São Luis, 2 fev 2014
Creio que não existe nada de mais belo, de mais profundo, de mais simpático, de mais viril e de mais perfeito do que o Cristo; e eu digo a mim mesmo, com um amor cioso, que não existe e não pode existir. Mais do que isto: se alguém me provar que o Cristo está fora da verdade e que esta não se acha n'Ele, prefiro ficar com o Cristo a ficar com a verdade. (Dostoievski)
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5 de fev. de 2014
woody allen: a arte não está acima da vida.
São Luis, 2 fev 2014
19 de mai. de 2011
Grande manifestação em favor da família, da liberdade de expressão, da liberdade religiosa e contra o PLC 122/2006 em Brasília
5 de mai. de 2009
PLC da "Homofobia" será discutido amanhã, 06/05/2009, quarta-feira, no Senado.

Caros leitores,
Voltamos a ligar o sinal de alerta. O PLC n.º 122 que criminaliza a chamada "homofobia"será discutido amanhã (06/05/09 quarta-feira), na 13ª Reunião extraordinária da Comissão de Assuntos Sociais do Senado Federal.
Infelizmente a situação não é agradável, já que a relatora do PLC, senadora FÁTIMA CLEIDE [do PT, o mesmo partido do presidente Lula] (...), apresentou, em 15 folhas, parecer favorável ao projeto, sem qualquer tipo de retificação ou alteração, numa clara desconsideração à flagrante inconstitucionalidade do PLC, o qual, sem titubear, fere com chaga mortal os princípios da isonomia (todos são iguais perante a lei), liberdade de consciência, livre expressão do pensamento e crença religiosa, bem ainda, em contrariedade aos diversos pareceres jurídicos apresentados ao Senado, que apontaram erros grosseiros de técnica legislativa além de outras incongruências, como desproporção nas penas aplicadas e utilização de termos vagos (preconceito de gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero??).
A senadora FÁTIMA CLEIDE bem que tentou se desvencilhar das críticas feitas ao projeto, porém, não passaram de justificativas nada plausíveis. Ela escreve que: "Alguns juristas também indicaram ressalvas quanto à técnica legislativa do projeto, no tocante à definição de sujeitos passivos nos tipos penais e das condutas delituosas, além da proporcionalidade das penas e sua conformidade com as regras gerais do Código Penal e da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Porém, vale ressaltar, que ainda não há qualquer regulamentação votada ao combate à discriminação por orientação sexual e identidade de gênero, inviabilizando o tratamento legal a este tipo de violação no campo do trabalho, permitindo assim que atos homofóbicos excluam boa parte da população GLBT de acessar ao trabalho ou manter-se empregado."
Ora, a inexistência de lei de "combate à discriminação por orientação sexual" não é motivo para a criação de leis com tipos penais dignos de regimes totalitários, cominando penalidades absurdas. Como exemplo, no nosso Código Penal a pena por homicídio culposo pode acarretar pena máxima de 03 anos. Na lesão corporal dolosa, isto é, com a intenção de lesionar, o criminoso pode pegar de 03 três meses a 1 ano de prisão. No PLC 122, a manifestação pública de discordância com a prática homossexual pode acarretar a pena de 02 a 05 anos e multa. Ou seja, aplicar uma surra no homossexual, por incrível que pareça, segundo o projeto, fica mais "barato" do que simplesmente se pronunciar contra o homossexualismo. (Antes de escrever qualquer comentário dizendo que estou incitando a violência, é bom reler o texto para verificar que estou simplesmente apontando uma enorme incongruência jurídica).
A senadora conclui da seguinte forma: "Dessa forma, esta Relatoria entende que o projeto, além do extremamente positivo no combate à homofobia e na garantia de cidadania a grupos drástica e continuamente violados em seus direitos, não criminaliza a liberdade de consciência e de crença – pela simples razão de que a norma proibitiva incide sobre a conduta dolosa precisamente definida em lei, não sobre o pensamento. Além do fato de que o combate à toda forma de discriminação no campo do trabalho e a promoção da saúde mental dos cidadãos e cidadãs brasileiros, discussão que está no âmbito dessa Comissão, serão fortalecidas."
É, dona Fátima. A senhora usou a mesma argumentação do Luiz Mott. Acredito, inclusive, que ele seja o seu mentor intelectual. Essa estória de que o PLC "não criminaliza a liberdade de consciência - pela simples razão de que a norma proibitiva incide sobre a conduta dolosa precisamente definida em lei, não sobre o pensamento" é pura falácia. Para os homossexuais todo posicionamento contra o homossexualismo é considerado como conduta dolosa; ou seja, com intento discriminatório. Tanto é assim que mesmo sem a lei ser aprovada já estão no encalço do pastor Silas Malafaia e do Júlio Severo; quanto a esse último, aliás, colocaram até o Ministério Público Federal na jogada. Daí alguém diz: - É, mas quem vai julgar é o Judiciário. Sim, mas até que se chegue à fase da sentença judicial existe toda uma seqüência do processo, onde o acusado terá que contratar advogado e sofrer aquela velha pressão psicológica.
Então. Vamos lá. É hora de nos mobilizarmos mais uma vez!
Ligue para o Senado Federal. Fone: 0800-612211
Envie e-mails para os componentes da Comissão de Assuntos Especiais do Senado.
Veja a composição aqui.
18 de abr. de 2009
clodovil e a homossexualidade

Faleceu no dia 17 de março o deputado Clodovil Hernandes, que foi uma personalidade muita conhecida no Brasil. Estilista e apresentador de televisão, ele ficou mais conhecido por suas declarações controvertidas e por assumir publicamente sua homossexualidade.
O que sempre me chamou a atenção em Clodovil não foi a sua homossexualidade, mas suas posições em relação ao movimento homossexual. Por incrível que pareça, o movimento gay nunca pode contar com Clodovil em suas campanhas e passeatas.
Certa vez ao participar de uma manifestação liderada pelo movimento gay ele foi vaiado por defender a família e ter declarado que todos deveriam buscar a Deus. Na ocasião ele até citou o valor da heterossexualidade porque sem ela ninguém ali presente teria nascido
Recentemente, uma entrevista publicada na revista Veja, feita poucos dias antes de sua morte, o reporter perguntou: “Por que o senhor não apresentou nenhum projeto defendendo o direito dos homossexuais?”
Clodovil respondeu: “Deus me livre. Quais direitos? Direito de promover passeata gay? Não tenho orgulho de transar com homem. O primeiro homem que eu vi transando com outro foi meu pai — era o meu tio, irmão da minha mãe. Eu tinha 13 anos. Foi num domingo, depois da missa. Sentei no chão e pensei: meu Deus, minha mãe não é amada por ninguém. Meu pai nunca soube que eu vi. Quando ele me perguntou dois anos depois se eu era gay, não respondi. Nunca mais se falou sobre isso lá em casa. Mas eu podia ter dito o diabo para ele”.
É por isso que o movimento gay nunca pode contar com Clodovil para defender suas nefastas posições.
É uma pena que Clodovil nunca tenha tido força para superar seus traumas familiares adquiridos na infância — traumas que tiveram um grande impacto na formação de sua sexualidade.
Foi forte ele dizer que não tinha orgulho de ter relações sexuais com homens, mas podia ter ido além e resgatar (com lutas, é claro) sua heterossexualidade. Ele procurou ver a questão heterossexual de outra forma. Quando soube que estava com câncer de próstata ele afirmou: “Acho que aquilo aconteceu como uma forma de eu tentar me redimir da minha homossexualidade”. Uma leitura errada, mas que nos abre uma janela para entender seus conflitos internos.
Quando lemos essas e outras declarações só podemos fazer crescer nossa posição de entender, amar e ajudar aqueles que lutam com as questões da homossexualidade.
Por outro lado, tais declarações nos ajudam entender o que está por detrás daqueles que vivem na homossexualidade.
Como igreja não podemos, de forma alguma, discriminar pessoas que vivem na homossexualidade, mas amá-las profundamente.
Entender questões envolvendo a homossexualidade é um dos grandes desafios da igreja nos dias de hoje. Certamente, as declarações de Clodovil hão de contribuir para uma ação da igreja, seja no processo da formação da identidade sexual como no processo de ajudar àqueles que desejam resgatar a heterossexualidade.
***
Texto do Pr. Gilson Bifano.
FONTES: Blog do Julio Severo e Blog do Pr. Artur Eduardo.
Quer sair do homossexualismo?
Acesse: http://www.exodus.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=2&Itemid=25&Itemid=37
23 de jan. de 2009
a questão gay, o governo do PT e um cantor italiano
FOTO: Site da Ultimato
Vários coletivos homossexuais já expressaram repúdio ao cantor Povia, responsável pela controversa música e que, em entrevista que será publicada na quinta-feira no suplemento do jornal “Il Giornale” - antecipada hoje por alguns veículos de comunicação -, assegura que uma pessoa não nasce, mas se torna gay.
Sem pai
“Meus pais se separaram quando eu era pequeno e meu pai saiu de casa. Fiquei sozinho em um ambiente feminino, brincava de boneca. Engana-se quem pensa que uma pessoa nasce gay. Você se apaixona por um homem porque é isso que você gostaria de ser”, explica sua teoria o cantor.
“Os homossexuais vivem um frenético nomadismo sentimental. É compreensível: como qualquer outro, buscam algo diferente de si mesmos. Se encontram no outro apenas algo parecido, a relação não pode ser mais que efêmera e compulsiva. Não pode existir estabilidade e fidelidade no mundo gay”, afirma.
“Para mim, foi um milagre. Durante uma peregrinação, conheci Teresa e, após um ano de namoro, nos casamos”, explica Povia, que justifica o fato de ter abandonado o homossexualismo pela propagação do vírus da Aids entre os gays nas sociedades ocidentais.
No entanto, os coletivos homossexuais afirmam que a história da canção, e, talvez, do próprio músico, são fruto das afirmações do grupo de tratamentos fundado pelo psicólogo americano Joseph Nicolosi.
9 de nov. de 2008
aborto é aprovado no uruguai

O Senado uruguaio aprovou nesta terça-feira à tarde, por 18 votos a favor e 13 contra, um projeto de lei de Saúde Sexual e Reprodutiva que inclui a descriminalização do aborto, embora ainda falte a aprovação na Câmara dos Deputados.
O projeto foi aprovado no geral e, depois, os legisladores discutiram os artigos um a um.
Além disso, o senador oficialista Alberto Cid, que havia votado contra esse capítulo na sessão anterior, votou a favor da iniciativa nesta terça-feira.
da France Presse, em Montevidéu
O projeto admite aborto até a 12° semana de gravidez em casos de dificuldades econômicas, familiares, idade, riscos à saúde e malformação fetal. Nos casos de grave risco para a saúde da gestante ou de malformação fetal congênita, o aborto poderá ser feito fora do período permitido.
O projeto de lei seguirá agora para a Câmara dos Deputados e as chances de aprovação são grandes. Mas o presidente uruguaio Tabaré Vasquez declarou que vetaria a proposta caso a lei viesse a ser aprovada. O veto presidencial pode ser suspenso pelo Parlamento - senadores e deputados - com 3/5 de votos favoráveis.
Uma pesquisa de opinião recente apontou que 61% da população uruguaia concorda com a descriminalização do aborto. Na América Latina, o aborto só é permitido em Cuba, na Guiana e na Cidade do México.
De São Paulo, Vinicius Mansur.
28 de ago. de 2008
Treinadas Para Matar: TPM

- Também chamada de desordem disfórica pré-menstrual, ou carinhosamente TPM, atinge aproximadamente 75% das mulheres.
- No entanto apenas 8% das mulheres tem sintomas muito intensos.
Sintomas da TPM
- depressão, sentimento de desesperança, pensamentos auto-depreciativos;
- ansiedade, tensão, nervosismo, excitação;
- fraqueza afetiva, tristeza repentina, choro fácil, sentimento de rejeição;
- raiva ou irritabilidade persistente, aumento dos conflitos interpessoais;
- diminuição do interesse pelas atividades habituais;
- sensação de dificuldade de concentração;
- cansaço, fadiga fácil, falta de energia;
- acentuada alteração do apetite;
- distúrbios do sono;
- sensação de estar fora do próprio controle;
- inchaço e/ou sensibilidade mamária aumentada;
- dor de cabeça;
- dores musculares;
- ganho de peso ou sensação de inchaço.
No entanto, para ser considerada doença, e portanto sujeita a tratamento, é importante que estes sintomas de fato interfiram nas atividades habituais da mulher e que os mesmos ocorram na fase pré menstrual e não em todo o ciclo.

As causas da síndrome da tensão pré-menstrual não estão claras. Algumas mulheres podem ser mais sensíveis do que outras às alterações nos níveis de hormônios durante o ciclo menstrual. Estresse não parece causar a TPM, porém pode torná-la pior. A síndrome da tensão pré-menstrual pode afetar mulheres de qualquer idade que menstruam.Quais são os sintomas da síndrome da tensão pré-menstrual?
- Inchaço e rigidez nos seios.
- Estômago embrulhado, prisão de ventre ou diarréia.
- Dor de cabeça.
- Mudanças no apetite ou ânsia por comida.
- Dor nos músculos ou articulações.
- Tensão, irritabilidade, mudanças no humor ou acessos de choro.
- Ansiedade ou depressão.
- Problema de memória e concentração.
Os sintomas podem variar de mulher para mulher. Se você acha que tem a síndrome da tensão pré-menstrual, tente acompanhar os sintomas por vários ciclos menstruais. Você pode usar um calendário para anotar quais sintomas tem em quais dias do ciclo e o quanto ruim são esses sintomas. Se você procurar cuidados médicos para a síndrome da tensão pré-menstrual, ajudará ter esse tipo de anotação.
O quanto comum é a síndrome da tensão pré-menstrual?
A estimativa do percentual de mulheres afetadas pela síndrome da tensão pré-menstrual varia muito. De acordo com o American College of Obstetricians and Gynecologists, até 40% das mulheres que menstruam relatam alguns dos sintomas da TPM. A maioria dessas mulheres tem sintomas que são moderados e não precisam de tratamento. Algumas mulheres (talvez de 5% a 10% das mulheres que menstruam) têm sintomas mais severos da síndrome da tensão pré-menstrual.
Qual é o tratamento disponível para a síndrome da tensão pré-menstrual?
Muitos tratamentos para aliviar os sintomas da tensão pré-menstrual tem sido testados. Porém, ainda não foi encontrado nenhum tratamento que funcione para todas as mulheres. Uma combinação de mudanças do estilo de vida e outros tratamentos são necessários. Se a sua tensão pré-menstrual não for tão ruim a ponto de precisar de ajuda médica, um estilo de vida mais saudável pode ajudá-la.
- Adote um estilo de vida mais saudável. Pratique exercícios físicos regularmente, tenha horas de sono suficientes, escolha uma alimentação saudável, não fume, e encontre formas de controlar o estresse em sua vida.
- Tente evitar os excesso de sal, alimentos açucarados, cafeína e álcool, especialmente se estiver com os sintomas da síndrome da tensão pré-menstrual.
- Certifique-se que está ingerindo quantidades adequadas de vitaminas e minerais. Tome diariamente um multivitamínico que inclua 400 microgramas de ácido fólico. Um suplemento alimentar de cálcio com vitamina D pode ajudar a manter os ossos fortes e poderia ajudar com os sintomas da síndrome da tensão pré-menstrual.
- Em casos mais severos, remédios como diuréticos, ibuprofeno, pílulas anticoncepcionais ou antidepressivos podem ser usados.
- Embora a síndrome da tensão pré-menstrual não pareça estar relacionada a níveis anormais de hormônios, algumas mulheres têm resposta positiva ao tratamento hormonal. Por exemplo, uma maneira de tratar tem sido usar medicamentos como pílulas anticoncepcionais para interromper a ovulação. Há evidência que um químico no cérebro, a serotonina, tem relação com a formas mais severas da síndrome da tensão pré-menstrual. Antidepressivos, que alteram a serotonina no corpo, tem mostrado ajudar várias mulheres com síndrome da tensão pré-menstrual severa.

Modernamente, as primeiras descrições do problema sob a denominação de Tensão Pré-menstrual (TPM) aparecem em 1931 (Frank, 1931), onde se notava que as mulheres na última fase do ciclo menstrual experimentavam tensão emocional e desconforto físico (Soares, 2000). Foram aventadas teorias psicológicas para explicar o fenômeno, incluindo condições neuróticas, de identidade feminina, conflitos, estressores, etc., como a base desse transtorno.
Também já se falou em Síndrome Pré-menstrual (SPM), onde os principais sintomas físicos seriam o dolorimento e tumefação das mamas (mastalgia), cefaléia e alterações do humor, os quais acometeriam cerca de 75% das mulheres durante 3 a 10 dias anteriores à menstruação.
.
A partir do DSM-IV este distúrbio passou a se chamar Transtorno Disfórico Pré-menstrual (TDPM). Nesta classificação o TDPM está incluído em Transtornos Depressivo Sem Outra Especificação.
Sobre o TDPM o DSM.IV diz:
"Transtorno disfórico pré-menstrual: na maioria dos ciclos menstruais durante o ano anterior,
sintomas (por ex., humor acentuadamente deprimido, ansiedade acentuada, acentuada instabilidade afetiva, interesse diminuído por atividades) ocorreram regularmente durante a última semana da fase lútea (e apresentaram remissão alguns dias após o início da menstruação). Estes sintomas devem ser suficientemente severos para interferir acentuadamente no trabalho, na escola ou atividades habituais e devem estar inteiramente ausentes por pelo menos 1 semana após a menstruação."
Assim sendo, podemos dizer que a Tensão Pré-Menstrual (TPM) é um mal que atinge uma grande parte da população feminina. É um período leigamente muito conhecido como "aqueles dias" . Mas será que isso é normal? Será que todos os meses você precisa "sofrer", passar por isso? Com uma grande variedade de intensidade e de sintomas, a TPM acaba dependendo do estado emocional, físico e da idade da pacientes.
Após esses estudos chegou-se à conclusão de que as pacientes portadoras de TPM podem e
devem ser tratadas adequadamente. A paciente nota sensível melhora com o tratamento, seus filhos e maridos agradecem assim como seus colegas de trabalho.Muitos estudos vêem pesquisando sobre as eventuais causas da TPM e, até agora, pode-se afirmar simplesmente que sua causa principal se relaciona ao metabolismo próprio de cada paciente, aliado às mudanças hormonais à que elas estão sujeitas. Portanto, a tensão pré-menstrual (TPM) parece e ser um distúrbio relacionado ao desequilíbrio entre os dois principais hormônios femininos envolvidos na segunda fase do ciclo menstrual, isto é, após o período da ovulação e que precede a menstruação.
Em alguns casos a TPM pode ser resultante de distúrbios orgânicos que interferem no funcionamento dos ovários, das supra-renais ou de alterações no funcionamento cerebral. Outras vezes parece tratar-se de uma conseqüência de alguma notável alteração emocional afetiva, pois, diversas evidências falam a favor de uma associação entre a TPM e os transtornos depressivos, levando à sugestão de que um tipo específico de alteração pré-menstrual, caracterizada por modificações de humor, poderia representar um subtipo de algum Transtorno Depressivo, o qual se manifestaria ciclicamente (Roy-Byrne et al, 1987).

E, de fato, a TPM se apresenta-se de forma bastante semelhante à descrita para a depressão atípica, ou seja, com humor deprimido, reações excessivas à alterações do ambiente, hipersonia (muito sono), aumento do apetite com predileção por carboidratos, fadiga, sensibilidade à rejeição, ansiedade e irritabilidade. Além disso, outra evidência a favor da associação entre TPM e transtornos depressivos é o fato de que um dos tratamentos mais efetivos para controle dos sintomas pré-menstruais, é o uso de antidepressivos inibidores seletivos da recaptação de serotonina (Freeman, 2001).
Alguns estudos mostram que, em torno de 80% das mulheres em geral apresentam algum tipo de alteração no período pré-menstrual e em 52% delas os sintomas interferem drasticamente no humor, no comportamento e no organismo. As conseqüências emocionais da TPM podem afetar o relacionamento social, ocupacional e conjugal dessas pessoas e o maior índice de violência entre as mulheres está intimamente relacionado ao período Pré-Menstrual?
Portanto, a Tensão Pré-Menstrual é um conjunto de alterações físicas e emocionais que certas mulheres apresentam nos dias que antecedem a menstruação. As principais alterações emocionais são o humor irritável, depressivo ou instável, podendo haver mudanças rápidas de atitude afetivas, como por exemplo, passar de chorosa para irritável abruptamente. Há ainda diminuição da tolerância com perda da paciência e crises de explosividade a qualquer momento. Do lado depressivo pode haver sensação de falta de energia, cansaço exagerado e dificuldades de concentração. Do lado físico, as principais alterações podem ser dores de cabeça, dores nas mamas, dores nas juntas, ganho de peso, sensação de estar inchada, insônia ou sonolência e alterações do apetite.
Para se fazer o diagnóstico é preciso que a mulher possua os sintomas da TMP na maioria dos ciclos e não apenas em alguns.
A sintomatologia da TPM pode ser considerada em 4 grupos, os quais podem manifestar-se isoladamente ou em combinação variável de pessoa-a-pessoa:
1. com predomínio de ansiedade e agressividade;
2. com predomínio de alterações afetivas, notadamente com sintomas depressivos;
3. com predomínio de queixas físicas resultantes de acúmulo e retenção de líquidos;
4. com predomínio de alterações alimentares, desde anorexia ou bulimia, ou mesmo alterações do apetite seletivo, como por exemplo, vontade de consumir doces.

Apesar desses critérios, a expressiva maioria das mulheres que experimentam algum tipo de mal estar durante o período pré-menstrual, embora não sejam rigidamente classificadas como portadoras de Síndrome Pré-Menstrual, podem ser abordadas como portadoras de Tensão Pré-Menstrual sob o ponto de vista clínico e terapêutico.
Causas
Na década de 50 a médica inglesa Katrina Dalton repensou as causas da Tensão Pré-Menstrual (TPM) relacionando-a, principalmente, com a diminuição de progesterona durante o último quarto do ciclo menstrual. Havia algumas observações sobre a diminuição dos sintomas de TPM com o uso de progesterona nesta fase do ciclo. Essa constatação acabou por estabelecer um período de 30 anos onde se indicava a reposição desse hormônio como tratamento para TPM. As atuais pesquisas sobre as causas da TPM têm cogitado complexos mecanismos envolvendo hormônios ovarianos, opióides endógenos (produzidos pelo sistema nervoso central), neurotransmissores, prostaglandinas, sistema nervoso autônomo, sistema endócrino, entre outros. As alterações no hipotálamo também têm despertado grande interesse como uma das causas desencadeantes mais provável de toda constelação fisiopatológica.
Um aumento da sensibilidade da pessoa aos hormônios ovarianos também pode satisfazer algumas teorias das causas de TPM, já que não se constataram anormalidades nos níveis hormonais (FSH, LH, estrógenos, progesterona, prolactina ou testosterona) entre mulheres com e sem TPM.
Quando os estrógenos e progesterona diminuem na quarta semana do ciclo, também diminui a produção das endorfinas. Nesta fase surgem os sintomas decorrentes da diminuição desse opiáceo (fisiológico), tais como ansiedade, tensão, cólicas abdominais, cefaléia, etc.
Os componentes químicos envolvidos no estresse físico e emocional, como o cortisol e adrenalina, por exemplo, também podem estar aumentados na TPM. Talvez devido a esse fato, se constatam relações evidentes entre experiência estressante e maior severidade dos sintomas da TPM nesta fase do ciclo. Nota-se que quando mais uma situação estressante persiste durante a fase final do ciclo, maior será o desconforto na TPM.
Atualmente, acredita-se também que as mulheres com TPM sejam exageradamente sensíveis aos estímulos do sistema serotoninérgico (Gold & Severino, 1994). Assim sendo, essas pacientes acabam sendo muito mais vulneráveis aos estressores que as mulheres sem o transtorno. De qualquer forma, ainda é temerário afirmar categoricamente que o stress causa TPM ou, ao contrário, que a TPM sensibiliza mais as mulheres ao estresse. Talvez seja uma situação sinérgica (Atkins, 1997).
Também algumas causas ambientais podem estar relacionadas a TPM. Entre elas ressalta-se o papel da dieta alimentar. Alguns alimentos parecem ter importante implicação no desenvolvimento dos sintomas da TPM, como é o caso, por exemplo, do chocolate, cafeína, sucos de frutas e álcool. As deficiências de vitamina B6 e de magnésio também estão sendo consideradas, porém, até o momento, o papel desses nutrientes na causa ou no tratamento não tem sido confirmado (Halbreich, 1982). Sabe-se também que as alterações hormonais podem provocar uma retenção maior de líquidos pelo corpo e em todos os órgãos femininos. Esse edema é capaz de afetar, inclusive, a função cerebral, pelo próprio acúmulo de líquidos no tecido neural. A retenção de líquidos pode provocar até alterações do estado emocional, tornando a paciente irritadiça, mal-humorada, inquieta, com certo grau de ansiedade...
Alguns autores atribuem a maioria das alterações observadas na TPM à retenção de líquidos. Acreditam que esse edema pode ser responsável pelas dores nas mamas, pelas dores musculares e abdominais, pelo inchaço das mãos e pés, por alterações metabólicas e do apetite, por maior consumo de carboidratos, conseqüentemente pelo eventual aumento do peso e até pelo aumento exagerado na vontade de comer chocolates e guloseimas que só pioram o quadro geral.
Estudos mostram que em torno de 80% das mulheres em geral apresentam algum tipo de alteração no período pré-menstrual. Grosso modo, 17% das mulheres com síndrome pré-menstrual apresenta ciclos menstruais irregulares com duração menor que 26 dias ou maior que 34 dias. Entre essas mulheres com TPM, 11% já padecem de algum distúrbio do humor, normalmente de depressão ou distimia, 5% apresenta transtornos alimentares, do tipo anorexia ou bulimia. Isso significa que em bom número de casos as portadoras de TPM já apresentam, antecipadamente, algum transtorno afetivo depressivo ou ansioso.

O componente hereditário na causa da TPM tem recebido grande destaque de muitos pesquisadores. Um trabalho de Freeman (1998) mostra que 36% de uma amostra de mulheres com TPM relatou que suas mães também eram afetadas pelo distúrbio, e 45% tinha história familiar de transtornos emocionais sem especificação. A história familiar de depressão em 73% das pacientes com TPM confirma esta associação e todos esses dados falam a favor de um componente hereditário na sintomatologia psíquica no período pré-menstrual.
Para referir:Ballone GJ - Tensão Pré-Menstrual - TPM - in. PsiqWeb, Internet, disponível em http://www.psiqweb.med.br%20/, revisto em 2005
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