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sexta-feira, 14 de janeiro de 2022

Anos 60 em Portugal, tempos de miséria e de ditadura...



 

Nos anos 60 e antes, Portugal era um país muito pobre. A miséria reinava ali junto com uma ditadura, onde não existia liberdade de expressão. Os salários eram muito baixos e tudo era muito caro. As crianças andavam descalças e as mulheres também, os homens menos.
A vida era muito difícil. Não havia água, nem eletricidade na maioria das casas, nem casa de banho Lembro-me de quando meu pai costumava me contar sobre ir à escola nas manhãs de inverno, com os pés gelados. também me tinha dito que os primeiros sapatos que teve foi quando foi passar o exame da quarta classe. 
E há quem diga que esses tempos eram bons tempos. 
Eram tempos duros e espero que nunca voltem.
E podia falar de muito mais...


domingo, 28 de novembro de 2021

Ela levava nos seus ombros um peso enorme....



 

Ela levava nas   mãos tudo o que tinha na vida. Numa das minhas caminhadas aqui à volta do bairro onde vivo, ia uma mulher à minha frente. Quem a visse podia pensar que vinha das compras com seus sacos cheios. Tinha três sacos não muito grandes. Ela era magra com calça de jean, um casaco de lã maior que outro casaco que tinha por cima e a agasalhava mais do frio. Umas botas pretas altas cobriam-lhe a perna toda até o joelho. Enquanto ia atrás dela pensei no que ela podia estar a pensar. E fiquei triste. Ela ia dum passo seguro, para não mostrar que não tinha para onde ir. Só a vi de costas. Ela levava nos seus ombros um peso enorme duma vida não vivida, de sonhos não realizados, dum futuro cinzento e incerto. Com o tempo a arrefecer espero que ela encontre algum sítio quente para  se aquecer. Alguém que lhe dê uma bebida ou uma sopa e a ajude a sair da rua. Desejo que consiga de novo reencontrar um pouco da sua vida.


sexta-feira, 5 de março de 2021

Inquietação



 

inquietação, inquietação

cansaço, saturação

mundialização,

mobilização,

capitalismo,

esclavagismo,

desemprego,

precariedade...



Uma sociedade feita assim para manter um povo calado, preocupado com o dia de amanhã. 

Um povo esperando que tudo lhe venha cair na mão sem nada fazer, sem lutar por uma vida

 melhor. Governos criando pandemias; partidos preocupando-se pelo casamento de 

homossexuais; professores manifestando contra avaliações,deixando para trás o que 

interessa mais ao povo. Porque o que o povo precisa é saúde, alimentação, dinheiro, 

educação...Então falem de saúde e deixem esse sistema dos ricos e dos pobres. Procurem 

harmonizá-lo e que haja só UM serviço de saúde, gratuito para todos. Dinheiro : que a Europa 

seja a mesma para todos... ou somos cidadãos europeus  ou não. A alimentação em Portugal

 não é mais barata que em França e em França o salário mínimo está acima de mil 

euros/mês. E esta pandemia que faz correr tanta tinta. Me parece que as vacinas ainda vão 

ficar de lado e para o ano os governos vão ter de fabricar outro vírus, outra pandemia para

 tentarem vender esse veneno que eles querem injetar.

Escrevi este texto em  16/11/2009


domingo, 22 de novembro de 2020

Se as palavras fossem minhas..




se as palavras fossem minhas

mataria a fome e a guerra
pelo este mundo fora

se eu mandasse na chuva
faria correr rios de água
no deserto

se o sol fosse meu
brilharia nos olhos
de todas as crianças

se o mundo fosse meu
seria um mundo de amor
e alegria

Lena

domingo, 25 de outubro de 2020

Mudança de hora




 


Como todos os  anos, duas vezes, muda a hora. Uma vez para trás, outra vez para a frente. A primeira vez em França aconteceu em 1976. E em 2021 devia ser a última vez. Mas parece que irá continuar até um acordo entre os países.

Hoje mudou a hora e as 17 horas já estava a anoitecer. Os dias ficaram ainda mais curtos, menos luz, menos sol. Está bom para hibernar. Com o frio, a chuva, a neve e o gelo a chegar estamos a caminho de muitos dias em casa. 

Com este mau tempo, penso nos sem-abrigos, sem tecto, sem aquecimento, na rua, num banco público, debaixo dum caixote de papelão para se abrigar, sem comida, sem condições sanitárias, sem nada. Pessoas como nós,  sem ter o mínimo para poder viver com dignidade. E o lado disso vejo leis para proteger os animais, o que acho muito bem; mas deveriam se preocupar mais com as pessoas com poucos recursos, idosos, sem emprego, doentes, mulheres criando sozinha os filhos, precários, educação, saúde, habitação com condições.

Precisando de ajudas do estado para sobreviver, precisando do trabalho precário, aceitam tudo sem criticar, não dizem não. Não podem dizer "não". Mesmo se o mínimo que recebem não chega, sempre é melhor que nada. 
Só que não deveria assim ser; é intolerável aceitar ser remuneradas com migalhas. 

E o lado disso pessoas recebem milhões. 

Dois "mundos" diferentes coabitam neste país. 

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Deixem-me !

Hoje estou furiosa,
 deixem me tranquil
com a minha solidão
quero meter a cabeça dentro da areia
não quero ver, nem ouvir, nem ler
estou farta disto, das noticias diárias
só desumanidade, atrocidades,
 vidas estragadas, sem futuro
idosos despejados como lixa para a rua
os jovens que emigrem,
os doentes não adoecessem,
porque não há dinheiro para o tratamento
e os outros que se lixem
estou farta disto
deixem-me !

terça-feira, 28 de abril de 2009

Extrema pobreza


Uma criança a chorar
por ter fome
as lagrimas da mãe
olhando pelo seu filho
faminto, denutrido, doente
fica ali demunida
face a situação.

E nos que fazemos ?
Nada
ja nem se reage
é banalidade.