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Perdi mais de 100 seguidores do meu blog. Como?

Tomei um susto quando vi que tinham simplesmente desaparecido mais de cem seguidores do meu blog!!! 

Claro que corri atrás de alguma notícia sobre o assunto e, por incrível que pareça, não encontrei em canto algum da net, a não ser na postagem intitulada Ganache Lisinho e os seguidores perdidos... do blog Saboreando a vida, da Marly, fazendo o mesmo tipo de reclamação, explicando as razões dos seguidores perdidos-- o que aconteceu por estes não serem inscritos em nenhuma conta Google-- e esclarecendo que ela não desligou ninguém do seu blog, assim como eu também não o fiz. 

Como para explicar eu iria apenas repetir o que ela diz muito bem em seu blog, solicito que vocês façam a gentileza de dar uma passada por lá para se informarem sobre o que aconteceu, e como fazer para poderem se inscrever novamente, está bem? Aproveitem e vejam as delícias maravilhosas que Marly faz, é uma alegria para os olhos e para o paladar...

Deixo aqui o meu abraço e um beijinho para todos, Laura Lucia  

Seriam 65 anos de casamento -- A História do Balde

Hoje, se meu pai fosse vivo, ele e minha mãe estariam completando 65 anos de casados. Eram dois temperamentos completamente diferentes. Ele: calmo, introvertido, caseiro. Ela: agitada, extrovertida, adorava sair e passear. Foi um casamento que só após a morte de papai vim a entender.

Papai sempre foi apaixonadíssimo por ela. Um dos seus grandes orgulhos – como se fora uma vestal – era a fidelidade conjugal que sempre manteve. Nunca, nunca mesmo, olhou para outra mulher. Após ter casado com mamãe, era como se todas as mulheres do mundo tivessem morrido para ele.

Tinha um ciúme imenso de mamãe; era muito possessivo. De nada adiantava, pois mamãe, com seu temperamento firme, fazia o que queria e bem entendia e não dava a mínima para ele e para ninguém. Ele reclamava quando ela vestia calças compridas ou quando se arrumava toda – de meias de nylon e salto agulha número 9 – para ir ao chá das mulheres dos militares ou a um aniversário. Ela empinava a cabeça, gesto muito seu, e saía numa boa, tipo “azar o seu que não vai comigo.”

Quando ele faleceu, pensei: bem, agora ela vai poder sair bem muito, ir para os chás, os aniversários e a casa de suas amigas sem ninguém para ficar reclamando. Pois deu-se o inverso. Acabaram-se os chás, os aniversários, tudo... Ela não suportava mais as pessoas, que para ela eram umas tolas, uma fúteis, que só diziam besteira etc etc etc. Ora, mas eram exatamente as mesmas pessoas...

Quando recordei o que ela me disse, enfaticamente, três meses depois de ele ter morrido: “A solidão é um fato”, foi então que “caiu a ficha”. Ela sempre viveu em função dele. Ela se aprontava para ele. Ela saía toda arrumada exatamente para ele reclamar e ela ter certeza de que estava linda, maravilhosa. Ele era o estímulo da vida dela, aquele que a achava bonita e tinha ciúmes porque a amava. Quando ela perdeu seu esteio, todas as coisas da vida também perderam o sentido. Sua saúde começou então a decair progressivamente, vindo a resultar nos sérios problemas atuais. Diagnóstico: uma doença longa, terrível e incurável, chamada solidão...

Isto tudo lembrou-me a História do Balde, que ouvi há muitos anos atrás e que gostaria de repassar para você.

A História do Balde

Nos idos de 1990, fui ao hospital visitar um amigo que estava muito mal. Foi ali, na conversa de quarto do doente, que conheci dona Eulália*, tia do meu amigo. Desinibida e expansiva, lá pelas tantas, contou-nos algo que havia acontecido com ela, e que eu, com minha mania de a tudo denominar, dei-lhe o nome de A História do Balde, que segue-se:

Freqüentadora assídua do movimento Encontros de Casais com Deus, promovido pela Igreja Católica, dona Eulália foi convidada pelo padre de sua paróquia para falar no Curso de Noivas sobre o casamento. Muito honesta e despachada, respondeu-lhe: “Padre, eu não posso fazer isto, porque, se eu for lá, haverei de dizer todas as verdades sobre o casamento e ninguém mais desejará se casar.” O padre: “Eu não quero, de jeito nenhum, que a senhora minta. Mas, quais são estas verdades, minha filha?” Dona Eulália prontamente respondeu: “Eu direi que o casamento é uma balde cheio de m­­_ _ _ _ de cima até embaixo, com um dedinho apenas de mel em cima. E quando acaba o mel, fica só a m_ _ _ _ .”

O padre, com aquele sábio olhar de quem é conhecedor da natureza humana, disse-lhe: “Vá, minha filha, vá e diga-lhes exatamente isto, mas não se esqueça de dizer a elas que segurem bem firme na aseia** do balde para não perdê-lo, porque, sem ele, a vida é muito mais difícil.”

Moral da história, sob o meu ponto de vista: No relacionamento de casal, de amigos, de pais e filhos, de familiares, enfim, em todo e qualquer ele, faz-se necessário um imenso desejo de querer “segurar”, de manter a relação para que ela cresça e frutifique. Para tanto, há que ter-se paciência, compreensão, renúncia e perdão mútuos. Pois, se não investirmos nos nossos relacionamentos, inexoravelmente, a solidão invadirá nossas vidas. Em suma, temos que “segurar bem a aseia do balde”, porque sozinho(a) “a vida é muito mais difícil”.

Meu carinho para todos, Laura Lucia


*Nome fictício, para evitar identificação.

**Termo popular usado no lugar de aselha: pequena asa ou alça.

Mensagem de Natal e Ano Novo -- A Historinha do Zé

Aproveitei o mês de dezembro para publicar duas receitas da mamãe e deixar transparecer um pouco da pessoa singular que ela é. Desejo que este mês seja de especial agradecimento e homenagem àquela que é uma das mulheres mais extraordinárias que conheço: minha mãe.

Ela nos educou utilizando-se muito de ditados populares antigos e histórias de cunho moral ou religioso. Era assim que acreditava que gravaríamos as suas lições morais e de vida. E funcionou!

Bom, aqui vai uma historinha que ela contou-me na adolescência, e que repito em todas as oportunidades em que cabem seus ensinamentos:

Zé era um pedreiro extremamente pobre, com muitos filhos e uma fé imensurável em Deus. Trabalhava de sol a sol e, todos os dias, rezava fervorosamente tanto na sua ida ao trabalho quanto na sua volta. Uma bela tarde, retornando de seu árduo labor, inicia mais uma de suas preces:
“Deus, fazei com que eu ganhe na loteria. Meu Deus, o Senhor que lê meu coração, sabe que eu confio absolutamente no Senhor e na Sua misericórdia.
Ah! Deus, meus filhos precisam estudar para serem alguma coisa na vida. O que eu ganho, só dá pra botar comida em suas bocas, não sobra nada pra colocá-los num colégio. Deus, o Senhor que vê minhas necessidades e misérias, compadecei de mim e dos meus filhos. Ajudai-me! Fazei com que eu ganhe na loteria...”

Repentinamente, o Zé sente um dedo cutucar seu ombro esquerdo. Quando olha pra cima, ouve uma bela e forte voz, que lhe diz : “Zé, ao menos jogue...”

Moral da história: na vida é preciso que a gente faça a nossa parte. A fé é indubitavelmente necessária, mas se não fizermos a nossa parte, nada nem ninguém pode nos ajudar.

Desejo a todos um natal de paz e um ano novo repleto de saúde, alegrias, amor e muito sucesso. E que vocês também se lembrem de que as dádivas da vida não caem do céu, necessitam ser conquistadas: precisamos fazer a nossa parte...

Beijo carinhoso, Laura Lucia

Obs.: A qualidade duvidosa da foto -- que já tem um ano e meio -- deve-se ao fato de ter sido tirada com máquina descartável e uma funcionária da mamãe como “fotógrafa”. Isto tudo porque não gosto de me deixar fotografar, sendo esta uma das raras fotos em que estou só eu e mamãe.

P.S.: No post abaixo está publicada a Torta de Morango Fácil, que é a última receita que postarei este ano, pois estou entrando de férias – inclusive do blog -- , mas retornarei após 10 de janeiro/2010. Felicidades e até lá.
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