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quinta-feira, 30 de julho de 2009

Nem tão monólogo assim...

Enquanto eu ensaiava para apresentar meu primeiro monólogo, sentia-me assustada, tensa, insegura. “Será que consigo?”, me perguntava. Ensaiei por diversas vezes e sempre havia algo para ser melhorado, ajustado.


Minutos antes de subir ao palco, pela primeira vez, perguntei ao diretor se eu podia me apresentar com uma máscara. Ele olhou-me incrédulo, parecia que estava tendo alucinações e berrou: “Claro que não!”.


Mas eu estava irredutível e bati o pé dizendo que não mostraria meu rosto, que não estava preparada. Ele desesperou-se e, mesmo contra sua vontade, permitiu que eu aparecesse mascarada.


Apresentei-me com muita desenvoltura e habilidade. Bem mais do que eu imaginava ser capaz. Ao passar das semanas o público foi aumentando e ao mesmo tempo que eu ficaa feliz pelo meu sucesso, estava receosa sobre tudo que acontecia.


Em algumas cenas da peça eu tirei a máscara e a primeira fila me viu toda, completa. Parecia que viam até minha alma. Era tudo tão estranho e novo pra mim... mas eu senti um prazer nisso tudo. Passei a ousar cada vez mais e me mostrar à plateia repetidas vezes. O diretor relaxou. A plateia extasiou.


Confesso que tirar a máscara não foi (e não é!) nem um pouco fácil. Mas é gratificante: as pessoas te veem, se identificam, dividem o momento com você. É tão gostoso! Nem sei se ainda posso chamar de monólogo.


Eu ainda me apresente de máscaras, no entanto elas estão cada vez mais caídas, depostas.


Ah, ia esquecendo de dizer que meu palco quando eu me permito experimentar, criar, testar, viver sentir, é o VidaEscrita. E para dividir um pouquinho mais com vocês, vou deixar um pedacinho do meu rosto gravado aqui.


Alguém descobre qual das duas sou eu?

Quem acertar e quiser, eu mando a foto completa.

Lançado o desafio!

:D

domingo, 26 de julho de 2009

Hein?! Como?!

Há uns dias eu recebi um e-mail de Kari e um pensamento dela me chamou atenção e me desencadeou alguns questionamentos. Retomo o que ela disse logo, logo.

Íamos fazer clube da luluzinha (essa sexta que passou) na casa de uma amiga, Farofinha. Eu tinha uma saída marcada, mas desmarquei pra podermos, nós quatro, nos vermos juntas de novo, assistir filme, comer brigadeiro e pizza, falar mal dos outros, rir, fofocar, contas as novidades e tirar mil fotos. Ok, tudo marcado para as quatro irem.
Eis que, na quinta, Farofa diz que não vai mais poder ir porque tem um chá de panela pra ir.
E a convidaram apenas na véspera? Estranho, mas tudo bem, vai...

Como eu já havia desmarcado a saída da sexta, terminei ficando em casa mesmo.
No sábado, Erica e eu marcamos de ir assistir a Era do Gelo3 no cinema. Farofinha tinha dito que quando fôssemos a chamasse(mos) porque ela estava louca pra ir. Beleza, a chamamos e ela disse que ia almoçar na casa da avó.
Detalhe que o filme era no adiantado da tarde.
Ok de novo.

Depois do filme, fomos prum bar MARA daqui, com várias bandas tocando, animação, amigos, etc. Dei um toque pirangueiro porque estava sem crédito e ela não retornou (a gente reveza: quando eu estou sem crédito, ela retorna. E quando ela está sem, é minha vez de retornar a ligação).
E ela não retornou mesmo eu tendo CERTEZA que ela tinha crédito.
Ok[3].

Lá do bar ligamos pra outra amiga e ela foi. Contei que tinha dado um toque pra Farofa e ela disse:
Ah, eu liguei pra ela antes de sair de casa e ela disse que tinha um aniversário pra ir e não poderia vir pra cá com a gente”.
Beleza, nos divertimos normalmente.

Fiquei muito irritada com o que hoje, domingo, fiquei sabendo:

Descobrimos o motivo dela desmarcar o Clube da Luluzinha (que já estava marcado há tempos): ela foi sair com um menino que ela tava de rolezinho.
Ei, cara pálida, pra quê mentir pra gente?!
Não era melhor e mais digno, você ter contado que ia sair com ele?
Poxa, fomos nós que arrumamos tudo pra vocês se conhecerem, saírem, se relacionarem!
CLARO que não ficaríamos chateadas se você desmarcasse conosco pra sair com ele, poxa! E você sabe disso, nós que demos todo o apoio!
Por que mentir?!
Situação dois: não teve almoço na casa da avó coisa nenhuma. Ela estava no salão, arrumando os cabelos pra ir assistir filme com ele no sábado.
Ou seja, mentiu com a história do chá de panela, com o almoço na casa da avó e com o aniversário que ela disse que ia. Tudo mentira.
E eu me pergunto de novo: Pra quê, meu Deus?!

Aí me vem à cabeça a história dos outros dois meninos que começaram a namorar e não me contaram. Preferiram mentir/me ignorar.
Gente do céu, não seria mais simples chegar e me dizer “Candy, conheci uma pessoa da minha cidade que é muito gente boa, to gostando dela etc, etc, etc”.
Não seria mais simples? Mais honesto?

O pensamento de Kari, que eu falei no começo do post, era: será que essas pessoas acham que não vamos aguentar a notícia?
Pode crer, minha amiga pernambucana! Será que as pessoas acham que eu sou de cristal? Ou pior, que vou ter um surto e sair rodando a baiana?!
Sério, não tem cabimento!
Eu sou sensível e vocês sabem disso, mas também sabem que eu tenho uma força muito grande; tropeço, caio, mas SEMPRE me levanto (não só vocês sabem disso, essas três pessoas também).
Não precisa ninguém me poupar de notícias ruins.
Quanto a rodar a baiana, eu sou uma lady! Olha lá se vou fazer barraco!
Tenha dó.

Por isso que a única que coisa que vem à mente é que as pessoas mentiram sabendo o que estavam fazendo e se querem mentir, sinto muito, vão mentir pra outra pessoa.
Eu relevo muito coisa, mas mentira não!
Nem falta de caráter/vergonha na cara.
Ê-lê-lê, viu?

segunda-feira, 20 de julho de 2009

A vida da minha cor


“Fico pensando que ninguém se cura de nada. Nunca. E que a dor são poros por onde transpira a escrita.
Tudo sobra em mim, ao mesmo tempo não há nada em mim, nem ninguém. Eu sofro de nada, de ninguém”.

Quem escreve, escreve de verdade mesmo, conseguindo realmente se expressar, tem o mundo em suas mãos. Se não o mundo, ao menos a vida.
E eu falo daquela escrita na qual todo seu sentimento consegue encharcar um papel, que enche de vida um pedaço morto, que dá asas à cobra. Que você pode olhar e ver um espelho.
Aquela escrita que nem parece que foram apenas seus dedos que produziram, ela é feita com todo seu corpo, toda sua alma, tem suas impressões digitais, seu rosto, seu contorno, sua sombra e sua essência.

Sim, isso tudo é sentimento, é alegria, tristeza, ódio, inveja, altruísmo, dor, muita dor. São sentimentos que preenchem nossa vida. Sempre. Desde o momento que somos concebidos.
São os sentimentos que vão girando a roda da vida. E saber colocá-los para fora é uma arte. Não precisa ser escritor, não precisa ser jornalista, não precisa de parafernália. Precisa-se de muito sentimento.

“Algumas vezes quebram minhas pernas, chutam minha cara, pisam em meus dedos. Eu sobrevivo, tenho sobrevivido. Sou marcada, sim. Mas faço valer cada uma das minhas cicatrizes”.

É daí que vem a maioria dos meus escritos. Da minha dor, das minhas cicatrizes, da marca que a vida me deixou e a que eu nela deixei.
São sempre os sentimentos e eu sou repleto deles, me orgulho disso. Me orgulho em saber que vivo, que sinto, que cada sentimento passa por cada espaço do meu corpo, que cada lembrança me vem à mente numa jorrada de sensibilidade. Muitas vezes juntos, misturados, confusos e sempre intensos.
Não é a toa que escrevo, desde sempre. “Não me desespero mais. Encontrei o leito por onde escoar meu excesso”. Meu escoamento se chama palavras. Uma letrinha junta da outra, formando palavras, frases, pensamentos e deixando transparecer o que vivo, o que sinto.

Conversava com uma amiga e eu disse que acho bom ter vivido tudo que vivi até hoje (referindo-me as últimas histórias toscas nas quais fui protagonista). Que me trouxe dor, mágoa e até traumas, mas que fizeram com que eu me sentisse viva, alerta, que não me fazem dar um passo pra trás.
Não.
Eu ando pra frente, pros lados. As vezes desvio. Muitas vezes me desvio pra frente da bala, mudo meu caminho até ser atingida.
Em algumas ocasiões a bala me atinge em cheio e sou inundada pelos melhores sentimentos e sensações, em outras não.
Eu sempre digo que vale a pena o risco. Correr risco é viver.

“Ninguém vive a paixão impunemente.
A intensidade é uma doença contagiosa.
E eu não concebo a vida sem contágios”.


Como viver sem experimentar toda a sorte de sentimentos?
Não, não sou promíscua, inconsequente, psicopata. Talvez um pouco louca.
Ou não.
Não gosto de definições fechadas, afinal tudo sempre muda.
O gosto que a vida me dá é saber que a cor da minha intensidade é vermelha. Vermelha bem viva.
Vida vermelha.
Forte, com cor, sabores e sensações.
Vermelha, sempre.

“Hoje vou procurar a palavra que se perdeu, que escapuliu entre meus dedos, que escorreu por minhas mãos”.

_____
*texto escrito com a inspiração e citações do filme brasileiro Nome Próprio. Que me deixou depressiva, me fez mergulhar na minha introspecção e me fez perceber que meus sentimentos continuam vivos. Nada vai me fazer parar de sentir.

E assim espero.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

WTF?!

Sabe aquele tipo de situação que quando acontece, você balança a cabeça, abre os braços e solta um sorriso por falta de expressão melhor?
Pois é.

Olhei, entendi tudo, captei vossa mensagem e comecei a rir.
E tudo que eu consegui pensar foi “que porra é isso?”.
Definitivamente são coisas que só acontecem comigo e em 2009 tem sido bem frequente. Ê-lê-lê, viu?

Sei lá, acho que tem faltado caráter e hombridade.
Como dizem por aí, homem tem que saber ser homem.

E continuo rindo...
Palhaçada, viu?

domingo, 12 de julho de 2009

Livrando-se de tudo.

Ela acordou, levantou, lavou o rosto. Enquanto passava pela sala, olhou para fora e viu o dia lindo que amanheceu: céu azul, sol brilhando, passarinhos cantando e aquele cheirinho de pão vindo da padaria vizinha. Sorriu consigo mesma. “Isso é tão familiar”, pensou.
Ao se lembrar de como tinha sido o dia anterior, o sorriso sumiu-lhe dos lábios. Ficou zonza e resolveu sentar.

Sentou na poltrona, fixou seus olhos na rua e se perdeu em pensamentos e lembranças que lhe amargaram a boca. Acomodou-se melhor na cadeira, segurou sua cabeça, apoiando os cotovelos nos joelhos. Baixou o olhar e elas jorraram quentes, abundantes e intensas. Lágrimas.

Levantou-se, mirou a janela e a abriu decididamente. Aproveitou o vento para jogar fora tudo que lhe restava. Não queria guardar consigo nada daquilo, fez com que o vento tudo levasse.

Quando viu que nada lhe havia sobrado, fechou a janela, virou as costas, saiu e sorriu. “Agora estou livre”.
Saiu tão rápido que não viu que o vento trouxe de volta tudo de novo. E havia outra janela aberta...

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Sempre fica algo

“Tudo passa, mas algo sempre perdura”.
Li essa frase em meio a uma reportagem de uma revista e fiquei pensando no quanto isso é verdade e rende pano para uma boa discussão.

Costumamos pensar, principalmente quando acontece algo ruim, que tudo sempre irá mudar. É quase um mantra “tudo sempre muda”.
Tudo passa.

O que muitas vezes não queremos pensar é que, por mais que a vida dê um giro de 180º, há algo que sempre irá continuar.
Vamos supor que a família rica de um adolescente faliu, perdeu tudo e ele teve que se virar na China (?), não arranjou emprego, virou mendigo e hoje passa fome. Tudo mudou na vida dele, mas algo perdurou: ele continua a ser Fulano de Tal, filho de Cicrano com Beltrana e com todo o conhecimento que ele acumulou até hoje.

O que eu quero dizer com essa historinha tão óbvia?
Bem, meus caros, só de estarmos vivos, estamos suscetíveis a toda espécie de acontecimentos e quando algo não vai como esperamos e isso traz sofrimento (e como traz!), podemos invocar o mantra de que tudo muda e esperarmos dias melhores.
O que não podemos deixar de ter em mente é que mesmo quando todo esse sofrimento passar e o sorriso puder voltar ao seu rosto, há algo plantado em você: aquela situação ruim aconteceu e te deixou marcas, mesmo que você não goste de lembrar, e são essas marcas (e muitas outras) que definem como você vive hoje.

Algo sempre perdura, não?

terça-feira, 7 de julho de 2009

Última conversa

*post gigantesco. Ainda dá tempo de desistir de ler. (se não vai ler, NÃO COMENTE!)

Até que enfim estou conseguindo conversar com você! Parecia que essa conversa não ia rolar nunca, mas estamos aqui!
Tudo que quero te dizer agora já está na minha cabeça desde dezembro, fiquei adiando e adiando. Sei lá, acho que foi medo, do que ao certo eu não sei.
Mas pra chegar ao que eu concluí em dezembro, eu tenho que voltar um monte no tempo pra você poder entender a dimensão do que quero te dizer aqui.

Que eu me lembre, eu sempre fui bem fechada. Daquela que não é muito de demonstrar sentimento, mas aconteceu um lote de coisa durante minha vida que me fez ficar mais reclusa quando o assunto é sentimento.
Não vou te contar tudo porque a história é bem longa.
Sei que quando chegou 2005 e a gente se conheceu, eu não estava pronta pra tudo de bom que você estava disposto a me oferecer. Eu havia acabado de sair de um relacionamento bom, mas de mais de um ano. Eu precisava de liberdade. Não queria me “prender” a alguém tão cedo novamente.

Tudo que senti por você, de cara, foi muito bacana! Era alguém que me passava segurança, me dava carinho, era atencioso e inteligente. Adorava (mesmo, mesmo, mesmo!) nossas ligações no fim-de-semana e suas mensagens carinhosas durante a semana. Até as vezes que você ligava de madrugada, me acordando e eu ficava brigando com você, eu gostava! Era muito gostoso escutar sua vozinha do sotaque carregado e sua risada.
Lembra do dia que eu conheci sua mãe? Kkkkkkkkk. Vergonha grande!

Pensando bem, não foi somente o fato de precisar de liberdade, na verdade eu ainda tinha muito medo de sofrer de novo. Não queria chorar tudo o que eu já havia chorado há uns anos. Doeu muito, sabe? Era mais fácil e seguro, para mim, aproveitar o momento sem me preocupar muito com os seus sentimentos ou com o de qualquer outra pessoa.
Então, com poucos meses que nos conhecemos, nos distanciamos e nem sei direito o porquê e nem o momento exato.

Foi quando, no final de 2005, eu realmente percebi o quanto eu estava errada! Havia feito com que todos que gostavam de mim, se distanciassem. Fiquei quase sem amigos. Percebi que não era essa Candy que eu gostaria de ser.
Nunca é tarde para mudar, né?
Em 2006 resolvi que seria uma nova pessoa. Foi uma promessa de Ano Novo que deu muito certo. Decidi que seria uma pessoa mais calma e afável. Confesso que foi MUITO difícil. Antes de gritar com alguém, eu respirava fundo e as vezes ia chorar pra poder colocar aquilo pra fora e não gritar com ninguém.
Aos poucos eu fui pegando a prática a aprendendo a ser menos bruta. Puro condicionamento.
Comecei a reconquistar minhas amizades. Mas, agora pensando bem, ainda faltava alguém voltar à minha vida: você.

Sem quê nem pra quê, depois de pelo menos 7 meses sem ficar com você, te liguei. Era Copa. Tudo tão verde e amarelo, lembra?
Voltamos a ficar e depois paramos. Também não sei o momento e nem o motivo exatos.
Alguns meses depois voltamos a nos encontrar, fui eu que te liguei.
Sabe do que me lembrei agora? Que você sempre me ligava e eu nunca atendia. Eu acho que eu me achava a rainha da cocada preta. ‘Pra quê isso?!’ eu me pergunto hoje.

Foi aí que nossas ficadas começaram a ficar mais... mais calientes, digamos assim.
E sabe por que acontecia tudo isso? Porque eu tinha (e tenho!) plena confiança em você.
Eis que, você fez um comentário totalmente infeliz (que não gosto de ficar lembrando) e aí eu decidi que NUNCA MAIS chegaria perto de você.
Apaguei todas as mensagens que trocamos, e-mails, número do seu celular, excluí do MSN. De vez em quando você ainda achava formas de me chamar pra sair. Eu ficava p. da vida! “que menino sem noção!”, eu pensava.
Ah, e eu ainda fugia de você nas festas! Não queria mesmo ter contato!

Em 2007, veio outra grande mudança, eu decidi que iria parar de me esconder, ia dar a cara a tapa e me deixar envolver. Foi batata! Logo me apaixonei. Não, não foi por você. E, por incrível que pareça, eu sempre estava pensando em você. Não gosto de assumir isso, mas é verdade.

Até que, quase um ano depois de jurar pra mim mesma que não queria mais nem ouvir falar em você, eu resolvo te ligar!
Você veio aqui pra casa e ficamos na área. Aliás, isso é um dos pontos mais legais que vejo em você: gosto de te ligar e você poder vir me ver, rapidinho.
Depois desse dia, ainda em 2007, ficamos algumas vezes.
Você sempre todo cuidadoso e preocupado. Perguntava se eu já havia entregue todos os meus relatórios da faculdade, que era para podermos nos ver com tranquilidade.
Ah, teve um dia que eu te liguei e você demorou quase uma hora pra chegar. Depois fiquei sabendo que foi porque você estava num churrasco numa cidade vizinha e veio voando. Fofo.
E eu ficava me perguntando, como é que eu podia ser apaixonada por um e não parar de pensar em outro. O.o

Pra variar, nos distanciamos de novo e, em Setembro de 2008, voltamos a nos ver. Foi o famoso dia da Festa Brega.
Ficamos juntos até amanhecer com a promessa de nos vermos no sábado depois do churrasco que você ia.
Ok. Você veio aqui pra casa lá pras 22:00. Ligou me acordando e eu adorei! Estávamos sozinhos em casa e foi ótimo! Lindo! A gente deitado, abraçado e você contando quais são seus planos pro futuro. Lá pras 2:00, 3:00 da manhã você foi pra casa.

Do nada, em dezembro, eu fico sabendo pelo Orkut que você estava namorando!
Como assim?! No dia anterior você tinha me ligado me chamando pra sair. Como isso foi acontecer?! Gritei com o computador, me desesperei, xinguei e no final, estava às lágrimas. Meu mundo tinha caído!
Três anos e meio pra terminar assim? E você nem me contou?
Passei a madrugada inteira chorando e não consegui levantar no outro dia pra ir ao meu último dia de aula como estudante de graduação de psicologia.
Criei coragem e te chamei pra conversar. Você veio aqui em casa e me disse que não tava namorando, que era apenas uma brincadeira e me explicou tudo direitinho. Realmente, era apenas uma brincadeira. Foi um alívio sem tamanho!
Eu, quase surtando, te cobrando algo que você nunca prometeu, tendo crises de ciúme e você, mesmo assim, foi todo carinhoso comigo!

Continuamos ficando, até que, ainda em Dezembro, eu estava na praia, a noite e te liguei pra nos vermos. Você saiu da festa que tava e foi bater onde eu estava.
Nesse dia eu tentei a todo custo te dizer uma coisa, mas não consegui. Abria a boca e as palavras não se faziam ouvir.
Fomos pra sua casa e foi tão bom ver você todo preocupado por eu estar toda cheia de areia e ficar tirando cada grãozinho do meu corpo, com todo carinho.
“Adoro ficar abraçado assim com você, sabia?”
Prometemos nos ver todos os dias antes d’eu viajar de férias.
Terminou que ele não ligou, eu não liguei. Orgulhosos.
Ele ficou chateado e não me respondeu as férias todas.

Janeiro de 2009.
Dormimos na sua casa. Primeira vez que realmente dormimos juntos. Você foi todo cuidadoso pra escolher até o lençol da cama e deixou a barba só porque sabe que eu não gosto. Fez só pra implicar comigo e ficar roçando seu rosto no meu e me ver reclamando.

De lá pra cá foram muitos desencontros. Senti raiva, angústia, ansiedade, medo, insegurança. Toda sorte de sentimentos. Mais negativos que positivos.
Mas não aguento mais me segurar e preciso te dizer: EU AMO VOCÊ!
Você vai fazer muita falta quando, agora em agosto, for embora da cidade.
Só queria que você soubesse disso.
Se eu fugi tanto de você nesses anos todos, era apenas medo de sentir o que estou sentido agora.
Se cuida.

*tudo que eu queria dizer e não vai rolar mais. O excluí novamente da minha vida! Esse sábado combinamos de nos ver. Ele não ligou. Eu mandei 2 mensagens e liguei uma vez. Ele não deu notícias, mesmo tendo dito, há dois dias, que gosta de mim. Até tivemos o início de uma DR.
Pra mim chega, sério.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Seu perfeito encaixe [2]

Sabe quando tudo vai dando certo?
É isso que tem acontecido. A perfeição que eu sempre busquei, ainda não encontrei, mas parece que tudo vai indo bem. Muito bem, diga-se de passagem.

Lembram quando escrevi sobre as coisas irem se encaixando? Eu tenho sentido exatamente isso.
Estava desempregada, angustiada, dividida (por milhares de motivos). Apareceu uma oportunidade de emprego e eu aceitei, não foi nem de longe a melhor proposta que já recebi, mas aceitei.
É suado, sofrido, sem estrutura e com salário ruim, mas sabe quando uma pessoa se adequa a um lugar? Não foi a toa que eu não aceitei os outros empregos, meu caminho era aceitar esse. As pessoas, a cidade, a oportunidade de crescimento, o começo da minha independência (ainda não é a financeira).
Se encaixando mesmo!
Sem falar nas pessoas de lá que são MARAVILHOSAS!


O outro ponto que andava me angustiando, dizia respeito ao coração... mas isso ainda é cedo pra eu contar (eu estou devendo essa história desde o post passado sobre Invisibilidade).
Escutei uma música e lembrei de tudo que passei nos últimos meses:

Não quero deixar que a tristeza inunde o meu coração
Prefiro chorar com a certeza
De que essa paixão
Me fez um homem melhor
Depois de você


Ou seja, eu podia ter usado o que sofri como escudo pra não me envolver em mais nada. Mas não, preferi aceitar e passar pra próxima história que está reservada pra mim.
Se vai dar certo?
E eu sei?! Não sei mesmo, mas não me rendo e não desisto.
Tenho adiado essa história a 4 anos, acho que está mais do que na hora de dar a cara a tapa.
E é isso que eu quero contar pra vocês depois, assim que andar um pouco.


Levei todo esse encaixe pelo lado da espiritualidade, não simples sorte.
;)
Obrigada, meu Deus.


Bom fds, queridos!