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Inclusão - Uma Realidade que os números não mostram

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  O ser humano é um ser único com o seu conjunto biológico e seu contexto social. A diversidade humana é bastante rica e, ao mesmo tempo, pode ser complexa, principalmente, quando a característica da diferença que tratamos é uma deficiência. Por mais que evoluamos com tecnologias avançadas o olhar para uma pessoa "diferente” continua existindo. A diversidade humana com todo o seu diferencial é bem discutida no meio educacional nos dias atuais e, segundo Mantoan (2003) “ está sendo cada vez mais desvelada e destacada e é condição imprescindível para se entender como aprendemos e como compreendemos o mundo e a nós mesmos” . No entanto, a maioria das instituições brasileiras não está preparada para trabalhar com as diferenças de uma deficiência. Buscam apoio nas secretarias de educação que devido à falta de estrutura e de pessoal, na maioria das vezes, não conseguem suprir as necessidades de suas unidades escolares que lançam sobre os professores a responsabilidade de arcar com os al...

A 1º menstruação

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Quando Tudo Começou Em uma manhã nublada e fria, acordei com uma dor muito forte no abdômen, seguida de tontura e um mal-estar horríveis e uma certa sensação gostosa no "meio das pernas". Mesmo assim, fui me refrescar com um banho. Ao terminar, me vesti e me aprontei para o colégio. Ao sair do banheiro, lembro-me que tudo ficou claro demais. Não enxergava nada! Meu corpo ficou anestesiado. Quando dei por mim, estava esticada no chão do banheiro com uma sensação de calor extremo, gemia tanto chamando pela minha mãe, que veio rápido e me levantou colocando uma pitadinha de sal em minha boca (segundo os antigos é para levantar a pressão cardíaca). Eu havia desmaiado. Ao me restabelecer, minha mãe disse que deveria ser a tal “regra” a responsável pela queda de minha pressão, acrescentando: - Agora você vai ser uma mocinha! Todo mês vai receber a visita do “seu Chico” (minha mãe se refere à menstruação dessa forma até hoje!).  “Quando a menina entra na puberdad...

Devasso Coletivo

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Andando em um coletivo no centro do Rio de Janeiro, fiquei a observar todas as pessoas que minha vista podia alcançar, as donas de casa estendendo roupas, as crianças correndo de um lado para o outro, trabalhadores na correria para o trabalho, os automóveis conversando em uma competição mútua pela chegada a um ponto qualquer, casas pedindo socorro pelo estado crítico que se encontram, ruas gritando chuva pelo ardor do sol em sua superfície, cachorros a míngua, passageiros dormindo e eu ali... assistindo a tudo isso.  Confesso que meu coração palpitava de satisfação pela vida que vivo. Entretanto, mesmo em plena movimentação meu instinto estava acordado. Fixei o olhar em uma mulher que o seu comportamento demonstrava algo diferente, fitei meu olhar sobre ela e percebi que seu corpo transparecia algo além do que os olhos podiam ver. Seu ego parecia manter um monólogo interior querendo entender o porquê que mesmo na turbulência de uma cidade grande e no calor que estava...

Entreabertas

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No coletivo, ela parou ao lado dele com as pernas entreabertas ele subiu olhar devagarinho contemplando aquela visão... Seus pés na sandália eram perfeitos! Suas unhas desenhadas acompanhavam o contorno dos dedos, A calça jeans justa ao corpo delineava a curvatura de suas pernas sinuosas encaminhando-o até a virilha, onde seus olhos pararam no fecho... A mulher, ao ver aquele homem, ficou sem ação, notou que virou objeto de desejo dentro de um coletivo. Assim que pode, saiu de perto daquele espécime humano que a devorava com seu olhar como se fosse sua presa e se sentou após uma passageira sair de seu lugar. Aquele homem cheio de desejos teve que se contentar, agora, com as pernas cruzadas da tal mulher que trancou o objeto que tanto desejava. Assim, viajou tranquilimente até seu destino e não foi mais incomodada pelos olhares importunos daquele homem.

Rapidinhas

Era uma tarde chuvosa e sem nenhuma expectativa,  Lá estava Anne se arrumando para trabalhar. Após um longo banho, foi para seu quarto se aprontar.  Sentou-se na cama e dali seus pensamentos se soltaram para bem longe,  tão longe que esqueceu que tinha que ir para o trabalho.  Sua mente estava em alguém fora de sua realidade,  alguém que jamais poderia estar ali, ao seu lado naquela humilde casa.  Alguém que só aparecia para as famosas rapidinhas,  saidinhas como a de semana passada: Um toque no celular,  um "oi, estou com saudades...Podemos nos encontrar? " e pronto! Lá estava ela toda linda, cheirosa, maravilhosa! - como ele dizia. E Anne se deixava levar por aqueles encantos,  afinal, ele era muito Homem!!! E ela adorava ficar com ele,  pareciam feitos um para o outro, eles se encaixavam tão bem!  Ou será que era só ela que enxergava desse jeito? Talvez... A questão é que ele só a chamava quando queria diversificar, provar um...

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