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sexta-feira, 8 de novembro de 2013

"Eu vejo um novo começo de era" (2)

Nem vou me estender no texto, só precisava registrar aqui mais um momento importante. Até porque meu blog me acompanhou em tantos momentos, se não tivesse tanta coisa escrita aqui, nem eu lembraria de certos detalhes.
Acabei de ler meu último post e vi o quanto estava receosa e feliz com a última mudança, o de trabalhar "somente" na clínica particular. A decisão foi super acertada e tive/estou tendo sucesso.


Mas a decisão está tomada: em 2013 acaba meu ciclo morando aqui em Natal. O ano de 2014 vem aí e com ele uma nova mudança, vou embora do meu amado Nordeste, do meu inspirador litoral. 

Medo, ansiedade, pânico, felicidade, expectativas (realistas, creiam) e novos desafios!

*preciso fazer um balanço desse ano... que ano, Gzuis!!!!! Mas prometo, para mim mesma, que farei daqui pro início do ano novo. ;)

quarta-feira, 1 de maio de 2013

"Eu vejo um novo começo de era..."

Início de maio de 2013 marca uma das mudanças da minha vida.
E daí que daqui a uns anos pode ser que eu nem lembre o que aconteceu nesse mês e as implicações da decisão nem sejam tão importantes assim.
Mas, hoje, ela faz muito sentido na minha vida.

Agora, no final de maio, decidi que se encerra mais um ciclo.
Sou psicóloga em uma clínica que atende plano de saúde e decidi sair de lá. Calma, eu explico por que esse passo é importante:
ser psicóloga clínica não é das atividades mais simples e, hoje, nem vou falar da carga emocional diária. Acontece que trabalhar com plano de saúde me dá uma garantia que sempre terei quem atender, que sempre estarei trabalhando e recebendo financeiramente; lá sempre tem fila de espera, ou seja, nunca vai faltar pessoas que precisam de ajuda. Isso me dá um suporte financeiro importante, por pior me paguem (e, gente, sou muito mal paga mesmo).

Quando comecei lá foi uma felicidade sem tamanho, foi bem na época de um dos piores meses da minha vida. Um mês que sofri, achei que fosse morrer e hoje só consigo olhar pra trás e ver o quanto eu mesma me deixei ser maltratada.
Sair do emprego que eu estava, e odiava!, para voltar a atuar realmente na parte clínica da psicologia, voltar a morar na capital (eu passava a semana no interior), começar minha Especialização (sim, meus queridos, sou Especialista em Psicologia Clínica), cuidar de mim melhor, etc.
Fui do inferno pro céu em um mês.
Passei dois anos e meio, mas hoje não dá mais.

Não trabalho mais estimulada, não aguento mais a clínica, não aguento mais a maioria das pessoas de lá, não aguento mais trabalhar pra receber tão pouco (valorização e dinheiro).
Sabe quando a situação já deu? Pois é.

E aí que vou arriscar ficar só na clínica particular, arriscar ter poucos ou nenhum paciente, arriscar ser menos vista, ver o dinheiro sumir (lá é pouco, mas é certo).
Uma pitadinha de medo, de excitação, de ansiedade, de felicidade, de alívio, tudo junto.
E cá estou eu, no mês de Maio, encerrando mais um ciclo e doida pra que dê tudo certo no novo.

O que seria de nós sem novas possibilidades, sem novos sonhos, sem novos desejos?
"Vamo que vamo"!!!
Fé, força e foco. 

domingo, 21 de abril de 2013

Ei, psiu! vem me explicar aqui, vem

Quase um ano sem postar. Quase um ano em bloqueio criativo.
Não, não é desculpa. Ou talvez seja e, por favor, aceitem.
É até clichê dizer que muita coisa aconteceu nesse período, mas nem estou a fim de falar sobre isso.

A vida é tão estranha e pode dar tantas voltas que chego a, sinceramente, me perder nesses loops.
Acordei e passei esse dia de domingo com uma paz incomum no coração. Nada de ansiedade, angústia, aperreio, tristeza...sentimento nenhum, apenas paz e com a cabeça sem estar um turbilhão. Que delícia de sensação!

Eis que, antes de dormir, me aparece uma situação nova e que nem interessa agora, no momento.
É só que não sei nem como explicar, escrever (já pode ir embora, bloqueio), apontar para vocês. Nunca vou conseguir entender a facilidade com que as pessoas conseguem mentir. Sério.
Minto pácarai, mas geralmente com coisas bobas como não dizer que a roupa está horrível, ou aquele "estou ótima" com um sorriso no rosto, quando na verdade nem estou.
Prefiro até me isolar para evitar mentiras.
Só que tem gente que não: tem gente que mente, chora, olha nos seus olhos, faz juras e é tudo mentira.

Nem vou entrar pro mérito de mais um monte de coisa, mas só consigo me fazer UMA pergunta: pra quê?
Pra que tanta mentira? Coisas até pequenas, sabe? Pra que mentir?

E aí que eu queria uma explicação racional.
Nada de usar de emoção, nada de usar da fé (Deus, já estou me cansando desses seus sinais que ninguém entende, hein?), nada de qualquer outra ferramenta.
Só quero o racional.
Alguém pode me ajudar?!

Acabei de decidir que vou passar mais tempo em casa, voltar a ler sites/blogs e postar mais.
Só não sei ainda se é verdade.

*Será que as pessoas mentem achando que são verdades? Será que são verdades naquele ínfimo instante e só depois passa a ser mentira? Será que a jura é verdadeira enquanto pronunciada?


domingo, 24 de junho de 2012

Distraindo o coração


E aí que já faz um tempo que ando sempre cansada. Acordo cansada, passo o dia cansada, durmo cansada.
É um cansaço diferente, não é preguiça, não é sei lá o que. E aí seria algo natural para os meus padrões porque sempre estou fazendo mil coisas, sempre ocupada, correndo atrás, etc.
Mas daí parei e fiquei refletindo que nos últimos meses meus dias têm estado até mais tranquilos. Bem mais tranquilos mesmo. Trabalhando menos, estudando menos, tendo bem menos aulas e as faltando muito também.

Então, o que diabos eu tenho?
Fui a médicos, coisa que detesto, fiz exames e não deu nada.
Pensei, então, que poderia ser um sono pouco restaurador e poucas horas dormidas à noite.
Hum…vá que seja, mas hoje me ocorreu algo diferente. Ando desestimulada, sem ânimo, sem vontades. E isso não faz parte do meu quadro de depressão, mas “só” uma vontade de parar. Faço tanta coisa pra conseguir o que quero e, no final das contas, rodo, rodo, e sempre estou no mesmo canto. Grito e esperneio, bato no peito e continuo aqui, no mesmo lugar.
E aí me pergunto qual o intuito disso tudo, pra que trabalhar, pra que estudar tanto, pra que se dedicar, pra que se estressar? A troco de quê, sabe?

E aí  que, sinceramente, tenho vontade de desistir.
Não tenho mais vontade de nadar contra a corrente, de correr atrás.
Isso, claro, porque ainda não falei sobre minha vida afetiva-com-sexo-oposto.
Não, não! Nem vem me dizer sobre tudo ter seu tempo certo e qualquer ladainha dessa.

Pato Fu canta “distraindo a verdade, enganando o coração”, e é assim que sinto. É como se eu estivesse, no fim das contas, tentando enganar meu coração.  Trabalhando demais, estudando demais, saindo demais (coisa que nem vontade tenho mais), bebendo demais, conversando demais, comendo demais, amigos/colegas demais, compras demais.
E eu sei que tudo isso é vazio, nada disso vem preencher o que eu realmente necessito. E, pra putaquepariu, a raiva que me dar por saber que amar e fazer dar certo, não depende só de mim. Não posso ter o controle de nada disso e o que me resta é fazer as coisas de sempre e esperar, um dia, algo acontecer.

Não, não está muito colorido do lado de cá, não.


*ah, TNC pra Lucas, noivo, feliz e eu triste por não poder fazer parte de nada disso e, mesmo assim, não conseguir sentir raiva dele.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Um Luto


Essa semana que passou eu levei um baque. Um baque mesmo, sabe? Daqueles que você fica de olhos arregalados, sem acreditar.

Uma pessoa MUITO querida e especial, que eu tenho um carinho enorme, faleceu. E, tipo, faleceu há 3 meses e eu não tinha noção disso. Estávamos di
stantes, esse tipo de distância que a vida se encarrega de proporcionar...
Fiquei tão triste por não ter podido ajudá-lo nesse momento, de não ter podido enxugar suas lágrimas (mesmo que fosse a distância), por ter ficado pendente aquele abraço apertado, por você ter ido sem eu conhecer o cheiro do seu cabelo, sem poder ter apertado suas gordurinhas...
Eu não sei explicar como isso mexeu comigo, mas eu sei que m
exeu.
(pausa para um jorro fodão de lágrimas)
(pausa2 para ouvir JJ que você tanto gostava, Xande).

Diante disso tudo, me veio à cabeça uma outra pessoa do passado que eu gostaria de saber caso estivesse doente e/ou viesse a falecer. Não sei ao certo o porquê, mas gostaria.
Daí que fui mandar e-mail, depois de 3 anos sem contato, pra ele d
izendo isso, que gostaria de saber e blablablá.
Ele pediu pra voltar a ter contato comigo, disse que gostaria que eu soubesse sobre a vida dele e não sobre a morte.

Acho que o deixei entrar na minha vida de novo e não sei, porra, não sei mesmo, se fiz e estou fazendo a coisa certa.

Não sei se tô pronta pra deixá-lo voltar a fazer parte da minha vida, não sei se já lambi o suficiente minhas feridas da época que deixamos de nos falar.
Não sei se vai dar merda e eu vou sofrer de novo.
Não sei se quero a amizade dele.
Mas, ao mesmo tempo, por que, então, o adicionei no Facebook e troquei algumas frases com ele?
Será que eu quero passar a limpo o passado? Ou sou apenas masoquista?

Sei que vou deixar lá e ver no que dá.
Só peço, Deus, que isso não dê merda novamente.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Eu, o cogumelo!


Alguém ainda me lê aqui? Manda sinal de fumaça porque eu fico mais estimulada e volto a postar (mentira, sou carente e gosto que as pessoas sintam minha falta e me encham de mimos...).

Não sei não, mas acho que sempre fui meio sequelada... meio distante, talvez diferente da maioria, principalmente emocionalmente falando. Eu sinto tanto, com tanta intensidade e frequencia, que não acredito que eu saiba o que fazer com isso, como lidar com tanto jorro de emoção.
Daí, que, sempre fui um fiasco em relacionamentos amorosos, inclusive com uns virtuais - bem sem futuro, diga-se de passagem - eram mais fáceis de levar, sabe?

E me vem o baque todo de 2010 (não, não vou ficar mais me lamentando por ele, fiquem aliviados), eu achando que estava vivendo realmente-e-e-e o amor, o que soa bem brega, eu sei.
E, pluft!, acabou de uma forma bem mal. Será que amar é isso mesmo?
Oi, alguém pode me responder?

Hoje o PP (Pequeno Príncipe) apareceu de novo pra mim - ou eu procurei, vai saber... -, e fui agraciada com dois pensamentos do Antoine, um do PP e outro da Terra dos Homens.

"Eu conheço um planeta onde há um homem vermelho, quase roxo. Nunca cheirou uma flor. Nunca olhou uma estrela. Nunca amou ninguém. Nunca fez outra coisa senão somas. E o dia todo repete como tu: "Eu sou um homem sério! Eu sou um homem sério!" e isso o faz inchar-se de orgulho. Mas ele não é um homem; é um cogumelo!"

Acho que eu tenho sido meio cogumelo durante um bom tempo. Sempre tão preocupada com estudar, trabalhar, realizar meus sonhos, estudar e trabalhar de novo. Às vezes sinto a necessidade de ser tão eficiente, de dar conta de tanta coisa que talvez eu esteja esquecendo as coisas mais essenciais.

E, o segundo trecho, que me chegou hoje:

"Você compreende, sem alimento, depois de três dias de marcha, meu coração não devia estar batendo com muita força... Pois em certo momento, quando eu progredia ao longo de uma encosta vertical, cavando buracos para enfiar as mãos, o coração me caiu em pane... Hesitou, deu mais uma batida... Uma batida estranha... Senti que se ele hesitasse um segundo mais seria o fim.
Fiquei imóvel, escutando...nunca - está ouvindo? - nunca, num avião, me senti tão preso ao ruído do motor como, naquele momento, às batidas do meu próprio coração.
E eu lhe dizia: Vamos, força! Veja se bate mais... Hesitava mas depois recomeçava, sempre...
Se você soubesse como tive orgulho do meu coração!"
(Terra dos Homens)

Talvez meu coração tenha querido parar de bater, tenha desistido de tanta coisa... tenha desistido de tantos sonhos, de achar que o mundo, por pior que possa parecer, pode ser sim colorido, com músicas alegres, com pessoas boas que têm o mesmo objetivo que você: ser feliz.
Descobri, à duras penas, que o que eu, inocentemente busquei (e ainda busco), não existe. Pelo menos não assim, de uma forma tão bela e inocente.
Apesar de tudo, de tudo mesmo, gente, eu não quero desistir. Não quero deixar que meu coração pare de bater.
Aliás, que saudade putaquepariu de me apaixonar, viu?

domingo, 18 de dezembro de 2011

Quando não me preencheu mais

Um belo dia acordei e simplesmente:

Ler livros não me preenchia mais;
estudar também não.

Sair, beber, rir, faxinar até a mão doer, academia, ouvir música, assistir seriado, ver o mar, ficar horas conectada, assistir seriado, comprar, fazer dieta...
nada me preenchia mais.
Nada me preenche mais.

E aí?