10 de dez. de 2009

INVERSO FAVORÁVEL


Mulher que desencadeia questionamentos.
Madura adocicada com romantismo.
Exala certeza, convicção, discrição.
Ser dotado de grandezas inimagináveis.
Desconhecido pela razão ou mesmo emoção.
Objetivismo presente sem ausência de duvidas.
Felicidade clandestina que advêm de causa alguma.
Que contagia a esfera e enaltece olhares.
Dona de uma chama oculta.
Lustrada nos olhos cor de mel.
Amizade ao acaso sem descompasso.
Mulher de comportamentos dúbios.
Inferno celestial.
Frieza aquecida.
Ingenuidade estarrecida oferecida.
Sensualidade tímida.
Nota musical cifrada indefinida.

escrito por: Gisa Moreira

26 de nov. de 2009

MARESIA CLANDESTINA


Somos navios.
Somos navios num imenso mar azul.
Navegamos empurrados ou puxados
Pelas imensas ondas espumantes.
No sentimos ancorados quando algo nos atrai.
Um dos motivos é o Amor, a Paixão, a Atração...
Sentimos fixados como âncora
Nesse sentimento verdadeiro e fugaz.
E de repente zarpamos
Quando percebemos que é a hora.
Como navios levamos sempre as marcas
Que um dia nos foram fixadas pelo tempo.

escrito por: Gisa Moreira

4 de nov. de 2009

BOAS SAUDADES


Saudades de você.
Saudade das palavras doces.
Das mensagens noturnas
Enternecidas de carinho.
Saudade dos cabelos emaranhados no rosto.
E os seus olhos arredondados
Carregados de sinceridade
Misturados com os fios desiguais.
Saudades dos sorrisos decorrentes.
Dos beijos molhados.
Saudades da manhã de domingo.
Com conversas serias preliminar ao café.
Saudades do calor do seu corpo
Ao encostar no meu propositalmente.
Saudade dos sussurros debaixo do cobertor
Tentando disfarçar nossa felicidade.
Saudades do perfume e da maciez do seu cabelo
Ao encontro da minha face.
Saudades das suas reprovas gesticuladas
E não verbais.
Saudades...
Saudades...

escrito por: Gisa Moreira

23 de set. de 2009

CORREÇÃO


Sabe quando você está escrevendo em seu caderno e escrevemos uma palavra qualquer e percebemos que está errada? Seja por ortografia ou porque a letra esta feia, enfim...um erro! Pegamos o corretivo e passamos por cima dela e temos a chance de corrigi-la e escrever de novo. Sabemos que o que foi escrito errado está ali, mas mesmo assim, não somos obrigados sempre a ler da maneira como foi escrita e sim devemos usar aquele novo espaço e escrevê-la da maneira que deve ser para que todo o texto fique correto. A Vida é assim, erramos, mas temos a chance de consertar o erro. Sabemos que o erro existe, mas não somos obrigados a conviver com ele e sim podemos escrever um novo ínicio sobre a antiga passagem...

escrito por: Tiago Castelo

28 de ago. de 2009

ALVITRE


Confie em mim.
Tudo dará certo.
E o que não der,
Soldaremos com o nosso pensamento positivo.
E se não der,
Teremos a extensa carga de que nada é em vão.
E que as experiências são conhecimentos divididos.
Quanto ao coração, sempre esteve aberto
Para ser preenchido por alguém desejável.
E o Amor independentemente da natureza,
É os que nos permite criar um mundo em comum.
Deixe-me te conhecer melhor e
Quem sabe desvendar algo absolutamente extraordinário.
E então sua essência será aflorada.
Como uma nova fragrância lançada ao ar.
Meus braços estarão estendidos.
E a minha alma pura
Para quando você se esbarrar no medo.
E peço desculpas por não estar presente
No momento que caíste do Além.

escrito por: Gisa Moreira

23 de ago. de 2009

O QUE DIZ MEU CORAÇÃO


Estou saturada disso.
Estou saturada desse círculo vicioso.
Preferia ser uma insensível.
Gostaria que meu coração fosse de um forte aço polido.
Que eu fosse sentimentalmente inatingível.
Às vezes penso que ao meu lado restará apenas eu.
Por diversas vezes, me sinto como seu eu fosse
Uma máquina intelectualizada e apenas isso.
Me pergunto porque repetimos atitudes que sabemos o fim.
Por que sempre damos licenças para pessoas errôneas?
Por que os planejamentos amorosos nunca funcionam?
Por que insistimos em traços borrados?
Toda essa culpa se deve aos olhos dele...
Do cúmplice coração.
Descobri que o meu erro é a tolerância.
O excesso me faz distrair.
E quando retorno
Me dou conta que já sucumbi.

escrito por: Gisa Moreira

19 de ago. de 2009

ORVALHO


Vemos o orvalho cair sempre que nos sentimos vazios. Será que amanhã veremos o orvalho cair mais uma vez mais? A busca do Sol para desfazer o orvalho na manhã fria e brilhante do Inverno nos trazendo a geada branca. Mas...Voltamos ao nosso começo. E o orvalho começa a cair mais uma noite e em mais uma noite, ficamos só nos dois, na varanda. Voltamos a ver o orvalho cair.

escrito por: Clara dos Anjos

CREPÚSCULO


Ah! Pra quê...
E lá se vai mais uma noite, se escorrendo pelos dedos das mãos.
E mais um dia buscamos o suspiro da vida nas veias do esquecimento.
Por enquanto, ainda estamos bem.
Mas até quando esqueceremos?

escrito por: Clara dos Anjos

7 de ago. de 2009

FLOR


Como uma flor que deixa suas pétalas cairem ao chão quando morre.
Assim vou eu aos poucos para, o que poderia ser o meu tão belo fim.
Mas como uma flor que morre aos poucos.
A única esperança que resta é ter vivido como flor para um Amor e não uma flor para uma dor.
Pois de mim apenas sobrará a lembrança dos dias que fui flor, que era botão, folha.

escrito por: Clara dos Anjos

9 de jul. de 2009

DE REPENTE


E então é isso, o fim se torna a melhor saída e o precipício toma forma entre seus dedos. Sem olhar ela se jogou. E este pode ser o começo mais sutil da sua vida, um dia em que ela não teve medo de pular, e descobriu que a vida é muito mais do que ela jamais pensou que seria. Tudo lhe parece uma maravilha, as pessoas que passam parecem ser perfeitas e sua vida não tem um erro, um caminho errado que possa se perder. Assim tudo lhe vêm como um de repente. Até o momento em que ela olha no espelho e percebe que tudo não passou de sonho em que sonhava sentada no canto do banheiro. Suas lágrimas escorriam de seus olhos borrados ansiosos para voltar ao seu sonho encantado.

escrito por: Clara dos Anjos

DOMINGO DAS AVESSAS


Num certo domingo recebi uma ligação. Era Dália me chamando para um churrasco. Logo após recebi outra ligação de Laís para sair. Então juntei o útil ao agradável e então fui ao churrasco. Um pequeno detalhe que marquei de encontrar com Laís e só para variar atrasou 45 minutos. Aproveitei para me encontrar com outra pessoa que por sinal tinha conhecido um dia antes.
Subimos para o local da reunião. Chegando ao local, nos deparamos com pessoas desconhecidas, mas até então o conhecimento ainda continua sendo algo ótimo. Tratava-se de casais jovens e algum deles até conhecidos esporadicamente. Com o acordar do álcool, as pessoas estavam tornando-se amigas e soltas. Eu não estava bebendo muito, pelo fato se estar acompanhando uma medicação, mas pude pressentir que aquela reunião seria agitada. Pessoas comprometidas felizes olhando ferozes de desejo para outro alguém. Beijos proibidos rolando entre uma coluna e outra. Danças envolventes a cada musica que inspiram a libido. Discussões geradas por flagrantes que terminavam em beijos quentes e ardentes. Observando aquelas situações confesso que fiquei surpresa, mas irão englobar minha esfera de experiências participativas.
Para quem acha que o domingo seja monótono, se houvesse as características desse, ninguém poderia se queixar.

escrito por: Gisa Moreira

VERTIGEM LIBERTARIA


Quero um cavalo veloz
Que possa cavalgar pelas trilhas do mundo.
Quero uma pipa gigante
Que possa me amarrar na linha sem cerol
E fingir que posso voar.
Quero uma escada invisível
Por onde eu possa subir até a lua
E contemplar o iluminar divino.
Quero um tapete voador
Que me permita conhecer lugares desconhecidos.
Quero uma jangada que me faça
Sentir a doçura de um rio calmo.
Quero poder me instalar em algum telhado
Para que eu possa observar o romance na madrugada
Dos gatos boêmios.
E que no amanhecer eu sinta o cantar dos pássaros.
Quero uma liberdade infinita.

escrito por: Gisa Moreira

5 de jul. de 2009

SINGELEZA


Quem é você?
O que você faz?
Qual a sua sexualidade?
O que você quer?
Qual a sua crença?
Perguntas quantitativas
Ridiculadamente desnecessárias
Seja você...
Não interessa a ninguém a minha essência
E contrariar o inconsciente
É como não corresponder aos seus desejos mais íntimos
Quero ser eu mesma independente da ocasião.
Quero ser como um anjo.
Neutro.
Reservadamente assexuado.

escrito por: Gisa Moreira

QUARTA RELAX


Passeio noturno engraçado. Sentido de descompromisso com o mundo. Sem me preocupar com nada e ir onde tivesse vontade. Brisa batendo no rosto e os olhos se encontrando com as luzes dos carros que passavam. Reparar nos olhares das pessoas que cruzavam meu caminho...Olhares reprimidos, de felicidade, de tristeza, de decepções, de contemplações, de preocupações. Pude participar de papos alegres, descontraídos. De piadas sem nexo, de historias apaixonadas. De desilusões amorosas que depois de um tempo se tornam engraçadas Fiz ingestão de calorias sem culpa alguma. Sem pensar no amanhã! E estava acompanhada de pessoas que nem acreditariam que iam, exceto um. E assim tratava-se de uma quarta feira tranqüila e sem plano algum. O passeio acabou, mas a noite permanecia da mesma maneira: Linda!

escrito por: Gisa Moreira

19 de jun. de 2009

IMAGEM DO PASSADO


Um espelho. Um reflexo. Minha antiga imagem.
Naqueles tempos, em que era feliz e não sabia, meu reflexo era deslumbrante, curioso.
A jovialidade de meu rosto poderia ser notada em uma primeira impressão, sem que eu precisasse dizer algo.
Era uma coisa realmente instigante, cada espelho que tive ao longo desse tempo.
E foram muitos!
Alguns, estavam sempre comigo, e além de parecerem comigo, ainda refletiam minha alegria.
Aqueles olhos cheios de vida e esperança. Sempre brilhantes. Sempre atentos.
A minha pele, bem, era lisa, macia e sem qualquer tipo de alteração. Parecia uma boneca de porcelana.
Ainda mais pela pele branca, o nariz delicado e fino.
Mas algo chamava uma atenção maior...
Fonte de muitos olhares e elogios, era minha boca a que desejavam.
Rosada, bem desenhada, pequena e úmida.
E vários espelhos pareciam que me retribuíam a mesma imagem que eu passava. De vida, de beleza plena e eterna.
Agora, essa imagem está perdida e o único espelho que conheço é o tempo, que trata de me mostrar uma nova imagem a cada dia.
E eu, no auge de minha vida, meus 79 anos, posso dizer que perdi o verdadeiro reflexo em algum espelho, quebrado por aí...

escrito por: Yavimaya

2 de jun. de 2009

RODA DOS DESENCONTROS


Ei você!
Já se apaixonou pela pessoa errada ou certa até então?
Já fez uma interpretação errônea de uma situação?
Confundiu amizade com romance?
Caiu de amores por uma pessoa comprometida?
Olhou alguém e pensou ser o amor da sua vida?
Entregou-se por uma camuflagem barata de Dom Juan?
Pensou que estava cega de amor
E descobriu que estava alem de cega, sem tato e surda, estava com os dois pés na lama?
Não se preocupe... isso acontece com 90% da população
E que os restantes 10% ficam esperando a sua vez na fila dos inexperientes
E confesse que você ou é um ator ou um dos telespectadores
Pois é!
Descobri que só me interesso por pessoas confusas, complicadas, complexas
Comprometidas ou que estão loucamente apaixonadas por outra pessoa
Descobri que enquanto os outros querem companhia
Eu quero ficar sozinha
E que quando tem que fazer silencio
Eu quero cantar, recitar versos esquecidos
Que quando todos dormem em pós balada, eu leio
E que quando descansam, eu agito mesmo que em pensamento
Que quando querem beijar, quero abraçar
Que quando fazem, eu penso
Que quando choram, eu componho
Que quando estressam, eu cozinho para aliviar
Que quando querem beber para esquecer
Eu subo numa montanha e grito bem alto
Isso é um ciclo
Se chama roda de desencontros.

escrito por: Gisa Moreira

16 de mai. de 2009

ANÚNCIOS


Crescemos imaginando situações, possibilidades.
Vivemos acreditando que pode ser possíveis.
Apostamos no sentimento Amor
Muitas vezes duvidando da sua existência.
Todos nós somos vendedores e muitas vezes acabamos sendo amadores.
E acredite ou não, há concorrências cruéis.
Até sentimentos são desmerecidamente concorridos.
E tem altos e baixos como a Economia.
Nunca pensaríamos que seriam tão negociáveis.
E que tais seriam recusáveis ou mesmo desvalorizados.
Me sinto num mundo de vários menus.
De várias categorias, cores, sabores.
E que são refinados por interesses.
Pessoas estendem cartazes com sorrisos maliciosos.
Outros pixam muros com letras garrafais.
Outros andam entregando panfletos com olhares intencionais.
Outros gritam oferecendo seus sentimentos o mais alto que podem.
E no final da tarde, do dia, do mês ou do ano
Encontramos pessoas com lágrimas no canto dos olhos demonstrando
Que o anúncio não foi o suficiente.
Outros com sorrisos de cá e de lá da boca expressando sua felicidade.
Outros confusos por acharem que teriam que mudar algo.
Como a formatação da letra, o tamanho, o desenho ou a articulação.
Outros com meio sorriso por ter conseguido se
Estabelecer numa misera esperança que lhe foi dado.
Anúncios que trazem propostas absolutas.
Outros que trazem conteúdo diverso da intenção real de quem o expõe.
Outros que carregam o seu anúncio como um currículo que para todos mostram o mesma abordagem.
Outros que querem dar o melhor de si, mas que são incapazes de passar.
Mas de uma coisa temos certeza...
Essa profissão será eterna, e a solução é a qualificação!

escrito por: Gisa Moreira

13 de abr. de 2009

O TERREMOTO


22 de abril. A terra tremeu!
Menos para mim. Não sei por que cargas d’água aconteceu um terremoto em São Paulo, menos na minha casa. A cidade de São Bernardo balançou que foi uma beleza. A minha casa não. Ou melhor, eu não senti nada. Ou eu estava dormente ou de fato o meu apartamento não balançou. Achei difícil a princípio porque todo mundo reclamou que computadores balançaram, quadros caíram das paredes, canos estouraram...pela descrição do evento que todos fizeram, comecei a achar que era o Apocalipse. E na minha casa, nem um mísero "sacolejinho" para eu saber que gosto tem terremoto.
Dentro de dez minutos a televisão, (e coisa que é rápida em descobrir as coisas é a TV) já noticiava que foi de 5.2 graus na escala Richter. O que eu achei engraçado é que no momento que todo mundo corria desesperado com medo de morrer, eu me mordia de raiva porque não tinha sentido. Eu nunca vi dizer que balança todos os apartamentos do prédio menos um! Eu só posso estar cagado da coruja preta!
Se tem tsunami, eu não vejo, tem eclipse na lua, está nublado, tem no sol, eu só vejo que já foi, tem atentados terroristas eu fico sabendo depois que ninguém nem quer mais. Ou seja, de fato, sou uma pessoa desinformada. Eu queria poder contar para os meus parentes no nordeste que eu presenciei um terremoto, mas nem isso! Se facilita: eles sentem lá e eu aqui, nem sinal de tremor.
Fiquei revoltado, liguei para todo mundo que eu conheço e todos, sem exceção de ninguém, sentiu a terra balançar, menos eu. Eu aqui não balancei nem o dedo mindinho. Mas deixe estar, um dia quando a terra quiser balançar e eu estiver por perto, não vou querer mais, pois no momento que eu queria ela não balançou para eu sentir.
Agora quem não quer mais sou eu, que fico implorando por um balançozinho para animar a minha vida pacata e São Bernardense de um condomínio sem graça e sem agito que nem com terremoto balança.

escrito por: Sátiro Souza

ESMERALDA


Anjo de olhos verdes.
Talvez eu me engane.
Tentação de olhos esmerais seria.
Projeto que esconde sentimentos secretos.
Desejos disfarçados pela falsa pureza.
Ou pela delicadeza reforçada pela imagem.
Mulher que desperta lascívia.
Redemoinho que deixa vontades.
Cabelo que refletido à luz do sol.
Ilumina a linda face.
E se estende a alma.
A voz rouca hipnotiza o pensamento.
E o silencio toma conta
Com a ausência de palavras.
E o modo de andar é peculiar.
E os passos são tão leves que nem percebemos.
O impacto sob o solo.
Mulher de abraços quentes.
Que esconde uma temperatura ideal.
Anjo de olhos verdes...

escrito por: Gisa Moreira

DE BOA NA LAGOA


Tô bem
Sem ninguém
Como sempre
Tô bem
Tô de boa
Tô de boa na lagoa
De repente inesperadamente
Tô bem
Concentrada
Estado ausente
Tô bem
Na minha companhia
Como um ladrão
Procuro cúmplices, parceiros, confessos
Que entre um delito e outro
Me faça rir, chorar, surpreender, arriscar
Tô bem
Tô na minha
Melhor assim
Sempre na linha.

escrito por: Gisa Moreira

INFINITAS RARIDADES


Mulheres.
Mulheres poderosas.
Mulheres exigentes.
Mulheres transtornadas conscientes.
Mulheres que faz com que pensemos coisas.
Que façamos coisas.
Que nos deixa doidas.
Que nos conquista e acha que esta tudo bem.
Mulheres.
Que para driblar situações
Acham que expressões meigas e piscadelas de olhos resolverão.
Mas que dão certo no final.
E quase sempre a recaída se constitui e cedemos.
Mulheres que pensam que enganam.
Quando nos trata com a voz macia e falas pausadas.
Mas que no fundo sabemos que virá um pedido após.
Mulheres que desejam ser amadas.
Mas que com esse desejo vem milhares de recomendações.
Mulheres reservadas com instintos reprimidos.
Que o limite pode ser um toque um olhar.
Mulheres apaixonadas pelo mundo.
Que pagariam qualquer preço para se manter nele.
Outras apaixonadas pela vida.
E que o escudo contra tristeza estará sempre em alerta.
Mulheres que acham que depois dos quarenta
A vida já se acabou, que tudo cai e que o brilho se dissipou.
E outras que se descobrem depois dos cinqüenta cheias de calor.
Mulheres intelectuais que o conhecimento faz
Com que a luz acenda e transcenda o físico.
Mulheres amargas que trazem uma carga de decepção.
Q que pensam que nascer foi um engano dos céus.
Mas que despertam para o viver por um olhar alheio.
Mulheres que faz com que voltemos a ser adolescentes.
A nos sentir como meras crianças grandes.
Caracterizada por vontades, gestos e percepções.
Mulheres de gostos peculiares.
Perfumes diversos.
E de personalidades marcantes.
Mulheres infinitas...
Mulheres...

escrito por: Gisa Moreira

29 de mar. de 2009

DESEJOS


Boca, beijos, linguas, envolvimento.
Molhado, quente, gelado, enlace, mistura.
Gosto, gostoso.
Passo a passo direcionado.
Em busca de uma execução perfeita.
Pescoço, arrepio, sensações são despertas.
Quente, calor.
Envolvimento.
Enlace, encaixe.
Corpos mais corpos igual a dois corpos.
Suores...envolvimento...uma verdadeira dança.
Descobrimento um do outro, toque soma de ousadia.
Aqui ali e aonde mais se permitir.
Sussurros, desejos e uma tremenda inquietude.
Alteração no rosto, no coração e batimentos acelerados.
Até que uma sensação inexplicável toma conta de seu corpo, toma posse de você.
Tremor o ápice...Que explosão.
Disso eu sei não abro mais mão.
Nesse envolvimento não há discussão e para essa sensação nunca diga não.

escrito por: Luciane Capellari


23 de mar. de 2009

INCÓGNITA


Me responda o porquê...
Procuro respostas, apenas isso...
Será que pode me ajudar?
Quero saber o que eu estou fazendo de errado...
Quero saber o que fazer?
Quero caminhos que eu possa seguir corretamente.
Quero uma cartilha social.
Não quero elogios.
Quero soluções imediatas remediadas ao futuro.
As intenções se desviam á um rumo contrário.
O entendimento em relação a cada individuo se torna mais difícil.
E as saídas se tornam mais impróprias a cada dia.
A busca por respostas se torna mais freqüentes.
E o alcance delas se torna mais escasso.
E a frustração se concentra em preconceitos cognitivos relevantes.
Que faz com que a sociedade se imponha sempre contras nós mesmos.

escrito por: Gisa Moreira

21 de mar. de 2009

O QUE VOCÊ FARIA?


O que você faria se se apaixonasse?
O que você faria se se apaixonasse pela ex da sua amiga?
O que você faria se não conseguisse parar de pensar?
O que você faria se algumas músicas as fizesse lembrar da pessoa?
O que você faria se tivesse que conquistar alguém comprometido?
O que você faria se não pudesse ligar para falar o que realmente estaria sentindo?
O que você faria se quisesse obedecer o que você está sentindo?
O que você faria se quisesse falar o tanto que ela é linda e não pudesse?
Se quisesse encontra-la numa tarde e tomar café e não pudesse chamá-la?
Se quisesse olha-la sem temor ou intenção alguma, apenas por olhar?
Se quisesse sentar num lugar com a brisa no rosto ao lado dela sem dizer uma só palavra?
Se tivesse que resolver se tentaria ou não?
Conquistar ou não? Eis a questão...
O que você faria?


escrito por: Gisa Moreira

21 de fev. de 2009

VIVER


Falar da Vida é complicado.
Ela é repleta de varias versões.
Varias fases.
Varias aversões.
Algumas delas conflituosas.
Há pessoas que falam que é muito simples a Vida.
E que os complicadores somos nós.
Mas pensa comigo:
Se todos achassem que a Vida é simples, certos atos não teriam nexo ou emoção.
E nós não viveríamos com a intensidade de que se deve ser vivida.
Claro que o exagero sempre existirá.
E as pessoas que se afogam nele.
Acho que a culpa dessa complexidade são os diversos sentimentos.
Que nos atropela às vezes e que muita dessas quem sai mais prejudicado é o Coração.
Porque é dele o órgão-mor desses denominados sentimentos.
Mas não podemos esquecer que há outro mor de outro departamento denominado Cérebro.
Esse sujeito é responsável pela razão.
Que de forma alguma devemos apagar.
Vem daí o sentimento vital interno: O Amor-próprio.
Ter Amor-próprio significa ser apto a sentir outros tipos de sentimentos por um próximo.
É a senha para o Amar.
É se Amar.
É se sentir Livre!
Sentir que pode.
Pois, o Amar é uma das fases da Vida.
Como o profissional, como a saúde e etc.
E Amar é: Amar incondicionalmente condicionado ao amor-próprio.

escrito por: Gisa Moreira

SURREAL


Declarar o que senti? Impossível!
Reservo para os sentimentos se encarregarem disso.
Foi como um trem que tivesse estacionado.
Mesmo assim existe as lembranças.
Pensamentos e conhecimento.
E que continuam sendo conteúdos intransferíveis...
Viver ainda é o melhor método...
Participar do momento de glória de alguém é algo especial.
E quando se compara a pessoa ao evento, e assim especial, torna-se totalmente demais.
O meu foco na platéia não se desviou um instante.
E nem teria como, mesmo porque o seu brilho não deixa.
O seu desinteresse por mulher é compreensível.
Mas o meu interesse voltado a uma mulher só é no mínimo complexo.
Já que sou “anormal”.
Se pensar bem, esse interesse tem todo mérito.
Já que encontrei apenas em você certos detalhes e que fizeram toda a diferença para uma nova versão de visualização.
Nisso tudo prefiro que me vejam como rascunho e não como obra.
Me sinto uma exceção ao seu lado e confesso que não acho ruim.
Só consegui me adaptar agora.
Arrepender poderia ter sido um erro.
Então se a nossa sintonia é tão grande.
Quero que a banda larga continue...
Explicar essa fusão é complicado, quando se nem quem está dentro entende.
Mas já que sintonia é conexão, paixão também é...


escrito por: Gisa Moreira

STATUS ALPHA


Deixa...
Deixa estar.
Deixa acontecer.
Deixa ir, deixa vir.
Deixa ficar por aí.
Deixa o telefone tocar.
Deixa alguém chamar.
Deixa o outro pensar.
Me deixa pensar.
Deixa eu me perder.
Deixa ganhar.
Me deixa encontrar.
Deixa eu me encontrar.
Deixa a tempestade passar.
Deixa o sol aquecer.
Deixa a chuva cair.
Deixa a primavera florescer.
Quero sair sem destino.
Quero passar longe de confusão.
Quero sentir o viver com uma pitada de emoção.
E quem sabe com mais uma de paixão...
Quero encontrar alguém sem restrição.
Quero me apaixonar inconscientemente.
Quero rir até chorar sem motivo.
Quero poder ouvir bobagens e não querer retrucar.
Quero apostar sem pensar.
Quero parar e me deparar pensando em você sem pensar.
Quero...
Deixa estar...
Deixa...

escrito por: Gisa Moreira

INFÂNCIA


Saudade da infância.
Saudade do cheiro do bolo de chocolate.
Saudade da brisa vespertina no rosto.
Do perfume do rio que o vento trazia.
Das brincadeiras consideradas masculinas.
Da visão de paisagem vista de uma árvore.
Do calor do final do dia de tanto correr.
Das quedas e hematomas por todo o corpo.
Das preocupações existentes pela idade.
Se a mãe dará anuência para tal lugar.
Se o desenho preferido passará no próximo dia.
O que ganharei de Aniversário, Natal ou Dia das Crianças.
Saudade de tomar leite quente com achocolatado com direito a bigode.
Saudade de correr e não se importar com ninguém.
Saudade dos olhares dos pais pensando o que tornaremos.
Saudade de quando jornal servia como recorte de tarefas escolares.
E não para notícias desagradáveis.
Saudade do cheiro do campo num misto de flores.
Saudade de quando poderíamos escolher nossa profissão.
E que em instantes nos transformávamos.
E que os super heróis eram aqueles que víamos na tv ou
Aqueles que desenhávamos e dávamos cores.
Saudade dos coques dado pelos irmãos por ser caçula.
Ou mesmo das brigas por troca de canais desnecessários.
Saudade dos desejos de criança como casar, ter filhos.
De longe parecem tão bons.
Ou mesmo de pensar em alguém que você nem sabe quem seja.
Mas que tem certeza que virá, talvez um príncipe.
Daí você descobre que nos tempos modernos poderá sim ser uma princesa.
E que será mais fácil encontrar um sapo do que realezas.
Saudade, lembranças, relíquias.

escrito por: Gisa Moreira

GURIA


Guria confusão.
Guria charme.
Guria indecisão.
Guria fogosa.
Guria perdição.
Moça do interior ousada.
Simplicidade customizada.
Irresistivelmente privada.
Conteúdo completamente explorado.
Perfume inerentemente cultivado.
Olhar mais que penetrante, revelador.
Instigante, inspirador.
Lábios suaves aveludados.
Pudores inexplicavelmente conservados.
Alma preenchida com adornos iluminados.
Nome composto como a personalidade.
Menina mulher dividida.
Divida por signos.
Dividida entre corpo e alma.
Guria.


escrito por: Gisa Moreira

9 de jan. de 2009

PASSEIO


Caminhando pela insana rua do bairro, avistou uma coruja. Era bela e familiar. Não enigmática como costumam ser as corujas. Ela piou e ele repetiu o som. Tudo era muito familiar. Claro, estava em casa. A noite era seu lar e a coruja o compreendia. Sabia que ela podia entendê-lo. Ela ameaçou vôo e ele teve medo de perdê-la de vista. Piou outra vez e ele mais uma vez tentou imitar o som. Seguramente ela o entendia, pois piou de volta. E então voou. Ele a acompanhou com o olhar e avistou a lua. Nela via um rosto. Depois via um coelho. E sentia como se visse uma flor. Como se pudesse pegar uma flor. E a flor era a lembrança de outros tempos. Dos tempos em que ele pertencia à aurora e tudo possuia magia. Na verdade, ainda tudo ainda lhe parecia mágico, mas não se dava conta. A sombra noturna lhe confundia.

escrito por: Felipe Alcubillas

18 de dez. de 2008

DOIS CORAÇÕES


Ela vivia à mercê de dois irmãos interesseiros que passavam o dia todo trabalhando e quando chegavam no apartamento queriam que ela arrumasse comida, comprasse o jornal e consertasse o bolso de uma calça. Ele, em compensação, era um homem independente desde seus treze anos, tinha tudo com seu nome nas entrelinhas e estava sempre em torno de mil mulheres, que o queriam e o amavam, porém um vazio existia no seu peito e seu coração a qualquer momento explodiria diante dessa vida de momentos e novidades de plástico. Quarta-feira ele a viu na rua e sentiu um vento bom. Ela era diferente e irradiava uma força que sua gola rôle à altura do pescoço não disfarçava. Precisava dela e sua audácia o levou a convidá-la para um café. Ela lhe mediu dos pés à cabeça, agradeceu e entrou no elevador. Na quinta-feira, ele perguntou ao porteiro sobre ela e porteiro sagaz lhe deu o mapa, especialmente o número do apartamento dela.
Na mesma noite, ele tocou a campainha dela e ela de avental ficou ao pé da porta olhando aquele homem tão bonito e tão oferecido. Ele refez o convite e ela, misteriosamente, aceitou o convite, apenas um café e dois monentos de conversa. Foram até a galeria que ficava embaixo do prédio, numa cafeteria decorada com móveis dos anos 60. Um café, dois cafés, ele um terceiro café e ela uma porção de cookies de caramelo. Quando pediram a conta eram grandes amigos e promessas de se verem de novo. Ao chegar no apartamento, seu irmão que trabalhava no aeroporto, perguntou quem era o cara que estava com ela. Ela, timidamente, lhe respondeu como sendo um novo amigo. Seu irmão que avaliava sua resposta, apenas lhe afirmou que não queria vê-la se envolvendo com qualquer um, pois devorariam sua ingenuidade e de sobremesa sua integridade.
Na primavera, ele e ela eram os melhores amigos do mundo, mesmo que olhos alheios, especialmente dos irmãos dela que não aceitavam. Ele sabia que ela odiava filmes de terror. Ela sabia que ele levava moças no cinema com segundas intenções. Segredos eram confidenciados. Auxílios eram concedidos, principalmente quando ele pedia o celular dela para marcar um encontro com uma outra mulher. Defeitos e qualidades eram traçados e respeitados. Até que um dia, aos lençóis de um motel, ele enlaçado aos braços de uma mulher que conheceu na choperia e que agora dormia profundamente, percebeu que sua amiga era a mulher de sua vida e que aquelas companhias não eram mais um reflexo de felicidade e do amor que sabia que precisava.
Na manhã seguinte, ligou para ela e sem rodeios, declarou todo o seu amor e que queria casar com ela. Ela, do outro lado da linha, aceitou de coração aberto. O casamento aconteceu num dia de chuva de dezembro e passaram a lua-de-mel dentro de um cruzeiro. Agora estavam juntos e seus planos e sonhos [inclusive os mais bobinhos] eram tecidos e formavam um longo véu. Mas ela acabou percebendo os vícios dele e o quanto ele era mimado. Ele começou a perceber que ela gastava mais que podia e era extremamente perfeccionista, além de ser um tanto exigente. Se arrependiam de serem tão precipitados em casar, mas a amizade daqueles dois era tão verdadeira que não podiam se ver separados.
Em janeiro, enquanto ela fazia um vestido para a vizinha, sentiu um enjôo forte e seu corpo todo transpirava. Tocou seu ventre e sabia que seu laço com ele seria mais poderoso. Fevereiro, eles estavam no hospital. Ele fumava um cigarro, nervosamente na sala de espera, enquanto ela se desdobrava com as contrações de um bebê bem grande que queria vir ao mundo dela. Um choro fprte rompia o ar e uma corrente resistente enlaçou os dois. Passou a Páscoa e eles viviam com seu bebê numa casa aconchegante. Ela se sentia de todo realizada, pois seu bebê era engraçadinho e fofinho. Ele se sentia orgulhoso e se esforçava no novo emprego. Eles eram uma família perfeita! Dois anos se passaram e ela descobriu que não amava ele, mas se sentia presenteada pelo filho que ele lhe deu e uma vida tranqüila. Ele, enquanto almoçava no restaurante da empresa, percebeu o mesmo, mas tinha uma dívida com ela, pois ela o tinha salvado de uma vida falsa.
Numa madrugada, o bebê chorava por causa de uma crise de bronquite e ela ficou desesperada, pois ele tinha ido buscar um remédio e não voltava. Vestiu um roupão e saiu com o bebê nos braços. E perto da floreira do vizinho, estava ele sentado e totalmente bebâdo. Ela sentiu o maior ódio do mundo e o chamou. Ele percebendo que ela o chamava, disse algo desconexo, entrou na casa deles, subiu as escadas e se lançou sobre a cama. Ela apenas secou uma lágrima e sozinha, foi à Farmácia 24 horas e comprou o medicamento do bebê. Agora ela sabia que não poderia contar com ele nunca, mas teria que ser forte, pois ela tinha um bebê.
O tempo se passou e o peso da idade os acompanhava. Ela tinha se tornando a melhor mãe do mundo e tinha se tornando uma conhecida cozinheira e costureira. Estava sempre atarefada e todos a queriam bem. Ele tinha um bom cargo na empresa e era conhecido como um gerente exemplar, pois seu setor sempre promovia as melhores e maiores vendas da empresa. Seus subordinados gostavam dele, a ponto de convidá-lo para ser padrinho de seus filhos que nasciam. Ele sempre estava otimista e bem-humorado. Entretanto, quando os dois estavam juntos, comendo o jantar, sequer se olhavam. À dois, ela era exigente e cobrava demais dele posturas e contas. Ele bebia sempre, era grosseiro e impaciente com ela. O bebé, agora um garotinho, via tudo aquilo e entendia que seus pais eram diferentes, mas especiais.
No verão, eles foram nas bodas de ouro dos pais dela. Ele se animou e bebia com seus cunhados. Ela fingiu que não o observava, mas estava atenta, diante de uma conversa animada com suas irmãs e amigas. No auge da festa, o garotinho reclamava de sono e ela decidiu ir embora. Procurou por ele. Ele estava escostado numa árvore totalmente desacordado, pois sua animação o levou ao exagero. Por fim, ela pediu ao seu irmão que a levasse embora para a casa deles. Colocou o garotinho para dormir. Foi para a cozinha e se serviu de uma xícara de café. Percebeu, então, que sua vida era uma porção de areia e não era mais a mulher feliz que ansiava tanto ser. Queria embora dali e reconstruir sua vida, com seu filho e sem ele. Ele não significava mais nada e apenas lhe trazia tristezas e raiva. Na manhã seguinte, ele acordou num quarto abafado e percebeu que não estava em casa. Se sentou na cama e ajeitou os cabelos que lhe caiam no rosto. Uma dor de cabeça constante surgira. Sabia que tinha bebido nas bodas de seus sogros. Naquele instante observou-se e viu que estava estragando sua vida, inclusive da sua família.
Levantou-se da cama e saiu sem se despedir de ninguém. Quando chegou na sua casa, se deparou com ela e todas suas malas prontas. Ela estava indo embora e diante dele disse todo o rancor que por ele sentia e falta de significado que ele passava a ter. Ele ajoelhou-se aos pés dela e pediu perdão por tudo que fizera desde então, mas que não viveria sem ela e o filho deles. Ela lhe tocou os ombros, mas não o perdoou. Ele se jogou aos pés dela e chorava dolorosamente. Ela incisiva, se afastou dele de mãos dadas com o garotinho, saiu pelo portão da casa deles e entrou no táxi que a aguardava. Ele ficou no chão, sem reação alguma, apenas lágrimas. Duas semanas depois, a campainha toca e ele abre a porta, crente que ela tinha lhe perdoado e voltaria para ele. Era um oficial de Justiça que o citava para comparecer em uma audiência no Fórum. Ela queria se separar dele. Contratou um amigo como advogado. No dia marcado na intimação, a encontrou na sala de espera, trajada de laranja, rosto frio e uma advogada. Ele a cumprimentou e ela apenas assentiu com a cabeça. O oficial os chamou para entrarem na sala de audiência. Quando o juiz concedeu a ela a palavra, ela o destruiu alegando seu vício, sua falta de atenção e demais erros que ela anotava por anos de convivência. Agora apenas queria uma pensão, a divisão do que possuiam e que ele pudesse visitar o garotinho nas festas de fim de ano e fins de semanas alternados. Ele não sabia o que fazer e apenas concordou com tudo. No seu interior, ela se sentia péssima, pois antes de tudo ele era seu melhor amigo, mas não era o homem que a faria feliz e que ao lado dele viveria insegura. No coração dele, percebeu que durante esse tempo todo ela apenas tinha sido uma luz, que os anos apagavam devagar. Ele se sentia péssimo também, pois ela era sua melhor amiga, mas ela não era mais a mulher que se unira a ele e juntos faziam planos e se apoiavam.
Ao sairem do Fórum, ele apenas lhe deu um forte abraço e foi de encontro de seu garotinho, afagou seus cabelos carinhosamente e beijou-lhe a fronte. Entrou no carro de seu advogado e o carro lentamente sumia na avenida. Ela apenas sentia uma lágrima rolar de seu rosto. Não tinha palavras e ações agora, queria agora era refazer sua felicidade com a liberdade que provocou. O garotinho ao seu lado, sem entender nada, encostou sua cabecinha nos seus ombros de sua mãe, mas não conseguia entender os sentimentos dela. O garotinho só estranhava que não tinha um coração para amar e ter sentimentos. Dez anos mais tarde, o garotinho tinha se transformado num homem. Este homem decidiu abandonar tudo o que tinha, colocar algumas coisas numa mochila e com sua moto percorrer estradas desconhecidas, que um dia o levariam a encontrar o Amor e tantos outros sentimentos que ele sabia que existiam, mas que ele nunca soube sentir pulsar dentro de seu peito.

escrito por: Rafael Couto

22 de out. de 2008

DESABAFO


8 à 80.
90 à 180.
Do sossego à confusão.
Línguas afiadas. Está feita a confusão.
Meu mundo cheio de contradições.
Sozinha todos me deixaram.
Cai. Fui ao chão.
Será que a vida é mesmo assim?
Sim e não sossego, confusão, dor, tristeza e desilusão.
Na turbulência, fico eu ali plantada.
Quero cuidado, colo e mais nada.
Que decepção, então, sigo calada.
Na minha cabeça o mundo gira.
Idéias, quero uma solução.
O cansaço me consome.
Meu corpo reflete a exaustão.
Creio que não creio mais.
Já não sei se isso é bom ou ruim.
Sozinha vou seguindo.
Sozinha eu aprendo.
Sozinha sofro.
Sozinha me desprendo.
Desprendo das pessoas.
Desprendo do passado.
Desprendo da minha vida.
Uma nova identidade, uma nova seqüência.
8 à 80.
90 à 180.
Do caos à abonância.
Da tempestade à chuva mansa.
À um novo recomeço.
escrito por: Lú Capellari

REFLEXÕES


É claro, sou reflexo.
Reflexo de como sou tratada.
Esse tem sido um dilema.
Essa tem sido uma solução.
Um espelho reflete uma imagem.
Uma imagem, uma ilusão.
Palavras medidas tudo na medida certa.
Inspiração, não abro mão.
Chego a uma conclusão.
Reflexo. Refletir. Nem sempre é bom.
Então, o que é bom?
Que confusão...Reflexão...
O bom é sempre bom.
Que contradição...
Sem explicação.
Acaso ou não.
Tudo tem sido bom. Às vezes, não.
Que complicação.
Ser ou não ser, eis a questão.
Refletir. Essa é a intenção.
Nessa indas e vindas.
Eu fico no meio.
Em minhas reflexões.
E chego a conclusão.
Refletir é bom.
Mas o impulso e a explosão são incomparáveis.
Nessa fusão...
Temperamentos e Emoções.
Reações.
Intensões sempre serão...
Refletidas ou não.
escrito por: Lú Capellari

20 de out. de 2008

VIDA


Falar de vida é complicado.
Ela é repleta de varias versões.
Varias fases.
Varias aversões.
Algumas delas conflituosas.
Há pessoas que falam que é muito simples a vida.
E que quem complica somos nós...
Mas pensa comigo
Se todos achassem que a vida é simples.
Certos atos não teriam emoção.
E nós não viveríamos
Com a intensidade de que se deve ser vivida.
Claro que o exagero sempre existirá.
E as pessoas que se afogam nele...
Acho que a culpa dessa complexidade são os diversos sentimentos
Que nos atropela às vezes e que muita dessas
Quem sai mais prejudicado é o coração.
Porque é dele o órgão-mor desses denominados sentimentos...
Mas não podemos esquecer
Que há outro mor de outro departamento denominado cérebro.
Esse sujeito é responsável pela razão...
Que de forma alguma devemos apagar...
Vem daí o sentimento vital interno...
O Amor Próprio...
Ter Amor Próprio significa
Ser apto a sentir outros tipos de sentimentos por um próximo
É a senha para o amar.
É se amar...
É se sentir livre... sentir que pode...
Pois, o amar é uma das fases da vida.
Como o profissional, como a saúde e etc.
E Amar é...
Amar incondicionalmente condicionado ao amor próprio...
escrito por: Gisa Moreira

27 de set. de 2008

DESABAFO INTELECTUAL


Cansei
Cansei de procurar
Cansei de esperar
Cansei da rotina
Cansei de pessoas
Cansei de investir em esteja bloqueado
Cansei de querer se gentil, estou fugindo da realeza
Quero ser um simples camponês
Sem sangue colorido e sem película
Quero pessoas normais
Sem conflitos aparentemente insolucionáveis
Quero alguém aberto de coração e mente
Pois sem um, o outro não age
Os homens tão previsíveis
As mulheres tão conflituosas
Estou diante de uma nova fase
Estou disposta a viver intensamente
Quero um mundo novo
Nessa trajetória inclui personagens, protagonistas,
Figurantes, lugares, gostos, sentimentos
E tudo que há de novidade
Quero fazer tudo que quero
Quero falar tudo que penso
Quero seguir a minha disciplina
Quero participar dos que falam de imoralidade
Quero viver...
Quero sentir...
Quero transcender...
Quero ser...
Quero estar...
Quero presenciar...
Ah! cansei...


escrito por: Gisa Moreira

4 de set. de 2008

PAIXÃO


Estou apaixonada
E agora?
O que fazer?
Declarar?
E se não bem recebida?
A negação nem sempre é bom!
Sentimento confuso esse
Mix de físico e coração....
Se não fosse confuso, não seria sentimento...
Não consigo distinguir...
Se é sede ou fome...
Sede do quê?
Fome de quê?
Fome de beijo...
Sede de tato...
O apetite será sexual?
A digestão será uma relação?
Dizem que tem prazo..
Noventa dias é o numero...
Sentimento ou emoção
Alto grau de intensidade
Sobreposição à lucidez e a razão...
Denominada...
Paixão...

escrito por: Gisa Moreira

22 de ago. de 2008

ROTINA


Agnes abriu os olhos de repente. Não teve um pesadelo e nada. Apenas abriu os olhos. Seu quarto todo bege continuava embalado naquela névoa de sono, mas Agnes estava desperta e sua presença não era bem vinda naquele quarto. Desanimada, ela se levantou e enfiou seus pés nas surradas pantufas e abriu a janela do corredor do seu apartamento. Sua primeira visão do dia era a mesma coisa do dia anterior: Uma rua sem árvores em que apenas as pessoas eram seus únicos enfeites; enfeites sem grandes novidades. Antes que pudesse provar seu café forte e sua torrada sem manteiga, estava com seu terninho cor de chumbo, coque nos cabelos e sapato de salto alto. Era secretária de um escritório de representações e passava o dia conferindo pedidos, datilografando cartas, atendendo ao telefone, marcando reuniões... Enfim tudo igual e tudo monótono. Sabia muito bem que no mesmo horário iria almoçar e no mesmo fim de tarde iria de volta ao seu pequeno apartamento. Será que tudo seria assim? O seu “para sempre” era assim?
No outro dia, chovia bastante e Agnes andava cautelosa pela rua com seu guarda-chuva, pois não poderia molhar sua roupa. Mas por que não podia soltar os cabelos, arrancar os sapatos, mandar seu guarda-chuva longe e abrir seus braços, como se abraçasse a chuva, esperando sua reciprocidade? O que era o ser livre? Estava presa a fortes correntes.
Quando chegou ao escritório, seu chefe a esperava [um homem austero, de poucos cabelos e magrelo] e lançou um olhar de reprovação como se ela estivesse suja. A mediu mais um pouco e jogou sobre sua mesa uma pilha de relatórios de encomendas para serem feitos. Agnes, então, sentiu uma voz que começava bem baixinha e ia ficando mais alta, mais alta, então, a voz interior berrou: Agnes, onde você está? Ela olhou para um lado e para o outro, percebendo que sempre foi livre e em suas mãos estavam todas as oportunidades de um mundo inteiro. Pegou a pilha de relatórios, entrou na sala do chefe e jogou no chão com força. O chefe, incrédulo, tentou dizer algo. Agnes apenas fechou os punhos e pediu demissão. Saiu para a rua em disparada e logo estava no seu bege apartamento. Livrou da sua pesada armadura do cotidiano e trocou pelo seu vestido mais florido. Juntou o que podia numa mala e saiu do apartamento sem fechar a porta. Naquele instante ia atrás de tudo o que sempre quis e nunca mais seria impedida. Apenas o Destino seria o cúmplice de seus anseios, especialmente os mais secretos...


escrito por: Rafael Couto

NOITE INVERTIDA


A noite prometia
Se não fosse às diversas trances
Nada aconteceu como eu previa
Acontecimentos imprevistos
Que fizeram perder a total percepção
Me encontrei perdida em vários momentos
E a medida que tentava amenizar
Me pegava em outra situação fática
Ainda mais confusa
A noite que prometia
Tornou-se esclarecedora
Me vi outra pessoa
Concorrendo comigo mesma
E com todas ao mesmo tempo
Vi outra pessoa
Totalmente diferenciada
Como se um passe de mágica
Tudo modificasse
E percebi que instrumento perigoso pode ser
A liberdade...
Por mais esporádica que seja...


escrito por: Gisa Moreira

O EU PERDIDO


Conheci alguém
A garota é demais
A anomalia é ter seqüelas
Fisicamente perfeita
O conflito é interno
A patologia é amor
A seqüela é sofrimento
O remédio se resume num único ato:
Tentativa...
A química medicinal
Conterá sentimentos, confiança, atitudes e decisões...
À principio eu captava indecisão;
Indecisão de prosseguir, de continuar..
Claro, pois tudo era novo...
Mas agora, eu percebo como um pára-raio
Um pára-raio de insegurança
Insegurança...
Insegurança de decidir...
Sinto que a indecisão se transformou
Em certeza insegura...
Nem todos são aptos para o amor
Nem todos têm o pré-requisito primordial
O pré-requisito amor próprio.
Por um momento acreditei que eu,
Eu pudesse ser o remédio,
Mas me enganei no momento que percebi
Que tudo dependia dela...
E neste instante vi que todas as minhas teorias
Não existiam;
E assim, me propus à outra posição;
A posição de cúmplice;
Optei por esse cargo por várias razões
Uma delas é não ficar sem...
Sem seu perfume...
Sem seu toque...
Sem seu olhar...
Sem seu sorriso...
Sem...
Gostar de alguém deveria ter garantia
Mas por outro lado perderia a sua eficácia,
Não teria emoção
Gostar de alguém deveria ter garantia
Mas quem disse que não tem...
Para isso tem o viver...
Gostar de alguém é muito bom...
Ouvi muito em tempo perdido;
Mas penso no tempo como instrumento de investimentos;
E encontro no tempo uma arma branca
Como uma bússola temporal...
E num flash decifro o segredo escondido num vão deixado...
Um segredo resumido num verbo: refugiar...
Refugiar significa mais do que fugir;
Fugir de si mesma;
Significa amparar-se
Amparar-se no ilusório, no irreal, no nada
Caso decida-se; lembra-se que poderá amparar-se
Amparar nos meus ombros,
Nos meus braços com um abraço;
Nos meus lábios com um beijo;
Nos meus olhos com um olhar...
Amparar-se...


escrito por: Gisa Moreira

TRAIÇÃO


Sentimento complexo
De paixão e eventualidade
Expresso ou tácito
Mistura de sentimentos
Passados e futuros
Que se passam num presente incerto
Momentâneo, temporal ou gradual
Que se torna característico
Por ações ou omissões
Pensamentos ou atos
Advindos das diversas formas
De amor ou desamor
De desconfiança ou frustração
Conseqüências virão
Boas ou ruins
Certamente haverá uma parte sucumbente
Onde em qualquer lugar haverá
Sentimento confuso
De descrença no imaginário
Pessoas falam, remetem
E não sabem como agir
Assunto remoto
Que teve diversos nomes e pronomes
E que até toma proporções duvidosas...


escrito por: Gisa Moreira