Creio que não existe nada de mais belo, de mais profundo, de mais simpático, de mais viril e de mais perfeito do que o Cristo; e eu digo a mim mesmo, com um amor cioso, que não existe e não pode existir. Mais do que isto: se alguém me provar que o Cristo está fora da verdade e que esta não se acha n'Ele, prefiro ficar com o Cristo a ficar com a verdade. (Dostoievski)

FAÇA COMO EU: VISITE O BLOG DELES, E SIGA-OS TAMBÉM! :)

Mostrando postagens com marcador Sexo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Sexo. Mostrar todas as postagens

5 de fev. de 2014

woody allen: a arte não está acima da vida.

Um assunto que causou discussões (e ainda vai causar mais, nos próximos dias) neste domingo, 2 de fevereiro, é a carta na qual Dylan Farrow, filha adotiva de Mia Farrow e Woody Allen, acusa seu pai adotivo de ter abusado sexualmente dela. Por conta disso, Dylan teve inúmeros problemas de ordem psicológica, que afetaram também seu estado de saúde física. O que me chamou a atenção neste episódio foram as reações dos internautas nas redes sociais. Segue, primeiro, um link para uma reportagem sobre o tema:
Agora, o link para a íntegra da carta traduzida:
Antes de mais nada, preciso informar que o cineasta declarou ser inocente e disse que em breve responderá em público às acusações. Mais um capítulo aguardado. O que diz Woody Allen:
Particularmente, creio que Dylan diz a verdade. É claro que ela pode ter inventado tudo isso. Mas penso que há evidências em seu discurso e nas situações que ocorreram simultaneamente ao abuso – e também depois dele – que podem apontar a culpa de Allen.
Aqui e ali vi, no Twitter, no Facebook, em sites de revistas e de jornais, que muita gente está defendendo o cineasta porque ele é talentoso e influente, não porque as evidências indicam que a filha dele provavelmente diz a verdade. O fato de que ele mesmo mantinha um romance com outra filha adotiva ainda estando casado e convivendo com a esposa e os demais filhos é uma evidência. Na época, Allen se separou de Mia Farrow para assumir esse relacionamento. Sua filha adotiva tinha, então 19 anos, e ele, mais de 50. Além disso, o filho dele também o critica duramente. Todos estão errados, então, e Allen diz a verdade? Essas são evidências, indícios de vericondicionalidade no discurso de Dylan Farrow.
Parece-me que W. Allen sempre negará ter abusado sexualmente de sua própria filha quando ela tinha sete anos. E me parece também certo que Dylan não voltará atrás em suas acusações. Se não podemos julgar nem condenar sem provas – sendo a palavra dela contra a dele – também não podemos inocentá-lo. Talvez jamais haja “provas” para o abuso relatado. Mas há pistas, evidências nos discursos, nas situações, nas reações não só da menina – hoje mulher – abusada como dos outros membros da família, e isso deve ser levado em consideração. Repito: creio que Dylan Farrow diz a verdade. O que desenvolvo a seguir baseia-se nessa premissa.
Os libertários e esquerdistas que vi se manifestando na internet preferem relativizar tudo: é impossível assumir uma posição (e aí já há uma “posição”, evidentemente). Afinal, ninguém de fato sabe; com sete anos há muitas ilusões, ideias, imagens decorrentes de autossugestão, de uma mente fértil etc.; Woody Allen é Woody Allen e mais umas tantas asneiras. Dizem isso como se defender o Woody Allen pai fosse necessário para endossar o Woody Allen artista, o que é importante para o pensamento esquerdista, ainda que Woody Allen pai e artista sejam O MESMO SER HUMANO.
Woody Allen é um grande diretor de cinema, era o meu preferido, mas a partir de hoje não vejo mais seus filmes, decidi. E o farei não por desconhecer sua competência como artista, mas por não concordar com o que ele, como ser humano, é. Eu também não compraria um quadro de Adolf Hitler (mesmo se ele tivesse sido um bom pintor). Eu não vi o filme O Pianista, de Roman Polanski, que é um estuprador pedófilo. Eu me recuso. Não vi Melancholia, quando estava morando em Paris, em 2011, no auge da crise que Lars Von Trier provocou no Festival de Cannes ao declarar que “entendia e simpatizava” com Hitler. E decidi também não ver Ninfomaníaca. Não vou ver não porque o filme tem cenas de sexo. Aliás, estava até curiosa para saber se era bom – e muita gente tem dito que é ótimo, pois o que importa no filme não é o sexo, mas o que se fala sobre ele. Mas eu decidi não ver Ninfomaníaca porque sei que a ARTE não é um valor absoluto, mas A VIDA é.
A VIDA ESTÁ ACIMA da arte. Como dizia aquele rapaz latino americano, “qualquer canto é menor do que a vida de qualquer pessoa…”. Para Lars Von Trier, um sujeito que provocou a morte de mais de 50 milhões de pessoas é um cara “simpático”. É em coisas assim que a “esquerda caviar” mostra sua natureza fútil. Aliás, recomendo (illico) a quem me lê agora o livro de Rodrigo Constantino. A esquerda erra e sempre errou: ama a humanidade como ideia abstrata, mas se lixa para o ser humano real. Exalta a arte, a cultura e a ciência como valores absolutos e que se dane o ser de carne e osso. Adora os valores da revolução cubana mas não se preocupa com os cubanos de verdade, que estão sofrendo em decorrência não do “ideal da revolução”, mas da revolução que de fato ocorreu. Eu ainda me lembro de um “artista” latino americano que deixou um pobre cão morrer de fome e de sede em uma “instalação”, há alguns anos. O escritor maranhense Ferreira Gullar escreveu um excelente artigo sobre isso:
Houve quem defendesse o “artista”. AFINAL, a arte justifica tudo. A ARTE justifica Chico Buarque elogiando ditadura cubana assassina, a arte justifica Woody Allen pedófilo, a arte justifica Lars Von Trier elogiando Hitler, a arte justifica Roman Polanski drogando e estuprando uma menina de 13 anos. Tudo e qualquer coisa. Sim, um artista pode errar (e é certo que todos erram, humanos que são). Sim, os erros de muitos artistas não maculam suas obras. Mas aí vejo proporções, vejo escalas, vejo limites. E eu tenho os meus limites. Não é que artista bom seja aquele que não estaciona em vaga especial nem fure a fila do banco. Mas estou dizendo que há um limite, então para mim a pedofilia é um limite. Ponto.
Maya Felix
São Luis, 2 fev 2014



*texto originalmente publicado no portal Gospel Prime.

19 de mai. de 2011

Grande manifestação em favor da família, da liberdade de expressão, da liberdade religiosa e contra o PLC 122/2006 em Brasília

Se você mora em Brasília, em Goiânia ou em Belo Horizonte, ou em alguma cidade próxima, ou em alguma cidade distante, mas crê que vale a pena participar... Se você acredita que a liberdade de expressão está ameaçada com o PLC 122/2006, de autoria do PT... Se você acredita no que diz a Bíblia sobre a família e quer continuar a ter o direito de expressar o que pensa... Se você acredita que o Brasil deve evitar a todo custo entrar numa ditadura de poucos... Se você acredita que todo ser humano deve ser respeitado, mas não há uma categoria ou um grupo acima de outros... Se você acredita... Participe!

5 de mai. de 2009

PLC da "Homofobia" será discutido amanhã, 06/05/2009, quarta-feira, no Senado.



Caros leitores,

Voltamos a ligar o sinal de alerta. O PLC n.º 122 que criminaliza a chamada "homofobia"será discutido amanhã (06/05/09 quarta-feira), na 13ª Reunião extraordinária da Comissão de Assuntos Sociais do Senado Federal.

Infelizmente a situação não é agradável, já que a relatora do PLC, senadora FÁTIMA CLEIDE [do PT, o mesmo partido do presidente Lula] (...), apresentou, em 15 folhas, parecer favorável ao projeto, sem qualquer tipo de retificação ou alteração, numa clara desconsideração à flagrante inconstitucionalidade do PLC, o qual, sem titubear, fere com chaga mortal os princípios da isonomia (todos são iguais perante a lei), liberdade de consciência, livre expressão do pensamento e crença religiosa, bem ainda, em contrariedade aos diversos pareceres jurídicos apresentados ao Senado, que apontaram erros grosseiros de técnica legislativa além de outras incongruências, como desproporção nas penas aplicadas e utilização de termos vagos (preconceito de gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero??).

A senadora FÁTIMA CLEIDE bem que tentou se desvencilhar das críticas feitas ao projeto, porém, não passaram de justificativas nada plausíveis. Ela escreve que: "Alguns juristas também indicaram ressalvas quanto à técnica legislativa do projeto, no tocante à definição de sujeitos passivos nos tipos penais e das condutas delituosas, além da proporcionalidade das penas e sua conformidade com as regras gerais do Código Penal e da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Porém, vale ressaltar, que ainda não há qualquer regulamentação votada ao combate à discriminação por orientação sexual e identidade de gênero, inviabilizando o tratamento legal a este tipo de violação no campo do trabalho, permitindo assim que atos homofóbicos excluam boa parte da população GLBT de acessar ao trabalho ou manter-se empregado."

Ora, a inexistência de lei de "combate à discriminação por orientação sexual" não é motivo para a criação de leis com tipos penais dignos de regimes totalitários, cominando penalidades absurdas. Como exemplo, no nosso Código Penal a pena por homicídio culposo pode acarretar pena máxima de 03 anos. Na lesão corporal dolosa, isto é, com a intenção de lesionar, o criminoso pode pegar de 03 três meses a 1 ano de prisão. No PLC 122, a manifestação pública de discordância com a prática homossexual pode acarretar a pena de 02 a 05 anos e multa. Ou seja, aplicar uma surra no homossexual, por incrível que pareça, segundo o projeto, fica mais "barato" do que simplesmente se pronunciar contra o homossexualismo. (Antes de escrever qualquer comentário dizendo que estou incitando a violência, é bom reler o texto para verificar que estou simplesmente apontando uma enorme incongruência jurídica).

A senadora conclui da seguinte forma: "Dessa forma, esta Relatoria entende que o projeto, além do extremamente positivo no combate à homofobia e na garantia de cidadania a grupos drástica e continuamente violados em seus direitos, não criminaliza a liberdade de consciência e de crença – pela simples razão de que a norma proibitiva incide sobre a conduta dolosa precisamente definida em lei, não sobre o pensamento. Além do fato de que o combate à toda forma de discriminação no campo do trabalho e a promoção da saúde mental dos cidadãos e cidadãs brasileiros, discussão que está no âmbito dessa Comissão, serão fortalecidas."

É, dona Fátima. A senhora usou a mesma argumentação do Luiz Mott. Acredito, inclusive, que ele seja o seu mentor intelectual. Essa estória de que o PLC "não criminaliza a liberdade de consciência - pela simples razão de que a norma proibitiva incide sobre a conduta dolosa precisamente definida em lei, não sobre o pensamento" é pura falácia. Para os homossexuais todo posicionamento contra o homossexualismo é considerado como conduta dolosa; ou seja, com intento discriminatório. Tanto é assim que mesmo sem a lei ser aprovada já estão no encalço do pastor Silas Malafaia e do Júlio Severo; quanto a esse último, aliás, colocaram até o Ministério Público Federal na jogada. Daí alguém diz: - É, mas quem vai julgar é o Judiciário. Sim, mas até que se chegue à fase da sentença judicial existe toda uma seqüência do processo, onde o acusado terá que contratar advogado e sofrer aquela velha pressão psicológica.

Então. Vamos lá. É hora de nos mobilizarmos mais uma vez!

Ligue para o Senado Federal. Fone: 0800-612211

Envie e-mails para os componentes da Comissão de Assuntos Especiais do Senado.

Veja a composição aqui.

Posted via email from E Agora, Como Viveremos? 

FONTE: Blog E agora, como viveremos?

18 de abr. de 2009

clodovil e a homossexualidade

Faleceu no dia 17 de março o deputado Clodovil Hernandes, que foi uma personalidade muita conhecida no Brasil. Estilista e apresentador de televisão, ele ficou mais conhecido por suas declarações controvertidas e por assumir publicamente sua homossexualidade.

O que sempre me chamou a atenção em Clodovil não foi a sua homossexualidade, mas suas posições em relação ao movimento homossexual. Por incrível que pareça, o movimento gay nunca pode contar com Clodovil em suas campanhas e passeatas.

Certa vez ao participar de uma manifestação liderada pelo movimento gay ele foi vaiado por defender a família e ter declarado que todos deveriam buscar a Deus. Na ocasião ele até citou o valor da heterossexualidade porque sem ela ninguém ali presente teria nascido

Recentemente, uma entrevista publicada na revista Veja, feita poucos dias antes de sua morte, o reporter perguntou: “Por que o senhor não apresentou nenhum projeto defendendo o direito dos homossexuais?”

Clodovil respondeu: “Deus me livre. Quais direitos? Direito de promover passeata gay? Não tenho orgulho de transar com homem. O primeiro homem que eu vi transando com outro foi meu pai — era o meu tio, irmão da minha mãe. Eu tinha 13 anos. Foi num domingo, depois da missa. Sentei no chão e pensei: meu Deus, minha mãe não é amada por ninguém. Meu pai nunca soube que eu vi. Quando ele me perguntou dois anos depois se eu era gay, não respondi. Nunca mais se falou sobre isso lá em casa. Mas eu podia ter dito o diabo para ele”.

É por isso que o movimento gay nunca pode contar com Clodovil para defender suas nefastas posições.

É uma pena que Clodovil nunca tenha tido força para superar seus traumas familiares adquiridos na infância — traumas que tiveram um grande impacto na formação de sua sexualidade.

Foi forte ele dizer que não tinha orgulho de ter relações sexuais com homens, mas podia ter ido além e resgatar (com lutas, é claro) sua heterossexualidade. Ele procurou ver a questão heterossexual de outra forma. Quando soube que estava com câncer de próstata ele afirmou: “Acho que aquilo aconteceu como uma forma de eu tentar me redimir da minha homossexualidade”. Uma leitura errada, mas que nos abre uma janela para entender seus conflitos internos.

Quando lemos essas e outras declarações só podemos fazer crescer nossa posição de entender, amar e ajudar aqueles que lutam com as questões da homossexualidade.

Por outro lado, tais declarações nos ajudam entender o que está por detrás daqueles que vivem na homossexualidade.

Como igreja não podemos, de forma alguma, discriminar pessoas que vivem na homossexualidade, mas amá-las profundamente.

Entender questões envolvendo a homossexualidade é um dos grandes desafios da igreja nos dias de hoje. Certamente, as declarações de Clodovil hão de contribuir para uma ação da igreja, seja no processo da formação da identidade sexual como no processo de ajudar àqueles que desejam resgatar a heterossexualidade.

***

Texto do Pr. Gilson Bifano. 

FONTES: Blog do Julio Severo e Blog do Pr. Artur Eduardo.


Quer sair do homossexualismo? 

Acesse: http://www.exodus.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=2&Itemid=25&Itemid=37

23 de jan. de 2009

a questão gay, o governo do PT e um cantor italiano

FOTO: Site da Ultimato

Vale a pena “qualquer maneira de amar”? — O presidente, os gays, os cristãos e a Bíblia

O governo

O presidente da República, Sr. Luiz Inácio Lula da Silva, informou a imprensa nacional o teor de sua carta enviada aos organizadores da Parada Gay de Brasília, citando trecho de uma música de Milton Nascimento, que diz: “Qualquer maneira de amar vale a pena”. É óbvio que a expressão “qualquer” é uma figura de retórica — ou um exagero — pois o vocábulo é de absoluta inclusividade. Algumas “maneiras de amar” estão, até, tipificadas em nosso Código Penal e na legislação penal dos países civilizados. A ausência de ilícitos ou de limites da frase poética denota o hedonismo ou o pansexualismo da cultura ocidental contemporânea, que, tragicamente, já adentrou a igreja.

Para a teologia, a ética e o direito, nem todas as maneiras de amar valem a pena — em alguns casos, valem uma pena(lidade) e, em outros, denotam desvios de condutas, patologias, pecados. O “amar” da frase pode ser entendido apenas como atração físico-afetiva, estrito senso, sem outras considerações maiores. Diante da “celebração” da Parada do Orgulho Gay da cidade de São Paulo — a “maior do mundo”, com estimados 1,5 milhão de participantes —, em que as “autoridades menores” já subiram nos trios elétricos com a mensagem da “autoridade maior”, percebe-se que há algo de podre não só no Reino da Dinamarca, mas também na República Federativa do Brasil.

Nos últimos anos, por orientação do Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty), a delegação brasileira junto à Organização das Nações Unidas (ONU) vem insistindo na proposta de inclusão da expressão “orientação sexual” entre os direitos inalienáveis. O Vaticano, os países islâmicos e a maioria dos países do hemisfério sul se manifestaram contrários à proposta, que recebeu o apoio dos países pós-cristãos do hemisfério norte. Os desdobramentos na legislação civil e penal dos diversos países, caso tal proposta fosse aprovada, poderiam incluir o casamento de homossexuais, o direito à adoção por homossexuais e a criminalização de qualquer opinião contrária, inclusive na esfera religiosa. Por sua vez, a Secretaria Nacional pelos Direitos Humanos acaba de anunciar uma campanha institucional “Por um Brasil Não-Homofóbico”. Como se pode constatar, aqui também o fenômeno mundial chamado lobby gay se afigura com crescente poder e influência.

Pão e circo

Como fui cobrado publicamente por uma respeitável ONG evangélica, incluído em uma lista de pastores que votaram no atual presidente da República nas últimas eleições (no meu caso, em todas as eleições presidenciais em que ele concorreu), venho, também de forma pública, desassociar-me desses posicionamentos do governo federal, expressando a minha discordância e veemente condenação a tais procedimentos.

Como os leitores de Ultimato sabem, não estou mais filiado ao Partido dos Trabalhadores desde 1997, em razão da minha eleição para o episcopado anglicano. Tenho memórias positivas de um passado de lutas pelo Estado democrático de direito, pela soberania nacional e pela justiça social. Tenho também percepções cada vez mais negativas da ruptura ideológico-programática desse partido, o seu pacto com as elites, os seus acordos com as oligarquias regionais e o seu aprisionamento pelo sistema nacional e pelo sistema internacional. A miséria, a fome, a falta de saúde, de educação, de saneamento, de oportunidade de trabalho, a opressão e a exclusão continuam inalteradas em um país socialmente pecaminoso, para o que também concorre a omissão ou cooptação das igrejas, por parte de suas lideranças. Ao que parece, o realismo governamental tem incorporado a máxima romana: “Pão e circo”. Na falta de pão, mais circo...

Os inúmeros acordos, nem sempre éticos, mas clientelísticos, entre lideranças eclesiásticas e políticos evangélicos com a atual (e qualquer outra) administração têm resultado em um silêncio culposo nada profético diante do continuísmo da esgotada política econômica (macro e micro), da tibieza das políticas sociais e do neo-empreguismo no aparelho do Estado. Essa promiscuidade política tem, de certo, concorrido para a inexplicável omissão dessas lideranças, tanto diante da proposta do Itamaraty, como da defesa das “formas de amar”.

Ideologias

O vazio das utopias políticas, os resquícios da revolução cultural dos anos 60 e do movimento pelos direitos humanos, o deslocamento filosófico da “razão” para a “experiência”, com a pós-modernidade, resultaram, entre outros fatores, na nova utopia do pansexualismo e na ideologia pró-homossexual, como a mais poderosa ideologia mundial, depois do nazi-fascismo e do marxismo-leninismo. Pobre mundo... Triste geração... O Executivo, o Legislativo, o Judiciário, a academia, a mídia e as igrejas são palcos desse novo embate ideológico, do qual ninguém consegue escapar.

Uma coisa é o Estado laico (sem igreja oficial) e o pleno direito civil de todos os cidadãos, em igualdade perante a lei, e cuja defesa, diante das discriminações da Constituição Imperial de 1824, foi uma bandeira histórica de lutas do protestantismo brasileiro. Uma coisa, também, é a defesa da dignidade de toda pessoa humana, criada à imagem e semelhança de Deus, e que não pode ser vítima de preconceitos, fobias nem violências. Uma coisa, ainda, é a atitude de compreensão pastoral e de amor cristão dirigida a todos os penitentes, de todas as fraquezas e pecados, com a igreja realizando sua missão de ser uma comunidade terapêutica. Outra coisa, contudo, é o revisionismo teológico e o relativismo ético, a erosão de princípios, o abandono do ensino bíblico e da tradição apostólica, que são permanentes e inegociáveis em qualquer lugar e cultura. As religiões semíticas de revelação, ou religiões abraâmicas (judaísmo, cristianismo e islamismo), têm afirmado a normatividade erótico-afetiva heterossexual desde sempre.

A separação entre igreja e Estado não significa omissão sociocultural das religiões, uma fé intimista privatizada nem o silêncio ético no espaço público, nem o declinar na afirmação doutrinária e disciplinar para os seus fiéis, nem, o mais importante, qualquer abandono da busca do bem comum de toda a sociedade. Por um lado, distorções teológicas, adesismo, medo ou troca de interesses têm levado as igrejas a abdicarem do seu dever profético diante de estruturas sociais e poderes iníquos. Por outro, o tabu da sexualidade — com um permanente silêncio e desinformação — torna as igrejas despreparadas e fragilizadas para enfrentarem a presente e grave crise da civilização.

Condicionamentos

Um problema adicional, por parte dos cristãos, tem sido — em todas as épocas e culturas — as leituras seletivas dos textos bíblicos (“esquecidos” uns, “deslocados” outros) para fazê-los de suporte das respectivas interpretações, morais, usos, costumes e instituições, sejam elas inovadoras ou conservadoras. O que a cultura secular está fazendo é uma repetição pelo lado esquerdo (com a agenda homossexual) do que a cultura tradicionalista (aristocrática católica romana ou burguesa protestante) já fizera e continua a fazer pelo lado direito (com a agenda heterossexual).

Na tarefa exegética e hermenêutica, devemos, como cristãos, considerar o valor das contribuições das ciências naturais e das ciências humanas, notadamente da biologia, psicologia, história e antropologia, “examinando de tudo e retendo o bem”, conforme o ensino paulino. Precisamos também ser mais humildes e mais honestos em reconhecer os nossos condicionamentos culturais e de classe, a nossa confusão entre ética e moral, ou entre Revelação e costumes. Apesar de todos os estudos disponíveis, a maioria das igrejas foi omissa ou sempre adiou para o futuro (“empurrando com a barriga” ou “varrendo para debaixo do tapete”) uma questão existencial tão básica quanto a sexualidade humana, que, agora, vem nos afetar tão violentamente.

Ao longo dos anos, respondendo a demandas (tantas vezes desesperadas) dos fiéis, tenho me dedicado a essa temática e feito um apelo para que se estude a história do povo de Deus e a história da vida privada de todos os povos. Mas, principalmente, e acima de tudo, tenho feito um apelo para que se estude sinceramente a Bíblia, com um valor singular para a ótica dos reformadores. É preciso deixar a Bíblia falar por ela mesma, sob a iluminação do Espírito Santo. É preciso ouvir os textos bíblicos, seus autores e personagens, relacionando os seus contextos com os nossos contextos (segundo o princípio da equivalência dinâmica, preconizada pelo antropólogo cristão Charles Kraft). Eles falam a verdade. Mas essas verdades tantas vezes nos atingem, nos incomodam, nos ameaçam em nossos medos, mitos, tabus e inseguranças.

Vivemos, diante das Sagradas Escrituras — nessa e em outras questões — o eterno dilema: instrumentalização ou submissão? Como protestante, como anglicano evangélico, creio firmemente que não há outra saída, tanto para o enfrentamento da ideologia GLST (gays, lésbicas, simpatizantes e transgêneros), como para a devolução da sanidade da nossa gente, e de todas as gentes, senão o retorno da aplicação atualizada do velho e básico princípio da Reforma:

Sola Scriptura!
.
Dom Robinson Cavalcanti é bispo da Diocese Anglicana do Recife e autor de, entre outros, Cristianismo e Política – teoria bíblica e prática histórica e A Igreja, o País e o Mundo – desafios a uma fé engajada.www.dar.org.br

FONTE: Revista Ultimato set./out. 2004

***


Cantor italiano causa polêmica por afirmar que é ex-gay e que as pessoas não nascem, mas tornam-se gays... E não, não tem nada a ver com religião!

O cantor italiano Povia (foto) diz ser homossexual ‘reconvertido’. Grupos homossexuais afirmam que cantor é militante de ‘cura’ para gays. A próxima edição do festival de música italiano de Sanremo, que será realizado em fevereiro, já ganha a atenção popular devido à música “Luca era gay”, que afirma que o homossexualismo tem cura e que é cantado por um homossexual que afirma ter se “reconvertido”.

Vários coletivos homossexuais já expressaram repúdio ao cantor Povia, responsável pela controversa música e que, em entrevista que será publicada na quinta-feira no suplemento do jornal “Il Giornale” - antecipada hoje por alguns veículos de comunicação -, assegura que uma pessoa não nasce, mas se torna gay.

Sem pai

“Meus pais se separaram quando eu era pequeno e meu pai saiu de casa. Fiquei sozinho em um ambiente feminino, brincava de boneca. Engana-se quem pensa que uma pessoa nasce gay. Você se apaixona por um homem porque é isso que você gostaria de ser”, explica sua teoria o cantor.

“Os homossexuais vivem um frenético nomadismo sentimental. É compreensível: como qualquer outro, buscam algo diferente de si mesmos. Se encontram no outro apenas algo parecido, a relação não pode ser mais que efêmera e compulsiva. Não pode existir estabilidade e fidelidade no mundo gay”, afirma.

Como a própria história que narra na música, que concorrerá entre os dias 17 e 21 de fevereiro em Sanremo junto a artistas como Albano ou Iva Zanicchi, o próprio Povia confessa na revista que, após anos se considerando homossexual, se casou com uma mulher, Teresa.

Milagre

“Para mim, foi um milagre. Durante uma peregrinação, conheci Teresa e, após um ano de namoro, nos casamos”, explica Povia, que justifica o fato de ter abandonado o homossexualismo pela propagação do vírus da Aids entre os gays nas sociedades ocidentais.

No entanto, os coletivos homossexuais afirmam que a história da canção, e, talvez, do próprio músico, são fruto das afirmações do grupo de tratamentos fundado pelo psicólogo americano Joseph Nicolosi.

“Povia é um militante dos grupos de tratamentos reparadores fundado pelo americano Joseph Nicolosi, convencido de que o homossexualismo deve ser curado e de que a relação amorosa entre dois homens é passageira”, diz em comunicado de imprensa Aurelio Mancuso, presidente do coletivo Arcigay.
.
***
.
.
***
.
Dúvidas? Visite:

9 de nov. de 2008

aborto é aprovado no uruguai


Senado uruguaio aprova descriminalização do aborto

O Senado uruguaio aprovou nesta terça-feira à tarde, por 18 votos a favor e 13 contra, um projeto de lei de Saúde Sexual e Reprodutiva que inclui a descriminalização do aborto, embora ainda falte a aprovação na Câmara dos Deputados.

O projeto foi aprovado no geral e, depois, os legisladores discutiram os artigos um a um.

Em 17 de outubro passado, o Senado aprovou uma versão do projeto de lei que não incluía a descriminalização do aborto, já que não se conseguiu a maioria simples necessária.

Na ocasião, faltaram dois senadores da oposição favoráveis à legalização do aborto - o ex-presidente Julio Sanguinetti e Julio Lara - que estavam fora do país e, nesta terça-feira, completaram o quórum da Casa.

Além disso, o senador oficialista Alberto Cid, que havia votado contra esse capítulo na sessão anterior, votou a favor da iniciativa nesta terça-feira.

Após a votação do projeto no Senado, o texto segue para consideração dos deputados, onde parece haver maioria suficiente para sua aprovação.

O presidente uruguaio, Tabaré Vázquez, oncologista de profissão e firme opositor ao aborto, já anunciou diversas vezes que vetará qualquer norma que descrimine essa prática.

No Uruguai, são registrados anualmente cerca de 33 mil abortos, de acordo com dados do Parlamento e da Associação Uruguaia de Planejamento Familiar. Fontes judiciais acreditam, porém que o número real seja mais do que o dobro disso.

da France Presse, em Montevidéu

FONTE: Folha Online

***
.
Vida humana com 12 semanas de gestação
.
.
Por 18 votos contra 13, o Senado do Uruguai aprovou um projeto de Saúde Sexual e Reprodutiva que inclui a descriminalização do aborto nesta terça-feira (6). O texto do projeto referente a saúde materna, educação sexual e contracepção já havia sido aprovado por unanimidade em outubro, porém, a votação do capítulo que trata da interrupção voluntária da gravidez havia sido adiada.

O projeto admite aborto até a 12° semana de gravidez em casos de dificuldades econômicas, familiares, idade, riscos à saúde e malformação fetal. Nos casos de grave risco para a saúde da gestante ou de malformação fetal congênita, o aborto poderá ser feito fora do período permitido.

O projeto de lei seguirá agora para a Câmara dos Deputados e as chances de aprovação são grandes. Mas o presidente uruguaio Tabaré Vasquez declarou que vetaria a proposta caso a lei viesse a ser aprovada. O veto presidencial pode ser suspenso pelo Parlamento - senadores e deputados - com 3/5 de votos favoráveis.

Uma pesquisa de opinião recente apontou que 61% da população uruguaia concorda com a descriminalização do aborto. Na América Latina, o aborto só é permitido em Cuba, na Guiana e na Cidade do México.

De São Paulo, Vinicius Mansur.
.
***
.
Eu sou contra o aborto, em qualquer situação.
Leia também:

28 de ago. de 2008

Treinadas Para Matar: TPM


Tensão Pré Menstrual
  • Sensação que o mundo vai acabar antes da menstruação... É isto que a maioria das mulheres que tem TPM sente.
  • Também chamada de desordem disfórica pré-menstrual, ou carinhosamente TPM, atinge aproximadamente 75% das mulheres.
  • No entanto apenas 8% das mulheres tem sintomas muito intensos.

Sintomas da TPM

  • depressão, sentimento de desesperança, pensamentos auto-depreciativos;
  • ansiedade, tensão, nervosismo, excitação;
  • fraqueza afetiva, tristeza repentina, choro fácil, sentimento de rejeição;
  • raiva ou irritabilidade persistente, aumento dos conflitos interpessoais;
  • diminuição do interesse pelas atividades habituais;
  • sensação de dificuldade de concentração;
  • cansaço, fadiga fácil, falta de energia;
  • acentuada alteração do apetite;
  • distúrbios do sono;
  • sensação de estar fora do próprio controle;
  • inchaço e/ou sensibilidade mamária aumentada;
  • dor de cabeça;
  • dores musculares;
  • ganho de peso ou sensação de inchaço.

No entanto, para ser considerada doença, e portanto sujeita a tratamento, é importante que estes sintomas de fato interfiram nas atividades habituais da mulher e que os mesmos ocorram na fase pré menstrual e não em todo o ciclo.

O que é a síndrome da tensão pré-menstrual?
.

Síndrome da tensão pré-menstrual, também conhecida como TPM, é um conjunto de sintomas relacionados ao ciclo menstrual. Os sintomas da síndrome da tensão pré-menstrual ocorrem na semana ou até duas semanas antes da menstruação.

Estes sintomas geralmente vão embora depois que a menstruação começa. A síndrome da tensão pré-menstrual pode interferir em suas atividades normais em casa, escola e trabalho. Com a menopausa acaba a síndrome da tensão pré-menstrual.

As causas da síndrome da tensão pré-menstrual não estão claras. Algumas mulheres podem ser mais sensíveis do que outras às alterações nos níveis de hormônios durante o ciclo menstrual. Estresse não parece causar a TPM, porém pode torná-la pior. A síndrome da tensão pré-menstrual pode afetar mulheres de qualquer idade que menstruam.

Síndrome da tensão pré-menstrual geralmente inclui sintomas tanto físicos como emocionais. O diagnóstico é geralmente baseado nos sintomas, quando eles ocorrem e como afetam a sua vida.

Quais são os sintomas da síndrome da tensão pré-menstrual?

Síndrome da tensão pré-menstrual

Geralmente inclui sintomas tanto físicos como emocionais, sendo que os mais comuns são:
  • Inchaço e rigidez nos seios.
  • Fadiga e problema para dormir.
  • Estômago embrulhado, prisão de ventre ou diarréia.
  • Dor de cabeça.
  • Mudanças no apetite ou ânsia por comida.
  • Dor nos músculos ou articulações.
  • Tensão, irritabilidade, mudanças no humor ou acessos de choro.
  • Ansiedade ou depressão.
  • Problema de memória e concentração.

Os sintomas podem variar de mulher para mulher. Se você acha que tem a síndrome da tensão pré-menstrual, tente acompanhar os sintomas por vários ciclos menstruais. Você pode usar um calendário para anotar quais sintomas tem em quais dias do ciclo e o quanto ruim são esses sintomas. Se você procurar cuidados médicos para a síndrome da tensão pré-menstrual, ajudará ter esse tipo de anotação.


O quanto comum é a síndrome da tensão pré-menstrual?

A estimativa do percentual de mulheres afetadas pela síndrome da tensão pré-menstrual varia muito. De acordo com o American College of Obstetricians and Gynecologists, até 40% das mulheres que menstruam relatam alguns dos sintomas da TPM. A maioria dessas mulheres tem sintomas que são moderados e não precisam de tratamento. Algumas mulheres (talvez de 5% a 10% das mulheres que menstruam) têm sintomas mais severos da síndrome da tensão pré-menstrual.

Qual é o tratamento disponível para a síndrome da tensão pré-menstrual?

Muitos tratamentos para aliviar os sintomas da tensão pré-menstrual tem sido testados. Porém, ainda não foi encontrado nenhum tratamento que funcione para todas as mulheres. Uma combinação de mudanças do estilo de vida e outros tratamentos são necessários. Se a sua tensão pré-menstrual não for tão ruim a ponto de precisar de ajuda médica, um estilo de vida mais saudável pode ajudá-la.

  • Adote um estilo de vida mais saudável. Pratique exercícios físicos regularmente, tenha horas de sono suficientes, escolha uma alimentação saudável, não fume, e encontre formas de controlar o estresse em sua vida.
  • Tente evitar os excesso de sal, alimentos açucarados, cafeína e álcool, especialmente se estiver com os sintomas da síndrome da tensão pré-menstrual.
  • Certifique-se que está ingerindo quantidades adequadas de vitaminas e minerais. Tome diariamente um multivitamínico que inclua 400 microgramas de ácido fólico. Um suplemento alimentar de cálcio com vitamina D pode ajudar a manter os ossos fortes e poderia ajudar com os sintomas da síndrome da tensão pré-menstrual.
  • Em casos mais severos, remédios como diuréticos, ibuprofeno, pílulas anticoncepcionais ou antidepressivos podem ser usados.
  • Embora a síndrome da tensão pré-menstrual não pareça estar relacionada a níveis anormais de hormônios, algumas mulheres têm resposta positiva ao tratamento hormonal. Por exemplo, uma maneira de tratar tem sido usar medicamentos como pílulas anticoncepcionais para interromper a ovulação. Há evidência que um químico no cérebro, a serotonina, tem relação com a formas mais severas da síndrome da tensão pré-menstrual. Antidepressivos, que alteram a serotonina no corpo, tem mostrado ajudar várias mulheres com síndrome da tensão pré-menstrual severa.


Tensão Pré-Menstrual - TPM


A observação de que as mulheres experimentavam maior incidência de cefaléia, queixas somáticas e aumento de tensão no período pré-menstrual remonta aos tempos de Hipócrates e da escola da Grécia antiga. O ciclo menstrual da mulher tem sido, assim, relacionado desde os primórdios da medicina ao surgimento ou exacerbação de vários distúrbios psíquicos, desde o simples aumento da ansiedade e irritabilidade, até o surgimento de delírios e ideações suicidas.

Modernamente, as primeiras descrições do problema sob a denominação de Tensão Pré-menstrual (TPM) aparecem em 1931 (Frank, 1931), onde se notava que as mulheres na última fase do ciclo menstrual experimentavam tensão emocional e desconforto físico (Soares, 2000). Foram aventadas teorias psicológicas para explicar o fenômeno, incluindo condições neuróticas, de identidade feminina, conflitos, estressores, etc., como a base desse transtorno.

Também já se falou em Síndrome Pré-menstrual (SPM), onde os principais sintomas físicos seriam o dolorimento e tumefação das mamas (mastalgia), cefaléia e alterações do humor, os quais acometeriam cerca de 75% das mulheres durante 3 a 10 dias anteriores à menstruação.
.
A partir do DSM-IV este distúrbio passou a se chamar Transtorno Disfórico Pré-menstrual (TDPM). Nesta classificação o TDPM está incluído em Transtornos Depressivo Sem Outra Especificação.

Sobre o TDPM o DSM.IV diz:


"Transtorno disfórico pré-menstrual: na maioria dos ciclos menstruais durante o ano anterior, sintomas (por ex., humor acentuadamente deprimido, ansiedade acentuada, acentuada instabilidade afetiva, interesse diminuído por atividades) ocorreram regularmente durante a última semana da fase lútea (e apresentaram remissão alguns dias após o início da menstruação). Estes sintomas devem ser suficientemente severos para interferir acentuadamente no trabalho, na escola ou atividades habituais e devem estar inteiramente ausentes por pelo menos 1 semana após a menstruação."

Assim sendo, podemos dizer que a Tensão Pré-Menstrual (TPM) é um mal que atinge uma grande parte da população feminina. É um período leigamente muito conhecido como "aqueles dias" . Mas será que isso é normal? Será que todos os meses você precisa "sofrer", passar por isso? Com uma grande variedade de intensidade e de sintomas, a TPM acaba dependendo do estado emocional, físico e da idade da pacientes.

Após esses estudos chegou-se à conclusão de que as pacientes portadoras de TPM podem e devem ser tratadas adequadamente. A paciente nota sensível melhora com o tratamento, seus filhos e maridos agradecem assim como seus colegas de trabalho.

Muitos estudos vêem pesquisando sobre as eventuais causas da TPM e, até agora, pode-se afirmar simplesmente que sua causa principal se relaciona ao metabolismo próprio de cada paciente, aliado às mudanças hormonais à que elas estão sujeitas. Portanto, a tensão pré-menstrual (TPM) parece e ser um distúrbio relacionado ao desequilíbrio entre os dois principais hormônios femininos envolvidos na segunda fase do ciclo menstrual, isto é, após o período da ovulação e que precede a menstruação.

Em alguns casos a TPM pode ser resultante de distúrbios orgânicos que interferem no funcionamento dos ovários, das supra-renais ou de alterações no funcionamento cerebral. Outras vezes parece tratar-se de uma conseqüência de alguma notável alteração emocional afetiva, pois, diversas evidências falam a favor de uma associação entre a TPM e os transtornos depressivos, levando à sugestão de que um tipo específico de alteração pré-menstrual, caracterizada por modificações de humor, poderia representar um subtipo de algum Transtorno Depressivo, o qual se manifestaria ciclicamente (Roy-Byrne et al, 1987).

E, de fato, a TPM se apresenta-se de forma bastante semelhante à descrita para a depressão atípica, ou seja, com humor deprimido, reações excessivas à alterações do ambiente, hipersonia (muito sono), aumento do apetite com predileção por carboidratos, fadiga, sensibilidade à rejeição, ansiedade e irritabilidade. Além disso, outra evidência a favor da associação entre TPM e transtornos depressivos é o fato de que um dos tratamentos mais efetivos para controle dos sintomas pré-menstruais, é o uso de antidepressivos inibidores seletivos da recaptação de serotonina (Freeman, 2001).

Alguns estudos mostram que, em torno de 80% das mulheres em geral apresentam algum tipo de alteração no período pré-menstrual e em 52% delas os sintomas interferem drasticamente no humor, no comportamento e no organismo. As conseqüências emocionais da TPM podem afetar o relacionamento social, ocupacional e conjugal dessas pessoas e o maior índice de violência entre as mulheres está intimamente relacionado ao período Pré-Menstrual?

Portanto, a Tensão Pré-Menstrual é um conjunto de alterações físicas e emocionais que certas mulheres apresentam nos dias que antecedem a menstruação. As principais alterações emocionais são o humor irritável, depressivo ou instável, podendo haver mudanças rápidas de atitude afetivas, como por exemplo, passar de chorosa para irritável abruptamente. Há ainda diminuição da tolerância com perda da paciência e crises de explosividade a qualquer momento. Do lado depressivo pode haver sensação de falta de energia, cansaço exagerado e dificuldades de concentração. Do lado físico, as principais alterações podem ser dores de cabeça, dores nas mamas, dores nas juntas, ganho de peso, sensação de estar inchada, insônia ou sonolência e alterações do apetite.

Para se fazer o diagnóstico é preciso que a mulher possua os sintomas da TMP na maioria dos ciclos e não apenas em alguns.

Sintomas


A sintomatologia da TPM pode ser considerada em 4 grupos, os quais podem manifestar-se isoladamente ou em combinação variável de pessoa-a-pessoa:
1. com predomínio de ansiedade e agressividade;
2. com predomínio de alterações afetivas, notadamente com sintomas depressivos;
3. com predomínio de queixas físicas resultantes de acúmulo e retenção de líquidos;
4. com predomínio de alterações alimentares, desde anorexia ou bulimia, ou mesmo alterações do apetite seletivo, como por exemplo, vontade de consumir doces.

Esses 4 grupos de sintomas da TPM se relacionam a alterações hormonais, alterações bioquímicas e metabólicas, e a desequilíbrio dos neurotransmissores (substâncias relacionadas à regulação do humor, da disposição e do ânimo).

Apesar de 80% da população geral feminina apresentar sintomas pré-menstruais, apenas cerca de 8% costumam satisfazer os estritos critérios de diagnóstico para a Síndrome Pré-Menstrual, conforme a listagem abaixo.
Critérios para Síndrome Pré-Menstrual

A paciente deve apresentar por 2 ou 3 ciclos menstruais 5 ou mais sintomas da lista abaixo na última semana do ciclo, devendo tais sintomas estar ausentes na pós-menstruação
1. Marcante humor depressivo, sentimentos de desesperança ou autodepreciativos;
2. Marcante ansiedade e tensão;
3. Marcante labilidade afetiva;
4. Irritabilidade e/ou agressividade marcantes ou dificuldades de relacionamento pessoal;
5. Diminuição do interesse para atividades usuais;
6. Dificuldades de pensamento, memória e concentração;
7. Cansaço, fadiga e perda de energia ;
8. Alterações do apetite e/ou da aceitação de determinados alimentos;
9. Alterações do sono (insônia ou hipersonia);
10. Sensação subjetiva de opressão ou perder o controle;
11. Outros sintomas físicos tais como turgência nos seios, cefaléia, dor muscular, inchaço, ganho de peso;
12. O distúrbio deve interferir marcantemente com a ocupação, atividades sociais e de relacionamento.

Apesar desses critérios, a expressiva maioria das mulheres que experimentam algum tipo de mal estar durante o período pré-menstrual, embora não sejam rigidamente classificadas como portadoras de Síndrome Pré-Menstrual, podem ser abordadas como portadoras de Tensão Pré-Menstrual sob o ponto de vista clínico e terapêutico.

Causas

Na década de 50 a médica inglesa Katrina Dalton repensou as causas da Tensão Pré-Menstrual (TPM) relacionando-a, principalmente, com a diminuição de progesterona durante o último quarto do ciclo menstrual. Havia algumas observações sobre a diminuição dos sintomas de TPM com o uso de progesterona nesta fase do ciclo. Essa constatação acabou por estabelecer um período de 30 anos onde se indicava a reposição desse hormônio como tratamento para TPM.
Contudo, nos últimos 12 anos as teorias acerca da alteração entre progesterona e estrógenos têm sido sistematicamente refutadas. Pesquisas têm demonstrado que os níveis de progesterona e estrogênio são similares nas pacientes com TPM e naquelas sem esse transtorno. Estudos duplo-cego mostraram que a administração de progesterona não foi significantemente mais efetiva do que a administração de placebos (comprimidos sem nenhuma ação terapêutica).

As atuais pesquisas sobre as causas da TPM têm cogitado complexos mecanismos envolvendo hormônios ovarianos, opióides endógenos (produzidos pelo sistema nervoso central), neurotransmissores, prostaglandinas, sistema nervoso autônomo, sistema endócrino, entre outros. As alterações no hipotálamo também têm despertado grande interesse como uma das causas desencadeantes mais provável de toda constelação fisiopatológica.

Um aumento da sensibilidade da pessoa aos hormônios ovarianos também pode satisfazer algumas teorias das causas de TPM, já que não se constataram anormalidades nos níveis hormonais (FSH, LH, estrógenos, progesterona, prolactina ou testosterona) entre mulheres com e sem TPM.
Os níveis de estrogênio aumentam nas três primeiras semanas do ciclo, assim como aumentam também as endorfinas fisiológicas (substâncias analgésicas produzidas pelo sistema nervoso central). Esse aumento é potencializado pelo aumento do hormônio progesterona seguido da ovulação. Além de sua contribuição para a sensação de bem estar, as endorfinas também aumentam as sensações de fadiga queixadas por mulheres com TPM (Halbreich, 1981).

Quando os estrógenos e progesterona diminuem na quarta semana do ciclo, também diminui a produção das endorfinas. Nesta fase surgem os sintomas decorrentes da diminuição desse opiáceo (fisiológico), tais como ansiedade, tensão, cólicas abdominais, cefaléia, etc.

Os componentes químicos envolvidos no estresse físico e emocional, como o cortisol e adrenalina, por exemplo, também podem estar aumentados na TPM. Talvez devido a esse fato, se constatam relações evidentes entre experiência estressante e maior severidade dos sintomas da TPM nesta fase do ciclo. Nota-se que quando mais uma situação estressante persiste durante a fase final do ciclo, maior será o desconforto na TPM.

Atualmente, acredita-se também que as mulheres com TPM sejam exageradamente sensíveis aos estímulos do sistema serotoninérgico (Gold & Severino, 1994). Assim sendo, essas pacientes acabam sendo muito mais vulneráveis aos estressores que as mulheres sem o transtorno. De qualquer forma, ainda é temerário afirmar categoricamente que o stress causa TPM ou, ao contrário, que a TPM sensibiliza mais as mulheres ao estresse. Talvez seja uma situação sinérgica (Atkins, 1997).

Também algumas causas ambientais podem estar relacionadas a TPM. Entre elas ressalta-se o papel da dieta alimentar. Alguns alimentos parecem ter importante implicação no desenvolvimento dos sintomas da TPM, como é o caso, por exemplo, do chocolate, cafeína, sucos de frutas e álcool. As deficiências de vitamina B6 e de magnésio também estão sendo consideradas, porém, até o momento, o papel desses nutrientes na causa ou no tratamento não tem sido confirmado (Halbreich, 1982).

Sabe-se também que as alterações hormonais podem provocar uma retenção maior de líquidos pelo corpo e em todos os órgãos femininos. Esse edema é capaz de afetar, inclusive, a função cerebral, pelo próprio acúmulo de líquidos no tecido neural. A retenção de líquidos pode provocar até alterações do estado emocional, tornando a paciente irritadiça, mal-humorada, inquieta, com certo grau de ansiedade...

Alguns autores atribuem a maioria das alterações observadas na TPM à retenção de líquidos. Acreditam que esse edema pode ser responsável pelas dores nas mamas, pelas dores musculares e abdominais, pelo inchaço das mãos e pés, por alterações metabólicas e do apetite, por maior consumo de carboidratos, conseqüentemente pelo eventual aumento do peso e até pelo aumento exagerado na vontade de comer chocolates e guloseimas que só pioram o quadro geral.

Estudos mostram que em torno de 80% das mulheres em geral apresentam algum tipo de alteração no período pré-menstrual. Grosso modo, 17% das mulheres com síndrome pré-menstrual apresenta ciclos menstruais irregulares com duração menor que 26 dias ou maior que 34 dias. Entre essas mulheres com TPM, 11% já padecem de algum distúrbio do humor, normalmente de depressão ou distimia, 5% apresenta transtornos alimentares, do tipo anorexia ou bulimia. Isso significa que em bom número de casos as portadoras de TPM já apresentam, antecipadamente, algum transtorno afetivo depressivo ou ansioso.
.

O componente hereditário na causa da TPM tem recebido grande destaque de muitos pesquisadores. Um trabalho de Freeman (1998) mostra que 36% de uma amostra de mulheres com TPM relatou que suas mães também eram afetadas pelo distúrbio, e 45% tinha história familiar de transtornos emocionais sem especificação. A história familiar de depressão em 73% das pacientes com TPM confirma esta associação e todos esses dados falam a favor de um componente hereditário na sintomatologia psíquica no período pré-menstrual.

Para referir:Ballone GJ - Tensão Pré-Menstrual - TPM - in. PsiqWeb, Internet, disponível em http://www.psiqweb.med.br%20/, revisto em 2005

***
FONTES:

Marcadores

Comportamento (719) Mídia (678) Web (660) Imagem (642) Brasil (610) Política (501) Reflexão (465) Fotografia (414) Definições (366) Ninguém Merece (362) Polêmica (346) Humor (343) link (324) Literatura (289) Cristianismo (283) Maya (283) Sublime (281) Internacional (276) Blog (253) Religião (214) Estupidez (213) Português (213) Sociedade (197) Arte (196) La vérité est ailleurs (191) Mundo Gospel (181) Pseudodemocracia (177) Língua (176) Imbecilidade (175) Artigo (172) Cotidiano (165) Educação (159) Universidade (157) Opinião (154) Poesia (146) Vídeo (144) Crime (136) Maranhão (124) Livro (123) Vida (121) Ideologia (117) Serviço (117) Ex-piritual (114) Cultura (108) Confessionário (104) Capitalismo (103) (in)Utilidade pública (101) Frases (100) Música (96) História (93) Crianças (88) Amor (84) Lingüística (82) Nojento (82) Justiça (80) Mulher (77) Blábláblá (73) Contentamento (73) Ciência (72) Memória (71) Francês (68) Terça parte (68) Izquerda (66) Eventos (63) Inglês (61) Reportagem (55) Prosa (54) Calendário (51) Geléia Geral (51) Idéias (51) Letras (51) Palavra (50) Leitura (49) Lugares (46) Orkut (46) BsB (44) Pessoas (43) Filosofia (42) Amizade (37) Aula (37) Homens (36) Ecologia (35) Espanhol (35) Cinema (33) Quarta internacional (32) Mudernidade (31) Gospel (30) Semiótica e Semiologia (30) Uema (30) Censura (29) Dies Dominicus (27) Miséria (27) Metalinguagem (26) TV (26) Quadrinhos (25) Sexo (25) Silêncio (24) Tradução (24) Cesta Santa (23) Gente (22) Saúde (22) Viagens (22) Nossa Linda Juventude (21) Saudade (21) Psicologia (18) Superação (18) Palestra (17) Crônica (16) Gracinha (15) Bizarro (14) Casamento (14) Psicanálise (13) Santa Casa de Misericórdia Franciscana (13) Carta (12) Italiano (12) Micos (12) Socialismo (11) Comunismo (10) Maternidade (10) Lêndias da Internet (9) Mimesis (9) Receita (9) Q.I. (8) Retrô (8) Teatro (7) Dããã... (6) Flamengo (6) Internacional Memória (6) Alemão (5) Latim (5) Líbano (5) Tecnologia (5) Caninos (4) Chocolate (4) Eqüinos (3) Reaça (3) Solidão (3) TPM (2) Pregui (1)