Sonhei no vazio de mim
um ocaso encontrado no acaso sem fim
dos dias nascentes em céus cinzentos
das noites cadentes sem auroras por fim!
sonhei-me, assim, despido de mim
palpitação suave perto da noturna magia do sim
negado no instante distante e ruim
em que o sonho deixa em ondas carmim
o travo amargo de ti
vogando em marés de abandono
acordo em madrugadas prometidas sem fim
caídas em teias infinitas tecidas por mim
e o sonho adormeceu assim
sem o doce despertar em ti.
[2.006.05.07-espelho bar- praia da oura]