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04/06/2014

Voluntariado - Frederico Ozanam

Já se imaginou no lugar de outra pessoa? Sentindo as mesmas coisas que ela ou tentando desvendar o que aqueles olhos cansados escondem? Já se imaginou ajudando alguém que tem apenas uma refeição por dia, que mora em dois cômodos com várias pessoas e quem simplesmente não tem família? Já se imaginou simplesmente... ajudando outra pessoa?
Parece não ser fácil sair do nosso mundinho para fazer algo como voluntariado, mas é mais fácil e gratificante do que todos podem imaginar e não há palavras no mundo que expressem o sentimento que se instala dentro de nós ao ver os rostos cansados se abrirem em um sorriso.
Recentemente eu e minhas amigas montamos um projeto ligado a nossa matéria no curso técnico de administração, decidimos fazer voluntariado e o local escolhido guarda histórias de muitos anos: um asilo. O asilo de chama Frederico Ozanam e fica no município de Salto/SP, para mais informações você pode entrar no site clicando aqui.
Conhecemos pessoas fantásticas e histórias incríveis. Conversamos com todos o máximo que nosso tempo permitia, tiramos fotos e tentamos de alguma maneira alegrar a tarde daquelas pessoas. E tornaremos isto um hábito, não só por eles, mas por nós mesmos também. Pensamos que certas situações não podem acontecer conosco, mas não sabemos o dia de amanhã – muitos estavam lá porque os filhos moravam longe, ou porque os filhos já haviam morrido e o marido também, outros os filhos não tinham condições de cuidar e alguns simplesmente não tinham mais famílias. Parece uma realidade distante da nossa, mas não é, tudo isso está sujeito a acontecer conosco em um piscar de olhos e fazendo o bem para com eles, garantimos que um dia as pessoas também possam fazer algo bom para nós. Não estamos nos doando para receber algo em troca, de maneira nenhuma, o sorriso que recebemos deles já é suficiente, mas gentileza gera gentileza e tudo o que você faz volta em dobro para você mesmo. E a maior recompensa que podemos receber em toda a vida é atenção, amor e carinho.



Você já pensou em fazer voluntariado? Reflita com você mesmo se ajudar outras pessoas valem a pena. Reflita sobre o resultado que isso vai exercer na vida da pessoa, e na sua própria. E acima de tudo, não só reflita, mas faça também.


30/05/2014

Psicologia: Necrofilia é um distúrbio?

Vamos entrar em um pouco de psicologia hoje, talvez a pessoa que sugeriu este tema esperasse algo diferente, um conto ou uma história qualquer, mas é preciso fazer com que as pessoas enxerguem esse universo em que vamos entrar, de uma forma diferente. Qual é a primeira coisa que vem a sua mente quando leem ou ouvem a palavra necrofilia? Muitas pessoas se repudiam, fazem sinal de cruz, querem prisão para a pessoa e acabam se perdendo em sua própria ignorância. Ninguém vai transar com um cadáver simplesmente porque quer, existe todo um contexto por trás e é sobre isso que vamos falar. O necrófilo sofre de um distúrbio mental sexual, no qual ele sentirá prazer durante o ato, podendo até se culpar ou próprio se repudiar depois. Ninguém nasce com essa doença, ela pode ser adquirida por diversas maneiras: uma mãe que tentou abortar o filho, uma criança muito nova vendo pornografia ou ouvindo algo impróprio ligado ao sexo, e o mais comum: ser abusado sexualmente na infância. Isso vai criando diversas situações e distúrbios na mente da criança e que na maioria das vezes desenvolvem-se puberdade. Esta pessoa pode ter uma vida normal, casar-se e ter filhos, porém vai precisar de medicamentos e acompanhamento com psicólogos. Ai vai da pessoa ter uma força de vontade, o governo fornecer soluções e a população ser mais informada e entender que necrofilia é um distúrbio e não algo para se criticar e jogar todas as pedras que tem na mão.


O tema sugerido foi Necrofilia, um tanto diferente não?
Quem sugeriu foi o Nicolas, do blog Fucking the Medice.
(Que é um blog ótimo, com uma escrita excelente, se você não for preconceituoso demais para ler.) 
Escrevi usando o que já aprendi em minhas aulas de psicologia.

01/11/2013

Olhos castanhos


Deitei com ele na cama, ele parecia cansado. Olhei em seus grandes olhos castanhos e sorri, como é lindo admirar tais olhos. Um sorriso brotou nos lábios dele também, irresistível talvez fosse a palavra certa. Baguncei seu cabelo e depois o abracei, como era bom estar ali, com aquela sensação de completa, como se nada mais faltasse no mundo. Mexi em seu cabelo e beijei-o, mesmo não tendo certeza sobre o futuro, eu sabia que iria fazer de tudo para estar com ele, protege-lo e ama-lo. 

Raphaela Barreto

15/08/2013

Amor


Ele veio de fininho e eu ergui todas as barreiras, disse que seria diferente. Que não me entregaria, que não me envolveria, mas a razão parece se perder quando o primeiro sorriso bobo aparece. Eu caí e me enrolei feito presa em teia. Tenho que partir, mas também quero ficar. Sei que não é para sempre, mas quero que dure o infinito. Desejo ser diferente, mas dessa forma está bom. Ele me deixa em uma encruzilhada, perdida e apaixonada. Faz ama-lo e odiá-lo.  Faz-me sentir tudo e nada. Faz. Me desfaz. Me prende e me solta. Mas não me deixa escapar. Preciso seguir em frente, mas dói deixar o presente. Vai doer transformar em passado e vai doer se virar futuro. E analisando tudo, divagando olhando para a parede, separando o certo do errado, o incerto e a certeza, pensando e matutando, chego ao melhor de tudo: conclusão nenhuma.

25/02/2013

Espetáculo


Eu sei que estou fazendo as escolhas erradas, sei no que estou me transformando e sei que não me importo. Não sentir nada é maravilhoso, porque o vazio é melhor que a dor. Aos poucos tudo volta ao que era antes, mas eu sei que tudo mudou. Minhas escolhas e decisões não me levaram de volta à vida que tinha tampouco alguém pode voltar ao passado e mesmo se pudesse não voltaria, o que aconteceu no passado me fez ser quem sou hoje e em meio aos tropeços sigo meu caminho que está longe de ter fim. Em meio aos passos arrastados e o sorriso nos lábios trilho minha história. Uma história cheia de duvidas, amor, felicidade e tristeza, alegrias e dores, trilho minha vida que está sendo o avesso do que sonhei aos meus dez anos, uma vida cheia de contratempos e antônimos, mas talvez essa seja a graça de viver: preparar e sonhar com a peça e em cima do palco ter que improvisar o espetáculo inteiro.

04/01/2013

Dor

Era um domingo comum. Uma tarde comum. Era pra ser um passeio comum. Eu estava indo ao parque com meus pais, buscar minha irmãzinha para leva-la para a casa. O farol abriu e meu pai acelerou, tarde demais pra ver o que ia acontecer. Um caminhão vinha na direção contrária, a toda velocidade. Olhei assustada segurando-me mais ainda no banco da frente. Ele deveria ter parado não? O impacto foi inevitável. Senti uma pancada do lado direito do carro, barulhos estridentes de vidros se quebrando e metal sendo arranhado. Gritei. O carro girou algumas vezes, bati minha cabeça e meu corpo ia sendo lançado de um lado para o outro, mesmo com o cinto. A dor era terrível. Perdi as contas de quantas vezes o carro capotou. O pânico me invadia e flashes de sorrisos passavam em minha cabeça, até a imensa escuridão chegar. O carro havia parado. Olhei para minha mãe, ela sorria para mim sem felicidade nenhuma, lágrimas me vieram aos olhos. Ela estava encharcada de sangue. Olhei para meu pai, suas órbitas estavam vazias, havia um enorme machucado em seu rosto. Ele já se fora - pensei começando a chorar. Cada centímetro de mim doía. Minha mãe estendeu a mão para mim, e eu peguei, lembrando de como as pessoas me diziam que eu parecia com ela. Mamãe não iria mais aguentar por mais tempo.
 - Eu te amo - ela sussurrou. 
 - Eu também te amo - disse olhando pra ela. Sua mão deslizou da minha - Mãe? Mãe? - gritei para ela, mas não obtive resposta. Comecei a chorar. Meus pais estavam mortos, bem ali na minha frente, e algo me dizia que eu teria o mesmo fim. Cada centímetro do meu corpo doía e minha visão começava a vacilar já. Tateei meus bolsos em busca do celular, precisava fazer mais uma coisa. Ouvia vozes lá fora já. Disquei o número assim que encontrei o celular, eu estava tremendo muito. Juliana? disse a voz do outro lado. Como era bom ouvir aquela voz, reconfortante. Chorei mais alto. 
 - Julie? O que aconteceu? Fala comigo por favor.
 - Meus pais...eu - não conseguia dizer, parecia que algo estava entalado em minha garganta. 
 - Julie o que houve? - disse ele preocupado.
- Felipe, estou vendo meus pais...mor...tos, eu...eu...
 - O quê? Onde você está? Calma, tudo vai ficar bem 
 - Não - disse sorrindo e chorando ao mesmo tempo. Minha visão ia e voltava e eu já não sentia minhas pernas - Siga sua vida...e... Eu amo você Felipe.
- Eu também amo você Juliana, agora me conta o que está acontecendo? - ouvir que ele me amava era o bastante. A força de meus braços estava acabando, vacilei e o celular caiu da minha mão. Ouvia Felipe gritar meu nome do outro lado da linha. Ouvi barulho de sirenes. Eu só queria que a dor parasse. Lentamente fechei os olhos. Meu celular tocou e eu sabia que era o Felipe pelo toque. Sorri uma ultima vez e então mergulhei numa escuridão sem fim. Num lugar aonde o barulho não chegava. Onde a dor não existia mais. 

20/12/2012

Louca


Sou um tipo raro de pessoa. Daquelas que ainda acredita nos outros e confia. Que vai sempre oferecer um ombro amigo e um abraço forte e acolhedor. Que vai tentar fazer você rir até sua barriga doer quando estiver triste. Que vai sorrir o dia inteiro e mostrar que tudo está bem. Que vai criar expectativas e continuar com esperanças quando tudo o mais parece que está errado. Que vai ser forte sempre e sempre. É, sou esse tipo de pessoa. Uma pessoa que acha que não há causa perdida enquanto houver um único louco para lutar por ela. E eu geralmente sou essa louca.

17/03/2012

Things²


Sempre havera outro dia. O sol sempre irá nascer. O tempo sempre vai passar. É assim, sempre foi. Quem você dizia que nunca ia esquecer, hoje você só fala oi e quem você dizia que nunca ia se aproximar, hoje faz parte da sua vida. As coisas mudam e se transformam, ora para boas, ora para ruins, mas sempre mudam e se transformam. Se algo está ruim hoje, amanha estara melhor, no final, sempre esta. É assim que as coisas acontecem e sempre irão acontecer.

05/02/2012

Coisas


As coisas estão acontecendo tão rápido, que ás vezes chego a me assustar. Logo uma nova rotina se instalara na minha vida, diferente e mais difícil. Sinto me feliz e triste ao mesmo tempo. É complicado. Bem, eu nunca disse que era fácil. Mas como tudo se adapta, se encaixa, irei fazer o mesmo. Logo tudo estará normal, e se não estiver, faço com que fique. 

20/04/2011

Things.


Sempre havera outro dia. O sol sempre irá nascer. O tempo sempre vai passar. É assim, sempre foi. Quem você dizia que nunca ia esquecer, hoje você só fala oi e quem você dizia que nunca ia se aproximar, hoje faz parte da sua vida. As coisas mudam e se transformam, ora para boas, ora para ruins, mas sempre mudam e se transformam. Se algo está ruim hoje, amanha estara melhor, no final, sempre esta. É assim que as coisas acontecem e sempre irão acontecer.