30/11/2008

Tudo é uma questão de como ensinar - nada específico sobre isso ;)

Só porque eu ainda não sei como falar o que eu preciso falar. Acontece ;)
Musiquinha BACANA pra quem acha que o universo infantil de hoje em dia é fútil, manipulado e burro. Vocês não sabem de nada ~:) Tem muita gente fazendo coisa boa por aí.

“O substantivo é o substituto do conteúdo,
O adjetivo é nossa impressão sobre quase tudo,
O diminutivo é o que aperta o mundo e deixa miúdo,
O imperativo é o que aperta os outros e deixa mudo.

Um homem de letras dizendo idéias sempre se inflama,
Um homem de idéias nem usa letras faz ideograma,
Se altera as letras e esconde o nome, faz anagrama,
Mas se mostro o nome, com poucas letras, é um telegrama.

Nosso verbo ser é uma identidade mas se projeto,
E se temos verbo com objeto, é bem mais direto,
No entanto falta ter um sujeito pra ter afeto,
Mas se é um sujeito que se sujeita, ainda é objeto.

Todo barbarismo é o português que se repeliu,
O neologismo é uma palavra que não se ouviu,
Já o idiotismo é tudo que a língua não traduziu,
Mas tem idiotismo também na fala de um imbecil.”

(Gramática – Sandra Perez e Luiz Tatit)

27/11/2008

Caminhando e cantando

Como não convém contar todo o sufoco que passei por causa desse final de semestre, tinha pensado em colocar algumas fotos que expressasse momentos importantes, mas como o meu computador não colabora, abandodei a idéia. Tento mais tarde, vai que dá certo. O que importa é que as provas e as aulas acabaram, e agora só tem uma semana de concerto, mas que nem conta (;

Bem, me re-interessei pelo movimento estudantil. Eu tinha perdido as esperanças na época do Passe Livre, quando eu via que nem manifestações e nem conversas civilizadas mudaram alguma coisa. Desde que me colocaram para votar na chapa do CA do meu curso, no começo do ano, quando eu não conhecia ninguém e nem sabia para o que isso ia servir, eu voltei a me preocupar com o destino dos estudantes. É, definitivamente o meu curso não é perfeito, por falta de estrutura, e porque muito dos alunos não se interessam por Educação Musical (porque meu curso se chama Licenciatura em Música com habilitação em Educação Musical). Mas a gente pode melhorar. Por isso eu lanço a campanha: NÃO SEJA UM BACHAREL FRUSTRADO. Se o seu sonho sempre foi tocar em orquestra, ou qualquer coisa que o valha, não preste licenciatura só porque é mais fácil de passar. Perdi a linha do raciocínio XD~

15/11/2008

A estranhesa da vida partida

Outro dia eu saí com alguns amigos para jogar sinuca, e, no meio daquelas conversas de quem não se vê ha muito tempo, e que quer contar como anda a vida, a Nat me perguntou: “Ué, você não gostava mais de usar mochilas?”, e eu ri respondendo: “Prefiro, mas ela tá em São Carlos”. Ela entendia a situação e disse: “É muito difícil se dividir em duas cidades”.
O que nos acontece é que, durante a semana moramos em uma cidade, por causa da faculdade, e nos finais de semana voltamos para a nossa terra natal. E vocês, a menos que passem por isso, não fazem idéia de como é complicado.
Complicado porque quando eu chego em Sanca e não tenho nada para fazer eu penso em pegar algum cd ou algum livro, mas eles estão em Campinas. Complicado porque quando eu quero sair, minhas roupas mais ajeitadinhas estão em Sanca, ou então eu me esqueço de trazer coisas que eu usaria pra estudar.
Fazer mala toda quinta feira, para refazê-la no domingo é bem (muito, bastante) exaustivo. Carregar a mala cheia de livro, flautas, roupa suja da minha casa até a rodoviária é um transtorno.
Talvez seja porque nem um ano se passou desde que minha vida passou a ser assim, mas eu ainda não me adaptei. Mal me acostumo com a outra cidade, e já me vou embora. Exaustivo, complicado.

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07/11/2008

Motivos? Nenhum.

No lugar mais escondido, onde as janelas dos apartamentos não avistavam, e nem a luz do poste alcançava. Em um horário onde provavelmente todos já estariam dormindo, ou, ao menos, dentro de suas casas. A mais nova no meio de garotos mais velhos não sabia o que fazia, mas fazia tudo e com muito gosto, não lhe parecia ruim. Quase um ano nessa rotina de alegria transcedental, inexplicavel. O fim clichê, mas desconhecido. O medo, o pavor, o pânico, o tudo, o nada, e o vazio. Vidas, sub-vidas, tentativa de vida depois de tudo que se viu, se fez, e aconteceu. Uma necessidade de uma mão que a segurasse firmemente. Um suspiro triste e estranhamente saudoso toda vez que se lembra. Dor junto de um sorriso quando se tem vontade. Mas a certeza de que o passado não volta se a gente não quiser, e a tranquilidade de saber que não se quer.

“Escolha viver, escolha um emprego, escolha uma carreira, uma família. Escolha uam televisão enorme, escolha lavadoras, carros, cd players, e abridores de latas elétricos. Escolha saúde, colesterol baixo e plano dentário. Escolha uma hipoteca a juros fixos. Escolha sua primeira casa, escolha seus amigos. Escolha roupas esporte e malas combinando. Escolha um terno numa variedade de tecidos. Escolha fazer consertos em casa e pensar da vida domingo de manhã. Escolha sentar-se no sofá e ficar vendo game shows chatos na tv, comendo porcaria. Escolha apodrecer no final, beber num lar que envergonha os filhos egoístas que pôs no mundo para substituí-lo. Escolha o seu futuro. Escolha viver. Mas por que eu iria querer isso? Escolhi não viver, escolhi outra coisa, e os motivos... não há motivos!”
("Trainspotting" - Danny Boyle, 1996)

02/11/2008

Quando canto o mundo se espanta

Só me lembro de ter vindo comentar quando eu fui incrivelmente bem nas provas, o que passa – ou deve passar – a imagem semi-errônea de que eu sou nerd, portanto venho registrar minha mais terrível debilidade: o canto.

Para a terça passada tivemos que preparar uma música para apresentar na aula de canto. Escolhi uma relativamente fácil e ensaiei-a por um tempo considerável. Eu já imaginava; minha mão suava, minha voz tremia quase em pranto, não saia som, parei várias vezes para retomar o fôlego. Fiquei lá na frente da sala, olho na partitura, não via ninguém. Nâo sabia o que fazer com a mão, com a perna, cabeça... foi horrível! Não ouvi nenhuma risada, aleluia, e quando eu – sacrivelmente – terminei, bateram palmas e me pareceram mil abraços de reconforto. Foi um alívio terminar, mas um penar passar por isso. E eu nem posso ficar feliz; na próxima aula será a prova e eu tenho uma semana para aprender a cantar! :/