24/12/2011

Então bom Natal

Eu sei que tem muita gente que não gosta do Natal. Eu sou das que gostam, muito. Apesar de eu sempre lembrar que toda essa decoração natalina não tem nada de Brasil, e morrer de dó dos Papais Noeis de rua por seus chefes não terem a sensibilidade de adaptar a fantasia para o clima daqui, e também porque a data é só mais uma festividade capitalista onde somos persuadidos a mostrar que amamos e nos importamos com com alguém através de um presente bem caro, e porque as pessoas ficam pagando de cristã e benfeitoras mas chegando a virada do ano, elas querem "encher a cara e curtir a vida", quando na verdade Jesus nem nasceu no dia 25 de dezembro, e nem sabem que a comemoração do Natal veio apenas para suprimir festividades pagãs (Encontrei esse texto falando sobre a origem do Natal. Apesar de parecer bastante xiita, com as ênfases que o autor deu, eu achei bastante interessante)... Enfim, odeio toda a hipocrisia e capitalismo por trás do Natal, mas sei lá, talvez por me chamar Natália, a decoração, o espirito, me deixa muito feliz. De qualquer forma, gostaria de desejar um Feliz Natal para tod@s vocês!, que vocês possam estar com suas famílias, aproveitando esse momento para estar e sorrir juntos.

Pra finalizar, um vídeo muito gracinha que meu pai me mandou por e-mail há um tempo. O Natal na era digital, tenho certeza que vocês vão se identificar. Assitam!


21/12/2011

Retrospectiva de 4 anos, parte II

Nessa brincadeira de reler as postagens antigas, acabei encontrando várias que ficaram guardadas nos rascunhos. Algumas coisas inacabadas, outras bem bobinhas... Exclui algumas e outras eu publiquei, e estão aí para ser lidos, quem quiser se aventurar pelos arquivos do blog :)

Bom, pra dar continuidade a retrospectiva dos 4 anos de blog – antes que o ano acabe – o marcador de hoje é: devaneios. Eu sou o tipo de pessoa que se expressa melhor escrevendo, e como não tenho muito jeito com as pessoas, escrevo para mim mesma. Como eu já tive muitos problemas com pessoas conhecidas por conta das coisas que eu publiquei em blogs, eu decidi mascarar os textos mais íntimos, de forma que eles se pareçam com textos aleatórios, mas que dentro das metáforas colocam pra fora a mensagem que eu preciso externar. Por isso que a tag devaneios sempre está acompanhada de outra tag, que se refere ao verdadeiro problema.

Vamos ao top 5:

5. Odeio essa página da história: O post surgiu com o tema “madrugada” do Blogsintonizados. Foi escrito em um momento de crise do meu namoro. Pra quem conhece as músicas “Alta Noite” do Arnaldo Antunes e “I hate this party” das Pussycat Dolls, vai se familiarizar ;)


4.  Aquilo lá no fundo que eu sabia mas nãoassumia: A cada ciclo da minha vida, eu termino com as minhas amizades, como a forma mais drástica de “começar tudo de novo”. Mas teve um momento em que eu percebi que eu fui injusta demais em afastar as pessoas que eu mais amava, e me arrependi.

3. Percebimentos: Eu comecei a namorar meu noivo em uma fase onde eu precisava mudar todos os meus velhos hábitos para ter uma vida mais centrada. Eu já queria isso há muito tempo, mas nunca tinha encontrado uma motivação forte o suficiente pra mudar de verdade.

2. Previsão do tempo: Gosto muito desse por ser tão íntimo e tão nostálgico, que não vou nem explicar. Vou apenas reler e reler. Leiam também!


1. Fogo e Marte: Fogo é o elemento de Áries, Marte o planeja regente, e esse é um texto sobre a minha forma de amar. Escrevi para o meu noivo para lembrá-lo de como tudo começou, quais foram as nossas promessas e como eu me permiti amá-lo. Acho esse texto super a minha cara.

percebeu que

o que os olhos não vêem, o coração inventa?

09/12/2011

Uma nova ideia


Daqui até o final do ano decidi fazer um seleção dos meus posts favoritos para relembrar alguns momentos importantes desses 4 anos de blog. Para facilitar, já que foram muitas postagens, eu vou fazer um ranking dos marcadores mais utilizados.

O marcador de hoje é: Caminhando e cantando, que é usado para falar de coisas que me deixam revoltada. Começou a ser tão frequente que eu criei um blog-apêndice, o Subversão Ideológica, pra não deixar o Grão de Estrela muito pessimista, hê : )


Top 3

Texto de Felipe Berríos, fundador da ONG Um Teto Para o Meu País, que fala sobre a importância de ser jovem e usar a juventude como arma para uma mudança social. Gosto muito desse texto, e de tempos em tempos eu leio ele para eu não me esquecer de ser jovem

Ao invés de educarem os homens para não estuprarem, as mulheres cada vez mais são acusadas como culpadas pela violência que sofrem, tanto pelos lugares que frequentam, quanto pelas roupas que usam. Você também acha isso um absurdo? Então entenda o que foi a Marcha das Vadias, e veja como não se sentir vulnerável.

1. Para o triunfo do mal, basta que o bem não faça nada
Um dia eu voltei da escola que eu trabalho tão transtornada com as histórias que eu escutei, que eu não pude deixar de agradecer pela vida tranquila que eu tenho, e pedir força e coragem pra continuar trabalhando com educação. Eu me emociono sempre que eu leio.



Então por hoje é isso. Eu gostei bastante de recordar alguns posts antigos. Espero que vocês também gostem dessa seleção!

Divulgação: Subversão Ideológica

Olás, estou aqui só pra divulgar a nova postagem do meu outro blog. Nesse post, na verdade, eu não escrevi nada, só coloquei um vídeo que eu vi a galera passando no facebook. Eu fiquei indignada, e queria saber qual a opinião de vocês nesse absurdo.

Para ver o blog, clique aqui

Se não quiserem participar da polêmica, entrem no blog só pra ver a cara nova dele, he : )

28/11/2011

Sou foda, ou o dia em que eu passei no mestrado

Basicamente o meu ano foi em função de escrever o meu TCC. Algumas aulas aqui, estágio acolá, relatórios pra um, artigos pra congressos... Enfim, foi um ano bastante acadêmico. No meio dessa bagunça, inventei de prestar mestrado. É, assim mesmo, do nada.


Com medo de ser mais uma desempregada depois que eu me formar, e com pânico em pensar que eu teria que me submeter a educação infantil (nada contra, eu só não tenho aptidão), decidi que a ideia de continuar estudando me agrada. Então, meio que correndo, eu escrevi um projeto sobre a influencia da música na construção da cidadania de jovens de periferia, o projeto foi aprovado, fui fazer a prova escrita, passei na prova escrita, fui fazer a entrevista.....e

As vésperas de eu apresentar o meu TCC, estou aqui me contorcendo de tanta felicidade: porque eu passei no mestrado!!


Sério, estou muito mais feliz do que quando eu passei na faculdade. Na verdade é uma felicidade diferente, porque mesmo antes de terminar a graduação, eu já estou com o mestrado garantido. Não dá pra explicar. E pensar que eu concorria com pessoas que estavam se preparando ha mais tempo do que eu...!

Bom, isso só me dá mais certeza de que o trabalho que eu fiz durante esses dois anos, e que a minha dedicação à faculdade valeram todo o sacrifício, as noites mal dormidas e os estresses eventuais. Estou me sentindo foda : )

Agora só falta terminar a faculdade! Iei :D

23/11/2011

22 de novembro


Eu não sou católica, e não entendo nada sobre santos, e exatamente por isso, eu não gosto muito da ideia de feriados santos. Fere a minha crença, e eu me sinto um pouco enganada quando o Estado diz ser laico e me obriga a parar a minha vida por causa do dia da padroeira da cidade, por exemplo. Mas, como boa brasileira que sou, eu não vou reclamar de feriado, né? Hê :)

Dia 22 de novembro foi o dia de Santa Cecília, e a única coisa que eu sei é que ela é padroeira da música, e sendo assim, dia 22 de novembro foi o dia do Músico. Ouvi gente dizer “o dia do músico é todo dia, não no dia de uma santa”, mas, revoltas pagãs a parte, já que tem dia do dentista, do advogado, e de todas as profissões possíveis e imagináveis, vamos reservar um dia para os músicos e comemorar, e se incomodar o fato da escolha da data vir por conta de uma santa, finge que foi coincidência e para de ver pelo em ovo \o/


Nós músicos somos a parte estranha da sociedade. Ao mesmo tempo em que todos adoram, ninguém valoriza. Mas eu vou dizer uma coisa: não tem profissão melhor. Sabe aquele negocio que todo mundo fala: "Você precisa encontrar uma profissão que você goste de trabalhar"? Pois é disso que eu estou falando. Apesar de eu ter enveredado para o campo da educação ao invés do palco, eu me sinto musicista, eu amo, e respiro música o tempo todo! E essa alegria de ensinar música e tentar fazer com que mais pessoas sejam apaixonadas pela música não tem dinheiro que pague!

Então se você conhece um músico, alguém que vive de música, dê parabéns para ele, pelo seu dia (mesmo que atrasado), e pela coragem : )


17/11/2011

Seis coisas simples que eu quero fazer e ainda não fiz

Andei visitando alguns blogs e encontrei em vários deles essa lista de 6 coisas simples que a pessoa gostaria de fazer e que ainda não fez. Achei muito bacana por se tratar de coisas simples, e resolvi fazer a minha lista também para me motivar. Estão tod@s convidados a fazerem a sua!


Ter um diário legal

Não sei se esse vale, porque eu já fiz, mas enfim :) De uma forma ou de outra, eu sempre tive um diário. Nele eu escrevia coisas sobre o meu dia, frustrações, desejos, colava papel de bala ou qualquer pequena coisinha que pudesse me lembrar de algum momento bacana. Com o passar do tempo, a correria do dia a dia foi sugando a minha dedicação e agora meu blog é o que eu tenho de mais pessoal. Sinto saudade de ter um diário – afinal, não dá pra escrever tudo no blog; então eu gostaria muito de ter um novamente. Promessa para 2012 \o/

Me casar ♥

Depois de mais de quatro anos de namoro, é naturalmente o próximo passo. Como nem tudo são flores, precisamos terminar a faculdade, arrumar um emprego fixo e que pague o justo e o suficiente pra gente viver tranquilo, na nossa casinha com um pomar no quintal, onde a gente possa amarrar duas redes, e ficar balançando durante o pôr do sol, discutindo sobre política e educação, ou ouvindo música e fazendo outros planos. Não vejo a hora!

Montar uma sala de música na minha casa 

Eu queria ter um quarto na minha casa, que funcionasse como uma bolha: lá ficariam todos os meus instrumentos, uma bancada para confecção de instrumentos de sucata e demais materiais para aulas de música, uma estante com os meus livros, talvez até um pequeno set para fazer gravações, etc. Enfim, um lugar que eu pudesse ficar o dia todo fazendo e respirando música.

Fazer mochilão pela América Latina

Diferentemente da maioria esmagadora, eu amo a América Latina! Morro de vontade de conhecer todos os países. As cores, a músicas, a dança, a língua, tudo me cativa!  A principio, minha vontade original era visitar todos os países pedindo carona, mas como eu sou bundona e tenho cara de boba, não acho essa uma boa ideia, rs : ) Penso que eu poderia sair com o meu carro, ou até ir de ônibus, avião... Com um grupo de amigo talvez fosse mais divertido e seguro. Enfim, não sei como seria concretamente, mas está entre as coisas que eu quero fazer.


Tríplice: plantar uma árvore, escrever um livro e ter um filho
 

Talvez até mesmo nessa ordem, por conta da complexidade, rs. Eu gostaria de plantar uma árvore em algum lugar que eu pudesse ver crescer, para eu me sentir parte da vida daquela árvore. Mas pra ser bem sincera, não sei se eu teria muita paciência pra esperar crescer não, acho que eu plantaria uma muda crescidinha já, hê. Um livro porque, bem, eu amo escrever, então eu tenho que aproveitar. Antigamente eu pensava em escrever um livro de literatura, hoje já penso que eu devo escrever um livro acadêmico (pois é, eu sei que perde todo o romantismo de escrever um livro, mas ainda sim é um livro). Quem sabe o meu mestrado não vira um?

Adotar uma criança

Por mais que de vez em quando eu ache legal essa coisa bonita de gerar uma vida, e até consiga me imaginar grávida, eu não quero em hipótese alguma parir (nem cesárea, nem nada) daí como não teria como a criança sair de mim, não rola ter um filho de mim :} Além de que, desde que eu tinha uns 7 anos e ia brincar com as crianças em um orfanato, eu falo pra todo mundo que eu quero adotar. Sei lá, penso que com tanta criança no mundo, abandonada, que daria a vida para ter alguém que cuidasse e amasse ela, eu não vejo porquê colocar mais gente no mundo. 



:)

13/11/2011

Dobradinha

Na semana passada, tivemos a semana do saco cheio na faculdade. É uma semana que junta um monte de feriado próximo e emenda tudo. O melhor mesmo é que esse período do semestre é realmente turbulento é só uma semana de folga pode salvar.

Aconteceu que nessa semana eu aproveitei para finalizar o meu TCC. Consegui transcrever 40 minutos de entrevistas, analisar os dados, embasar com referenciais teóricos e fazer a conclusão. Mas a minha orientadora achou pouco >.< Tudo bem, já está tudo certo, é só engordar um tiquinho.

Esta semana que passou eu estive em Vitória/ES participando de um congresso e apresentando trabalhos. Essa sim foi a minha semana do saco cheio. Esqueci de TCC, de trabalhos pra fazer, relatórios de estágio (...). Agora que eu estou voltando que fica tudo mais ou menos bagunçado - depois de duas semanas você se acostuma em não ir pra faculdade, hê.

Na verdade estou aqui só pra divulgar que o Blogueiro Secreto de 2011 já está no ar e que todos estão super convidad@s a participar! Entrem lá no blog que tá tudo explicadinho.



Força nesse final de semestre!

03/11/2011

#267

as pessoas me saturam.
como lidar?

01/11/2011

#236

Só vim dizer que estou viva. Que no meio de uma reflexão e outra, sinto que estou virando um espelho. Que tem muita coisa acontecendo ao mesmo tempo e que eu não tenho administrado muito bem o meu tempo. Que tenho sentido muitos sentimentos ruins, e as pessoas tem me dito pra não compartilhar com elas porque parece que eu não faço do jeito certo - ?. As cobranças aumentam, os prazos encurtam, eu tendo a ficar ansiosa e atropelar tudo, mas tenho conseguido manter a mente quieta, a espinha ereta, e o coração tranquilo. Não confio em mais ninguém, isso me dá um vazio. Mas tamo firme. A faculdade tá acabando. Nossa....!

13/10/2011

Hoje tu ta presa

Não sei se todos sabem, mas eu faço faculdade de Música com habilitação em Educação Musical, e tenho trabalhado em alguns projetos, incluindo o estágio, em escolas estaduais tanto em bairro de classe média, central e periférico.

Um dos gêneros musicais mais ouvidos em todos eles é o funk. Para nós que estudamos Música, estamos acostumados a entender funk como aquele gênero musical criado na década de 60, que mistura jazz, soul e R&B, que tem como seu principal nome o James Brown; e nós costumamos dizer que funk é um gênero musical muito bom.

Mas o funk que os alunos escutam na escola não é esse, e esse funk, nós que estudamos Música, temos o costume de dizer que não é música, que é ruim, que é um lixo.

Eu particularmente não ouço funk em casa. Não tenho CDs, ou baixo na internet e coloco no celular para ficar escutando. Isso de forma bem genérica: quando eu descobri Gaiola das Popozudas eu achei o máximo algumas letras super feministas que diziam coisas do tipo: “eu dou pra quem quiser porque a porra da buceta é minha”. Qual o problema disso? Só porque a mulher quer estar no controle? Também passei bons tempos ouvindo Bonde do Rolê. Funk de classe média, me identifiquei, e adorei. Entre outros que não caberia citar.

Uma coisa que eu acredito que seja difícil discordar é que o ritmo do funk é muito contagiante. Por exemplo, ouçam essa batida. Ele te envolve e pede para que você se movimente junto. Não é o máximo?

A grande chave do problema, na minha opinião, e das pessoas com que eu costumo conversar sobre isso, é a letra.

05/10/2011

Terra e Marte


A armadura é para defender dos incômodos, ela sempre diz, e, ainda que sorrindo um sorriso meigo, quer convencê-lo de que é durona. Sou de Áries, completa. Nunca ninguém deu bola, e ela continuava na defensiva, mas ele diz: nossos signos combinam. Quando eu morrer vou virar uma estrela, diz ela tentando se fazer de louca para espantar. Deixa de besteira, ele ri. Sentados de frente para o outro, ele gasta todos os seus elogios, enquanto ela olha em seus olhos e tenta descobrir a cor. Você é tão especial, por que não deixa ninguém se aproximar? A armadura é para defender dos incômodos, replica e então levanta, dá um beijo em seu rosto e sai. Ele fica, inconformado. Ela volta e diz que os chifres do carneiro que a defende também machuca os outros sem querer.  Ele aceita, dobra uma folha de papel e entrega. Ela abre e vê um coração desenhado, acha infantil, mas entende. Dobra a folha novamente, joga no chão, pisa, depois pega e devolve para ele. Se o coração for forte, ele agüenta, diz. Ele pega uma caneta e desenha um coração na camiseta dela. Se o coração for de verdade, ele bate. Encostou o ouvido em seu peito. Tum. Todos ouvem. Se olham. Você é forte, ela diz. Você é humana, ele diz. Ela deixa a armadura de lado e segura sua mão. Me protege? Ele faz que sim, e ela se apaixona.

25/09/2011

Tudo junto e misturado in Rio


Eu sou um tanto quanto desligada. Talvez por não assistir TV, nem entrar em sites de notícias - nem participar de círculos sociais onde as pessoas são mais antenadas, eu só me toquei sobre o Rock in Rio quando eu vi uma mensagem no facebook que dizia assim: "Ia ser bom se tocasse Iron Maiden nas micaretas ai as pessoas iam se tocar de como é ter que ouvir Claudia Leite, Ivete e etc no Rock in Rio!". Não fiquei nada surpresa, afinal se Sandy e Junior e Britney Spears - com playback - tocaram, porque não as rainhas do axé?

Não vou nem entrar no mérito de música boa ou música ruim, porque toda música pode ser boa para alguém ou para alguma coisa, e nós só podemos julgar isso de acordo com a nossa opinião pessoal, que não é nem de longe a verdade universal. Mas enfim,

A grande questã que me deixa inconformada é: porque um evento que se chama Rock in qualquer coisa não se destina a ser um evento de rock? Eu juro que se eu fosse do rock e fosse lá por causa das bandas de rock eu ia achar tudo uma grande patifaria - Não que eu fosse discriminar os fãs dos outros gêneros/artistas, ou qualquer coisa do tipo, como eu vi que aconteceu. Mas pô! Coloca outro nome então!!

É medo de não dar certo? Com essa programação dificilmente não daria, por mais que o nome fosse esdruxulo: Paralamas, Titãs, Milton, Maria Gadú, Rihanna, Móveis, Ed Motta, Nação Zumbi, Esperanza Spalding, Orquestra de Heliópolis, Kesha, Africa Bambaataa, Joss Stone, Maroon 5, Zeca Baleiro, Arnaldo Antunes (esses são os que eu veria, hê) (...)

Se eu fosse do tipo de pessoa que tem o desprendimento de gastar dinheiro com shows (incluindo aqui o ingresso, a viagem de ida e de volta mais a hospedagem e alimentação), eu ia fácil : D

De qualquer forma, o SWU, que não se propõe a nada além de ser sustentável (todos rimos) é mais do rock que o Rock in Rio, e eu só queria compartilhar a minha opinião sobre isso. Eu acho que tudo cabe, mas o nome que você dá para o evento gera uma certa expectativa que é totalmente massacrada quando você olha a programação. Pronto, falei : )

13/09/2011

Estupro: a culpa não é da vítima

A postagem de hoje é um redirecionamento de uma postagem do meu outro blog, Subversão Ideológica. Peço por favor, para que todos entrem e leiam esse post. É sobre uma campanha para acabar com a violência conta as mulheres.


06/09/2011

Metalinguagem pura

Fui mexer nos arquivos do meu último blog procurando um texto que eu escrevi alguns anos atrás. Era tudo tão simples, tão ingênuo, cheio de risadas e coloquialismos, como se eu escrevesse para pessoas que realmente me conhecessem. Eu colocava links de tudo, falava coisas sem sentido, frases soltas, ideias, frustrações, histórias, estórias. Eu fazia os meus próprios templates, tinha um perfil detalhado sobre mim - sempre fui uma pessoa reservada, mas usava o blog para extravasar. Percebo que hoje em dia meu blog não é minha prioridade (também porque a faculdade nem permite), mas gostaria de voltar a ter a sensação de confiar coisas tão minhas para pessoas que também compartilham suas vidas em blogs, e cativar a elas tanto quanto elas me cativam com suas simplicidades :) Inclusive, estive fazendo as contas, e descobri que eu tenho blogs desde 2001! São 10 anos! Caramba!


Bom, eu não tinha nenhuma pretensão quando comecei a escrever esse post, então vou encerrá-lo de qualquer forma mesmo :) Mas com a promessa de reservar um tempo para postar mais e retribuir comentários com mais atenção. Obrigada a tod@s que fazem e/ou fizeram parte desses 10 anos!

17/08/2011

Gente mais gente

Acabei de ver no blog da Dani e resolvi responder também - inclusive pelo mesmo motivo: vontade de atualizar sem ter o que dizer (queria tirar o post sobre o fim da faculdade do início porque isso realmente me deprime) -, é um meme literário. Eu repasso a quem ainda não tenha feito e queira fazer :)
As regras:
1. Pegar o livro mais próximo (O MAIS PRÓXIMO, não outro!).
2. Abrir na página 161.
3. Procurar a 5ª frase completa.
4. Colocar a frase no blog.
5. Não escolher a melhor frase nem o melhor livro!

Pedagogia da Autonomia - Paulo Freire
(como o livro só tem 146 páginas, vou pegar a última página)

"Não nego a competência, por outro lado, de certos arrogantes, mas lamento neles a ausência de simplicidade que, não diminuindo em nada seu saber, os faria gente melhor".

Tive sorte de ter pegado justo esse livro (tem vários livros sobre educação musical espalhados por aqui, rs), porque ele é recheado de frases incríveis e qualquer frase que eu tivesse que copiar seria ótima.
Sempre quis ler Paulo Freire, mas nunca me senti madura suficiente para digerir as suas ideias; agora eu me sinto e inclusive, casaria com ele fácil :)

05/08/2011

Último semestre

Nessas férias, apesar de eu ter ficado igualmente entediada como em todas as outras depois da segunda semana sem ter o que fazer, eu não queria que as aulas voltassem.

Esse é o meu último semestre da faculdade. Foram quatro anos aprendendo muito sobre música, sobre educação, sobre pessoas, convivência, tolerância de forma muito intensa. Imaginem o drama: há quatro anos 20 pessoas saíram de suas cidades para estudar em São Carlos, lá elas não conheciam ninguém, e, para facilitar o processo de acomodação ao novo ambiente, elas se aproximaram e passaram a apoiar uns aos outros - até então desconhecidos. Depois desses quatro anos vendo-os todos os dias, das oito da manhã até as nove da noite, quando não até mais tarde para fazer trabalhos ou festas, almoçando a comida estranha do RU, ou fazendo churrascos, fundues, ou indo em rodízios, aguentando o estresse de final de semestre, o mau humor matinal, as boboses, as ideias malucas... eu não imagino como será a minha vida sem esses pequenos estranhos que hoje são tão essenciais na minha vida.

E será muito diferente, cada um voltará para a sua cidade, se aventurará em outra cidade e de um dia para o outro a rotina vai mudar completamente. Não sei se estou preparada para isso.

21/07/2011

Há males que são indiferentes

Indiferente talvez seja muito forte, mas por falta de um sinônimo mais ameno, vai esse mesmo ;) Receber o diagnóstico de vitiligo foi mais tranquilo do que eu imaginei, ainda mais porque depois de tanto tempo fazendo diversos exames inúteis eu só queria que algum médito me dissesse friamente: é isso! - sem contar que existem tantas doenças mais preocupantes...! O mais chato mesmo foi descobrir que eu não lido tão bem com as minhas emoções como eu pensei que lidava.
O vitiligo tem relação com o estresse, o que quer dizer que muito provavelmente houve um incidente mau resolvido que desencadeou no meu corpo uma reação dessa. O lado positivo é que agora quando eu falar para as pessoas que existem doenças psicossomáticas e elas não acreditarem em mim (porque eu sempre sou a "zen" que acredita demais na força do pensamento) eu vou ter um caso ao vivo para comprovar, hê :)
Que isso sirva de impulso para eu conversar mais e entrar em harmonia comigo mesma. - Dica: prestem mais atenção nos pequenos sinais que o seu corpo te dá: uma dor nas costas pode ser muito mais do que apenas noites mal dormidas!

ah yum hunab ku
evan maya e ma yo
(salve a harmonia
da mente e da natureza)

29/06/2011

Descubra a Orquestra

O projeto Descubra a Orquestra é uma iniciativa da OSESP para formar público para a música sinfônica. Ele leva alunos e professores de escolas para assistir um concerto na Sala São Paulo. Antes do concerto, um professor da escola selecionada para participar do projeto, precisa fazer um curso de capacitação para preparar os alunos para o ambiente e para o repertório. Inscrevemos a escola, e, com muita alegria, fomos selecionados. Foram 102 crianças, dessa escola estadual de um bairro de periferia (leia-se 'tenso'), 8 funcionários da escola, entre coordenadores, professores e inspetores, e nós 10 do PIBID. Como na nossa escola nós já estamos fazendo um trabalho com música, nós ficamos responsáveis em fazer essa preparação dos alunos. Nessas preparações, foram trabalhados aspectos como paisagem sonora, a consciência dos sons que fazem parte do nosso dia-a-dia, dos sons que fazemos, gerando reflexões sobre se eles são bons, se são ruins, como diminuir os sons ruins, etc. Os levamos para assistir concertos da Orquestra Experimental e da Camerata Vivace da UFSCar. Apresentamos os instrumentos de uma orquestra sinfônica, família por família. Mostramos três músicas do repertório que seriam tocadas no concerto, duas eruditas e duas populares. Como conseguir que aqueles alunos que ouvem funk, pagode, rap tivessem interesse de ouvir uma música orquestral?, uma ópera? Como fazê-los escutar uma música que tem duração de 8 minutos? Essa tarefa se torna simples quando você tenta ver tudo com os olhos dos seus alunos e planejar as suas atividades pensando neles. A tarefa mais difícil era: como fazê-los ficar em silêncio, sentados, prestando atenção? Desenvolvemos algumas atividades para direcionar a energia deles, fazendo-os se mexerem, gritarem, para então, mais calmos, ficarem sentados e em silêncio. Tarefa árdua, mas funcionou. A viagem até São Paulo foi um grande momento para conversarmos, não de professor-aluno, mas de pessoa para pessoa. Pudemos conhecer melhor quem não conhecíamos, contar piadas. Foi uma prática social incrível. Chegando em São Paulo, as crianças que estavam no meu ônibus ficaram espantadas com o lixo jogado no chão, as pessoas dormindo na rua, as pareces pixadas, o céu cinza; e no meio desse ambiente descontraído pudemos conversar sobre como tratamos o patrimônio público, como cuidamos da nossa escola... Ao passarmos pela cracolândia, o que teria uma conotação de sermão, se feito em sala de aula, se transformou num espelho onde as crianças, por um momento, se viram partes daquela realidade, e elas, por elas mesmas, decidiram que não queriam acabar assim. Já na Sala São Paulo, aquele palácio, todos – inclusive nós – ficaram de boca aberta com a grandiosidade, com o brilho, com o sonho que era aquele lugar. A Orquestra de Heliópolis, que se apresentou para nós, fez um concerto lindíssimo, muito animado, contagiante, que até os mais resistentes foram contagiados. Certa hora, o regente fez uma pergunta para a platéia, e, para surpresa, um garoto da nossa escola respondeu e respondeu certo. Nós aplaudimos muito, a orquestra aplaudiu, a sala toda ovacionou!, e, ao dizer que tocava violino, o garoto foi convidado para subir no palco para tocar alguma coisa, qualquer coisa, que a orquestra ia acompanhando. Meu! O garoto da 5ª série da escola! Subir no palco com a Orquestra de Heliópolis e tocar junto com ela! Fiquei muito emocionara. Todos gritavam por ele. Mas com vergonha, não foi. No final do concerto, quando havia se instalado uma grande euforia, onde todos estavam em pé cantando e batendo palma, um dos violinistas desceu do palco e subiu com o garoto, que, no palquinho do Maestro, regeu a orquestra, me fazendo cair em lágrimas, e com a orientação dele, fez os movimentos de corte, e a orquestra parou de tocar. Todos gritavam, eu gritei muito. Foi uma emoção sem fim. Imagina o que não passou na cabeça desse menino? Imagine a felicidade de ouvir tanta gente gritando por ele. Esse menino, com certeza, não voltou o mesmo para casa. E todos nós, reles mortais, que não subimos no palco, também não voltamos iguais. De um lado da rua a Sala São Paulo, do outro lado da rua a cracolândia. De que lado cada um escolhe ficar? Quando você não conhece a luz, parece natural seguir os caminhos que a vida indica para nós. Mas quando entramos em contato com algo que é muito mais grandioso do que a vida miserável que se pretendia ter, mais do que a lembrança de momentos bons, ganhamos a opção de escolher; escolher continuar nessa maré, ou escolher sair. Nós, com o simples propósito de dar a oportunidade para eles conhecerem algo novo, demos a chance deles escolherem ser algo novo, e isso, não tem recompensa que pague.

25/06/2011

Ausência

Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces, porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.

No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida e eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.

Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado. Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados, para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada que ficou sobre a minha carne como nódoa do passado.

Eu deixarei... tu irás e encostarás a tua face em outra face. Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada. Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite. Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa. Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço. E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado. Eu ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos.

Mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir.

E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas, serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.

Vinícius de Moraes

#223


Arrumo a casa como quem arruma a vida.




Tenho a sensação de que algum poeta conhecido já tinha disto isso. Mas eu repito essa frase para mim tantas vezes, que já tenho ela como minha. Por isso vai assim mesmo, sem aspas.

25/05/2011

Status: tccendo

O tão esperado e temido último ano da faculdade chegou, e trouxe com ele uma série de preocupações para além-faculdade que eu não tinha antes. Acredite, a frase: "e agora, o que eu vou fazer?" é bem mais complexa do que se parece. Estou tentando construir uma carreira acadêmica para caso eu deseje fazer mestrado, e estou aproveitando com muita dedicação cada oportunidade, para ganhar experiências diversas, caso eu vá trabalhar. Penso que o meu TCC - trabalho de conclusão de curso - pode me abrir muitas portas, já que ele é sobre uma proposta de como enxergar a Educação Musical nas escolas, mas para isso ele precisa ser visto. Sendo assim, tenho escritoo muito e aprimorando minhas experiências, torcendo para que todo esse esforço renda bons frutos. Resultado disso é que a minha cabeça está super lotada. Tenho lido tanto, que até ler legenda de filme me cansa; escrito tanto, que fico com preguiça de entrar no msn para conversar. Fico nervosa ao ver as pessoas da minha turma totalmente desesperadas por conta do TCC, e fico desejando que elas guardem essa angústia para elas, assim como tenho feito, mesmo sabendo que de tempo em tempos, é bom contar para alguém como isso está nos pressionando. De qualquer forma, venho aqui pedir desculpas pelo infinito sumiço e total descaso; é que se eu paro para pensar em mim e nas coisas que eu estou fazendo e da forma como estou conduzindo toda essa vida bandida, eu desmorono.

11/05/2011

#219

É como se para a pessoa do quarto ao lado eu fosse só um meio de conseguir as coisas que ela não é capaz de fazer sozinha.

29/04/2011

Vários convidados

O que talvez muitos de vocês que acompanham o blog não saibam, é que um dos meus gêneros musicais favoritos é o Rap Nacional. Desde quando eu tinha uns 12 ou 13 anos. Hoje, com menos intensidade e sem acompanhar as novidade, ainda ouço e gosto muito. Posso até dizer que o Rap fez eu ser o que eu sou (leia mais aqui).

Hoje eu estava lembrando do show do Dexter que teve em Campinas no ano passado. Eu fiquei mais de um mês planejando, morrendo de ansiedade. Quando o dia realmente chegou, o meu lado classe média começou a se manifestar. Eu ficava pensando: "eu vou ser a pessoa mais branca desse show, eu vou apanhar", "eu e meu namorado temos moicano, vão achar que a gente é punk e a gente vai apanhar" (...). De fato, eu devia ser a pessoa mais branca, todos ficaram olhando pra gente, a gente chamou muita atenção enquanto dançava loucamente ao som do KL Jay ou cantava a todos pulmões (no meu caso, rs), mas eu nunca fui tão bem tratada!

www.rapnacional.com.br

Toda vez que alguém esbarrava em mim, pisava no meu pé, derrubava bebida, era uma chuva de "desculpa, foi mal" que eu desacredidei. E era pra mim, depois viravam pro meu namorado e pediam desculpa pra ele por terem feito qualquer coisa comigo. Juro, nunca vi tamanha educação/preocupação.

Sem contar o cara de Capão que se juntou a nós do lado de fora, que era simpático a sua maneira, e ficou conversando e bebendo com a gente.

Isso me fez pensar na visão que a gente tem das coisas. Sempre me julguei "melhor" por ouvir Rap, e me sentir mais próxima das pessoas que vivem nas periferias, por nós termos algo em comum; mas quando eu tive a chance de estar junto com essa galera, eu senti medo (não sei nem se "medo" é a palavra certa). Isso me provou  que todos nós temos preconceitos e por mais que a gente não os aceite e não queira que eles se manifestem, eles estão dentro de nós. E enquanto nós não o entendermos e não soubermos lidar, ele ainda vai estar lá.

15/04/2011

Dois patinhos na lagoa

Eis que mais um ano se passou, e venho aqui compartilhar com vocês que hoje é meu aniversário e que eu estou completando meu vigésimo segundo ano de vida!


E nessa brincadeira de pensar sobre fazer aniversário, fiz uma lista de coisas que provam para mim que eu estou ficando velha:
- Este é meu último ano da faculdade,
- Abri uma poupança para o meu casamento,
- Leio textos sobre Educação e morro de vontade de ter um filho pra ser meu cobaia, he :)
- Vejo crianças e morro de vontade de ter filho,
- Folheio revistas de designe de interiores e planejo minha casa com o meu futuro marido
- Vivo no dilema da minha profissão: trabalhar muito e ganhar pouco: será que isso não tem solução?
Entre outras coisas, claro.

Ao mesmo tempo que tudo isso me desespera um pouco, estou tranquila, porque eu sei que eu vou fazer as coisas sem pressa, e que tudo vai dar certo.

O jeito é aproveitar mais um dia de festa, porque o resto...
seja o que for!

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Curiosidades
Em dias 15 de abril, o Titanic naufragou, Oswaldo de Andrade e sua mulher Pagu foram presos, foi inaugurado o primeiro McDonald's em uma cidade de Illinois, Fidel Castro visitou os EUA pela primeira vez, foi liberado o uso de cartão de crédito brasileiro no exterior. Leonardo da Vince e Fernando Pessoa nasciam; e Joey Ramone morria.

Com 22 anos, Gandhi já tinha três filhos, era casado há nove anos e trabalhava como advogado; Che Guevara fazia uma viagem por 12 províncias Argentinas, percorrendo 4 mil km em uma moto.

01/04/2011

Seja voluntário

É o seguinte: começou a campanha universitária da ONG Um teto para meu País, e como eu sempre faço, estou aqui para convencê-los a participar.

Fui voluntária duas vezes durante as construções universitárias de férias. Duas foram as vezes que eu consegui, mas já estive, em pensamento, em várias outras.

Quero deixar claro que não é fácil. Não tenho pretensão nenhuma de iludir ninguém. Viajar para São Paulo é demorado e caro – isso sempre me breca.

Para mim, estar com pessoas que eu não conheço é verdadeiramente penoso: eu julgo muito, não me sinto a vontade... E lá estou fora da minha zona de conforto, sem ter pra onde fugir.

Quando a caixa de água da escola onde ficamos alojados é pequena e insuficiente, não podemos tomar banho – ou banho ou água para beber e fazer comida. E quando se meche com terra, madeira, e fica em baixo do sol, isso é terrível.

Acordar cedo é um dos meus tormentos. Acordar cedo, tendo ido dormir tarde e cansada, com pessoas super animadas, me irrita.

Mas eu não fui ser voluntária pensando em mim.

Subir e descer morros, andar por vielas estreitas, carregar muita madeira, cavar buracos, martelar, enquanto o sol nasce até ele morrer... Todo aquele exercício físico que eu nunca fiz na vida. Cansa. Cansa muito.

Das famílias que conheci, uma onde a filha parou de falar depois de um tapa que levou da professora; outra que estava grávida do 11º filho; uma que teve que levar o filho pra longe porque ele não dormia de tanto pensar na casa que ia ganhar.

Realmente, nada daquele esforço eu estava fazendo para mim.

Mas estranhamente eu saio com a sensação de ter ganhado uma nova vida.

Não tenho coragem de reclamar de falta de dinheiro, dos meus pais que não me entendem, de ter que andar a pé, no sol, carregar peso. “Eu já ergui uma casa” – é o que eu sempre falo quando quero dizer que sou forte.

Mas sinto raiva de ver outras pessoas reclamando por tão pouco, por falta de dinheiro, por uma saúde mais instável, por não terem a casa dos sonhos, precisarem de tantas drogas para conseguir encarar a vida, e tantas outras coisas que a gente sempre reclama sem pensar... Sinto tanta raiva quando ouço essas reclamações, mas a única coisa que eu penso é: “Vá construir com o Teto”.

Minha vida não é perfeita, e eu sei que não vai ser. A sua também não será, e não é pessimismo. Precisamos dos momentos baixos para valorizar os altos, e dos altos para conseguirmos sair dos baixos.

Você pode dar um sentido para a sua vida ajudando alguém que está abaixo da linha da miséria e que está tão acostumado com a pobreza que não acredita mais em uma vida melhor.

Um novo teto é só um símbolo. Um impulso para o recomeço. É um chacoalhão, “olha, sua vida pode melhorar”. Nós, classe médias, subidos o morro e erguemos uma casa, tão inesperado quanto isso, sua vida pode melhorar.

E você pode tornar isso real. Basta perceber que você ganha muito mais do que doa, e que mesmo sendo pouco, muitas pessoas ganham com você.

Faça a diferença. Seja voluntário.
Campanha Universitária 2011
Construções dias 21, 22 e 23. Saiba mais em umtetoparameupais.org.br

28/03/2011

Sem nada pra fazer

N: Você gosta de beber
A: Você gosta de beber
T: Se apaixona facilmente
A: Você gosta de beber
L: Você gosta de beber
I: Você é ótimo na cama
A: Você gosta de beber

Jesuis, será que eu gosto tanto assim de beber?

08/03/2011

Eu não sou para casar

Tem uma coisa que eu ouço os meus amigos de faculdade falando para as meninas da minha sala que me deixa profundamente irritada, não por eles não falarem isso para mim, mas sim por tudo o que essa frase trás com ela: “você é pra casar”. O contexto é sempre o mais propicio: quando elas cozinham alguma coisa gostosa, quando limpam a cozinha depois de um almoço comunitário, quando fazem algum favor para eles... Me incomoda não só por eles acharem que, para casar, uma mulher tenha que ser boa nessas coisas, mas por elas mesmas propagarem esse tipo de ideal, com frases simples do tipo “homem só sabe botar fogo na cozinha”. Mulher machista me incomoda tanto quanto homens machistas.

A idéia clássica é que, enquanto aproveitam a sua juventude, os homens querem as mulheres fáceis, as ousadas, e que vão dar para eles aquela história para contar para os amigos. Enquanto que para namorar e casar, preferem as corretas e prendadas. E as mulheres, tão preocupadas em se casar, não se permitem ser o que elas gostariam. Eu não quero ser essa mulher submissa que os homens desejam, e as mulheres procuram ser com medo de ficarem sozinhas, eu não sou pra casar!


Então o meu feliz dia das mulheres, vai para todas as mulheres que “não são para casar”. Às que gostam de sair com as amigas, com os amigos, ou até mesmo sozinhas, que gostam de beber e falar palavrão, que não sabem cozinhar, costurar, ou não querem ser mães. Às mulheres que gostam de homens, que gostam de mulheres, que beijam quem tiver vontade e transam no primeiro encontro. Para as que não querem que ele ligue no dia seguinte. Às que usam roupas curtíssimas, e às que são largadas. Que não se importam com a opinião alheia e nem com a tal reputação. Às mulheres que estudam e são ótimas profissionais. Que cortam o seu próprio cabelo, que escrevem seu próprio destino. Enfim, a todas as mulheres que não esperam um príncipe encantado para transformar a sua vida em um conto de fadas, pois sabem que a única pessoa capaz de fazer a sua vida valer a pena, é ela mesma.

01/03/2011

Concerto de Regentes volume 2

Tem me custado vir postar por pura falta do que dizer. Mas em todo caso, estou aqui para atualizar, e compartilhar com vocês o meu segundo concerto como regente (naquele mesmo esquema: avaliação final da disciplina 'Direção de Conjuntos Musicais 2', que dessa vez foi com o Coral da UFSCar, ao invés da Orquestra).

Confesso que esse concerto me esgotou muito. Aconteceram muitas coisas na época que acabaram com o meu emocional - e eu só não compartilho com vocês, porque estou tentando esquecer para não alimentar a raiva ;) Mas o surpreendente é que o resultado saiu muito bom. Espero que gostem também!

- O vídeo vai girar, mas não liguem, hê

03/02/2011

Sandra Lynch e o meme da banda

Le me convidou para tocar bateria na banda dela :) Saiba quem mais está na banda clicando aqui!

1. Entre nesse link aqui e o nome do artigo será o nome da sua banda.
2. Nesse link você vai descobrir o nome do álbum. As últimas 4 ou 5 palavras da última citação.
3. A capa do seu álbum será a terceira imagem que aparecer nesse link.
4. Monte sua capa. Pode usar qualquer editor de imagem. Preferencialmente, o Photoshop, mas, no sufoco, vai até o Paint.
5. Indique pessoas para fazer parte da banda junto com você.


Meu nome é Sandra Lynch e resolvi fazer um trabalho solo. Essa foi a música que deu o título para meu primeiro CD, "She can't forgive no one else". Espero que gostem :)
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Bom, como eu - na vida real - faço faculdade de musica, eu precisei fazer uma música de verdade pra postar esse meme. Originalmente ela foi feita para Clarinete, Piano e Viola, mas quando eu salvei em MID ficou tudo com som de piano, então, vai só no piano mesmo :) Cliquem aqui para ouvir! - E espero mesmo que gostem ^^

26/01/2011

#fikdik

Se tem um conselho que é universal, é este: não tente abraçar o mundo. Para mim não funciona já que, eu não só abraço o mundo inteiro, como ainda aceno com a mão - e quando eu vejo que ainda tem coisas para serem feitas, eu vou agregando. O grande problema é que as pessoas fazem 'demenos'. Esse é um dos grandes motivos pelo qual eu não crio expectativas com ninguém: as pessoas são regidas pela lei do menor esforço. Confesso que sempre tenho preguiça, e vou adianto ao máximo tudo o que precisa ser feito (o que me faz chegar no final do semestre e ficar totalmente desvairada), mas a sensação de ser responsável por alguma coisa que não só trará benefícios para você, como também para pessoas que estão por perto, e ver resultados positivos de ações feitas com as suas próprias mãos, compensam todo o sacrifício, cansaço, noites mal/pouco dormidas, estresse, brigas (...). Seja você a pessoa que põe a mão na massa, não seja escravo da inércia, se movimente, seja útil! - Porque eu adoraria poder dividir um pouco as tarefas e descansar também ;)

"Quem não se movimenta, não sente as correntes que o prendem"
Rosa Luxemburgo

15/01/2011

#207

Odeio quando as pessoas acham que o compromisso que elas assumiram comigo é bobo demais para elas se compromissarem com ele seriamente.

13/01/2011

#206

Eu me assusto quando eu vejo da onde vem toda a minha frieza emocional.

08/01/2011

Certos acordes

As unhas quebradiças e amareladas tentavam se equilibrar sobre as cordas. Sua fragilidade ainda podia ser vista pelas rápidas piscadelas, por onde se esvaia a sua insegurança de aprendiz. Tinha, porém, olhos atentos à professora. Queria retribuir à paciência dela, queria retribuir ao fato de alguém confiar nele e perder a tarde com ele e acreditar que ele podia aprender. E ficar ali, o tempo que fosse preciso, até que ele aprendesse. Queria aprender logo e queria se tornar um grande músico e compor uma linda canção para orgulhar a professora. Queria tocar na frente de um monte de gente e queria tocar lá no morro. Enquanto soasse os tiros, quebrando o silencio da madrugada, os mesmos tiros que eram sua canção de ninar, os tiros que se ouve todas as noites e que levam crianças para baixo da mesa e mães de joelhos sobre o altar – enquanto soasse o barulho deles, ele tocaria bem alto, e a música então poderia ensurdecer o barulho dos tiros e sufocar o ódio que pudesse estar escondido no peito daqueles que estivessem puxando os gatilhos. Acredita que a música pudesse fazê-los sonhar ou esquecer-se do que quer que estejam pensando, esquecer das drogas, do dinheiro, dos problemas, das armas – as dele ou as dos seus irmãos. E quem sabe eles também sentissem vontade de aprender e quem sabe pudessem também ser grandes músicos e tocar para muita gente – e quem sabe ele pudesse ensinar e fazer sair daqueles olhos duros, olhares de luz com notas de poesia. Entrou pela janela da sala de aula uma brisa leve, que sacudiu as cortinas velhas. Ele desviou o olhar para elas, como se a brisa tivesse cor, como se fosse uma dama, e estivesse muitíssimo bem vestida. A professora olhou ao redor. As paredes descascadas e sofridas como as mãos do menino. As cadeiras e mesas calejadas como eram os dedos indicadores que tanto se esforçavam para que deles também saíssem coisas belas – e não só o trabalho. E quem sabe ele pudesse finalmente ser apenas uma criança – enquanto diante dele, ali, estariam prostrados os sonhos e a confiança de sua primeira (senão única) professora, no sentido mais fiel que uma palavra pode ter. Quem sabe existam outras iguais à ela.


Presente da querida Mel Sliominas.

06/01/2011

No final de 2011

O ano letivo ainda nem começou e eu já sinto o peso de estar no último ano da faculdade. Passou tão rápido! Muito mais significativo do que fazer 18 anos, terminar a faculdade sim faz a vida olhar pra você e perguntar: e aí, qual o seu plano agora? Mas essa nem é a minha situação agora, eu ainda tenho um ano inteiro. Tenho a sensação de ter aprendido muito, de ter aproveitado muito do que a universidade me ofereceu acadêmica e socialmente. Absorvi o máximo que pude, aprendi a lidar com o diferente, a ser mais flexível. Eu amo a minha faculdade, amo toda a galera que entrou comigo, eles sempre me matam de orgulho - mesmo que uma hora ou outra eu queira matar um -, e eu sinto medo quando eu paro pra pensar em como vai ser a minha vida no final deste ano. Estágio, TCC, formatura...! Estou ansiosa, mas quero que passe bem devagar. Vou aproveitar ainda mais, estudar com mais empenho, me dedicar ainda mais, vou ficar mais perto dos meus amigos, vou tentar deixar de ser uma nerd anti social e vou sair mais, me divertir ainda mais. Quero sair da faculdade com a certeza de que eu fiz tudo o que pude - e a minha sorte, é que eu já venho fazendo tudo o que eu posso :) Vou tentar não pensar no final, e viver cada pedaço de cada momento. A Federal é linda, a turma 08 é linda, e a MÚSICA é divina! :) Quem venha 2011