Estamos na Primavera, mas esses primeiros dias da estação tèm nos deixado confusos. No mesmo dia é possível vivenciar as quatro estações, e com poucos minutos entre elas.
Essa foto tirei-a no fim de semana em Oostende, na costa belga. Nada melhor que um poema do escritor belga francófono Émile Verhaeren (1855-1916) para descrevê-la.
Os Céus (Les ciels)
Os céus são baixos e pesados,
como tampas de chumbo sobre a terra;
eles pesam sobre os campos longínquos
e sobre as aldeias imóveis.
Nenhum sopro os eleva,
nenhum clarão os rasga;
eles se estendem, contínuos e compactos,
de horizonte a horizonte.
As torres surgem, finas,
como dedos erguidos na bruma;
e os caminhos perdem-se ao longe,
sob sua sombra interminável.
Tudo parece esmagado
sob sua massa cinzenta e lenta,
como se o mundo inteiro
fosse mantido em silêncio.
E o olhar, cansado, vagueia
sem encontrar fim nem luz,
nesses céus que nunca se abrem
sobre a Flandres infinita.
Agradeço sua leitura e visualização. Até ao próximo post! 😉

















































