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terça-feira, 27 de maio de 2008

Minha Terra do Nunca

Antes de qualquer coisa, queria agradecer imensamente cada comentário do post passado. Obrigada de coração. Agora já estou bem, podem deixar!

Depois de assistir o filme “Em busca da terra do nunca”, fiquei me perguntando por que eu envelheci e amadureci tão rápido. Por que eu virei uma pessoa tão séria e responsável desde tenra idade?

Sem dúvida ser assim me trouxe diversos ganhos que não vêm ao caso no momento. Mas eu vejo o quanto eu perdi, o quanto de inocência e brilho eu deixei perdidos no caminho.

Hoje eu me vejo como uma semi-adulta. Tão adulta em alguns pontos e em outros, tão menina. É, então, que eu vejo que parte de mim está na Terra do Nunca, eu consegui achar essa terra tão sonhada.

É na Terra do Nunca que coloco para fora aquele sorriso mais espontâneo e bonito; que realizo minhas fantasias e sonhos por completos; que faço brincadeiras sem me sentir boba; que imagino que tudo o que eu quero irá acontecer; que posso ser princesa, bruxa, o peixinho do Nemo ou o gato-de-botas do Shrek; que eu abro a janela, sigo meu arco-íris e encontro um pote de ouro; que eu posso fazer cara de danada, olhar para os dois lados, dizer “sim-sa-lá-bimmmm” e fazer o que eu quiser; que eu posso pintar o céu de cor-de-rosa e colocar as estrelas de dia e o sol à noite; que imagino meu príncipe chegando num cavalo bran...

PLUFFFFTTT!

Acordo do sonho e volto à vida ‘normal’, porque príncipe encantado é demais!

(hahahaha)


* Era para ser um post reflexivo, mas não resisti à tentação de fazê-lo irônico-cômico. Hauhauahuha

**Eu indico o filme. Bem legal mesmo.

domingo, 25 de maio de 2008

E o motivo do sumiço foi...

Quem não gosta de texto depressivo e dramático eu aconselho a parar por aqui, ta?

A minha proposta era falar sobre o que me inspira e contar uma experiência excitante/estimulante que tive, mas não apenas contar e sim tentar fazer com que vocês sentissem junto.

O que aconteceu foi que eu não tive tempo de escrever e a criatividade motivada pelo momento inspirador vivido esvaiu-se. Logo após, senti uma forte dor (inclusive física) e pude facilmente perceber que ele tinha voltado; que durante todos esses meses que estive bem, ele apenas estava adormecido e não extinto. Ele já havia dado mostras de que esta voltando, eu é que não levei a sério.

Ele está na minha vida há tanto tempo que nem me recordo desde quando com exatidão, nem o que o fez bater na minha porta e eu aceitá-lo em meu pensamento.

O que eu tenho certeza é que ele está vivo e sádico, sedento de dor e sofrimento, procurando o que ele mais gosta: a escuridão. E é nessa escuridão que eu me encontro neste momento, sendo cada vez mais sugada para ele, para o meu buraco-negro interior. E ele vai sugando tudo o que vê por perto e, assim, já foram minhas forças para lutar e minhas esperanças de um dia me ver livre dele, assim como também já foram embora meus melhores sentimentos e hoje eu só vejo e sinto dor.

O que me dói também é perceber que eu não estou preparada para encará-lo, que ele ainda é infinitamente mais forte que eu; que eu não mulher suficiente para bater no peito e dizer olhando em seus olhos, com um sorriso desafiador: “Pode vir quente (por)que eu estou fervendo”.

Ele já é um pedaço de mim e me dói assumir isso. Eu falo e abaixo a cabeça porque não consigo encarar os olhares de decepção, espanto, incredulidade, dó e inquisição das pessoas. Dói, dói.

Nem na psicoterapia eu consegui falar abertamente dele, parece que eu e ele fizemos um pacto de silêncio. Foi lá na terapia que eu assumi, com muita vergonha, que eu ainda não sou párea para ele.

E o que as “férias de Internet” têm a ver com tudo isso? Por que deixar de lado o que eu tanto gosto e me faz bem? Depois de muito pensar no motivo, cheguei a conclusão que isso foi apenas um pedido desesperado de socorro. Largar a net é algo inexeqüível e se eu fiz isso (ou tentei), foi uma forma semi-inconsciente (ou semi-consciente) de dizer que algo muito ruim estava agarrado à mim, que eu deixei algo muito ruim agarrar-se à mim, e que eu precisava de ajuda.

Uma das minhas fugas foi não parar minhas atividades e estudos por nada, aliás, intensifiquei. Outra foi a farra e o álcool. Nenhuma opção é satisfatória, desnecessário dizer isso. Mas pelo menos serviu para eu não entrar em contato com ele, o terrível e temível buraco-negro.

E consegui fazer um pouco diferente dessa vez. Nas outras vezes eu resumia tudo em um dia de farra enorme, no qual eu bebia absurdamente, dançava, ficava e no final ainda ligava pra Shrek, que sempre me acolhia. Dessa vez fiz diferente por dois motivos: O primeiro foi porque, certa vez, Shrek me disse com um olhar de tristeza que eu só o procurava quando estava em crise, então, preferi nos poupar dessa vez; o segundo motivo é que no outro dia além de o vazio estar maior, ainda estava com um forte sentimento de culpa.

Neste momento, ele está indo embora. Sua presença foi devastadora... e já estou com medo de sua nova vinda. Enquanto ela não vem, eu volto aos poucos à minha vida ‘normal’, claro que não sem muitas marcas indeléveis.

"Guarda os pulsos pro final
saída de emergência (...)"



*Vou demorar um pouco a responder todos os comentários, mas eu apareço aos poucos.

domingo, 18 de maio de 2008

...

Férias de internet.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Inspiração... de onde vem?

Interessante que me perguntaram semana passada: “Candy, há momentos e lugares que são inspiradores, não há?”. Eu respondi que sim, que eu também penso dessa forma. Aquela pergunta ficou martelando um tempo na minha cabeça.

E ontem a noite eu fiquei pensando o que me inspira... eis que hoje pela manhã eu comecei a me responder: bem, o que me inspira...

Pode ser uma música, um momento, lembranças, vontades, desejos, tristezas etc.

Tudo, absolutamente tudo, pode me inspirar. Basta apenas que o que aconteça (o que eu pense, imagine...) vá de encontro comigo. Ou seja, basta que ‘aquilo’ me toque em algum sentido. Basta isso acontecer para minha inspiração ir longe e me proporcionar uma das sensações que mais gosto: escrever e saber que tudo que escrevi vem de dentro.

Agora tentem fazer o seguinte: fechem os olhos, respirem fundo e soltem devagar, tentem se desligar dos estímulos externos e entrem em contato um pouco com seu interior...
Mais conectados consigo, tentem responder:
O que te inspira?

(continua...)

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Era Uma Vez...

Ele morava em Curitiba. Ela em Natal.


Dezembro de 1975.
Eles se conheceram em uma formatura. No dia seguinte começaram a namorar.
Ele que era desconfiado com as pessoas, confiou de primeira nela. Ela que era durona, amoleceu.
Ele ainda passou um mês na cidade dela.

Janeiro de 1976.
Ele voltou à Curitiba. Ela continuou na sua cidade.
Só foram se ver novamente em Julho do mesmo ano.
Enquanto isso, ele escrevia uma carta por dia para ela e colocava nos Correios. Ele nunca imaginou que pudesse ser tão romântico.
Ela, por sua vez, guardava todas com um carinho especial.
Às vezes falavam-se por telefone, mas nessa época isso não era muito comum.

Dezembro de 1976.
Ele se formou e ela foi comemorar e estar junto nesse momento tão especial e importante com ele no Sul. Claro que a mãe dela também foi junto, a filha não poderia ficar mal falada.
Em janeiro do ano seguinte ele saiu de Curitiba e foi morar em São Paulo.

O casal só voltou a ser ver em julho de 1977. Eles ficaram juntos por quinze dias que foi o tempo que ele tirou de férias. Em dezembro, mais quinze dias.
E os encontros eram sempre assim: interrompidos. Mas quando perguntados, respondiam que havia plenitude e amor.
“Ela é o amor da minha vida”.
“Ele é o homem para toda a minha vida”.
Diziam isso desde o começo do namoro.

Ele morou durante os anos de 1977 e 1978 em São Paulo. Eles se viram pouco.
Sabiam que a distancia era necessária para que eles ajeitassem a vida profissional e financeira.
Eles contaram que a saudade dilacerava, mas era preciso agüentar tudo. Isso passaria rápido e teriam a vida inteira pela frente.

Janeiro de 1979 ele foi transferido para Recife.
Agradeceram aos céus por ele estar perto e poder ir à cidade dela todo fim-de-semana.
Era ela quem ele queria. Era em seus braços que ele encontrava o sossego que tanto pedia durante a semana.

“Estou de volta pro meu
aconchego. Trazendo na mala
bastante saudade (...)”

Era ele quem ela queria. Era com ele que ela sentia que estava completa, feliz.
Mesmo assim sem muito sossego porque naquela época a “moça podia ficar mal falada e os homens só queriam se aproveitar”.
Nenhum dos dois acreditava que isso pudesse acontecer entre eles.

Abril de 1979.
Eles não queriam mais esperar. Ela foi até Recife para comprar os móveis da casa.
20 de Abril do mesmo ano eles se casam no civil. Mas não foram morar juntos. Aconteceu apenas para ele dar entrada na burocracia de pedido de moradia na vila militar, a qual todo militar casado tinha direito.

Em 20 de Outubro de 1979 eles, enfim, casaram-se na Igreja com toda a pompa que ela sonhava e ele aceitava feliz.
Começaram, então, a vida de casados de verdade.

No final de Janeiro de 1980, ele foi transferido. Dessa vez para o Rio de Janeiro. Ela, claro, foi junto. Como ficar novamente longe de seu amor?
Em maio de 1981, lá estavam eles de volta à Recife, a segunda paixão dele.

Como aumentar a felicidade?
Com o nascimento, em fevereiro de 1982, de sua primeira filhinha: Erica.
Mas eles sentiam que ainda faltava algo. O que era?
Bem, para completar o que já, por tantas vezes, parecia completo, nasceu em Novembro de 1986, Candy.

O amor do casal que namorava a distância resultou em um casamento e duas filhinhas. E como esquecer do baú com todas as cartas que ele escreveu para ela por anos a fio?

*E quem disse que namoro a distância não dá certo?
Bem, com eles deu.
E quem disse que Era Uma Vez só acontece em contos de fada?

sábado, 10 de maio de 2008

A falta que faz

Sexta-feira saí e, aliás, tem muitas histórias engraçadas que só de lembrar dá vontade de rir. Mas não é sobre isso que quero falar, tem algo que é figura para mim agora e todo o resto é fundo.
*Conceito da Gestalt-terapia: figura e fundo. Figura é o que está evidente no momento, todas as outras situações viraram fundo, mas isso pode mudar a qualquer momento*

A festa foi muito legal, me diverti, dancei, gargalhei, cantei músicas que adoro, vi pessoinhas queridas, conheci outras. Enfim, muito legal!
Só que, tanto na hora quanto depois, a impressão que eu tenho é de algo vazio. Sei que falta algo ali, em mim, na minha vida. Ela não está completa, não, não está.
Isso não é reclamação e nem estou triste, é apenas uma reflexão.

Como já cansei de dizer, meu lugar não é aqui na minha cidade, mas quanto a isso estou providenciando a mudança. Vai demorar, no entanto um dia chega.
Mas falta algo mais, algo maior, mais sólido.
Tenho uma vaga idéia do que seja, mas não vou me precipitar, nem forçar barra. Vou apenas deixar a vida correr e enquanto nada acontece, continuo com esse sentimento de vazio aqui dentro.

Diálogo bizarro da noite

(eu pensando por que tenho atraído tanto coroa. Tanto na noite quanto na sala de aula – tem um coroa que fica me secando).

Candy (no meio do barulho da festa): Ei, me responde uma coisa...
Amigo: o quê?!
Candy: quero fazer uma pergunta.
Amigo: Ah, ta. Vai, pode fazer.
Candy: Por que eu tenho atraído tanto coroa?
Amigo (surdo e com cara de safado): Se você ta boa? Ta... e muito! Muito boa!
Candy (dá um tapa no braço do cidadão): Menino, to perguntando por que tanto coroa tem dado em cima de mim ultimamente.
Amigo: Ah... deve ser porque você passa a imagem de bem resolvida, auto-suficiente, madura. Acho que é isso. Os menininhos inseguros fogem... hehehe
Candy: puuuuf

Segunda situação:

Alguém aí se lembra do filho postiço de Evo Morales me xavecando? Pois é, como se não bastasse me apareceu ontem um coreano (ou chinês ou japonês, sei lá). Agora realizem um coreano fazendo olhar 43 pra mim...
Eu mereço! ¬¬

Aqui a propaganda da festa.

Tocou MUITO rock anos 80 braZuca. Absurdamente bom!
Isso sim é música.
Isso sim é festa.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Música da Semana

Porque eu sei que vou vencer, que vou lutar e conseguir o que realmente
quero. Conseguir sozinha? Duvido. Mas mesmo que conseguisse, que graça
teria? Eu quero as pessoas que amo e gosto por perto, aí sim é vencer
de verdade!

Por Quem Os Sinos Dobram

(Raul Seixas)

Nunca se vence uma guerra lutando sozinho
Voce sabe que a gente precisa entrar em contato
Com toda essa força contida é que vive guardada
O eco de suas palavras não repercutem em nada

É sempre mais fácil achar que a culpa é do outro
Evita o aperto de mão de um possivel aliado, é
Convence as paredes do quarto, e dorme tranquilo
Sabendo no fundo do peito que não era nada daquilo

Coragem, coragem, se o que voce quer é aquilo que pensa e faz
Coragem, coragem, eu sei que voce pode mais

É sempre mais facil achar que a culpa é do outro
Evita o aperto de mão de um possível aliado
Convence as paredes do quarto, e dorme tranquilo
Sabendo no fundo do peito que não era nada daquilo


* Desculpa se eu demorar a responder os comentários, mas é porque entrei
em um novo projeto (em off ainda. Diz respeito a isso que falei: vencer)
e vou ficar mais sem tempo que o normal.

** FDS vem aí e o meu mais que promete! huhuhuhuhu



Beijooos

terça-feira, 6 de maio de 2008

Um ano!

Respondendo à algumas pessoas: Aquele era o último post (de verdade) do blog.terra. Meu espaço agora é aqui.
Hehehehe

Bom saber que vocês sentiriam minha falta!

E quem diria que eu ficaria tanto tempo sendo realmente presente em um blog?
Quem diria que em pouco tempo eu já viraria leitora ass
ídua, assim como teria leitores assim?
Quem diria que eu poderia ser eu mesma, sem usar das ‘l
udibriações’ do dia-a-dia?
Quem diria que eu me afeiçoaria tanto pelas pessoas que nem conheço pessoalmente?
Quem diria que eu conheceria p
essoalmente?
Pois é... pois tudo isso aconteceu em um ano.

Em um ano o blog e as pessoas que por aqui passaram e passam ajudaram a me melhorar pelo menos um pouco.
Mas deixem-me fazer uma volta ao passado para os leitores mais recentes.

Comecei com o VidaEscrita no weblogger que tive que apagar porque uma amiga descobriu o endereço e meu blog, como vocês sabem, é anônimo.
Esse foi o lay que a Ta (aliás, sumid
a do mundo blog) fez:


Fui, então, para o http://na-ponta-do-teclado.weblogger.net

Que vocês podem conferir os posts, os lay, tudinho que quiserem.

O weblogger dificultava meu trabalho de blogueira e então resolvi mudar para o blog.terra. Tudo ia bem até que... até que sem querer eu apaguei o blog.

¬¬

Mas voltei com o mesmo endereço e alguns textos a menos.
Mas eu estava insatisfeita com lá e resolvi mudar. Foi quando resolvi comemorar meu um ano aqui, no blogspot e criei esse.

E como não podia deixar passar o momento “sou metida sim, e daí?”, vou com o selinho que recebi do Antônio (aliás, o leitor mais antigo do VidaEscrita):


E esse selinho tem um gostinho mais especial porque sei que quem está aqui (seja a curto ou longo tempo), volta não só pelo o que posto, mas pelo o que comento. Tenho a preocupação, atenção e consideração de ler o texto antes de comentar, ou seja, não sou da linha “oi, seu blog é lindo, comenta no meu”.

E saibam que o inverso também é verdadeiro. Gosto de chegar aqui e ler todos os comentários, saber opinião de vocês, receber atenção etc.

Obrigada ao VidaEscrita.
Obrigada à todos os amigos.
Que venham mais anos!

domingo, 4 de maio de 2008

A Serial Killer

Uma colega de classe psi é formada em pedagogia.
Ela adora crianças, tem facilidade em lidar com elas e acaba de passar em um concurso do estado para dar aulas à crianças da alfabetização.
Ela está realizando um sonho.
Que lindo!

As crianças estão prestes a conhecer o pesadelo.
Que horripilante!


“Ah, Candy, deixa de ser despeitada”.

E eu replico: Não, não. Ela é uma serial killer.

Ela é perigosa.

Eu tenho medo dela.

Ela mata a gramática, o dicionário, as regras do português.

Serial Killer.

Que medo!


Maldita hora que deram meu MSN à ela e a mesma me adicionou. Em duas linhas que ela escreveu, saíram essas pérolas: “voutar”, “fazerei”, “oculpada”, “agente podia fazer (...)”.

Não, eu não mereço isso!


E as coitadas das crianças?!
Como elas vão saber que o que a tia da escola ensina está errado?
Essa é a educação do nosso país!

E não pensem vocês que ela entrou lá de qualquer jeito não. Fez concurso, provas de redação, entrevistas e foi super bem classificada.
Uma vergonha.


-> maIs o Geito vai Cer eÇas crianSSas aprenderam o pUrtuguÉs corretamentI cUm a tia na Iscola.

Algum psicopata aí se habilita a matar a serial killer?


*Último post que escrevo.
**Sabe quando bate uma saudade do tamanho do mundo? Senti hoje.

BOA SEMANA!!!!

sexta-feira, 2 de maio de 2008

O trator

O comentário do Antônio no post passado foi o estopim para eu vir escrever hoje. Ele falou sobre equilíbrio e eu sei o quanto essa palavra significa para mim.
Infelizmente é algo que eu busco, mas não consigo. Eu nunca estou no ponto do meio, sempre estou em um dos extremos.
Eu sou assim desde que me entendo por gente, mas isso tem me incomodado de uns tempos para cá. Eu não consigo ser uma pessoa ‘normal’.
Não consigo ser razoável, sou sempre passional ao extremo (‘passional’ aqui no sentido daquelas pessoas que ‘exageram no exagero’).

A última das situações que me fez reviver tudo isso aconteceu essa quarta na sala de aula.
Vou resumir porque a história é longa.
Essa disciplina tem causado repulsa em toda a sala desde o primeiro dia de aula e as reclamações e chateações são inevitáveis. Sempre evitei entrar nas discussões por dois motivos: 1) Eu tenho vergonha de falar em público, 2) Eu sei que termino me exasperando.

Então, voltando à essa quarta, meu grupo ia apresentar um trabalho. Cada semana é um grupo e o meu foi logo o primeiro (sorteio). Assim que começamos e dissemos em qual texto estávamos embasados, a professora começou a chiar e dizer que não tinha sido esse texto que ela tinha dado para fazer o trabalho (tem um texto básico que deveríamos ler e os outros poderíamos variar). E começou a reclamar muito.
Eu que estava com vergonha por estar passando por essa situação, comecei a me sentir acuada e parti para o ataque. Levantei o braço e dei um caldo. Daqueles.
Falei TUDO que eu estava querendo dizer desde o começo do semestre.
E a discussão entre a professora e eu pegou fogo total.

A professora é daquelas bem exigentes, firme, decidida, bem-sucedida, bem-resolvida. Enfim, a mulher é fodona. Adivinha qual foi o resultado da discussão: ela chorando em plena sala de aula!!!!!!!
Quando a vi chorando foi que percebi que havia passado dos limites.
E é sempre assim que acontece. Eu passo dos limites. E o problema nem é tanto o que eu falo e sim como eu falo. Sou bruta, grossa, desafiadora, irônica, arrogante (pior que quando eu estou numa briga, não tem quem me tire. Me sinto nova, revigorada, com 'gosto de gás').
Isso sempre acontece.
Eu não consigo falar o que tenho para falar com um tom amigável, eu parto para o ataque.

Como se não bastasse eu já ter arrumado encrenca com meu grupo todo (nós somos dez), agora arrumei com a professora! Todos os professores já estão sabendo, o assunto já chegou à coordenação do curso.
Tão ruim saber disso.
Eu preciso aprender a dosar minha agressividade, meu tom de falar com as pessoas.

Já pensei em virar “a mudinha”. Mas não dar minha opinião está fora da minha personalidade. Se eu fosse assim, não seria eu, entendem?

E vocês não têm noção de como isso me deixa mal quando acontece. Eu sempre penso “aconteceu de novo” e me martirizo por um longo tempo. Não imaginem que é por má vontade em querer mudar. Não é mesmo. Tento e como tento. Mas parece que ando em círculos.

*Pedi desculpas à professora pela forma que falei com ela (não pelo o que eu disse). Mesmo assim estou com vergonha e não estou me sentindo à vontade de voltar às suas aulas.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Organização

Quem falou comigo semana passada por MSN deve ter ‘ouvido’ que minha vida estava uma bagunça, que eu ando muito cansada e que as coisas têm saído do meu controle (coisa que não gosto).
Sexta passada eu tive uma forte crise de ansiedade (que me fez pensar em fazer uma visitinha ao psiquiatra, mas isso é assunto para outro dia), estava muito irritada e quase tendo um ataque histérico.

Resolvi não sair no fim-de-semana para descansar e repor energias.
Na verdade, resolvi me dar uma folga e me reorganizar.
Da sexta pro sábado eu dormi 10h, acordei, tomei café-da-manhã, mandei e-mail e voltei para a cama.
Quase não estudei no fim-de-semana, aproveitei para arrumar meu quarto, organizar minhas coisas, meus gastos (eu anoto tudo que e gasto e não estava mais fazendo isso), ajeitei meu guarda-roupa, limpei e guardei tudo que tinha espalhado pela casa.

Resultado?

Na segunda-feira eu era outra pessoa! Estava mais leve, descansada, alegre, menos irritadiça, com tudo organizado e o melhor: sem crise de ansiedade.
Ou seja, organizando minha vida fisicamente também terminei ajeitando as ‘coisas’ internamente.

Nós precisamos de um tempo para cuidar de nós mesmos. Não esqueçam disso e não me deixem esquecer também.


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Selinhoooo!

Obrigada, Intense!!!! :D

O meu bloguEEEnho tem estilo!!!




Eu indico pro Marquinhos, Xande e Kya.

Cada um que seu estilo.

:D


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*Ah, e hoje feriado... aproveitar minha vida de solteira, né?!
Hehehehehe
Pena que amanhã tenho que acordar cedo.


Beijooos