23/06/2012

Da nossa maneira


Eu: oi
Ele: eu to pensando em ir no medico
Eu: vai kleiton
vai que é dengue
Ele: imagina.. 
sem manchas
Eu: gripe suina
virose
vai que vc vira um zumbi
Ele: nossa...vc nomararia um zumbi?
Eu: só se vc fosse zumbi vegetariano
e eu não precisasse te beijar
Ele: =( oxe...
c nao me ama?
Eu: amo
mas não tenho "ser zumbi" como meta de vida  
e se vc me morde, eu viro zumbi
Ele: e vc fica zumbi cmg
=)
Eu: só se for
mas dai eu vou ter que te ver comendo as menininhas
e não vai dar nem pra matar elas
então só se vc for vegetariano
Ele:  tendeu

16/06/2012

[meme] 5 filmes que marcaram a minha vida

Hoje é sábado e nada combina mais com sábado do que uma seleção de filmes e um monte de pipoca! :) Já faz um tempinho que a Deby me passou esse meme como uma sugestão para um começar a falar dos filmes que eu assisto (: Mas pensar em cinco filmes que marcaram a minha vida é uma coisa muito difícil porque há vários aspectos em que a vida pode ser marcada! Mas então vou tentar fazer a seleção com os meus filmes favoritos, que são favoritos não só porque são filmes bons, mas porque de uma forma ou de outra, tiveram destaque na minha vida.


O Pequeno Nemo 
Esse é um filme que fez parte da minha vida, indiscutivelmente. Quando eu tinha uns quatro anos, sempre que eu ia na locadora com os meus pais, eu alugava ele. Depois de alguns anos (!) a dona da locadora acabou me dando a fita! Não sei como essa fita se perdeu. Passei os últimos anos da minha vida tentando lembrar o nome do filme, tentando resgatar na memória cenas desconexas pra ver se alguém conhecia - e nada! Eis que no começo desse ano, meu pai me envia por e-mail um link com o torrent do filme para baixar. Imagine a emoção da criança aqui! :'D



Elephant
Esse é um filme que eu tenho muito carinho. A história é sobre dois meninos que são constantemente zuados na escola, e que um dia compram armas e resolvem se vingar matando todos da escola. Mas o que eu mais gosto são dos simbolismos do filme. O filme é bem paradão, e é contado sobre várias perspectivas. Há duas lendas que são usadas pra explicar a ideia do diretor: a primeira é a lenda que diz que em uma sala havia um elefante, e que vários homens cegos estavam a sua volta e que eles só podiam tocar uma parte do elefante. Sendo assim, cada homem criou a sua própria ideia do que e como era o elefante, não sendo nenhuma delas mais ou menos verdadeiras, apenas parciais. A segunda lenda diz sobre um grupo de pessoas em uma sala, que pouco se importavam com o que havia na sala e com as outras pessoas, até que um elefante invade a sala e destrói tudo. Essas são as metáforas por trás do nome, que me faz amar esse filme.


Mullholland Drive
Eu odeio o nome brasileiro que deram pro filme, porque estraga totalmente o mistério, mas ok. Esse filme é uma incógnita. A primeira vez que eu o assisti, foi em um circuito de cinema alternativo na minha cidade. Eu e uma amiga fomos juntas assistir. Quando o filme acabou, e as luzes se acenderam, todas as pessoas que estavam ali estavam como uma cara de dúvida, de angústia, desespero, que causou na minha amiga e em mim, um ataque de riso incontrolável, e nós tivemos que sair da sala - e acabamos perdendo a explicação do filme. Mas esse filme me deixou transtornada a um ponto de começar a achar que a minha vida real era a vida que eu tinha nos meus sonhos! Aluguei ele na locadora muitas vezes, já li milhões de resenhas e explicações sobre, mas sempre que eu assisto ele de novo, ao mesmo tempo que algum mistério é revelado, eu descubro outros novos.



Jogos Morais 1, 2, 3, 4, 5, 6, e 7 <3
As pessoas me acham louca quando eu falo que eu adoro esse filme. Lembro que quando lançou o primeiro, a censura era 16 anos, e como eu ainda não tinha 16, levei meu pai pra poder entrar no cinema. Meu pai, coitado, sofreu muito, e eu achei o máximo. Quando lançou o segundo filme, a censura mudou pra 18, mas eu ainda não tinha 18 e meu pai se recusou a ir comigo. Tive que esperar sai na locadora, e quando eu finalmente assisti, prometi pra mim que nunca mais ia assistir (porque já era obvio que teria continuação). Só que quando saiu o terceiro filme, eu não resisti. E fui nessa, a cada filme eu quase morria do coração, mas no próximo, estava lá eu assistindo. Adoro os pequenos ensinamentos do filme, da trama, das histórias que se cruzam - não, eu não curto sangue, dilaceração e essas coisas, eu sempre fecho o olho nessas partes. Acho a história genial, e eu pago muito pau pro JigSaw (o que não quer dizer que eu acho que o que ele fez é certo). Os caras que escreveram essa história sim que devem ser malucos. É um filme que eu sempre falo pras pessoas assistirem, eu acho realmente genial.

O cheiro do ralo
Fui assistir esse filme no cinema. Saí da sala tão enojada, com tanto asco dos seres humanos... Mas daí eu percebi que esse cheiro também era meu, que eu também fazia parte da humanidade suja e podre e quando eu me dei conta disso, eu também quis cheirar o ralo (não literalmente, PELOAMORDEDEUS). Foi um filme que mexeu com muitos dos meus sentidos. Cheguei até a ler o livro e postar sobre ele  aqui no blog (aquiaqui e aqui). É um filme que mesmo sem ter cenas chocantes, é muito forte, mas que eu também sempre indico para quem eu sei que não tem medo de encarar de frente o lado podre do ser humano. Minha cena favorita é essa aqui: assistam! :)


E você, gosta de algum desses filmes? :)

11/06/2012

Não cabe em Saturno


O dia dos namorados nunca foi uma data na qual eu me importei. Antes de namorar, eu não tinha aquele tipo de desespero que as pessoas têm por estar solteira. Aquela coisa de “cupido burro é foda”, ou qualquer outro tipo de frustração. Na época, além de eu só ter amigas solteiras, a gente sempre se divertia, e era bem mais legal ser solteira, se é que vocês me entendem ;) então nem sobrava tempo e espaço pra sofrer por falta de amor. Depois que eu comecei a namorar não mudou muita coisa (quer dizer, mudar, mudou), mas a data continua sem significado, principalmente porque se eu comento que está chegando o dia dos namorados, o amado diz “sociedade capitalista do caralho, querem me manipular, me fazer consumir e medir os meus sentimentos em cifras, eu não preciso de uma data pra dizer que te amo, etc etc”, e eu sempre concordo, porque é isso mesmo. Por isso, como muito bem disse a Dani do Sem Formol, aproveitem a solteirice – quem tiver solteiro -, que depositar a sua felicidade na esperança de encontrar alguém que te faça feliz, é, no mínimo, perda de tempo. E quem estiver namorando, oras, façam o que sempre fazem nos dias normais, não precisam ficar engordando os caixas do comércio, que o capitalismo é um monstro feroz ;) 

Mas só pra fingir que eu ligo (e pra suprir a ausência do meu namorado que foi viajar ._.), vou fazer a minha declaração de amor! (: 

04/06/2012

Escuta de novo: Não há movimento sem rítmo

Apesar de eu ter postado há poucos dias, não vou deixar passar que a primeira segunda do mês é dia de Escuta de novo!

Como eu não tive muito tempo hoje, vou deixar um vídeo de degustação. Ele é um pouco grande (10 minutos) mas eu acho muito válido gastar esses minutinhos para assistir.
No ano passado, estive com um professor sul africano que dizia exatamente o que o vídeo mostra: que a música nos países africanos têm relação direta com o corpo, com a natureza, com a vida, com as tradições, e se um desses pontos é deixado de lado, a música toda perde sentido. Apesar de o vídeo focar mais na relação do ritmo, vocês poderão perceber essa relação.

Assistam! Vale muito a pena!



01/06/2012

O que eu queria mesmo era ir com vocês...

... mas já que eu não posso, boa viagem, até outra vez! *

Hoje eu fui para o ensaio da fanfarra, mas como eu não sou mais bolsista do projeto, fiquei de lado, olhando o ensaio, para não cair na tentação de fazer as coisas no lugar dos novos bolsistas (coisa que eu fiz nas primeiras vezes que eu fui depois que eu virei orientadora do projeto). Uma menina que toca prato estava lá, mas também estava de fora; fui me sentar do lado dela e começamos a conversar. Perguntei para ela porque ela não ia ensaiar e ela disse que estava triste. Detalhe que essa menina tem 5 anos, e a capacidade de articular as ideias que ela tinha era incrível! Vou tentar escrever mais ou menos como foi a conversa:

- Várias vezes eu estive triste, mas hoje eu to muito, ai eu não quis ensaiar
- Ah.. entendi
- Eu fiquei doente também por causa do menino da minha escola..
- Doente? O que você tinha?
- Ah.. tristeza, né? (Eu com cara de angústia) Ele virou pra mim outro dia na aula e me chamou de pretinha suja que fuma maconha. Eu cheguei em casa e chorei muito, tive muita dor de cabeça, muita mesma, minha mãe teve até que me levar no hospital. Eu fiz um monte de exame. (Eu, pasma, sem saber o que dizer)
- E o que você disse pra esse menino?
- Não disse nada, só chorei.
- Sabe, quando eu era pequena, me chamavam de esqueleto, porque eu sempre fui muito magra e muito branca. Eu não gostava de ser branca também, porque todo mundo tirava sarro... Eu ficava muito triste. Mas daí eu aprendi a ignorar essas pessoas...
-  E o pior é que eu não sou preta, eu sou morena, mas eu não gosto da minha cor...
- O loco! Por quê?
- Porque é feio, e os meninos ficam me chamando de pretinha suja
- Mas isso é besteira. Meu namorado é preto (e mostrei uma foto dele no meu celular) e ele é lindo (ela concordou que ele era bonito, rs ^^)... Sabe o que você deve fazer quando um desses meninos falar alguma coisa dessas pra você? Fala assim "sô pretinha memo, e você que é burro?"

(Ai eu fiz ela prometer que ela ia falar isso e que iria me contar se acontecesse de novo)(Conselho de educadora: não dê esse tipo de conselho para os seus alunos, é pouco educativo)

ela e eu


O que eu acho mais triste dessa história toda, é que as crianças estão perpetuando um preconceito que as vezes nem é delas próprias, que elas reproduzem de alguém mais velho e já cheio de preconceitos, e que, também, as vezes, nem sabe o porquê deles. "Preta suja que fuma maconha" não é o tipo de frase que as tias ensinam na escola, então, com certeza, os meninos ouviram isso em algum lugar de alguém que tem um prestigio com aquela criança o suficiente para que ela queira ser igual - pais, irmãos, quem sabe.

No Brasil, e particularmente naquele bairro, muitas das crianças são, no mínimo, morenas. É uma mistura que não tem fim. Essa menina, por exemplo, ela tem a pele negra, os olhos puxados e o cabelo liso. Já vi outras na escola, da pele morena, o cabelo crespo e os olhos verdes. Pele morena, cabelo crespo e loiro. Pele branca, cabelo crespo, olhos azuis. Tem de tudo, sério. Eu sei que "se assumir" como uma pessoa negra é uma questão de identidade, e que essa tomada de consciência é muito complicada (tem uma menina que faz mestrado comigo cujo projeto tem a ver com isso), por isso que eu nem me choquei com o fato da menina não ter se visto como uma pessoa negra, mas acho muito triste esse discurso de que o negro é feio, é mal, é ruim. Acho muito triste ver crianças negras negando a sua cor, super valorizando o branco e o loiro, a ponto de se elas verem uma pessoa negra (por mais bonita que seja, mesmo que tenha traços de branco, como o nariz fino, por exemplo), elas não se identificarem com ela, julgando-a feia. Isso acontece mais do que a gente imagina e é muito, muito triste.

Só pra terminar, porque eu já falei demais, rs, indico para vocês o vídeo abaixo. Ele é resultado de uma pesquisa que aconteceu no México. Peço que considerem o fato de ter sido gravado no México, porque eu acho que são países diferentes. Aqui no Brasil o racismo é disfarçado de bullying, piadas, brincadeiras, e são através dessas coisas que o racismo está contaminando as crianças.


Se vocês tiverem animados:
a) Leiam esse post no Delicadíssima - se forem capazes. Eu consegui ler até metade, mais que isso o meu estomago começaria a embrulhar
b) *Vejam esse curta metragem, que é uma gracinha, chamado Cores e Botas, e vejam como a tomada de consciência pela sua própria identidade nos liberta (quem viveu na década de 80, começo de 90, pode se identificar ^^)