Distintivo Blue é uma banda incansável, levando o blues como objetivo de vida, então curta o último trabalho dos meninos.
Distintivo Blue - Ame a Solidão
"Ame a Solidão" é um country blues autoral, lançado no álbum "Todos os Dias", da banda Distintivo Blue, de Vitória da Conquista-BA.
Ame a Solidão Letra: I. Malforea Arranjos: I. Malforea e Distintivo Blue Lançada originalmente no álbum "Todos os Dias" (2015) Gravada em 2015 no Mídia-S Studio Produzida por I. Malforea
Distintivo Blue I. Malforea - voz, violão Rodrigo Bispo no Baixo - contrabaixo Nephtali Bitencourt - bateria
Videoclipe Direção de fotografia: Filipe Sobral Direção e montagem: Diego Eleuterio batista Assistente de finalização: Priscila Amaral Produção: Distintivo Blue e Diego Eleuterio Batista Participações especiais: Lavus Bittencourt, Naiane Nunes, Rômulo Fonseca
Agradecimentos Comunidade Assentamento Santa Marta Lavus Bittencourt Naiane Nunes Plácido Gusmão Rômulo Fonseca
O Dudé é uma pessoa impar, pois possuí um grande talento como vocalista e compositor.
Quem o conhece sabe que as risadas são garantidas, seja em seus textos na internet ou quando está entre os amigos, fora que ele é uma pessoa direta e sem mimimi.
Chega de papo e vamos ao Blues.
TB- Crescemos no mesmo bairro e acompanho sua trajetória na música, desde que você iniciou sua experiência na bateria e depois se encontrou nos vocais. Qual o motivo de estar até hoje no mundo da música?
Dudé- "A música sempre foi objeto de identificação e de expressão pra mim, algo que sempre teve um peso muito grande na minha vida.
Associando isso ao fato dela ter se tornado meu ganha-pão, tamanha a paixão que tenho pela música, acabou por me criar um vínculo que existe até hoje."
TB- Seu projeto de blues, na minha opinião, é algo muito importante para você, pois vejo a batalha que você realiza para divulgá-lo. Como você chegou ao Blues?
Dudé- "Eu tive contato primeiro com o Rock And Roll. Minha ligação com o Blues começou com as pesquisas que fiz pra conhecer as influências das minhas bandas favoritas. A partir daí, não só me apaixonei pelo Blues, como também percebi o potencial artístico e comercial dele.
Ao contrário do que alguns pensam, eu considero o Blues perfeitamente acessível ao grande público. Percebi isso após passar quase 2 anos tocando Blues em parques e praças públicas com resultados maravilhosos."
TB- Além de um vocalista incrível, você é compositor. Você tem uma fórmula para compor suas letras?
Dudé- "Antes de qualquer coisa, fico lisonjeado com o elogio. Muito obrigado.
Na verdade, eu não tenho uma fórmula pronta pra compor. O que faço é transformar a composição no foco narrativo da minha vida, da forma mais ampla possível.
Da minha visão social/política, passando pelas desilusões amorosas e incluindo as boas estórias de experiências vividas, compor é o cano de escape mais amplo que tenho até hoje."
TB- Você fez um Clip do som "Batom Blues", mostrando lindas garotas e falando de algo que para muitos é um tabu, deficiência física. Fale um pouco sobre este trabalho.
Dudé- "O clip da música Batom Blues nasceu a partir de uma homenagem que resolvi fazer à ONG Instituto Entre Rodas e Batom que faz um fantástico trabalho de valorização da mulher com deficiência no Brasil. Pra tal, contamos com a parceria do moto clube Pepe Legal.
A ideia do clip foi mostrar que a mulher com deficiência pode interagir junto à sociedade de forma completa, sem estereótipos ou rótulos, como qualquer outra pessoa sem deficiência.
Esse trabalho, eu considero um divisor de águas na minha vida e tenho muito orgulho dele."
TB- E quais os planos musicais para este ano?
Dudé- "Nós iniciamos 2017 lançando nosso EP virtual pela Tratore e o CD oficial da banda será lançado ainda esse ano. Temos também planos de dobrar a quantidade de shows que fizemos no ano passado no intuito de levar o Rock And Roll e o Blues pro maior número possível de pessoas."
TB- Dudé, muito obrigado por aceitar o convite e dedicar seu tempo para responder nossas perguntas. Deixo aqui um espaço para suas considerações finais.
Dudé- "Agradeço de coração pela entrevista. Adorei responder às perguntas e vamos seguir adiante pra difundir cada vez mais as expressões artísticas e culturais agindo mais e reclamando menos."
Hoje o post é dedicado ao aprendizado e para isto temos dois Mestres Nacionais Léo Maier, falando de fraseados de grandes lendas do Blues e o Mestre dos Slides Don Morcego, falando sobre diferentes tipos de slide e técnicas.
Hoje recebi um link que me despertou curiosidade. Sonny Rocker, que é sem sombra de dúvida um dos melhores baixistas de Rockabilly nacional, me encaminhou um endereço com um álbum de sua banda de música instrumental.
A Música Instrumental pode ser classificada de duas formas, monótona ou fantástica e na maioria das vezes, na minha opinião, se encaixa na primeira opção.
Surpreendentemente o álbum é fantástico, nenhuma faixa é igual a outra, todas elas são repletas de detalhes e não é possível escutar apenas uma vez cada uma delas.
O álbum Pura Veneta é inteligente, divertido e de muito bom gosto.
A Banda é formado por Alexandre Kanashiro na Guitarra, Sonny Rocker no contrabaixo, Fabio Barbosa na Bateria e Saico Padovano nas vozes e percussões.
A
rebeldia dos anos 50 se renova toda vez que ele está empunhando sua guitarra e
tem à sua frente, um microfone ligado.
Dan
Rocker é um dos músicos que mantém o RockaBilly pulsando nas pistas
brasileiras, que entre um show e outro, teve um tempinho para nos conceder esta entrevista exclusiva.
TB: Uma
pergunta que é impossível de não fazer, como você chegou à tortuosa estrada
da música e o que te fez escolher cantar e tocar guitarra?
DR: "Primeiramente
queria agradecer ao espaço pela entrevista e muito sucesso para o Blog e para
seus projetos Roberto.
Vamos
La: Comecei na musica por volta dos 13 anos de idade, um belo dia vi um especial dos Beatles na
extinta TV Manchete, fiquei impressionado com aquele estilo musical e o jeito
do George e John tocarem guitarra, fiquei tão alucinado com aquilo que ganhei
minha primeira guitarra, Uma Memphis modelo stratocaster da Tagima. Daí então
fui aprimorando meu estilo musical, e quando vi já estava tocando e cantando musicas
de diversas bandas dos anos 60.
Dois
anos depois, montei minha primeira banda, os THE SILVERS, a gente tocava apenas
anos 60, no caso eu tocava guitarra e cantava nessa banda. Agora uma
curiosidade nunca revelada; um tempo depois, em 2003, assisti uma apresentação
da recém formada READY TEDS, e fiquei impressionado com o estilo de tocar
Rockabilly. Eu já gostava muito das musicas do Elvis, Eddie cochran e etc,
possuía muito material 50’S, mas não achava graça tocar, ate ver os TEDS
mandarem summertime blues no AERO LANCHES. Daí então, mudei toda a proposta dos
THE SILVERS, a banda mudou o estilo para Rockabilly, me aprimorei no estilo de
tocar e cantar rockabilly, comprei uma guitarra acústica CONDOR JC 16 que me
acompanhou durante anos, tocamos na KISS FM, no KISS CLUB, abrimos vários
shows, tocamos em festas de rockabilly em SP, e
quando fui ver o tempo passou e
o destino me colocou na banda READY TEDS hoje em dia, no qual já estou a quase
5 anos.."
TB: Você é um ótimo
guitarrista de Rockabilly e além de tocar, canta muito bem. Você prefere tocar,
cantar ou para você um é complemento do outro?
DR: "Bom, no meu caso, eu acho um complemento, não me
sinto a vontade de só tocar, ou só cantar... Claro que isso vai de cada um, mas
no meu caso gosto mesmo de expor toda a energia que sinto do publico nas
apresentações tocando e cantando na linha de frente, é uma espécie de ping
pong... Recebo a energia, e devolvo pra galera com mais energia ainda. Eu acho
que não conseguiria ser um guitarrista ou apenas vocalista, faltaria algo.. Com
certeza!"
TB: O Blues é o pai do
Rock’n’Roll, e é praticamente inevitável fugir das raízes. Mas gostaria de
saber de você, o que divide os dois estilos? O que você usa do Blues no
Rockabilly?
DR: "Bom... esse assunto poderia levar muitas linhas
discernimento, Porem vou ser breve no MEU ponto de vista> No meu estilo de
tocar, é como se estivesse tocando um blues acelerado. Mesmas escalas,
feeling... Porem com uma pegada e técnicas de rockabilly guitar. Já me
descreveram uma mistura de Brian Stezer com chuck Berry (risadas) não acho
isso, mas todo comentário e critica deve ser ouvida..."
TB: No seu ponto de
vista, o que você acha da situação atual do cenário do Rockabilly no Brasil?
DR: "Bom, esse tipo de musica,continua underground,
porem o estilo de se vestir já esta mais difundido ate em grandes lojas e
marcas que estão relançando o visual Retro.
Hoje em dia temos diversas festas de rockabilly,
diversas bandas, o acesso a informação esta bem mais fácil com a internet,
porem tem uma coisa que notei, e acho um pouco ruim para o cenário: Temos
muitas bandas que começam, e acabam muito rápido. E também vejo que os músicos
costumam tocar em diversas bandas, perdendo assim o foco do projeto..
Vou citar
um exemplo> veja bem as duplas sertanejas, Milionário e José Rico não vão se
separar e chamar Milionário e Fulano de Tal.. Eles acreditam e são fieis a
proposta. Agora, hoje em dia o cenário esta muito mais pra banda com um bando
de músicos do que um grupo de rockabilly. Claro que, não vou generalizar, isso
são exemplos isolados, o Brasil esta cheio de Músicos excelentes levando o Som
rockn roll, rockabilly para essa jovem e nova geração."
TB:Dan Rocker, é um
grande poder ter realizado esta pequena entrevista com você, gostaria de deixar
este espaço para suas considerações finasi.
DR: "O prazer foi todo meu Roberto, desejo sucesso pra
você, sempre, e que continue tocando e levando o blues e o rockabilly
juntamente com a Ready Teds nesse nosso pais tropical! ( Risadas )
E um recado para os leitores do blog, é que se você
não ouviu ainda o Rockabilly, existem grandes bandas facilmente encontradas na
internet, e deixo aberto o convite para Assistir uma apresentação da banda no
qual faço parte, READY TEDS para curtir esse som contagiante que tanto amamos!
E pra quem conhece o Rockabilly... LETS ROCK
FOLKS!!!"
Caruaru nos presenteou com um músico que nasceu para fazer
diferença, e para nossa sorte, o Blog
Terremoto Blues tem o prazer de trazer uma entrevista muito bacana com um
Pernambucano incrível.
Dono de uma voz marcante e uma técnica de guitarra, que
passeia entre o Blues e o Rockabilly, Joanatan Richard nos conta um pouquinho
de sua trajetória musical.
TB: Joanatan Richard, a sua carreira transita entre as estradas do Blues e do Rockabilly, conte como o amor pela música surgiu e como você foi parar nessa encruzilhada.
JR: "Sim, correto, Elvis Presley foi a primeira porta para eu curtir rock dos anos 50, na sequência veio o blues e outros gêneros relacionados.
A paixão por tudo isso sempre foi bastante motivada por filmes como, "La Bamba", "The Girl Can't Help it", e ao descobrir a força do blues, percebi que poderia expressar ainda mais meus sentimentos, minha história e essência e minha origem!"
TB: Para você, qual a diferença e as semelhanças do Blues e do Rockabilly?
JR: "Pra mim a diferença está principalmente na questão étnica e cultural, o blues como já sabem de origem afroamericana, é como uma mutação da forma que os ancestrais faziam os sons, o rockabilly traz o formato mais fincado no western bop, hillbilly, bastante influenciado pelo blues. Acho que são vários tipos e variações em ambos.
Segundo Rudy Tutti Grayzell falou pessoalmente, ele estava tocando violão de uma forma diferente, Roy Orbison perguntou, 'o que é isso, Rudy?', e ele chutou, 'é rock com hillbilly, Rock-a-billy'.
Então acho que são estilos de tocar de diferentes regiões dos USA que se somaram."
TB: Você lançou seu álbum a pouco tempo, quais foram as suas maiores dificuldades e sucessos deste trabalho?
JR: "Sim, o CD "Rockin' This Crazy World", ainda é bem recente.
As dificuldades são as de sempre, eheh, conseguir recursos para produção como um todo, patrocínio do setor privado é muito difícil em minha região. Depois de tudo pronto, a dificuldade é distribuir e vender, mesmo com a facilidade da internet, distribuidores virtuais.
Abri um selo há alguns anos, Ipojuke Records, a tenho trabalhado sempre em busca de novas parcerias no cenário onde mais atuo."
TB: Quais são seus projetos atuais e o que você pretende para o futuro?
JR: "Atualmente estou gravando novas canções para um split álbum com a banda Nicotyna do México (Cidade do México), também pretendo lançar algo meu em vinil.
Também gravei duas músicas para um CD tributo a The Cramps, com bandas das Américas do Norte e do Sul.
Para o futuro se Deus quiser, pretendo tocar fora do Brasil, de preferência em outros continentes, pois é uma das coisas que faltam para minha carreira, pois graças a Deus foram muitas conquistas dentro do que considero 'sucesso'."
TB: Man, é uma grande honra ter suas palavras publicadas no Blog, deixo aqui um espaço para suas considerações finais.
JR: "A honra é toda minha, muito obrigado!
Muita gente acha que não tem rock no NE, pelo menos acho que não sou (assim como outros) fruto de um mero acaso, lá é diferente sim, mas não como muitas vezes somos descritos, só se pode falar de algo que já viu, já foi, se conheceu bem.
Não comento isso por bairrismo, mas a título de informação, pois é algo tipo, fora do Brasil acharem que aqui é uma selva, só tem índios e Rio de Janeiro, ehehe