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terça-feira, março 02, 2010

Admiro tipos destes...



Tipos como John Downer, artífices, a vida passa por eles, ou eles pela vida, certamente de modo bem diferente de como passa pelo restante de nós. A tensão, a respiração, o mundo lá fora, passando em segundo plano, uma buzinadela, um riso, um avião, enquanto, apoiados no vidro, num equilíbrio particular, assistem, no sentido de ajudar, socorrer, ao nascer de algo único.


Reserve Glass Gilding by John Downer from Reserve LA on Vimeo.

segunda-feira, fevereiro 08, 2010

De feelings destes está o Inferno cheio...


















É impressão minha ou podia ter havido mais bom senso? O BES colou-se à onda do "I Got a Feeling" de Queirós e dos Black Eyed Peas. Ok, esperava-se algo do género. É fatela, mas ou era o BES ou era o Continente ou era a Sagres, ou seria quem fosse. Mas a frase-chave que acompanha a campanha televisiva do BES – «O BES tem um feeling. Tem um feeling que este ano em África vai ser o ano da nossa selecção» – é vergonhosa. Este ano em África!?! Não vos cheira a mofo esta coisa do «este ano em África»? O campeonato do mundo vai ocorrer na África do Sul, caros senhores. Trata-se de um país, não de um continente. Tem hino, parlamento e forças armadas, não é um desígnio, não faz parte da África cor-de-rosa. Aquela cena do Minho até Timor já foi, meus caros. Tenham juízo! Como é que uma coisa destas ainda passa? Será possível este feeling ainda andar por aí?!


Ah, a campanha, e presume-se que a autoria de tão abjecta frase, é da autoria da BBDO.

quinta-feira, janeiro 22, 2009

Óbito

Shigeo Fukuda
4 de Fevereiro, 1932 – 11 de Janeiro, 2009


quarta-feira, dezembro 31, 2008

Enough Is More

No dia de hoje, em jeito de despedida e de reencontro, e com as várias crises da crise na ordem do dia, apeteceu-me aproveitar a boleia de Sagmeister e expressar graficamente um aforismo apropriado aos tempos que correm. Partindo da famosa tirada de Mies van der Rohe e seguindo o conselho de Sagmeister {In general I hate the use of quotes by designers – it just seems so lazy.*} resolvi então ter algum trabalho — «Não ser preguiçoso», eis outro aforismo com pés para andar — e deixar-vos com o pensamento mais apropriado aos ares do momento.

{Clicar para visualizar em condições; não sei porquê não estou a conseguir colocar isto em formato maior...}

— * —

Tudo isto porque, neste Natal, o meu cunhado me ofereceu um exemplar do livro Things I Have Learned In My Life So Far, do designer austríaco Stefan Sagmeister. Nestes tempos intermitentes que tenho vivido aqui por casa {if you know what I mean...}, este livro tem proporcionado uma leitura muito agradável. Pois como pequenos livrinhos que são, veiculando simples histórias e aforismos, adaptam-se bem ao meu ritmo actual. Dos vários aforismos patentes no livro apetece-me destacar aqui os seguintes — Everybody Thinks He Is Right. / Worrying Solves Nothing. / Money Does Not Make Me Happy. / Trying To Look Good Limits My Life. / Everything I Do Always Comes Back To Me. / Helping Other People Helps Me. / Everybody Who Is Honest Is Interesting. / Drugs Feel Great In The Beginning And Become a Drag Later On. / Thinking Life Will Be Better In The Future Is Stupid. I Have To Live Now. / Being Not Truthful Always Works Against Me. Mas mais agradável ainda foi constatar que praticamente tudo aquilo que ele foi descobrindo ao longo da sua carreira como designer, também eu o fui descobrindo ao longo destes anos de vida profissional. E não estou a ser imodesto ou a querer comparar-me ao austríaco, que não vale a pena nem uma nem outra. Mas a verdade é que {apesar de quase 10 anos de diferença entre nós} um paralelo existe, pois em 1991 eu arrancava mais ou menos a sério com a minha vida profissional {cof... cof...} e Sagmeister voava para Hong Kong a fim de iniciar uma carreira fulgurante; ainda conservo o exemplar da Print, dessa altura, em que era apresentado o seu notável trabalho para um congresso de oftalmologistas.... No fundo, a questão é que a leitura das suas descobertas {e a constatação da pouca surpresa da minha parte} deu-me a ver que também eu tenho estado a aprender, não tenho estado parado. A grande questão é que, no matter what, a vida está lá sempre, pronta a desvelar-se perante nós e a nossa vontade de crescer. A inegável questão é que, quer no Oriente (rodeado de dinheiro, massa crítica e oportunidades), quer junto ao Miradouro de Santa Luzia (rodeado de mofo e humidade), a oportunidade de crescer e ver um pouco mais além é sempre possível ao ser humano. Esse potencial não tem sido desbaratado nem em Sagmeister, nem em mim, nem em tantos outros. E isso é sempre bom constatar. Como tal, um bom 2009 para todos vós, seres humanos em crescimento!


* Até aqui o tipo é bom. A quantidade de vezes que ele já deve ter sido citado neste particular...

quarta-feira, outubro 15, 2008

Ikea for all...

Tenho ali um beliche Mydal, por montar, a olhar para mim. Nem sei bem por onde começar. Quero dizer, saber sei que o manual é claro, clarinho. A empresa é que é do caraças. Mas se o cabrão do bêbado do Jimmy McNulty conseguiu montar o dos rapazes dele, eu hei-de consegui montar o das minhas meninas!



Parece que muito depende do tipo de scotch que se usa...

sexta-feira, outubro 03, 2008

Placebo buttons e extinction burst

Muito fixe esta leitura. E dessa parte-se para esta.

quarta-feira, setembro 10, 2008

O que um designer deve ser

«Que o designer seja firme perante as suas convicções e temeroso perante as incertezas; que evite toda a prática não fiável. Deve ser amável com o cliente, respeitoso com os seus colegas, sensato nos seus prognósticos. Que seja humilde, digno, educado e piedoso; que não seja ganancioso com o dinheiro; que seja remunerado de acordo com o seu trabalho, os meios do cliente, a complexidade do caso e a sua própria dignidade.»

Isto é notável. São palavras do senhor Milton Glaser. E é exactamente aquilo que eu faço no meu dia-a-dia. E não estou a não ser humilde...




{via Reactor}

sábado, maio 10, 2008

If London Were Like Venice

E esta é outra história absolutamente deliciosa! {aqui ou aqui} A fazer lembrar esse outro delírio urbano que era o de Neu York... {aqui mencionada há uns tempos atrás} As montagens fotográficas são assustadoramente bem feitas, tendo em conta que datam de 1899... Depois apercebi-me de que a mesma revista fez, anos mais tarde, a mesma "brincadeira" com Londres e Nova Iorque. A ver aqui.


Tudo via Pruned.

Deus escreve direito por linhas tortas...

Esta história de Chip Kidd sobre a sua cópia do New York Times de há dois dias atrás é absolutamente fantástica! Dêem lá um salto e verão.

Via The Book Design Review.

sábado, abril 05, 2008

Público e notório...

Pode até parecer picuinhas, ou mesmo persecutório, e corro mesmo o risco de estar sempre tocar na mesma tecla, mas não dá! Ontem, no Público, o caso PSD/Somague/Novodesign voltou à baila. Desta vez foi um politólogo do CIES-ISCTE, de nome Luís de Sousa, quem abordou o assunto. Já falaram os políticos, já falaram os jornalistas e agora falam os politólogos, os cientistas sociais. Acho bem, muito bem. Mas uma vez mais a Novodesign passa ao lado, mais uma vez uma das grandes empresas de design/publicidade/propaganda nacional, envolvida num enorme escândalo, passa incólume. Muito gostaria de saber o que pensa de tudo isto o CPD e o seu ilustre presidente! Eu fui lá ao site e escrevi PSD, Somague e Novodesign na área da Pesquisa e, zilch, népias, nope, sequinho sequinho... É, não creio que seja chegada a hora de os designers se pronunciarem... ainda andam atarefadinhos a ganhar dinheiro. Creio que eles aprenderam a lição rápido demais e que sabem bem sabidinho que, na realidade, é melhor assim, porque se não for o PSD é o PS (ou qualquer outro partido), que se não for a Somague é a Mota Engil (ou outra constructora) e que se não for a Novodesign é a EuroRSCG (ou outra empresa de comunicação). Miséria das misérias...

quinta-feira, março 13, 2008

The Street as Platform


Grande texto este — The Street as Platform, de Dan Hill. {Via Reactor; muito agradecido pelo texto e pelo City of Sound}

«The way the street feels may soon be defined by what cannot be seen with the naked eye.» Assim começa o texto. É longo, é. Mas é mandatory. A primeira parte do texto é Neuromancer sempre a abrir... A segunda parte levanta questões muito interessantes sobre a gestão e partilha de toda a informação invisível, privada ou não, que calcorreia as ruas das nossas cidades, lado a lado com os nossos corpos. E quais as estratégias a ter em conta (pelo Estado, pela iniciativa privada), num futuro não tão distante assim, de modo a não perdermos o controlo (a alma?) perante tanto tráfego (tráfico?). Gramei especialmente a imagem do caminho "rasgado" na relva em frente à Biblioteca Pública... Muito interessante toda a perspectiva, toda a ideia futura, sobretudo como contraponto muito válido às, já quase estafadas e deprimentes, teorias da perda de privacidade, do big brother insensível, dos dados expostos... safa. É reconfortante saber que há sempre alguém a pensar sobre isto tudo. Nada está perdido.

Dan Hill é o responsável pelo blog City of Sound e pode ver-se aqui algo mais sobre o seu percurso.

quarta-feira, fevereiro 20, 2008

Unbranding...*

Hoje de manhã abri o jornal Público e vi mais ou menos isto. Eu já tinha mencionado aqui este assunto vai para dois meses, e de como ele insistia em se arrastar, e de como ele me incomodava dado o 3.º elemento não ser nunca puxado à baila, e, espanto meu, vejo hoje o resultado. Sim, a primeira ilação é a de que a Justiça até funcionou rápido. Mais ou menos um ano após o rebentar do "escândalo" até que nem está mal... É verdade que o caso não era para menos, não o esqueçamos, tratava-se do financiamento ilegal de um partido político. Os montantes das multas, bem, esses são um tanto ou quanto ridículos, podem ser discutíveis, mas outra coisa não se estava à espera. MAS... sim, há sempre um mas, a principal questão (pelo menos para mim) está ainda por responder. E a questão para mim é saber onde fica, no meio disto tudo, o papel, a responsabilidade, a multa, o puxão de orelhas, o pontapé-no-cu à Brandia/Novodesign. Em lado nenhum, é a resposta. Pois. Hoje, suspeito, lá na sede, houve suspiros, palmadinhas e sorrisos e, quem sabe, até uma garrafa de champanhe aberta e bebida mais com sofrimento do que com alegria. Safaram-se, pronto, passou. E mais não se podia desejar... Ou podia?


* Que é como quem diz, em bom português, desmarcanço...

segunda-feira, janeiro 28, 2008

FREE MAGENTA !

.
.


Se isto não fosse tão triste, tão idiota, tão inaceitável, tão desesperadamente demente, até que dava para rir. E anda a malta, aqui no burgo, preocupada com o facto de as bolas de berlim passarem a vir embrulhadas individualmente...

[clicar na imagem para ir ao site da Lava Design e tentar perceber um pouco melhor a história. Tem uma versão em inglês.]

quarta-feira, janeiro 16, 2008

Interesting Parallels

Security is about preventing adverse consequences from
the intentional and unwarranted actions of others
. What this
definition basically means is that we want people to behave
in a certain way
... and security is a way of ensuring that
they do so. Bruce Schneier, Beyond Fear


A simpler way of thinking about Interaction Designers is
that they are the shapers of behavior. Interaction Designers...
all attempt to understand and shape human behavior. This is
the purpose of the profession: to change the way people behave.
Jon Kolko, Thoughts on Interaction Design


(Italic emphases are original; bold emphases are mine)

It’s interesting to see such similar language used in two fields which are rarely seen as related. But they are, of course: they are about human interaction with technology. To some extent, security - certainly the design of countermeasures - may be a rigorous, analytical subset of interaction design, just as interaction design is a subset of the intersection of technology and psychology. Designers in one field ought to be able to learn usefully from those in others.
Interaction design is not commonly defined as Jon Kolko does above - it was reading that specific quote on his website which persuaded me to buy his book - but it’s pretty close to the idea of design with intent.

Sacado do Architectures of Control. Wise. Spooky.

Une Boîte en Or

Isto deve ser bom, muito bom.

Ver aqui e aqui.

Pena que o Natal já passou...

sexta-feira, janeiro 11, 2008

Japonesices...

E ainda a propósito do post anterior saquei do Stalker três fotos de três Early Warning Devices; um alemão, um inglês e um japonês. Estes aparelhos precederam a invenção do RADAR e serviam para detectar com alguma antecedência a investida aérea inimiga. São os descendentes dos Accoustic Mirrors do anterior post e morreram mal apareceu o dito RADAR. Mas nem é essa a questão que aqui me traz. A minha pergunta é: são ou não são os maiores aqueles japoneses? Uns estetas como não há em mais lado algum. Só mesmo por ali é que podia algum dia nascer um Studio Ghibli... if you know what I mean....


Alemão.
Inglês.
Japonês.

E se isto não é lindo, o que é lindo?


Através do Stalker (blog muito interessante do muito interessante Simon Crab) vou dar aos Sound Mirrors da costa inglesa. E outros que tais. Vale a pena ir lá dar uma saltada e, uma vez lá, seguir outros links que ele lá pôs.

Neu-york

Descobri este trabalho desta senhora (Melissa Gould) e não resisto em deixar aqui alguns pormenores e os respectivo link. Genial! Um mapa de Nova Iorque caso os alemães tivessem ganho a guerra. Atenção, vale mesmo a pena clicar nas imagens para cirandar um pouco pela cidade e descobrir alguns pormenores deliciosos. Se eu tivesse 2.500 dólares para gastar não tenho a menor dúvida para onde iam...

A legenda do mapa.
Upper Central Park.
Lower Central Park.
East River / Midtown Tunnel / Queens.
Hudson River / Holland Tunnel.
Hudson River.
As pontes para Brooklin.

terça-feira, janeiro 08, 2008

Os Três Taxistas

Uma vez mais Mário Moura no seu melhor, num post sobre designers e taxistas, a auspiciar um bom 2008 em matéria de reflexão sobre a actividade.

Este texto entusiasmou-me particularmente, pois eu, em tempos, durante grande parte da minha infância, à pergunta «o que queres ser quando fores grande» respondia com um já muito reflectido e definitivo «arquitecto durante a semana, taxista ao fim-de-semana». Tratava-se do equilíbrio perfeito, pensava eu então. Pois a vida deu voltas e mais voltas (como a antena de radar vermelha...) e acabei designer, ou coisa que o valha. Arquitecto + Taxista = Designer? Será o designer a fusão perfeita destas duas actividades? A congregação, por um lado, da seriedade, da respeitabilidade, da história e do traço com, por outro lado, a aldrabice, o à rasquice, sempre a buzinar e cheio de pressa (no tráfego e na língua)? Fon fon fon.

sábado, janeiro 05, 2008

Gestapo Gestaltung

Na sequência do post anterior, ou seja, na sequência da viagem do meu cunhado a Berlim, e da respectiva obtenção de novo material versando o universo Stauffenberg, eis as últimas descobertas. Para quem se interesse por matéria gráfica, aqui vos deixo duas preciosidades (vale a pena clicar para ampliar para observar). Não me é possível não ficar maravilhado perante estes exemplos de trabalho gráfico!




O primeiro diagrama (Verão de 1944) é um exercício de reconstrução do possível futuro gabinete de governo da Alemanha, caso o golpe vingasse. Reconstrução feita na base das investigações efectuadas pela Gestapo e outros serviços não é, contudo, totalmente certeiro mas estabelece a forte relação entre a esfera militar e a esfera civil. Foi decerto utilizado como base para as rusgas que se seguiram ao golpe e que levaram à morte de tantos destes elementos.
O segundo diagrama (datado de 9 de Agosto de 1944) é um exercício que tenta traçar o local da proveniência, a autoria da proveniência e as respectivas deslocações de vários engenhos explosivos, todos com a intenção de assassinar o Führer, com particular enfoque no de Julho de 1944.
São dois trabalhos realizados por membros/funcionários da Gestapo após o golpe falhado de 20 de Julho de 1944. Que membros/funcionários? Qual o departamento? Haveria um departamento gráfico? Se sim, como operava e quem operava? Se não havia, quem fez isto? Um simples secretário, um estenógrafo? Todas estas questões me intrigam sobremaneira. Imaginar estes documentos a nascer algures na Alemanha Nazi, em secretárias de mogno ou em estiradores de faia, por oficiais armados ou por técnicos de bata, é um exercício fascinante. O segundo diagrama está assinado — Zeichnung: RSHA, IV Z?t. (Tischler) 9.8.44 —, donde podemos concluir que um tal Tischler, funcionário da RSHA (este mesma sigla aparece no diagrama propriamente dito, logo deve ser um departamento da polícia em particular) foi o responsável pelo design (zeichnung) do dito diagrama. À falta de respostas mais concretas, resta-nos a imaginação e o deleite perante estes dois exemplares. As setas, as caixas, os filetes, os textos e a estrutura sequencial traçando uma narrativa (no 2.º diagrama) são geniais. Bom, bem sei que já estou quase a entrar no campo do delírio (os diagramas são porreiros, mas...), mas imaginar estes tipos da Gestapo com acesso ao Powerpoint... ah, pois, imaginem lá o cenário, talvez este software fosse hoje algo de fantástico na nossa vida contemporânea... talvez hoje o Tufte não tivesse razão... lol. E se estes tipos tivessem tido acesso ao Illustrator?!...


Actualização /// Entretanto averiguei alguns pontos. RSHA corresponde a Reichssicherheitshauptamt (Reich Security Main Office). Este "ministério" da segurança do reich estava subordinado às SS (tinha como dirigentes máximos os sinistros Heydrich e Kaltenbrunner, após a morte do primeiro) e englobava as seguintes polícias: Sicherheitsdienst (SD, Segurança), Geheime Staatspolizei (Gestapo, Secreta) e Kriminalpolizei (Criminal). RSHA IV era precisamente o departamento da Gestapo no tal "ministério", logo um tal Tischler, ou alguém sobre as ordens de um tal Tischler, funcionário do Amt IV (departamento da Gestapo), é o autor do 2.º diagrama.