Violência contra a mulher circula por todo o espectro político Carolina Azevedo
A ausência de mulheres em espaços como o Congresso Nacional, o Senado, o STF e em cargos do Poder Executivo perpetua um ciclo de violência que percorre todo o espectro político brasileiro
O ódio como método: Misoginia, plataformas e políticas de morte Larissa Pelúcio
A machosfera é um ecossistema digital transnacional em que frustrações individuais são convertidas em ressentimento coletivo e a misoginia se transforma em linguagem política
Três poemas, por Ana Martins Marques – a convite da Cult Ana Martins Marques
um pássaro entrou louco pela janela e saiu / antes da palavra pássaro
IA, misoginia algorítmica e os limites do consentimento Beatriz Accioly Lins
A IA introduz uma combinação inédita de velocidade, facilidade, dimensão e anonimato, transformando a alteração de imagens em prática banal, automatizada e massificada
Enfrentando a misoginia online: O direito em disputa Mariana Valente
A manifestação do discurso misógino na internet já é observada e dissecada pela mídia, pelo ativismo e pela academia. O debate avança, mas a prevalência e a normalização do discurso misógino também, em um processo de mútua alimentação
O ódio tem gênero e cor: Misoginia racializada nas redes sociais digitais Zelinda Barros
A misoginia contra mulheres negras constitui uma forma específica de violência política, que combina racismo, sexismo e tecnologias de controle social voltadas à punição da presença, da voz e da autonomia dessas mulheres no espaço público, seja ele físico, seja digital
O problema da humanidade não é o conceito de raça, mas o racismo, que é filhote da raça. A raça mãe morreu, mas o filho está solto e continua a fazer suas vítimas
Lutar pela autonomia corporal de pessoas trans é garantir que seus corpos sejam considerados legítimos e livres.
Ainda não perdemos o medo diante das desobediências infantis. É isso que queremos legar às crianças, que elas devem ser como nós, adultos incapazes de questionar o exercício da vida?
Erika Hilton, a categoria “cis” e o desconforto com a complexidade Helena Vieira
A chegada de Erika Hilton à presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher recolocou em cena uma controvérsia que, no Brasil, raramente permanece no nível das ideias. Em vez de uma discussão consequente sobre representação, reapareceu o velho impulso de transformar a existência de uma mulher trans numa espécie de problema conceitual ambulante
Nem toda pessoa trans tem um nome morto Isabella Miranda
Isabella me contempla hoje, mas já fui — e sou — Juliana, Milena, Micky e também Matheus. Todos esses nomes dizem um pouquinho de mim e me mostram que há sempre espaço para eu me reinventar. Meu nome civil, portanto, não está nada morto
Cuba 8’46’’ Jorge Fornet
Não se deve esquecer que, se é verdade que Deus criou os ianques para que os cubanos conhecessem os limites da liberdade, também é verdade que decidiu criar estes para que aqueles conhecessem os limites de sua prepotência
O STF como novela Direito & Linguagem | Paulo Scott
Direito & Linguagem | O racismo estrutural não se realiza sem o racismo institucional, escancarado, por exemplo, nos aparatos de segurança, na filosofia institucional de opressão que estigmatiza a pessoa negra e indígena e depois a elege como “monstro” eliminável. Esse deveria ser o começo da conversa.
Aprender o país Joana Monteleone
na escola pública, a democracia brasileira acontece todos os dias
Para que, afinal, serve o shrink? Victor Kutz
Celebridades e escritores já assinaram o “Manifesto pelo livro sem plástico”. Mas o que pensam os editores?





