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quinta-feira, fevereiro 17, 2022

Primeiro Conto do Ano e Entrevista no Leia Novos BR

Pessoas Queridas,

Até que enfim estou de volta! Já estava passando da hora de espanar as teias de aranha... 

Este ano começou a todo vapor, com a produção de um conto de fantasia urbana (logo, logo ele aparece por aí) e a publicação de uma coletânea, organizada pela incansável Lu Evans, que traz um conto curto meu passado na Antiga Índia. Quem se interessar pode lê-lo aqui. Também estou preparando uma surpresa grande para breve, com a Editora Draco... Aguardem!


Por ora, quero convidá-los a ouvir o episódio 24 do podcast Leia Novos BR, no qual fui entrevistada. Vocês terão a oportunidade única de testemunhar (ainda que apenas com os ouvidos, e não com os olhos) e incrível transformação que se operou durante a minha visita à antiga Livraria da qual são funcionários Carol Vidal e Caio Henrique Amaro. :) 

Espero que curtam - e que este ano seja melhor para todos nós.

Beijos pra vocês! 

quinta-feira, dezembro 30, 2021

Dois Anos em Resumo

 Pessoas Queridas,

Mais um ano chega ao fim, o segundo da pandemia. Uns mais, outros menos, todos fomos afetados de várias formas e tivemos que nos adaptar a uma vida cheia de restrições, cuidados e novas regras que, parece, irão nos acompanhar ainda por algum tempo.

Eu perdi um primo querido e alguns amigos para a Covid, além de acompanhar com dor e indignação as cenas do teatro de horrores perpetrado no Brasil. Fora isso, tive muita sorte. Não adoeci, pude trabalhar de casa até o final de novembro e produzi bastante. Com todos os pulos que as editoras independentes tiveram que dar para manter a cabeça fora d´água, também publiquei bastante. Neste post, compartilho com vocês um pouco do que fiz, e enquanto o escrevo aproveito para refletir sobre as decisões e metas do próximo ano.

Eu e minha parceira de escrita! O prêmio
é das duas, mas a caveirinha vai morar
com ela em João Pessoa.

No início de 2020, eu estava escrevendo uma noveleta que chegou a quase 12.000 palavras. Escrevi mais 10 contos nos meses seguintes. Em 2021 escrevi 11 contos, o mais longo com cerca de 6.000 palavras. Somando tudo, e levando em conta apenas as versões finais, foram quase 100.000 palavras escritas durante a pandemia, 22 contos no total, dos quais 14 foram publicados e 4 outros, pelo menos, têm destino certo. Também publiquei pela Editora Draco a terceira edição do meu livro de estreia, O Caçador; um livro de terror e suspense escrito em parceria com Allana Dilene, que venceu o Prêmio ABERST de melhor narrativa juvenil; e a coletânea, organizada por mim, Contos de Fadas Sombrios. Pra não dizer que só falei de flores, tive contos rejeitados em três revistas e dois concursos, e alguns projetos floparam ou foram abandonados. Mas o saldo foi pra lá de positivo.

Sob o meu outro chapéu, escrevi um texto por semana para a página e as redes da Biblioteca Nacional, com dois temas principais: História do Livro e Escritores Brasileiros. São textos de divulgação para o grande público, mas vêm sendo bem recebidos; quem se interessar pode lê-los aqui. Também tive oportunidade de tagarelar um pouco sobre livros manuscritos e História das Bibliotecas no podcast Perdidos na Estante. E fiz muitos cursos legais na minha área de atuação e áreas correlatas.

Por que estou contando tudo isso? 

Porque ao longo desses anos de tanta produção também houve bastante análise e auto-análise. Quem me conhece sabe que sou muito ansiosa, que somatizo minhas encucações e que isso se agravou ao longo de 2018 e 2019, de forma que mesmo sem a pandemia eu já tinha decidido reduzir minhas atividades, cuidar mais da minha saúde... Enfim, todas as decisões que a gente toma ao fim de cada ano ou depois de um momento de crise e quase nunca põe em prática.

 Dessa vez eu tomei algumas iniciativas, como procurar uma terapeuta e melhorar a minha alimentação, mas tenho algumas metas por alcançar, e para isso era essencial que eu aprendesse a ser mais legal comigo mesma. Que eu assumisse menos tarefas, que parasse de me cobrar produtividade, que deixasse de ter expectativas quanto a algumas pessoas e me doasse mais a outras, que se importam comigo e gostam de mim.  

Fazer essa retrospectiva, escrever sobre aquilo que considero as minhas conquistas, me ajudou a perceber o quanto já caminhei, que minhas metas não têm que ser as mesmas de outras pessoas e que, para o bem ou para o mal, eu encontrei minha voz de contadora de histórias.

E não preciso mais provar nada a ninguém.

Assim, gente amiga, é com carinho que me despeço de vocês e deste dezembro. Que o próximo ano nos encontre em paz e saúde, que a gente consiga encontrar forças para vencer os monstros e que a vida seja melhor para todos.

Até a próxima!

quinta-feira, agosto 05, 2021

Contos Publicados: Março a Agosto 2021

Pessoas Queridas, 

 Estes meses têm sido de muito trabalho, e o desejo de atualizar este cantinho com mais frequência acaba atropelado pelas urgências. No entanto, algumas publicações saíram, e não posso deixar de partilhá-las com vocês. Vamos lá!


Para começar... Shame on me! Falei sobre o resultado da campanha Lobos da Fantasia no Catarse, mas não disse quase nada sobre este livro. Foi oferecido como meta extra para os apoiadores, e traz seis contos de fantasia sombria que recontam ou se baseiam em contos de fadas tradicionais. Os autores são Oscar Nestarez (que recontou O Flautista de Hamelin), Liège Báccaro Toledo (Cinderela), Carolina Mancini (A Pequena Sereia), Diego Guerra (João e Maria), Allana Dilene (Barba Azul) e eu, é claro, que recontei o conto russo Príncipe Ivan e o Pássaro de Fogo sob o ponto do vista do auxiliar mágico de Ivan: o Lobo Cinzento.

Com prefácio de Rogerio Saladino, o livro está à venda, apenas como impresso, no site da Editora Draco, bem como na Amazon e em outras lojas parceiras. Espero que gostem de fazer essa viagem pelos contos de fadas, agora com novos narradores e novos itinerários!




Coletânea organizada pela super Lu Evans, na qual meu conto reúne dois universos: o Medistelara, que compartilho com o grande amigo Luiz Felipe Vasques, e o da Família Kalil, uma família de libaneses e descendentes cujos membros têm frequentes envolvimentos com seres fantásticos. Neste caso, a história se passa no interior de São Paulo, durante a Segunda Guerra. É quando Seu Salim, o simpático e emotivo patriarca dos Kalil, trava contato com um "brimo" que aparece para pedir a devolução de uma mercadoria vinda literalmente de outro mundo! 

O e-book, com contos de vários autores, custa apenas dois reais e está à venda na Amazon. 




 Segundo volume da Série Tempo organizada por Ale Dossena, Rafael Bertozzo Duarte e Valter Cardoso. Todos os contos são sobre aventureiros e exploradores. O meu se passa no mesmo universo da história de Tempo de Dragões, um mundo ainda sem nome que está se revelando aos poucos, até para mim. Seus protagonistas são os irmãos adolescentes Miztli e Tenoch, que vivem no isolado Vale do Lagarto e que se aventuram em busca da nascente de um lago mítico, munidos de um mapa deixado em sua aldeia, gerações atrás, por um viajante estrangeiro. 

Também tem e-book na Amazon, por um preço ótimo.




Coletânea em homenagem ao universo criado por Pierre Boulle, desenvolvido e recriado principalmente em filmes e séries. Organizada por Lu Evans e Saulo Adami, tem participação de nomes consagrados da Literatura Fantástica nacional. Meu conto é narrado por Rakka, uma gorila cujo desejo de ser mãe a leva a apostar tudo num plano para lá de imprudente - e a viver (literalmente) com as consequências. 

Este e-book pode ser baixado de graça na Google Books.




Por fim, meu conto Além da Terra Sem Males foi republicado na Revista Perpétua, juntamente com uma entrevista. Esse conto marca minha estreia na Literatura Fantástica; saiu pela primeira vez em 2009, na coletânea Dimensões BR, da Editora Andross, e se passa na região de Lumiar, aqui no estado do RJ, onde vivem povos feéricos cuja aparência se assemelha à dos indígenas que habitavam a região. Quer dizer, eu nunca vi, mas que eles existem, existem. :)

Bom, essas são as novidades de março até agora. Até o fim do ano vai ter mais, e estou planejando um retorno e/ou uma reforma por aqui com posts mais frequentes. Não prometo nada, só quero que saibam que não sumi nem abandonei a estante. Espero que vocês também não; depois de quase vinte anos (o blog é de 2002!), não é um pouco de teia de aranha que vai nos assustar, né?

Até a próxima! E continuem se cuidando. Um dia ele vai embora pra nunca mais voltar.

quinta-feira, janeiro 21, 2021

Lobos da Fantasia: Minha Campanha no Catarse

Pessoas Queridas, 

Sim, tenho estado ausente. Mas há uma boa razão, e esta é a surpresa que eu estava preparando para vocês, junto com a Editora Draco. 

Faz 25 anos, nada menos, mas ainda me lembro da emoção que foi colocar o ponto final no meu primeiro livro. "O Caçador" era uma história de fantasia baseada em contos de fadas tradicionais e eu tinha posto toda a minha alma nele. 

O livro demorou dez anos para ser publicado como independente e mais quatro para ganhar uma casa, a Franco Editora, que fez um ótimo trabalho. Mas esse ciclo se encerrou - e, como na natureza, acaba de recomeçar!
A edição que comemora os 25 anos de "O Caçador" vem atualizada e com essa belíssima capa, desenhada pelo Erick Sama. Entra agora em campanha no Catarse -- uma campanha que chamamos de Lobos da Fantasia
-- acompanhada de outro livro, escrito a quatro mãos com Allana Dilene, em que as referências são os clássicos de aventura escritos por Jack London.
Na campanha existe a possibilidade de adquirir meus outros livros, as coletâneas que organizei e, ainda, outras obras de fantasia da Draco. O pacote vem com marcador, postal e cupom de desconto. Tão logo seja batida a meta inicial, anunciaremos várias outras, que irão para todos ao apoiadores. Assim, convido vocês a mergulhar nesse mundo de aventura, mistério e contos de fadas, e também a celebrar comigo essa jornada que já dura um quarto de século. Pela Magia e pela Arte!

domingo, julho 12, 2020

#Espalhe Fantasia : O Urso e o Rouxinol

Pessoas Queridas,

        Nossa campanha #EspalheFantasia entrou numa nova fase, e nela cada participante irá compartilhar uma obra do gênero que o tenha encantado, de preferência leitura recente.


       Eu saltei logo pra dizer: vou falar de O Urso e o Rouxinol, de Katherine Arden. E falo por vários motivos. Primeiro, por ser uma fantasia muito bem escrita, dirigida principalmente a jovens adultos, mas sem cair na tentação de simplificar demais o texto ou enchê-lo de coloquialidades próprias de hoje. Segundo, por se passar na Rússia medieval, que é um lugar encantado e foi caracterizado com mestria. Terceiro, por remeter aos contos de fadas que eu tanto adoro, quarto por ter uma heroína muito bacana e quinto porque... DUENDES!

       Sim, duendes! Os Reinos Invisíveis ocultos em solo eslavo são riquíssimos e ainda hoje muito presentes no imaginário popular; imaginem só naquele tempo. As pessoas eram cristãs, mas, tal como na Irlanda e em outros lugares muito mágicos, sua fé era permeada pela crença e pelo convívio com o Povo Pequeno, com todas as bênçãos e maldições que eles podem trazer. O livro está repleto não apenas de domovoi, dos quais a maioria das pessoas ouviu falar (aqueles que moram embaixo do fogão), mas também de duendes que vivem em lugares como o estábulo e a casa de banho, fadas do rio e criaturas ligadas às árvores. E ainda dois irmãos misteriosos, lendários, possivelmente terríveis, com os quais a jovem Vasya, herdeira e catalisadora de antigos poderes,  tem de se envolver a fim de proteger sua família.

       Por falar em família, tanto os parentes de Vasya quanto os demais personagens são bem caracterizados, com personalidade e modos distintos. Destaque para a madrasta (fiquei com pena, sinceramente, apesar de ela não ser uma boa pessoa), para o sacerdote (humano demais, coitado) e para o irmão Sasha, que espero encontrar no próximo livro, A Menina na Torre. Ainda não comprei; pelo que li, se passa em Moscou e é mais realista. Como tenho o primeiro em papel, acho que vou esperar para comprar o segundo junto com o terceiro, quando este for lançado no Brasil.

       Enfim, O Urso e o Rouxinol me trouxe várias horas de leitura envolvente, uma trama emocionante e cheia de reviravoltas envolvendo criaturas fantásticas, e deixou um belo gancho para os próximos volumes. Ainda que não seja tão fã de duendes quanto eu, se você gosta de mitologia e folclore e de histórias medievais, acho que esse livro irá te encantar também.

     Até a próxima, e não se esqueça: seja onde e como for, #EspalheFantasia! O mundo precisa voltar a ter esperança.

quarta-feira, setembro 11, 2019

Feira de Literatura Fantástica - 13 e 14 de Setembro na Biblioteca Parque de Niterói

Pessoas Queridas,

Acabou a Bienal, e meus olhos já estão abertos pra outra emoção!


Nos dias 13 e 14 (sexta e sábado) realizaremos a segunda edição da Feira de Literatura Fantástica na Biblioteca Parque de Niterói. A programação está incrível, como vocês podem conferir neste link do Fantasia Brasil. E parece que os deuses do tempo vão nos ajudar: sábado, ao que tudo indica, teremos swordplay, para todas as idades!

Bora pro nosso lado da poça!

quarta-feira, julho 10, 2019

Arthur Rackham, Artista do Mundo Feérico

Pessoas Queridas,

Venho compartilhar um pouco sobre o trabalho de Arthur Rackham, cuja arte será reproduzida nos marcadores e postais da coletânea Duendes: contos sombrios de reinos invisíveis.



Rackham (1867 – 1939) nasceu em Londres, numa família com doze filhos. Segundo seu biógrafo, Derek Hudson, era apaixonado por desenho desde criança e escondia papel e lápis sob as cobertas; quando sua mãe confiscava o papel, desenhava na fronha do travesseiro (eu queria ter visto esses desenhos).

Aos 18 anos o jovem Rackham começou a trabalhar como escriturário e, ao mesmo tempo, a estudar e praticar na Lambeth School of Art. Em 1892 deixou o escritório e passou a trabalhar como repórter e ilustrador no jornal The Westminster Budget, mas os desenhos que realizava para eles eram muito convencionais. Assim, voltou seu interesse para os livros ilustrados, onde tinha mais liberdade criativa. Sua primeira ilustração em livro foi publicada num guia dos Estados Unidos e Canadá, chamada To the Other Side, em 1893. Tempos depois, trabalhou em The Ingoldsby Legends (1898) e Tales from Shakespeare (1889), considerados dois dos mais importantes livros ilustrados daquela época.

Ilustração de The Ingoldsby Legends

A consagração de Arthur Rackham como ilustrador se deu com a publicação da primeira edição de The Fairy Tales of the Brothers Grimm, em 1900. O livro foi um sucesso, várias vezes reeditado, e apenas um dos muitos que ilustrou com temas ligados aos contos de fadas. Segundo o artista, seu sucesso se devia ao profundo conhecimento dos contos e do imaginário associado – e a verdade é que seus melhores e mais conhecidos trabalhos seguem a temática feérica, ou se referem à literatura para crianças e jovens com um pé na fantasia, como Peter Pan (o autor J. M. Barrie contratou Rackham para ilustrar Peter Pan in Kensington Gardens, livro que saiu em 1906 e antecede a “obra canônica” Peter and Wendy, de 1911) e Alice in Wonderland (1907). Outras obras de grande sucesso foram Rip van Winkle (1905), The Romance of King Arthur (1917) e The Legend of Sleepy Hollow (1920).


As fadas de Rackham

Nos anos 1920, tendo ilustrado dezenas de livros e recebido prêmios, Arthur Rackam viu suas vendas descrescerem um pouco no Reino Unido, ao mesmo tempo que sua fama se ampliava nos Estados Unidos da América. Na década seguinte sua saúde, assim como a de sua esposa, Edith, começou a declinar. Ainda assim, o artista continuou a produzir maravilhas, como uma bela edição dos contos de Andersen (1932), ilustrações para Goblin Market, de Christina Rossetti (1933) e, no mesmo ano, The Arthur Rackham Fairy Book.

O último projeto em que Rackham trabalhou teve para ele um grande valor sentimental: as ilustrações de The Wind in the Willows (escrito por Kenneth Grahame em 1908), que não pudera fazer alguns anos antes devido a outros compromissos, mas que lhe vinham sendo pedidas por pequenos leitores. A última ilustração foi concluída pouco antes da morte do artista, de câncer, em 1939. O livro foi publicado postumamente no ano seguinte.

O Piquenique do Toupeira e do Rato d´Agua, em
The Wind in the Willows

Arthur Rackham deixou um incrível legado que inspirou muitos artistas plásticos e escritores. Desejamos que inspire também os leitores de Duendes, razão pela qual utilizamos suas ilustrações, hoje em domínio público, na arte das nossas recompensas. Por enquanto, quem adquirir a coletânea através do Catarse irá receber um postal e um marcador, mas esse brinde será duplicado tão logo a campanha atinja a meta estendida de R$ 8.000,00. E esse é só o primeiro dos nossos potes de ouro!

Vem com a gente?





Para conhecer, apoiar e divulgar entre no site do Catarse. Agradecemos desde já por sua colaboração!

quinta-feira, julho 04, 2019

Duendes: Contos Sombrios de Reinos Invisíveis : Catarse


Pessoas queridas,

Venho apresentar o meu novo projeto na Editora Draco. Trata-se da coletânea Duendes : contos sombrios de reinos invisíveis.

O livro reúne dez (talvez venham a ser onze!) dos melhores autores nacionais de fantasia, cujas narrativas mostram o Povo Pequeno em seu aspecto mais sinistro. Algumas são ambientadas no mundo contemporâneo, outras se inspiram em histórias tradicionais de várias culturas: a britânica, a eslava, a japonesa, a latino-americana e, claro, a brasileira. Muito mais do que simplesmente histórias bem contadas, trazemos um sólido trabalho de pesquisa em mitologia e folclore, que serviu para embasá-las e alinhavá-las.

A capa do livro, ainda não finalizada. Não está ficando o máximo?

Teço esta rede com minha experiência de vários anos pesquisando de mitos e contos de fadas. Os fios se estenderam pelas mãos de Aya Imaeda, Cristina Pezel, Daniel Folador Rossi, Diego Guerra, Isa Próspero, Luiz Felipe Vasques, Sid Castro, Silas Chosen  e Simone Saueressig (se atingirmos as metas extras, haverá mais um – surpresa!).

Para incrementar a pré-venda, a Editora Draco deu início a uma campanha no Catarse, através da qual a obra pode ser adquirida com desconto, brindes, como postais e marcadores de página, e ainda em conjunto com os outros livros de fantasia da editora, tais como as demais coletâneas organizadas por mim: Excalibur, Medieval (coorganizada com Eduardo Kasse e Prêmio Argos de Ficção Fantástica em 2017) e Magos (Prêmio Argos de 2018).

Se você curtiu a ideia, não hesite: dê um passo à frente, acesse o link do Catarse. Se não é muito fã de duendes e folclore, ou de fantasia sombria, tudo bem – mas ficaremos muito gratos se compartilhar o link, esta postagem ou os nossos posts em redes sociais. 

domingo, junho 02, 2019

Eventos de Maio - Fotos e Lembranças



Eu já estava ficando impaciente, confesso. O ano avançava, avançava, e nada acontecia. Estava escrevendo, claro, e trabalhando na BN, mas nada de eventos literários. Eu estava com saudade!

Felizmente, em maio surgiram os primeiros convites para eventos, a começar pela oficina de Criação de Mundos Fantásticos que ministrei na UFRJ-ECO, no decorrer da SIQ - Semana Internacional de Quadrinhos.


Ao meu lado estava o grande amigo e "parceiro de doideiras" Luiz Felipe Vasques. O público, formado na maioria por estudantes da ECO, adorou a oficina, e já estamos sendo sondados para fazer outra edição. Ainda não tem nada certo, mas... Quem sabe?



Já no dia seguinte foi a vez de falar com o público mais novo, no SESC Niterói. Escrevo para crianças na faixa dos 9 anos para cima, mas esse grupo era bem variado, dos 6 aos 12 anos de idade, além de alguns educadores. 


Sem problema: todo mundo era bem animado, e foi muito legal conversar com eles, contar como é ser escritor e ficar sabendo que vários também escrevem histórias e poemas.



Por fim, nos dias 25 e 26 de maio aconteceu o NitComics, quando eu e a Cristina Pezel, minha companheira nos eventos do grupo Fantasia Brasil, levamos nosso trabalho para expor no Praia Clube São Francisco.



Embora mais voltado para os quadrinhos e quadrinistas, o evento trouxe uma oportunidade de interagir com o público, o encontro com alguns amigos e a surpresa de ver ali vizinhos, conhecidos e antigos colegas da minha filha.



E, dentre essas surpresas legais, teve a do menino que correu para comprar "Anna e a Trilha Secreta", que ele tem de ler na escola (assim fiquei sabendo que o livro foi adotado de novo no Salesiano!) e a do rapaz que comentou ter comprado um livro da Editora Wish sobre contos de fadas. Ele mal acreditou quando lhe contei quem fez o prefácio. ;) 


Enfim, maio trouxe ótimas oportunidades de estar com o público, de conversar, de mostrar meu trabalho. Foi um ótimo "esquenta" para os próximos meses, nos quais teremos muito agito e incríveis novidades. Palavra de lobo -- ou, como dizem uns personagens muito gracinha da minha amiga Cláudia Du, juro pelas estrelinhas!

Continuem comigo! Eu chamo vocês. 

quarta-feira, setembro 19, 2018

Mediação e Literatura Fantástica na Biblioteca Parque

Pessoas Queridas,

Depois do nosso encontro com Verne e Wells, voltarei à Biblioteca Parque no dia 21 de setembro para bater um papo sobre Literatura Fantástica com mediadores de leitura e interessados em geral.


Além de debater a respeito do gênero, sua origem, desenvolvimento e relação com mitos, contos de fadas e a literatura infantojuvenil, vamos falar um pouco sobre as sagas como Harry Potter, Percy Jackson, O Senhor dos Anéis, o porquê de elas terem despertado tantos jovens para o prazer da leitura e como podemos trabalhar no sentido de incentivá-los e de ampliar seus horizontes.

A Biblioteca Parque fica na Praça da República s/n, Centro, pertinho do Shoping Niterói. Apareçam!

domingo, abril 02, 2017

Sobre Andersen



Três nomes (que na verdade são quatro) nos vêm imediatamente à cabeça quando o assunto é conto de fadas. O de Charles Perrault, cujas Histórias da Mamãe Gansa foram um grande divisor de águas na literatura do gênero; o dos Irmãos Grimm, Jakob e Wilhelm, compiladores e divulgadores do folclore germânico; por fim, o de Hans Christian Andersen, cujas narrativas, impregnadas de emoção e lirismo, se distinguem por seu caráter autoral e muitas vezes autobiográfico.

A humildade e a tragicidade dos personagens de Andersen encontram ecos na trajetória do autor. Nascido em 1805 nos subúrbios de Odense, Dinamarca, filho de um sapateiro e de uma lavadeira, Andersen foi uma criança frágil, dotada de imaginação vívida e de uma sensibilidade que o acompanharia durante toda a sua vida. Nas autobiografias que escreveu em 1832 e 1846, ele relata sua infância pobre, falando sobre o prazer que encontrava confeccionando bonecas e fantoches e o sonho de se tornar um cantor, o qual o levaria, aos 14 anos, a embarcar rumo a Copenhagen para tentar iniciar uma carreira. Foi lá, três anos depois, que ele começou a escrever peças teatrais (todas rejeitadas por críticos e produtores) e teve a chance de receber alguma educação formal, quando Jonas Collin, um dos diretores do Teatro Real, fez dele seu protegido e o enviou a um colégio e depois à universidade. Seu padrão de vida melhorou bastante depois disso, mas Andersen jamais deixou de se queixar dos sofrimentos de sua vida pessoal, desde as constantes dores de dentes (que parecem tê-lo perseguido ao longo de toda a adolescência e idade adulta) até a incompreensão de que julgava ser vítima por parte de seus pares.

As primeiras publicações de Andersen foram um relato de viagem e alguns poemas esparsos, além da autobiografia romanceada A História de Minha Vida. Depois disso, ele se voltou para os contos, publicando, em 1935, um opúsculo que intitulou Contos Contados para Crianças e que continha, entre histórias menos conhecidas, a deliciosa A Princesa e a Ervilha. Tal como os Grimm, Andersen foi censurado pelo seu estilo, julgado demasiadamente coloquial para a época, e pela moral de alguns contos, que seriam inadequados para crianças; no entanto, o público infantil parecia adorar tanto as histórias como seu autor, e, ao ser aplaudido em locais como Londres e Weimar, Andersen se assegurou de que estava no caminho certo. Embora continuasse a escrever para adultos - uma das novelas mais conhecidas é O Improvisador, cuja ação decorre na Itália - ele publicou uma série de livros infantis, que eram lançados a cada ano perto do Natal e que incluíam tanto contos populares, ouvidos por Andersen quando criança, quanto obras autorais. A Sereiazinha, Os Sapatos Vermelhos, A Nova Roupa do Imperador, O Patinho Feio e O Rouxinol do Imperador da China são apenas alguns dos títulos que saíram de sua pena e que angariaram fama e reconhecimento para o autor.

Várias características separam os contos de Andersen da obra de Perrault ou dos Irmãos Grimm. Em primeiro lugar, ao contrário do francês e dos alemães, o dinamarquês não apenas deu uma forma ao material já existente na tradição oral e literária, mas criou suas próprias histórias; só uma minoria delas tem raízes na tradição folclórica, como parece ser o caso de O Isqueiro Mágico. Além disso, os personagens de contos de fadas costumam ser arquetípicos, dotados de uma personalidade que pouco varia de acordo com a história, ao passo que os de Andersen são complexos, refletindo as ansiedades, as contradições e as fantasias do autor, de quem, muitas vezes, funcionam como alter ego. O Patinho Feio, por exemplo, traduz a inadequação social e o desejo de reconhecimento de Andersen (um tema também presente em O Improvisador e recorrente em sua obra), enquanto o sofrimento da Karen de Os Sapatos Vermelhos, da Pequena Vendedora de Fósforos e da Sereiazinha seria, para alguns críticos, a expressão do princípio cristão de transcender a dor e renunciar às recompensas terrenas para buscar as de um outro mundo. De qualquer forma, seja naqueles contos cujo final se pode dizer infeliz, seja naqueles onde a jornada do herói ou heroína conduz à superação do obstáculo e ao sucesso, o Bem sempre acaba por triunfar contra o Mal e a adversidade, reforçando os valores éticos e morais que o próprio Andersen afirmava ser seu desejo sublinhar nas histórias.

Assim como eu, que me recuso a narrar, seja para que platéia for, A Pequena Vendedora de Fósforos (seguramente a história que, até hoje, mais me fez chorar), a consagrada escritora de fantasia e ficção científica, Úrsula K. Le Guin, declarou que "detestava as histórias de Andersen com final infeliz", mas que não conseguia deixar de retornar a elas ou pelo menos de lembrá-las. Talvez a possibilidade de redenção oferecida por esses finais seja o que atrai os leitores; ou talvez esse fascínio se deva ao estilo de Andersen, essencialmente romântico, mas ao mesmo tempo dotado de uma cor e de uma vivacidade especiais. Seja como for, ao falecer, em sua casa, em 1875, o menino pobre de Odense havia percorrido um caminho tão espetacular quanto o de seus personagens, e deixado um valioso legado: as suas histórias, sonhos tornados em palavras, que vêm povoando a mente e o coração de crianças e adultos ao longo de gerações.

sexta-feira, janeiro 13, 2017

Ana Lúcia Merege : Uma Aventura Editorial

      As fotos podem não estar muito boas, mas esses são os cadernos que mantenho desde 2002, com o título coletivo Ana Lúcia Merege: uma aventura editorial. Neles registro tudo que aconteceu desde que decidi me mexer para fazer acontecer minha carreira literária, nem que fosse de forma discreta e modesta. caderninhos.



        
        Nesses cadernos registrei os primeiros passos da criação do blog A Estante Mágica de Ana, que existe desde 2002, os contatos com editores, a interação com escritores no antigo Orkut, as primeiras participações em coletâneas, os livros independentes, os contratos; e também as palestras, os lançamentos, os encontros, as Primaveras Literárias e Bienais. Não é uma carreira assim tão movimentada, por isso vários anos cabem num caderno. O terceiro começa agora, em 2017.



         Talvez vocês achem que não é grande coisa, mas para mim esses cadernos significam muito. É o registro de quanto trabalhei e me empenhei para fazer minha carreira acontecer. Então, quando sinto desânimo ou duvido de mim, olho pra eles e vejo o longo caminho que já percorri e quanta coisa boa pode ainda haver pela frente.

quarta-feira, setembro 28, 2016

Entrevista com Ana Lúcia Merege no Jornal O Estado do Rio de Janeiro


Pessoas Queridas,

Saiu uma entrevista muito legal com a Anny Lucard sobre meu trabalho literário, planos para o futuro, organização de coletâneas... Enfim, o que faço e pretendo ainda fazer no âmbito da Literatura Fantástica.

Para quem quiser, o link está aqui.

sexta-feira, julho 17, 2015

Apresentando Yukiko e os Sete Ninjas




Pessoas Queridas,

Hoje começa o segundo final de semana da Anime Friends, e a Editora Draco lá estará com todo o seu catálogo, inclusive Excalibur e os livros de Athelgard. Mas os personagens que eu quero apresentar hoje são muito diferentes: os protagonistas do meu conto na coletânea "Samurais x Ninjas", que está sendo lançada pela Draco no evento, juntamente com "Kaiju" e "Boy´s Love 2".

O conto é uma releitura bem-humorada do conhecido conto de fadas "Branca de Neve" em que os Sete Anões são substituídos por um honrado bando de ninjas: Taro, Oni, Genji, Sakura, Juchin, Kagano e Gyoza. Todos protegem a doce Yukiko da sua malvada madrasta, Madame Tempura, uma envelhecida diva do Kabuki.

Para saber mais sobre o conto, clique aqui. Para encomendar o livro, caso não vá ao Anime Friends, entre em contato com a Editora Draco!

sábado, julho 04, 2015

Pré-Venda: Samurais X Ninjas



Pessoas Queridas,

Já está em pré-venda a coletânea "Samurais X Ninjas", da qual participo com um texto bem-humorado: uma recriação de um conhecido conto de fadas, intitulada "Filha da Neve e os Sete Ninjas". Nele, a bondosa e ingênua Yukiko tenta escapar das garras da diva do kabuki (e sua madrasta), Madame Tempura, contando com a ajuda de seus amigos Taro, Oni, Juchin, Sakura, Kagano, Genji e Gyoza. :)

Quem quiser conferir esse meu trabalho off-Athelgard e ler vários outros contos bacanas pode acessar o site da Draco. Neste momento o livro está na fase de pré-venda, será lançado no Anime Friends, que começa no dia 10 de julho em São Paulo. Passem lá se puderem, vai haver outros lançamentos muito legais!


quarta-feira, abril 02, 2014

Hans Christian Andersen



Pessoas Queridas,

Hoje é Dia Internacional do Livro Infantil, data escolhida para homenagear o aniversário de nascimento de Hans Christian Andersen. E com justiça, pois o escritor dinamarquês nos transmitiu um legado de centenas de páginas maravilhosas, boa parte das quais destinadas às crianças.

Ao contrário de Perrault e dos Grimm, Andersen (1805-1875) provinha de uma família humilde. Seu pai, embora pouco instruído, gostava de ler, e parece ter sido ele que inculcou no filho o gosto pela literatura, através de obras como "As Mil e Uma Noites". O jovem Hans, porém, cedo ficou órfão de pai e passou por várias dificuldades, incluindo a passagem por uma escola onde, a pretexto de formar seu caráter, o mestre não apenas o humilhou como o desencorajou a escrever. Isso o fez passar por um período de depressão, mas - como diria Nietzsche - deve também ter servido para torná-lo mais forte.

Mais tarde, Andersen não apenas relataria esses anos sombrios numa autobiografia - publicada em 1832 - mas também usaria suas lembranças para escrever os mais belos e sensíveis dentre seus contos. Neles, muitas vezes, coisas más acontecem a seres puros e bons como “O Patinho Feio”, a “Pequena Sereia” e “A Pequena Vendedora de Fósforos”. Essas histórias comoventes costumam levar seus leitores às lágrimas, mas muitos críticos as consideram fascinantes, impregnadas de uma força redentora que compensa os sofrimentos do herói/heroína.

Em 1830, Andersen já declarava sua intenção de publicar um ciclo de contos populares dinamarqueses, e em 1835, após um pequeno livro chamado “Contos Contados para Crianças”, tinha três volumes de contos de fadas no prelo. Nessa época, seus contos, embora criticados pela imprensa, já eram bastante lidos pelo público infantil, e em Weimar e Londres ele alcançou o sucesso que não tivera na Dinamarca.

Também ao contrário de Perrault e dos Grimm, Andersen reivindicava a autoria de seus contos, embora admitisse que alguns eram inspirados pelas histórias que ouvira na infância. De fato, embora os estudiosos tenham apontado o eco de contos populares em sua obra, elas não são versões escritas de narrativas tradicionais. Ainda assim, ele é considerado como um dos principais nomes do conto de fadas, não o canônico - que deveria ser anônimo e não autoral - mas o literário, no qual os motivos e narrativas universais são retomados e transformados pelo gênio e pela criatividade do artista.

sexta-feira, agosto 17, 2012

Oficina "Os Contos Maravilhosos"


Pessoas Queridas,

Venho divulgar mais uma oficina ministrada por minhas amigas Deka e Sonia: a Oficina de Contação de Histórias "Os Contos Maravilhosos",. Vai ser aqui no Rio e vale muito a pena para quem se interessa pelo tema.

Eis o programa:

- Os Contos Maravilhosos: Contos de Encantamento e Contos de Fadas
- Onde os contos surgiram / Origens / Fontes
- Como chegaram até nós / Tradição Oral / Compiladores
- Características dos contos
- Leitura de textos didáticos e literários
- Atividades lúdicas / Dinâmicas de grupo
- Estrutura e Características dos Contos Maravilhosos
- Contação de narrativas
- Bibliografia
- Entrega de certificados

E aqui as informações:

Local: Sede do Lyons, na Rua Silveira Martins, 80 - Rio de Janeiro(entrada pela rua do Catete, Praça do Poeta)

Dia: 22 de agosto de 2012 (quarta-feira)

Horário: das 14:00 às 17:00 horas

Investimento: R$80,00

Inscrições:

Sonia Sampaio (sonia.sampaio@oi.com.br)
Fone: (21) 2551-3572

Deka Teubl (dekateubl@yahoo.com.br)
Fone: (21) 3237-7237

.....

Dado o recado, aproveito para dizer que ando sumida daqui, mas não se trata de negligência nem falta de ideias. É a vida, somada aos ossos de todos os meus ofícios. Mas deixem lá, que em breve haverá novos posts e notícias pra vocês. Aguardem!

Abraços a todos e até breve!


quinta-feira, junho 02, 2011

Eu Acredito: os selecionados


Pessoas Queridas,

O organizador da antologia Eu Acredito: Fadas e Duendes, Marcelo Paschoalin, divulgou ontem à noite a lista de contos aprovados. Foi uma difícil escolha entre mais de 30 textos, a maioria de boa qualidade literária e todos, sem dúvida, escritos com o coração. Aos participantes, obrigada!

Estes são os contos que se juntarão aos do organizador e aos das duas convidadas, Georgette Silen e eu:

- O duende amigo, de Fernando F. Fasoli
- Tricksters, de Tatiana Ruiz
- Crenças que fazem a diferença, de Milena Cherubim
- O ladrão da chuva, de Felipe Leonard
- O eco dos sinos, de Kamile Girão
- A morte secreta dos sonhos roubados, de Valentina Silva Ferreira
- Melodia dos aflitos, de Carol Chiovatto
- Suspiros, de Willian Rabelo
- Jornada ao arco-íris, de Mariana Albuquerque
- O sabor da queda, de Thiago de Paula Cruz
- Os últimos, de Daniel Cavalcante
- Um lugar seguro contra Eles, de Celly Monteiro e Yane Faria

Os textos estão sendo encaminhados à revisão, e eu começarei em breve a lê-los para escrever um prefácio. Portanto... leitores de LitFan, amigos do Povo Pequeno, aguardem notícias para breve! :)

Abraços a todos!

segunda-feira, janeiro 24, 2011

Eu Acredito: nova antologia sobre Fadas e Duendes!


Pessoas Queridas,

Semana passada, deixei, pra quem me segue no Twitter, uma dica a respeito de um convite feito pelo escritor Marcelo Paschoalin. Agora, estou aqui para divulgá-lo e estendê-lo a todos vocês:

Que tal entrar conosco no círculo mágico das fadas e duendes?

A iniciativa é uma parceria entre o Marcelo, que será o organizador da antologia (bem como autor da capa) e a Editora Literata. Georgette Silen figura como autora convidada e a prefaciadora é esta que vos fala. O livro trará, além dos nossos contos, mais 12 a serem escolhidos por meio de seleção, sem qualquer ônus para os autores.

Para participar, o primeiro passo é clicar aqui, onde estão todas as regras e prazos da antologia. Depois disso, o que vale é a inspiração e a vontade de contar uma boa história... envolta na antiquíssima e fascinante magia do Povo Pequeno.

Esperamos vocês!

domingo, outubro 24, 2010

Frio na Barriga: o Lançamento Carioca dos Contos de Fadas



Pessoas queridas,

A maioria de vocês sabe que já lancei livros independentes, dois dos quais tiveram tardes de lançamento. Além disso, participei do evento que lançou os primeiros volumes da coleção Imaginários, iniciada com um bate-papo muito concorrido. Todas essas foram boas experiências, mas nada que se compare ao que senti nos dois lançamentos de O Conto de Fadas, ao lado do Marco Haurélio e de seu Breve História da Literatura de Cordel.

Em Sampa, no dia 5, a prévia já foi animadora. A maior parte das pessoas que compareceram eram convidadas do Marco, mas contei com a presença de alguns amigos maravilhosos: meus "sobrinhos do coração" Rodrigo Sérvulo e Raíssa Alonso, Janaína Bonassi e a sempre linda Gabi, minha amiga cronista Andréa Migliacci e, como a grande surpresa da noite, o impagável Adriano Siqueira. Foi uma noite gratificante, mas... foi apenas o começo.

No dia 21, depois de ter recebido a ajuda de inúmeros amigos para divulgar o evento, lá fui eu, com Luciana a reboque, para o Centro do Rio. Estava com um tremendo frio na barriga, não apenas de ansiedade, mas de medo que a falta de luz que atingia várias ruas acabasse por atrapalhar ou até cancelar o lançamento. Felizmente, a Sete de Setembro estava iluminada, e a Livraria da Travessa linda e elegante como sempre!

O lançamento teve lugar no subsolo, uma sala bem-iluminada e aconchegante onde ficam, entre outros, os livros infantis e a HQ. Luciana foi chegando e já tomando posse de alguns livros e eu me sentei para esperar ao lado do João. Pouco depois chegou o Marco Haurélio, acompanhado da Rosa, da Editora Nova Alexandria. E, alguns minutos antes das cinco, nossa primeira convidada: Maya Blannco, do blog Contos e Folhetins!

O jovem autor Willian Nascimento também foi um dos primeiros e se enturmou com o Marco Haurélio, falando de Literatura. Pouco depois apareceu Anny Lucard, dos Contos Sobrenaturais, trazendo-me um dos CDs produzidos em seu programa e acompanhada por um amigo queridíssimo, o Thiago Paranhos, que, junto com a Raíssa e o Rodrigo, vem acompanhando desde o início a saga do Castelo das Águias. Nesse meio-tempo, o pessoal da Biblioteca Nacional começou a chegar, não apenas os colegas de sala e mais dois ou três que eu esperava, mas pessoas que nem imaginava que apareceriam.

Fiquei comovida com a Carmem, uma senhora que tem problemas com o joelho e, sem ter conseguido táxi. caminhou até lá, com a maior dificuldade; e com a Rosângela, que trabalhou até mais tarde no dia anterior para poder me dar um abraço. Isso, claro, sem desvalorizar a presença dos outros, muitos outros na verdade, que passaram por lá. Alguns me cumprimentavam, compravam o livro e saíam rapidinho; outros ficavam batendo papo com os colegas ou olhando as estantes. Aliás, foi o que fizeram mais dois amigos escritores, o Lucas Rocha - futuro bibliotecário - e a Vânia Vidal, do blog Além da Borda.

Enquanto isso, Gláucia, do site Na Jangada, conversava animadamente com o Marco Haurélio e seus convidados, entre os quais o escritor Fábio Sombra. Minha família chegou, e Luciana ganhou companhia para procurar o Wally: seus primos Lucas e Marina. Mais para o fim apareceram algumas amigas da Yoga e nosso professor, o Daniel, bem como minha sobrinha do coração mais riponga, a Renata Rodrigues. E, para coroar a noite, a contadora de histórias Deka Teubl, que divulga incansavelmente Os Contos de Fadas desde a primeira versão.

Eu poderia me alongar ainda mais falando sobre essa noite e seus momentos divertidos - o Marco e eu disputando a mesma caneta, as meninas da BN abusando do vinho tinto, o susto do meu primo Rogério ao ver um segundo Lucas refletido no espelho. Podia também falar do sorriso do João ao ver como todos me cumprimentavam, e do momento em que quase chorei quando a Liana, uma das diretoras da BN, afirmou que meu pai devia estar ali, vendo tudo aquilo e sentindo o maior orgulho já que ele era meu grande fã. Mas não tenho como expressar em palavras a emoção que senti naquela noite.

A quem participou, a quem apoiou, a quem torceu por mim - muito, muito obrigada. Esse foi um dos momentos mais gratificantes da minha carreira como escritora.

E, graças ao carinho de vocês, da minha vida.

Até a próxima!

Ana