Today is

Electronic Body Music (EBM) – génese do blog Wellenbereich Muzik Manifesto


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Electronic Body Music (EBM) – génese do blog Wellenbereich Muzik Manifesto


Finalmente está disponível o álbum Die Happy, da dupla americana Vandal Moon!
Depois do avanço Money Dance, que me deixou imensa sede para ouvir o novo trabalho, estão disponíveis também Heaven Without You e Die 4 U. O álbum pode ser espreitado aqui.
Os Vandal Moon movem-se num território darkwave e post-punk contemporâneo, com uma forte herança new wave e synthpop dos anos 80. O som que praticam combina sintetizadores melancólicos, linhas de baixo pulsantes e batidas eletrónicas minimalistas, criando composições simultaneamente dançáveis e introspectivas. As vozes, carregadas de nostalgia e desalento romântico, reforçam uma atmosfera sombria, urbana e emocional, onde a melancolia se cruza com o impulso do clube nocturno solitário, iluminado por luzes néon e ecos do passado.

A expectativa era grande, a de voltar a ver ao vivo os turcos She Past Away, referência actual do darkwave minimalista e revivalista dos anos 80, depois da experiência penosa e alzheimica de os ver em Madrid, onde o som era tudo menos bom sonoro. Mas ontem, no Hard Club, onde os She Past Away iniciaram a sua tour de 2026 – Mizantrop Tour – o som foi muito digno e contribuiu para uma noite excelente de música ao vivo.

Numa sala completamente cheia, o público gótico, pseudo gótico ou mesmo nada a ver, rendeu-se ao som hipnotizante e performance flawless do duo turco, que apresentaram vários temas novos, a editar em novo álbum já neste fevereiro, entre os quais o avanço İnziva. Mas os já clássicos foram uma constante, como Durdu Dünya, Ritüel, Kasvetli Kutlama, Katarsis, a fantástica Ruh, a suspiriana Bozbulanık e com fecho de ouro com a Hayaller.

Tocaram pouco mais de uma hora mas a julgar pela sede do público, podiam ficar em palco mais duas horas que ninguem abandonava a sala. Mas houve uma maldade: não tocaram a La Maldad, uma das que eu queria ouvir. Mas pronto, perdoa-se porque tocaram muitos temas novos!
O som dos She Past Away tem qualquer coisa de inebriante, que nos seduz de dentro para fora. É minimalista. É melancólico. É impossível ficar indiferente e parado ao som do baixo pulsante, sintetizadores frios e atmosféricos, batidas mecânicas e repetitivas que nos batem e guitarra que abusa de chorus e reverb. She Past Away é atmosfera densa e hipnótica, é música feita para a pista de dança, mas para uma pista de dança sombria e introspectiva.
Hoje os She Past Away tocam em Lisboa, no LAV. Quem puder, que não falte!


A 24 de Janeiro de 1991 era lançado Tyranny >For You<, o sexto álbum dos Front 242. Faz hoje, portanto, 35 anos! E é para muitos (eu incluído) o último álbum da banda fiel à sonoridade que ajudaram a criar, antes de cursarem por outras águas com o Up Evil e o Off.
Neste álbum encontram-se as malhas Rhythm of Time, Moldavia, Neurobashing e Tragedy (For You).
Um must para os apreciadores do género.
Isto é que é bom. Mesh de volta! 🎶🖤😁
O duo inglês de synthpop alternativo está de volta ao activo e a mostrar como se faz, com este killer single Exile, avanço fantástico para o novo álbum The Truth Doesn’t Matter, a editar em março. Eu mal posso esperar para ouvir mais de uma das melhores bandas do género do final dos anos 90 e anos 2000.
Seven Fingered Friend catapultou os Primitive Reason para um sucesso estrondoso nos anos 90, tornando a banda um dos maiores nomes do rock nacional dos anos 90. Alternative Prison, o álbum de estreia da banda, lançado em 1996, faz agora 30 anos e tem direito a concertos com a formação clássica da banda – Hard Club, no Porto, a 12 de março, e na sala Lisboa Ao Vivo, a 13 do mesmo mês. Os espetáculos vão reunir Brian Jackson, Guillermo de Llera e Jorge Felizardo, membros fundadores que não tocavam juntos desde 1998.
Bilhetes aqui.

E mais um ano se passou!
O ano de 2025 foi, para mim, um ano mau. Passou rápido, mas ao mesmo tempo foi lento. Foi um ano estranho. Mas pronto, já passou. Mas 2025 foi um ano muito fértil em termos musicais! Tão fértil que me dificultou a criação da lista da praxe – a lista das melhores músicas de 2025, por isso só agora a publico. Escolhi 100, mas podiam ter sido mais. O desafio foi mesmo “encurtar” a lista para 100 músicas!
A lista contempla projectos recentes, outros nem tanto, da cena gótica, darkwave e post-punk, com um salto aqui e ali a outros estilos. Ora então cá vai:
Lista das 100 melhores músicas de 2025
2DCAT – Rise As One
Abu Nein – Cutting Corners
AD:KEY – Der B”se Gott (rmx by Bagger 258)
ALPHA SECT – FELT HER KNIFE
Ash Code – Far Away
Athamay – Under Your Voice
aux animaux – Thrill Kill
BlackSunDreamer – From The Start
Buzz Kull – Just A Memory
CARPENTER BRUT – LEATHER TEMPLE
Claudia Kane – Villainess
Combichrist – Feraline
Corlyx – The Echo (DreamPop Version)
Covenant – A Rider On A White Horse
Crying Vessel – Bringing Down The Nation 2.0
Damascus Knives – Am I Evil
Dance with the Dead & Kat Von D – Whispers End
Dancing Plague – Veins
Darkways – Fading Time
Das Ich – Brutus
Death Drive – Don’t Hide
Denuit – nocturnal VISION feat EMMON
Diary of Dreams – The Chemistry of Pain
Die Sexual – Magic Never Dies
Dina Summer – Disco Goth
Diva Destruction – All I Want (Das Ich Remix)
Dlina Volny – Never The Same
Ductape – Fine
Emmon & Majestoluxe – Blood on the Ceiling
Evanescence – Afterlife (GUNSHIP Remix)
Fragrance. – Burning the Mold
Front Line Assembly – Mechvirus feat. ULTRA SUNN
Ghost Cop – All Souls Day
Gris Futuro – Juodi Zirgai
GUNSHIP – Tech Noir 2 (Sierra Veins Remix)
HALLOWS – Find A Way (Ipso Facto INHALT Remix)
Harlem – Contact High
Henka – All I Know
hex formes + D1NTR – hex, blood & tears
hørd – Fade
IAMTHESHADOW – So Long Lost
Icon Of Coil – SEC FOUR
Kalte Nacht – Trust Fall
KISS OF THE WHIP – A.O.W.
Ladytron – I See Red
Laibach – Yom Kippur
Lebanon Hanover – Waiting List
Maggie Luv – Crucified
Mercy Girl – Closer
Minuit Machine – HOLD ME
Molly Nilsson – Die Cry Lie
M/A/T – Modular
NNHMN – Maybe Late
No – Come in Closer
NUOVO TESTAMENTO – Picture Perfect
Ode Fil¡pica – O Inverno Onde Nada Nasce
Ortrotasce – Into The Night
PATENBRIGADE: WOLFF – Nachts auf dem Mond
PERTURBATOR – Lady Moon (ft. Greta Link)
Pixel Grip – Reason to Stay
POTOCHKINE – Pénurie de Larmes
Promenade Cinema – Play With Fate
Raumm & Minuit Machine – Shifting
Rein – Power & Passion
Rhys Fulber – Only Love Will Save Us (feat. Barkosina)
RINA PAVAR – symmetric vision
Ronnie Stone – Riding in The Rain (Healng Remix)
Rosetta Stone – Kick The Can
Rue Oberkampf – Eternity
S Y Z Y G Y X – Stranger
Sally Dige – It’s You I’m Thinking Of
Second Sight – Power
Sexy Suicide – Spedz te zime ze mna
SHAD SHADOWS – Divination
SIIE – Papier Glacé
SIXTH JUNE – Memories of God
SOFT SCENT – Chimera
Spammerheads – Shocking days
Spiritual Front – No Truth No History
Suzi Sabotage – She-Demon
The Birthday Massacre – Wish
THE DEVIL & THE UNIVERSE feat. DUCTAPE – Shadow Projection
The Rock Orchestra – Nothing Else Matters (feat. Halocene)
The Sisters Of Mercy – Lucretia My Reflection (matt one’s Merciful Remix)
Transportna – Cold walls
TREASVRE – Run Away (GOST Remix Radio Edit)
ULTRA SUNN – The Beast In You
Ulver – They’re Coming! The Birds!
UNTER NULL – Coming Up To Breathe
Valisia Odell – An Arabian Tale
Vandal Moon – Money Dance
Vioflesh – Feel Fake
VNV Nation – The spaces between
WLDV – Bewitched
X Marks The Pedwalk – Midnight Island
XPQ-21 – Machines
Years of Denial – Hide & Sick
Yota – At Night
YVGOSLAVIA – Zairja
Zanias – Cataclysm

Como assim? Já foi lançada há 25 anos? Falamos de uma das músicas mais bonitas do género future pop: Kathy’s Song (Come Lie Next to Me).
Lançada em 2000, faz parte do álbum Welcome to Earth (um dos meus favoritos), dos noruegueses Apoptygma Berzerk, ao lado das malhas Starsign ou Eclipse. Recebeu várias remixes oficiais, sendo a dos VNV Nation a mais badalada, e a de Ferry Corsten a mais “fora da caixa”.
Para assinalar o 25º aniversário, a banda edita a 22 de dezembro o single Kathy’s Song (Come Lie Next To Me) XXV, com a versão original do single, e também uma nova versão revisitada pelo próprio Ferry Corsten. A ouvir já aqui.
Nós (bem, eu) aqui pelo burgo temos sempre sede para novo e bom EBM. E, por saber disso, a dupla alemã AD:KEY, composta Andrea e Rene Nowotny (Armageddon Dildos, Orange Sector) lançou recentemente o EP Der Böse Gott, direto ao âmago do EBM clássico. Para fãs de ORANGE SECTOR, early AND ONE ou do pulsar militante dos NITZER EBB, este lançamento vai direto ao assunto.

Com Der Böse Gott, os AD:KEY mergulham a fundo no espelho sombrio da humanidade. Inspirada numa narrativa surrealista, a faixa-título retrata a humanidade como um deus auto-criado – elevando-se acima da natureza através da tecnologia, apenas para se transformar num monstro destrutivo e implacável. Química, biológica, nuclear… cada inovação pervertida em mais uma arma. Cínico. Brutal. Imparável. Der Böse Gott é a reflexão filosófica de AD:KEY sobre a nossa relação imprudente com o mundo e connosco próprios.
Der Böse Gott é uma faixa lenta, pesada e atmosférica onde os AD:KEY abandonam o foco puramente na pista de dança para entregar uma reflexão sombria e surreal sobre a humanidade se transformar num “deus” destrutivo e movido pela tecnologia.
Para expandir a experiência, a dupla convida aliados como BAGGER 258, WHITE NOISE TV, MC1R e AKTION:FIASKO, cada um levando Der Böse Gott a novos territórios — da pressão crua do EBM às reinterpretações electro sombrias e envolventes. Deixo especial destaque para a versão Der Böse Gott (rmx by Bagger 258).
Abrem também o baú para revelar No Way Without You, uma faixa tardia, mas profundamente pessoal, das sessões de “0609” — melódica, emotiva e um contraste perfeito com a espinha dorsal mais sombria do EP. A faixa de encerramento, Psalm 121, sela o lançamento com um toque cinematográfico e assombroso.
Curta, impactante e feita para bater forte, Der Böse Gott representa o AD:KEY na sua forma mais focada e impactante.
Pára tudo! Diva Destruction misturado com Das Ich? Ou Das Ich misturado com Diva Destruction? Não importa! Assim que vi estes dois nomes juntos na mesma música foi como click bait! Uma autêntica viagem no tempo, de volta aos anos 90 do século passado.

Diva Destruction (The Broken Ones, Enslaved, Cruelty Games), um dos nomes mais sonantes do género gothrock e darkwave do outro lado do atlântico (do final) daquela década, e os colossos Das Ich (Gott ist tot, Kain und Abel, Destillat, Kannibale, Der schrei (Remixed By Laboratory X)), alemães que na década de 90 foram seminais e precursores da sonoridade Neue Deutsche Todeskunst, voltam numa colaboração na forma desta All I Want, remisturada, e com muito poderio!

A intensidade habitual de Diva Destruction está bem presente, e a dinâmica sonora electro-industrial de Das Ich complementa a voz de Debra Fogarty de forma perfeita. Uma grande malha!
Este é um encontro de luminares da música eletrónica sombria, que prosperam nos recantos mais grandiosos da esfera alternativa. O resultado é uma peça que se constrói, cresce e se remodela com uma inquieta sensação de movimento, impulsionada pela dança. Diva Destruction e Das Ich uniram forças para criar uma música de dança dramática com a sonoridade de uma sinfonia épica.
O remix responde a este desafio com grandiosidade, mas nunca com excessos; soa como uma tempestade ensaiada e libertada no momento perfeito.
Debra Fogarty rivaliza o seu projecto Diva Destruction, e prepara novas músicas, sendo esta All I Want a primeira amostragem. Quem está de volta são também os Das Ich, com o novo álbum Fanal.