26/12/2008

Eu dou as costas para a indiferença

"Um teto para meu país" é uma ONG formada por jovens de classe média alta para construir casas emergenciais da América Latina.

A ONG foi criada no Chile, em 1999, quando jovens universitários começaram a construir casas de madeira em regiões pobres. A idéia foi "exportada" pela primeira vez em 2001, depois que milhares de famílias ficaram desabrigadas por conta de um terremoto em San Salvador, capital de El Salvador, na América Central. Hoje, a ONG está presente em 14 países latino-americanos. O Teto veio para o Brasil em novembro de 2006, as primeiras casas foram feitas em abril de 2007, na periferia de Guarulhos.

O projeto, embora à primeira vista pareça assistencialista, na realidade visa à autonomia das comunidades em que atua. "As casas não são um presente para os novos moradores", "Além disso, o projeto, formulado em três etapas, busca organizar a população carente."

Na primeira etapa, quando são construídas as casas, o intuito é inserir os voluntários na comunidade. Durante a segunda fase, os voluntários atuam na reabilitação social da favela, por meio de atividades nas áreas da saúde, trabalho, assistência jurídica, educação e finanças. Um exemplo: os moradores, acostumados com a informalidade, recebem orientações sobre como gerir seu dinheiro para pagar gastos com luz, água e impostos. No terceiro estágio, a própria comunidade, já organizada, constrói casas permanentes, de alvenaria. Esse último objetivo, até o momento, foi atingido somente no Chile.



Para que isso seja possível, você precisa ajudar. CONSTRUÇÃO DE VERÃO 'UM TETO PARA O MEU PAÍS', de 12 à 18 de janeiro de 2009 em Guarulhos. Seja voluntário, 24 famílias agradecem.
Inscrições aqui. Para mais informações, voluntariado.brasil@umtetoparameupais.org :)


PS: Não é necessário ter conhecimento teórico ou prático.

Layout novo, como presente de natal para o blog :) Bem, queridos, feliz Natal, feliz Ano Novo, abraços gordos para vocês, divirtam-se, descansem, boa sorte com o vestibular, sorriem, dancem, contem estrelas, e tenham ótimas férias. Viajo amanha para o sul, depois vou para o Teto, depois vou procurar apartamento.. enfim, não sei quando eu volto. É capaz que o Tempo de Férias seja atualizado. Mas enfim, beijão para todos! :*

17/12/2008

Para sempre no fundo do mar?

Assumo que o desejo é o melhor para mim. Sei que é sempre assim. Mas e se eu não conseguir o melhor? Conseguiremos para você, querida. Não podia tentar, se eu fosse tentar iria falhar, então não se esforce, a gente molda um mundo perfeito para você. Esses amigos não são bons, esses lugares não são bons, fica em casa com a gente, aluga um filme, faz pipoca! E se eu não quisesse? Se eu quisesse enlouquecer pelo mundo e descobrir todas as possibilidades? Que desgosto, olha como você os deixa tristes. Você pensa que ninguém vê?, sempre tem alguém que vê e conta para outro alguém. Quando passa, eu acho tudo legal, e até me arrependo de coisas ruins que eu disse. Mas e se de novo, a mesma imposição de sempre? Aí eu tenho motivo para dizer que as pessoas não mudam e que eu não vou me adaptar! Acabei conhecendo tudo o que me interessou mesmo com todo cuidado, e abri mão do que não era saudável independente de qualquer advertência. Então de que adianta impor os medos que não são meus em um discurso amoroso de preocupação? As falhas da minha educação não podem mais ser concertadas a não ser por mim. Eu quero muito sair fora, ver o mar.

Debaixo d’água tudo era mais bonito, mais azul, mais colorido, só faltava respirar. Debaixo d’água se formando como um feto, sereno, confortável, amado, completo, sem chão, nem teto, sem contato com o ar. Debaixo d’água por encanto, sem sorriso, sem pranto, sem lamento, e sem saber o quanto esse momento poderia durar. Debaixo d’água ficaria sempre contente londe de toda gente, para sempre no fundo do mar. Debaixo d’água protegido, salvo, fora de perigo, aliviado, sem perdão, sem pecado, sem fome, sem frio, sem medo, sem vontade de voltar. Debaixo d’água tudo era mais bonito, mais azul, mais colorido, só faltava respirar. Mas tinha que respirar, todo dia.”

12/12/2008

O pior é que a culpa não é sua.

Tudo o que eu faço, todas as coisas que eu vejo e as pessoas com quem eu converso me lembram você. Eu não planejo mais nada sem me certificar da sua opinião, eu não faço mais porra nenhuma sem perguntar pra você. Dependo de você para fazer coisas mais solitárias. Eu virei uma merda de namorada apaixonada e submissa. Você não abusaria se soubesse que eu não correria atrás. Mas você o faz, porque sabe que o que eu quero, sempre, é ficar bem, e bem eu só estou com você. Isso é vida? Quero o meu desleixo e desinteresse de antes. Esse não é o equilíbrio, nossa paixão ficou só do meu lado e eu não quero mais carregar ela sozinha. A minha parte do nosso amor pra você.

10/12/2008

"vc era mais do que vc estava sendo"

Kleiton.... diz (00:08):
talvez vc tenha deixado d ser algumas coisas essencias
Natália diz (00:08):
tipo?
Kleiton....diz (00:10):
livre talvez... ou achar q eh livre.. decidida, e firme....
Kleiton.... diz (00:10):
vc tem firmeza em assuntos q precisam d maleabilidade e vice versa.


Isso foi um soco no estomago que talvez eu estivesse precisando.

08/12/2008

Um dia, a luz.

E se o coração começa a bater desse jeito, a única coisa que resolve é chorar bem. E se lá do alto da montanha o vento seca os olhos, a solução é ficar bem quietinha e tentar esquecer. Não que alguma coisa mudasse, o que é pior. Estado lamentável de fragilidade e impaciência me tonam vulnerável. E eu odeio minha vulnerabilidade.

Primeira vez que eu ví em um amigo um olhar de saudade. Foi o olhar mais gostoso e confortável que eu já vi. O que eu tenho feito das coisas?

Problemas para quem quer, obrigada.

Nunca achei que fosse errado então eu não sei por que andei pensando nisso esses dias, se eu ainda tivesse mudado de idéia, mas não, continuo centrada... Estranho.

Enquanto ninguém sabia o que ia fazer da vida, ou então se preocupavam se iam ou não tentar colégio técnico, mas pra que curso, oh, deus!, eu ficava de canto só observando o desespero alheio. É que era engraçado, para eu que já sabia, ver o quão preocupada as pessoas ficam com isso, com o que vai ser do futuro e talz. Me poupei, decide muito cedo que iria viver de música e seja-o-que-for-que-será. Pode parecer estranho, mas músico é muito descriminado e ninguém nos leva a sério. Sorte não ter desistido. Eu não podia estar no caminho mais certo. Vou ser professora, vou viver de música, vou recuperar vidas (musicoterapia, ed. especial, essas coisas), as melhores coisas que alguém pode fazer! Mas eu não decidi isso agora, decidi há 7 anos, e eu só tenho 19 anos! Não vejo minha vida diferente, não me vejo fazendo outras coisas. Às vezes me assusta. Talvez eu não me abra para novas possibilidades, mas é que eu não consigo admitir que possa haver possibilidades!, eu não quero! Então, se eu não quero, fim de papo; não! Não consigo, continuo me achando concervadora! E eu não sei até que ponto isso é bom ou ruim, nessa situação. Está dando tudo certo, eu sei que vai dar tudo certo, de um jeito ou de outro, não me importo mesmo em ter uma vida bem simples, eu só quero poder passar para o maior número de pessoas, todo esse amor que eu tenho pela música, e poder mecher com a vida delas! :’) Eu não sei qual é o problema, mas mesmo assim eu me preocupo, seja com o que for. Eu estou feliz, muito. Eu já planejei tudo! Enfim, sei lá (:

07/12/2008

Brincadeira da Tataia

Eu gosto de responder essas coisas, mas é capaz de eu não conseguir indicar mais ninguém ;x

Regras
I. Colocar uma foto individual nossa;
II. Escolher uma banda/artista;
III. Responder às questões somente com títulos de canções da banda/artista escolhido;
IV. Escolher 4 pessoas que respondam ao desafio, sem esquecer de avisá-los.

_____________________________

I, II. Arnaldo Antunes - lógico, viciada ;D

III. Respondendo:
» És homem ou mulher? Essa mulher n.n
» Descreve-te: Macha fêmea x)
» O que as pessoas acham de ti? Sentimental :P
» Como descreves o teu último relacionamento: Socorro :O
» Descreve o estado actual da tua relação: Natureza divina ♥
» Onde querias estar agora? Tanto faz ;)
» O que pensas a respeito do amor? Seja como for ♥
» Como é a tua vida? Infinito particular ;)
» O que pedirias se pudesses ter só um desejo? Pedido de casamento ♥
» Escreve uma frase sábia: Não há perdão para o chato (Y)

IV. Ahm.... *cri cri*

30/11/2008

Tudo é uma questão de como ensinar - nada específico sobre isso ;)

Só porque eu ainda não sei como falar o que eu preciso falar. Acontece ;)
Musiquinha BACANA pra quem acha que o universo infantil de hoje em dia é fútil, manipulado e burro. Vocês não sabem de nada ~:) Tem muita gente fazendo coisa boa por aí.

“O substantivo é o substituto do conteúdo,
O adjetivo é nossa impressão sobre quase tudo,
O diminutivo é o que aperta o mundo e deixa miúdo,
O imperativo é o que aperta os outros e deixa mudo.

Um homem de letras dizendo idéias sempre se inflama,
Um homem de idéias nem usa letras faz ideograma,
Se altera as letras e esconde o nome, faz anagrama,
Mas se mostro o nome, com poucas letras, é um telegrama.

Nosso verbo ser é uma identidade mas se projeto,
E se temos verbo com objeto, é bem mais direto,
No entanto falta ter um sujeito pra ter afeto,
Mas se é um sujeito que se sujeita, ainda é objeto.

Todo barbarismo é o português que se repeliu,
O neologismo é uma palavra que não se ouviu,
Já o idiotismo é tudo que a língua não traduziu,
Mas tem idiotismo também na fala de um imbecil.”

(Gramática – Sandra Perez e Luiz Tatit)

27/11/2008

Caminhando e cantando

Como não convém contar todo o sufoco que passei por causa desse final de semestre, tinha pensado em colocar algumas fotos que expressasse momentos importantes, mas como o meu computador não colabora, abandodei a idéia. Tento mais tarde, vai que dá certo. O que importa é que as provas e as aulas acabaram, e agora só tem uma semana de concerto, mas que nem conta (;

Bem, me re-interessei pelo movimento estudantil. Eu tinha perdido as esperanças na época do Passe Livre, quando eu via que nem manifestações e nem conversas civilizadas mudaram alguma coisa. Desde que me colocaram para votar na chapa do CA do meu curso, no começo do ano, quando eu não conhecia ninguém e nem sabia para o que isso ia servir, eu voltei a me preocupar com o destino dos estudantes. É, definitivamente o meu curso não é perfeito, por falta de estrutura, e porque muito dos alunos não se interessam por Educação Musical (porque meu curso se chama Licenciatura em Música com habilitação em Educação Musical). Mas a gente pode melhorar. Por isso eu lanço a campanha: NÃO SEJA UM BACHAREL FRUSTRADO. Se o seu sonho sempre foi tocar em orquestra, ou qualquer coisa que o valha, não preste licenciatura só porque é mais fácil de passar. Perdi a linha do raciocínio XD~

15/11/2008

A estranhesa da vida partida

Outro dia eu saí com alguns amigos para jogar sinuca, e, no meio daquelas conversas de quem não se vê ha muito tempo, e que quer contar como anda a vida, a Nat me perguntou: “Ué, você não gostava mais de usar mochilas?”, e eu ri respondendo: “Prefiro, mas ela tá em São Carlos”. Ela entendia a situação e disse: “É muito difícil se dividir em duas cidades”.
O que nos acontece é que, durante a semana moramos em uma cidade, por causa da faculdade, e nos finais de semana voltamos para a nossa terra natal. E vocês, a menos que passem por isso, não fazem idéia de como é complicado.
Complicado porque quando eu chego em Sanca e não tenho nada para fazer eu penso em pegar algum cd ou algum livro, mas eles estão em Campinas. Complicado porque quando eu quero sair, minhas roupas mais ajeitadinhas estão em Sanca, ou então eu me esqueço de trazer coisas que eu usaria pra estudar.
Fazer mala toda quinta feira, para refazê-la no domingo é bem (muito, bastante) exaustivo. Carregar a mala cheia de livro, flautas, roupa suja da minha casa até a rodoviária é um transtorno.
Talvez seja porque nem um ano se passou desde que minha vida passou a ser assim, mas eu ainda não me adaptei. Mal me acostumo com a outra cidade, e já me vou embora. Exaustivo, complicado.

/Editado
Template novo \o/

07/11/2008

Motivos? Nenhum.

No lugar mais escondido, onde as janelas dos apartamentos não avistavam, e nem a luz do poste alcançava. Em um horário onde provavelmente todos já estariam dormindo, ou, ao menos, dentro de suas casas. A mais nova no meio de garotos mais velhos não sabia o que fazia, mas fazia tudo e com muito gosto, não lhe parecia ruim. Quase um ano nessa rotina de alegria transcedental, inexplicavel. O fim clichê, mas desconhecido. O medo, o pavor, o pânico, o tudo, o nada, e o vazio. Vidas, sub-vidas, tentativa de vida depois de tudo que se viu, se fez, e aconteceu. Uma necessidade de uma mão que a segurasse firmemente. Um suspiro triste e estranhamente saudoso toda vez que se lembra. Dor junto de um sorriso quando se tem vontade. Mas a certeza de que o passado não volta se a gente não quiser, e a tranquilidade de saber que não se quer.

“Escolha viver, escolha um emprego, escolha uma carreira, uma família. Escolha uam televisão enorme, escolha lavadoras, carros, cd players, e abridores de latas elétricos. Escolha saúde, colesterol baixo e plano dentário. Escolha uma hipoteca a juros fixos. Escolha sua primeira casa, escolha seus amigos. Escolha roupas esporte e malas combinando. Escolha um terno numa variedade de tecidos. Escolha fazer consertos em casa e pensar da vida domingo de manhã. Escolha sentar-se no sofá e ficar vendo game shows chatos na tv, comendo porcaria. Escolha apodrecer no final, beber num lar que envergonha os filhos egoístas que pôs no mundo para substituí-lo. Escolha o seu futuro. Escolha viver. Mas por que eu iria querer isso? Escolhi não viver, escolhi outra coisa, e os motivos... não há motivos!”
("Trainspotting" - Danny Boyle, 1996)

02/11/2008

Quando canto o mundo se espanta

Só me lembro de ter vindo comentar quando eu fui incrivelmente bem nas provas, o que passa – ou deve passar – a imagem semi-errônea de que eu sou nerd, portanto venho registrar minha mais terrível debilidade: o canto.

Para a terça passada tivemos que preparar uma música para apresentar na aula de canto. Escolhi uma relativamente fácil e ensaiei-a por um tempo considerável. Eu já imaginava; minha mão suava, minha voz tremia quase em pranto, não saia som, parei várias vezes para retomar o fôlego. Fiquei lá na frente da sala, olho na partitura, não via ninguém. Nâo sabia o que fazer com a mão, com a perna, cabeça... foi horrível! Não ouvi nenhuma risada, aleluia, e quando eu – sacrivelmente – terminei, bateram palmas e me pareceram mil abraços de reconforto. Foi um alívio terminar, mas um penar passar por isso. E eu nem posso ficar feliz; na próxima aula será a prova e eu tenho uma semana para aprender a cantar! :/

25/10/2008

Aquilo lá no fundo que eu sabia mas não assumia

Passaram-se horas, e eu ainda estava sentada no telhado de uma casa qualquer, esperando que todas aquelas pessoas sumissem. Não sei bem porque eu fugi, mas quando ví aquele tanto de gente correndo na direção onde eu estava, tranquilamente, sentada na cadeira de balanço, na frente de casa, sentindo o vento bagunçar o meu cabelo, eu fiquei assustada, e minha primeira reação foi levantar e correr também. Não sabia para onde, não sabia para quê, mas corria sem parar. Depois de um tempo comecei a achar divertido, eu olhava para trás e as pessoas não estavam bravas, parecia uma brincadeira e eu ri. Ri tanto que um desespero tomou conta de mim, o riso virou pranto, e eu não tinha mais forças para correr. Comecei a andar um pouco sem jeito de tão cansada até encontrar uma casa com o portão aberto. Entrei, e, em um impulso inexplicável, subi no telhado, e fiquei lá espiando aquele mundarél de pessoas incansáveis e malucas. De cima eu pude ver que elas faziam um tapete humano de cerca de um quilómetro! Quando passaram da casa onde eu estava, todos pararam e voltaram, e ficaram na frente, acampados, durante horas. Eu me escondia, mas era certeza que sabiam que eu estava lá, e, me parecia, que estavam esperando a minha rendição. Mas de quê? Para quê? Quando as primeiras estrelas começaram a aparecer no céu, toda aquela gente se transformou em um único ser, um gigante vistoso, imponente, que veio e ficou bem perto de mim, me olhando. Não disse nada, não fez nada, quase não se mecheu, só me olhava com um olhar sereno e ao mesmo tempo triste. Eu evitava olhar para os seus grandes olhos, com medo de ser mal interpretada, mas neles havia um imã que atraiam os meus, e que me davam uma tranquilidade para que eu me entregasse. Fiquei mas um bom tempo encolhida, com medo, aflita, até decidir levantar e me aproximar. Foi só olhar para ele que a distância entre nós encurtou, e, inexplicavelmente eu estava bem à frente dele. Não sabia o que fazer, não sabia o que falar, e ele também não fez e não falou nada. O encarei e ví nele todas as pessoas que passaram pela minha vida, todas aquelas que de alguma forma, deixaram uma sementinha que hoje me faz ser o que eu sou, as mesmas pessoas que depois de terem me feito bem durante tanto tempo, eu arranquei sem pensar muito da minha vida. O gigante sorriu, era isso que estava me faltando enxergar. Abri os braços, olhei para o céu, e com toda a minha forta eu gritei: “me desculpem, eu não sei o que eu fiz!”. E novamente um sorriso, e o olhar sereno, dessa vez, feliz. Ele voltou ao tamanho normal, a multidão reapareceu, e todos foram andando, calmamente, na direção contrária. Fui seguindo-os com o olhar até ficarem bem pequenos, e finalmente desaparecerem. Não sabia o que aconteceu, ainda mais porque, depois de um grande suspiro, eu estava de volta na cadeira de balanço, com o coração apertado, cheio de saudade e remorço.

19/10/2008

E olha que eu nem morri, heim

Quando se fica muito tempo sem postar, podem-se supor duas coisas; ou as coisas estão tão boas que eu esqueço de vir postar, ou tão ruins que não me deixam vir. No meu caso é uma mistura dos dois, quando há coisas boas quero aproveitá-las e quando há coisas ruins, quero esquecê-las.

Das coisas que verdadeiramente interessam, sobram poucas para contar. A primeira, e mais importante de todas as coisas, foi que eu me mudei. Finalmente. Deixei de ir votar em Campinas só para não ficar nem mais uma semana no outro apartamento. Agora estou morando com uma amiga da minha sala, que teve problemas semelhantes e até piores! com a menina que morou com ela. Estamos agora, juntas, as duas traumatizadas, querendo fazer diferente pra não termos problemas de novo. Mas vai dar tudo certo. O que importa é que eu estou aliviada, não fico mais tensa ao sair do meu quarto, e nem tenho mais vontade de passar o dia todo fora de casa. Aliviada e feliz, é isso que importa.

E a segunda é que na semana passada eu, e mais 14 alunos do curso de música fomos, como monitores, ao Encontro Nacional da Associação Brasileira de Educação Musical (ABEM), tipo um congresso. Inicialmente iríamos apenas monitorar cursos – ficar nas salas auxiliando os palestrantes, se necessário. Mas aconteceu que tivemos que fazer tudo; desde inscrições, guardar dinheiro, arrumar as salas, os computadores, resolver pepinos, até montar a mesa do coffebreak... Fizemos tudo. Fomos a base da organização do evento. Fora o infernaaal trajeto de Santo André (onde fiquei hospedada) até a Unesp: ônibus, trêm, dois metrôs e 15 min de caminhada, e detalhe: no horário em que todas as pessoas do universo resolvem sair para trabalhar :O Caótico! Foi tudo muito errado, muito estressante, mas o bom é que já acabou, e, no fundo, eu levei coisas boas comigo.

Fora isso, uhm, não tenho muitas coisas para falar. Mas tá tudo bem :) Vai fazer um mês que eu não volto para Campinas, estou com saudade de casa, do meu irmão... Hoje estou em Limeira, visitando o namorado que eu não via a muuito tempo também. Maldito horário de verão... perdemos uma hora para ficar juntos :(

27/09/2008

eu me lembro, foi em setembro

Sem rodeios: terça Kleiton e eu completamos um ano de namoro. Fora o lance bonitinho de ser um ano, essa é uma comemoração totalmente nova para mim, e o mais emocionante é que eu pensava que eu jamais iria comemorar. Não pelo fato de “oh, ninguém me ama, ninguém quer namorar comigo” *corta os pulsos*, mas sim porque eu era uma perdida na vida que realmente não queria. Mas olha como são as coisas; no meio dessa vida bandida, movida a álcool, risadas escandalonas e sem motivo, música alta, e beijos pra cá e pra lá, ele apareceu na porta do banheiro e tivemos a nossa chance. Chance que foi muito bem agarrada, literalmente, hê.

Bem, um ano feliz que eu pude enfim mudar coisas em mim que eu tanto enrolava e dava desculpas para adiar. Me dei chance de confiar e gostar de alguém – o que me foi (dolorosamente) difícil, assumo – e ganhei em troca um amigo, um irmão, e muitas alegrias. Nosso namoro saudável sem brigas – a menos na minha cabeça :x, sem desconfianças, sem pressões, e que tem tudo para durar, e vai durar! :D Sei lá, não sei como me sentir, mas estou orgulhosa de mim. Um ano com uma mesma pessoa, única e exclusivamente com ela...! Quem diria!

13/09/2008

Movimentos estudantis ainda existem

Protesto de alunos em Limeira irrita José Serra

"O governador de São Paulo, José Serra, se irritou ao ser criticado por estudantes que protestaram durante a inauguração do prédio do Campus 2 da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em Limeira, no interior de São Paulo. Serra interrompeu o seu discurso para responder aos cerca de 50 jovens, a maioria alunos do Centro Superior de Educação Tecnológica (CESET), administrado pela Unicamp, que faziam um apitaço no local.

'Mas que gritaria é essa. É surreal. Essa universidade é nova e nem tem aluno ainda. É surreal, não tem aluno aqui’, retrucou o governador, recebendo uma sonora vaia. ‘Quem quiser gritar vai ter que fazer o exame e passar no vestibular', prosseguiu, em tom já mais moderado."



Mas o que realmente acontecia, e que eu não acredito que o governador não tenha percebido, e sim agido de má fé, era que os alunos do CESET estavam reinvidicando, primeiramente, moradia para os alunos do CESET.

Limeira não é uma cidade grande o suficiente para abrigar mais de mil alunos todo ano, sem contar que em uma universidade sempre tem aquele que não podem pagar os preços abusivos que as imobiliárias/proprietários cobram de aluguel.

Ele acresentou dizendo que as aulas começariam "só a partir de março, e até lá não tem aluno aqui". Mas isso é no Campus 2 (Faculdade de Ciências Aplicadas), e quanto ao Campus 1? Não tem aluno? Não há necessidade de moradia? A Unicamp de Campinas tem moradia, por que a de Limeira não pode ter? E se a questão for realmente essa, "falta" de aluno, em março, quando tiver, vão construir uma moradia estudantil?

"A estudante Jenifer Silva, 26 anos, disse que essa é a oportunidade de levar a reivindicação até o governador. 'Os aluguéis estão muito caros e vão subir mais ainda com a chegada do campus 2 da Unicamp. Nós não temos condições de pagar aluguéis milionários', afirmou.

O estudante Kleiton Bueno, 19 anos, questionou a falta de um projeto de moradia estudantil em Limeira, sendo que a unidade da Unicamp em Campinas dispõe do beneficio. 'Hoje são 1,5 mil alunos e no ano que vem mais 500 sem lugar para morar', reclamou."

Tudo isso sem nem citar a questão da segurança, que, pelo que sei, praticamente é nula. Guardinhas que fazem ronda não inibem ladrões que, na frente de todos, entram na universidade e levam os caixas eletrônicos!

"Para a aluna Denise Manfio, 20 anos, a falta de segurança no bairro ocorre por causa da falta de investimentos do governo. 'Com o aumento dos estudantes, será preciso mais polícia para evitar os muitos assaltos que acontecem por aqui', exigiu."

Lembrem-se dessas coisas na hora de votar.

Ps: Vocês repararam no bonitinho de roxo? Meu namorado *-* Hahaha.

05/09/2008

Meu vício por paçocas

Venho, nos últimos dias, comemorando à cada nova refeição, uma vez que, depois delas, nada mais tenho comido. Eu explico: na frente do restaurante universitário, há um senhor vendendo docinhos, entre eles, a maravilhosa paçoquinha com cobertura de chocolate, onde cada uma custa 0,20$, e três custam 0,50$. Durante uma semana, aliando a gostosura à promoção imperdível, todo almoço e toda janta eu comprava três! Foi uma semana feliz até que eu entrei em uma farmácia e subi na balança. Eu sei que não foi culpa das pobres paçocas, mas eu descobri que no último semestre eu engordei 5kg! Nunca pensei que passaria por isso; quando eu era pequena, eu fiz dieta para engordar, e não funcionou. Meu peso continuava x desde que eu parei de crescer! Devido a isso e comentários não muito agradáveis do meu namorado, entrei em pânico.
E, uhm, não sei direito como foi, mas em duas semanas perdi 3kgs, e hoje faz três semanas que eu não como paçoquinha :)

_
Tanta coisa para falar que eu acabo me perdendo no tempo. Normal. Agora eu voltei a postar normalmente, hê.

17/08/2008

Olá,

Estou passando por uma crise de escolha do próximo template e não consiguirei postar enquanto eu não resolver isso.

Fim :)

17/07/2008

Nada vai mudar porque é meu

A música extremamente alta impediu que meus péssimos ouvidos escutassem os sinos magicos que tocavam em cima da gente naquele instante. Talvez você tenha escutado por se concentar no momento, e eu, que mantinha os olhos abertos, não pude perceber. Mas os sinos continuavam tocando sob nós, e mesmo que, já em casa, deitada na cama, eu só escutasse um apito irritante no ouvido, eles tocavam. Foi só quando recebi sua resposta dizendo que isso tudo tinha um gosto de quero mais, é que houve silêncio, e eu pude ouví-los. E desde então não consigo parar de pensar em você.

Quase 10 meses e eu fico aqui pensando o que faria tudo isso acabar. Vejo motivos para brigar, mas terminar não. Sorte! Não posso, não devo e nem quero. Te amor, seu berne :D Não vejo a hora de te ver!
“Dizer pra sempre é bem menos do que sentir na carne o querer de verdade.”

MANO, quando foi que eu me tornei essa vaca sentimentaal?! HAHAHA ¬¬
-Nos vemos no Tempo de férias o/

16/07/2008

Olá, umbigo da Margarida.

/Editado
Esse é um post totalmente egocêntrico e orgulhoso - e estava ainda mais com o desabafo que eu tinha escrito, mas que apaguei porque achei desnecessário todo mundo saber. O blog ganhou awards (a, b, c, d) e um concurso de escrever uma frase com umas - muitas - palavras, que eu postarei a seguir. *Felizinha*

"Foi como acordar e não estar onde se deitou, como não perder a conexão com sonho que se sonhava, abrir os olhos e continuar com o pensamento distante. Sentada na cama, não sei se dormindo, não sei de acordada, puis os pés no chão e segui o caminho que me guiavam, sem nem pensar. Tive medo, mas uma energia maior iluminava essa trilha e fazia do oceano por onde caminhava, um maravilhoso céu azul sem fim que me protegia. Não precisava me preocupar, estava indo em direção ao recomeço de minha vida, e, seja onde quer que ela esteja, será uma vida muito mais alegre e colorida. Seria então feliz."

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Nas próximas 2 semanas vocês me encontram no Tempo de férias :)
ps: Scracho vem pra Campinas justo no dia em que eu volto pra São Carlos, e não tem como adiar a minha ida por causa das aulas. DIZ que eu sou muito azarada mesmo! Putaquepariuachoquevoumematar! ;_;

11/07/2008

A árvore da escolinha, olê iaô.

Tão grande a primeira vez que a vi, e por muito tempo enquanto estive por perto. Depois de muitos anos ela me pareceu pequena, mesmo que continuasse crescendo. O meu nome ainda está marcado no tronco em que eu costumava sentar. Todo mundo já sabia que aquele lugar era o meu, e que, se eu estivesse sozinha lá, era melhor que me deixassem sozinha. Meu primeiro refúgio: a árvore da escolinha que tinha no prédio em que morei. Eu subia em todas as árvores, classificava-as em níveis de dificuldade de escalação, e aquela, mesmo estando entre as mais fáceis, era a minha preferida. Talvez porque ela estava bem longe do parquinho, que ficava cheio de gente, crianças alucinádas, correndo, gritando. Não sei quando foi que me deu essa necessidade de estar só. O tronco era anatomicamente perfeito para que se semi-deitasse com o maior conforto e quase toda a segurança. Os galhos e as folhas impediam que o sol chegasse então eu não precisava ficar trocando de lugar. Eu era pequena demais para confabular teorias extraordinárias, mas eu pensava muito. Pensava no meu irmão, nos menininhos que eu sempre gostei, nas coisas que eu andava fazendo, nos amigos que eu tinha feito, mais tarde pensei no que eu iria me transformar, se eu seria aquilo que eu sonhava ser... Me dava uma sensação maravilhosa subir e ficar lá. Por horas ou minutos, eu sempre descia bem mais leve e com a cabeça muito mais esparecida. Aqui onde eu moro agora não tem árvores longe de postes de rua, e eu jamais ficaria tranquila pensando que um caminhão poderia esbarrar alí e me derrubar no chão. Não lembrava mais disso, mas agora me fez falta. Me pareceu ridículo entrar no armário toda vez que eu queria fingir estar sozinha no mundo. Quero uma árvore.


PS: Tudo isso porque eu pedi para o meu namorado me apresentar uma árvore.
PS¹: Obrigada quem disse que gostou do outro post. Acredito que ninguém tenha entendido muito bem, mas um dia eu prometo que – tento – explicar a lógica desses meus textos (que já foram muito mais numerosos em antigos blogs) ;)
PS²: Se você quiserem saber por onde ando nessas férias, é melhor se acostumarem a vizitar o blog Tempo de férias. Mas atualizarei o Twitter quando der. Provavelmente esse foi meu último post antes de ir para Rio Branco (:

07/07/2008

Percebimentos

O que aconteceu foi que, quando eu tropecei naquele monte de areia, eu cai com os olhos no mar e quase nem pude perceber o que estava acontecendo na Terra.

Me senti entrando em outra atmosfera, bem diferente de tudo o que eu já tinha visto antes. Nada de peixes, nada de sereias. Pessoas, normais como eu e você, nadando em águas que mudavam de cor. Elas cantavam música que davam sono, para que se pudesse dormir. Entendi, bem mais tarde, que isso era realmente necessário. Acordado, você não consegue entender como um lugar desse pode existir, acordado você tenta achar explicações para o que está vendo. Dormindo, não. Dormindo você pensa que é sonho e pouco se importa se faz sentido ou não. Você apenas sente, absorve o que lhe é dado, sem tentar entender.
Dormindo eu vi pessoas nadando em minha volta, cantando, fazendo gestos com a mão, cada pessoa lançava em minha direção raios de luz coloridos. Uma dessas pessoas ficou parada bem na minha frente, olhou bem nos meus olhos e soltou um raio azul que me fez sentir estar dentro de uma redoma protegida de qualquer mal. E de fato estava. Estam me preparando para poder enfrentar os problemas da Terra. Acalmavam os meus sentimentos, iluminavam meus pensamentos, tudo para quando eu saísse de lá, conseguisse caminhar sozinha.
Na Terra as pessoas brigavam. Não gritavam, nem se agrediam, mas mesmo assim brigavam. Brigas invisíveis onde se mente, se omite, se engana. Brigas que ferem tanto quanto qualquer outra. Dentro de mim já havia a repulsa por esse tipo de relação, eu ainda não sabia, mas eu nunca mas iria querer por perto pessoas que brigassem.
Foi nesse contexto que alguém olhou para o lado e me viu caida, com a cabeça dentro do mar e os pés da areia. Alguém que saiu desse círculo de brigas e achou necessário me tirar de lá. Senti que me puxavam pelos pés e acordei. Vi todas as pessoas do mar colorido sorrindo para mim, me desejando força e sorte. Tive medo à principio, mas logo confiei em quem me puxava.

Com o cabelo todo molhado, um gosto horrível de sal na boca, e meio zonza sorri. Recebi um olhar e um sorriso azul de volta. E então percebi que nunca mais estaria sozinha.

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Bem, esse é o meu jeito de dizer pro Kleiton que todos os dias eu agradeço por ele ter me tirado da lama, me posto em baixo dos braços e cuidado de mim. Eu amo você, Kleiton ♥

02/07/2008

Outras prioridades

Para tirar aquele post que eu prefiro esquecer, venho contar novidades que tardaram, mas vieram. Hoje fui fazer o exame prático para tirar carta, e, resumindo, passei. Porém, como não posso deixar um post constando apenas isso, contarei como foi (:

Entrei no carro com mais duas pessoas e o examinador, fui a segunda a andar. Pra começar, o cara que tinha ido antes de mim deixou o freio de mão muito erguido e eu não conseguia abaixá-lo. Eu olhei pro examinador e disse “eu sou fraquinha”. Logo de cara eu pensei que ele fosse tirar 1000 pontos, mas ele disse “é, ele deixou muito pra cima mesmo, eu abaixo um pouco pra você” *-* Outro problema: o carro tinha sido estacionado numa subida, logo, a minha primeira avaliação seria a prova de morro :| *HAHA* Saí muito feio, mas saí. Nessa, perdi 1 ponto. Estacionei uma vez, lindamente, saí lindamente, mas quando fui estacionar pra descer do carro, eu raspei a roda na calçada. Isso é uma falta grave e ela vale 3 pontos. Logo, eu estaria elimidada. Mas, Papai do Céu fez o cara me tirar só 2 pontos :D Para a baliza eu estava tranquila, apesar da pressão de não poder errar nada se não já era. E eu fiz tudo direitinho, entrei, manobrei, dei seta, saí. Perfeito. E, com isso, anotaram aprovada na minha fichinha! Daqui a uma semana chega a minha carta! *-* Que alegria!


Momento propaganda, porque propaganda é muito legal :D Última semana para se inscreverem no Lemonad and Love Award. Se quiser participar, não se acanhe e nem perca tempo :D Blog novo: Tempo de férias é um blog onde eu, a Mireille, minha cunhada, e o Kleiton, meu namorado, vamos contar sobre nossas férias. Nessas estaremos todos no Acre, nas próximas, não sei. Acompanhem (Y)

01/07/2008

Oh, triste senhora! Disfarça e chora.

Tanta espera para uma festa. Tanta espectiva, planos... para eles serem quebrados por uma verdade que há muito tempo eu custava enxergar. Nem saudade, nem antigas lembranças na cabeça, nada, só um abismo gigantesco entre o que eu me tornei e o que eles continuaram sendo.

Meu problema foi não confiar. Sempre exigi que acreditassem em mim, me esforçava para que pudessem confiar, fazia as pessoas se sentirem seguras perto de mim, mesmo que eu nunca tivesse efetivamente feito alguma coisa ou demonstrasse isso. Tavlez elas sentissem. O contrário poucas vezes aconteceu. As pessoas diziam “conta comigo”, e toda vez, para mim, era da boca para fora, mesmo que eu sentisse que podia confiar, eu não confiava, por segurança.
Foi no segundo colegial que me disseram “A gente já se conhece há um ano e não sabemos nada sobre você, a gente sempre conta tudo e você nunca conta nada”. Me senti mal. Aquelas pessoas que eram adoráveis comigo estavam incomodadas, e eu passei a me abrir. Mas foram coisas banais, nunca contei alguma coisa que importasse; segredos, confições, desabafos... foram só coisas que perceberiam/descobriram com a convivência.
Percebi o quão falsa eu estava sendo com os outro e comigo. Estava fazendo-os achar que confiava neles, e fingindo estar bem tendo que contar coisas sobre mim. Eu nunca acreditei que realmente se interessavam por mim. Para mim, o que eles queriam era alguma demonstração de confiança para poder chamar nossa relação de amizade, não que eles, necessariamente, se importassem. Também porque nunca me perguntavam coisas realmente úteis.
Se importar com quantas vezes eu saio por semana, quantas pessoas diferentes eu beijo ou quais as besteiras que eu falei bêbada não é válido. Queria que me perguntassem como eu estou me sentindo. Queria que me perguntasse como foi descobrir, com 9 anos, que meu irmão era autista, como era ver ele tendo convulsão e vomitando, como era ver meus pais chorando, e como era dormir em casa e acordar na minha vó, sem meus pais. Queria que me abraçassem quando um cara que eu gostei muito mudou de país. Que tivessem percebido quando eu pseudo-tive depressão. Queria mãos quando eu brigava com os meus pais. Votos de felicidade para o meu namoro...
Não queria amizades carnais. Queria conversar por pensamento, falar coisas abstratas para explicar todos os fatos da vida. Preferiria mil vezes sentar num balanço em uma praça e falar sobre a infância, a velhice, os amores, as metas. Nada concreto, tudo incerto. Queria encontros para dar um abraço, dizer o quanto isso me é importante e ir embora, só. Deitar na rua e olhar o céu, inventar histórias para cada estrela, segurar a mão e me sentir não apenas instantaneamente feliz. Sentir saudades, lembrar da voz. Talvez sem histórias para se lembrar no futuro, ou momentos engraçados a compartilhar, mas um livre sensação de real entrega, não só de confiança.

Não confiar me desgastou. Desgastou a ponto de não tolerar/suportar as diferenças que temos. A ponto de me fazer olhá-los e sentir vergonha de ter sido igual. Nunca foi tão triste perceber que não temos mais nada em comum. E foi muito mais triste perceber que eu não tenho mais vontade nenhuma de insistir nisso. Eu já sabia, mas não queria ter as provas. Uma das “revelações” mais tristes que eu tive, e, com certeza, eu ainda vou ter que chorar muito para aceitar.

27/06/2008

Extra, extra, extra

Foi no domingo que eu sujeitei meu namorado à maior prova de confiança que eu poderia dar a ele. Deixei que ele pegasse dois alicates e avançasse em minha direção para abrir as bolinhas dos meus piercings, porque eu nunca as consegui tirar. Fiquei deitada na maior pose de cirurgia e ele tirou todas as bolinhas :) Senti uma alegria descomunal ao tirar todos os piercings, deixá-los de molho, limpá-los, limpar os furos e colocá-los novamente. Eis que, por conseqüência desse ato, eu perdi a bolinha do piercing do septo. Quase chorei. Ele já fica entortando a cada movimento que eu dou, agora, sem a bolinha, eu me sentia totalmente vulnerável a perdê-lo se ele entortasse um pouco mais. Mas acontece que ontem eu estava no RU e uma menina parou na minha frente. Depois de algumas falhas na comunicação ela me ofereceu uma bolinha, disse que tinha umas sobrando. E foi assim que eu economizei 1$ numa bolinha nova que eu só compraria na próxima segunda! Agora eu sou muito mais feliz! o/

Fechei o semestre. Não com notas, digamos, perfeitas, mas com notas muito boas. Ainda não sei ao certo, mas pelas minhas provas, não fiquei com menos de 7 em nenhuma! Quarta feira teve a festa junina da orquestra. Foi uma diversão sem tamanho. Dancei quadrilha feito uma caipira, comi feito uma porca, e me diverti feito uma louca o/ Hoje foi o último dia de aula que teria sido triste se não tivéssemos comido 100 salgadinhos e tocado samba a manha toda!

Está tendo casos de febre amarela em São Carlos, por isso a Ufscar está com uma campanha de vacinação. Adiei, mas fui tomar a vacina. Fiquei com medo, pedi até pras meninas irem comigo segurar a minha mão. Mas me veio na cabeça meu namorado brigando comigo dizendo que eu me furo inteira e falo que não dói, e agora fico com frescura. Então fui, corajosa, sozinha. Dor maior do que furar o mamilo não podia ser, e não foi. Agora eu posso ir pro Acre e ser picada que eu não morro \o/

16/06/2008

Concertos e despedidas.

Que fique bem registrado que o concerto que a Orquestra Experimental fez no Teatro Florestan Fernandes foi um tesão! E que o teatro de Garça não poderia ter inaugurado com um concerto melhor do que o nosso! Há :D Foi tudo muito lindo!

Pois é, nem sei explicar direito, mas meu pai passou em um concurso e teve que se mudar para o Rio de Janeiro para fazer um curso que, segunda ele, será inútil porque ele já sabe de tudo *maior metido, hahah* Por isso, há algumas semanas, fomos levá-lo no aeroporto. Nos despedimos bonitinho, e tava tudo bem, mas depois eu olhei para a minha mãe e ela chorava muito. Não me agüentei, e nem foi só por ver a minha mãe chorar. Alguma coisa estranha me deixou triste também. Eu nem moro mais com os meus pais, ele vai voltar nos finais de semana assim como eu, mas, por algum motivo, comecei a chorar. Daí eu disse para ele "eu também passo a semana toda fora e ninguém morre, e eu ainda vou fazer isso por 4 anos, você só vai fazer por 4 meses", mas, no fundo, eu tentava me consolar. O mais estranho disso é que eu nunca achei que gostasse do meu pai pra ficar triste com essa mudança. Sempre que eu faço passeios com ele, como quando a gente ia pescar ou então quando fomos numa festa no Rio, eu penso "uau, que pai divertido!", mas no dia a dia ele é carrancudo e coruja, e eu digo que não gosto dele. De qualquer forma, a sensação estranha foi só por alguns dias, já estou me sentindo normal :)

07/06/2008

Tive uma semana melhor, obrigada.

Aos poucos venho descobrindo caracteristicas maravilhosas nos meus amigos de faculdade. Mesmo que, por motivos do além ou não, eu esteja chateada, não consigo ficar quando estou perto deles. É sempre uma alegria, uma animação!, que, mesmo que seja exagerada e cansativa muitas vezes, no fundo me deixa muito feliz. Essa semana estive muito com eles. Tanto durante a Universidade Aberta, em que ficavamos falando maravilhas sobre o curso e fazendo (muito) barulho, quanto nas correrias para colar cartazes de divulgação do concerto, como nos meros momentos de descontração no palquinho seguido de passeios e lanches. Ganhando abraços toda vez que eu ficava mais isolada, conforme foi passando a semana eu fui melhorando. Ainda estou chateada/brava com a situação na casa de São Carlos, mas com esse apoio desintencional, eu consegui aguentar mais uma semana. Só não sei se aguento mais seis meses :P

Mesmo estando bem, muitas vezes eu fico com vontade de chorar. Hoje, do aboluto nada, eu surtei. Foi só meu namorado me chamar para ir para a casa dele comemorar o aniversário de um amigo, que o meu humor mudou repentinamente. Assumo que muitas vezes os meus pré-conceitos me limitam a visão, mas, quando as pessoas demonstram ser exatamente ou pior! do que eu imaginava, eu pego uma raiva, um ódio inexplicável que não muda jamais. Foi o que, infelizmente aconteceu com os amigos dele. Só de pensar na possibilidade de eu sair com eles, já me dá uma angustia tremenda, uma tristeza de verdade. E quando eu, efetivamente saio com eles, é curto o tempo que eu consigo ficar nos meus pensamentos, imaginando estar em outro mundo, só para fingir estar bem. Eu sempre consigo fingir que estou bem, sempre consigo rir, me divertir, quando, por dentro, eu quero gritar, chorar, morrer. Mas, por algum motivo que eu nem sei bem o qual, perto deles eu não consigo! Começa, aos poucos, me dar uma vontade louca de sair da onde é que eu estiver e voltar pra casa correndo! Parece que o ar começa a ficar insuficiente, é horrível! Hoje pensei que o Kleiton fosse terminar comigo. Não, ele não terminou e nem pareceu realmente ouvir o que eu tava falando, mas mesmo assim, me arrependi de ter sido sincera.

Enquanto eu ficava deitada, esperando que o frio me congelasse, tentando não prestar atenção no que estavam dizendo perto de mim, cairam lágrimas. Não foi choro, foi lágrima. Eu pedi, novamente, para ver a menina que está (estava?) perto de mim. Depois mudei de idéia, tive medo e não quis mais. Fechei os olhos e fiquei por um tempo assim, deitada, ignorando o frio, ignorando as pessoas, o mundo. Quando eu abri os olhos, eu não sentia frio, não ouvia a conversa, não via fumaças e nem pessoas. Tive dificuldade para respirar, como se tampassem o meu nariz, e eu chorei, silenciosamente, em desespero. Quando eu olhei pro céu, eu não entendi, mas as lágrimas caiam, caiam, muito estranhamente. E quando eu dei por mim, a mesma menina que está no quadro que foi pintado para mim na pintura mediúnica estava lá, nas nuvens. Fechei, apertei e esfreguei os olhos, mas ela continuava lá. Quis segurar a mão de alguém, mas tive medo de procurar. Foi quando voltei a sentir frio, quando as vozes voltaram a perturbar. As pessoas se mechiam e eu sentei, com os olhos secos, a respiração normal, como se não tivesse passado de um sonho. Quando começamos a andar, a mesma sensação de falta de ar apareceu, o mesmo cair de lágrimas incontrolável. Queria pode estar na minha casa, mas estava tão longe...! Em casa, demorei para dormir. O quadro em cima da cama parecia querer dizer alguma coisa, que eu, infeliz, não consegui entender. Uma das piores sensções do mundo para, no final, ter que fingir que isso é coisa da minha cabeça.

30/05/2008

Quase tudo fora dos planos

Não ia postar, mas agora decidi que vou. Apesar de ter sim coisas mais importantes para fazer, como terminar o meu trabalho e fazer um resumo de um texto longuíssimo, estou aqui na frente dessa máquina usurfruindo do ódio que ela me faz ter com tamanha lerdeza!

Pois bem, depois de um mês coletando textos, idéias, depoimentos sobre educação especial e música, resolvi organizar aquele mundarel de palavras – uma vez que o trabalho tem que ser entregue na próxima terça *pânico*. Ontem eu fiquei até altas horas fazendo isso, e quase achei que tivesse terminado (se não fossem as duas páginas a mais que eu precisaria escrever para ter a quantidade de páginas pedida), porém, algo de extrema infelicidade aconteceu: eu fechei o word sem salvar e nem percebi O_O Hoje de manha quando eu fui procurar o arquivo para inventar mais coisas para por no trabalho, não o achei. Resumindo: tive que fazer tudo de novo. O que me consola é saber é que nessa nova versão só falta uma página e meia o/
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Sinto que tive uma semana um pouco tensa. Claro, eu já sabia que seria. Depois do Encare é muito estranho olhar para o mundo e ver que ele não é perfeito – porque lá tudo faz a gente realmente acreditar nessa possibilidade. Quando cheguei em casa, em São Carlos, a casa estava bagunçada, mas também se manteve enquanto estive lá. Não consegui ententer que a louça passou suja um final de semana, dando brechas para possiveis bichinhos asquerosos invadirrem alegremente a minha cozinha! Me recusei a arrumá-la. Disse para mim que só arrumaria o que eu bagunçasse. E assim passei quatro dias lá. No fundo, não sei se já sinto que lá é a minha casa. Por ter outra pessoa morando comigo, muitas vezes me sinto vizita, e não tenho coragem de dizer o que me incomoda. Para certas coisas eu não sei ser sutil, e então eu evito brigas. Na quarta feira eu não tenho aulo, tenho só ensaio às 19hs, mas mesmo assim acordei às 8hs para ir para a federal, fazer qualquer coisa que não fosse estar em casa. Ela é minha amiga, eu sei, mas sei também que eu sou e gosto de ser uma pessoa sozinha que vive hamoniozamente com suas manias. Mas se engana quem pensa que eu tenho prazer em arrumar as coisas! Meu prazer está em ver as coisas arrumadas. E, como é a única solução para a bagunça alheia, eu as arrumo. Mas não, não fico feliz. Também queria poder dormir, ouvir música, ficar no msn, estudar, talvez, mas eu vou arrumar a casa, porque eu moro nela e não tenho mais uma mãe para fazer as coisas por mim.

O diagnostico dado pelo meu namorado foi “amadurecimento”. Eu já havia falado para mim que amadureci nesses quase quatro meses, mas alguém que me vê de fora ter percebido e me dito isso me chocou. Nem sei bem porque se era o que eu estava querendo. Queria mesmo amadurecer. Talvez ninguém entenda o que leva uma pessoa a escolher fazer faculdade de música, talvez também ninguém te respeite por suas provas, seus trabalhos parecerem brincadeira, mas na minha cabeça há uma forte luz que me diz que tudo o que eu estou fazendo está certo, e que esse é exatamente o caminho que eu devia estar. O que acontece é que eu já tenho planos, eles já foram decididos há muito tempo, e agora que eu comecei a concretizá-los, eu não quero que universitários ainda mimados me cansem antes de eu conseguir o que eu quero. E não, vocês, pessoas que ainda não decidiram o que querem, não vão tirar isso de mim! Passei a tarde procurando apartamentos, quero mudar de casa...

Me afastar dos amigos, sim!, mudar de novo, sim! Só para conseguir o que eu sempre quis!

28/05/2008

13º Encare

Não foi um acampamento como qualquer outro. Foi uma fuga. Abriu-se um grande portal e, depois de sete horas de viagem, estávamos em Conceição do Rio Verde. Lá era um universo paralelo. Lá não havia maldade, falsidade, só havia sentimentos e sensações boas e verdadeiras. Foram quatro dias vivendo na mais pura harmonia entre as pessoas, a natureza, e o mundo.
Já na primeira atividade fomos induzidos à exposição: responder a pergunta: qual é o seu sonho? E, no meio de pessoas conhecidas e desconhecidos, tivemos que assumir nossos sonhos. Quatro dias de confinamento, exposição e cumplicidade, trabalhando nosso interior através dos nossos sonhos.
Vivências maravilhosas, inesquecíveis, inexplicáveis. É impossível descrever o sentimento que há entre aquelas pessoas que eu só vejo uma vez por ano, ou entre as que eu acabei de conhecer que mesmo assim são tão íntimas e tão amadas, e o sentimento que fica dentro de todo o meu interior durante e depois de cada Encare.
Encare. Encarar-me. Encarar o mundo. Coragem, força. Força... é o que essa experiência trouxe pra mim. Força para desafiar a única pessoa que me impede de conseguir o que eu quero: eu mesma.

Fotos, fotos, fotos!

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Agora retomei o blog :D
Participe, participe!

20/05/2008

Passa tempo, tempo passa

Para evitar posts revoltosos que não fariam muito sentido, me ausentei. No fundo está tudo bem, é só a minha querida mania de perfeição que me deixa insatisfeita com as pessoas e com o mundo. Volto para Campinas amanha e posto decentemente, caso dê :)

05/05/2008

A história de como eu perdi um dente + A Marcha da Maconha

Estavamos Kleiton e eu no Woodstock, ele sentado num banquinho, eu na frente dele. A Aua e a Umi também estavam sentadas e também estavamo no Woods, porém, sentadas no chão. Por motivo de uma brisa um pouco mais forte, a garrafinha de água que estava sentada no banco ao lado do Kleiton, voou na direção da Aua, enxarcando-na. Ela, super enfurecida, levantou, com sangue nos olhos, gritando, profanizando nossa – minha e do Kleiton - morte, com a garrafa na mão ameaçando bater em nós com ela. Ao mesmo tempo, eu abaixava para lhe auxiliar nessa situação tão delicada, com toda a genteliza de uma amiga. Nos movimentavamos na mesma direção em sentidos opostos, e foi assim que a garrafa que ela segurava furiosamente me acertou. Eu gritei: “Você quebrou meu dente!”, e ela disse: “E você me molhou com água!”. Tentei argumentar, mas não a convenci de que água era melhor do que um dente a menos. Ela, não satisfeta, jogou o resto da água na gente, e eu, ainda me preocupando ela – porém agora banguela – lhe abracei pro molhado da sua roupa passar para a minha roupa. E nem assim ela comoveu ._.

Ps1: Essa história é verídica :D
Ps2: Mas não quebrou meu dente, só machucou a boca x)
Ps3: O dente mesmo eu perdi hoje de manhã numa cirurgia de extração do ciso :(


Sobre a marcha: fiquei sabendo há acho que faz duas ou três semanas e, assumo, achei ridículo. Imaginei que só teria um monte de gente que não quer saber de nada da vida, que acha que abala, fumando com a maior pose de ‘prenda-me se for capaz’. Mas, quando soube que, durante a marcha, o consumo da maconha não seria permitido, me esquivei. Esquivei porque senti que seria um negócio sério, mesmo que, obviamente, pessoas tipo citadas acima estariam lá estragando todo o ideal. No fundo eu achei que não fosse dar certo mesmo, a maconha é um grande tabu e ninguém – das pessoas ligadas à política - quer ser o primeiro a discutir sobre sua legalização. Eu não tenho uma opinião formada sobre isso. Lí um folhetinho sobre a marcha e não me convenci que isso deve ou não deve acontecer; tem seus problemas, tem seus benefícios, mas eu realmente não sei o que achar disso. Se fosse comprovado que iria diminuir o tráfico, eu até iria à marcha, defender de verdade a legalização, mas como isso é só uma dedução – mesmo que pareça lógico – e não uma certeza... De qualquer forma, barrar a manifestação foi o cúmulo do autoritarismo, e isso sim eu não apoio de verdade.

O pior nessa história toda, é que ninguém sabe agumentar e respeitar. Todos têm suas opiniões a respeito, querem impô-las aos outros, mas não sabe ser pacifico e convincente para isso. E quem assistiu MTV Debate hoje, me entendeu.

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Credo, que post longo.. 0:)

01/05/2008

Música para estar distante

Andei arrumando minhas pastas de músicas. Achei cada lixo que eu nem fazia idéia! :D Tudo bem que eu queria ouvir "Agora eu to solteira" por isso eu baixei, mas não havia necessidade alguma de mantê-la no meu computador, hahahah. Achei também vários cds ainda zipados que eu nunca tinha descompactado, que eu baixava e simplesmente esquecia, e foi nessa que eu achei um cd lindo do Arnaldo Antunes: Nome. É poesia concreta musicada *-* Como eu não sei fazer isso, não vou por para vocês, amigos blogueiros, ouvirem, também porque eu acho que ninguém ia querer ouvir de verdade. Então, vou tentar traduzir em palavras as sensações que tive:

Escutei uma vez, só ouvindo. A música entrava por um ouvido, dançava dentro do meu cérebro e saia pelo outro lado. Quando o cd acabou, parecia que alguma coisa dentro de mim dançava, e então decidi ouví-lo novamente. Parei de fazer tudo o que eu estava fazendo só para prestar atenção e tentar entender alguma coisa. Quase em vão; muitas das músicas eram palavras soltas, várias pessoas falando coisas diferentes ao mesmo tempo, o próprio caos. Mas isso me agradou. O caos no meio da música chamou minha atenção. Depois de ouvir atentamente, fui ouvir lendo as letras e concluí: Arnaldo Antunes devia ser estudado nas aulas de Literatura do colégio; é o melhor concretista que eu já vi! Depois de todas as possibilidades racionais de se ouvir o cd, decidi analizar o nome das músicas e até agora isso está me intrigando: são palavras pequenas, que com certeza, se reorganizadas, formam uma frase, e aposto que essa frase diz alguma coisa bem gradiosa! Lembrar de ouvir esse cd depois de usar drogas! Ô.ô

Tente formar alguma coisa:
Fênis, Diferente, Nome, Tato, Cultura, Se não se, O macaco, Carnaval, Campo, Entre, Luz, Direitinho, Não tem que, Dentro, Alta noite, Pouco, Nome não, Soneto, Imagem, Armazém, Acordo, E só, Agora.

Só para finalizar: troquei o template. Primeira troca nesse novo blog :) É do mesmo site-fabuloso, e vai continuar sendo até meu pai se comover e instalar o Frontpage para mim 0:)

28/04/2008

o mundo não é bão, sebastião

Não sei se foi porque eu vi um cara levando uma paulada na cabeça no meio da rua ontem à noite*, mas hoje eu não acordei , digamos, feliz. Custei a levantar, não queria, queria continuar naquele mundo que eu criei pra mim. Sabe quando você vê o mundo tão sujo que não tem coragem de encará-lo? Eu tenho medo de isso me isolar de novo. Não quero voltar a dormir o dia todo para me esconder em sonhos e não precisar encarar a realidade, foi tão difícil superar isso! Outro dia, faz tempo já, eu fui ver O signo da cidade. Ele me fez ver o quão depreciada estão as pessoas. Ninguém nunca as leva a sério, ninguém se importa, verdadeiramente, enquanto ainda podem fazer alguma coisa. Nâo quero nunca voltar a ficar assim! Preciso de apoio pra não cair.


* Um cara roubou a bolsa de uma mulher na rua, e veio outro cara correndo atras dele, com um pau enorme na mão. Quando ele alcançou o bandido, deu-lhe uma paulada na cabeça e ele caiu no meio da rua. Levantou e os dois começaram a bater um no outro. Deu um aperto no coração sabe? Quis que o bandido tivesse morrido quando levou o primeiro golpe, mas, depois, preferi querer que isso nem tivesse acontecido!

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PS: Não aguento mais esse negócio ridículo, infundado e emocional que é sentir ciúmes! GRR! Péra, vou explodir: me segurei o dia todo para ser uma pessoa agradável, só que hoje eu acordei muito de mal com a vida! Por causa disso, vou manifestar aqui meu profundo ódio pelo meu namorado: eu te odeio! GRR! Se ainda fosse ele que provocasse, mas não!, eu estou sentindo ciúmes expontaneamente! =O Maldiiiiito >.<” Cansei dessa brincadeira.... =/

24/04/2008

música livre. livre, sempre.

Quando as cortinas abriram e as luzes se acenderam – oh! mais poético impossível ;), haviam três teclados e três notbooks, um violão, um clarinete, dois sax e tapetes no chão. Uma mulher e três homens. Ela cantava com a voz serena de quem canta para ninar. Eles, com seus instrumentos, usavam os computadores para fazer efeitos encantados. Músicas regionais, folclóricas, não sei bem, tudo eletronizado. Acabei de voltar do show. Axial é muito, muito bom!


Fui indicada pela Sasha *tibunithcinha* e eu a indico também, e indico a Mari, a menina que anda pelas rua das ilusões, a Mandy e só, porque eu sou preguiçosa ;D

23/04/2008

mudança de planos

Não vou mais falar sobre o aniversário feliz porque já faz muito tempo. Mas de qualquer forma, obrigada ao Yuri que ia fazer uma flauta e um reco reco de pvc pra mim, e às minhas amoras e seus comparsas que fizeram uma festa surpresa pra mim! :)

A seguir, uma conversa com o namorado mais romântico do mundo, em homenagem aos meses que fazemos hoje:

Ele diz:
olha..
Ele diz:
a parte anamorfica ta mais legal..
Ele diz:
chama emicerella variecolor
Ele diz:
http://www.botany.hawaii.edu/faculty/wong/Bot201/Ascomycota/Asperg2.jpg
Ele diz:
olha ae
Ele diz:
minha amiga
Eu diz:
ooooolha
Eu diz:
parece uma florziiiiiinha
Eu diz:
qq é isso mesmo?
Ele diz:
emericella variecolor..
Eu diz:
que é...?!?
Ele diz:
fungo amigo meu
Ele diz:
na verdade.. eh u nome da fase anamorfica dele..
Eu diz:
amigo seu!?
Eu diz:
uauhshaushuahusas
Ele diz:
ehh conheci hj
Ele diz:
na verdade ela eh mulher
Ele diz:
e uma flor magricela
Ele diz:
q nem vc..
Ele diz:
pq eu t amo
Eu diz:
o fundo é que nem eu pq vc me ama?
Ele diz:
não.
Ele diz:
escolhi pq parece com magricella..
Ele diz:
e por coincidencia precia uma flor..
Ele diz:
e ai...
Ele diz:
eu me derreti...
Eu diz:
=')
Eu diz:
ai que lindo

18/04/2008

são assim porque eu deixei ser

É exatamente em situações como essa que eu sinto saudades da Natália da sétima série. Ela, diferente dessa, estaria até agora lá na sala gritando, chorando, dizendo frases clichês como ‘vocês não me entendem’, ‘vocês me reprimem’, ‘é tudo do jeito de vocês’, e blá blá blá. Que incrível é o Destino, quando eu to começando a achar que meus pais são pessoas legais, e penso na possibilidade de ser amiguinha deles, eles agem de forma tão autoritária e me fazem voltar a não gostar deles. Se eu soubesse, não teria voltado pra Campinas. Aliás, se eu soubesse que eles continuariam assim mesmo depois de eu ter feito 19 anos, eu não teria mudado.

Era pra ser um post super feliz sobre meu aniversário, mas é que eu estou que vou explodir de raiva dos meus pais e de mim!

Patachoka... diz:
flor...
Patachoka... diz:
seus pais eram torturadores...
Patachoka... diz:
na outra encarnação

- Eu não tenho dúvidas!

15/04/2008

feliz aniversário, nati



Minha Nossa Senhora da Penha! Agora eu tenho 19 anos! :O

10/04/2008

a primeira prova da faculdade

Não vou entrar em detalhes porque tenho certeza que ninguém quer, de fato, saber. Mas na semana passada, íamos ter prova de flauta doce. Flauta doce todo mundo conhece, né? Aquela flauta pequenininha, bonitinha, que todo mundo sabe tocar ‘Asa branca’, que deixa crianças alucinadamente felizes quando estão com uma na mão, e, ao meu ver, o mais importante: aquela que tem um sonzinho bem irritante. Eu não achava isso até então. Eu gostava dela. Me divertia horrores tentando tocar do-re-mi-fa-sol-la-si-do ou sol-la-si-do-re-mi-fa#-sol ou aquelas musiquinhas até que engraçadinhas que a gente aprende na aula. Mas, na semana passada, a semana da prova, eu percebi como essa infeliz flauta é irritante: 20 universitários, meus queridos colegas de curso, ficaram estudando para a bendita prova por, pelo menos, 1 hora!, até chegar num ponto em quem ninguém, inclusive eu que adorava, agüentava mais nem ver muito menos ouvir a flauta doce. No fim – porque toda história precisa ter um fim – tirei 10 tanto nas escalas quanto nos exercícios. HÁ! Feliz primeira prova pra mim :D

Já que o assunto é flautas doces, hei de fazer um parênteses: essa flauta que todo mundo conhece – que é a que eu estou aprendendo a tocar – é a flauta soprano. Daqui a duas semanas mais ou menos a gente vai começar a aprender a contralto :D Ela tem o som mais grave, e, por conseqüência, é menos estridente ;) Hoje, na aula, eu toquei a tenor! Céus que som maravilhoso, parece até que é aveludado! Amei, quero uma pra mim, he he! Pena que, por ela ser muito grande, seus furos são longe um dos outros, e como eu não tenho uma abertura de dedos muito flexível, eu fiquei com uma dor na mão que me persegue até agora! *Dramaaaaa* A-HÁ!, o blog da Nati também é cultuuura (Y) Não, eu não sei o que vocês têm a ver com isso XDD~

PS: Como todo mundo perguntou, vou responder de uma vez só: eu não sei como é o cara da cueca ._. Quando ele veio aqui eu tava no telefone com o meu pai, foi a Carol quem atendeu a porta. Também fiquei curiosa, hahahah ^^

31/03/2008

coisas que acontecem

Hoje quando eu cheguei em Sanca, a Carol (amiguinha que mora comigo) me mostrou o seguinte bilhete que deixaram embaixo da porta:

"Olá morador(es) do apê nº3. Eu moro no 12 e lavei roupa nesse fim de semana. Como nosso varal é pequeno, tive que pendurar algumas peças na grade da lavanderia. Mas, acidentalmente, o vento derrubou uma de minhas cuecas no seu quintal (eu sei, é constrangedor!). Bati na porta por volta das 12h30min do domingo, mas não tinha ninguém. Será que você(s) poderia(m) guardar minha cueca? Não se preocupe(m), ela está limpinha, rs..."

Na hora do almoço ele bateu aqui:
- Oi, eu sou o cara da cueca :)
*UHASHUAUHSUHASHUAUHSUHASUHUAUAHSUHASASH*

30/03/2008

madruguei, Deus ajudou

Acordei bem cedo hoje para ir comprar aquilo que eu já devia ter comprado antes de me mudar para São Carlos; a fonte e a capa para meu teclado e um suporte para meu violão. E, tcharam, comprei também um pandeiro lindíssimo da Contemporânea, por causa das aulas de percursão – porque eu faço o curso mais legal com as aulas maaaais legais :D Veja se ele não é lindo *-* Ele ganhou o nome de Fred :D

Acabei – há cerca de 5hs – de descobrir que eu não vou ao show do Cueio Limão que vai ter em Sanca no próximo final de semana. Minha sogritcha fofa parece que tá na Bolívia e antes dela voltar para o Acre, vai passar em Limeira – cidade vizinha de Campinas, para ver o filhinho dela – vulgo meu namorado. Ela vai vir conhecer meus pais =x *medo* (Sim, meu namorado é do Acre. Sim, o Acre existe, mano!)

Toda vez que eu entro em algum blog e vejo no perfil o teste de pureza, eu clico e vou fazer, hêhê. Nisso, eu acabei constatanto o seguinte: a cada novo teste o meu grau de pureza fica menor! E isso me deixa muito, muito! chocada! Eu lembro que da primeira vez foi algo em torno de 79% e agora deu 57%! O.O *deusdocéu* Onde será que eu vou parar?!

Ufa, terminei o meu trabalho sobre aerofones indígenas. Legal, né? :D

28/03/2008

ponta pé inicial

Sim, estou com um blog novo. Depois de dois anos, achei que estava na hora de mudar. Que seja infinito enquanto dure, rapaz! ;)

Estou em Campinas. Conforme o combinado com o meu namorado, volto todo final de semana. Acho isso meio loucura, mas é por um bem maior. Eu só não gosto mesmo quando ele me liga dizendo que vai para algum lugar ao inves de vir para cá. Mas, uhm, no fundo não tem problema.

Acho que estou sem assunto. Ontem, enquanto eu arrumava o template e tudo mais, me passou pela cobeça várias coisas que eu poderia dizer, mas, agora, não me vem nada. Bem, vai só isso mesmo. Feliz blog novo pra mim! :D