Já faz mais de um ano (!) que a Analu gravou um vídeo fazendo a brincadeira do Casar, Beijar, Penhasco no seu blog, e como de costume me convidou para fazer o mesmo. E eu enrolei. Enrolei. Enroleeeei, também como é de costume. Até tentei gravar, juro, mas me sentia tão idiota fazendo isso sozinha que travava completamente. Sabe, é mesmo uma brincadeira idiota. Não há muito espaço para defender um jogo cuja proposta é sortear nomes de personagens e escolher qual deles você quer beijar, com qual quer se casar, e qual vai sobrar e ser atirado de um barranco sem dó nem piedade. Justamente por ele ser idiota que é tão bom.
Na vida real ele se provou um entretenimento incrível, e no último encontrão carioca, não sei se por que estávamos entusiasmadas demais com todo o espírito despedida-de-solteira que reinava no ar, mas em algum momento estávamos na Urca e toda a extensão daquela mureta conseguia ouvir nossos urros, ora problematizando o Ed Sheeran, ora admitindo querer casar com o Harrison Ford por motivos específicos que não vem ao caso.
Aproveitando minhas pequenas férias curitibanas, resolvi a pendência do vídeo arrastando (logo quem) Analu para brincar comigo. Como já disse antes, minhas poucas reservas vão embora tão logo eu arranjo alguém para pular do penhasco comigo, e se 2016 não for o ano de empreender na internet, já garanto que definitivamente é o ano de passar vergonha na internet. Atendendo ao clamor das massas, está no ar o meu Casar, Beijar, Penhasco, alguns minutos ridículos que definitivamente vão mudar a vida de vocês.
É uma verdade universalmente desconhecida que quando descobri o One Direction eu achava todos meio feios.
gente o Louis hahahaha
Como era preciso tomar uma decisão, elegi o Harry como meu favorito porque ele era o que tinha o cabelo menos ridículo e o sorriso mais adorável. O bom de ser fã de boyband é que a situação capilar é um critério completamente plausível para se avaliar alguém, e eu me encontrei nesse fandom porque respeito muito gente que leva cabelo a sério.
Escolher o seu membro favorito de uma boyband é uma decisão equivalente ao vestibular. Aquilo vai moldar seu destino pra sempre e você pode até mudar de ideia depois, mas não sem antes encontrar dúvidas e crises existenciais pelo caminho. Fiz a minha escolha baseada num punhado de cachos e duas covinhas, e era com eles que deveria prosseguir.
isn't she lovely?
Foi um caminho tortuoso que nos trouxe até aqui (you and me got a whole lotta history etc): a voz estranha do período da puberdade, a fase crítica do cabelo crescendo, o episódio das tranças que eu prefiro fingir que nunca aconteceu, e muitas (MUITAS) tatuagens equivocadas. Fui tentada no meio do caminho, mas resisti todo esse tempo sem vender minha alma por um par de óculos (oi Niall) ou experimentar do fruto proibido de Zayn Malik.
Mas como diz a Bíblia Sagrada, aquele que perseverar será salvo. Então isso aconteceu:
oh
my
GOD
perdão, me excedi um pouco aqui
Hoje já é uma verdade universalmente conhecida que Harry Styles é o cara de 20 e poucos anos mais bonito do mundo. São os olhos, aquele queixinho, a voz rouca, o impecável senso estético, e aquele cabelo tão bonito que tenho certeza que várias marcas de condicionador sonham em tê-lo como garoto propaganda. Só porque atingimos peak Harry Styles em 2016 - em 2015 eu disse que tínhamos chegado em seu ápice, em 2014 também, de modo que acredito que ele vai explodir o universo em mil pedacinhos com sua beleza ali pra 2020 - não significa que a jornada só teve pedras no caminho. Nós nos divertimos bastante. Eu não trocaria ela por nenhuma outra.
De 2010 pra cá, Harry Styles se tornou um dos popstars (popstars?) mais interessantes e importantes (!) do momento. Me perdoem por ligar o raio problematizador num dia que deveria ser só de fangirling e celebração, mas preciso falar sobre esse modelo de masculinidade que o Harry propõe através de suas escolhas na moda e sua postura no geral. Com inspiração óbvia e declarada no Mick Jagger e no David Bowie, Harry ousa cada dia mais, tanto no tapete vermelho como na vida real. Ternos com estampas florais, camisas de seda com estampas variadíssimas (todas delicadas, elegantes, exóticas e gloriosamente abertas), lenços no pescoço, colares, anéis, calças justas (muitas vezes femininas), flores e borboletas rabiscadas pelo corpo.
Harry brinca o tempo inteiro com papéis de gênero - coisa que pouquíssimos caras com a mesma visibilidade que ele se atrevem a fazer - e incorpora vários trejeitos femininos. Cruza as pernas, dança como mulher no palco, é explicitamente carinhoso com outros homens e costuma falar sobre relacionamentos de forma neutra. Harry me fez pensar muito sobre o discurso da Emma Watson na ONU: embora eu concorde que ela deveria ter usado o alcance da plataforma para falar de questões mais urgentes e relevantes para o feminismo no momento, o efeito do machismo nos homens é um tópico a ser conversado. Fiquei pensando nisso principalmente depois de viver dois episódios em que dois caras tiveram uma reação completamente ridícula e desproporcional por medo de perderem suas carteirinhas de macho. Um deles se sentiu ameaçado por uma festa. O outro por uma... música. Só tem viado aqui. Isso é coisa de boiola.
Enquanto isso, no reino encantado de Harry Styles...
¯\_(ツ)_/¯
Na urgência de negar qualquer característica feminina (sempre vistas como algo negativo), homens são impedidos de demonstrar vulnerabilidade (algum dia vou parar de falar sobre isso?), rejeitam todo traço de comportamento que remeta às mulheres, e precisam reafirmar constantemente sua condição de Homem. Isso se reflete na forma como eles se relacionam consigo mesmos, com os outros, com as outras, podendo se estender inclusive para as roupas. Além de nociva, é uma cultura chata para caramba.
É por isso que o Harry surge como um sopro gostoso e necessário de criatividade e ousadia, um ponto de alívio num mainstream cheio de egos masculinos que precisam se reafirmar constantemente, validando um modelo único de representação que na maioria das vezes é agressivo e pouquíssimo gentil com as mulheres - ainda que eles tenham cara de bom moço. Calma, caras. Ser homem não é só isso. Ou melhor, ser homem não é isso. Essa é a mensagem de Harry Styles pra vocês.
QUE HOMEM
E já que estamos no assunto, uma anedota interessante. Na edição mais recente da minha newsletter (olha o clickbait aí gente), contei o caso de um cara que de início muito tinha me impressionado. A gente se paquerou por uns dias, mas acabamos nos desencontrando em algum ponto entre Uberlândia e Curitiba. Foi aniversário dele e, apesar de enterrada qualquer chance de romance num futuro próximo, decidi ser fofa e desejar parabéns pro moço. O clima entre a gente era sempre de muitos risos e piadinhas, de modo que pra mim mandar a icônica canção "22", da minha guia espiritual e melhor amiga famosa Taylor Swift, fazia todo sentido do mundo na minha cabeça. Ele estava fazendo 22 anos e o que mais eu posso desejar numa ocasião assim além de que ele seja happy-free-confused-and-lonely-in-the-best-way? Pois é. Como resposta, recebi a seguinte frase: meio boiola pra mim, não acha?
Enquanto isso, no reino encantando de Harry Styles...
I rest my fucking case. Por ora, só me resta dizer: feliz aniversário, Hazza. Que você possa sempre ser happy-free-confused-and-lonely-in-the-absolut-best-way. Eu fiz umas contas aqui e acho que a gente pode ser perfeito um pro outro. Me liga quando descobrir a mesma coisa.
Interrompemos nossa programação anedotária, melancólica e sentimental para uma intervenção necessária à sanidade mental da blogueira que vos escreve. Hoje é segunda-feira e desconfio que ninguém aqui precise do Estado Islâmico, da polícia militar de São Paulo ou da tabela periódica inteira que invade os rios brasileiros para nos matar lentamente. Vamos todos morrer mesmo, e é por isso que hoje, queridos leitores, nós vamos falar sobre One Direction. Me agradeçam depois.
LOUIS MUITO GATO NESSA CAPA BENZADEUS
Eis que na fatídica sexta-feira 13 nossos meninos lançaram um disco novo, como já tem se tornado uma feliz tradição que ilumina nossos novembros. No entanto, 2015 é diferente: Made In The AM é o primeiro trabalho deles sem nosso coqueluche misterioso Zayn Malik e o último antes do hiatus da banda, que não vai sair em turnê e sabe Deus se algum dia volta. O que penso sobre isso? Assim como o carnaval, toda boyband em seu fim. Foi uma longa e incansável jornada (cinco discos e cinco turnês em cinco anos!), e se Made In The AM for a última novidade que eles tiverem para oferecer ao mundo, arrisco dizer que eles vão embora deixando saudade o bastante para cobrarem preços extorsivos a cada vez que resolverem sair em turnê pelos velhos tempos - afinal, a gente não pode morrer sem ouvir Perfect ao vivo.
Não sei se foi o timing - nunca ouvi tanto pop como em 2015 porque nunca precisei tanto do pop como em 2015 -, o desgaste dos últimos meses, a urgência de sentir aquela felicidade besta e genuína que só uma boyband de meninos lindos e imbecis pode trazer, mas o fato é que a única coisa que posso dizer na forma de uma avaliação prematura é que minha música favorita são todas (MARTINS, Milena. 2015) e feelings are the only facts. Como preciso de mais espaço para compartilhar gifs do Harry Styles, farei aquele faixa a faixa malandro para quem interessar possa, com minhas reações a respeito de cada música desse álbum que já é uma das melhores coisas de 2015, ano oficial da adolescência tardia (por favor, leiam esse texto da Anne T. Donahue explicando por que o dia em que o One Direction e o Justin Bieber lançam um disco é o dia mais importante da nossa vida de escravos do pop).
Querido leitor, deixe seu coração gelado lá fora junto com os sapatos, se aconchegue aqui no sofá, me dê a mão e aproveite a viagem:
Bom, eu vou dizer: essa música é a "Bittersweet Symphony" dos nossos tempos. Não adianta negar, EU SEI que você pensou a mesma coisa e ficou com vergonha de dizer. Vergonha não, receio. Pelo menos foi isso que eu senti logo quando dei play na música e imediatamente comecei a pensar que já tinha ouvido aquilo antes, mas não lembrava onde. Então a cena final de Segundas Intenções veio na minha cabeça e não tinha mais como negar as aparências e disfarçar as evidências. Ainda bem que a Brodie Lancaster percebeu a mesma coisa, e se ela publicou isso na Vulture, meu irmãozinho, o diário virtual So Contagious está autorizado a assinar embaixo.
Esperava que o anjo do título fosse mais um vocativo sapeca pra uma mocinha sortuda? Esperava, mas adorei essa coisa mística acontecendo na letra de uma música com astral perfeito pra abrir um disco.
Então, eu tenho uma relação problemática com essa música. Eu absolutamente ODIEI nas primeiras vezes em que ouvi, e ainda mantenho meu posicionamento de que ela não se parece nada com eles, mas sim com algum hit genérico com feat do David Guetta ou do Calvin Harris. Sempre que escuto a parte do Liam consigo visualizar algum BBB bêbado no fim da festa, pulando sozinho com o braço pra cima. "All my life you stood by me, when no one else was ever behMINHA MÚSICA TE AMO MÃE OBRIGADA BRASIL!!111". Sabe? Dispenso.
No entanto, não sou de ferro: depois de certa insistência, me apeguei. É um hit, afinal, e hits são feitos pra isso: grudar, apesar dos nossos melhores esforços.¯\_(ツ)_/¯
Esse é o momento em que eu me exalto, porque nenhuma fanfic mental pode ser melhor do que o ponto que "Perfect" adiciona à nossa narrativa da história secreta de Harry Styles e Taylor Swift. É como se tudo que já foi feito e dito até agora fosse uma preparação pro momento em que o Harry diz que é perfeito para uma pessoa que está procurando alguém sobre quem escrever suas músicas de fim de namoro. Tá tudo ali: os encontros secretos (orientação sexual: Harry Styles pronunciando rendez-vous, como bem apontou minha amiga Rafaela Venturim), o mistério, a sedução, a TENSÃO, os sentimentos. Eu não tenho capacidade para lidar com essasinformações.
* Eu sei que tem quem defenda toda uma carga LARRY nessa música, mas eu simplesmente não consigo desapegar da minha ideia fixa e não tenho tempo de ficar caçando evidências de outra narrativa de fã então se quiserem resumir nos comentários ficarei bem feliz, mas deixo essa pros jovens.
Apenas contemplem esse mash-up. A cultura pop ela é simplesmente maravilhosa.
Além disso (!), tem o fato de que TODOS
todos mesmo
ESTÃO
EXTREMAMENTE GATOS
NESSE CLIPE
Se eu fosse 10 anos mais nova estaria nesse momento escrevendo uma carta de metro pra cada um deles. Melhor música do meu ano, obrigada One Direction.
Depois da saraivada de balas oferecida por "Perfect", a gente precisa respirar. "Infinity" faz isso por nós. Não sou a maior fã das baladas do 1D (pasmem!), mas tenho meus momentos. Essa música parece trilha sonora promocional de franquias milionárias, tipo Crepúsculo ou Jogos Vorazes. Já podem negociar com algum blockbuster aí se quiserem fazer um troquinho nas férias - quero minha comissão, tá?
MUITO APEGO por essa canção. Ela tem tudo que eu mais gosto na banda: letra romantiquinha, muito ALTO ASTRAL E SENTIMENTOS E POSITIVIDADE, com selinho FEELINGS ARE THE ONLY FACTS de aprovação. Além disso, musicalmente ela tem uma estrutura interessante, com uma super quebra de ritmo quando entra o refrão. Já ouvi aproximadamente 15 mil vezes e ainda não deixou de ser legal.
YOU AND I CAN STAY AWAKE AND KEEP ON DREAMING YOU AND I CAN STAY AWAKE AND KEEP ON DREAMING
Coloquei as duas juntas porque são duas baladas, e eu sinceramente tenho dificuldade de diferenciar uma da outra. É uma balada. Sentimentos? Gostei bastante das duas, mas estou num momento vulnerável e não se essa opinião se manterá por muito tempo porque REALMENTE não é o tipo de música que eu gosto. "If I Could Fly" parece algo que uma boyband genérica apresentaria no X-Factor, e não sei até que ponto isso é um elogio. "Long Way Down", por sua vez, me lembrou Ed Sheeran. Tema romântico de casal de novela das sete. Façam o que quiser com essa observação.
Novamente agrupei duas músicas porque elas são MUITO parecidas, poderia quase ser um medley. Mas são duas gêmeas adoráveis e, do fundo do meu coração, é totalmente algo que o Paul McCartney faria. Ou pelo menos músicas que ele gostaria bastante. Abra seu coração, você vai concordar comigo.
"Never Enough" é a cara deles, divertida, chiclete, mas diferente e interessante ao mesmo tempo. Os gritos de "COME OOOOOON" do Liam são preciosos. Já "Olivia" é uma obra de arte. Eu sinceramente queria chamar uma filha de Olivia só pra dar de presente pra ela uma música escrita pelo Harry Styles que diz "I live for you, I long for you, Olivia. I've been idolising the light in your eyes, Olivia". Se você acha que essa música não pertence ao Sgt. Peppers, você não entendeu o Sgt. Peppers - pelo menos não o coração do Paul McCartney contido nele.
Acho que foi a única música que eu realmente não gostei, MAS ESSA SOU EU. Lembrando que odiei Out Of The Woods quando foi lançada e hoje é uma das minhas favoritas do 1989, então podemos sempre contar com um efeito rebote. Por enquanto me parece exatamente o tipo de música que algum deles vai lançar quando resolver sair em carreira solo, os minutos finais de fama antes de morrer ou ir pra Record.
Meu Deus, que canção deliciosa. Ela parece parte de um musical, ela pede pelo amor de Deus por uma versão acapella em Pitch Perfect 3. Que delícia. Que vibe boa. Que bombom de maracujá. Quero dar a mão pra eles e cantar isso dançando em roda enquanto aplaudimos o pôr-do-sol na nossa cerimônia de casamento poliamoroso. Quando fizerem um remake de Curtindo a Vida Adoidado em 2035 eu tenho certeza que o Ferris vai cantar History no meio do desfile em Chicago.
OLHA SÓ ESSES DANADINHOS, cheios de segundas, terceiras e quartas intenções. Tell me about waking up in my t-shirt, let me be your goodnight, climb over me while I climb in the backseat, LET ME TOUCH YOU WHERE YOUR HEART IS. Acho que ouvir isso vai causar nas pré-adolescentes o mesmo estrago que Enrosca na versão do Júnior provocou em mim. ¯\_(ツ)_/¯
Além da safadeza a música é ótima, divertida e cativante, não sei por que eles deixaram como faixa bônus.
Toda uma coisa Electric Light Orchestra acontecendo, ou qualquer banda goodvibes dos anos 70 (que acontece em vários momentos do disco, aliás). Apesar disso, não me provocou nenhuma paixão especial.
Juro que isso não sou eu forçando a barra, mas é uma música muito Taylor Swift. Ela poderia facilmente estar no Red, ali nas faixas finais. É uma letra cheia de imagens, conversas na madrugada, nostalgia, e don't wanna sleep 'cause we're dreaming out loud é tão típico de Taylorene que poderia jurar que tinha uma colaboração envolvida. Mas com isso não quero dizer nada, até porque ela parece falar mais sobre amizade e a própria história dos meninos do que qualquer outra coisa. É só uma pequena e inocente observação.
E com isso concluo essa extensa avaliação. De um modo geral, gostei MUITO do disco, as músicas boas são realmente muito boas, e as mais ou menos são boas o bastante pra vencerem a preguiça de mudar de faixa. Peço perdão por todos os limites ultrapassados nesse post, e em breve voltamos com a programação normal.
Defendo muito a tese de que, ao contrário do que muitos adoram dizer por aí, as músicas sobre amor da Taylor Swift são sempre muito mais sobre ela do que a respeito de qualquer outra pessoa, principalmente os caras. Já falei sobre isso aqui numa outra oportunidade, e a Tavi Gevinson já falou sobre isso muito melhor que eu num artigo pra revista The Believer.
Ela escreveu e eu cito:
"As Tay quoted Neruda in her Red liner notes, “Love is so short, forgetting is so long.” This is basic Nabokov shit, right? Everything hits harder in memory. Everything changes color. Her first album will tell you she is a natural crusher, daydreamer, hopeless romantic. Obsessing over the briefest of encounters is what we do. She was just born to translate it for millions of people. (...)
I don’t care that her relationships aren’t long-term—she’s a little busy running a goddamn empire! I don’t care if she only dates guys to write songs about them, like people say—she dates people, she writes songs about her life, naturally many of these songs are about people she’s dated, and many of them aren’t, as well. Mostly, basically: I DON’T CARE, I LOVE IT."
Tendo estabelecido meu ponto, preciso admitir que a narrativa midiática da vida pessoal da Taylor Swift é por demais irresistível pra gente deixar passar. Sim, é muito mais sobre ela, mas isso não me impede de dedicar muito tempo pensando a respeito da sua vida amorosa, certo? Até porque se as músicas não fossem tão boas em captar momentos e imagens, a gente não estaria fazendo isso. A culpa não é minha que a vida da pessoa é uma fanfiction pronta pra ser escrita. Tenho certeza que no meu lugar ela faria a mesma coisa.
É por isso que hoje vou fazer uma análise definitiva de toda sua long list of ex-lovers, e a gente vai viver esse momento como se estivéssemos numa grande festa do pijama, comendo cookies, ouvindo Faith Hilland making fun of our exes. Essa é uma daquelas noites. Me deem a mão e vamos lá:
Joe Jonas
O que sabemos sobre ele? Ex-Jonas Brothers - nem o mais bonito e nem o mais interessante -, fazia chapinha na época em que eles namoravam.
Altura: 1,70m
O que aconteceu? Terminou com ela por telefone numa ligação de menos de trinta segundos.
Música tema: Forever & Always.
São questões: O que diabos faz Joe Jonas como novo membro do squad de Taylor, passando o 4 de julho na casa dela, viajando pra Londres e namorando Gigi Hadid, uma de suas migas? Jamais entenderei esse paradigma e essa evolução espiritual. Vocês recomendariam pra uma amiga um cara te disse "forever and always", te deu o pé por telefone e te desgraçou tanto as ideias que te fez escrever uma música equivocada pela qual você é crucificada até hoje? São questões.
Veredicto: Merece nosso desprezo eterno porque não se dispensa nem Taylor Swift nem pessoa alguma por telefone, ainda mais sendo você Joe Jonas, uma criatura de 1, 70m de chapinha no cabelo. Taylor pode ter perdoado, partindo da filosofia de que a gente não lembra pra sempre do cara que terminou com a gente por telefone aos 18 anos, mas pode ter certeza que eu não esqueço.
"Oh, and it rains in your bedroom, everything is wrong. It rains when you're here and it rains when you're gone. Cause I was there when you said forever and always. You didn't mean it baby, I don't think so"
Taylor Lautner
ele tem uma carinha boa, né?
O que sabemos sobre ele? Pra sempre será lembrado ou como o mala do Jacob, de Crepúsculo, ou como o eterno Sharkboy de Sharkboy & Lavagirl (o tipo de filme que não dá pra desver). Sério, eu olho pra cara dele e não consigo pensar em nada além do Sharkboy.
Altura: 1,74m
O que aconteceu? Especula-se que Taylor-macho gostava de Taylor-fêmea muito mais do que ela estava pronta para retribuir, e como boa melhor amiga famosa da minha pessoa que ela é, a querida deu o pé no moço, fugiu pras montanhas e depois aparentemente se arrependeu.
Música tema: Back To December
São questões: Especula-se (veja bem, metade das informações contidas nesse post são provenientes de especulações) que Taylor Lautner seja um dos poucos (se não for o único) ex famoso com quem Taylorene mantém uma relação amigável. Apesar de ter rolado aquela indiretinha do "too late to apologize" no AMA, ele é gente fina e não guardou mágoas. A pergunta que não quer calar é: Taytay realmente queria ele de volta, como diz em Back To December, ou aquela saudade da pele morena e o pedido pra amá-lo de volta foi um exagero para efeitos poéticos? São questões.
Veredicto: Eu absolutamente não tenho motivo nenhum pra não gostar do moço a não ser o fato de que eu olho pra cara dele e vejo, isso mesmo, o Sharkboy. E na boa, eu jamais conseguiria ficar com um cara que parece o Sharkboy, tem o mesmo nome que eu e ainda por cima é baixinho.
"And then the cold came, with the dark days when the fear crept into my mind. You gave me all your love and all I gave you was goodbye"
John Mayer
O que sabemos sobre ele? Músico vaidoso que não sabe a hora de parar o solo e parece sempre transar com a guitarra (ou seja, com ele mesmo) durante os shows, voz doce, jeitinho com as palavras, ultimate Homenzinho de Merda™.
Altura: 1,91m (!)
O que aconteceu? O segundo J da vida de Taylor Alison Swift fez estrago viu. Não mais que o terceiro (spoiler alert), mas ainda assim. Foi feio. A gente entende: Taylor, uma jovem de 19 anos que ama música country, vai cantar com o John, daquela altura, com aquele braço cheio de tatuagens, aquele jeitão de brejo de butique. A gente te entende amiga. Mas deu a lógica, né? You should've known, mas quem nunca?
Música tema: Dear John (eu gosto que a Taylor Swift é acima de tudo sutil)
São questões: Será se ele não teve um pingo de vergonha de fazer o coitado e dizer que ficou humilhado pela música (amigo, é LÓGICO que você foi humilhado, mas seje menas), e será se ele acreditou mesmo que Paper Doll era uma resposta à altura? São questões.
Veredicto: Tava na cara que isso ia dar merda, até a Taylor sabia, mas Lorelai Gilmore já nos ensinou que sempre chega a hora de termos um bad boy nas nossas vidas. John foi o de Taylor. E acho que Dear John é tão maravilhosa que vale por tudo que ele fez. Sério. O que são os fogos de artifício sincronizados com a música na hora do show?
Trívia: eu não gostava dessa música, até que uma performance apaixonada da Milena e da Analu fez com que eu revisse todos os meus conceitos e entendesse a profundidade do drama.
"But I took your matches before fire could catch me, so don't look now. I'm shining like fireworks over your sad empty town"
Jake Gyllenhaal
O que sabemos sobre ele? Grande amor da vida de Taylor Swift, Jake é um Homem. Um grande homem. Um homem indicado ao Oscar, que colhe maçãs e dança de madrugada na cozinha à luz da geladeira.
Altura: 1,82m
O que aconteceu? Depois de levar Taylor para conhecer sua família e passear na casa da sua irmã (um final de ano que nós jamais esqueceremos), Jake fez um estrago. Isso aqui foi amor verdadeiro, foi doído, foi profundo, foi misterioso. Especula-se que ele foi o primeiro homem na vida de nossa amiga (vocês me entenderam) e que ele terminou com ela de um jeito escroto, deixando a moça chorando no banheiro no dia da sua festa de aniversário.
Música tema: Todas, mas principalmente e inesquecivelmente All Too Well (depois The Moment I Knew, State of Grace? We Are Never Ever Getting Back Together? Red? Todas?)
São questões: Como eles se conheceram? Como isso começou? O que diabos Jake teria dito que foi so casually cruel in the name of being honest a ponto de quebrar Taylor como uma promessa e deixá-la se sentindo como um papel amassado? Será mesmo que ele deu o bolo na sua festa de aniversário? Seria real a história do cachecol esquecido? Será que até hoje ele tem o cachecol na gaveta? O que ele sente quando ouve qualquer música do Red? SERÁ QUE ELE SE LEMBRA DE TUDO, TUDO, MUITO BEM? São muitas questões.
Veredicto: Olha. Foi bonito, foi intenso, foi dolorido, foi real e foi necessário. Jake foi aquele cara que mudou tudo, que separou a menina da mulher: aquela paixão intensa, o amor profundo, aquele cara que olha nos seus olhos e faz você ter certeza que vocês vão se casar e ser felizes um dia, aquela decepção tão violenta e profunda que ou mata ou fortalece. E Taylor se fortaleceu. Ela aprendeu a lição. Ela gravou a obra-prima da vida dela por conta do Jake Gyllenhaal então, assim, foi difícil, mas valeu a pena (ê ê).
"And you called me up again just to break me like a promise, so casually cruel in the name of being honest. I'm a crumpled up piece of paper lying here cause I remember it all... all... all too well"
Conor Kennedy
O que sabemos sobre ele? Numa busca rápida pelo nome de Conor Kennedy no Google, a primeira página de resultados são só a respeito dele com a Taylor Swift. Quando prosseguimos para a página 2, as notícias sobre ele tem a ver com a sua linhagem familiar. Então sim, dá pra dizer que as únicas coisas interessantes sobre esse garoto são que 1) ele já namorou a Taylor e 2) ele é um Kennedy.
Altura: 1,87m
O que aconteceu? Depois de uma temporada no retiro de veraneio do clã Kennedy em Hyannis Port, depois de Taylor Swift fazer a psicopata e comprar imóveis e fazer outras extravagâncias para ficar perto do novinho, o namoro acabou sem grandes dramas, por conta da distância.
Música tema: Begin Again? Everything Has Changed? Ela também escreveu Starlight, uma música fofíssima, para a avó dele.
São questões: O que a Taylor Swift viu nesse cara? São questões.
Veredicto: Aquela coisa, né, eu gosto muito de Begin Again e vários lugares dizem que a música é pra ele. Veio depois do Jake, o cara novinho, encantado, deve ter tratado ela super bem (ele é um Kennedy, after all), liberado os saltos, puxado a cadeira, ter bom papo mas é isos. Puf. Cabô.
"I've been spending the last eight months thinking all love ever does is break, and burn and end. But on a wednesday, in a cafe, I watched it begin again"
Harry Styles
O que sabemos sobre ele? Harry é membro do One Direction, fica lindo com qualquer tipo de cabelo, é o xodó das velhinhas frequentadoras de padaria, consegue sexy com as camisas mais feias do universo e tem as melhores tatuagens misteriosas de todos os tempos.
Altura: 1,80m
O que aconteceu? Confesso que não sei bem os detalhes. Foi tão pouco tempo, né? A verdade é que nenhuma versão da vida real vai ser igual a versão desse romance que existe na minha cabeça, cheia de mistério, paixões avassaladoras, e encontros furtivos em lugares escuros.
Música tema: I Knew You Were Trouble, Style (risos), Out Of The Woods, Wildest Dreams? I Know Places? O 1989 inteiro?
São questões: Escreverei algum dia uma fanfiction que conta a história dos dois que existe na minha cabeça? Mais importante ainda: esse romance já deu tudo o que tinha que dar? Será que ainda rende mais? O Harry esqueceu a Taylor? A Taylor esqueceu o Harry? Eu acho que não. São questões.
Veredicto: Quero.
"He said 'what you heard is true but I can't stop thinking about you" and I, I said 'I've been there too, a few times'"
Bônus: Calvin Harris
O que sabemos sobre ele? When I met you in the summerrrrROIIINC
Altura: 1,96m (!)
O que aconteceu? Por enquanto, nada, só muitas demonstrações públicas de afeto e Calvin se metendo numa treta com Zayn Malik pra supostamente defender a honra da Taylor (?).
Música tema: Por enquanto nenhuma.
São questões: É namoro ou publicidade? Seria ele um Homenzinho de Merda™? E a história com a Ellie Goulding? Será que é sério mesmo isso? São questões.
Veredicto: Calvin Harris não me parece o típico boy swíftico, a impressão que tenho é que ele é a materialização da filosofia de I can make the bad guys good for a weekend, sabe? Esse jeitão de férias em Ibiza não me parece o tipo de homem que inspiraria um bom disco. Vê lá se Calvin Harris tem cara de quem dança na cozinha. Não tem.
Desde que me entendo por gente, sou uma crusher. Crusher, do verbo em inglês to crush, é uma palavra que designa o tipo de pessoa que nasce tendo quedas por pessoas. Não é amor, talvez seja cilada, mas é definitivamente divertido. É aquela gracinha, o friozinho na espinha, o olha não olha, as ideias erradas, aquele "e se?" que não enlouquece, é uma atração sem compromisso, uma possibilidade. É um amor platônico do bem.
Sempre nutri crushes variadas, seja por garotos que estudavam comigo, pelo filho da professora, os caras do terceiro colegial e todos os baixistas do mundo. Não precisa ser plausível, muito menos real: minhas crushes desconhecem barreiras de idade, geográficas, temporais e de realidade - se é homem (na verdade, nem precisa ser homem, tenho girl crushes também #confissões) e é charmosinho, está na minha lista. Não precisa nem ser de carne e osso, não tenho preconceitos. Acho super possível ter uma quedinha por personagens de desenho animado, e é pra dividir essa minha patologia com vocês que venho por meio deste compartilhar meus homens favoritos do universo Disney.
5) Príncipe Hans (Frozen)
Eu sei. EU SEI, ok? Mas não posso evitar. Veja bem, eu sou uma pessoa que oferece pouca resistência quando tem música envolvida. Eu amo duetos, amo dancinhas e depois de 30 segundos de "Love is an open door" já estava completamente vencida, prestes a dizer sim pro príncipe Hans também. Deve ser mal de Anna. Feelings are the only facts. Sei que depois descobrimos que não era amor, era cilada, mas como foi bom enquanto durou! Um príncipe ruivo e meio tonto, I was enchanted to meet you, too.
4) Príncipe Eric (Pequena Sereia)
Eu não gostava tanto assim do filme da Pequena Sereia quando era criança, então não tenho muito o que dizer sobre o Príncipe Eric (sei que ele era meio marinheiro e tinha um cachorro, duas informações super importantes pois muito sexy). Ele só marcou a minha vida porque bem, tinha um Eric de carne osso acontecendo. Se acalme, querido leitor, não vem uma história de amor aí: eu tinha mais ou menos uns oito anos, e teve uma época que aos sábados eu ia almoçar com meus pais sempre no mesmo restaurante. O gerente de lá tinha o cabelo preto, maxilar quadrado, olho azul e se chamava... Eric! Eu juro! Obviamente tinha uma crush infantil (?) por ele, e obviamente não sabia lidar com a situação. Como íamos no restaurante sempre, ele costumava me dar balas quando estava atendendo no caixa, e eu morria de vergonha, não dizia nada, nem obrigada, ele com certeza me achava idiota.
Queria dizer que de lá pra cá muita coisa mudou, mas quem estou enganando, não é mesmo?
3) Li Shang (Mulan)
THE TENSION!!111 THE FEELS!!1111
Então. O Shang. Pra vocês verem que a nossa infância explica muito sobre as pessoas que nos tornamos: talvez o meu amor por casais brigões tenha surgido daí, e minha obsessão por encontrar tensão sexual em qualquer luta e bate-boca derive de Mulan. Tudo começou com Mulan e Shang. Ele duvida dela no início, é grosso, tem um jeitão de cara que um dia vai te puxar pelo braço e dizer escuta aqui kiridinha, mas preciso fazer coro ao chamado de Vovó Fa: Gostaria de ficar pra jantar? Gostaria de ficar pra sempre?
2) Príncipe Felipe (A Bela Adormecida)
Sei lá, não superei? Príncipe Felipe é, disparado, o melhor príncipe da Disney e nem é só por cantar e dançar. Ok, é principalmente por cantar e dançar. Já disse que músicas são importantes e que eu amo duetos, então "Once upon a dream" é minha música favorita da Disney e acho que não existe cena mais romântica no mundo do que a dos dois dançando juntos na floresta. É a pura definição do amor. E o Príncipe Felipe tem esse jeitinho altamente crushable de fazer gracinhas, a forma como ele segura na mão dela, os diálogos com o cavalo (a única coisa melhor que um homem que gosta de cachorros é um homem que gosta de cavalos e conversa com eles), o olhar. Sei lá. Quero.
1) Dimitri (Anastasia)
Meu primeiro lugar não é nem da Disney e nem um príncipe. Dimitri é um plebeu de marca maior, um kitchen boy, talvez meio malandro, e o personagem masculino de desenho mais dreamy de todos. Tenho crush violenta desde os, sei lá, cinco anos de idade e contando. Como superar Dimitri? Ele e Anastasia tem os melhores arranca-rabo de todos os tempos, e é muita tensão sexual e romântica acontecendo, não sei lidar - é por isso que eu fico vendo fanvideos horríveis dos dois (isso existe!!) e derretendo (eu sou completamente doente). Ele é genuinamente engraçado, idealista, indignado no palanque, e muito, muito sexy. Até a voz do dublador é sexy. E beija direito, não aqueles beijos assépticos da Disney. Vamos analisar esse segundo gif: não parece um beijo muito bom? Afff, Anastasia melhor filme.
Enfim, é isso aí. Desculpa ser ridícula.
> Semana que vem vou gravar um vídeo de perguntas, então me ajudem aí perguntando qualquer coisa. Sobre mim, minha vida, meu cachorro, a vida, o universo e tudo mais. Mas perguntem. Por favor. Pode ser nos comentários, pelo Twitter, por e-mail, enfim, você escolhe. Mas vamo ajudar a blogueira aí, ok? Beijos de luz.