Hoje é feriado de Pentecostes na Bélgica. Aliás, maio é maravilhoso para quem aqui não trabalha por turnos. São três feriados, que garantem a maio o título de um mês calmo. No entanto, o tempo aqui é tudo menos tranquilo. Totalmente imprevisível quanto aos fenômenos naturais que podem também balancear o humor de qualquer um, especialmente daqueles que, como eu, preferem o céu azul.
No sábado, saí para caminhar, e já me aproximando do centro da cidade, alguns pareciam sofrer ainda mais com o céu cinzento, sempre a ameaçar nos punir com chicotadas de raios, tambores desritmados e lágrimas em forma de chuva. E olhem, que eles já nasceram aqui! Eu, uma florzinha dos trópicos, luto ainda para sobreviver nesse habitat.



Finalmente, cheguei ao campo, onde o horizonte se ampliou. Sem construções à vista. As pessoas ainda parecem não dispostas a saírem de suas conchas. Com exceção das muitas lesmas que evitei esmagar no meu caminho.
As ovelhas, já tosquiadas, aproveitam o pasto fresquinho. Nem se importam comigo, imagino que o pasto deve estar muito saboroso.
Por mim, passa um disposto grupo de pensionistas a pedalar mesmo com esse tempo ingrato. Passam e deixam tantas lições de vida no ar. Agarro-me a uma delas: Gratidão.
Agradeço sua leitura e atùe ao próximo post! 😉



















