Enfrentar o cinzento

Hoje é feriado de Pentecostes na Bélgica. Aliás, maio é maravilhoso para quem aqui não trabalha por turnos. São três feriados, que garantem a maio o título de um mês calmo. No entanto, o tempo aqui é tudo menos tranquilo. Totalmente imprevisível quanto aos fenômenos naturais que podem também balancear o humor de qualquer um, especialmente daqueles que, como eu, preferem o céu azul.

No sábado, saí para caminhar, e já me aproximando do centro da cidade, alguns pareciam sofrer ainda mais com o céu cinzento, sempre a ameaçar nos punir com chicotadas de raios, tambores desritmados e lágrimas em forma de chuva. E olhem, que eles já nasceram aqui! Eu, uma florzinha dos trópicos, luto ainda para sobreviver nesse habitat.

Finalmente, cheguei ao campo, onde o horizonte se ampliou. Sem construções à vista. As pessoas ainda parecem não dispostas a saírem de suas conchas. Com exceção das muitas lesmas que evitei esmagar no meu caminho.

As ovelhas, já tosquiadas, aproveitam o pasto fresquinho. Nem se importam comigo, imagino que o pasto deve estar muito saboroso.

Por mim, passa um disposto grupo de pensionistas a pedalar mesmo com esse tempo ingrato. Passam e deixam tantas lições de vida no ar. Agarro-me a uma delas: Gratidão.

Agradeço sua leitura e atùe ao próximo post! 😉

Contato com Eros

As esculturas despertam-me a curiosidade sobre o motivo de sua inspiração para o escultor. Elas despertam também em mim o meu lado infantil, revelado em algumas fotos. 

Certo dia, quando eu estava no campus da Universidade Livre de Bruxelas (VUB), avistei a base de uma escultura de longe. Assim que a atividade terminou, não pude deixar de ir até essa escultura que, de alguma forma, me atraía

Próxima à sua base há uma explicação que diz que quem a tocá-la receberá energia positiva. Espontaneamente, pensei logo em não apenas tocá-la, mas sentar sobre sua base, assim o campo para receber essa energia positiva seria maior. 🙂

Quando cheguei em casa, ainda pensava na escultura. Pesquisei e descobri que o campus da universidade tem outras interessantes esculturas ligadas de alguma forma ao mundo do conhecimento científico.

Essa escultura específica é do artista belga Johan Tahon e chama-se Eros/Eroos. Ele afirma que é um lugar onde podem surgir novas amizades e até novos amores. A criatura mítica espalha energia positiva para todos que a vêem ou tocam. Descobri que suas inspirações em criaturas andróginas refletem o drama da humanidade moderna, a busca por desejos insaciáveis ​​que levam à frustração e à desilusão. Essa figura bizarra levou 5 anos para ser criada.
Quanto a mim, espero que o campo de contato tenha sido suficiente para uma boa carga positiva.

Agradeço sua leitura e até ao próximo post! 😉

Trem Noturno para Lisboa, o livro e o filme


Você tem a sensação de que as pessoas o veem como é? 
Essa pergunta algures no livro é a chave para entender o professor suíço Gregorius e o escritor-médico português Amadeu de Prado.
Gregorius larga a sua rotina em busca de conhecer alguém que parece ter escrito para ele. De repente está em um trem noturno para Lisboa. E, de repente, ele vive outra vida em Lisboa durante o regime Salazarista. 

O filme não é igual ao livro de Pascal Mercier. Algumas cenas foram realizadas diferentes do que se passa no livro. Alguns personagens do livro nem sequer aparecem ou são mencionados no filme. O filme parece um trailer.
Esperava mais do livro, e o filme acaba por seguir o mesmo sentimento. Uma certa decepção.

E por falar em filme e trailer, a versão estudantil para um trailer para o livro rendeu dois prêmios: melhor filme pelo público e melhor filme pelo júri. Agradeço a todos que deram o seu “like” na equipe do meu filho.

Agradeço sua leitura e até ao próximo post! 😉

6 on 6: Caixa de fotos

Sem os feriados do Dia do Trabalho e o Dia das Mães, o mês de maio passaria despercebido para mim. É o momento oportuno para revisitar fotos que acabaram sendo esquecidas.

Ao vasculhar os arquivos de fotos, deparei-me com uma imagem de São Jorge, o protetor e defensor de Portugal, capturada durante  minha última visita à Lisboa. Não tenho certeza do motivo pelo qual tirei essa foto. Talvez tenha sido o contraste do amarelo com as flores que me chamou atenção. 

Curiosamente, embora eu declare não gostar de entrar em igrejas, ârece que as visito com frequência e acabo tirando fotos das quais nem me lembrava. Como esta da cúpula da Igreja de Mármore em Copenhaga.

Recentemente, escrevi sobre os bondes de Lisboa qaui no blog, e ao procurar por fotos, encontrei um belo exemplar em Istambul.

A Croácia foi um destino que não atendeu às minhas expectativas. Talvez, naquela época, o momento específico da minha vida não tenha contribuído. Eu adoro fotografar gaivotas, mas ao rever esta foto, senti uma pontada de tristeza. Próxima!

Somente agora percebo que havia pessoas no alto da Ponte UFO na Eslováquia. Se não fosse pelo projeto 6 on 6 talvez não teria notado esse detalhe.

Ao contrário de Pula (Croácia), Istambul (Turquia) superou  minhas expectativas. Era outro momento, a dor aguda passou. E esta foto lembra-me isso: novos caminhos, novos desafios, e o azul do mar que sempre amarei.

Agradeço sua leitura e até ao próximo post! 😉

Participam deste ptojeto: Claudia Leonardi – Lunna Guedes – Mariana Gouveia – Obdulio Ortega – Roseli Pedroso

para

La Coupole, um projeto secreto

A cidade de Saint-Omer (França) guarda tesouros históricos, e a sua redondeza guarda um impressionante segredo histórico da Segunda Guerra Mundial, La Coupole.

Quando em conversa fiquei a saber da existência de La Coupole, não quis acreditar. Era preciso conferir pessoalmente essa base subterrânea alemã para lançamento de foguetes V2 situada a 5km de Saint-Omer.

Peguei o meu audioguia na bilheteria e segui pelo túnel. Ainda durante os primeiros passos naquele túnel frio e úmido, o arrepio tomou conta de mim ao pensar que toda história pudesse ter outro desfecho se os nazistas tivessem obtido sucesso com esta empreitada.

O audioguia informa-me que de outubro de 1943 a setembro de 1944, cerca de 1300 trabalhadores, construíram todo esse complexo, dia e noite. A ideia era armazenar foguetes V2 para destruir Londres. Era com essa arma de destruição que Hitler contava vencer a guerra.
Durante a visita a esse centro histórico somos encaminhados a assistir alguns curtos filmes. Percorremos salas e corredores com vasto material da época. Um muro memorial carrega nomes e fotos de vítimas do regime nazista. Ficamos a conhecer anônimos heróis da resistência francesa. Impossivel não se emocionar. E mais uma vez vem me o pensamento sobre se tudo tivesse tomado outro rumo.

Esse enorme bunker alemão em terra francesa não chegou a cumprir o seu objetivo fatal, mas a invenção do foguete V2 por um jovem engenheiro alemão acabou por ser adquirido pelos americanos que o desenvolveram para se tornar o foguete Saturno V. Sim, o foguete que enviaria o homem à Lua na missão Apollo e também utilizado na missão Skylab. 

Segue o vídeo que fiz a este impressionante bunker alemão em território francês.

Agradeço sua leitura e até ao próximo post! 😉

Saint-Omer (França), em movimento

Segue abaixo o vídeo que fiz sobre a minha passagem por Saint-Omer. Sigam O Miau do Leão também no YouTuBe.

Agradeço sua visualização e até ao próximo post! 😉