"Ame a todos, confie em poucos. Não seja injusto com ninguém." William Shakespeare

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Senhor esteja à minha frente p/ me iluminar, atrás p/ me proteger e ao meu lado p/ me amparar.

Senhor esteja à minha frente p/ me iluminar, atrás p/ me proteger e ao meu lado p/ me amparar.
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"Senhor, dê-me serenidade para aceitar as coisas que não posso mudar,a coragem para mudar as coisas que não posso aceitar e a sabedoria para esconder os corpos daquelas pessoas que eu tive que matar por estarem me enchendo o saco. Também, me ajude a ser cuidadoso com os calos em que piso hoje, pois eles podem estar conectados aos sacos que terei que puxar amanhã. Ajude-me, sempre, a dar 100% no meu trabalho... - 12% na segunda-feira, - 23% na terça-feira, - 40% na quarta-feira, - 20% na quinta-feira, - 5% na sexta-feira. E... Ajude-me sempre a lembrar, quando estiver tendo um dia realmente ruim e todos parecerem estar me enchendo o saco,que são necessários 42 músculos para socar alguém e apenas 4 para estender meu dedo médio e mandá-lo para aquele lugar... Que assim seja!!! Viva todos os dias de sua vida como se fosse o último. Um dia, você acerta. Luís Fernando Veríssimo

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Mulheres Independentes “Sou dona de mim, da minha vida e do meu destino Sigo meu bom senso, minha razão, minha emoção e minha sede de ser livre Bom é viver assim, sem amarras, sem apego ao passado e Sem preocupação com questões que ainda não foram superadas, Pois o mundo ainda precisa evoluir muito, há muito o que Superar... Eu penso, reflito e analiso Sou um ser em constante mutação Sou “Eu Mesma”, mas não sou “Sempre a Mesma” Não sou normal, pois ser normal é chato É repetitivo, e EU gosto de transformações Gosto de olhar por vários prismas e Mudar de opinião, de gosto, etc. A mudança não é somente física, Mas também é abstrata e intrínseca A beleza e juventude se vão Mas o conteúdo da alma permanece ...” texto de Lúcia Martins filhos:não etnia: todas religião:Cristão/outro visão política:depende humor: cáustico orientação sexual: heterossexual estilo: casual fumo: não bebo:de vez em quando, adoooro vinho animais de estimação: adoro cães

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UM ATO DE AMOR


Um dia meu corpo estará deitado sobre um lençol branco, cuidadosamente introduzido sob os quatro cantos de um colchão, num hospital extremamente atarefado com os que ainda vivem e com os que estão morrendo;
Em um dado momento, um médico dirá que meu cérebro deixou de funcionar e que minha vida se extinguiu.
Quando isso acontecer, não tentem instalar vida artificial em meu corpo, com o uso de uma máquina e não chamem a isso de meu “leito de morte” deixem que ele seja chamado de" leito de vida', e deixem meu corpo retirado dele para ajudar os outros levarem vidas mais felizes.
Dêem minha visão a alguém que jamais viu o raiar do sol, o rosto de uma criança ou o amor nos olhos de uma outra pessoa.
Dêem meu coração a uma pessoa cujo coração apenas experimentou dias infindáveis de dor.Dêem meu coração ao jovem que foi retirado dos destroços de seu carro, para que ele possa viver para ver seus netos brincarem.
Dêem meus rins a alguem que depende de uma máquina para viver de semana a semana.Retirem meus ossos, cada músculo cada fibra e nervo do meu corpo e encontrem um meio para fazer uma criança aleijada caminhar, explorarem cada canto do meu cérebro.Retirem minhas células se necessário e deixem crescer para que algum dia um menino mudo possa gritar com o canto de um pássaro e uma menina surda possa ouvir o barulho da chuva de encontro à sua janela.Queimem o que restar de mim e espalhem cinzas ao vento para ajudar as flores a brotarem.
Se tiverem que enterrar algo, que sejam os meus erros, minhas fraquezas e todo o mal que fiz contra os meus semelhantes.
Dêem meus pecados ao diabo e dêem minha alma a Deus.Se por acaso desejarem lembrar-se de mim façam-no com uma ação ou palavra amiga a alguém que precisa de vocês.

Se fizerem tudo que pedi, estarei vivo para sempre...

Fonte: autor desconhecido.
Quem souber o autor do texto por gentileza informar-me para que eu possa dar-lhe o devido crédito.

Aos especias ... Clarice Lispector

"Já escondi um AMOR com medo de perdê-lo, já perdi um AMOR por escondê-lo.
Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos.
Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso.
Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.
Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.
Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.
Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi.
Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto.
Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.
Já tive crises de riso quando não podia.
Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.
Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros.
Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.
Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava.
Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade... Já tive medo do escuro, hoje no escuro "me acho, me agacho, fico ali".
Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.
Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.
Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava.
Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.
Já chamei pessoas próximas de "amigo" e descobri que não eram... Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.
Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra SEMPRE!
Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco q eu vou dizer:
- E daí? EU ADORO VOAR!
Clarice Lispector

Canção das Mulheres - Lia Luft

Que o outro saiba quando estou com medo, e me tome nos braços sem fazer perguntas demais. Que o outro note quando preciso de silêncio e não vá embora batendo a porta, mas entenda que não o amarei menos porque estou quieta. Que o outro aceite que me preocupo com ele e não se irrite com minha solicitude, e se ela for excessiva saiba me dizer isso com delicadeza ou bom humor. Que o outro perceba minha fragilidade e não ria de mim, nem se aproveite disso. Que se eu faço uma bobagem o outro goste um pouco mais de mim, porque também preciso poder fazer tolices tantas vezes. Que se estou apenas cansada o outro não pense logo que estou nervosa, ou doente, ou agressiva, nem diga que reclamo demais. Que o outro sinta quanto me doia ideia da perda, e ouse ficar comigo um pouco - em lugar de voltar logo à sua vida. Que se estou numa fase ruim o outro seja meu cúmplice, mas sem fazer alarde nem dizendo ''Olha que estou tendo muita paciência com você!''Que quando sem querer eu digo uma coisa bem inadequada diante de mais pessoas, o outro não me exponha nem me ridicularize. Que se eventualmente perco a paciência, perco a graça e perco a compostura, o outro ainda assim me ache linda e me admire. Que o outro não me considere sempre disponível, sempre necessariamente compreensiva, mas me aceite quando não estou podendo ser nada disso. Que, finalmente, o outro entenda que mesmo se às vezes me esforço, não sou, nem devo ser, a mulher-maravilha, mas apenas uma pessoa: vulnerável e forte, incapaz e gloriosa, assustada e audaciosa - uma mulher.

Canção na plenitude. Lya Luft/ Magníco texto, maravilhosa mulher.

Não tenho mais os olhos de menina nem corpo adolescente, e a pele translúcida há muito se manchou. Há rugas onde havia sedas, sou uma estrutura agrandada pelos anos e o peso dos fardos bons ou ruins.(Carreguei muitos com gosto e alguns com rebeldia.)
O que te posso dar é mais que tudo o que perdi: dou-te os meus ganhos.
A maturidade que consegue rir quando em outros tempos choraria,busca te agradar quando antigamente quereria apenas ser amada.
Posso dar-te muito mais do que beleza e juventude agora: esses dourados anos me ensinaram a amar melhor, com mais paciência e não menos ardor, a entender-te se precisas, a aguardar-te quando vais,a dar-te regaço de amante e colo de amiga,e sobretudo força — que vem do aprendizado.

Isso posso te dar: um mar antigo e confiável cujas marés — mesmo se fogem — retornam,cujas correntes ocultas não levam destroços mas o sonho interminável das sereias.

Texto acima foi extraído do livro "Secreta Mirada", Editora Mandarim - São Paulo, 1997, pág. 151. Lya Luft

Para se roubar um coração

Para se roubar um coração, é preciso que seja com muita habilidade, tem que ser vagarosamente, disfarçadamente, não se chega com ímpeto, não se alcança o coração de alguém com pressa. Tem que se aproximar com meias palavras, suavemente, apoderar-se dele aos poucos, com cuidado. Não se pode deixar que percebam que ele será roubado, na verdade, teremos que furtá-lo, docemente. Conquistar um coração de verdade dá trabalho, requer paciência, é como se fosse tecer uma colcha de retalhos, aplicar uma renda em um vestido, tratar de um jardim, cuidar de uma criança. É necessário que seja com destreza, com vontade, com encanto, carinho e sinceridade. Para se conquistar um coração definitivamente tem que ter garra e esperteza, mas não falo dessa esperteza que todos conhecem, falo da esperteza de sentimentos, daquela que existe guardada na alma em todos os momentos. Quando se deseja realmente conquistar um coração, é preciso que antes já tenhamos conseguido conquistar o nosso, é preciso que ele já tenha sido explorado nos mínimos detalhes, que já se tenha conseguido conhecer cada cantinho, entender cada espaço preenchido e aceitar cada espaço vago. ...e então, quando finalmente esse coração for conquistado, quando tivermos nos apoderado dele, vai existir uma parte de alguém que seguirá conosco. Uma metade de alguém que será guiada por nós e o nosso coração passará a bater por conta desse outro coração. Eles sofrerão altos e baixos sim, mas com certeza haverá instantes, milhares de instantes de alegria. Baterá descompassado muitas vezes e sabe por que? Faltará a metade dele que ainda não está junto de nós. Até que um dia, cansado de estar dividido ao meio, esse coração chamará a sua outra parte e alguém por vontade própria, sem que precisemos roubá-la ou furtá-la nos entregará a metade que faltava. ... e é assim que se rouba um coração, fácil não? Pois é, nós só precisaremos roubar uma metade, a outra virá na nossa mão e ficará detectado um roubo então! E é só por isso que encontramos tantas pessoas pela vida a fora que dizem que nunca mais conseguiram amar alguém... é simples... é porque elas não possuem mais coração, eles foram roubados, arrancados do seu peito, e somente com um grande amor ela terá um novo coração, afinal de contas, corações são para serem divididos, e com certeza esse grande amor repartirá o dele com você. Luís Fernando Veríssimo

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segunda-feira, 20 de junho de 2011

Código Florestal IV: A Tragédia dos Comuns

Código Florestal IV: A Tragédia dos Comuns

Nesses tempos em que se discute a obrigatoriedade legal da conservação da Reserva Legal (RL) e das Áreas de Preservação Permanente (APPs), tenho me referido muito ao artigo “The Tragedy of the Commons” (A Tragédia dos Comuns), publicado na revista Science em 1968, pelo biólogo Garret Hardin. Apesar da data da publicação ele ainda é muito pertinente para os dias atuais.

O texto de Hardin é um clássico da literatura ecológica que discute, dentre outras coisas, os conflitos de interesses existentes no uso de um recurso. De forma bastante clara, ele demonstra como a utilização irrestrita de um bem coletivo leva inevitavelmente ao seu completo esgotamento. O exemplo utilizado por Hardin foi retirado do trabalho do matemático William Foster Lloyd sobre a posse comunal de terras em aldeias medievais.

Imagine uma área de pastagem pública onde qualquer pessoa possa colocar seus animais para o pastejo e engorda. De forma geral, todos têm um interesse comum em preservar esse local, porque é a partir dele que conseguem alimentar suas crias. Como se trata de um pasto público, entretanto, ninguém pode ser impedido de utilizar a área. Cada animal novo que é colocado para pastar gera um resultado positivo para seu criador, na forma de aumento do seu lucro. Mas cada animal a mais gera também um impacto negativo sobre a pastagem, que tende a uma superexploração. Quando o pasto acaba, todos que o utilizam são prejudicados. Ou seja, o lucro é individualizado, mas o prejuízo é dividido pela coletividade.

Esse exemplo serve muito bem para explicar porque é tão difícil se ter sucesso com as políticas de preservação atuais. A lógica que se estabelece todas as vezes em que se admite o uso de um recurso comum é, na definição mais simples, “egoísta”. Parece fazer parte da natureza humana a tendência de se tentar tirar o máximo proveito de algo, sem se preocupar com o quanto se contribuiu individualmente para sua produção ou proteção.

Essa lógica se faz presente em praticamente todas as esferas da sociedade e se manifesta de diferentes formas. Em todas elas, entretanto, o que se observa é um entendimento intrínseco de que “o que é público não tem dono e por isso mesmo cada um utiliza do jeito que bem entender”. Isso se observa no aluno que depreda a escola pública em que estuda, no cidadão que não se importa em deixar a torneira aberta enquanto escova os dentes, ou no político que passa a fazer as mesmas coisas que costumava criticar antes de ser eleito. Se o bolo é da coletividade, se sai melhor aquele conseguir pegar o melhor pedaço, não importando se um dia ele acabará e todos morrerem de fome. A tragédia se refere justamente a isso. Um dia, tudo que é superexplorado se esgota e não importa se você pegou apenas o que lhe era devido ou se abocanhou mais do que podia, todos terão o mesmo fim.

As florestas, assim como a água, a biodiversidade e os demais recursos naturais são bens da coletividade. A todos é dado o direito da utilização, assim como o dever da preservação. Mas é justamente aí que mora o problema, pois a tendência natural é a de que todos utilizem, mas poucos se preocupem em preservar. Devido a isso é que o papel das leis e da fiscalização é importantíssimo. Deixar a cargo da consciência de cada um a responsabilidade da manutenção dos recursos é, no mínimo, arriscado.

Compreender a lógica da Tragédia dos Comuns é importante para que se possam definir ações e políticas públicas que levem efetivamente à conservação. Se os seres humanos tendem a agir somente em benefício próprio, por que até hoje não se estabeleceu uma política ambiental pautada na valorização dos que preservam? Por que não fornecer incentivos fiscais, econômicos e tecnologia para os proprietários que mantem conservadas as suas APPs e reservas legais? Por que não premiar o certo ao invés de apenas punir o errado?

O projeto em análise para alteração do código florestal não traz nenhum tipo de subsídio ou incentivo a quem se dispõe a preservar. Muito pelo contrário, a proposta atual é anistiar quem desmatou, desvalorizando ainda mais os que sempre andaram de acordo com a lei. Esse é mais um dos motivos que me fazem repudiar o texto aprovado na câmara. As alterações propostas ao mesmo tempo em que incentivam o desmatamento, não abrem nenhuma porta para motivar a preservação.

A mudança de paradigma na política ambiental brasileira é uma necessidade urgente. Perceber os erros depois que o bolo já tiver acabado não vai adiantar de mais nada.

http://www.artemisambiental.com/
Fonte: Acessado em 21 06 11
http://www.grnews.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=25667:codigo-florestal-iv-a-tragedia-dos-comuns&catid=64:deisemiola&Itemid=174




quarta-feira, 25 de maio de 2011

Código Florestal: saiba quem votou contra o relatório de Aldo Rebelo

Hoje às 7h09 - Atualizada hoje às 8h47


Código Florestal: saiba quem votou contra o relatório de Aldo Rebelo

Claudia Andrade

PublicidadeUm total de 63 parlamentares votaram contra o texto principal do Código Florestal, que, entre outros pontos, deixava para um decreto presidencial indicar quais atividades poderiam ou não ser mantidas nas Áreas de Preservação Permanente (APPs).

Os 12 integrantes do PV votaram 'não' ao texto do relator Aldo Rebelo (PCdoB-SP). Os outros votos contrários foram os seguintes:

Aldo Rebelo comemora vitória com parlamentaresBrizola Neto (PDT-RJ)
Teixeira (PDT-RJ)
Paulo Rubem Santiago (PDT-PE)
Reguffe (PDT-DF)
Vieira da Cunha (PDT-RS)
Arnaldo Jordy (PPS-PA)
Roberto Freire (PPS-SP)
Dr. Paulo César (PR-RJ)
Liliam Sá (PR-RJ)
Audifax (PSB-ES)
Glauber Braga (PSB-RJ)
Luiza Erundina (PSB-SP)
Deley (PSC-RJ)
Ricardo Tripoli (PSDB-SP)
Chico Alencar (Psol-RJ)
Ivan Valente (Psol-SP)
Alessandro Molon (PT-RJ)
Amauri Teixeira (PT-BA)
Antônio Carlos Biffi (PT-MS)
Artur Bruno (PT-CE)
Chico D'Angelo (PT-RJ)
Cláudio Puty (PT-PA)
Domingos Dutra (PT-MA)
Dr. Rosinha (PT-PR)
Erika Kokay (PT-DF)
Eudes Xavier (PT-CE)
Fátima Bezerra (PT-RN)
Fernando Ferro (PT-PE)
Fernando Marroni (PT-RS)
Francisco Praciano (PT-AM)
Henrique Fontana (PT-RS)
Janete Rocha Pietá (PT-SP)
Jesus Rodrigues (PT-PI)
Jilmar Tatto (PT-SP)
João Paulo Lima (PT-PE)
Leonardo Monteiro (PT-MG)
Luiz Alberto (PT-BA)
Márcio Macêdo (PT-SE)
Marcon (PT-RS)
Marina Santanna (PT-GO)
Nazareno Fonteles (PT-PI)
Newton Lima (PT-SP)
Padre João (PT-MG)
Padre Ton (PT-RO)
Paulo Pimenta (PT-RS)
Pedro Uczai (PT-SC)
Professora Marcivania (PT-AP)
Rogério Carvalho (PT-SE)
Sibá Machado (PT-AC)
Valmir Assunção (PT-BA)
Waldenor Pereira (PT-BA)
Votaram 'sim' ao texto do relator os deputados do PTdoB, PTC, PTB, PSL, PRTB, PRP, PRB, PP, PMN, PMDB, PHS, PCdoB e DEM.

A MENTE APAGA REGISTROS DUPLICADOS

A MENTE APAGA REGISTROS DUPLICADOS


por Airton Luiz Mendonça

(Artigo do jornal O Estado de São Paulo)

O cérebro humano mede o tempo por meio da observação dos movimentos.
Se alguém colocar você dentro de uma sala branca vazia, sem nenhuma mobília, sem portas ou janelas, sem relógio.... você começará a perder a noção do tempo..
Por alguns dias, sua mente detectará a passagem do tempo sentindo as reações internas do seu corpo, incluindo os batimentos cardíacos, ciclos de sono, fome, sede e pressão sanguínea.
Isso acontece porque nossa noção de passagem do tempo deriva do movimento dos objetos, pessoas, sinais naturais e da repetição de eventos cíclicos, como o nascer e o pôr do sol.
Compreendido este ponto, há outra coisa que você tem que considerar:
Nosso cérebro é extremamente otimizado.
Ele evita fazer duas vezes o mesmo trabalho.
Um adulto médio tem entre 40 e 60 mil pensamentos por dia.
Qualquer um de nós ficaria louco se o cérebro tivesse que processar conscientemente tal quantidade.
Por isso, a maior parte destes pensamentos é automatizada e não aparece no índice de eventos do dia e portanto, quando você vive uma experiência pela primeira vez, ele dedica muitos recursos para compreender o que está acontecendo.
É quando você se sente mais vivo.
Conforme a mesma experiência vai se repetindo, ele vai simplesmente colocando suas reações no modo automático e 'apagando' as experiências duplicadas.
Se você entendeu estes dois pontos, já vai compreender porque parece que o tempo acelera, quando ficamos mais velhos e porque os Natais chegam cada vez mais rapidamente.
Quando começamos a dirigir automóveis, tudo parece muito complicado, nossa atenção parece ser requisitada ao máximo.
Então, um dia dirigimos trocando de marcha, olhando os semáforos, lendo os sinais ou até falando ao celular ao mesmo tempo.
Como acontece?
Simples: o cérebro já sabe o que está escrito nas placas (você não lê com os olhos, mas com a imagem anterior, na mente); O cérebro já sabe qual marcha trocar (ele simplesmente pega suas experiências passadas e usa , no lugar de repetir realmente a experiência).
Ou seja, você não vivenciou aquela experiência, pelo menos para a mente. Aqueles críticos segundos de troca de marcha, leitura de placa são apagados de sua noção de passagem do tempo.
Quando você começa a repetir algo exatamente igual, a mente apaga a experiência repetida.
Conforme envelhecemos as coisas começam a se repetir - as mesmas ruas, pessoas, problemas, desafios, programas de televisão, reclamações, -.... enfim... as experiências novas (aquelas que fazem a mente parar e pensar de verdade, fazendo com que seu dia pareça ter sido longo e cheio de novidades), vão diminuindo.
Até que tanta coisa se repete que fica difícil dizer o que tivemos de novidade na semana, no ano ou, para algumas pessoas, na década.
Em outras palavras, o que faz o tempo parecer que acelera é a...
ROTINA
A rotina é essencial para a vida e otimiza muita coisa, mas a maioria das pessoas ama tanto a rotina que, ao longo da vida, seu diário acaba sendo um livro de um só capítulo, repetido todos os anos.
Felizmente há um antídoto para a aceleração do tempo: M & M (Mude e Marque).
Mude, fazendo algo diferente e marque, fazendo um ritual, uma festa ou registros com fotos.
Mude de paisagem, tire férias com a família (sugiro que você tire férias sempre e, preferencialmente, para um lugar quente, um ano, e frio no seguinte) e marque com fotos, cartões postais e cartas.
Tenha filhos (eles destroem a rotina) e sempre faça festas de aniversário para eles, e para você (marcando o evento e diferenciando o dia).
Use e abuse dos rituais para tornar momentos especiais diferentes de momentos usuais.
Faça festas de noivado, casamento, 15 anos, bodas disso ou daquilo, bota-foras, participe do aniversário de formatura de sua turma, visite parentes distantes, entre na universidade com 60 anos, troque a cor do cabelo, deixe a barba, tire a barba, compre enfeites diferentes no Natal, vá a shows, cozinhe uma receita nova, tirada de um livro novo.
Escolha roupas diferentes, não pinte a casa da mesma cor, faça diferente.
Beije diferente sua paixão e viva com ela momentos diferentes.
Vá a mercados diferentes, leia livros diferentes, busque experiências diferentes.
Seja diferente.
Se você tiver dinheiro, especialmente se já estiver aposentado, vá com seu marido, esposa ou amigos para outras cidades ou países, veja outras culturas, visite museus estranhos, deguste pratos esquisitos... em outras palavras... V-I-V-A. !!!
Porque se você viver intensamente as diferenças, o tempo vai parecer mais longo.
E se tiver a sorte de estar casado(a) com alguém disposto(a) a viver e buscar coisas diferentes, seu livro será muito mais longo, muito mais interessante e muito mais v-i-v-o... do que a maioria dos livros da vida que existem por aí.
Cerque-se de amigos.
Amigos com gostos diferentes, vindos de lugares diferentes, com religiões diferentes e que gostam de comidas diferentes.
Enfim, acho que você já entendeu o recado, não é?
Boa sorte em suas experiências para expandir seu tempo, com qualidade, emoção, rituais e vida.

E S CR EVA em tAmaNhos diFeRenTes e em CorES di fE rEn tEs !

CRIE, RECORTE, PINTE, RASGUE, MOLHE, DOBRE, PICOTE, INVENTE, REINVENTE...

V I V A !!!

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Contos da Sexta-feira da paixão -Joandre Oliveira Melo

Contos da Sexta-feira da paixão

Joandre Oliveira Melo

Mesmo alheio às comemorações da paixão de Jesus Cristo, estes dias destilam cheiros de sofrimentos pelo ar de Pará de Minas. Resgatam sentimentos de dor, reflexão e penitência. Os dias que antecedem a sexta-feira da paixão sempre me afligiram, desde pequeno. Uma amargura paira no ar.

Já tivemos, é claro, épocas mais fervorosas anos atrás. Lembro-me com ternura e saudade das procissões, ladainhas rezadas pelos fervorosos cristãos, que somavam a maioria. Naquela época, os mais velhos dirigiam as manifestações religiosas.

Dentre tantas recordações restaram-me a dos contos das sextas-feiras da paixão. Contavam-nos, os mais velhos, que a sexta-feira da paixão é um dia temeroso entre os católicos de Pará de Minas. É um dia de luto, e luto se cumpre com respeito, silêncio e orações. Mas, nesta época, segundo os antigos da região, o mau espreita-nos.

Contar-lhes-ei algumas estórias; uma delas, inclusive, aconteceu comigo. Comecemos pela mais antiga.
Contava um tio meu, já falecido há anos, que em sua tenra idade ouvira seu avô contar o caso de Generoso.

Generoso era homem rude, destemido, forjado pela têmpera do sertanejo. Na lida com o gado, não havia ninguém igual. Enfrentava o Navio, um temido touro reprodutor da fazenda. Seu nome -- Navio --, vinha do som grave e potente do seu mugir. Parecia o rugir dos navios a vapor a moverem-se pelo cais. Só a cabeçorra do animal já era o bastante para um homem conseguir carregar. Generoso, ao contrário dos outros peões, tombava o impetuoso touro com facilidade, para o deleite da moças da fazenda.

Generoso era também um homem nervoso, temperamental. Gabava-se de ter furado o "bucho" de quatro caboclos que certa vez afrontraram-no para roubar-lhe a algibeira. Contava ainda a vez que precisou bater em dois guardas, armados, que o queriam deter por causa de uma pequena arruaça, lá pelas bandas de Pernambuco. Generoso não podia deixar-lhes sem uma lição.

Pois bem, dizia meu tio, Generoso, homem que já contara com seus quarenta anos, corpulento, destemido, ria-se das estórias que o vovô contava para os peões da fazenda em épocas da quaresma e da sexta-feira da paixão, quando tudo parava para honrarem o morto. O vovô ditava-lhes como deveria ser o comportamento nas sextas-feiras da paixão. Generoso ria e ainda se gabava dizendo que se o coisa ruim aparecesse, ele o sapecava com o chumbo de uma pistola antiga da qual Generoso não desgrudava. Mas, o vovô o advertia: -- Home com essas coisa num se brinca.

Mas, Generoso parecia não conhecer o medo e nada que lhe dissessem causava-lhe temor. Depois de ouvir algumas estórias, Generoso levantou-se, despediu de todos e foi para o seu ranchinho afastado da casa grande. Pelo caminho, revivia as estórias do meu avô em sua mente. Ora, retrucava Generoso, quem diria do seu Athayde, fazendeiro, estudado -- tinha até estudado na escola de Dona Maricas, professora primária do arraial --, acreditar naquelas estórias; era um despropósito.

Chegou até o seu ranchinho, o sol já deitava seus raios por detrás da serra do Dr. Otto, fazendeiro, vizinho de meu avô. Sentou-se no jirau ao lado da porta de entrada do seu ranchinho e pôs-se a picar um pedaço de fumo que ele mesmo havia colhido, trançado e curtido. Pretendia enrolar alguns cigarros com palha que cuidadosamente havia cortado com seu canivete.

Enquanto preparava seus cigarros, viu caminhando em sua direção um grande cachorro, negro como carvão, mas, tão estropiado que causava dó. Generoso encheu-se de pena do cachorro, que veio deitar-se aos seus pés, que adentrou o ranchinho e trouxe um pedaço de carne seca defumada e salgada que cozia com um pouco de feijão para suas refeições. Cortou um naco da carne e apresentou-a ao cachorro que logo agarrou todo o pedaço e, assim, fazia com tudo que punha-lhe próximo à boca; abocanhava com voracidade. em um de seus movimentos cortou, com os dentes, a mão de Generoso. O sangue logo brotou; Generoso, homem "brabo", encheu-se de ódio e em um movimento repentino levantou-se e chutou o cachorro que absorveu bem o impacto e nem se mexeu. Generoso, irado, repetiu o chute, agora com mais força e nada do "tição" se mover. Generoso, então, perdeu as estribeiras, chutou o cão com toda força que tinha nas pernas e gritou: -- Sai daqui tição! Mais uma vez o cão nem se mexeu, porém, ele fitou Generoso e com uma voz rouca e aterradora rosnou: -- Num saio não. E ali permaneceu.

Generoso, homem destemido, apavorou-se e sem pensar atirou-se em uma carreira desenfreada pela estrada até desaparecer no grotão. Ninguém teve notícias de Generoso até que dois dias depois; segundo o meu tio, fora encontrado no grotão, de quatro bebendo água como um cão. Aos poucos se recuperara e contou ao meu avô tudo que acontecera-lhe na tarde da sexta-feira da paixão, após ter deixado a casa grande.

Do cão negro nada se sabe, pois, nenhum dos fazendeiros vizinhos tinha animal daquela pelagem.

Ouvi a estória atentamente, no entanto, eu era garoto da cidade, e já sabia até o que era superstição, fazia contas que meu tio nem as compreendia. Já podia usufruir da luz elétrica e até da TV preto e branco de vávulas que meu pai comprara de segunda mão. Eu, menino da cidade, é que não temeria tal conto! -- Isto é superstição tio, o vovô contou-lhe esta estória como parte de um imaginário popular do qual ele era fruto.

Meu tio admirou-se do que eu disse: -- "Imaginário popular", mas, que diabos é isto?
Enquanto meu tio matutava eu peguei a minha bola e comecei a brincar. Chutava a bola contra a parede do barracão de ferramentas, os chutes ficaram mais rápidos e fortes e eu treinava minha pontaria com a bola. Neste momento, fui advertido pelo meu tio sobre ser sexta-feira da paixão e que não era dia para peraltices. -- Ora que bobagem tio. Mas, ele retrucou: -- Vá guardar esta bola menino e ficar quieto, hoje não é dia dessas coisas.

--Não! disse firmemente, vou jogar mais um pouquinho, quero trinar a minha pontaria no chute a gol. Mas, ao primeiro chute, após a advertência do meu tio, a bola desviou e atingiu a lâmpada junto à beira do telhado. Ouvimos uma explosão e uma labareda de fogo desceu até o chão.

Passado o susto, verificamos que a lâmpada estava apagada, porque havia queimado o filamento na semana anterior.
Este caso eu não sei explicar, mas, se alguém quiser se aventurar o espaço está aberto...

sábado, 16 de abril de 2011

Historiador: uma categoria esquecida

domingo, 20 de fevereiro de 2011Historiador: uma categoria esquecida


Vejo a reinvidicação abaixo com grande simpatia e uno-me ao clamor do autor. Como sou licenciado em História com pós-graduação em Ética e filosofia, sinto que existe um descaso muito grande com o ofício do historiador. Sua contribuição para o avanço do conhecimento acadêmico e das práticas dos sistemas econômicos-administrativos-sócio-políticos é, incontestavelmente, valiosa. Enfim, muito mais poderia ser dito sobre as aplicações do ofício de um historiador, além da formação de discentes do ensino fundamental e médio.

Espero ansiosamente que o clamor do nobre Prof. Dr. Durval Muniz de Albuquerqe Júnior seja acolhido pelos parlamentares regulamentando tão nobre profissão.

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Sr(a). Parlamentar

A ANPUH - Associação Nacional de História faz chegar às mãos das senhoras e dos senhores Deputadas e Deputados, Senadoras e Senadores da República, neste início de legislatura, esta carta aberta que tem o propósito de chamar atenção de Vossas Senhorias para a situação de completo desamparo legal em que vive a categoria dos historiadores no Brasil. Apesar de sermos uma das mais antigas e tradicionais categorias de profissionais, que vêm sendo formados desde a criação das primeiras Faculdades de Filosofia no país, ao contrário de muitas categorias congêneres - os geógrafos, os museólogos, os arquivistas e os sociólogos -, não temos ainda a nossa profissão regulamentada.

Ao longo dos anos, vários projetos neste sentido tramitaram na Câmara dos Deputados, sem que nenhum deles tenha sequer conseguido chegar à fase de votação. A ANPUH procurou sempre acompanhar e subsidiar as discussões e a redação destas propostas, mas nunca logrou vê-las agendadas na pauta de votações. Chegamos à conclusão que nossa categoria, que reúne milhares de professores dos ensino fundamental, médio e superior, que reúne pesquisadores e docentes de 55 Programas de Pós-Graduação, profissionais que são formados por cerca de 600 cursos de graduação, espalhados por todos os Estados e regiões do país, parece não ter tido, até então, importância ou relevância para nossos representantes no Congresso Nacional. Sentimo-nos esquecidos e injustiçados, pois, ainda no ano passado, categorias profissionais que surgiram muito recentemente, que não ocupam o mesmo contingente de profissionais e não são fundamentais na formação básica de todos os educandos, como a nossa, tiveram suas profissões regulamentadas e a nossa categoria continua a esperar indefinidamente que esta providência seja tomada.

Em agosto do ano de 2009, o senador Paulo Paim (PT-RS) apresentou o PLS 368/2009, que visa a regulamentar a profissão de historiador, mas este Projeto de Lei encontra-se parado na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, aguardando indicação de relator. A proposta foi inicialmente aprovada em caráter terminativo pela Comissão de Assuntos Sociais, mas por causa de requerimento encabeçado pelo Senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), solicitando votação em plenário, teve a aprovação definitiva nesta Casa obstaculada. Em seguida o mesmo Senador Flexa Ribeiro apresentou requerimento para que o projeto tramitasse também pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, para onde foi remetido, assumindo sua relatoria o próprio Senador requerente, apresentando parecer favorável a matéria já no apagar das luzes da legislatura anterior. Há ainda um requerimento do Senador Flávio Arns (PSDB-PR) para que o mesmo venha tramitar ainda na Comissão de Educação, Cultura e Esportes, alongando e procrastinando assim sua definitiva aprovação pelo Senado. Tememos que esse projeto venha a ter o mesmo destino de todas as iniciativas anteriores, ou seja, o arquivamento.

Na Câmara dos Deputados tramitavam conjuntamente os PLCs 3759/2004 de autoria do Deputado Wilson Santos (PMDB-MT) e 7321/2006 do Deputado Jovair Arantes (PTB-GO), que foram arquivados agora no final da legislatura anterior. O descaso é tal com a nossa causa que estes projetos permaneceram parados na Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público, passando pelas mãos de seis relatores sem que estes tenham feito qualquer manifestação, devolvendo o projeto à secretaria da mesa sem tomar nenhuma iniciativa no sentido da apreciação dos mesmos pela referida Comissão.

Através desta carta aberta apelamos para que as senhoras e os senhores se sensibilizem e tomem a iniciativa de regulamentar profissão tão importante para a formação, a educação e a construção da identidade de todos os cidadãos. Os historiadores são fundamentais para a construção da memória do país, na avaliação dos acontecimentos do passado, permitindo uma inserção crítica no presente. Um país sem história é um país sem cidadania.

Colocamo-nos à disposição para o diálogo e para qualquer forma de colaboração no sentido de que venhamos a conquistar este direito e esta aspiração há muito tempo acalentada pelos historiadores.

São Paulo, 05 de fevereiro de 2011

Prof. Dr. Durval Muniz de Albuquerque Júnior
Presidente da ANPUH - Associação Nacional de História
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Fonte:http://espacointuicao.blogspot.com/search/label/Carta%20aberta%20aos%20parlamentares
Acessado em l5 04 11

domingo, 10 de abril de 2011

Etiqueta digital: Como você se comporta no mundo digital?

Etiqueta digital: Como você se comporta no mundo digital?

Simplesmente mulher

Texto na Revista do Jornal O Globo)


'Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes.. Sou a Miss Imperfeita, muito prazer. A imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe, filha e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado, decido o cardápio das refeições, cuido dos filhos, marido (se tiver), telefono sempre para minha mãe, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos e ainda faço as unhas e depilação!

E, entre uma coisa e outra, leio livros.
Portanto, sou ocupada, mas não uma workholic.
Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.
Primeiro: a dizer NÃO.
Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO.. Culpa por nada, aliás.
Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.
Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros.
Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.
Você não é Nossa Senhora.
Você é, humildemente, uma mulher.
E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável. É ter tempo.
Tempo para fazer nada.
Tempo para fazer tudo.
Tempo para dançar sozinha na sala.
Tempo para bisbilhotar uma loja de discos.
Tempo para sumir dois dias com seu amor.
Três dias.
Cinco dias!
Tempo para uma massagem.
Tempo para ver a novela.
Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza.
Tempo para fazer um trabalho voluntário.
Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto.
Tempo para conhecer outras pessoas.
Voltar a estudar.
Para engravidar.
Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.
Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.
Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.
Existir, a que será que se destina?
Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.
A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada.Está tentando provar nao-sei-o-quê para não-sei-quem.
Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si.
Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo!
Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente.
Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir. Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.
Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C.
Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores.
E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante'
Martha Medeiros - Jornalista e escritora

terça-feira, 5 de abril de 2011

Unico Vídeo de Jacob

Ignorância

Sobre a ignorância.


Muitas pessoas têm medo de fantasmas, ladrões, guerras, etc. Eu tenho medo da ignorância... e não é pouco, é muito medo mesmo! Acontece que o poder de destruição da ignorância é que acaba gerando todos os problemas do mundo. É exatamente aí que mora o perigo.

Para se ter uma idéia do poder da ignorância, uma pesquisa feita pela Universidade de Maryland, revelou que quase 70% dos eleitores do presidente Bush acreditam que os Estados Unidos descobriram "claras evidências" de que Saddam Hussein estava trabalhando em conjunto com a Al Qaeda. Pior: um terço acredita que foram descobertas armas de destruição em massa no Iraque. Dá pra acreditar??? Pasmem, mais de um terço acredita que uma maioria substancial da população mundial apoiou a invasão liderada pelos Estados Unidos!

Isso é muito assustador, não? Nem é de se admirar que Bush tenha vencido, pois muitas pessoas simplesmente desligam seus cérebros. Então, meus caros, é disso que tenho medo. Das pessoas que nasceram com um vácuo absoluto em suas cabeças, que não são capazes de ter bom senso ou poder crítico. Um bando de pau-mandado. Quando paramos para ver essas coisas, fica fácil entender o motivo de poucos terem muito e muitos terem pouco.

Junto com a ignorância vem mais coisas negativas, como a manipulação. Se não quisermos voltar ao exemplo do governo americano, que forjou evidências e instalou um sentimento de terror no povo, com novas ameaças de ataques terroristas que nunca se concretizaram, podemos pegar o caso de algumas religiões. Simplesmente fazem uma verdadeira lavagem cerebral nos seus fieis em troca de fanatismo e controle, levando à fidelidade cega, com fins escusos, como enriquecimento ilícito, votos de cabresto, etc.

Por isso, repito: tenho medo da ignorância. Medo de olhar para o lado e me ver cercado por ela, medo de me ver numa sociedade violenta devido à ignorância que é imposta ao povo, medo de ser mais um na boiada, medo de chegar ao ponto de escolher minhas amizades pelos carros e grifes que usam e não por suas idéias e valores morais, medo de estar numa guerra devido à ignorância humana que é seguida de manipulação, ganância e cobiça.

Portanto, precisamos lutar contra a ignorância. Eu a temo, mas a enfrento. Quero derrotá-la. Para isso, é preciso uma mobilização em conjunto, em que possamos de alguma forma dividir conhecimentos e estimular debates sobre os mais diversos assuntos. Não adianta achar que os governos do mundo vão resolver alguma coisa. Bobagem, há outra prioridades mais rentáveis para eles. Cabe a nós, sociedade, lutar para diminuir a ignorância. Vamos nos mexer, vamos usar as armas que temos, como a Internet, ONGs, livros, teatro, cinema, música, etc. Vamos disseminar idéias, conceitos e - principalmente - informação.

Talvez não possamos vencer essa guerra, mas há alternativas para a batalha!!!


Nelson Botter Junior é escritor e consultor de marketing e comportamento. Ministra e coordena cursos na área da saúde no portal Manager - www.manager.com.br

Veículo: Sociedade Brasileira para Estudo da Dor



quarta-feira, 30 de março de 2011

Sustentabilidade, o que é?

A palavra do momento é sustentabilidade, todas as empresas, todos os países, procuram ser sustentáveis.
Mas afinal, o que é sustentabilidade?

O Professor Luiz Carlos Cabrera em reportagem à Revista Você s/a nos traz uma reportagem descontraida a respeito do surgimento, do significado e do uso desta palavra.

Afinal, o que é sustentabilidade?

Sustentabilidade é a palavra que mais se ouve e se lê por aí — na administração, na economia, na engenharia ou no Direito. Mas, afinal, o que significa sustentabilidade? Como bom mentor, vou tentar explicar de forma simples o conceito que já faz parte da vida moderna. Em primeiro lugar, trata-se de um conceito sistêmico, ou seja, ele correlaciona e integra de forma organizada os aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais da sociedade. A palavra-chave é continuidade — como essas vertentes podem se manter em equilíbrio ao longo do tempo.

Quem primeiro usou o termo foi a norueguesa Gro Brundtland, ex-primeira ministra de seu país. Em 1987, como presidente de uma comissão da Organização das Nações Unidas, Gro publicou um livreto chamado Our Common Future, que relacionava meio ambiente com progresso. Nele, escreveu-se pela primeira vez o conceito: “Desenvolvimento sustentável significa suprir as necessidades do presente sem afetar a habilidade das gerações futuras de suprirem as próprias necessidades”. Note que interessante: a proposta não era só salvar a Terra cuidando da ecologia, mas suprir todas as necessidades de gerações sem esgotar o planeta. “Nem de longe se está pedindo a interrupção do crescimento econômico”, frisou Gro. “O que se reconhece é que os problemas de pobreza e subdesenvolvimento só poderão ser resolvidos se tivermos uma nova era de crescimento sustentável, na qual os países do sul global desempenhem um papel significativo e sejam recompensados por isso com os benefícios equivalentes.”

Parece que Gro Brundtland adivinhava a crise recente das economias do norte e já salientava o papel dos países emergentes, como Brasil, China e Índia. Para você, vale lembrar que a sustentabilidade se aplica a qualquer empreendimento humano, de um país a uma família. Toda atividade que envolve e aglutina pessoas tem uma regra clara: para ser sustentável, precisa ser economicamente viável, socialmente justa, culturalmente aceita e ecologicamente correta. O desafio é enorme, envolve várias gerações e, por isso, você precisa estar ligado no tema.

Luiz Carlos Cabrera é professor da Eaesp-FGV, diretor da PMC Consultores e membro da Amrop Hever Group

Referência:
CABRERA, Luiz Carlos. Afinal, o que é sustentabilidade? Revista Você s/a. 2009. Disponível em: http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/desenvolvimento/conteudo_474382.shtml. Acesso em: 29/03/2011.