27.12.07

Passagem de Ano

LISBOA
Transmission (ex-Disorder)
8 euros no dia; 5 euros compra antecipada

PORTO
Heavens Gothic Bar
Djs:
Sergio P
Darkkensoul
Infekt[ion]


Se souberem de mais eventos por favor divulguem na caixa de comentários. Obrigada.


Bom 2008!

Etiquetas: ,

20.12.07

Control

Sam Riley - Control

Baseado num dos poucos relatos pessoais e íntimos existentes de Ian Curtis, “Touching From a Distance” de Deborah Curtis, “Control” conta-nos a história já conhecida e rebatida vezes sem conta de Ian Curtis, a diferença aqui está no facto de que desta vez ela é-nos contada de dentro para fora, ou seja, o espectador ao ver o filme não vê um filme sobre Ian Curtis vocalista e líder dos Joy Division mas sim um filme sobre um casal em que o marido é Ian Curtis, que por acaso é vocalista dos Joy Division, e é precisamente aqui que este filme se afasta do documentário típico sobre um qualquer grupo musical e se aproxima definitivamente de um drama baseado numa história real.
Filmado a preto e branco com uma mestria que poucos demonstram, e tendo em conta que é a estreia em longas metragens, Corbijn, conhecido pelo seu trabalho junto dos PIL, Joy Division e mais recentemente dos U2 e Depeche Mode, conseguiu surpreender e não fazer um teledisco de 2h, e mais que isso recriar com uma dose elevada de realismo tanto o retrato de uma Manchester cinzenta e depressiva a sair do Punk com todo aquele sentimento de urgência que naqueles tempos se vivia em termos culturais, como, por outro lado a imagem que todos temos de Ian Curtis (aliás imagem que todos devemos a ele mesmo, não esquecer que são dele algumas das fotografias mais conhecidas dos Joy Division).
O realismo obtido no filme (afirmado tanto pelos "ex-Joy Division" como por Deborah Curtis, que consta ter entrado uma vez no set e chamado Sam Riley de Ian) é fruto de um conjunto de esforços, tanto do realizador/produtor (como exemplo, a casa que aparece no filme é a casa onde Ian e Deborah moravam), como, claro, dos actores, principalmente dos membros do grupo que tocaram todas as músicas, sendo que Sam conseguiu captar todos aqueles maneirismos de Ian em palco, tornando as cenas ao vivo soberbas a nível visual, e de Samantha Morton que no papel de Deborah Curtis tem uma actuação inteligente servindo de “âncora” durante todo o filme sem, no entanto, nos desviar a atenção do protagonista.
Impressionante também, é o fim, onde, e muito bem, não nos é permitido “entrar” dentro de casa com Deborah, mantendo-se assim o momento do suicídio como o momento privado que foi.

Não sendo, como já referi, um "documentário rock" é, para mim, o melhor documentário biográfico de um artista que alguma vez vi.

Etiquetas: , , ,

Agenda 20-12-2007

Gothic Christmas, Heavens Bar, 21 de Dezembro




Sábado, 22 de Dezembro




Pop Dell'Arte ao vivo no Maxime (Lisboa)

Dia 25. Um presente para os saudosistas do Rock Rendez Vous.

Etiquetas: , , ,

12.12.07

SIOUXSIE :: MANTARAY

Já desde meados de Setembro deste ano, que o album a solo da Siouxsie aí anda e parece que anda a dividir as opiniões dos mais acérrimos fãs.
De facto, quem espera um album à lá Siouxsie and The Banshees bem pode tirar o cavalinho da chuva. É um facto que a carreira destes últimos foi repleta de variações sonoras, mas um certo eixo à volta do qual desenvolviam as suas ideias era mais ou menos simples de diagnosticar.
Ora, MANTARAY é um album que, mesmo sendo o primeiro, é uma viragem: terminam-se as núpcias Siouxsie-Banshees; desejo de novas paragens, bem distantes das anteriores. Portanto, só se podeira esperar algo bastante diferente, para deleite de uns e desilusão de outros...!
O que se encontra, então, por detrás destes embrulho de borboletas? São 10 faixas cuja a primeira audição deixa antever, desde logo, uma enorme heterogeneidade de motivos sonoros, como se uma certa identidade sonora do projecto estivesse a ser procurada. Assim, entre motivos mais rock-pop ("Into a Swan"), a motivos mais Dark-Cabaret ("Here Comes that Day"), desvarios jazzisticos ("Drone Zone") e o feliz ("They follow you"), tudo bem incorporado com uns aromas gospel, enfim, um conjunto de temáticas um pouco inusitado para a Dama da Noite. Mas o que é um facto é que outra coisa não seria de esperar. Pois é! O que ouvem neste album é Siouxsie, e não Siouxsie and the Banshees. O que ouvem neste album é Siouxsie, e não The Creatures. O que ouvem neste album é algo deliberadamente diferente e deve valer por isso... já viram onde é que a senhora, com toda a sua história musical, foi desembocar??? Naquilo que se condensou um génio musical (ela está a cantar algo como "Heaven! Heaven and Alchemy...!"). Simples não?
Por me rever neste sistema de tendência para a organização e simplificação, tendo a gostar do album e recomendo-o. Os cabelos brancos não perdoam!!! :)

Etiquetas: , ,

6.12.07

Crítica: Concertos: Christian Death 1334, Caixa Económica Operária, 1.12.07

O FOGO DAS CINZAS

Confesso que fui para este concerto sem grandes expectativas e apenas para satisfazer uma certa curiosidade. Sempre apreciei mais a fase de Christian Death com Valor Kand, enquanto os primeiros álbuns, com o fundador Rozz Williams, ao fim de um certo número de anos e audições intermináveis, se tornaram demasiado depressivos (até para mim) a ponto de actualmente já não os ouvir de todo. Isto não quer dizer que não os tenha todos "gravados" na cabeça, do princípio ao fim, como acontece com toda a música que ouvimos muito e gostámos muito.
Mas verdade seja dita, Rozz morreu e não me dei ao trabalho de sequer ir à internet ouvir a banda que se batizou Christian Death 1334, com três dos muitos membros que passaram pela banda: Eva O (vocalista), Rikk Agnew e James McGearty. (Para pormenores sobre a história atribulada da banda Christian Death, que ironicamente insiste em manter-se muito viva contra ventos e marés, favor consultar a Wikipedia que eu não tenho paciência.)
Foi de facto um mergulho no escuro, daqueles a que gosto de me dar ao luxo de vez em quando. Sem rede. Como se fosse uma banda totalmente nova. Como começar do início. Às vezes corre mal, principalmente com reuniões de bandas antigas. Por muito que se tente, não se consegue sair de lá sem uma enorme desilusão.
O que tenho para dizer sobre este concerto, no entanto, é apenas isto: quem não esteve lá devia ter estado e não sabe o que perdeu! A única coisa lamentável foi a falta de público, uma audiência que nem encheu a pequena sala da Caixa. Temo que tenha sido por falta de fé nesta encarnação da banda que muitos preferiram não pagar os 15 euros.
Assim que abriu o concerto, já lá para a meia noite, também fiquei de pé atrás. A vocalista, toda vestida de negro com um véu de tule negro e uma tiara de brilhantes, a lembrar uma noiva já viúva, recordou-me a voz de Gitane Demone e Diamanda Galas: grave, envolvente, possante. Mas que raio era aquela roupa?, pensava eu, quando já ninguém se veste assim nem para concertos? Confesso que me causou um certo choque. Mas à medida que as músicas decorriam, não iguais mas fiéis aos originais, exemplarmente interpretadas, o público começou a dançar, a aplaudir, e a certa altura todo o velho chão tremia de forma não muito tranquilizante... Não foi a nostalgia, foi mesmo a energia do "aqui e agora" e o carisma de quem acredita no que está a fazer que elevou este concerto da previsível apresentação de covers e remakes ao nível de banda que vale por si própria e nos proporcionou uma noite inesquecível.
Por mim, voltem sempre e voltem assim e que haja mais público para a próxima porque bem merecem.
Foi simplesmente o melhor concerto a que assisti em muitos anos: as profundas minhas vénias.

Favor visitar a banda aqui para fotos e vídeos.

Etiquetas: , , ,

Heavens Gothic Bar, 7 de Dezembro



Seven Deadly Sins presents: Play in the Dark

djs Lady Ayesha
Infekt[ion]
Cernunnus

Etiquetas: