20/11/2013

Se bem que Deus existe

Eu nunca fui contra a ideia de Deus. Eu não consigo agradecer a Deus pelas coisas boas que acontecem e nem falar coisas como "graças a Deus", "se Deus quiser", "fica com Deus", não sei rezar nem me sinto confortável perto de pessoas que colocam toda a responsabilidade da sua vida nas mãos de Deus. Mesmo assim, não consigo desacreditar na existência de um ser superior de bondade colossal que olha e cuida de todos.

Eu fui criada em uma família cristã, estudei em escola cristã, então, sem dúvida, isso me influenciou muito. Quando eu tinha uns 16 anos comecei a me questionar se eu realmente me sentia cristã, se acreditava em Deus e em todas as coisas coisa que eu aprendi dentro do espiritismo, ou se eu achava que acreditava naquilo tudo só por estar sempre dentro de ambientes cristãos.

Me afastei da religião enquanto lugar físico e pude perceber que de fato aquelas crenças me pertenciam. Talvez não da forma como me ensinaram, talvez não tão "quadradinho", mas sim, aquilo tudo fazia sentido para mim, e eu precisava daquilo para a minha vida.

Não me importa se você não acredita em Deus, não me importa se a sua religião é outra. Também não me importa se você diz que eu não posso ter religião fora de algum templo. As regras, os dogmas, as condutas não me interessam. Porque para mim, a grande beleza é procurar ser alguém melhor - para você, para o outro, para o mundo.

E o que importa também, para mim, é que eu sei que existem muitos seres (no plural!) que estão por aí nos protegendo, nos livrando de todo o mal, colocando as pessoas certas no nosso caminho, desviando as pessoas mal intencionadas. Nos dando bons conselhos, confortando as nossas angustias, dores e perdas. Tem coisas que acontecem na nossa vida que parece que aconteceram só pra provar isso para a gente.

A minha família, sem dúvida, esta bem acolhida por esses seres de luz, e eu só posso agradecer à Deus.

31/10/2013

A guerra não declarada na visão de um favelado (II)

Há exatos 1 ano (nossa, como o tempo voa!) eu postei aqui contanto que tinha comprado o livro "A guerra não declarada na visão de um favelado" do Eduardo. Postei só contando que eu tinha o livro em minhas mãos, mas que ainda não tinha começado a ler. Apesar de eu não contar nenhuma grande informação, foi legal porque apareceram muitas pessoas por aqui interessadas no livro.

Eu comecei a ler o livro, mas, infelizmente não consegui terminá-lo. Primeiro porque o mestrado tem exigido muito e eu não posso me dar ao "luxo" de ler algum livro que não vá me auxiliar diretamente na escrita da dissertação. Segundo porque o livro é bem pesado, e por isso não dá pra ler muitas páginas seguidas. Dá uma angústia e uma tristeza do mundo e é preciso refletir muito pra seguir na leitura. Terceiro porque meu namorado pegou o livro pra ler e ainda não me devolveu :P

De qualquer forma, fiquei sabendo que o Eduardo etá fazendo palestras, não sobre o livro, mas sobre a ideia do livro, e não é bem uma palestra, é mais uma roda de conversa. Enfim, o Eduardo está participando de encontros pra conversar com a galera sobre essa opressão, sobre os mecanismos de alienação, sobre as grandes corporações e seus bilionários rendimentos, sobre a desigualdade social, e todas as outras coisas que instigaram o Eduardo a escrever o livro.

Como a vida é loca, acabei indo com o meu namorado até Santos para assistir a palestra.
Chegando no lugar, foram várias sensações diferentes. Primeiro porque o evento era na Associação Cortiços do Centro, uma associação autogestionária que está construindo moradias populares (dá pra ver uma foto dos prédios em construção, clica aqui). Essa associação, pelo o que nos pareceu, está ligada à União Nacional por Moradias Populares. Gente, não tem coisa mais rica que isso, procurem conhecer!

Segundo porque antes das palestras vários grupos de Rap se apresentaram. E foi bacana demais ver a galera fazendo música, mostrando a sua ideia, e, mais ainda, mostrando que é consciente da realidade política e social, e, ao mesmo tempo, apontando sugestões, soluções, caminhos alternativos que não seja o crime e a violência. Bacana demais!

Terceiro porque lá na Associação tinha criança, tinha jovem e tinha adulto, todos juntos, interagindo, ouvindo o Rap, disposto a ouvir o outro, a aprender com o outro. Ao menos foi essa a impressão que me deu.

Quando o Eduardo chegou eu não pude nem fingir que eu não senti uma emoção tremenda. Pô, eu sempre gostei de Rap, e ver um ícone do Rap Nacional, tão de perto, tão real, tão disponível, olhando no seu olho, conversando com você é emocionante demais! - mesmo que eu nunca tenha sido, assim, tão fã do Facção Central.

foto daqui

Para mim a conversa não foi nenhuma novidade. Eu sei que falar assim parece prepotência. Mas é que eu não ignoro que o mundo é podre, que o capitalismo é destrutivo, que a sociedade é desigual e injusta. Eu não acho que pobre é incapaz ou preguiçoso. Eu não confio na mídia, não confio no governo, não confio na educação. Então, de certa forma, nada do que ele falou me surpreendeu. Mas isso porque eu ouço Rap, porque eu leio e estudo muito, porque eu converso com as pessoas sobre política (política não partidária).

Quando você ignora ou quando você realmente não sabe que a sociedade é assim podre, você pode se chocar. E foi o que eu vi acontecer nesse dia. A voz firme do Eduardo penetra na sua mente, te faz pensar, reavaliar seu dia-a-dia, sua postura, suas ações. Faz você perceber que sim o sistema quer te destruir - e sinto muito em dizer, embora possa soar deveras de direita: a classe média também é vítima nesse sistema, porque mesmo que a gente não seja "a escória", a gente não é "patrão", e são os patrões, os chefes, os donos que dominam tudo isso. A classe média, a classe C, D, são apenas marionetes. 

Mas o Eduardo não falava para a classe média. Falava para a periferia, para moradores de cortiços, para pessoas do movimento Hip Hop, para os empacotadores de supermercado, para as domésticas e para os ajudantes de pedreiros - aqueles que até nós, classes mé(r)dias, menosprezamos.

E foi bonito a galera se manifestando, falando como a tv aliena, como a novela ilude, como o jornal engana. As senhoras se despertando, os jovens testemunhando a tentação de entrar para o crime. Falaram sobre educação, sobre família, sobre exemplos, manifestações de ruas, participação política, conscientização, movimentação....! Teve um menino que falou de Paulo Freire, ele disse algo como: "Quem a gente tem como referência? O Ronaldo Fenômeno. Mas por quê? E Paulo Freire? Quem já ouvir falar de Paulo Freire? Ele sim devia ser a nossa referência!" Emocionei demais!

Embora o Eduardo tenha focado muito na transformação pessoal, eu acredito no coletivo. Sim, cada um deve passar pelo seu próprio processo de conscientização, de transformação, mas as nossas referencias, nosso apoio, nossas companhias influenciam muito, e elas não devem ser ignoradas nem ao menos desconsideradas. Mas de qualquer forma achei aquele encontro muito importante, muito, de verdade!

Saí de lá mais de esquerda, mais consciente do meu papel como educadora, mais sensível com a periferia.
E vamo seguir a vida, em busca da revolução!


Foto que a gente tirou. Sem zoom! Ele tava pertinho mesmo! :')



Veja: A guerra não declarada na visão de um favelado

18/10/2013

Escuta de novo: Baby do Brasil

Atenção: esse post é tietagem ;)


     Há alguns dias, o SESC daqui trouxe a Baby do Brasil para fazer o show Baby Sucessos, junto com o seu filho Pedro Baby. Fiquei super animada para ir, mas como nenhum amigx comentou que também queria ir, acabei ficando com preguiça de ir comprar o ingresso.

Eu tenho esse problema de não querer ir em show de artistas que eu não conheço, o que no fundo, me dá muita raiva de mim. Eu facilmente vou ao cinema assistir filmes sozinha, e, logicamente, filmes que eu nunca assisti, por que raios eu não iria a um show sozinha só porque eu não conheço o artista?! Logo eu que escolhi a música como profissão. Imperdoável, eu sei.

Mas eis que o destino é assim um cara danado que só, e eu acabei ganhando ingressos para o show da Baby, e foi uma amiga mais eu! Eu não sabia nada da Baby, além de que ela era dos Novos Baianos (♥), mãe da Sarah Sheva, Nãna Shara e Zabelê (vulgo SNZ), e doidona. 

Chegando no SESC, o ginásio estava bem vazio, deu até uma tristeza. No começo do show, a gente ria das letras das músicas que tinham rimas muito clichês, a gente ria por a Baby estar de roxo da cabeça aos pés (literalmente), ria de umas pessoas loucas dançando loucamente...

Mas de repente a gente parou de rir. De repente a gente percebeu que aquela senhora de 60 anos tem uma energia, uma alegria, um bom humor invejáveis. Que ela estava cantando lindamente, super afinada! Que a banda era incrível! Que o Pedro Baby tinha uma voz linda! E a gente ficou besta de ver a qualidade do show! Eu sai do show completamente alucinada! Maravilhada! Super fã!

Descobri que o show Baby Sucessos foi gravado pelo Estudio MTV, e esta todinho disponível no youtube! Vale muito a pena assistir! Mas caso você não queira, não possa, ou não tenha tempo, veja pelo menos uma dessas três músicas, duvido muito que você não fique querendo mais!

Planeta Vênus ♥



Tinindo Trincando ♥



Masculino e Feminino (o vídeo tá ruim, o áudio tá mais ou menos)
Foi o bis do show ♥

09/10/2013

Só alegria!

     Apesar de eu não ter uma profissão, assim, bem definida, porque eu não tenho exatamente um trabalho, eu percebi essa madrugada como eu sou feliz com a profissão que eu escolhi!

O curso que eu fiz na graduação se chama "licenciatura em Música com habilitação em Educação Musical". Quando eu estava prestando o vestibular, eu já sabia que eu queria dar aulas de música, e eu não conseguia me ver fazendo outra coisa que não isso; mas eu ainda não conhecia o vasto campo da educação musical, e nem sabia que havia tantas possibilidades quando falamos em "ensino de música".

Eu me encontrei, e, ainda por cima, pra deixar tudo ainda mais amor, encontrei um grupo de pessoas incríveis com quem eu adoro trabalhar! Descobri que eu posso ser criativa, divertida, espontânea, sociável, entre outras coisas que eu não sabia que era capaz, nessa brincadeira de aprender a ensinar.

Além das aulas particulares que eu dou, eu não tenho aquilo que se chama de trabalho. Mas adoro aquilo que eu considero como sendo o meu trabalho. Adoro a minha pesquisa de mestrado, adoro a minha busca por uma educação mais humana, adoro dar cursos e formações, adoro organizar eventos acadêmicos, adoro ser orientadora... Adoro até mesmo as reuniões que se estendem  pela madrugada - porque mesmo se forem "sérias", são divertidas.

Enfim, não tinha porque falar isso aqui, mas eu quis mesmo assim. As vezes eu me desanimo e acho que eu não estou fazendo nada pela educação musical e pelo mundo, então preciso valorizar quando eu percebo o meu papel, quando eu percebo que o que eu faço tem sim a sua relevância, que pode sim mudar o mundo!

Então fica aqui o meu registro pessoal, cheio de amor, alegria e realização!

04/10/2013

Das fases da vida

     Eu causei quando eu era adolescente. Embora eu sempre diga para os meus pais que eu sempre fui responsável (e era), eu aproveitei muito, e aprontei muito também!

Na época eu dizia que os meus pais não me entendiam, mas hoje eu percebo que eu não entendia os meus pais (salve, Renato Russo!). Meus pais nunca foram do tipo super protetores, mas é óbvio que se preocupavam e se importavam comigo - é que quando a gente tem 15 anos, se nossos pais não nos deixam sair para ir a uma super festa no sábado a noite, com aqueles amigos que eles nunca ouviram falar, em um lugar totalmente afastado da cidade, a gente só consegue pensar que eles não entendem como ir naquela festa é importante pra gente, e isso quer dizer, obviamente, que eles nos odeiam.

Mas não odeiam.

Mesmo os meus pais sendo bem firmes (o que me impediu de aprontar muito mais, porque eu sempre tive medo dos meus pais saberem e ficarem decepcionados comigo - e brigarem comigo), eu aproveitei bastante. De verdade. Fui a muitas festas, fui a muitos shows, fui a muitas casas de amigos que meus pais não conheciam. Dancei muito, dancei sem música, entrei em bate cabeça. Fiz vários piercings, coloquei alargadores. Bebi muita bebida destilada, fumei muito cigarro de puta chique. Beijei quem eu não conhecia, beijei mais de 10 pessoas em uma noite, beijei mais de 2 pessoas ao mesmo tempo, beijei homem, beijei mulher, beijei travesti. Dormi fora de casa pra não ter que voltar bêbada pra casa. Disse que saí com uma amiga, mas saí com outra. Falei que ia para um lugar, e acabei indo para outro. Ia em show de rock, em show de rap, em festa eletrônica, em manifestações de rua...

Mas eu sempre olhei para mim e me achei a mais certinha do grupo, nunca achei que tudo isso fosse algo exagerado, nunca fiz pra chocar alguém, nunca quis aparecer pra ninguém. Infelizmente, a lembrança que eu tenho é da minha família apontando o dedo pra mim direto. Lembro de ter ouvido coisas do tipo "você é um desgosto para os seus pais", "eles fazem tudo por você e você retribui desse jeito?", "por que essa roupa?", "por que esse cabelo?", "por que essa música?", "por que você faz isso?". Talvez meus pais nem saibam o quanto a minha família só me fez ter vontade de continuar sendo a ovelha negra, o anjo torto.

O que ninguém da minha família nunca reparou é o quão podre eles também eram. Eu não vou apontar os podres, porque, lógico, não faz sentido nenhum eu fazer isso, ainda mais aqui. Mas eu queria dizer para o mundo que eu não me arrependo de nada do que eu fiz. Se meus pais sofreram, eu só posso pedir desculpas, e dizer que eu sempre pensava neles - de verdade! Eu aproveitei minha adolescência conscientemente, do jeito que eu queria aproveitar, fiz as escolhas que quis fazer, e elas, sem dúvidas, moldaram a pessoa que eu sou hoje. E eu tenho muito orgulho da pessoa que eu sou, das escolhas que eu fiz, das coisas que eu faço, eu não mudaria quem eu sou nem por um milhão de elogios. Sei que meus pais também se orgulham, e acreditam em mim.

Me basta.

Parte de mim, no entanto, gosta de mostrar o sucesso que é a minha vida, a minha carreira, o meu namoro, meu novo relacionamento com os meus pais, mas tento não deixar isso ficar muito forte, afinal, assim como eu mudei muito, eles também podem ter mudado.

Família é família, e, pelo menos no caso da minha, no fundo todo mundo se quer bem - eu sei disso. Colocando o dedo onde não é chamado, ou sendo relapso algumas vezes, eu sei que todo mundo se gosta, e não sou eu quem vai tentar destruir isso só pra mostrar que eu estou feliz.

30/09/2013

Escuta de novo: Flor de aguapé

Voltando com o blog eu tenho que, necessariamente, voltar com o projeto Escuta de novo :) Eu me incomodo bastante com as pessoas reclamando o tempo todo de como a música brasileira é um lixo, que nada presta, quando na verdade a música brasileira é composta por artistas talentosíssimos! Então o projeto é para divulgar artistas independentes e que estão fora do circuito comercial.

Aproveitem, e se gostarem, escutem de novo!

O grupo é formado por 3 músicos que se encontraram no curso de música da UFSCar. Eles se propõem a estudar a música brasileira mas têm se definido mais como um grupo que faz choro cantado. O Diego (bandolim) foi da minha turma na graduação! Foi bem legal acompanhar a entrada dele no mundo do choro e do samba, e eu fico super feliz quando eu vejo o quanto ele tem construído! A Jacque (voz) e o Leo (piano) também são pessoas bem queridas e excelentes músicos!

Vale lembrar que eu não sou fã de choro, hê :) A primeira vez que eu fui ver o Flor de Aguapé eu não esperava muito apesar de conhecer os músicos, e saber que eram talentosos, porque não é um estilo de música que mexe comigo, mas quando eu ouvi eles tocando "Naquela mesa" eu até chorei tamanha sensibilidade da música, do arranjo, da voz...! Simplesmente lindo! Vale a pena ouvir!



Gostou? Então curta a página do Flor de Aguapé no facebook! :)

26/09/2013

Como eu fui parar no Chile

     Embora eu já tenha viajado bastante nessa vida, eu não sou uma pessoa que pode ficar viajando muito. Primeiro por questões financeiras (afinal, uma viagem demanda bastante grana - ou coragem, se você for de carona, e optar por hospedagens solidárias (duas coisas que eu não tenho, hehe)), segundo porque fica difícil sair da rotina quando você tem responsabilidades e prazos a serem cumpridos.

Por isso, ao longo do ano, eu só me programo para viajar nas férias. Mas o bom de estar no mundo acadêmico é que existem muitos congressos e, como eu moro em São Carlos, no interior de São Paulo, nenhum deles é na cidade. Faz parte da carreira acadêmica a participação em congressos. Essas participações contam ponto no currículo, além de serem espaços privilegiados para a divulgação do trabalho e da pesquisa que a gente realiza dentro da universidade. 

Ou seja, tem que ir!

Nessa brincadeira de participar de congressos eu já fui para Goiânia (GO), Salvador (BA), Montes Claros (MG), Vitória (ES), entre várias outras cidades. Como é raro poder viajar, principalmente para lugares tão longe, eu costumo sempre ir alguns dias antes e voltar alguns dias depois, para aproveitar a cidade, apoiada do pensamento "afinal, quando eu vou poder voltar aqui de novo?".

E foi assim que eu fui parar em Santiago, no Chile! Aconteceu o Encontro Latino Americano da Sociedade Internacional para Educação Musical e eu tive 3 trabalhos aprovados (sentindo-se orgulhosa e nerd! ;))


Como não podia deixar de ser, aproveitamos bastante a cidade. Não tanto quanto eu gostaria (não skiei, nem comi pratos típicos, nem comprei vinhos chilenos), porque o dinheiro estava realmente contadinho, mas deu para andar muito, conhecer a cidade, as pessoas, a língua, deu pra ver neve, pra ver lhamas *--* deu até para molhar as mãos no oceano pacífico (que eu confesso: depois de ver a neve, entrar no pacífico era a minha segunda maior vontade!) -  não em Santiago, mas em Viña del Mar, cidade próxima. Queria ter entrado até a cabeça, mas estava frio e eu não tive coragem :(

Mas foi incrível! Uma pena, no entanto, que o congresso, embora fosse latino americano, tenha deixado muito a desejar :( Mesmo assim, fiquei com vontade de voltar a estudar espanhol e fazer mochilão pela América Latina. Quem sabe um dia?


17/09/2013

Um novo começo

we heart it

     Daí que eu percebi que o blog acabou ficando mais depressivo do que eu pretendia, e decidi que a lembrança que eu quero deixar para mim de mim mesma dessa minha fase da vida não é essa. Eu adoro relembrar as minhas histórias, a minha forma de ver e perceber o mundo lendo os arquivos do meu blog (inclusive dos blog antigos que não foram deletados ;)), e não são essas histórias que eu quero guardar. É muito legal rir de mim mesma e perceber quantas coisas mudaram e quantas coisas continuam do mesmo jeito. Me dá uma saudade incrível de algumas coisa que eu vivi e saber que eu registrei elas é como reviver tudo. O que foi bom e o que foi ruim. Pelo jeito que eu andei postando parece que só coisas ruins têm acontecido, o que está longe de ser verdade.

Minha vida está muito boa. De verdade. Defendi a minha dissertação de mestrado no exame de qualificação e ela foi aprovada com muito elogios e com poucas mudanças necessárias. Voltei a dar aulas de piano, o que tem me forçado a estudar muito mais. Tenho me aceitado melhor, e, consequentemente, me compreendido melhor - o que me ajuda não só a contornar certos impulsos mas também me obriga a olhar um pouco mais para mim. Me assumi como moradora de São Carlos (para quem não acompanhou, em 2008 eu saí de Campinas para fazer faculdade aqui), o que me fez ter outra relação com a cidade, com a minha rotina, além de tirar a pressão da família que sempre perguntava quando que eu ia voltar. "Não volto mais, São Carlos é meu lar, vai me visitar ♥". Meus pais parecem lidar bem. Meu namorado nem tanto.

Enfim, quero voltar a blogar. Eu havia dito que não queria mais o blog como uma rede social, e sim como refugio. Hoje eu quero de volta o lado social, quero os amigxs, quero compartilhar histórias, quero me envolver com as historias dos outros! Me aceitam de volta? 0:)


10/09/2013

Esses sentimentos negativos deformaram minhas expressões faciais.

25/08/2013

Olhos

Fazia tempo que eu não sentia a tristeza de ter os olhos inchados de tanto chorar.


08/08/2013


05/08/2013

Me faz bem

Eu gosto de alimentar minha raiva
até o ponto em que eu perca o controle de mim.

20/07/2013

Sono

Me divirto fazendo barulhos engraçados enquanto bocejo.

09/07/2013

Auto sabotagem

Comportamentos auto destrutiveis. Quem nunca?

28/06/2013

Externar no corpo a dor que o coração sente.

24/06/2013

Eu  me comprometo
... Sem medo

13/06/2013

I should blame you


I Should walk you through the halls of my own fate.
I should let you taste the tears that fell in hate.
I should be there to remind you everyday.
I Should.


10/06/2013

Não acredito

É, talvez eu seja mesmo um pouco reacionária por não acreditar nessa revolução.

04/06/2013

Por que mesmo eu deixei que fosse assim?

02/06/2013

Esperança

"Eu não sou primeiro um ser da desesperança a ser convertido ou não pela esperança. Eu sou, pelo contrário, um ser da esperança que, por 'n' razões, se tornou desesperançado. Daí que uma das nossas brigas como seres humanos deva ser dado no sentido de diminuir as razões objetivas para a desesperança que nos imobiliza"


(Paulo Freire, Pedagogia da Autonomia, p. 73)

01/06/2013

Motivos

Tenho tentado que minhas ações sejam mais coerentes com os motivos encontrados para te deixar. Mas deve haver um contra-motivo esquecido, que não foi analisado. Um contra-motivo que, se esta tão escondido, deve ser perigoso. Então deve ser bom. Daqueles que acalma, que conforta, que justifica. Daqueles que não dá pra deixar pra lá. Te prendo a mim até descobrir se esse contra-motivo vale a pena, mesmo que o mundo diga que não. Enquanto isso, vou seguindo incoerente....

31/05/2013

Sai!

Sai da minha cabeça e me deixa dormir sozinha.
Com tantos sonhos para sonhar não tem porque ficar pensando em você.

23/05/2013

Escolhi o lado errado do que eu queria ser

Tem vezes que aquilo que você faz para sobreviver engole qualquer vestígio daquilo que você faz para ser feliz.

22/05/2013

Deixa estar

"Digo que não ligo mas não vivo sem você"

Marcelo Camelo

15/05/2013

Uma estrela

De repente me lembrei porque eu gosto tanto das estrelas.

...

"Sou tudo aquilo que não tem resposta
Tudo o que não tem formato, que não tem valor"


...

14/05/2013

Lírios aos anjos

"Talvez precise bem mais que um sorriso incapaz de me prender atenção"

Nenê Altro

10/05/2013

Um erro

E o costume desgastado de esperar demais das pessoas me lembrando o porquê de nunca confiar nelas.

09/05/2013

Sonho

Sonhei que era invencível.
Acordei derrotada.

08/05/2013

Amanhã de manhã

Me fiz de humana e mostrei os meus mais escondidos defeitos na esperança disfarçada de você não se aproximar, desejando com outros sentimentos ainda mais escondidos a vontade e a necessidade de te ter por perto.

03/05/2013

~

Estou numa fase da vida bastante conturbada e percebi que preciso mais do meu blog como um refúgio para as minhas ideias do que como rede social. Deletei a página do facebook e certamente ficarei longos tempos sem postar. Mas a vida é isso mesmo, ciclos que se iniciam e se reiniciam. Agradeço as amizades que nasceram aqui, mas agora eu preciso de um espaço para mim.

04/04/2013

Você conhece o autismo?

Dia 2 de abril foi o Dia Internacional de Conscientização Sobre o Autismo, data definida pela Organização das Nações Unidas.


O Autismo, para quem não sabe, é um transtorno que causa alterações qualitativas na comunicação, na integração social, no uso da imaginação, e atinge uma em cada 150 crianças, sendo que cerca de 70% são meninos.


Infelizmente, muita gente ainda desconhece o assunto e chama o autista de louco. Fora as milhares de piadas que vocês já devem ter visto por aí, como a infeliz "Casa dos autistas", que era exibido na MTV.

Um data para lembrar das milhões de pessoas autistas em todo o mundo serve não só para que essas pessoas sejam vistas, mas também porque a informação é uma das melhores formas de acabar com o preconceito.

Afinal, por o autismo não ter nenhuma explicação, nenhuma causa, as pessoas não sabem como reagir, e prefere assumir o medo e se afastar.

Por isso, todos os anos, na mesma data, diversos monumentos e prédios, no mundo inteiro, são iluminados com a cor azul, assim como diversas pessoas que também se vestem com a cor, para pedir mais respeito e dignidade para os autistas.


 

Eu tenho um irmão autista, e ele é, sem dúvida, a pessoa mais especial que eu já conheci e que eu tenho na minha vida. Especial em todos os sentidos.

Já fui bem mais intolerante, brigava com quem fazia piada -- fiz uma professora da minha escola ser expulsa por tirar sarro de um aluno chamando ele de autista --, já cortei amizades, já fiz cara feia... Hoje, eu simplesmente sinto pena porque as pessoas estão tão presas em um padrão de beleza, saúde, normalidade, que elas não se permitem ver o mundo de outro jeito -- que foi uma das grandes aprendizagem que eu tive com o meu irmão: ver o mundo de outro jeito!

Lembro até hoje do dia em que meus pais me contaram que meu irmão era autista. Meus pais foram super sensíveis e cuidadosos e eu lembro que eu respondi: "mas eu vou poder continuar brincando com ele?", e meus pais responderam que sim -- isso porque ele nunca respondia, e eu ficava brincando sozinha na frente dele, rs ;)

Enfim, que todos possam aproveitar essa semana ou esse mês pra tentar descobrir um pouco mais sobre o autismo e quem sabe quebrar alguns preconceitos e medos, porque afinal, todos temos as nossas dificuldades e limitações, e nem por isso deixamos de merecer carinho, amor, respeito e atenção.


minha vida ♥


20/03/2013

Estou aqui de passagem

"Eu não sou da sua rua
Eu não sou o seu vizinho
Eu moro muito longe, sozinho

Eu não sou da sua rua
Eu não falo a sua língua
Minha vida é diferente da sua"




26/02/2013

DIY: Suporte para livros

Minha mãe sempre foi uma mestre da organização. Por conta disso e do lindo costume que ela tem de ler e me dar livros, a casa dos meus pais sempre precisou de armários com muitas prateleiras. Quando eu me mudei para São Carlos, acabei deixando muitas coisas minhas em Campinas porque não caberia tudo no meu armarinho das Casas Bahia. No meio da faculdade, meus pais se mudaram de casa e na filosofia de levar menos coisas para a casa nova (que já era menor que a casa antiga), separaram tudo o que era meu. Na mesma época, eu estava morando em um apartamento que tinha um armário embutido gigante, então eu aproveitei para, enfim, levar tudo o que era meu pra São Carlos.

No ano passado me mudei de novo e precisei comprar um armário tipo Casas Bahia, porque no novo apê não tinha nada. Depois de um ano estou conseguindo guardar tudo, trocando as caixas de plástico abertas por caixas de plástico com tampa (porque ninguém merece tirar pó toda semana), e empilhando elas em cima do armário.

Outro problema que tive foi que muitos livros meus que estavam na casa dos meus pais vieram para cá, e aí não teve jeito: precisei comprar uma prateleira. Tenho grandes pastas arquivos para guardar o pouco material que eu conservei da faculdade, os milhares de livros xerocados e alguns livros de piano que são tão antigos que estão quase se desfazendo.

Mas eu não conseguia terminar de arrumar os meus livros porque eu não tinha suportes para segurar livro! >< Até procurei no centro e pela internet mas eu me recusava a gastar algo em torno de 15$ com um L de ferro. Eis que procurando pela internet, acabei achando ideias bem legais para fazer o seu próprio suporte para livros. Das ideias que eu encontrei, apresento para vocês a mais simples e prática de todas:

Com uma caixa de embalagem de papelão (eu usei uma de cookies e duas de sucrilhos), você faz um pequeno recorte como na imagem abaixo e customiza do jeito que quiser! Eu usei tinta de tecido (porque era o que eu tinha em casa), mas eu não recomendo porque a tinta não adere muito bem no "plastificado" da embalagem, fora que demorou quase uma semana para secar.



Eu estava tão desesperada pra arrumar direito os meus livros que não tive paciência para comprar coisas que pudessem deixar o suporte com uma cara mais bonitinha, então eu fiz com o que eu tinha, e fiquei feliz mesmo assim!

Depois de customizado, você coloca livros dentro da caixa para dar peso, e usa ele para apoiar os outros livros! Muito simples!

Dica: Se você usar o lado mais alto como base, o suporte fica mais firme. Por exemplo, eu coloquei revistas no suporte encapado com jornal (o da direita na foto abaixo), e a caixa não aguentava e caía. Testei com a caixa invertida e deu certo. Mas como eu tinha encapado só um lado, acabei colocando livros menores, para dar mais sustentação. PS: no suporte pequeno isso não aconteceu. 


Sempre gostei de fazer artesanato e reaproveitar o "lixo" de casa, então eu fiquei super feliz em resolver o meu problema, evitar gastos, reduzir o lixo e voltar a fazer trabalhos manuais depois de tantos anos! Tão feliz que fotografei tudo e resolvi compartilhar, hahaha.

Espero que tenham gostado, e se precisarem, façam também! (:


19/02/2013

No ano pasado eu postei falando sobre como eu não me encontro nesses blogs de moda, e como a minha vaidade seria mais expressiva se eu tivesse dinheiro para comprar alargadores lindos de morrer. Aproveito para contar que meu noivo amado me deu um par de alargadores de acrílico preto com strass! AGORA EU SOU MUITO PHYNA, gente!

De tempos em tempo eu entro em algum blog onde a blogueira comenta sobre a vontade de fazer uma tatuagem ou sobre a primeira tatuagem que fez e percebi que eu nunca falei sobre isso aqui no meu blog. E eu acho que eu sei o motivo:

Desde que eu me conheço por gente eu conheço pessoas tatuadas. Eu tinha uma professora na escola que tinha uma enorme nas costas, namorei um cara que além de muitas outras, tinha uma tatuagem no lábio (anos antes da fã do Neymar fazer isso), e muitos outros amigos lotados de tatuagens fora, os amigos que tinham/têm estudio de tattoo, logo sempre acho que minhas tatuagens são bobinhas e que ninguém vai dar bola.

Sempre gostei de tattoos, mas demorei pra fazer a primeira, tanto pela dor quanto pelo dinheiro, mas principalmente por medo dos meus pais. Em 2007 quando eu comecei a trabalhar, canalizei a minha vontade de ter tatuagens fazendo piercings. Em um ano eu fiz 5 - e só parei porque depois que minha mãe percebeu os alargadores, a coisa ficou feia em casa, hehe

Teve o do mamilo mas que por motivos óbvios não vou colocar a foto.


Eu já estava na faculdade quando decidi que já estava na hora de fazer a minha primeira tatuagem. E a primeira vez, meus caros, é sempre muito especial. O desenho já estava escolhido há mais de 5 anos, mas eu precisava confiar cegamente em um tatuador pra ter certeza de que eu não iria me arrepender. A primeira então foi a clave-de-sol-borboleta, na perna direita.

Eu acho tão clichê músico tatuar clave de sol, e "odeio" tanto pessoas nada a ver que tatuam clave de sol que eu pensei que eu tinha que fazer diferente. Achei esse desenho e me apaixonei! E TEM COMO NÃO? ♥

clave-de-sol-borboleta na perna direita
borboleta-pentagrama na perna esquerda
rosa-amor na canela esquerda

Já no mestrado decidi que era tempo de fazer outra, e fiz de uma vez a borboleta-pentagrama e a rosa-amor. Chamo de rosa-amor porque três primas minhas também fizeram: uma rosa que oferecemos com amor para a nossa família! ♥ ~ e é a única tattoo que tem história, haha

Perguntas clássicas:
1. Dói?
Dói, mas nada que mulheres que depilam, usam pinça, e fazem escova no cabelo não devem estar acostumadas.

2. E se você se arrepender? E quando você ficar velha?
Eu já me arrependi de tantas coisas que eu fiz na vida e nem por isso elas deixam de fazer parte de mim, então...
Quando eu ficar velha eu vou ter um monte de amigos tatuados e nós vamos contar histórias de como éramos felizes quando jovens.

3. Não tem medo de perder o emprego?
Medo de perder o emprego todo mundo tem. Mas felizmente eu só trabalho com pessoas que não se prendem aos detalhes insignificantes, e não tenho preguiça de mostrar que eu sou competente "apesar" de ter tatuagem.

4. O que a sua mãe falou?
Ela disse que achou bonito e que prefere do que os "buracos que eu tenho na orelha", rs

5. Quer fazer outras?
Pretendo, mais um monte. E quero fazer novos piercings também! (:

17/02/2013

Pé na bola


Já contei porque eu odeio futebol?

Primeiro porque, óbvio, eu nunca gostei de esportes, e odiava ser obrigada a jogar futebol nas aulas de educação física. Mas como meu pai sempre fazia pipocas quando ia assistir algum jogo, eu ficava junto pra assistir – e comer as pipocas. Meu pai torce pra Ponte Preta e para o Corinthians, então, quando eu ia responder aqueles caderninhos de pergunta (lembram?) e tinha a pergunta “pra que time você torce”, eu colocava “Ponte Preta e Corinthians”. Até que um dia me disseram que eu não podia torcer pra dois times, e eu, que já não dava bola mesmo, resolvi que não torcia pra nenhum – porque de fato não torcia, nunca vibrei por nenhum time, só pelas pipocas.

Quando eu tinha uns 14 anos eu tive um namoradinho que jogava futebol. Mas ele gostava tanto de futebol que eu me esforcei mais uma vez pra tentar gostar. Aprendi as regras e mais um monte de coisa e umas duas vezes eu fui assistir ele jogar. Nossa, que saco que era! Em casa eu me distraia indo no banheiro, ou passeando pela casa, nas no estádio é um saco. A galera vibrava de um jeito que parecia que elas estavam conquistando o melhor direito da vida delas! – e isso porque nem era um time profissional. Achei desnecessário. Praticar esportes ok, torcer para um time ok, assistir na televisão ou ao vivo ok, mas morrer por isso não. Esse namoradinho um dia foi contratado e foi pra Portugal, prometi pra mim que nunca mais assistiria futebol na minha vida – e não assisto nem a Copa, até hoje.

Mas muitos anos depois precisei de novos motivos pra não gostar que não fossem os clássicos “não gosto, não tenho interesse” ou o dramático “fui trocada por uma bola de futebol”. E a verdade é que motivos para não gostar, de fato, só o já batido “pão e circo”, “ópio do povo”, “alienação”, etc, mas que eu nem uso por ser muito clichê e por já ser usado muito pelos críticos de novela e big brother brasil. Mas em compensação não encontrei um só motivo que me motivasse a gostar, nem os clichês, nem a pipoca – visto que eu enjoei de pipoca ;)

Hoje sei que não gosto de futebol por coerência: não gosto de esportes, não acho emocionante, acho 90 minutos muito tempo, sou contra o salário que os jogadores ganham em um país onde muitos não ganham nem um salário mínimo, e toda a dinheirama que há por trás do futebol – e que muitas vezes até prejudica outros esportes, e por achar ridículo a movimentação e a organização de torcedores serem direcionadas única e exclusivamente para o futebol.

Enfim, não gosto por coerência, a chave de tudo.

15/02/2013

Meme metalinguístico

Nada melhor do que férias para receber e responder memes, heim (:
Esse foi indicado pela Dani. Vamo que vamo!


1. Como surgiu o nome do blog?
Eu sempre tive uma grande fixação por estrelas, meu último blog, inclusive, se chamava Estrelas Perdidas. Quando resolvi mudar de blog, eu estava viciada nas músicas do Lô Borges, e ouvia sem parar a música "A via láctea" - música lindíssima, recomendo que ouçam! A primeira frase da música é: "Vendaval, carrossel / Segue a vida a rolar / Pé na estrada, pó de estrelas / Coração vulgar / Que navega no céu / E navega no ar / Grão de areia vagar" Daí resolvi misturar o "pó de estrelas" com "grão de areia" e ficou grão de estrelas :)

2. Há quanto tempo o blog existe?
Eu criei o blog em agosto de 2007, mas só comecei a postar em março de 2008, logo depois de eu ter entrado na faculdade.

3. Como você divulga o blog?
Pra ser bem sincera, não divulgo :B Sempre que eu comento em algum blog eu deixo o link pra cá, e acho que esse é o jeito que melhor funciona. Criei uma página no facebook pro blog e tenho divulgado lá quando tem alguma postagem nova, mas não acho que tenha muito efeito. Quando eu posto alguma coisa legal e menos pessoal eu publico no meu mural no face também....

4. Quais assuntos tem mais visualizações?
Olha, não sei. Eu acho que ou os marcados no caminhando e cantando por serem mais polêmicos, ou os marcado como primeira pessoa que são os mais frequentes :3

5. O que te motivou a criar um blog?
Quando eu estava na 6ª ou 7ª série (2001/2002) teve o boom dos blogs e todo mundo tinha um. Eu criei um também 8) Não tinha propósito nenhum a não ser reafirmar a minha identidade para os colegas da escola. Tosco, eu sei, haha. Depois todo mundo migrou pro fotolog - inclusive eu - mas eu sentia falta de escrever mais do que a legenda da foto, então continuei com o blog. E desde então nunca parei ♥

6. Onde você mora?
Em São Carlos, a cidade do clima bipolar ;)

7. Quais os objetivos do blog?
Meus blogs sempre foram um refúgio pra mim, seja para desabafar coisas tristes, seja pra me revoltar com o mundo, seja para falar besteira. Eu sempre fui muito introspectiva e escrever no blog me ajudou bastante. Com o Grão de Estrela não foi/é diferente. Dificilmente eu posto coisas pensando "acho que isso vai ser útil pra alguém", ou "o pessoal vai gostar disso". Posto sempre coisas que estão dentro de mim e que, por algum motivo, seja tristeza, raiva ou euforia, não estão cabendo em mim.

8. Quais blog você visita frequentemente?
Não visito nenhum com frequência. Mas gosto bastante do Escreva Lola Escreva, do Eterea EssenciaSooo Contagious, entre muitos outros que eu visito sempre que eu lembro/posso.

9. O que te inspira a criar os posts?
Como eu disse, coisas que estão dentro de mim (ou indicações de memes, haha). As vezes eu estou sozinha em casa e me passa alguma ideia pela cabeça, aí se tenho tempo, sento na frente do computador e escrevo. Como o blog não é meu trabalho, eu não tenho a obrigação de postar, então posto só quando eu tenho alguma coisa pra falar, não fico procurando assunto.

10. Qual sua idade?
23

11. Além do blog, tem alguma outra ocupação? Se sim, qual?
Definitivamente o blog não é minha primeira ocupação ;) Faço mestrado, dou aulas particulares de piano, oriento um grupo de alunos em um programa de iniciação a docência, e trabalho com ensino a distância.

12. O que mais gosta de fazer nos finais de semana?
Meus finais de semana não são muito diferentes dos dias da semana. Como não tenho os compromissos com a universidade, aproveito para limpar a casa, lavar roupa, ou recuperar alguma coisa que eu não consegui fazer durante a semana. De vez em quando aproveito para ir visitar meus pais ou o namorado, e aí eu aproveito pra não fazer nada, dormir bastante e ver muitos filmes! (me adiciona no filmow :D)

13. Gosta de café?
Não. E não consigo entender como o pessoal toma café nesse país tropical! :O

14. Pretende fazer algo para o blog em 2013?
Gostaria de falar mais sobre como esta sendo o mestrado, sobre os trabalhos que venho realizando. Mas isso já era um desejo para o blog em 2012, então não sei se vai dar certo, haha. De qualquer forma, espero poder comentar mais nos meus blog preferidos e retribuir os comentários que deixam aqui (:

PS: Isso não é exatamente uma indicação, mas eu queria ver as respostas da Day e da Helen hehe :3

01/02/2013

Morte e vida

Sentada em um dos troncos daquela árvore, eu ensaiava a melhor forma de descer dali. Eu já estava há tanto tempo naquela árvore que minhas mãos e pés mudaram de textura para que eu pudesse ficar sem escorregar. Haviam outras mudanças igualmente grandes, mas eu já não distinguia a árvore de mim. Foi bom o tempo que eu passei ali. Os deliciosos frutos e o orvalho da manhã impediam que eu tivesse fome ou sede, as folhas me davam sombra. Conforme o caminhar do sol, um calor gostoso vinha me acordar. Não foram ruins os dias que se passaram, mas as noites eram difíceis. Se ventasse ou chovesse eu tinha a sensação de que iria ser arremessada de lá. Eu não tinha coragem de dormir por medo de que uma tempestade viesse sem que eu estivesse preparada para ela. Mas eu sempre dormia, e a tempestade sempre vinha.

Era um pesadelo, e eu não mais sabia diferenciar a chuva que caia em mim das lágrimas que eu derrubava. Eu ficava me perguntando o tempo todo porque mesmo que eu não simplesmente me soltava para correr para um lugar seguro. Quando por fim a tempestade passava, o dia raiava, meu coração ordenava que a partir daquele dia tudo ia ser diferente. Mas nunca era.

Depois de muitos anos, algo me dizia que eu já não estava com a minha saúde mental perfeita. Tudo o que eu fazia ou pensava mostrava que essa vida não era saudável, que essa troca entre a árvore e eu já não era amigável, que aquilo não podia continuar assim. Os pesadelos vinham me visitar de dia, não só na forma de grande ventanias, mas também na lembrança dessas tormentas. E no meio de um surto, de um desejo louco de conseguir viver em paz, eu pulei.

Pulei e saí correndo o mais rápido que pude, para esquecer das frutas e do orvalho, da sombra e do gostoso sol. O vento que batia no meu rosto me lembrava as grande ventanias e isso me dava forças para continuar correndo, de olhos fechados, sem olhar para trás.

Quando meu corpo já não aguentava mais eu parei. Me vi perdida, me vi sem rumo, sem abrigo, sem consolo. Pensava em voltar, mas não achava justo. Não era justo comigo me submeter às tormentas. Não era justo com a árvore depois de tudo o que eu fiz.

Sem um plano definido, sem saber o que fazer, deitei e fiquei acariciando as gramas, desejando que ali nascesse uma árvore que pudesse substituir o vazio, ou que a Terra se movesse de tal forma que a minha árvores chegasse até a mim, prometendo dias melhores.

11/01/2013

A revolução dos macacos

Acabei de assistir Planeta dos Macacos - A Origem, e to meio besta aqui. Tão besta que resolvi vir aqui escrever mesmo que de qualquer jeito.

Bom, eu não sei fazer sinopse de filme. Então se você não viu o filme, procure uma na internet. Pode essa aqui do adoro cinema :) Ou então lê meu post sem saber mesmo, eu vou tentar ir explicando um pouco!
*Contem spoiler*

A verdade é que eu chorei muito durante todo o filme. Primeiro porque eu relacionei os macacos com pessoas que tivessem algum tipo de deficiência ou trastorno mental. E fiquei reparando como as pessoas que estão de fora (vizinhos, cuidadores) não se preocupam com o bem estar do outro. Por ser algo desconhecido, diferente do que elas acreditam ser o certo, o melhor, "o bom, o belo", à certa distância elas ignoram, falam o mal, de perto, têm medo. Elas têm medo porque sabem que, no fundo, se elas tivessem se permitido conhecer, entender, elas saberiam exatamente o que esperar, e não teriam medo. Aquele abrigo onde ficavam os macacos me remeteu aos hospícios, manicômios. Lugar afastado, isolado, onde se esconde da sociedade tudo aquilo que não queremos ver, aquilo que não nos é belo. Chorei toda vez que o filme centrava nos olhos dos macacos e eu os percebia como seres, conscientes ou não, que tinham vida, que tinham vontades, e que no fundo desejavam estar em um lugar melhor, ao lado de pessoas queridas. Esse é um assunto que me toca, muito. Também me veio na cabeça toda essa questão de testes em animais, mas não vou nem me atrever a falar, principalmente porque não foi isso que mais me marcou.

Eu adorei a lição de como fazer uma revolução, e só me provou que não importa se só você tem consciência de que esse sistema que te oprime está errado. Para mim, aliás, foi essa a mensagem que o filme me deixou. Há um sistema social e econômico que controla o mundo. O social determina a moral, os costumes, o comportamento. O econômico determina o investimento, e financia tudo o que for necessário para obter lucro. Traduzindo, a opressão social acontece quando o vizinho, já sem paciência com o velho com Alzheimer, agride ele quando o vê dentro de seu carro. Vocês vão pensar: mas o velho bateu o carro do vizinho! E eu respondo: todo tipo de violência supera qualquer ação errada. Não há exemplo maior de querer "mostrar quem manda", "dar uma lição" ou "controlar" alguém do que fazer isso, literalmente, com as próprias mãos, com a intenção de minimizar o outro ser humano. A opressão econômica a gente vê quando, por exemplo, o Jacobs quer demitir o médico (e isso acontece duas vezes) porque o médico "destrói" a sua chance de ganhar muito dinheiro. Vocês vão pensar: mas o mundo dos negócios é assim mesmo. E eu respondo: não deveria ser. A partir do momento em que o dinheiro se torna mais importante do que a vida e o bem estar de pessoas, de seres humanos, quer dizer que a sociedade deixou de viver em comunhão e passou a viver em competição.

Isso fica muito claro no filme. César, o macaco que viveu com o médico durante toda a sua vida, e teve tudo do bom e do melhor, só teve chance de perceber que havia alguma coisa errada quando ele olhou para outro ser (um cachorro, considerado um animal de estimação), e percebeu que ele não era igual àquilo que ele pensou ser a vida toda (ser humano), que ele estava mais para cachorro do que para homem. Depois que ele é preso no abrigo para macacos, César se identifica com os outros, e não quer mais voltar para casa. Ele percebe que o humano é mau, é corrupto e ele quer livrar seus companheiros de terem que continuar sendo subordinados a essa espécie.

César deu aos macacos a ferramenta que eles precisavam para reverter essa situação: deu inteligência (através de um medicamento que o médico, "pai" do César, estava trabalhando, medicamento esse que previa curar o Alzheimer). Com inteligência, controle e consciência dessa inteligência, os macacos deixam os humanos com medo. E como eu disse, o medo vem do desconhecimento, se você desconhece, você se defende da forma como sabe, e ataca como puder. Com medo você não pensa, não faz planos.

Certos do que queriam - se livrar das amarras opressoras de um sistema opressor - os macacos não queriam ferir os humanos. Ou seja, eles não queriam se tornar os novos opressores! Eles queriam ser livres. E para ser livre, não pode haver opressão, de nenhum lado. Para burlar o sistema, é preciso conhecê-lo, saber como funcionam suas máquinas, saber as senhas que destravam suas portas. E é preciso estar unido. Um macaco sozinho é fraco, mas juntos, são fortes. É preciso saber onde se quer chegar, é preciso ter consciência dos obstáculos que vai encontrar, é preciso planejar, re-planejar, pensar de novo e não ter medo de seguir em frente.

Quando temos um ideal de vida a ser alcançado, mas um ideal de vida daqueles em que você realmente se apoia, você não tem medo. Você só tem medo de que as coisas continuem como estão, medo de que você não consiga ter coragem de tentar, medo de que mais pessoas continuem sendo oprimidas, medo de que elas nunca percebam isso. Quem estava de fora, vendo os macacos se rebelarem, certamente pensou "que absurdo", "sempre cuidaram dele", "sem eles como vamos testar remédios?", "quem eles pensam que são?", "como podem achar que vão mudar alguma coisa, são ignorantes!". Isso eu traduzo como medo: medo de perder uma "classe inferior" pra oprimir, medo de ter que assumir o seu papel, medo de descobrir quem é que te oprime!

Mesmo depois de "terminada" a revolução, César não quis voltar para casa com o seu pai. Ele poderia continuar levando a vida boa que ele sempre teve. Mas ele não conseguiria fazer isso. Não conseguiria porque a partir do momento em que percebemos o que tem de errado, nós não queremos compactuar com isso, não queremos fazer parte, de forma alguma, mesmo que isso nos traga consequencias ruins. A consciência da realidade, das consequências, da opressão que existe dentro do sistema, não permitiu que César abandonasse seus companheiros, e deixasse de viver com eles uma nova vida, uma vida seria deles. Voltar para casa não seria igual, porque agora ele via o mundo de outra forma, ele era um ser diferente!

As vezes não conseguimos mudar o mundo, e nem sei se os macacos tinham essa pretensão. Eles, enquanto uma classe de seres, que sofreram durante muitos anos as consequências de um sistema sanguessuga (e suicida), finalmente conseguiram desatar os injustos nós que os impedia de ser livres. Infelizmente, esse não é o final feliz da história. Sim, no filme é, mas na vida real, como vocês bem devem ter relacionado, sair do sistema não garante o final feliz. Garante a liberdade, a autonomia, a autogestão, mas enquanto o sistema puder ele vai atrapalhar, vai bloquear, vai impedir que vocês prosperem, vai fazer propaganda enganosa, vai fechar as fronteiras. Por isso é preciso mudar o sistema, e não apenas se afastar dele.

Não podemos desistir!

Trabalhadores do mundo, uni-vos! ;D


07/01/2013

Vai tomar banho!

Há um tempo atrás eu andei enjoando das músicas que eu tenho no computador. Acabei desenterrando alguns cds antigo que eu tenho fisicamente, mas mesmo assim não achei nada inovador. Poucos dias depois de eu me injuriar bastante a ponto de não conseguir mais ouvir nenhuma música (!) eu descobri o Musicoteca. Nesse site são divulgados centenas de bandas/artistas brasileiros, de todos os gêneros. Além disso, é possível baixar músicas ou até mesmo cds inteiros desses artistas, e o que é melhor: com a autorização deles ;)

Acabei baixando um monte de coisa! Um desses achados foi a coletânea Musicoteca no chuveiro. Achei o nome  tão engraçadinho e tão diretivo que acabei baixando.

Confesso que eu ainda não escutei ele inteiro, de cabo a rabo, mas tem sido engraçado como eu descubro as músicas. Normalmente eu tenho deixado o player no modo aleatório, e vez ou outra eu escuto uma música muito legal e quando vou ver de que álbum ela é, descubro que é deste cd, rs.

Pra vocês poderem ter um gostinho - e para retomar o meu projeto Escuta de novo - deixo para vocês escutarem a primeira que eu ouvi e consequentemente, a primeira que virou vício!

Eu acho essa música divertida! Espero que gostem também! :) E se gostarem, não deixem de baixar a coletânea completa!

Graveola e o lixo polifônico - Insensatez (a mulher que fez)