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31 de janeiro de 2011

Colesterol, quem é você?

Este é um assunto que dá o que falar, não é mesmo? Se todos os brasileiros fizessem agora um exame de sangue para medir o colesterol, cerca de 40% veriam que a taxa já ultrapassou os limites saudáveis. Quase metade da população enfrenta problemas com esse conhecido vilão, sempre associado a infartos e derrames quando está em excesso. Mas a grande verdade é que sem ele a gente não sobreviveria. O colesterol é essencial ao organismo pois desempenha funções vitais. Ele serve de matéria-prima para a produção de hormônios, do ácido biliar que regula a digestão e da vitamina D e entra na construção de membranas celulares.




LDL (low density lipoprotein)
A lipoproteina de baixa densidade é a famosa vilã. Essa lipoproteina tem na sua composição 45% de puro colesterol. No seu trajeto pelo organismo, pode deixar parte dele no caminho. É assim que essa molécula se deposita na parede das artérias.


 




HDL (high density lipoprotein)
A lipoproteina de alta densidade funciona como uma vassourinha: recolhe o colesterol que o LDL deixou escapar no sangue e leva o excesso para ser absorvido no fígado. Por isso carrega a fama de bom colesterol.




Cerca de 70% do colesterol é produzido pelo próprio corpo. O restante vem da dieta. Ele está presente nos alimentos de origem animal, como carne, gema do ovo, frios, embutidos, leite integral, manteiga e queijos. É uma espécie de veículo transportador, a molécula quilomícron leva o colesterol e outros alimentos ingeridos do intestino até o fígado. Lá forma as VLDL, moléculas cheias de colesterol e proteínas. No sangue, a enzima lipase quebra as tais VLDL. Dessa reação surge o LDL. O restante forma o HDL, que tem o papel de recolher o LDL em circulação, levando-o de volta ao fígado para ser eliminado. O HDL não consegue transportar quantidades gigantes de LDL. Por isso o excesso do mau colesterol, seja por causa de uma dieta inadequada ou de um desequilíbrio orgânico, vai se acumulando na parede das artérias.

O colesterol em excesso vai se depositando na parede dos vasos e oxidando. Esse acumulo altera o endotélio, que é a camada que recobre internamente as artérias, facilitando o depósito de outras substâncias, como cálcio e fibrina. O resultado é a temida placa ou ateroma, recheada de gordura por dentro. A pressão exercida sobre ela é tão grande que pode provocar uma inflamação e até o seu rompimento. Nos dois casos há perigo de infarto ou derrame à vista: seja pelo próprio aumento da placa ou pelo coágulo que surge de um rompimento, a passagem do sangue pode ficar completamente obstruída. Os valores considerados ideais no sangue dependem dos fatores de risco da pessoa:

Adultos saudáveis:
Colesterol total até 200 mg/dl
• LDL menor que 160
• HDL acima de 40 (mulheres devem ter essa taxa acima de 50)

Quem tem mais de dois fatores de risco
(fumo, hipertensão, histórico familiar, obesidade):
• LDL abaixo de 130
• HDL acima de 45 (mulheres acima de 50)

Pessoas com doenças coronarianas ou diabete:
• LDL menor que 100
• HDL maior que 45 (mulheres acima de 50)


Em breve, dicas sobre as mudanças na alimentação que contribuem para a redução do LDL e aumento do HDL. Aguardem.