quando a gente se conheceu de verdade. Quando começou o nosso relacionamento, como amigos. E quer saber? Eu não sei dizer quando foi que o amor apareceu. Porque não aconteceu de uma vez. Aconteceu aos pouquinhos, durante o ano de 2008. Um sentimento que cresceu em silêncio, até não caber mais dentro do corpo. É isso. Não dá pra dizer quando o amor bate à porta. A gente só percebe que chegou quando ele já está lá, instalado e acomodado.

 

16 meses – (2.infinito)²

Engraçado como tudo me pega de surpresa. Não é nada agradável você andar a semana inteira com o guarda-chuva na bolsa e, justamente no dia em que você tira, chove.

Tive uma surpresa maravilhosa dias atrás. Uma pessoa voltou pra minha vida. Meu, fazia quanto tempo, desde que trocamos o primeiro "oi"? Puxa, dois anos. Quase três! E, ah, é tão bom te ver entrando pela porta, o olhar meio tímido, a manga da camisa bem passada, a voz em tom suave, como se ele estivesse com medo de acordar um anjo... E eu me senti feliz. Estranhamente feliz. As veias borbulhavam, o sangue corria numa velocidade incrível... Ah, como é bom ter você de volta! :)

Jô.

"Veio até mim, quem deixou me olhar assim? Não pediu minha permissão. Não pude evitar, tirou o meu ar, fiquei sem chão. Menino bonito, menino bonito, ai.."

- Sabe o que me faz falta?

Sentei ali mesmo na praça e fiquei pensando. Falta das mãos macias, do bom dia, do abraço, do beijo, do amor, da calma, da praça, das músicas, das noites... sinto falta do amor. Já pensei tantas e tantas vezes em voltar atrás, em desistir; e, caramba, eu choro todas as vezes. Porque uma coisa tão bonita fica brincando de se desfazer aos poucos. Eu penso no tempo, na história, em você... me sinto estranha, porque tenho a sensação de estar empatando você. E você sequer nota essa turbulência toda que acontece aqui dentro. Fica aí, debruçado na sua janela, tomando seu café, e o meu mundo aqui, desabando aos poucos, pedra por pedra, uma caindo sobre a outra... e você sorri, alucinado.


Chovia bastante. Dei uma última olhada, e ele dormia, imóvel, na cama que por anos foi nossa. Fechei a porta com cuidado, e desci pelas escadas. Os quadros na parede, as roupas espalhadas pelos móveis; tudo, tudo denunciava nosso passado. As xícaras borradas do nosso café, os lembretes por toda a casa. Vou chegar tarde; O almoço tá na geladeira; Eu amo você. Era triste deixar nosso lar depois de tantos anos dormindo sobre os mesmos lençóis, entrelaçando as pernas exatamente do mesmo jeito... mas me faltava algo. Acho que me faltava ele, e esse era todo o problema. Juntei minhas roupas, guardei os quadros no porão, joguei minha xícara no lixo. E mais um, o último recado colado na porta.

"Eu estou bem. Na verdade, estou meio gripada e sozinha. A casa é grande, e faz barulhos estranhos à noite."
Junker

Então fechei a porta e fui correndo pela chuva.

Eu eu aqui, sem você,
vejo meu corpo definhar,
minha mente se esvair,
meu coração se apertar
de tanta saudade.

Pensei que isso fosse coisa de novela.

(2infinito)²

Foi quando eu olhei as estrelas e perguntei: "E então..?"

Sexta-feira, e a lua se escondia sob os lençóis, assim como eu. Eu fujo, reinvento, mudo meu caminho, mas sempre acabo caindo na contra-mão, erro as pessoas e no meu discurso. Giro e morro a cada segundo; e ninguém nota.

Confiar nas pessoas é muito fácil; fácil quando elas estão bem ao seu lado, e tudo parece bem. Difícil é aceitar suas imperfeições, seus dias ácidos, seu toque ágil e fundo, como uma criança de rua que quer te assaltar e, antes disso, te hipnotiza por segundos. Não me lembro do exato momento em que passei a mentir pra mim mesma e dizer que não havia mais nada; ando tendo pesadelos e não sei como organizar as coisas.

Quando você me olhou...
Quando você me olhou...
Quando você me olhou...
Quando você me olhou...
Quando você me olhou...
Quando você me olhou...
Quando você me olhou...

Ah, o seu olhar.. ninguém, nunca, vai tirar de mim.

Quando você me tocou...
Quando você sorriu pra mim..

=suspiro=

Ah, a imensidão desses meses que me separam de você. Eu queria muito conseguir escrever uma coisa legal, sabe, mas só sei escrever a palavra saudade. Palavra que me amassa, me retorce, depois me lança no fogo.
Mas, ah, amor, é tanta coisa. Tanta coisa que dá vontade de chegar junto, repartir um suspiro, alongar um filme; cama fria e corpo quente. E eu olho pra trás. Sempre olho. É lá que eu te encontro. Olhos fechados, os pensamentos entretidos no corpo. O seu; aquele que, contigo, forma apenas um. Sem falha, sem espaço; apenas um.
Por isso eu digo que sinto saudade. Palavra pequena, mas que traduz com simplicidade essa coisa que me acompanha desde que me tornei uma apenas comigo.

Se eu caísse e me machucasse, você saberia como me consertar? Se eu saísse e me perdesse, você saberia aonde me encontrar? Se eu esquecesse quem sou, você poderia me lembrar? Ah, porque sem você as coisas ficam nebulosas.

Saudade.


"Se eu fosse escrever um livro sobre você, ele teria apenas duas páginas: apresentação e agradecimentos." Sara Mazuco

I've got sunshine on a cloudy day
When it's cold outside
I've got the month of May
I guess you'd say
What can make me feel this way...
My girl... talking about my girl..

Eu queria poder descrever como me senti quando você disse "volta pra mim?". Talvez nem tenha sido tão máximo assim... mas seu olhar, ainda que eu não estivesse vendo, com certeza foi como aquele primeiro que eu vi: de alguém que me amava. Do contrário, não estaríamos juntos meeesmo. Eu, meu ciúme, você e seu jeito. Mas, ah, o amor... ele transforma tudo, limpa tudo, renova tudo, que eu me sinto como da primeira vez em que você me beijou. Ah, e então eu lembro do que passou. Como tenho saudade de quando você me olhava nos olhos e me amava. Nossas noites andando pelo condomínio, a praça. Ah, a praça... como eu me senti segura com você, enquanto aquele homem chegava cada vez mais perto de nós, falando aquelas bobagens todas. Cada pequeno gesto seu, que passava despercebido (por ti), era um motivo pra eu ficar com aquela sensação de estar pisando nas nuvens.
Ah, como eu amo você... cada momento, cada briga, cada beijo, cada amor (só nosso)... posso viver essa vida, e ainda outras, passar por todos os problemas de novo, só pra terminar o dia nessa felicidade absurda; que é ser de alguém, ter alguém, um amor, que é ter você.

Eu te amo.

Eu não entendo o porquê de as pessoas fazerem essa festa toda no ano novo. Comemoram o que? A morte do passado? A sua própria morte a cada maldito segundo, nesse mundo de catástrofes? Eu corro e morro; corro e morro a cada instante, e não faço essa festa toda. Pelo contrário, arrasto o relógio e vou preguiçosa pelo tempo. Quase nunca tenho algo a dizer quando me desejam bom dia. Pisco os olhos e finjo um sorriso. Acham que não sei que só querem meu sangue.

Fazer Estrelas

Era uma conversa de irmãs blogueiras - aquela conversa de quem não quer nada, só companhia pra passar o tempo. Sobre seus blogs, há pouca coisa que elas amam mais. Família, namorados (cada uma tem o seu, certo?)... e o que mais mesmo?De vez em quando, aquela vontade de escrever uma coisa qualquer só porque quis. Mas não no seu blog.Aquela vontade de dividir um texto.Surge uma idéia.Um blog para dois. Pra viagem, por favor.

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