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sexta-feira, 17 de maio de 2013

Avanço geopolítico: Brasil expande ação naval na África


O site da BBC trouxe ontem uma reportagem bem interessante sobre o investimento da Marinha brasileira em capacidade de patrulhamento e na expansão de suas operações do outro lado do oceano, em águas africanas. A reportagem frisa que o objetivo “é proteger riquezas marítimas como as reservas do pré-sal e combater crescentes ameaças de pirataria e narcotráfico no Atlântico Sul”. E acrescenta que “as ações ocorrem ainda num contexto em que forças americanas, britânicas e francesas demonstram crescente interesse pelo Atlântico Sul”. Em um post que fiz em 2009 sobre geopolítica (Pourquoi “France”? It’s the geopolitics, stupid!), destaquei que “com a descoberta do pré-sal em nossas águas, veio à tona outro fantasma, a Quarta Frota Americana, que voltaria a circular por nossa costa. Alguns dizem que foi apenas coincidência, mas é difícil acreditar. Seja como for, o importante é compreender que o Brasil não pode se acomodar em um papel secundário no jogo de forças que se está montando”.
O Brasil tem duas grandes fronteiras que precisam ser permanentemente protegidas por serem alvos de crescente cobiça internacional, a “Amazônia verde” de um lado e a “Amazônia azul" do outro. Leia aqui a reportagem da BBC e, se tiver meia hora sobrando, recomenda a entrevista do Embaixador Samuel Pinheiro Guimarães feita em 2009, que encontrei divida em três partes: primeira, segunda e terceira.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Provocação 2: tem gente querendo reanimar a Guerra da Coreia

Não dá para acreditar que a Coreia do Norte tenha pretendido uma “provocação” com esse bombardeio da ilha de Yeonpyeong na Coreia do Sul. Provocar para quê? Afirmar o quê? Não faz sentido esse tipo de ação menos de uma semana após a notícia “bombástica” de sua centrífuga nuclear. No mínimo, levaria ainda algumas semanas explorando a repercussão. Também não faz sentido a explicação dada por alguns “especialistas” ocidentais de que o bombardeio teve o propósito de fortalecer a autoridade do futuro líder Kim Jong-um (BBC, Financial Times, Telegraph, Council on Foreign Relations). Faz menos sentido ainda a proposta do CFR de desnuclearização da península coreana como uma das condições para pacificação da região. Prejudicar a produção de energia nas duas Coreias ajuda? Em quê? Se forem excluídas apenas as armas nucleares, ainda assim o poder de fogo nortecoreano é muito superior ao sulcoreano – ou seja, tudo continuaria no mesmo. O que desequilibra é a presença dos americanos na região, que parecem mais do que nunca interessados em re-iniciar a famosa “Guerra da Coreia” que vive compasso de espera desde 1953. Esse bombardeio pode ter sido um acidente causado por tensão ou incompetência. E se houve provocação mais provavelmente terá sido da parte da Coreia do Sul e/ou dos Estados Unidos, gerando reação nortecoreana. Seja como for, a história está mal contada.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Pesquisa global da BBC: a influência do Brasil no mundo é mais positiva do que a dos Estados Unidos, China, Rússia e Índia

(clique na imagem para ampliar)

Desde 2005, o Serviço Mundial da BBC, através da GlobeScan/PIPA, realiza pesquisa – pessoalmente ou por telefone – com pessoas de 28 países, para medir a percepção que se tem da influência de 17 países sobre o resto do mundo. Este ano foram feitas 29.997 entrevistas, entre novembro de 2009 e fevereiro de 2010, que colocaram o Brasil em 7º lugar. Diz a reportagem da BBC que “a imagem do Brasil foi vista como altamente positiva pelos entrevistados brasileiros (84%, mas na determinação da média global a pesquisa não considera os índices dos próprios países)  e chilenos (77%). No México, 59% dos entrevistados veem o Brasil como uma influência positiva, bem como 55% na América Central. A imagem do país também é positiva entre países asiáticos como a China (55%), Coreia do Sul (51%), Filipinas (47%) e Tailândia (44%). Em Portugal, 51% dos entrevistados também veem o Brasil como influência positiva. É destaque äinda o fatos dos Estados Unidos pós-Obama passarem a ter imagem (ligeiramente) positiva.

domingo, 27 de setembro de 2009

Alemanha dá um passo atrás e Portugal dá um passo à esquerda

Com as eleições de hoje, os líderes Angela Merkel (Partido Democrata Cristão da alemão) e José Sócrates (Partido Socialista portugês) continuarão no poder. Mas com grandes diferenças. Na Alemanha, Merkel, para vencer, teve que se aliar aos liberais, o que coloca o país na contramão da História, já que seu “receituário econômico” está associado à grande crise que o mundo tenta superar. Em Portugal, os socialistas perderam a maioria parlamentar, mas não precisam se curvar à direita, graças ao crescimento de partidos de esquerda que podem lhe render as cadeiras necessárias. Os socialistas conquistaram 94 das 230 cadeiras do Parlamento português. Nos últimos quatro anos, o partido tinha uma maioria de 121 deputados. O PSD ficou com 77 vagas. Antes, tinha 79. (No gráfico acima, resultados da Alemanha. Mais informações: BBC, BBC Brasil, El País)

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Brasil no mundo: se correr o bicho pega, se ficar o bicho come...

Li hoje no “Toda Mídia”, de Nelson de Sá, na Folha, mas refere-se a uma notícia postada pela BBC no dia 6: “Visão negativa do Brasil cresce em países ricos, diz pesquisa Globo terrestre”. De acordo com a pesquisa encomendada pela BBC, o Brasil continua com a imagem positiva em alta. A queda da visão positiva sobre o Brasil nos países ricos (Estados Unidos, França, Alemanha e Grã-Bretanha) deve-se, segundo Sam Mountford, diretor da empresa de pesquisas GlobeScan, em parte ao fato de o país estar mais em evidência no cenário internacional, graças ao crescimento de sua importância econômica global. "As pessoas ficam mais atentas a economias que têm impacto sobre elas”, diz ele. Quer dizer, se você é um país subdesenvolvido, explorado por tudo quanto é país rico, você é tratado pejorativamente de “república de bananas”; se você reage, cresce e aparece, você passa a ser visto com maus olhos, porque vira concorrente, passa a ser ameaça. Em outras palavras: se o Brasil continuar no ritmo Lula de crescimento, vai acabar enquadrado no “eixo do mal”...

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Preconceito contra crianças

Para britânicos, 'menores agem como animais' - esse é o título da reportagem da BBC sobre pesquisa com 2.021 adultos "como parte de uma campanha de conscientização a ser lançada pela Barnardo's para mostrar que a sociedade se acostumou a "condenar naturalmente" menores de idade e a transformá-los em vilões". Reproduzo na íntegra.
A percepção que o público britânico tem dos jovens é negativa. Mais de metade da população da Grã-Bretanha acredita que crianças e adolescentes britânicos se comportam como "animais", e metade diz que eles devem ser considerados "perigosos", segundo uma pesquisa realizada a pedido de uma instituição de caridade que trabalha com menores.
A pesquisa de opinião ouviu 2.021 adultos como parte de uma campanha de conscientização a ser lançada pela Barnardo's para mostrar que a sociedade se acostumou a "condenar naturalmente" menores de idade e a transformá-los em vilões.
A campanha, com comerciais na TV e na internet, será lançada no dia 24 de novembro. Pelos resultados, 54% dos adultos entrevistados disseram que os menores britânicos se comportam como "animais". Mais de um terço também concordou que as ruas estão "infestadas" com crianças e adolescentes, enquanto 43% dos entrevistados disseram que alguma coisa precisa ter feita para proteger os adultos. Cerca de 49% disseram discordar da afirmação de que as crianças que "se envolvem em problemas" são "mal compreendidas" e precisam ajuda profissional.
Comentários
A organização também analisou comentários deixados em reportagens publicadas no site de vários jornais britânicos. E encontrou mensagens nas quais menores são descritos como "selvagens" e algumas sugestões de que é necessário "atirar" em adolescentes. O presidente da organização, Martin Narey, disse que a população britânica rotula todos os menores da mesma maneira.
"É espantoso que palavras como animal, selvagem e gentalha sejam usadas diariamente em referência a menores", disse Narey.
"Apesar de que a maioria das crianças não causa problemas, ainda há a percepção de que os jovens de hoje são mais incontroláveis e mais delinqüentes do que nunca", completou.
'Tratamento injusto'
A organização afirma que as atitudes reveladas pelo estudo refletem o resultado da última pesquisa British Crime Survey, que mostrou que as pessoas responsabilizam menores por "até metade" de todos os crimes cometidos, quando na verdade eles são responsáveis por 12% da atividade criminosa no país. No mês passado, a ONU disse que há "um clima geral de intolerância" para com as crianças e adolescentes britânicos e que isso pode fazer com que eles sejam tratados injustamente. Narey disse que a organização não é "ingênua" e aceita que "uma minoria de menores" apresenta um comportamento anti-social e comete crimes. Ele disse que é preciso agir para evitar que aqueles que têm mais risco de apresentar um comportamento criminoso - como os que pertencem a famílias pobres e recebem uma educação ruim - sigam esse caminho.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Vôos secretos da CIA: governo britânico pede desculpas por mentir

O Governo Tony Blair negou sistematicamente que o território britânico tenha sido usado pela CIA em suas operações ilegais de seqüestro de pessoas suspeitas de terrorismo. Mas hoje o Ministro de Relações Exteriores Davi Miliband pediu desculpas à Câmara dos Comuns ao reconhecer que a Central de Espionagem americana utilizou a ilha britânica Diego Garcia, que fica no oceano ìndico, para transferir secretamente prisioneiros suspeitos de terrorismo. O pior é que isso deve ser apenas uma pequena parte das atrocidades bushianas ao redor do mundo. Leia mais no site da BBC e em El País.

quinta-feira, 29 de março de 2007

Vem aí a nova BBC - "Brazilian" Broadcasting Corporation

Na posse do novo Ministro da Comunicação Social, Franklin Martins, Lula disse que quer uma TV pública educativa capaz de fazer o que a TV privada não faz, que tenha profundidade. Não pode ser chapa branca, "porque enche o saco" - mas que seja capaz de passar informação "sem pintá-la de cor de rosa, mas também sem pichar". O futuro Ministro espera lançar a TV pública ainda este ano e disse que ela deverá seguir um modelo parecido com o da BBC - British Broadcasting Corporation. Que seja bem-vinda.