Agradeci por meus pulmões, cada órgão em seu devido lugar, e de forma sincronizada e aprimorada funcionar.
Pelo conforto do meu lar. Pela cama maravilhosa e deliciosa a me aconchegar.
Pelo som dos pássaros a cantarolar. Por toda provisão alimentar. Por simplesmente poder acordar, e a gratidão em mim se manifestar.
Ao caminhar, agradeci pelo vento o meu rosto acariciar. Agradeci pela primavera, que com as suas cores, leveza, e nuances veio tudo embelezar e nos alegrar.
E também agradeci por tudo isso poder desfrutar e contemplar.
Enquanto preparava meu café, cuidei para que minha mente pudesse desacelerar.
Me intencionei com esmero para que a devida atenção aos singelos e valiosos detalhes do cotidiano pudesse ressaltar.
Também cuidei para que minha respiração, sincronizada com esse sentimento de paz, contemplação, gratidão, e leveza na emoção, fizesse meu coração se aquietar.
Ao me posicionar para me alimentar, observei a beleza nas folhas das árvores em sincronia com o vento festejar. O céu azul meio pálido, mas com suas belas nuvens fugazes também vieram me alertar, de que a vida é breve e tem urgência em ensinar. E que nela só existe, e devolve sentido enquanto com dedicação eu puder apreciar. E principalmente entender que a beleza dela, e das coisas simples do cotidiano, estão nos olhos de quem souber observar.
A criança ensinando a leveza no caminhar, um bichano te convidando a brincar, olhar nos olhos admirados de alguém que caminha ao seu lado e está torcendo por seu desabrochar.
Outro dia, em conversas aleatórias, eu ouvi uma frase de um colega de trabalho: eu "sempre" arrumo minha cama.
Se ele arruma "sempre " nunca saberemos haha, mas aquela frase ficou na minha mente. O motivo, eu não sei, mas fato é que me atravessou, e fiquei pensando no assunto talvez pela força que ele colocou nas palavras, ou a frequência que estava no momento. Já havia ouvido inúmeras vezes, e até aquele momento, eu achava normal eu deixar minha cama bagunçada. O quarto ficava ajeitado, mas a cama por fazer.
Hoje, dia 6 de janeiro de 2025 , arrumei a minha bonita. Uma voz interna boa e suave me disse: seu quarto é o seu santuário, cuide dele, e todos os outros detalhes , maiores, ou por menores, internos, ou externos se arrumarão.
Disciplina é frequência, é esforço é essencial, e te faz evoluir interna e externamente. Não a negligencie nos aparentes pequenos e insignificantes detalhes, e verás coisas incríveis acontecendo em todos os outros cômodos da sua vida. Sejam eles pessoais, conjugais, profissionais, etc.
No entanto, precisa haver conhecimento, percepção, aceitação, e movimentação. A vida está encharcada de metáforas tentando te ensinar, seja no mundo físico, animal, espiritual etc.
Estou arrumando todos os dias? Sim, desde a tal data cuja. Talvez haverá um dia que não o farei, mas o relevante nisso tudo, é a metáfora. Você precisa se "esforçar " todos os dias para alcançar determinado padrão de vida.
E quando você avança um nível, você não vai querer retroceder, e os outros níveis vão ficando suaves.
"vou ali correr 4km e já é um mega avanço para quem está sem correr há quase um ano".
Todavia, no percurso, você é surpreendido por pensamentos deliciosamente intrusivos, e ouso dizer que são parentes da endorfina. Porque meus amigos, no momento em que nos colocamos em movimento, imediatamente uma conversação agradável começa na nossa mente:
"Ah, não é possível que você vai correr apenas 4 km né Moça" !?
Você é uma maratonista, só não se deu conta disso ainda né? Pensa direitinho minha filha!! Você consegue fazer mais que isso hoje... hahah
O significado desse evento, "é um cérebro já modulado". A circuitaria criou uma memória de corrida. Já está gravado em seus músculos e cérebro o hábito do "auto amor", ou seja , está consumado. Se você de descuidar das rotinas de exercícios, vai chegar um momento em que você sente que está literalmente adoecendo. E por mais que o digníssimo tente economizar energia, pois isso ele também sabe fazer bem, quando nos deparamos com um incômodo qualquer no percurso, todavia, ele é também lindamente treinado para já te mandar os comandos do guerreiro apto que existe em você.
E por fim, esse ato de se movimentar não é meramente mais uma ação, é um disparo de auto cuidado instintivo aliado à um espírito de sobrevivência que habita em você. E esse disparo está comunicando amor próprio, um mimo diferenciado, eu diria.
E quando você responde a esse comando, você sente um amor por sua existência e pelas singeleza das coisas conectadas à você, embelezando a sua jornada terrestre.
Sua criatividade fica apurada imediatamente.
E se você resistir à essa " movimentação", você terá como consequência um corpo frágil, cansado, sem energia e um cérebro que pode se tornar destrutivo.
Por que estou mostrando essa parte do armário? Não sei ao certo.
Só sei que essa peculiaridade do cabide me chamou a atenção. Para se colocar uma peça de roupa nele, e sucessivamente organizá-las, é preciso desconecta-lo da base, ou fragmenta-lo como queira nominar , e que a propósito já começamos por rimar, rs.
O bacana nesse contexto, é que essa metáfora é essencialmente improvisada e sensacionalmente utilitária. Quando a nossa vida está bagunçada, tudo fica meio sem sentido. Você se sente em uma constante de desequilíbrio, e geralmente a visão, ou percepção não funciona como convém. O que gera desconforto, e um desgaste de energia desnecessário . Em contrapartida, a natureza tem meio que uma função de mãe, já que ela é de fato uma máquina metafórica extraordinária, e que certamente está sempre disposta a ensinar. Se você observá-la bem , pode aprender muito. Um dia você se encontra no olho do furacão, e adiante visualiza a beleza de um arco-íris, ou do sol. Os bichos cuidando de suas crias e se protegendo, enquanto que participam da perpetuação da mesma.
Normalmente, é assim em nossas vidas. E dependendo de como nos equilíbramos, ou nos posicionamos, nos mantemos protegidos e em equilíbrio. Entretanto, ha também grandes possibilidades de desalinhos. A vida vai te chacoalhar em alguns momentos, mas em outros, você vai desfrutar de uma primavera fresca e ensolarada.
Portanto, não se permita sucumbir. Apreciar esse momento de desordem também vai te fazer experienciar coisas incríveis, e certamente vai te devolver uma carcaça muito especial e mais resistente. E você terá o entendimento e a clareza de que coisas boas vieram durante a tormenta e que elas tornaram você muito mais ousado, atraente, potente e com uma energia e beleza fantástica. Todavia, depende da sua percepção sobre a vida para que entendas as intempéries dela. "O processo te fere, mas o propósito te cura" E agora de volta à analogia.
Quando nos deparamos com um armário organizado tudo funciona melhor. Você se antecipa para o horário em sua rotinas, pois visualiza as peças com maior facilidade, e isso te ajuda a se vestir melhor e ao mesmo tempo, manter uma leveza no cotidiano, considerando que você não está esperdiçando sua energia com as futilidades da bagunça. Na nossa vida não é muito diferente. Quando você se organiza , e se propõe a se tornar um indivíduo disciplinado e mantém uma frequência, coisas extraordinárias acontecem com você e tudo ao seu redor.
Não imaginei que ficaria embasbacada com atuação de Robert Pattinson como Batman!
Foi impressionante assistir todo aquele cenário sombrio e embebedado de mensagens sobre a psique. Na trama temos um Batman extremamente deprimido e suicida. Suas feridas estão expostas, e sua personalidade é confrontada consistentemente pela população de Gotham City.
A verdadeira identidade do Batman explicitada e se contrapondo com a realidade de Gotham. Encharcado em uma crise existencial de roer as unhas, imerso na frieza e obscuridade, o diretor Matt Reeves abrilhantou a trama nos surpreendendo com as possibilidades de toques e consequentemente afetos entre Batman e Selina, e pessoas relevantes. Conseguiu inserir com louvor uma breve paquera entre ele e a Mulher - Gato, e que gata! Zöe Cravitz simplesmente desbancou, não perdendo apenas pra Michelle Pfieffer. E esse suposto romance nos deixou aquela gostosa sensação de "continue please!"
O filme tem como pano de fundo o contato visual e as caminhadas do Batman com uma visão turva, comunicando assim alguém que realmente rastreia a cidade onde vive para entender seus medos, seu passado e também entender sua postura, que despretenciosamente se tornou a de um garoto mimado, não tão filantropo assim, e orgulhoso. Esse último ficou evidente quando ele desconfiado de Selina Kyle, julga seu comportamento ao se deixar envolver com uma classe de homens perigosos e corruptos. Porém, ele não sabia o que estava por trás da máscara dela. Com praticamente a mesma personalidade do "Edward de Crepúsculo", ele é flagrado indiferente e resistente às pessoas, se distanciando ao máximo, e se escondendo atrás de óculos escuros, impondo assim limites até mesmo para o Alfred. Comunicando à plateia que se pudesse, se metia em uma vala . O Batman com sede de justiça e vingança, e com uma energia extremamente densa, deixa os bandidos e até mesmo os cidadãos de Gotham City apavorados com a sua presença. Com todo esse cenário sombrio, e uma trilha sonora requintada e à altura, o filme deixou a mensagem final de Vingança, Esperança e Renovação, e que juntando, e parafraseando as iniciais, formam a palavra "ver", o que coincidentemente tem tudo a ver com o contexto do filme, já que a trama ressalta as verdades e a realidade que devem ser expostas e vistas.
É bem verdade que não perdemos a prática em cuidar de uma criança. Afinal já havia cuidado de tantos bebês. É só começar a praticar que tudo vêm à tona. Mas eu confesso que me vi insegura com a medicação, e uma certa aflição ao lidar com as emoções da Laura. Ela chorou, eu desabei, haha... Então eu respirei e me ajeitei.
Disse a mim mesma: "Cara, você tem que segurar a onda"! Não pode passar insegurança pra ela. E logo as coisas foram se alinhando. Peguei ela no colo e expliquei que a Ana Clara, sua irmã iria para a escola, e voltaria logo. Essa postura fez com que ela segurasse a onda também. Uma vez que era a primeira vez dela em ficar sozinha com a tia, era um desafio e tanto pra ambas. Que bebê forte!
Um ano e poucos meses, e já tão madura!
Disse: vamos levar a Clarinha na rua Laura?
Ela imediatamente se prontificou, ela não queria perder a maravilhosa irmã de vista, e já estávamos no limite da hora da escola. Ela ficou com uma carinha mais animada e eu também. Assim, ela parou de chorar e acompanhamos a Ana até a garagem. Distraída ela ficou mais calma e depois adormeceu no meu colo.
Lidar com bebês exige respeito, razão, sensibilidade, coragem, criatividade e especialmente calma. No final das contas a gente tem grandes possibilidades de acertar, afinal, nós mulheres já nascemos com esse dom de ser mãe. Basta praticar sem medo, acrescentar dedicação, boa comunicação, mas acima de todos esses atributos, "o amor", com ele não tem erro.
Tive um bloqueio na minha infância, e eu não aprendia matemática. Repeti a 3a série três vezes, e não sinto vergonha disso, não mais. Tudo fluía bem com as outras matérias, mas a matemática me desestruturava. Era uma tortura pegar o meu boletim. Me sentia burra e incapaz. Eu realmente não sabia o porquê desse bloqueio, mas ainda bem que eu não desisti, e encontrei a professora Sônia Barbosa. Ela destacou em mim pontos importantes para o desenvolvimento de uma criança. Ela aplicou em mim a linguagem de encorajamento, afirmações, e claro, a excelência em lecionar .
Ela me acolheu como uma professora, mãe, e amiga. Me senti honrada, cuidada e amada. Foi então que tudo fluiu. Os anos seguintes foram finalizados sem recuperação ou repetição até a conclusão do ensino médio, e isso me deixou orgulhosa. Me senti realizada e feliz. O cenário atual é outro. Me sinto uma mulher inteligente e tenho consciência das minhas habilidades. Ainda resisto a pensamentos limitantes e que podem me paralisar, e eu também entendi que de certa forma, eles fazem parte da natureza humana. Eles irão aparecer vez ou outra para que o outro pensamento poderoso o extirpe definitivamente, lhe mostrando a verdadeira potência que você é e pode ser. Sobretudo, é importante a gente perceber, reconhecer, anular ou ressignificar as mensagens negativas que recebemos do eu interior, ou das pessoas, e nos colocarmos em uma posição a qual nos reconhecemos nem maior e nem menor, apenas à um nível de auto respeito, e respeito ao próximo. É válido salientar o quanto uma criança precisa de bons estímulos, o quanto as palavras podem interferir na hora de educar. E que esse cuidado não deve ser exagerado , e muito menos desleixado , e sim na medida certa. Digo isso porque o ego não pode ser super estimulado, mas também não pode ser negligenciado. É uma linha tênue, e as vezes os pais e professores não conseguem atingir esses pontos com sucesso. E é exatamente esse cuidado, seja em casa ou na escola, que irá nos devolver um mundo melhor.
Parece ter sido ontem que quarentei. E hoje completando 4.3, eu posso sentir a minha criança interior comemorando. Existe uma meninice em mim a qual eu demorei um tempo para aceitar, e consequentemente respeitar. A sensação é de estar num corpo de vinte, com os anseios de uma pós adolescente, e na cabeça, a criança baila com a mulher amadurecida. Me sinto leve e feliz. Sou grata pelos presentes que a vida me ofereceu, os quais firmaram meus conceitos e anseios. Cada um deles imbuídos de pacotes que nos fazem enxergar, engatinhar, correr, bailar, chorar e também gargalhar. A melhor resposta desses pacotes, é quando realmente somos capazes de aprender com as adversidades, melhorando assim a nossa percepção da vida. Porque quando aprendemos de verdade, e sim as vezes demora para adquirirmos essa bagagem, sentimos a leveza dos pequenos grandes detalhes da vida, e que cada um deles tem um papel importante na construção da nossa história.
Uma pergunta bem propícia para o momento atual. Estamos presenciando um momento de crise existencial e ansiedade fora do comum. Dificuldade de concentração, desânimo, falta de criatividade, bipolaridade, ataque de ansiedade, são alguns dos "males do século", e que reapareceram de forma muito mais significativa nesses últimos seis meses para ser mais exata. Se o jornal explicitasse "tudo" exatamente da forma que é, entraríamos em colapso, e ou também derreteríamos de amor por coisas lindas e fofas nos sendo mostradas. Sim, é verídico que as coisas boas não são salientadas nas telas de nossas Tv's, assim como também nas folhas de jornais. Mas a verdade é que a máquina funciona melhor com o lado negativo. Eles querem nos paralisar, é mais fácil dominar a massa com o medo. A verdade é que nós somos manipulados em tudo que envolve o sistema. Tudo tem um propósito, e a Matrix sempre vai movimentar as ferramentas necessárias para que ela sempre esteja no controle. E nós, "fantoches", vamos seguindo as indicações vezes sendo contra, ou não.
É um assunto grandioso demais para ser colocado em um texto pequeno, daria um livro. Mas o ponto mais crítico desse assunto é o caos em que nós nos metemos. Digo isso porque estamos no centro da era digital, era essa que nos "aproxima", quando na verdade é bem o oposto, afinal as pessoas estão cada vez mais próximas de suas telas. Costumo dizer que toda evolução traz uma confusão, e vice-versa.
Um exemplo: Se você quer construir um edifício você precisa fazer um buraco, afundar na proporção de sua altura, e preparar as colunas que sustentarão o comprimento do mesmo. Assim é a nossa vida. Se vamos amadurecer, precisamos nos estruturar internamente. Precisamos olhar, trabalhar nossa forma de pensar e ver a vida. É preciso olhar dentro cuidadosamente para que possamos lidar bem com as dificuldades futuras, dificuldades essas que podem tirar nosso sono, e nossa paz se não estivermos bem estruturados emocionalmente. É um tempo difícil, e as pessoas estão cada vez mais suicidas, e com crise de ansiedade. Quando digo isso, estou me referindo aos "excessos". É assustador como o número de jovens morrem de problemas vasculares, algo que em outras décadas raramente acontecia, e quando acontecia era com pessoas mais velhas. Os corações estão fracos em todos os sentidos.
Deveria ser lei o autocuidado. E por falar em autocuidado, vai essa música linda para acalmar o coração.
Estamos diante de uma geração preguiçosa, imediatista, e que carrega uma imagem errada de si mesmo e das coisas que realmente são relevantes. Estão fracos na saúde física, emocional, sentimental e etc. Sem estrutura alguma para construir um belo patrimônio emocional. Querem tudo fácil, não querem ter trabalho, não enxergam as pessoas com o coração, não podem sentir a dor do outro e ajudá-lo a crescer e fortalecer.
E assim segue a sociedade doente que presenciamos hoje. Pessoas que não se cuidam, vivem em função da vida alheia, sim porque em tempos de "socialdigital", as pessoas são mais corajosas e aptas a dizerem o que bem querem sem medo de ferir. Se mostram as mais belas e perfeitas, mas a realidade fora da tela do celular é outra. Vivem em função de julgar, quando na verdade elas é que estão condenadas, afinal, como alguém pode ser feliz se está sempre em prontidão a encontrar os erros dos outros?
Você está dizendo com esse ato que você é perfeito demais para aturar qualquer erro alheio. Na verdade você está doente, não tem paciência nem com você mesmo, não se suporta e muito menos irá conseguir uma relação saudável com alguém.
Quando aprendemos a olhar para dentro de nós, e nos respeitamos e procuramos melhorar nossas ações, nossos sentimentos todos os dias, tudo flui da maneira mais perfeita e harmônica, sabe por que? Porque entendemos que somos todos insignificantes, e não existe perfeição humana. Então seja luz, irradie luz, e não se esqueça de que a pessoa que você está julgando, tem seu próprio histórico, suas dores e dificuldades, as quais você nunca vai entender na íntegra, porque você não está na pele, e muito menos na alma dela.
Da mesma forma é com você e suas dificuldades, não aceitação e etc . Busque entender seus melhores e piores sentimentos, suas crenças limitantes, seus anseios, de onde vieram seus traumas, suas alegrias e tristezas.
Se cuide porque a responsabilidade de emanar um bom perfume e ter qualidade de vida é exclusivamente sua. E se você se alimenta de coisas tóxicas, assiste, e ouve coisas tóxicas, você está construindo um projeto fraco. E não adianta procurar culpados, a responsabilidade é sua. Assuma o adulto dentro de você de uma vez por todas. Você é bom o suficiente para saber exatamente o que está fazendo com sua vida.
E o momento de introspecção e autocuidado é agora. Em meio a esse caos de pandemia, essa coisa de ordem mundial que veio para desfragmentar e te fazer desacreditar.
Tenha fé, se cuide, se respeite e assuma sem mimi e sem desculpinhas tolas a responsabilidade de estreitar ainda mais seus "laços".
Não seja uma criança mimada aproveitando esse momento ridículo de isolamento para se afastar e ser vítima, porque ainda carrega coisas tóxicas em seu coração. Levanta , assuma sua vida. Seja responsável, corajoso e humilde o suficiente para construir o maior e melhor patrimônio da sua vida.
O filme, com uma narrativa aconchegante, retrata de forma poética e intensa o desfecho da história dos Ludlows.
Chocante , aconchegante, agonizante e despretensioso no quesito impressionar, mas tudo o que ele conseguiu foi me deixar desolada, e deslumbrada.
O longa foi lançado em dezembro de 1994, e eu tinha acabado de fazer dezessete aninhos. Achei incrível ter tido a iniciativa de escolher sozinha o filme já que naquela época, nos aspectos financeiro e cultural, as coisas eram bem limitadas para minha família.
Eu já tinha um emprego, ajudava nas despesas da casa, e sem influência dos meus pais, irmãos ou amigos eu já escolhia os filmes e livros que queria.
Confesso que saí do cinema aos prantos e com a sensação de ter ganhado o ano por assistir algo tão lindo e intenso.
A Netflix resolveu lançá-lo não sei se recentemente ou se ele já estava lá e eu não o havia notado, mas o fato é que foi maravilhoso assisti-lo novamente e poder fazer uma breve análise.
Possivelmente existem monstros dentro de nós de que nem nós mesmos nos damos conta da sua brutalidade.
Você pode se descobrir em um emaranhado de tormentas que talvez estejam ali esperando o momento certo para se libertarem, como aconteceu com Tristan.
A confusão se iniciou com a paixão instantânea que sentiu pela noiva de seu irmão Samuel, e a morte do mesmo. Quando o assunto é personalidade e hereditariedade, pode apostar em complexidade.
Os filhos recebem a mesma educação, afeto e cuidados, mas os resultados de jornadas de ensinamentos são variáveis. Acontece que não se trata apenas de uma boa educação, abrange aspectos como, preferências ou interferência dos pais, personalidade, escolhas, e etc. Se tudo fosse igual não faria sentido e seria uma mesmice enfastiosa.
Costumo dizer que cada um tem sua nota musical.
Acredito que já nascemos com uma personalidade predestinada, e nesse percurso as coisas podem mudar abruptamente de acordo com cada situação... Existem inúmeras histórias de como podemos nos embaraçar ou nos ajustar nessa jornada.
Carregamos algumas crenças de nossos pais na tentativa de que nos tornemos humanos melhores, ou não. Para uns filhos as coisas confinam em um resultado positivo, e para outros as coisas caminham em uma direção totalmente fora do padrão.
A psicologia atesta que absorvemos coisas já na barriga da nossa mãe. Então pressupõe-se que a partir desse ponto já temos um acréscimo em nossa personalidade, e já nesse período de desenvolvimento na barriga, é possível nos ater a coisas que podem nos destruir ou nos edificar , como palavras, sentimentos, desejos, e etc.
Mas que conflituoso não?
Nem sabemos nos defender de energias externas e já recebemos nossas bagagens sendo ainda substância informe.
Isso porque somos seres extremamente sensoriais e receptivos.
O que poderia tê-lo levado exatamente ao ponto onde se encontra hoje?
Seu DNA? Temperamento? Frustrações? Uma força maior que tudo controla?
É complicado quando vamos falar de personalidade .
É pessoal, e independente de criação, condições financeiras, ou alguma intervenção divina, a soma de tudo é a personalidade e também o livre arbítrio, assim acredito eu.
Temos escolhas, e não podemos responsabilizar ninguém uma vez que somos adultos e as decisões são ímpar.
Cada um tem uma marca única, cada um tem um grito, uma necessidade específica, um histórico. E você pode passar uma vida tentando se ajeitar na sociedade , seguir um protocolo religioso, "as leis", seguir as orientações de seus ancestrais, parentes próximos, e etc.
E ainda assim corre o risco de cair em situações de extremo confronto interno e colocar tudo a perder.
E só você consegue escolher o final que vai dar, mesmo sabendo que pode afetar tudo e todos ao seu redor. E de fato, afeta justamente aqueles que mais amamos, e que nos preocupamos em honrar.
Somos humanos, e deveríamos realmente entender o quão frágeis somos e suscetíveis às piores guerras da vida.
Não é proibido chorar. Se permita externar para ajudar a dor passar, mas que esse ato seja consciente e consistente em melhorar. E disso jamais deveríamos nos privar. De chorar. É como um bálsamo para nos lavar. Você não foi gerado para fracassar, e sempre deveria se sentir encorajado a lutar. Mas os dias não são sempre primavera. São dias difíceis. E eu lamento muito em lhe recobrar os sentidos de que é só mais uma das várias dores a experimentar. Possivelmente, a primeira delas foi a entrada de oxigênio em seus minúsculos pulmões, lhe proporcionando respirar e lhe fazendo chorar. Mesmo que pareça dias de intermináveis tormenta, lembre-se de que ela não é eterna. Vai passar. Desejamos abraços, e mordaça nos foi dada.
Talvez para que aprendamos mais com a ausência de sorrisos, nos lembrando do poderoso relaxante muscular que ele é, e que ele pode acalmar corações despedaçados. Ou talvez possamos aprender a usar melhor nossas palavras que de tão excepcionalmente empregadas podem ferir e até mesmo matar. Somos tão bons em julgar que nos tropeçamos no tanto falar e fracassamos em escutar. Poderíamos também nos lembrar do quão bem deveríamos nos cuidar a ponto de emanar a boa energia diária que toda alma deveria experimentar. Então nos apressemos em nos acalmar e segurar essa onda sem fraquejar. Porque a verdade é que fomos gerados para brilhar, e não ofuscar. O tempo é um bom aliado e tem desejo ardente em auxiliar. Não existe guerra infinda, existem guerras mutáveis, assim como também existem escolhas peculiares. E você é responsável por cada escolha que fizer, e ambos sabemos que certas escolhas são extremamente difíceis de solucionar. Se ame, ame as coisas que foram feitas para você, por você, e essa boa energia lhe dará a leveza que precisa para achar a solução de seus problemas. Afinal, o caos existe para que também exista o equilíbrio.
Há cinco anos descobri o prazer no exercício físico. Tive um namorado que me chamava de preguiçosa. Trabalhava em um horário não favorável ao meu ciclo circadiano. 22:20 horas estava terminando o meu expediente. Resumindo, chegava em casa quase 23 horas, e não tinha sono até pelo menos às 24 horas. Resultado disso: dormia até às 10 horas mais ou menos no dia seguinte. Apesar de cumprir minhas tarefas diárias com zelo, eu não tinha muito vigor. Óbvio, estava tudo desequilibrado. Me sentia sempre com baixa energia. Ele tinha razão, era preguiça, ou ausência de disciplina, "ambos", melhor dizendo rs. Quando dizem alguma coisa a nosso respeito e ficamos incomodados, pode acreditar que existe algo que precisa ser repaginado. Pois bem, eu comecei a matutar no que poderia fazer para ter mais qualidade de vida. Comecei com caminhadas, tentei academia, mas foi a corrida que me libertou. De repente virou um vício, vício bom! E eu fico impressionada como algumas pessoas sentem prazer em criticar os hábitos bons que adquirimos. Se você fumar um cigarro tudo bem, frequentar assiduamente um boteco ok, mas quando você faz alguma coisa para sua sanidade mental, você se passa por imodesto e esquisito. Éh! Infelizmente é radical assim mesmo. Mas eu prossegui com os cuidados básicos à minha saúde mental e física. Até torcer terrivelmente o pé esquerdo em 2015. Doeu, meu coração ficou em frangalhos. Não rompi nenhum tendão. Se eu tive sorte? Não, claro que não, foi a proteção divina mesmo. Fiquei mancando muito tempo, porque de fato foi uma bela lesão. Então desenvolvi o medo. Medo de me exercitar, medo de usar um salto, ou até mesmo dançar, que é também uma das melhores coisas que descobri na vida. Então nesse período de reclusão eu falava com Deus que queria meu pé de volta. Estava angustiada, mas tinha certeza que aquela fase ruim ia passar. Até que um dia eu me dei conta de que eu estava me sabotando e que era hora de virar o jogo. Então retomei as minhas atividades. Com medo, mas dei continuidade. Fortaleci meu lindo pezinho com a fisioterapia , mas principalmente minha mente, "que é o mais importante". Mentalizava, e verbalizava que um dia participaria de uma maratona. As palavras têm poder!
Pode acreditar, elas materializam seus sonhos. Então comecei a romper as barreiras.
Me lembrando das piadinhas de que eu estava mancando de frescura, só ganhei impulso para virar o jogo, então fui além. Corria sozinha, e me dei momentos de introspecção. Certo dia chamei o irmão, "Dinho" pra correr, ele aceitou imediatamente, e ele com a mentalidade de líder que tem, me ajudou a progredir e ir um pouco mais além, já que a essa altura ele também já era um viciado do bem, haha... Foi na Lagoa da Pampulha que a minha resistência mudou. Ufa! E que mudança! Me permiti experimentar uma situação extrema. Fizemos um teste de meia volta, e eu estava indo bem, até que faltando pouco para a conclusão, eu dizia ao meu irmão que não ia conseguir. Eu já me sentia cadavérica, rs. Ele sugeriu que seria melhor continuarmos ao invés de voltar, já que daria a mesma distância. Acho que nem ele mesmo sabia que estava praticando psicologia ali comigo. Isso já deu um sacode no meu cérebro. Porém, eu já estava no meu limite, era o que eu achava né?! ...
segui com dor , desejando que um guindaste me rebocasse, minhas pernas quase não respondiam mais. Descalço era o fim, de tênis era pior. Mas seguimos. Quando avistei o carro, nunca agradeci tanto em poder sentar. Foi surreal a sensação de dor, mas ao mesmo tempo de glória rs. É como diz aquela frase: "No Pain no Gain". A partir daí, fiz as pazes com a dor, e venho aprendendo muito com ela, e sobre ela.
Desde esse dia eu acelerei e aperfeiçoei minha passada, e de quebra, ganhei mais um parceiro nessa jornada. Exatamente hoje, fiz minha primeira "quase" meia maratona 18, 4km. Sou grata a Deus por tudo que tenho conquistado, por minha saúde e sanidade mental e principalmente por poder ser referência e obviamente espalhar energias boas por aí.
E aí até quando você vai se sabotar? Até quando o mimizento em você vai falar mais alto?
Se cuide bem e você será uma fonte inesgotável de amor, gratidão e doação, porque não faz nenhum sentido a nossa vida girar só em torno do nosso umbigo. É mais prazeroso quando compartilhamos nossas vitórias e derrotas, e passamos de coitado à vencedor. Porque a vida é isso meu chapa.
Deveríamos sempre ser gratos pelas tormentas, pois elas é que nos fazem apreciar a bela paisagem que vem em seguida.
Fico muito chateada quando vejo uma cena dessas. Encontrei esse felino hoje cedo com medo e fome, e apesar da minha delicadeza em tentar uma aproximação, ele não me deixou chegar perto. Imagino que tenha sofrido algum tipo de agressão humana, e também a falta de cuidados básicos, causando-lhe a perda de um olho. Me recuso a acreditar que essa perda veio de um conflito entre ele e outros animais. Ou foi por ignorância e escassez de cuidados humano, ou maus tratos mesmo. Pois bem, façamos uma reflexão humanos... Pra você chegar aqui foi necessário um encontro de almas, você não veio do nada, alguém o trouxe. Ou seja temos a obrigação de lembrar-mos uns aos outros que vivemos melhor e somos mais completos em grupos, cuidando uns dos outros, sendo empáticos com as pessoas e a natureza. Não existe "existência ímpar". Tudo funciona com um propósito. O café que você toma de manhã alguém precisou plantar, colher, e ou preparar pra você. Preciso te lembrar também que na cadeia alimentar os animais são extremamente importantes , assim como toda natureza e tudo ao nosso redor. Tudo funciona como uma máquina de peças insubstituíveis. Deus é perfeito em sua criação. Portanto não despreze os animais. Eles, têm sentimentos e sentem dores, e também têm necessidades assim como você. Se não gosta, apenas respeite, isso já é o suficiente.
Corra! Porque seu corpo é feito de som e movimento. Corra como um guepardo em direção à sua presa. Corra para avançar mais uma etapa. Para se salvar, para se libertar, ou para salvar alguém. Corra para ficar feliz e depois cantar, mas não se esqueça de correr para ensinar seu coração a amar.
Corra por poros e pulmões limpos. Corra para o alvo.
Corra para firmar suas pernas, mas acima de tudo corra para provar a si mesmo que você é um vencedor, e você não depende da aceitação dos outros. Corra por seus limites e anseios, para seu bem estar físico e mental. Corra, porque nessa maratona é você quem tem a bússola em mãos. Mesmo sabendo que vez ou outra você perderá a direção, bem lá num cantinho do coração você terá uma solução, e que Deus esteja em sua direção. Esse limite que separa você dos seus objetivos está em sua mente, então não se esqueça de ser generoso com você.
Cuide-se bem para que sua energia possa contagiar e mobilizar pessoas a quilômetros de distância, porque em toda a minha singela existência eu nunca conheci uma energia tão poderosa quanto a do amor.
Escolhemos o Café Kahlua para colocarmos o papo em dia. Foi uma tarde agradável e engraçada na companhia da Quedinha e da Nanda.
Entre piadas e assunto relevante fomos conduzindo um dia de rotina à um final de tarde descontraído e muito agradável. Enquanto falávamos de trabalho, estudos, e metas para um futuro próximo, adicionávamos pitadas cômicas sobre comportamento alheio, e sobre marcar ou não o corpo com tatuagens. Hoje uma pessoa tatuada não é tão hostilizada quanto antes, claro dependendo do desenho. Eu demorei uns cinco anos para fazer a primeira, que foi em 2010, e não me arrependi pois estava em plena harmonia comigo mesma. Reza a lenda que depois da primeira tatoo você se torna viciado e logo se sente instigado a fazer outras. Sendo verdade ou não, aqui estou eu com mais duas oito anos depois. No braço, "frente" o desenho é minimalista e abstrato. "Ideias afloradas sobre moda e customização." Atrás Marie minha felina. "Paixão".
Estava inspirada, de repente surgiu uma ideia e coloquei num pedaço de papel, e através dela , a Veronicka Lazarini, foi esplêndida na criação. Eu já havia desistido de fazer com vários profissionais, por falta de compatibilidade, ou harmonia, talvez. Então eu as fiz bem consciente. Acredito que quando você está realmente decidido a fazer uma tatuagem, essa decisão precisa estar alinhada à sua personalidade e obviamente sua fase, que pode estar em transição. E é nesse momento que podem ocorrer exageros. É uma linha tênue e que exige maturidade. Ih, para finalizar esse dia especial, terminamos a noite assistindo "A Forma Da Água".
O filme de ficção científica, retrata de forma poética a relação entre um anfíbio e a Zeladora muda de um laboratório. O diretor Guillermo Del Toro conseguiu inserir um universo mágico no mundo real, repleto de injustiças e preconceitos. E também refrescou o público com a satisfação de que a justiça pode tardar mas nunca falhar.
Essa canção "I Feel It Coming" tem um toque melancólico e envolvente, e só me faz lembrar do Michael.
Achei a produção do vídeo bacana já que o cenário tem sincronismo com a melodia. Também acho que é o tipo de música que trás a sensação de tédio se ouvida ininterrupta vezes.
Acredito que certas canções causam esse efeito. Já outras são simplesmente e eternamente viciantes. Como boa parte das músicas do Michael. Porém, esse seria assunto para outro post...
A atuação e o timbre vocal de The Weeknd é sexy e interessante, porém, nenhuma mega produção ou interpretação poderá se sobrepor à singularidade de Michael Jackson.
Sua sensibilidade era incrível, suas canções, suas ações, e tudo o que ele transmitia às pessoas envolvia respeito. Respeito aos animais, à natureza, e principalmente respeito às pessoas.
Eu sempre acreditei na sua inocência, sua alma era como a de uma criança. Seu erro foi se envolver talvez não diretamente com o "sistema". Sempre acreditei que ele seria incapaz de fazer mal a um inseto. Isso era notável em seus olhos, os mesmos que transmitiam a tristeza e o cansaço de querer a tal liberdade de que ele tanto cantava. Os mesmos que externavam a criança interior pedindo socorro. Ele só queria liberdade, e pagou um preço alto quando se desconectou de alguns "laços".
Acredito que jamais entenderemos seus problemas pessoais, mas o fato é que ele marcou nossa cultura com sua personalidade e musicalidade.
Me recordo de sentar e assistir pilhas de vídeos dele com o irmão caçula. O Elias tinha uma baita coleção. As conversas eram sempre agradáveis, e ele se inspirou no Michael para se expressar e dançar.
Já dizia, "Music is feeling".
É quase impossível assistir aos vídeos e não arrepiar, ou chorar, ou ainda se sentir tentado a dançar.
Sua expressão, sua presença de palco, tudo tão genuíno!
Sua pélvis se movendo para enfeitiçar, sua timidez ao discursar.
Sua luva brilhante única e genial. Sua simplicidade com os fãs.
Era perfeito, e não precisava se esforçar. Era naturalmente e angelicalmente sexy, e de um modo despretencioso tinha convicção disso.
Já produzia clips maravilhosos nos anos 80's, aliás, já era incrível quando criança, e mesmo sofrendo pressão psicológica do próprio pai, não desistiu de brilhar.
Sua personalidade marcante. Sua generosidade. Sua música salientava de forma poética as questões sociais, ambientais e raciais.
Além de fazer o melhor moonwalker, sua voz era peculiar, e eu adoraria não ter que dizer "era". Acredito que ele não morreu e eu sempre vou sentir muita saudade.
Me sentindo revigorada como borboletas em flores. Tenho tantos motivos pra comemorar, lembranças boas pra compartilhar, as quais não caberiam todas aqui. Agradeço a Deus por me amar e ensinar, agradeço à minha família, pois é a minha base. Agradeço aos meus amigos. Amigos são espelho. E nesse espelho nos reinventamos com nossas semelhanças e diferenças, e aprendemos a nos relacionar. Me sinto grata pelos romances complexos, conturbados, e também os serenos, os quais colaboraram pra que eu fosse exatamente quem eu sou, e estivesse exatamente onde estou. Onde me sinto plena, poesia, colorida, e definida em todos os sentidos. Às vezes sou bálsamo, às vezes ferida, música, ou adrenalina, e também a causa da transição na vida das pessoas, no melhor ou pior sentido. Enfim, me sinto abençoada, tenho a vida que precisava, e não mudaria nada. Muitos caminhos a trilhar, muitas historias pra contar, e assim sigo a compartilhar. Se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi. PS: Essa imagem expressa bem essa minha alma de menina, uma característica minha que acredito eu, não vai mudar, e eu espero que não mude mesmo. Ela foi tirada no show do Rodrigo Santos, ex baixista do Barão Vermelho.
Hoje foi um dia de grandes reflexões, e eu amo esse momento de introspecção. É como se fizéssemos uma atualização , ou revisão de tempo em tempo no sistema. Isso deixa minhas emoções à flor da pele. "Há tempo para tudo. Tempo de falar e de calar, de chorar e se alegrar. E é caindo e levantando que aprendemos a firmar os passos"... Essa imagem foi tirada em Estância de Furnas, e esse foi um dia maravilhoso. Como daquelas surpresas que aparecem quando você realmente está precisando. Sabe aquela sensação chegou no limite? Você está com o grito preso na garganta, e não consegue soltar, e aos poucos vai afundando, e de repente alguém aparece e estende a mão? Não foi um tempo fácil pra mim, o riso apenas disfarçava uma aflição que nem eu mesma me dava conta da gravidade. Porém Deus é tão lindo que cuidou de mim. Ele me via e protegia o tempo todo, colocando pessoas para que elas pudessem me amparar, e também cuidou para que eu hoje pudesse ser melhor através das minhas dores. Hoje posso dizer que estou curada, e o melhor de tudo, grata por cada situação embaraçosa que passei, afinal, você adquire resistência depois de uma batalha. Hoje me sinto disposta e feliz em poder ajudar, observar, e muitas vezes amparar aqueles que estão cansados e desanimados. Saibam que é um exercício se preocupar com os outros. Meu desejo é que num mundo tão imediatista, e cheio de pessoas sem paciência, que nós consigamos amar mais, cuidar mais, observar mais, e perceber quando alguém está pedindo socorro. Assim nossos problemas se tornam pequenos.
São tempos difíceis para o amor, uma vez que a "pressa e a superficialidade" são as doenças do século 21. Estamos numa maratona ininterrupta tentando acompanhar o avanço da comunicação. Mensagens o tempo todo e em tempo real, eliminando o tempo de qualidade das relações, e consequentemente, causando estresse e depressão. Pra que ocorra relacionamentos sólidos e saudáveis, precisamos de contato com as pessoas, sejam elas amigos, pais, irmãos, cachorros, e etc. Se uma pessoa querida mora em outra cidade ou país, dificultando a relação, terei que compensar essa ausência através de cartas, mensagens, dentre outros, o que não define que a relação seja plena, afinal, dependendo do tamanho da ausência você percebe que nem conhece mais o outro. A verdade é que precisamos de toque, precisamos de diálogos presenciais pra que o coração funcione melhor. Afinal até o "Náufrago' se encarregou de arranjar uma BolaAmigo pra colocar suas ideias em ordem. Do contrário, com tanta ausência ele não suportaria a solidão e entraria em colapso. Tentarei me expressar de uma forma bem simples, sobre a importância da presença das pessoas em nossas vidas . Eu poderia sobreviver sim com a ausência da minha mãe, "que Deus não me permita essa aflição". Eu teria que refazer minha vida sem ela, a dor seria dilacerante, eu teria que arranjar forças pra continuar. Porém, nesse caso, Deus é tão perfeito que colocaria pessoas pra compensar tal perda. Na bíblia diz que Ele faz com que o solitário habite em família. E assim a gente vai levando a vida. Aparece uma pessoa especial aqui, outro amigo acolá, e essa ausência de um ente querido suaviza. Ninguém foi criado pra ser ímpar, Deus planejou tudo nos mínimos detalhes. É evidente a criatividade na sua criação, como Ele é inteligente. Se você resolver que não precisa de um parceiro pra sobreviver, que você pode ser feliz sozinho, tenho que concordar que isso é possível, exige uma disciplina e tanto, mas é possível. Ha tempo pra tudo, tempo pra ajuntar, espalhar, estar acompanhado ou só, afinal, quando nascemos , nascemos sozinhos, e quando morremos da mesma forma, porém, se você optou por viver isoladamente, distante das pessoas, e não gosta de socializar, acredito que você tenha um problema sério, ou terá um. Você consequentemente será uma pessoa sem vigor. Aquela euforia gostosa de juntar e bagunçar com os que amamos, não existirá. Em contra partida, quando optamos em ter alguém pra colorir nossos dias, temos sim obstáculos, teremos confusões sim, e a escolha de fazer funcionar é par. A verdade, é que se você tiver paciência e comprometimento, você construirá lindas relações , e mesmo que um dia acabe, você terá orgulho em saber que construiu algo, que deixou um legado nessa terra, que terá historia pra contar. Vale a pena batalhar por relações longas e verdadeiras, as que tenham dificuldades, ou que tenham diferenças, pois este é o verdadeiro sentido de se relacionar. O que é inadmissível, é a ausência demasiada, a falta de reciprocidade, a falta de contato físico, diálogos presenciais, e tempo de qualidade. Chegamos em um ponto, onde acredito eu que a ciência se multiplicou, como diz na Bíblia. Era em que a tecnologia, bendita seja ela que aproxima as pessoas, mas que também , é maldita pois pode complicar nossas vidas, trazendo relações razas, as quais conseguimos diálogos cada vez mais superficiais. Não devemos deixar a escassez do tempo distanciar as pessoas, é preciso inverter a situação, tirando as mensagens e colocando um abraço, um olhar, um choro, no momento em que mais precisamos. Como eu havia dito no início, podemos sobreviver sim, a relações à distância, "ou superficiais", porem existem , exceções, e eu sagitariana que sou, gosto muito de um tempo só meu, mas gosto demasiadamente de contato, de abraços e conversas revigorantes.
De volta ao assunto, "fugindo do padrão". É um desastre ficar pensando, em como deveríamos ser, esteticamente falando. É preciso aceitar a pluralidade da beleza. Seríamos mais felizes assim. Além de existir outro fator, não menos importante, como por exemplo, a educação que recebemos em casa, a qual pode gerar pessoas com baixa ou alto estima, mas que é um assunto pra outra ocasião, devemos ressaltar, que existe um sistema que tudo controla, e que devemos ir na contramão pra que não caiamos na escravidão. Somos parte de uma geração que está fazendo historia. Que a façamos com glamour. Afinal, cintura fina, quadril largo, pernas grossa, ou fina, popozão, ou popozinho, tudo isso é a beleza e sua diversidade. "O padrão do corpo perfeito" sempre sofrerá transformações. Mas, que o desejo de cuidar da saúde física e mental permaneça em conservação. Seja uma caminhada, artes marciais, uma dança, ou até mesmo uma meditação, se mantenha em ação. Sacode a poeira, se cuide, porque você é linda menina!