Chego eu à Guarda, e a coisa começa a dar para o torto, porque aquela cena do GPS, tem muito que se lhe diga. Mandaram-me ir ter a uma rua, e eu chego à rua, e sinceramente já estava a pensar que apesar de já o ter visto à minha frente tantas vezes, se calhar na Guarda nem o conhecia muito bem!
Após andar para lá com o GPS para trás e para a frente, lá pedi indicações, e fui lá ter. Tadito... estava ali ao frio... :D Geladinho!
Chegamos a Salamanca, e lá demos voltas e voltas para estacionar o carro. Fomos para o hotel, (não sem antes perguntar onde ficava) e deram-nos a chave do quarto e o comando da tv. Chegados ao quarto, ligamos a tv, estava a dar uma coisa qualquer, e o comando não funcionava. Comando esse, que se o roubassemos, tinhamos de pagar 30€!!!
De salientar que a sanita estava tão perto da parede, que mais 3cm, e ficavamos com parte do nalguedo de fora!
Acordadinhos num hotel onde a palavra "privacidade" não vem no dicionário, lá fomos para os pinchos. E aí é que foi saber o que é a felicidade!
Visitar a rã, as torres, e a Casa de Lis... Outra vez! :|
Chá de fim de tarde numa esplanada da Praça Mayor, bem ao frio...
Destino obrigatório para jantar: A Bella Blu.
Informada pelo António que aquilo mudou de sítio, e após nos mostrar no mapa onde era agora (digamos que nenhum dos dois entende NADA de mapas), acho que ambos ficamos a pensar que era fácil, vá!
Andamos quase uma hora a pé, à procura daquilo, e já estava eu prestes a desistir, quando finalmente encontramos a rua. Já não se chama Bella Blu, mas a lasanha, mantém-se a mesma!
O jantar foi durante risos, e entradas que vieram no fim!
Barriguinha cheia e... Rumo ao Harley.
Logo à entrada, tivemos o vislumbrar de uma personagem completamente degradante! lol
Desta vez não tivemos bailarinos, mas tinhamos bailarinas. Digamos que olhavamos para elas, e sabiamos qual a história de vida que as raparigas iam ter... o baquedo!
Dia seguinte, e mais uma vez saídinhos do hotel sem privacidade, fomos para os pinchos. Andar para lá a pastar e a pastar e a pastar... Metemo-nos ao caminho.
Conversa na auto-estrada:
M: Estou tão cansado... Apeteciam-me fechar os olhos, mas vais aí sozinha e não quero.
E: Fecha. Não te preocupes. Eu não adormeço.
1 hora e tal depois...
E: *abana-lhe a perninha* Acorda...
M: Sim?
E: Tu não achas estranho ainda não termos chegado à fronteira?
M: Onde é que estamos?
E: Não sei... Não conheço estas terras... Não conheço estas placas...
Paradinho numa rotunda muito escura, a tentar pôr o GPS a funcionar, pára a polícia atrás do meu carro. Lá perguntei ao homem como voltava para casa. Disse-me naquele espanhol ranhoso que tinha de voltar tudo para trás, em direcção a Valladolid (ao tempo que já tinha passado essa placa). Na rotunda saí na placa errada... :D ... lá pusemos o GPS a funcionar, e o carro da polícia voltou a parar, mas desta vez ao lado do meu... Olharam para nós, uma com cara de pena, e o outro a grisar-se, e o que tinha cara de pena, voltou a salientar com linguagem gestual, que tinha de voltar para trás! Andei 180 e tal km para trás, até voltar a passar por Salamanca e aí fazer mais 100 e tal para Portugal. Degradante. Mas pronto, se não me perdesse em grande, não era viagem a Salamanca.
Digámos que apesar do co-piloto estar encantado com o GPS, e não o largar até chegarmos à fronteira, nem mesmo quando eu dizia que já sabia o caminho, eu só senti algum encantamento, quando de facto aquilo nos levou ao McDonald's da Guarda. A fome era demasiada...
Cheguei a casa à uma e tal da manhã... Já me sentia como se tivesse passado um dia inteiro a conduzir.