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quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Nem tudo é mesmo!

"Nem tudo é como você quer
Nem tudo pode ser perfeito
Pode ser fácil se você
Ver o mundo de outro jeito..."

Se existiu uma semana que essa música caiu feito uma luva para mim, foi esta que está passando.
Eu sou controladora e não nego. Então imaginem o que significou para mim, planejar durante alguns meses uma certa ação e não dar certo.
Calma, explico direitinho.
Planejei, juntei dinheiro, enfrentei minha família, sonhei, criei expectativas e realmente me entreguei de corpo e alma.
A aposta foi muito grande, hoje eu vejo isso.

Aconteceu algo que não previ (e que ninguém, por mais pessimista que fosse, poderia prever) e tudo saiu do trilho.
Desestabilizei-me por completo e por mais que eu fale, fale, fale, tente me expressar, não consigo transmitir o tanto que essa ‘perda’ significou e significa para mim.

Agora eu fico aqui, de cabeça baixa, choramingando, taciturna, voltando a pintar meu mundo que ficou cinza do dia pra noite.
Desistir? Não, não. Não faz meu estilo.
Mas, infelizmente, vou fazer algo que não gosto: esperar. Esperar e esperar.
E essa espera já se tornou tão amarga e dolorida que vocês nem imaginam.

Quanto ao post anterior, a história irá demorar para continuar.
Pois é, vocês vão esperar junto comigo.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Mônica

Mônica fitava sua imagem refletida no espelho enquanto penteava seus longos cabelos castanhos. Pousou levemente a escova em suas pálidas pernas. Olhou por uns instantes seu sério semblante e pensou consigo mesma “Meu Deus, que loucura! Eu só posso ser louca mesmo...”.

Ficou tão absorta em seus pensamentos que só despertou quando seu celular tocou. Ela olhou. Era ele. Eduardo. Suspirou, soltou um sorriso espontâneo e conclui seu pensamento: “Não é loucura, é amor”.

*aguardem os próximos capítulos...

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

As três rosas

Cristina fez fama de ótima jardineira em sua pequena cidade. Quem a via hoje chegava a pensar que tudo que ela conquistou caiu do céu... mal sabendo que ela suou e batalhou muito para chegar onde chegou e a que a cada dia ela matava um leão, não é assim que o ditado popular fala?

Apesar de cuidar de muitos jardins e plantas afins, havia três rosas que ela tratava com especial atenção.
Em alguns momentos ela dava mais atenção à uma, as vezes à outra e assim seus dias, meses e anos foram passando.
Talvez ela nem se desse conta de quanto tempo já havia transcorrido desde que ela se dedicou com tanto afinco à essas três rosas.

Sem saber por que, Cris passou a sentir uma obsessão por uma das rosas. Dormia e acordava pensando nela. Passava seus dias regando-a, cuidando, observando, acariciando e quando não podia estar perto da rosinha, sentia uma forte angústia.
Cris percebeu seu impulso, tentava agir com mais cautela; tinha plena consciência que, se continuasse assim, ela podia matar a pobre rosa.
Apesar de ser uma ótima jardineira, Cris não conseguia mais achar o limite do saudável com sua rosa, não sabia o momento de parar. Ficou com medo de aguar demais a plantinha e prejudicá-la, porém Cris não conseguia mais agir “mais ou menos”: ou ela cuidava excessivamente dessa rosa, ou não cuidava.

As outras duas rosinhas que ela tanto gostava, não chegaram a ficar esquecidas, no entanto Cris só cuidava por pura obrigação. Apenas por já ter anteriormente se comprometido a cuidar delas.
E outro pensamento egoísta passou pela sua cabeça: “se minha rosa predileta murchar, eu ainda tenho mais outras duas!”.

O resultado foi que a rosa dos olhos de Cris, murchou e murchou muito!
“Por que ela fez isso comigo? Cuidei tanto dela e ela ainda me deixa sofrer a vendo morrer?”, a jardineira fez-se de vítima, mesmo sabendo de sua participação no fracasso da rosa (ou seria seu próprio fracasso?).
Não, a rosa ainda não morreu... mas Cris resolveu deixar a rosa de lado. Não quer mais cuidar dela, quer apenas que a rosa volte a ser linda e vistosa como antes e não quer se dar ao trabalho de fazer mais nada. Quer apenas voltar a sentir o agradável cheiro que é exalado.

E quantas as outras duas rosas?
Uma delas está igualmente beirando o falecimento. Não recebeu água, nem luz e nem os nutrientes necessários durante um longo tempo.
Como sobreviver?

Já a terceira conseguiu, com muita resiliência, sobreviver.
E é nela que Cris resolver se apegar excessivamente.
Afinal, a jardineira não sabe ser mais ou menos.

“E se essas três ingratas rosas me abandonarem e eu ficar sozinha?”, pensou em comoção.
Balançou a cabeça como que para desanuviar a ideia.

“Nada é permanente neste mundo difícil, nem mesmo nossos problemas”. Charles Chaplin.
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Selinho LINDO recebido da Pequena:

Obrigada, Jéssica!
(E desculpa pela demora...)

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Uma simples reflexão refletida

“Estamos tão acostumados a nos disfarçar para os outros que, no fim, ficamos disfarçados para nós mesmos”. François de La Rochefoucauld

Apesar de não conhecer essa frase anteriormente, esse pensamento foi um dos motivos que me motivaram a escrever. Desde sempre.
Acredito que por mais que alguém seja espontâneo, sincero e totalmente verdadeiro, muito da nossa real essência fica para trás, encoberta pelas convenções sociais, pelo que nos foi passado e até por pura comodidade.


Esse ‘corte’ no nosso real jeito de ser começa desde que nascemos (às vezes até antes!), nossos pais, por nos amarem demais, querem sempre nosso bem e sempre nos moldam de uma forma que eles consideram mais correta e que nos evitará sofrimentos futuros.

É fácil criticar o que apreendemos da nossa família.
É simplista ficar julgando o que é correto ou não.
É imponderado culpar quem nos educou ou ainda culpar a sociedade.

O que está feito, está feito.
Se você é de alguma forma que não gosta, cabe a você querer mudar e assumir todos os riscos e consequências. Não adianta agir como uma criança birrenta ou como aquela que aponta o dedo indicador para frente.
Levante a cabeça, estufe o peito e vá atrás do que você realmente quer e acredita.

Mas lembre-se: nada na vida é definitivo!
Você pode voltar atrás e fazer o que você, até então, fazia.
Naturalmente não se pode esquecer de que tudo que fazemos traz consequências (esqueceram do efeito borboleta?), mas não estamos condenados a ser infelizes.
Nada disso!

Chega de se enganar, de mentir para os outros e acreditar na sua própria mentira.
Hora de se assumir, de se conhecer, de sofrer por isso.
Afinal, nem todas as descobertas são fáceis de encarar. Mas somos fortes o suficiente para cair e levantar.

Por que eu estou escrevendo sobre isso?
Bem, porque esse texto foi escrito por mim para mim mesma.
Escrever aqui nesse meu espaço é uma forma de libertação e até de muleta, às vezes.

“O homem é menos ele mesmo quando fala na sua própria pessoa, dê-lhe uma máscara e ele dirá a verdade” (Oscar Wilde).

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Pequenas mudanças

Às vezes evito algumas situações por puro medo.
Medo do desconhecido. Medo das conseqüências e principalmente medo de me magoar.
Fico me corroendo por ter mais uma vez evitado.
Por outro lado, quando me jogo de cabeça fico pensando que poderia ter evitado alguns sofrimentos caso fosse mais prudente.
Não, eu não consigo ser meio termo.
Ou eu vou ou eu não vou.
Essa é a Candy.

É, meus caros, a Candy 8 ou 80 está de volta com suas histórias e pensamentos confusos.

Algo fez menção em acontecer no domingo. Percebi na hora que seria um divisor de águas, antes e depois do ‘algo’.
Pensei, pensei e pensei.
Fico e me poupo ou vou e arrisco?

Fui, aceitei, me arrisquei, caí de cabeça.
Sabia dos riscos, não todos... mas de alguns eu sabia e mesmo assim quis ir.
“Quero pagar pra ver”.
Apostei todas as minhas fichas.

Não, não. Deixei duas guardadas ainda.
A aposta foi alta. Eu sei. O risco foi grande. Eu sei.
A diferença dessa vez foi que eu sabia exatamente o que estava fazendo e fui sem ilusões de que melhoraria. Fui provar, é isso. Fui provar. Queria saber qual o gosto, a curiosidade me pegou.

O resultado?
Bem, o resultado foi o que previ mesmo. Nada muito otimista.
Se eu me arrependo?
Não mesmo! Estou feliz porque fui mulher o suficiente pra ir, testar e saber no que ia dar.
Vivi o que quis.
Esperanças?
Sim, mas em outras situações. Nessa não mais.
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Tenho um selinho lindo pra postar!
Posto em breve!

Não sou mais adolescente!

Oh como é bom e ruim saber disso. Agora tenho mais responsabilidade, porém olho a vida com outros olhos, olhos que vêem (não abandonarei a bela acentuação) mais qualidades e encontram com mais facilidade a felicidade.

Mas por que eu fiz essa óbvia interjeição? Bem, eu sinceramente não tenho mais idade para ficar fazendo tipinho. Na verdade eu nunca gostei de agir dessa forma e agora é que não ajo mais assim mesmo.

Pra que fingir que eu não estou nem aí? Qual o intuito de adiar uma mensagem que eu queira mandar? Por que não demonstrar que gosta e ponto final? Dizer não querendo dizer sim; dizer sim querendo dizer não.

Sinceramente? Não tenho paciência para esses joguinhos adolescentes. Eu sou espontânea e sincera, mas parece que as pessoas se assustam com o meu jeito. Não entendo para que tantas voltas para chegar ao mesmo lugar!

“Txipo assim, fala sério!”
¬¬

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

2008 ficou para trás...

Será que ficou mesmo? Bem, o ano pode até ter ficado para trás porém, para mim, ele trouxe boas implicações.
Pois é, agora que acabou o ano é hora de fazer um balanço.

2008 foi um ano que não tenho muito do que reclamar, aliás, tenho muito que agradecer, levantar as mãos para o céu. Há muito tempo que eu não tinha um ano com um saldo tão positivo.
“Ah, Candy, já sei! Você ganhou na loteria, conseguiu o emprego dos seus sonhos, se tornou independente, saiu de casa e encontrou seu príncipe encantado”.
Nada disso. Nada. O ano foi uma soma de momentos e conquistas pequenas, que levaram ao meu crescimento e fortalecimento.

Ok... vou parar de enrolar e vou direto ao ponto: o que foi bom e o que foi ruim no ano passado.

1. Ruim: A distância (ela presente em todos os anos!) de pessoas que eu quero ao menos dar um abraço de Felícia. E, nossa!, como isso me trouxe angústia e lágrimas.
2. Bom: Meu estágio final de curso que eu aprendi muito e tive mais certeza do que realmente quero.
3. Bom: Comecei (enfim!) minha psicoterapia. E como ela tem me ajudado, modeos! Descobrindo e aceitando partes minhas encobertas. Assim como aceitando as pessoas e reconhecendo minha responsabilidade perante o que acontece na minha vida. É fácil pensar assim, mas agir... bem, isso tem sido um exercício diário.
4. Ruim: Percebi que nem sempre ser intensa é bom; assim como sentir tudo em dobro como eu faço... Foi bom porque percebi, mas perceber não me levou à mudança, então continua sendo ruim.
5. Ruim: Voltei a me auto-punir e dessa vez de uma forma mais perigosa.
6. Ruim: Várias crises de ansiedade e um início de crise de pânico.
7. Bom: Solidificação das amizades verdadeiras.
8. Bom: Estou me tornando cada vez mais madura emocionalmente e estar mais independente.
9. Bom: Conversas sensatas e maduras com minha família (principalmente meu pai)
10. Bom: Começando a assumir mais meus reais sentimentos e desconstrução do muro de concreto que construí ao meu redor.
11. Bom: Arrumei um emprego na área (ganho mal, mas enfim...). O que trouxe esperanças e perspectivas para o meu futuro, assim como juntei uns trocados.
12. Bom: Formatura!
13. Bom: Conheci mais um amigo blogueiro.
14. Bom: Treinei minha paciência e evoluí muito! (um agradecimento especial a Xande e Branquelo).
15. Bom: Amei, amei, amei! Seja os meninos da minha vida, minhas amigas, minha profissão, minha família, minha vizinha... ops! A vizinha não! ¬¬

Enfim, realmente um ano muito bom, de muitas mudanças importantes, ano que assumi posturas importantes para o meu futuro. Entro 2009 de cabeça erguida e sorriso no rosto.
Meu muito obrigada à Deus, família, amigos e à mim!