Música em alemão

Viver na Bélgica possibilita o contato com 3 idiomas oficiais: holandês, francês e alemão. Talvez, por isso, tenho a possibilidade mesmo que rara de ouvir alguma música em alemão.

Os estudantes, na Bélgica, têm esses idiomas como disciplinas obrigatórias. Esta semana ouvi uma música dos anos 80 que muitos devem conhecer a sua versão em inglês, mas poucos devem tê-la ouvido na sua versão original em alemão. Aliás, os anos 80 foi rico em músicas que fizeram sucesso em idiomas que não apenas o inglês.

Particularmente, gosto mais da versão em alemão. Acho que dá um toque ainda mais futurístico para a música. O título Völlig losgelöst também soa mais especial que o Major Tom em inglês. 🙂

Vou deixar aqui sua versão em alemão e outra com a letra em 3 legendas.

Até ao próximo post!

Livros escritos por mulheres

Há listas que tem o poder de atração para serem lidas, seguidas, e até quem sabe, completá-las.
Foi assim que cheguei a conhecer a lista escrita pelo escritor espanhol Jaime Rubio Hancock. Ele publicou no El País uma lista com 101 livros escritos por mulheres de todo o mundo, desde 1917 a 2007.
Deixo neste link a lista feita por ele em 2017.
Daí, chego em outra lista feita pela investigadora portuguesa e ativista dos direitos humanos Helena Gonçalo Ferreira, Universidade de Aveiro (Portugal). Ela verificou que a lista de Jaime Rubio não incluía nenhuma escritora portuguesa, assim resolveu embarcar no desafio de criar uma lista de livros escritos por mulheres portuguesas e editados em Portugal.
Seria possível tal lista com escritoras brasileiras?
Segue a lista portuguesa:

1917: Mécia Mouzinho de Albuquerque, Fragmentos Históricos, Versos

1918: Ana de Castro Osório, Em Tempo de Guerra

1919: Laura Chaves, Esboços

1920: Virginia Vitorino, Namorados

1921: Maria Feio, Amor sublime; Corações de mães; Espadas de heróis

1922: Maria Paula de Azevedo, O Colégio da Ameixoeira

1923: Maria O’Neill, Horas de Folga

1924: Teresa Leitão de Barros, Escritoras de Portugal: Génio Feminino Revelado na Literatura Portuguesa.

1925: Marta Mesquita da Câmara, Arco-Íris

1926: Judite Teixeira, Nua. Poemas de Bizâncio

1927: Maria de Cabedo, Fantasias e Realidade

1928: Fernanda de Castro, O Veneno do Sol e Sorte

1929: Helena Augusta Teixeira de Aragão, Caminhos da vida: Contos

1930: Branca de Gonta Colaço, Memórias da Marqueza de Rio Maior

1931: Florbela Espanca, Charneca em Flor

1932: Emília de Sousa Costa, Olha a Malícia das Mulheres!  

1933: Oliva Guerra, Serenidade

1934: Amélia Cardia, Pecadora: Romance Psicológico

1935: Manuela de Azevedo, Claridade 

1936: Mercedes Blasco, Nas Trincheiras da Vida

1937: Raquel Bastos, Um Fio de Música

1938: Maria Archer, Ida e Volta duma Caixa de Cigarros

1939: Natércia Freire, Meu Caminho de Luz   

1940: Irene Lisboa, Começa uma vida

1941: Adelaide Félix, Cada Qual Com o Seu Milagre…

1942: Odette de Saint-Maurice, Noiva dos meus sonhos

1943: Aurora Jardim, Ressaca

1944: Sophia de Mello Breyner Andresen, Poesia 

1945: Virgínia Lopes de Mendonça, Ar Puro

1946: Marisabel Xavier de Fogaça, Toupeiras Humanas

1947: Patrícia Joyce, Anúncio de Casamento

1948: Maria Lamas, As mulheres do meu país

1949: Isaura Correia Santos, O Senhor Sabe Tudo em Évora

1950: Carmen de Figueiredo, Famintos 

1951: Fernanda Botelho, Coordenadas Líricas

1952: Ilse Losa, Rio Sem Ponte  

1953: Maria Isabel Lupi, Movimento Antigo: Poemas 

1954: Celeste Andrade, Grades Vivas

1955: Maria da Graça Azambuja, Bárbara Casanova 

1956: Deolinda da Conceição, Cheong-San – A Cabaia

1957: Natália Nunes, A Mosca Verde E Outros Contos

1958: Graça Pina de Morais, A Origem

1959: Ester de Lemos, Companheiros

1960: Luiza Neto Jorge, A Noite Vertebrada

1961: Judite Navarro, Terra de Nod

1962: Maria da Glória, A Magrizela 

1963: Matilde Rosa Araújo, História de um Rapaz

1964: Isabel da Nóbrega, Viver com os Outros

1965: Nita Clímaco, Pigalle 

1966: Maria Judite de Carvalho, Os Armários Vazios

1967: Fiama Hasse Pais Brandão, Barcas Novas

1968: Ana Hatherly, Eros Frenético

1969: Natália Correia, O Encoberto 

1970: Luísa Ducla Soares, Contrato 

1971: Maria Teresa Horta, Minha Senhora de Mim 

1972: Maria Isabel Barreno, Maria Teresa Horta e Maria Velho da Costa, Novas Cartas Portuguesas

1973: Maria Gabriela Llansol, Depois de Os Pregos na Erva

1974: Maria do Pilar Figueiredo, Horizontes de Bruma  

1975: Agustina Bessa-Luís, As Pessoas Felizes

1976: Isabel Meyrelles, O Livro do Tigre

1977: Vera Lagoa, Revolucionários Que Eu Conheci

1978: Maria Ondina Braga, A Personagem

1979: Isabel de Sá, Esquizo Frenia 

1980: Helga Moreira, Fogo Suspenso

1981: Luísa Dacosta, Nos Jardins Do Mar

1982: Hélia Correia, O Número dos Vivos 

1983: Eduarda Chiote, Altas Voam Pombas

1984: Maria Velho da Costa, O mapa Cor de Rosa

1985: Fátima Maldonado, Selo Selvagem 

1986: Maria Isabel Barreno, O Mundo Sobre o Outro Desbotado

1987: Teresa Rita Lopes, Os Dedos Os Dias As Palavras

1988: Luísa Costa Gomes, O Pequeno Mundo

1989: Yvette K. Centeno, Perto da Terra 

1990: Ana Luísa Amaral, Minha Senhora de Quê?

1991: Dóris Graça Dias, As Casas

1992: Cristina Carvalho, Momentos Misericordiosos

1993: Manuela Amaral, Esta Coisa Quase-Vida

1994: Júlia Nery, O plantador de Naus a Haver

1995: Leonor Xavier, Maria Barroso, Um Olhar sobre a Vida

1996: Rosa Lobato de Faria, Os Pássaros de seda

1997: Inês Pedrosa, Nas Tuas Mãos

1998: Manuela Gonzaga, A morte da Avó Cega

1999: Teolinda Gersão, Os Teclados 

2000: Inês Lourenço, Um Quarto Com Cidades Ao fundo 

2001: Ana Teresa Pereira, A Linguagem dos Pássaros

2002: Dulce Maria Cardoso, Campo de Sangue

2003: Ana Zanatti, Os sinais do medo

2004: Ana Cristina Silva, A Mulher Transparente

2005: Maria de Lourdes Pintasilgo, Palavras Dadas

2006: Alice Vieira, Pezinhos de Coentrada

2007: Isabel Stilwell, Filipa de Lencastre, A rainha que mudou Portugal

2008: Filipa Martins, Elogio do Passeio Público 

2009: Isabela Figueiredo, Caderno de Memórias Coloniais

2010: Adília Lopes, Apanhar Ar

2011: Lídia Jorge, A Noite das Mulheres Cantoras

2012: Patrícia Portela, O Banquete

2013: Raquel Freire, Trans Iberic Love 

2014: Matilde Campilho, Jóquei

2015: Filipa Leal, Pelos Leitores de Poesia 

2016: Alexandra Lucas Coelho, deus-dará

2017: Patrícia Reis, A Construção do Vazio

2018: Joana Bértholo, Ecologia 

2019: Cláudia Cruz Santos, A Vida Oculta das Coisas

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Agradeço sua leitura e até ao próximo post!

Caminhando em Leuven, Bélgica

Hoje nosso passeio será pelas ruas de Leuven, na Bélgica. A última vez que mostrei esta cidade universitária foi em 2015 (post).
Novamente, caminhei pelo Groot Begijnhof e tirei algumas fotos. Sugiro que vejam o post de 2015 para mais detalhes (post).

Em 2015 fiz um post sobre o centro de Leuven. Em 2022, a mesma sensação de encanto que tive naquele ano. Algumas fotos se repetem.

Algo “novo” o meu olhar avistou uma fonte que bem representa o que é uma cidade universitária.


Uma sinagoga que hoje é um dos prédios que faz parte da universidade para o curso da área de economia. Só ao escrever este post foi que observei a presença de uma típica estudante da cidade com sua bicicleta. Ah, as bicicletas estão por todos os lados em Leuven!


Caminhando e caminhando não resisti a beleza desse arbusto que embelezava a fachada de uma casa.

Desta vez, a descoberta do Jardim Botânico da cidade revelou outra descoberta, a Braziliaanse Peperboom. Um pedacinho de Brasil está em Leuven com essa árvore de pimenta brasileira. Schinus Terebinthifolius é a árvore da pimenta rosa, típica da América Central e do Sul.

Nas outras duas vezes que estive em Leuven não fiz um filme, mas nesta visita durante o Outono de 2022 resolvi fazê-lo. Vem comigo!

Agradeço sua leitura e até ao próximo post!