Explorando a “alma” de Szeged

A road trip começa pra valer aqui. A minha curiosidade por explorar a história e o cotidiano de um ex-país soviético levou-me até Szeged, na Hungria. Eu já tinha estado na capital do país, a qual agradou-me bastante, mas eu sentia a necessidade de mergulhar mais a fundo na cultura do Leste Europeu.
Szeged está localizada no Sul da Hungria, às margens do rio Tisza, a terceira maior cidade do país. E é conhecida como “cidade do sol” por suas abundantes horas de luz. Perfeito para mim! 🙂

Entrar no alojamento airbnb já me fez viajar para um tempo que a Hungria vivia um regime em que as moradias eram blocos de apartamentos com utilização de elementos construtivos semelhantes, sem luxo, uma padronização. 

Chegou a vez de ir para rua e começar a explorar com expectativas. Eu tive dificuldade em definir um estilo para a arquitetura do centro de Szeged. Encontrei uma mistura de estilos arquitetônicos que de certeza refletem uma possível riqueza de sua história atravessando vários períodos. Aliás, a cidade sofreu no final do século XIX uma severa enchente que a fez praticamente ser reconstruída. De qualquer forma encontrei uma predominância de art nouveau e eclética. Prédios com fachadas bem cuidadas em tons alegres quase sempre com algum elemento escultural.

Caminhar pelas ruas de Szeged leva-me quase sempre ao encontro de alguma praça ou parque. Uma das praças foi a Dóm Tér (Praça da Catedral) onde entrei através de uma arcada que fica ao redor. As fotos não mostram toda a dimensão devido aos preparativos para um grande show cultural. A estrela da cidade, a Catedral de Szeged (Dom Szeged), tem um estilo neorromânico com torres simétricas com relógio, padrões geométricos e influência bizantina que reforçam um estilo padronizado dentro de uma simplicidade.

Todos os pontos turísticos estão muito próximos entre si, em poucos passos conheci o Arco dos Herois (Hōsök Kapuja). Um memorial com temas religiosos e históricos. Uma combinação de arte religiosa e patriotismo que me fez dar voltas ao pescoço para tentar interpretar todas as gravuras. Um espaço emocionante com placas em homenagem aos muitos jovens da cidade que perderam a vida em batalhas.

Seguindo andando por suas ruas levava-me ao descanso em seus extensos parques verdejantes ou ao encontro de esculturas divertidas como “o violinista” e “o menino que bebe água” Era verão e o calor seco fazia-me convidada a um descanso. E também lembrava a minha passagem anos atrás por Budapeste, que foi o momento que mais bebi água em toda a minha vida.

E por falar em água, a ida até a sua torre de água. Sua simplicidade pode esconder a sua importância para um visitante. Para mim, que cursei engenharia civil, compreendia o motivo de ter se tornado um monumento protegido para Szeged e para a Hungria. Esta foi uma das primeiras torres de água construída em concreto armado no país. Isso foi em 1904, e o seu design elegante apresenta uma harmonia, uma influência, sem dúvida, do estilo Art Nouveau. Hoje não é apenas um monumento histórico, mas também um espaço cultural.

A grande sinagoga de Szeged (Szegedi Zsinagóga) também foi construída na mesma época, tornando-se uma das maiores da Europa. Mais uma expressão da Art Nouveau. Infelizmente, ainda não foi desta vez que nos foi permitida a entrada em uma sinagoga para visitar. Uma pena, pois é sabido o quanto é deslumbrante o seu interior.

Explorar a cidade caminhando levou-me a praticar Geocaching. E aqui está o de Szeged!

E também a conhecer o rio Tisza, símbolo de identidade de Szeged, que dá um charme à cidade, um ponto de lazer e contemplação. Algumas áreas do rio tornam-se espaços de praia. O calor que fazia em julho não convidava os locais às ruas, só turistas arriscavam, mas a “praia” fluvial estava bem frequentada. 

Eu também visitei o mercado da cidade. Uma área ampla interior e exterior. Um bom local para a refeição matinal a preços democráticos aproveitando a diferença cambial e o convívio com locais. O pouco movimento devia ser um reflexo do imenso calor do verão.

Como uma apaixonada por gastronomia, a fama do goulash de Szeged foi outro motivo que me atraiu até lá. Eu confecciono com frequência, aqui em casa, este símbolo nacional húngaro em momentos que me fazem recordar as estadias no país. Desta vez, uma apresentação diferente da que conheci em Budapeste. O Goulash de Szeged foi me servida uma variação com uma pasta local chamada csipetke e queijo cottage chamado túró. Acredito que seja uma variação para o agrado dos turistas, pois eu tinha lido que era servido com chucrute. Não sabiam eles que eu também aprecio chucrute. 😉 Ainda em Szeged voltei a provar Goulash, mas como sopa servida dentro de um bem confecionado pão. Como sobremesa achei interessante o sabor do Mákos Rétes que é um tipo de strudel húngaro tradicional recheado com sementes de papoula moídas.

E segue o vídeo que fiz. Convido a segueres o meu canal, e curtir o vídeo.

Agradeço sua leitura e até ao próximo post! 😉

No meio do caminho, um congestionamento

Fazer uma longa viagem de carro pode nos colocar em situações imprevistas, como um enorme congestionamento. Olho para o gps que confirma com uma enorme reta em vermelho, sem alternativas de fuga. Eu estava a caminho de Szeged, na Hungria. E não havia nada a fazer a não ser esperar sob o calor do verão húngaro. Sem dúvida, um teste para nossa paciência. 

Ao olhar para a janela do carro avisto um campo de girassois. Eu estava entre o caos e a natureza. Parecia que a natureza alertava-me para ver o lado positivo do momento e brindou-me com sua calma, e mostrou-me que os imprevistos podem ter a sua beleza. À nossa volta tantas outras vidas, tantos destinos. Não era uma torre de babel, era uma estrada de babel.

O rádio do carro que estava conectado a alguma rádio local começou a tocar “Porcelain”, de Moby.  Uma música que há muito tempo não a ouvia, e que parecia tornar ainda mais vibrantes aquelas “cabeças” amarelas que reverenciavam o Sol, trazendo uma seneridade inesperada para o momento.

Agradeço sua leitura e até ao próximo post! 😉

Comer em Budapeste

Estávamos num paraíso em matéria de culinária. Adoramos goulash, hambúrguer, sobremesas, limonada, cerveja, então estávamos no sítio perfeito, e com vantagem na moeda. Agora, com aquele calor que se fazia, o que mais bebi foi mesmo água com gás, e o que mais comi foi melancia e uvas. Lollll  Eu nunca fiz isso na vida de andar com uma garrafa de 1,5 litos de água e a passa-la na nuca, na testa, nos braços…..um desespero! Lolll A garrafa estava perto de ficar vazia, e ao invés de estar à procura de ponto turístico, eu estava à procura de um mercadinho para comprar mais água.

Enquanto estivemos lá, fizemos refeições em algumas hamburguerias bem classificadas no TripAdvisor, numa rua no centro com alguns angariadores, mas de preferência fujam deste tipo de restaurante, a experiência não costuma de ser das melhores, cedemos desta vez porque estávamos cansados de caminhar e com calor. Foi muito positiva a refeição que fizemos no Hard Rock Café Budapeste, e aproveitamos também para algumas compras em sua loja, e a melhor experiência em culinária foi mesmo ter ido ao restaurante típico Paprika, excelente comida e decoração.  Ainda voltaremos lá, se a vida permitir.

Fica com algumas imagens e com um vídeo de uma música super alto astral, que eu adorooo, e cujas as primeiras imagens são da cidade de Budapeste. Se você viu o post anterior sobre Budapeste, então vai reconhecer algumas fotos que tirei e aparecem no vídeo.

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Goulash, adoro!

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Sopa de Goulash

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Meus leõezinhos no restaurante típico Paprika

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Sobremesa dos deuses

 

 

 

Budapeste foi super!

Até a próxima viagem, Londres!

Tot ziens! 😉

 

Budapeste: Que bela surpresa!

Finalmente, cheguei ao post sobre a viagem à Budapeste.

Budapeste surgiu na caminhada da minha vida de surpresa. Chegamos do Brasil nos primeiros dias de Agosto de 2017, e no dia seguinte estávamos novamente dentro de um avião. Eu que tenho um total bloqueio para fazer malas, apesar de uma lista que sigo, consegui o inimaginável em tempo recorde. Não faltou roupa para ninguém! :))) E, fiquei um pouco mais surda. Era uma estadia de 5 dias.

A viagem fez-me um bem enorme, pois a viagem ao Brasil não foi muito agradável, não reconheci mais o meu país, infelizmente.

Budapeste é uma cidade, simplesmente, linda! Foi uma surpresa pela positiva, e uma cidade que ficamos de voltar um dia. Não gostamos muito de repetir as viagens, mas Budapeste merece que essa regra familiar seja quebrada. Faltou ver muitos aspectos da cidade, porque estava um calor que nunca senti em toda minha vida.

Mais antes de continuar com o post, tenho que falar de outra grande surpresa que aconteceu em Budapeste. No início de Setembro de 2017 recebi um post do super blog Ice Paradise. E, não é que a top blogueira estava por aquelas ruas e praças ao mesmo tempo que eu. Eu em viagem com minha pequena família, e ela com amigas brasileiras e uma sueca (coitadinha da sueca, gente! Lolllll) Inacreditável, perdemos uma boa chance de nos conhecer pessoalmente. O bom da história é que andamos em contato, e combinamos de dizer para que direção vamos seguindo para não voltar a acontecer o mesmo. Bem, até o fim de Junho deste ano, vocês não vão ouvir nenhum shock de iceberg com rugido de leão.

Eu conhecia Budapeste do livro de Chico Buarque com o mesmo nome. E, já quando o li, a cidade chamou-me atenção pelo seu charme durante a narrativa. Vê-la em presença foi além das expectativas. Os lados Buda e Peste tem personalidades bem diferentes, e separadas pelo charmoso rio que dispensa apresentações, o Danúbio. Achei Buda carregada de história, enquanto Peste é a modernidade. Voltei a me sentir segura para andar nas ruas e fotografar, no entanto eu estava cansada da chegada do Brasil, um pouco surda, a sofrer um pouco do jet lag, e acabei por não tirar tantas fotos. Aconselho a ver o post do blog Ice Paradise, que está muito rico em imagens e informações.

Budapeste é uma cidade de turismo barato. A Hungria não adotou o Euro, então é uma vantagem para quem vive com o Euro. Preços baixos com qualidade, perfeito!  O único detalhe a ter em conta é que se você se afastar dos locais turísticos, e explorar o turismo em ambiente mais nativo, então vai ter alguma dificuldade em comunicação e alguma sisudez das pessoas, como foi o nosso caso, porém não é nada que não se resolva com mímica, a linguagem mundial, e paciência.

Vamos lá conhecer a bela Budapeste em imagens!

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Rio Danúbio, vista em Peste

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Vista de Peste

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Rio Danúbio e olhando para Buda

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Rio Danúbio e olhando para Buda

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Rio Danúbio e olhando para Buda

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Rio Danúbio e olhando para Buda

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Rio Danúbio e olhando para Buda

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Uma de suas lindas pontes

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Em Buda

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Em Buda

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Vista para Peste

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Uma avenida em Peste

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Um lindo parque para se abrigar do calor, em Peste

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Monumento em Peste

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Entardecer em Peste

Vem mais um post sobre Budapeste, em breve!

Tot ziens! 😉