quarta-feira, fevereiro 27, 2008

Stevie Ray Vaughan - At Montreux

Hospedagem e Montagem: Fireball


Em 1982, Stevie Ray Vaughan foi convidado para tocar no Festival de Jazz em Montreux. Nessa época, ele era apenas um guitarrista promissor conhecido no circuito texano de blues mas ainda não tinha lançado nenhum álbum.
Com a necessidade de chamar a atenção de alguma gravadora, Stevie fez uma apresentação incendiária como de costume, mas foi vaiado pelo público presente.
Com um misto de mágoa e revolta, Stevie mal sabia que aquele show mudaria sua vida. Na platéia estavam David Bowie e Jackson Browne e ambos reconheceram o seu imenso talento.
Browne ofereceu seus estúdios para Stevie gravar seu primeiro álbum, "Texas Flood", enquanto Bowie o convidou para fazer as guitarras do álbum "Let's Dance". Estava dado o empurrão que Stevie precisava para fazer decolar sua brilhante e, infelizmente, curta carreira.


Três mais tarde, em 1985, SRV voltou a Montreux agora como uma das principais atrações daquele festival onde já fora vaiado um dia. Dessa vez o público, já familiarizado com suas músicas, o tratou como herói.
E mais uma vez, Stevie fez uma apresentação incendiária como, aliás, era a única maneira que sabia tocar.
Essas 2 apresentações magníficas foram lançadas em cd/DVD. A vantagem do DVD é trazer 2 músicas que não constam do cd de 1985: "Cold Shot" e "Look At Little Sister", ambas com a participação do também já falecido bluesman Johnny Copeland, que toca também em "Tin Pan Alley" num dueto espetacular.
O álbum todo é maravilhoso e só nos faz lamentar a perda prematura e irreparável de Stevie Ray em 1990.
Deixei uma opção de download do áudio ripado do DVD com as 2 faixas que não estão no cd.







Live At Montreux 1982
1- Hide Away
2- Rude Mood
3- Pride And Joy
4- Texas Flood
5- Love Struck Baby
6- Dirty Pool
7- Give Me Back My Wig
8- Collins Shuffle


Live At Montreux 1985
1- Scuttle Buttin'
2- Say What !
3- Ain't Gone 'n' Give Up On Love
4- Pride and Joy
5- Mary Had a Little Lamb
6- Tin Pan Alley (with Johnny Copeland)
7- Voodoo Chile
8- Texas Flood
9- Life Without You
10- Gone Home
11- Couldn' t Stand The Weather


Live At Montreux 1985 (DVD Audio)
Bonus tracks: Cold Shot & Look At Little Sister



The Hamsters

Hospedagem do Álbum, Texto e Montagem: Fireball


The Hamsters é uma banda de blues/rock formada na Inglaterra e que já tem quase 20 anos de estrada.
O line-up é formado por Pace Slim (guitarra e vocal), Zsa Zsa Poltergeist (baixo) e Rev. Otis Elevator (bateria).
Não se iludam com o nome "inocente" da banda: o som é pesado.


Apesar de pouco conhecida do grande público, a banda goza de prestígio entre os "blueseiros" do Reino Unido e já realizou cerca de 3.500 shows, tendo tocado com Eric Clapton, George Harrison, Status Quo e Gary Moore.
O álbum que estamos disponibilizando, "Electric Hasterland", é o primeiro dos Hamsters e foi gravado em 1990, trazendo apenas versões de músicas de Jimi Hendrix.




Electric Hamsterland


1- Purple Haze
2- Voodoo Chile
3- Fire
4- Little Wing
5- Spanish Castle Magic
6- Foxy Lady
7- Stone Free
8- Wind Cries Mary
9- All Along The Watchtower
10- Hey Joe
11- Star Spangled Banner

sábado, fevereiro 23, 2008

Elf

Hospedagem e Montagem: Fireball


O Elf é a banda responsável pelo surgimento de um dos maiores vocalistas de hard rock e heavy metal que se tem notícia: Ronald James Padavona.
Muitos devem estar se perguntando "Quem, diabos, é Ronald James Padavona ?". Explicando: é que em 1975, com o fim do Elf, Ronald passou a usar o nome artístico de Ronnie James Dio. Agora facilitou, né?
Pois bem, vamos voltar no final dos anos 60, quando Dio ainda era um desconhecido e formou a banda The Electric Elves. Depois mudaram o nome da banda para The Elves e, finalmente, para Elf. Os outros integrantes eram David Feinstein (guitarra), Micky Lee Soule (guitarra e teclados), Craig Gruber (baixo) e Gary Driscoll (bateria).


O primeiro álbum, auto-intitulado, foi lançado em 1972 com produção de Roger Glover. O som do Elf estava mais para o rock´n´roll com pitadas de blues e boogie dos Rolling Stones do que para o heavy metal que Dio viria a fazer anos depois.
Em 1974 saiu "Carolina County Ball" (chamado "L.A. 59" nos EUA), que marcou a saída de David Feinstein, substituído por Steve Edwards.
O terceiro e último álbum do Elf foi "Trying To Burn The Sun" de 1975.
A proximidade com Roger Glover acabou chamando a atenção de Ritchie Blackmore que, ao sair do Deep Purple, convidou todos os integrantes do Elf (exceto o guitarrista) para formarem o Rainbow em 1975. Esse foi o fim do Elf.
Após a gravação de "Ritchie Blackmore's Rainbow" ficou claro que o Rainbow era mais um projeto solo de Blackmore do que uma banda propriamente dita e os ex-Elf deixaram o grupo. Dio foi o que permaneceu mais tempo e ficou no Rainbow até 1978.




Elf



Carolina County Ball

Link Alternativo



Trying To Burn The Sun

quinta-feira, fevereiro 21, 2008

Amy Winehouse

Hospedagem e Montagem: Fireball


Muita gente deve estranhar esse post e eu mesmo, há pouco tempo atrás, não imaginaria Amy Winehouse aqui no blog... Por pura desinformação e uma dose extra de "pré-conceito".
Sempre que eu via alguma foto dessa inglesinha magrela, "porraloca" e toda tatuada envolvida em mais um escândalo envolvendo brigas, álcool e drogas, imaginava uma Pitty do primeiro mundo cantando "rockinhos" para adolescentes rebeldes. Nunca me preocupei em ouvir sua música.
Só agora, após Amy Winehouse faturar 5 prêmios no Grammy (o que a rigor não quer dizer nada), é que me despertou a curiosidade em ver o que ela realmente fazia.
E fiquei boquiaberto ao ouvir seu segundo álbum, "Back To Black".
Amy Winehouse nasceu em Londres em 1983.
Suas principais influências são músicos de jazz e soul como Sarah Vaughn, Carole King, Marvin Gaye, Minnie Ripperton etc.
Seu primeiro álbum foi "Frank" lançado em 2003 que, apesar de recheado de influências jazzísticas, era mais voltado para o pop, tendo recebido diversas críticas positivas onde eram freqüentes as comparações de sua voz com as de Billie Holiday e Sarah Vaughn.


Com "Back To Black", lançado em 2006, Amy, com sua voz "negra", nos remete ao soul e rhythm & blues dos anos 50/60 mas ainda mantém a veia jazzística. As letras são um auto-retrato, melancólicas, com temas como decepções amorosas e alcoolismo. Com "Back To Black", Amy recebeu 6 indicações ao Grammy e faturou 5 prêmios.
Com 6 milhões de cópias vendidas, "Back To Black" ganhou uma versão anabolizada com um cd bônus de faixas inéditas onde o destaque é a música "To Know Him Is To Love Him", com inevitável comparação a Janis Joplin.
Alcoólatra, viciada em drogas como heroína e crack e com o marido preso, Amy se tornou um dos principais alvos dos jornais sensacionalistas e já mostra as conseqüências de seu estilo de vida auto destrutivo, aparecendo cada vez mais magra e sem alguns dentes.
Entre uma overdose e outra e algumas internações em clínicas de reabilitação, muitos acham que a vida de Amy Winehouse não deve ir muito longe (ela própria já admitiu isso). Uma pena, pois talento ela tem de sobra.



Back To Black

Back To Black (Bonus Disc)




terça-feira, fevereiro 19, 2008

Lizard

Hospedagem e Montagem: Fireball


Lizard é uma banda de southern rock formada na Alemanha (!!) no início da década de 90.
Descobri esse cd por acaso e as poucas informações que consegui sobre a banda são as que encontrei no encarte do álbum e no site oficial ( http://www.lizardonline.de/ ), que não traz muita coisa.
"Southern Steel" foi lançado em 2001 e traz as influências clássicas do estilo como Lynyrd Skynyrd, Molly Hatchet, Blackfoot e Allman Brothers.
O line-up é formado por Georg Bayer (vocal), Christoph Berner (guitarra), Volker Dörfler (guitarra), Ralf Mende (baixo), Klaus Brosowski (teclados) e Helmut Kipp (bateria).




Southern Steel

domingo, fevereiro 17, 2008

Trapeze

Hospedagem e Montagem: Fireball


TRAPEZE foi formado na Inglaterra em 1969 e, inicialmente, era um quinteto com John Jones (vocal), Terry Rowley (teclados), Mel Galley (guitarra), Glenn Hughes (baixo) e Dave Holland (bateria).
O disco de estréia, auto-intitulado, foi lançado em 1970. Logo em seguida, Jones e Rowley deixam a banda.
O trio formado por Hughes (que assumiu os vocais), Mel Galley e Dave Holland acabou se tornando o line-up mais conhecido e que representou os melhores momentos do Trapeze. Com esse power trio eles lançaram três álbuns, dos quais "You Are The Music, We're Just The Band" (1972) causou grande sensação.
Em setembro de 1973 Jon Lord e Ian Paice, do Deep Purple, convidaram Glenn Hughes para substituir o baixista Roger Glover que havia deixado a banda ao lado do vocalista Ian Gillan. Hughes, que já tinha recusado o convite do Electric Light Orchestra, aceitou o convite do Purple deixando o Trapeze. David Coverdale entrou simultaneamente no Deep Purple e dividiu os vocais com Glenn.
Holland e Galley seguiram em frente com o Trapeze, que teve várias alterações no line-up mas continuou lançando álbuns regularmente.
Em 1979, Dave Holland foi para o Judas Priest e, com isso, o Trapeze encerrou as atividades.
Em 1982, Mel Galley ingressou no Whitesnake, onde permaneceu até 1984.
Em 1990, após ter saído do Judas Priest, Dave Holland decidiu recomeçar com o Trapeze que durou até 1994, quando a banda se separou de vez.




You Are The Music... We're Just The Band



Medusa

segunda-feira, fevereiro 11, 2008

Bernard Allison

Hospedagem e Montagem: Fireball


Bernard Allison nasceu em 1965, filho do legendário bluesman Luther Allison.
Desde pequeno, Bernard já acompanhava o pai em suas apresentações, sendo influenciado por Luther, obviamente, Muddy Waters, Albert King e, mais tarde, Stevie Ray Vaughan.
Bernard iniciou sua carreira tocando na banda de Koko Taylor em 1985. No final da década de 80, foi morar com Luther Allison em Paris, entrando para a banda do pai. Luther conseguiu um estúdio para que Bernard gravasse seu primeiro álbum solo, "Next Generation", em 1994.
Em 1997, ano da morte de Luther Allison, Bernard grava seu segundo álbum, "Keep The Blues Alive".
Desde então, lançou vários álbuns. Embora na maioria de seus discos Bernard toque o blues mais tradicional de Chicago, em alguns como "Across The Water" ele mistura elementos de rock, r&b e soul, fazendo um blues mais moderno e acessível.






Keepin' The Blues Alive



Across The Water



Storms Of Life



Higher Power



Energized - Live In Europe disc 1

Energized - Live In Europe disc 2

segunda-feira, fevereiro 04, 2008

Roy Buchanan

Hospedagem dos Álbuns e Montagem: Fireball

Postado Originalmente em 18/04/2006 - Links Atualizados


Roy Buchanan nasceu em 1939 no estado do Arkansas, EUA, mas cresceu na Califórnia.
Roy foi um dos grandes guitarristas de blues/rock, dono de um estilo próprio de tocar, criava gritos harmônicos altos peculiares na sua Telecaster. Roy comprou sua primeira guitarra em 1953 e passou a estudar o blues dos grandes guitarristas da época.
Nos anos 60 tocou com diversos artistas e, no final da década, montou sua própria banda. Na década de 70 assim contrato com grandes gravadoras (Polydor e Atlantic) e, apesar do relativo sucesso e reconhecimento de crítica, era insatisfeito com relação a sua liberdade de criação.


Desiludido e se sentindo pressionado pelas grandes companhias, resolveu se retirar da música em 1981 dizendo que só voltaria a gravar quando pudesse compor o que bem entendesse.
Essa liberdade foi encontrada no selo Alligator, com quem assinou contrato em 1984 e lançou seu primeiro álbum pela gravadora em 1985. "When a Guitar Plays The Blues" foi seu primeiro disco puramente de blues, aclamado por crítica e público


Em 1986 lançou "Dancing On The Edge" com alguns convidados especiais. Em 1987 saiu seu último disco, "Hot Wires". Ele disse na época: "Desde que vim para Alligator estou fazendo o que sempre quis, finalmente".
Quando tudo parecia perfeito, Roy foi preso embriagado após uma discussão familiar. Na manhã seguinte, dia 14 de agosto de 1988, foi encontrado morto na cela, enforcado na própria camisa.
Acabava assim, tragicamente, a vida do "melhor guitarrista desconhecido" da história.







sexta-feira, fevereiro 01, 2008

Bloomfield/ Kooper/ Stills

Hospedagem e Montagem: Fireball

Esses 2 discos que estou disponibilizando foram lançados em 1968 e registram encontros entre 3 nomes que marcaram a década de 60.
Al Kooper é um dos nomes mais importantes do rock nos anos 60. Multi-instrumentista e produtor, trabalhou como músico de estúdio com Bob Dylan, Rolling Stones, Jimi Hendrix, The Who e Tom Petty e "descobriu" o produziu os 3 primeiros álbuns do Lynyrd Skynyrd. Tinha ainda tempo para sua própria banda, o Blood, Sweat & Tears.
Michael Bloomfield era um visceral guitarrista de blues que tocou na banda de Paul Butterfield antes de formar o Electric Flag, em 1967.
Vale salientar que, em 1965, Bloomfield e Kooper foram recrutados por Bob Dylan para as gravações do clássico "Highway 61 Revisited".
Nessa época, Steve Stills fazia parte do Buffalo Springfield e, posteriormente, do Crosby, Stills & Nash.
"Super Session" é o resultado da reunião desses 3 e pode ser dividido em duas partes: uma com maior influência de Bloomfield, onde predomina o blues e outra de Kooper e Stills onde se nota mais psicodelia e soul.
Na seqüência do lançamento, Al Kooper e Mike Bloomfield saíram em excursão sem a presença de Stills. Da turnê resultou o álbum "The Live Adventures of Mike Bloomfield e Al Kooper", gravado em 3 noites no Fillmore East em dezembro de 1968.
Dessas mesmas noites foram tiradas as faixas para "Fillmore East: The Lost Concert Tapes", lançado em 2001. Nesse álbum está a música "It´s My Own Fault" que conta com a participação explosiva de Johnny Winter num lendário dueto com Bloomfield.
Al Kooper e Steve Stills continuam em atividade até hoje, enquanto Mike Bloomfield morreu de overdose em 1981.



Super Session




Fillmore East: The Lost Concert Tapes