| PARA O ÚLTIMO DOMINGO DA COLETIVA REFLEXIVA SOBRE A QUARESMA,DA AMIGA ROSÉLIA,TRAZEMOS ESTA ANÁLISE DA VISÃO ESPÍRITA SOBRE A PÁSCOA. |
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domingo, 17 de março de 2013
Visão Espírita da Páscoa
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quarta-feira, 20 de junho de 2012
BCAP - 4ªFASE - QUESTIONAMENTOS NO CASAMENTO,NA VIDA...
União estável à luz da
Doutrina Espírita
Walter José de Carvalho Bezerra
Realmente
não existem coincidências. No Universo, a Inteligência Suprema que a tudo e
todos dirige, traça um plano individual e coletivo para toda a humanidade, em
todos os planos e mundos, conhecidos e desconhecidos dos sentidos limitados
dos homens de nosso planeta. Portanto, concordamos em quenão existe o "acaso".
Também não acreditamos no destino da maneira como tem sido forjado pela mente
humana.
Acreditamos no Amor. Acreditamos na Lei de Reprodução, Justiça, Amor e Caridade. Acreditamos que os espíritos, encarnados e desencarnados, se buscam nas multidões deste Universo fantástico e magnífico. Em "O Livro dos Espíritos", na pergunta 386, encontramos: "Podem dois seres que se conheceram e estimaram encontrar-se em outra existência corporal e reconhecer-se?" A resposta dos Espíritos Superiores dada a Allan Kardec foi: "Reconhecer-se não. Podem, porém,sentir-se atraídos um pelo outro. E, freqüentemente, diversa não é a causa de íntimas ligações fundadas em sincera afeição. Os dois seres se aproximam devido a circunstâncias aparentemente fortuitas, mas que na realidade, resultam da atração de dois Espíritos, que se buscam reciprocamente por entre a multidão" (grifos nosso) . Só que, na verdade, podem não ter se conhecido em outras existências, mas são espíritos afins ou por ideais ou por sentimentos ou por necessidades. São espíritos simpáticos. Não podemos esquecer que isto não quer dizer estarem no caminho do bem. Nossos sentimentos, objetivos e idéias podem estar distorcidos, não acompanhando a Lei Divina. Como também podemos dizer: Somos antipáticos àquele grupo. Mas isso acontece porque nossas idéias se contrapõem às deles, por já conhecermos ou recordarmos a Lei de Deus, que está gravada em nossa consciência.Também acreditamos que dois espíritos possam encarnar para um dia se encontrarem e muito se amarem. Existem, sim, conforme citado por Saulo de Tarso do CEPEAK, as uniões,provacionais, sacrificiais, afins e transcendentais. A maioria das uniões são provacionais, onde duas almas se encontram em processo de reajustamento. Daí as desarmonias, a desconfiança, os conflitos.Mas, também, entendemos que o verdadeiro casamento ou união é o casamento ou união de “almas”. Os outros são relações de amizade, ajuda mútua ou mesmo ajuste de contas. A união sacrificial é aquela em que uma alma iluminada se propõe a ajudar uma alma que se atrasou na sua jornada evolutiva. A união afim é aquela que reúne almas esclarecidas que muito se amam. As pessoas sentem como que se já tivessem se encontrado antes. E o amor é profundo, em paz e harmonia. A união transcendente é aquela de almas engrandecidas no bem que se reencontram no plano físico para grandes realizações. Não importam, nestes casos (afins e transcendência), as diferenças culturais ou sociais. Ao longo de nossa existência e trabalho na Seara Espírita e dedicação a estudos e pesquisas, seja no espiritismo experimental, filosofia ou religião, chegamos também a conclusão que, a medida em que o homem evolui do Reino Hominal para o Reino Espiritual, sem hipocrisia, como nos alerta o Prof. José Herculano Pires, e agindo de acordo com as Leis Divinas (Leis Naturais), mesmo as pessoas casando-se mais de uma vez, para o plano maior o que vale é o casamento de almas, ou seja, a combinação vibratória de dois seres (humanos) que se amam.
Deus, em
sua infinita bondade e misericórdia, não punirá seus filhos por muito amarem
ou se reencontrarem em alguma destas novas viagens, mesmo quando as condições
dos homens, na atualidade, com suas Leis Sociais adequadas apenas à sua ânsia
de poder, sejam as mais adversas possíveis.
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O que se
condena são os excessos, a promiscuidade, as desculpas de que agora se
encontrou a “alma gêmea” para se cometer abusos e enganar os incautos. O que
a Doutrina Espírita, enquanto moral cristã, apregoa é a paciência,
tolerância, abnegação, resignação, fraternidade, ajuda aos nossos semelhantes
e em especial aos nossos parceiros de labuta diária, especialmente se temos
filhos, presentes de Deus que temos sob nossa responsabilidade de educar e
formar para o porvir.
Acreditamos
que o matrimônio ou união estável verdadeiramente só se realiza com acerto e em virtude de mútua
simpatia. Assim, com afinidade e transcendência, será uma união perfeita e
inseparável, um laço forte que prenderá os casais pela eternidade afora.
Sabemos
que nos tempos antigos a existência de muitos filhos era considerada uma
grande riqueza. As mulheres estéreis eram, por sua vez, perseguidas. Daí
Móises ter consentido na “carta de divórcio”. O Homem-Jesus objetivando
coibir esse abuso procurou remediar e disse: “Eu, porém vos digo que aquele
que repudiar sua mulher a não ser por motivo de adultério e casar com outra,
comete adultério; assim como aquele que casar com uma mulher repudiada,
também comete adultério”.
Ora, para
Deus nada valem os corpos; só os Espíritos valem. Entendemos, então, que a união
do homem e da mulher será então ao mesmo tempo a união de dois corpos para a
reprodução, todavia determinada por poderosa e irresistível simpatia, uma
aliança que se efetive para sustentação e apoio mútuos, no desempenho dos
encargos da existência, dos sofrimentos e dos infortúnios, na
inteligência de Faride Moutran do FEEU de Porto Alegre.
Concluímos
que o matrimônio e/ou a União
Estável de dois seres que se amam, realizados com amor sublime,
puro e verdadeiro, com base nas grandes famílias espirituais das quais
fazemos parte, será uma união indissolúvel de dois espíritos em cumprimento
às palavras do Divino Mestre: “Já não são dois, mas uma só carne; não separe
o homem o que Deus uniu”.
Que Deus
abençoe todas as uniões realizadas com pureza d’alma, com simpatia plena, sem
provocar dores e sofrimentos e, com profundo respeito aos que não continuarão
conosco as jornadas ainda a serem trilhadas.
Somos, em
fim, uma grande família e irmãos em Cristo, filhos do mesmo Pai, e, portanto,
evitemos os ódios e rancores que provocam as separações traumatizantes,
evitemos o desprezo de nossos filhos e, por fim, evitemos os desgostos dos
familiares carnais, para que não construamos novos débitos na contabilidade divina.
Conclamamos
todos os irmãos a agirem com equilíbrio e sabedoria na constituição de suas
uniões, seja pelo matrimônio, seja àquelas denominadas estáveis, seja na
manutenção das antigas uniões, seja na constituição de novas famílias, a
partir de famílias pré-existentes. Mas, não olvidemos jamais que o homem está
neste globo terrestre para crescer e se desenvolver espiritualmente, para ser
feliz, e neste contexto a família, pelo matrimônio e/ou união estável é o
pilar, o sustentáculo para evolução da humanidade.
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domingo, 27 de junho de 2010
A Bíblia e o Espírita
A Bíblia e o espírita
Esse Capelli
Os idólatras da Bíblia se comportam como gladiadores, manuseando-a como espada flamejante contra os que não se arrimam nela, tendo por alvo predileto os espíritas. Entendemos que os seguidores da Doutrina Espírita não devem temer a Bíblia, nem as ameaças das penas que dela efluem, dardejadas pelos biblidólatras.
Carlos Imbassahy, o saudoso e combativo defensor da Doutrina, ao ser questionado sobre qual seria a Bíblia dos espíritas, respondeu sem titubear: "nenhuma". Aquela, resposta se coaduna com o pensamento espírita, uma vez que não é aquele livro a baliza para o comportamento dos seguidores de Kardec.
No seu conteúdo, a Bíblia guarda coisas boas e más, contém contradições e absurdos científicos de tal monta que não pode ser levada a sério e, muito menos causar temor aos espíritas. Como exemplo dos disparates, basta comparar o que diz o versículo 18 do Capítulo I, de João, onde está escrito: "ninguém jamais viu a Deus, o Deus unigênito que está no seio do Pai, é que o revelou".
Pois bem, aí está dito que ninguém viu a Deus; agora, leiamos o que está em Êxodo, XXXIII, versículo 11: "falava o Senhor a Moisés, face a face...".
Vê ou não vê, fala ou não fala, face a face? De qualquer modo, mostra uma das milhares de contradições do livro, que pode ser bom, mas não é a palavra de Deus e não pode servir para condenar ninguém.
Além da arca de Noé, com trezentos côvados de comprimento, por trinta de largura e quinze de altura que dá um volume aproximado de cento e trinta mil metros cúbicos, para comportar sete casais dos animais puros, dois casais dos impuros, de todos os que existiam, bem como alimento para quarenta dias e noites, da Torre de Babel, que embora indo aos Céus não deixou vestígios, da parada do sol e da lua, como absurdos científicos, temos, ainda, o conciliábulo de Deus com um espírito mentiroso, para espalhar mentiras pelo mundo e que está em I, Reis, Capítulo XXII, versículos 19 a 23, onde, entre outras besteiras, lemos: " Micaias prosseguiu: Ouve, pois, a palavra do Senhor: vi o Senhor assentado no seu trono (e veja que Deus nunca foi visto), e todo o exército do céu estava junto a ele, à sua direita e à sua esquerda. Perguntou o Senhor: quem enganará a Acabe, para que suba e caia em Ramote - Gileade? Então saiu um espírito e se apresentou diante do Senhor e disse: Eu o enganarei. Perguntou-lhe o Senhor: com o quê? Respondeu ele: sairei e serei espírito mentiroso na boca de todos os seus profetas. Disse o Senhor: tu o enganaras; e ainda prevalecerás; sai e faze-o assim. Eis que o Senhor pôs o espírito mentiroso na boca de todos estes teus profetas, e o Senhor falou o que é mau contra ti".
Crendo, como cremos, que Deus é sabedoria e bondade infinitas, não poderíamos admitir que Ele se mancomunasse com espíritos mentirosos, para espalhar mentiras e fazer o mal.
Por estas e outras, tenho a Bíblia como um livro humano, com virtudes e defeitos, não a tomando como norma de comportamento. Por isso, não devem causar temores, as ameaças de penas eternas brandidas pelos seus idólatras.
Preferimos continuar crendo num Deus de Justiça, que não mente, não faz guerra e não condena seus filhos à perdição eterna.
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