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segunda-feira, 16 de abril de 2012

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

sábado, 10 de dezembro de 2011

Ou o cristianismo descobre a sua vocação primitiva ou perde a relevância, diz António Pedro-Vasconcelos


Texto no "Sol" de ontem. Não sei se Vasconcelos está certo: "Moretti fala com humor, ousadia e inteligência de uma instituição que vai ser chamada a desempenhar um papel decisivo nesta segunda década do século, perante o enorme desastre social em que a Europa se prepara para mergulhar".

Não me refiro nem ao "humor, ousadia e inteligência" de Moretti, nem ao "desastre social" da Europa. Refiro-me ao "papel decisivo" da instituição. A Igreja tem credibilidade para os europeus? O texto de Anselmo Borges no "post" anterior lança algumas pistas.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

O papânico


Na "Visão" de hoje. Diz A.M.C., insatisfeito por não ter surgido uma polemicazinha à volta do filme,  que em "Temos Papa" há uma denúncia do anacronismo do Vaticano. "O absurdo, o ridículo, o bizarro, o nonsense está lá - é matéria bruta. Não precisa de ser mais lapidada".

A Igreja chamar-lhe-á tradição. Mas, de facto, muitos dos rituais, aquelas vestes, são anacrónicos. Ou pelo menos incompreendidos para a maioria, que é outra forma de anacronismo. Como o cura vestido de preto e rendas que dizia para o rapaz de ganga e piercings que aquilo não eram modos adequados de andar.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Moretti: A Igreja ao serviço do poder e do filme



O filme de Nanni Moretti não é sobre o Vaticano ou o Papa. É sobre o poder. Diz Moretti, na entrevista ao Ípsilon de sexta-feira passada:  “É a história de um homem velho que percebe que para representar todos os outros homens tem que se anular a si próprio como homem. E encontra a força, porque penso que é uma força e não uma fraqueza, de interrogar os seus limites”.

Em certo sentido, o filme é antimaquiavélico, porque na hora de assumir o poder, o protagonista questiona-se e, no fundo, questiona o próprio poder, não para o conquistar, mas para o repudiar. Ele e também os príncipes da Igreja, os cardeais, que durante o conclave “são como miúdos com medo de serem chamados à professora”.

Por outro lado, ainda que um filme passado no Vaticano e tendo como protagonista o Papa dificilmente não seja visto como falando de coisas da Igreja, acontece que o pensamento de fundo sobre o poder não é um pensamento eclesial, quer no sentido evangélico de poder como serviço, quer no sentido mais eclesiástico-carreirista de poder como honra.

(Atenção que escrevo a partir do que li em vários momentos e não a partir do filme, que ainda não vi, nem sei se vou ver nos próximos tempos. Tudo o que está à volta do filme já faz parte do filme e prescindo da ida ao cinema para produzir estes comentários, que, aliás, só fazem sentido antes de ir ao cinema.)

Um Papa, mas também um bispo ou um padre, aceita o poder como serviço imposto por Deus. Há toda uma longa tradição bíblica em relação ao poder: recusa própria versus imposição do além. Profetas e líderes que são gagos (Moisés), que não sabem falar, que andam aguardar ovelhas ou a apanhar figos de sicómoros (David e Amós), que na fuga são apanhados por monstros marinhos (Jonas), que têm um problema afectivo (Jeremias), além, é claro, do Papa que é pescador e tem sotaque do norte (Pedro). Em todos acaba por prevalecer a imposição de Deus e a aceitação do poder como “humilde servo da vinha”.

Michel Picolli pode ser um bom papa, mas o seu papel não tem a tradição de poder dos eclesiásticos. Moretti fez um filme mais sobre o ser humano e o poder. “Para mim, é sobretudo a história de um homem que se sente inadequado. Se a tivesse filmado com um político, ou com um treinador de futebol, teria sido uma história mais pequena”. Disse ele. Ou seja, a Igreja ao serviço do poder do filme.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

O Papa que fugiu



No DN de hoje, porque "Temos Papa" está a partir de hoje nas salas de cinema. Sobre o filme que este blogue segue desde 2009 (ver aqui) e o realizador: Moretti. Amanhã, o Ípsilon (Público) dedica a capa a este filme e realizador.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Komrade Papa


Veio na "Sábado". Queria saber o contexto em que disse tal frase e procurei em elmundo.es, mas não encontrei a declaração.


Encontrei, por outro lado, uma entrevista de perguntas feitas pelos leitores, nos "encuentros digitales". Pergunta um leitor: La Iglesia Católica ha censurado su película, ¿qué censuraría usted de ella? Moretti responde: De la Iglesia católica puedo censurar muchas cosas. Pero no me parece que haya censurado mi película. Lido aqui.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Habemus Papam. Uns gostam, outros não. Como sempre

O jornal dos bispos italianos, "L'Avvenire", não gosta do filme de Moretti, que estreou na sexta-feira passada. “Habemus Papam? Sim, já temos” – é o título do texto. O vaticanista Salvatore Izzo diz que o melhor é boicotar o filme:
Boicotemos na bilheteria. Por que temos que financiar a quem ofende a nossa religião? O fato de que devemos conhecer antes de julgar não vem ao caso: não preciso me jogar do sexto andar para entender que poderia me matar.
Nanni Moretti respondeu:
"Habemus Papam" não trata de bispos, mas da dificuldade de estar à altura das expectativas.
Um outro vaticanista (em Itália, os jornais estão povoados de especialistas em Vaticano), Marco Politi, do "Il Fatto Quotidiano", diz que é “um filme genial”. “É uma pesquisa sobre o sentido do poder, da solidão, sobre a necessidade de afeição”, afirma. E sugere que Bento XVI veja o filme:
Moretti  faz-se intérprete de uma busca da sociedade que pede uma Igreja capaz de amor e de compreensão e que esteja em contacto com todos. Por causa disso, então, acho que o secretário do papa deveria levar para ele o videocassete e fazê-lo ver, porque é estimulante.
Li aqui contra o filme.
Li aqui a favor do filme.
Marco Politi gosta

Habemus Papam - imagens do filme de Moretti

Já há imagens do filme mais aguardado do ano (para mim). "Habemus Papam", de Nanni Moretti. O Papa eleito não se sente com costas suficientes para carregar a cristandade e chamam o psicólogo, papel desempenhado por Moretti. Ver aqui mais referências ao filme.





sexta-feira, 23 de abril de 2010

Filme de Moretti sobre o Papa no fim do ano


Nanni Moretti em "Caos Calmo"

O Papa deprimido de Moretti deverá chegar às salas entre Dezembro de 2010 e Março de 2011. Vem no “Ípsilon” de hoje (suplemento do "Público" à sexta-feira). O filme fala de um Papa que no momento da eleição fica com dúvidas e é atendido pelo psiquiatra (Moretti). Deste filme já falei aqui.

O que a notícia do Ípsilon acrescenta é que Moretti submeteu o argumento de Federica Pontremoli e Francesco Piccolo ao presidente do Conselho Pontifício da Cultura, Gianfranco Ravasi. "Estava curioso para saber a opinião dele, mas não precisava de aprovação. O filme ter-se-ia feito de qualquer maneira", diz Moretti. Fez-se, aliás, sem a autorização da Santa Sé para que as cenas fossem rodadas no Vaticano. Moretti acabou por filmar no Palácio Farnese, a embaixada francesa em Roma, belíssimo edifício quinhentista projectado por Miguel Ângelo (onde o realizador encontrou "uma espécie de miniatura do Vaticano, um Vaticano mais sóbrio"), e na Villa Médicis, sede da Academia Francesa. A Capela Sistina, essa, teve mesmo de ser reconstituída nos estúdios da Cinecittà. Copiei a notícia daqui.

Se o filme “Habemus Papam” for tão bom como "Caos Calmo", que passou há dias na RTP2, é mesmo muito bom.

sábado, 19 de dezembro de 2009

O Papa precisa de psicólogo – filme de Moretti


“Habemus Papam” estreia em 2010. É o novo filme de Nanni Moretti (em cima, um dos artistas que recentemente esteve no encontro com Bento XVI). Após a eleição, o Papa fica indeciso e não sabe o que fazer. Chama então um psicanalista ao Vaticano (Moretti). As sinopses que já andam na rede dizem que o filme (está a entrar em produção) tanto tende para a comédia como para o drama. O papel do Papa é desempenhado pelo francês Michel Piccoli (em baixo).


quarta-feira, 11 de novembro de 2009

A Igreja ao encontro dos artistas

Do filme de Philip Groning, "O Grande Silêncio"
No próximo dia 21 de Novembro, no extraordinário cenário da Capela Sistina, o Papa Bento XVI vai encontrar-se com uma ampla embaixada do mundo artístico. Já confirmaram a sua presença alguns dos protagonistas fundamentais da criação contemporânea, nos seus diversos âmbitos: das Artes Visuais (Anish Kapoor e Bill Viola), da Arquitectura (Mario Botta, Calatrava, Gregotti, Zah Hadid), da Literatura (Piero Citati, Franco Loi, Claudio Magris), da Música (Arvo Part, Ennio Morricone), do Cinema (Peter Greenaway, Philip Groning, Nanni Moretti, Sokurov, Zeffirelli)… Este encontro, que vem sendo descrito como ocasião histórica, pretende assinalar dois aniversários: os 10 anos passados da Carta que João Paulo II endereçou aos Artistas e os 45 anos do encontro que em 1964, também na Capela Sistina, o Papa Paulo VI manteve com grandes figuras deste campo para, como ele dizia, «restabelecer uma aliança nova entre a inspiração divina da fé e a inspiração criadora da Arte».
Na conferência em que se anunciou o encontro de Bento XVI, D. Gianfranco Ravasi, Presidente do Pontifício Conselho para a Cultura, não podia ser mais incisivo. Segundo ele, continua a ser muito claro que a Arte não tem apenas a tarefa de descrever o visível, mas cabe-lhe colher no visível o Invisível. Isto é, compete-lhe espelhar uma visão transcendente do Ser, mostrando como a epifania da beleza é inse-parável da epifania do Mistério. A dramática verdade que hoje, porém, experimentamos é a de uma ruptura na relação, que em grande medida deveria ser co-natural, entre Fé e criação artística. Percebemos que no passado a experiência cristã foi o húmus de admiráveis obras e percursos, mas na actualidade frequentemente nos deparamos com uma grave pobreza. Face a este doloroso divórcio, Bento XVI pretende propor um esperançoso diálogo, em nome de um novo e fecundo impulso de beleza. A linguagem artística não é apenas ilustração estética da verdade que a fé confessa, mas é um verdadeiro “lugar teológico”. Há um Evangelho da Beleza que só a Beleza pode anunciar.
José Tolentino Mendonça
Fonte: Ecclesia

Sinodalidade e sinonulidade

Tenho andado a ler o que saiu no sínodo e suas consequências nacionais, diocesanas e paroquiais. Ia para escrever que tudo se resume à imple...