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quarta-feira, 11 de maio de 2022

Assim vai a arte



Vai longe o tempo em que as obras de arte se adquiriam por gosto estético, por empatia cultural e, maioritariamente, sem ter em conta a eventual valorização do objecto. Hoje, na prática, quase tudo se compra no propósito de investimento e ganhos futuros. Esta serigrafia de Andy Warhol, semelhante a uma série de mais 4 que só diferem nas cores, atingiu um recorde, neste início do século XXI. Representante icónica da Pop Art, ultrapassou o anterior valor máximo de obra de arte, em leilão, que pertencia ao quadro Les Femmmes d'Alger, de Picasso, que também a Christie´s vendera, em 2015, por 170 milhões de euros.
A obra de Warhol foi arrematada por um conhecido galerista norte-americano (Larry Gagosian) e, o único aspecto que eu, subjectivamente, considero positivo, é que o montante apurado na venda será destinado à criação de sistemas de apoio de prestação de cuidados de saúde para crianças e programas educacionais.
Valha-nos, ao menos, isso!

segunda-feira, 29 de novembro de 2021

Impromptu 58


Com alguma frequência nos dão conta que, por trás de uma antiga pintura conhecida, através dos raios-x, se revelam e escondem traços e esboços anteriores, e até mesmo outras cores que revelam as dúvidas iniciais do seu autor para atingir a versão final, ne varietur da obra. 
Este pequeno vídeo de 1955 ilustra, até certo ponto, as variações por que passou a imaginação do pintor até ao seu resultado final. Mérito de Picasso (1881-1973), certamente, muito bem secundado pelo realizador Henri-Georges Clouzot (1907-1977), neste seu trabalho.

domingo, 14 de novembro de 2021

Uma fotografia, de vez em quando... (152)



Bastaria talvez o icónico e célebre retrato de Winston Churchill, aparecido na revista Life, em 1941, para tornar conhecido o fotógrafo Yousuf Karsh (1908-2002). Nascido na Arménia, cedo se fixou no Canadá onde veio a aprender a sua profissão com um tio, já lá estabelecido e radicado. Para além do retrato do estadista inglês, são de referir os de De Gaulle, Picasso, Nehru e Hemingway, pelo menos.




Esses trabalhos, além de muitos outros, associaram-no à qualidade de destacado retratista profissional. São dele, estas palavras claras e significativas sobre a sua arte: "O fascínio interminável pelas pessoas que fotografo reside naquilo a que chamo a sua força interna. Faz parte do segredo de difícil descrição que se esconde dentro de cada um e a tentativa de captá-lo em filme tem sido o trabalho da minha vida."





domingo, 15 de julho de 2018

As borboletas da net (e aí vai mais um poste "elitista" e politicamente incorrecto)


É escusado fantasiar ou iludirmo-nos: muitas das anódinas visitas, ocasionais, vêm ao Arpose por causa das imagens, não por causa dos textos. O bing é pobre em iconografia, o pintrest é um plagiador pimp de imagens alheias, o Google é um conservador inato e estandardizado...
Por isso, quando um brasileiro vem ao Blogue para centrar a sua atenção no poste sobre o "Bestiário de Da Vinci", ou um americano clica num poste de parabéns, eu sei que vieram pela imagem da Senhora com um Arminho, e pelo desenho de um gato de Picasso, mas o texto que acompanha essas imagens pouco lhes interessa. A América Latina também é muito atraída pela fotografia de uma Santa com barbas (Wilgefortis) o que só demonstra o lado animista africano que subsiste nas Américas do Sul e do Norte. Mas também as botas de um quadro de Vincent van Gogh, que encimam necessariamente e a propósito uma transcrição de Heidegger, colhem a atenção dessas muitas borboletas que circulam pela net. Heidegger deve ser, para essas mariposas néscias, apenas um nome esquisito. Só o insólito e extravagante das imagens as desinquieta, da sua inércia ignorante e boçal.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Uma fotografia, de vez em quando (42)


Nascido em Zurique, em 1933, o fotógrafo René Burri, que vive presentemente em Paris, começou por trabalhar, como documentarista, nos Estúdios Disney, nos anos 50. Em 1959, passou a dedicar-se, por inteiro, à fotografia, colaborando nas revistas Paris Match, Look e Stern.
São conhecidas as suas inúmeras fotos de Che Guevara, tiradas em 1963, numa sessão intensa de 3 horas, que ele diz que foram uma espécie de bailado que fez, em volta do revolucionário cubano, que fumava sucessivos charutos, sempre irrequieto na cadeira...
Mas tem também sugestivos retratos de Callas, Bardot, Giacometti, Picasso e Le Corbusier, bem como de gente anónima, que Burri fixou para sempre.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Picasso


terça-feira, 22 de outubro de 2013

Miscelânea para rematar o dia


Umas vezes, a gente procura, procura, e não encontra. Outras vezes, coisas curiosas vêm ter connosco.
Houve um tempo, na minha juventude, em que procurei saber tudo o que havia para saber sobre Stonehenge e, depois, sobre as esculturas colossais dos Moai, na Ilha de Páscoa. Mas não fiquei particularmente bem esclarecido.
Há dias, soube que o obelisco de 25 metros, da Praça de S. Pedro, no Vaticano, tinha vindo do Egipto para Itália, no tempo de Calígula. E que a lenda dizia que ele continha no seu interior as cinzas de Júlio César; outra história referia que o obelisco teria sido erigido, no Egipto, precisamente no local onde S. Pedro teria sido martirizado e morto...
E, hoje, inesperadamente, tive conhecimento que Picasso pediu muitas vezes a Eluard que desse títulos aos seus quadros. Vieira da Silva fazia o mesmo, mas com René Char.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Algumas pequenas curiosidades a propósito de Chagall


Dizem os estudiosos que, na obra de Marc Chagall (1887-1995), há pelo menos duas fases distintas: até à sua partida para Paris, em que predominam tons mais escuros e cores mais sombrias, e, depois, na Cidade da Luz, com o uso de cores mais vivas e claras, que ganham mais espaço nas suas telas.
Dele, dizia Picasso: "Não sei de onde ele tira aquelas imagens... Deve ter um anjo na cabeça." Descendente de uma família judaica, o lado visionário da pintura de Chagall parece originar-se numa natureza mística, explicação que, de algum modo, é corroborada pelo próprio Artista que referiu várias vezes ter visões, chegando a descrevê-las... Aliás, como Kafka, também ele judeu.
Em abono da curiosidade e da astrologia, registe-se que ambos (Kafka e Chagall) tinham outra coisa em comum: eram os dois do signo do Caranguejo (ou Cancer) e, até, do mesmo decanato. Kafka nasceu a 3 de Julho (1883) e Chagall a 7 de Julho (1887).

Nota: o primeiro quadro, em imagem, intitula-se "Anunciação" e o segundo: "Introdução ao Teatro Judaico". Foram ambos pintados, ainda, na Rússia e pertencem, assim, à dita primeira fase da obra de Marc Chagall.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Uma pequena maldade de G. Braque


A propósito do seu amigo Picasso, que teria uma extraordinária capacidade para efabular e desenvolver, genialmente, alguma ideia inovadora dos seus confrades, Georges Braque (1882-1963) dizia que:
"Com Picasso é preciso ter cuidado, quando ele abre uma porta, absorve e fecha a porta atrás dele."
(Citado por Adrien Maeght, em Le Nouvel Observateur, nº 2551.)

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Uma fotografia, de vez em quando (14)


Seria imperdoável que, nesta rubrica, não se fizesse referência a Robert Capa (1913-1954), pseudónimo do húngaro Friedmann Endre Ernõ, de ascendência judaica, e um dos fundadores da agência Magnum. É, provavelmente, o mais célebre dos fotógrafos de Guerra, tendo coberto a Guerra Civil de Espanha, a II Grande Guerra, a 1ª Guerra da Indochina, onde viria a morrer, na sequência de um rebentamento de mina.
Mas também fotografou a Paz, como se pode ver pela magnífica foto de Picasso e Françoise Gilot. Na segunda fotografia, em plena II Grande Guerra (1944), Capa surge na companhia de Hemingway, de quem era amigo.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Arte e especulação


A tela "Le Rêve", de Picasso, pintada em 1932, retratando Marie-Thérese Walter, é por excesso e desmesura o melhor exemplo da especulação criada em volta de uma obra de arte. A pintura, com sugestões ligeiramente eróticas, teve, em menos de 70 anos, cinco possuidores, cada um deles obtendo, em venda, um lucro astronómico e substancial. Senão vejamos a evolução vertiginosa do seu preço:
- 1941: 7.000 dólares.
- 1997: 44,4 milhões de dólares (vendido num leilão da Christie's).
- 2001: 60 milhões de dólares.
- 2006: 155 milhões de dólares.
Tirando a venda de 1997, todas as transações restantes foram ajustadas entre particulares.

domingo, 4 de agosto de 2013

Divagações 52


Nem a mancha (tempo? água?) na imagem ou fotografia lhe fez perder a juventude intacta. Uma franqueza sem defesa nem receio, uma perene ingenuidade natural que a atravessou por anos e anos...
A notícia veio-me de longe, inesperada, mas por voz fraterna e serena. Apagou-se uma memória que ultrapassava a minha e poderia, assim, elucidar-me sobre algumas dúvidas e mistérios. Que ficarão insolúveis.
Se falamos dos outros, ao telefone, foi apenas para melhor a situarmos, em tudo aquilo que foi. De simples, de bondade invencível, de confiança exacta em quase tudo aquilo que viveu.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

O Belo e o Feio


Sempre me interessou, em Arte, perceber o diálogo estético que se estabelece entre os extremos. O perfeito e o "bonitinho" têm sempre uma adesão simples e imediata, em detrimento do "feio" que, esteticamente, pode também ser "belo" - pese embora a contradição. Aí estão Bosch, Goya, Soutine, Bacon para prova desta minha afirmação, porventura polémica, no que em relação à Pintura diz respeito.
No jornal "Le Monde", de 27 de Abril de 2012, vem uma interessante entrevista ("Les monstres ont triomphé des dieux") com Jean Clair, historiador de arte e antigo director do Museu Picasso, em que este tema é abordado de uma forma singular e inteligente. Mas algumas afirmações de Clair são, também, polémicas. Por exemplo: "...a restauração das leis antigas da beleza veio sempre de regimes autoritários, ver ditatoriais - o nazismo e o estalinismo reclamam-se, por exemplo, duma estética fundada sobre a beleza clássica." (Tentadora, apesar de tudo, esta tese...)
Fiquemos hoje por aqui, mas tenhamos a humildade e tolerância para apreciar, esteticamente, o feio, uma vez por outra, a benefício da Arte, em geral.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

O preço da Pintura



Das cinco versões da série "Joueurs de cartes", de Paul Cézanne (1839-1906), apenas uma das telas, pintada em 1895, se encontrava em mãos particulares. Mais concretamente, na posse de George Embiricos, milionário grego, falecido recentemente. Foi por isso, principalmente, que o quadro mudou de dono - conforme noticiam os jornais e as revistas The Art Newspaper e Vanity Fair. Segundo esta última, a transacção teria tido lugar ainda em 2011. A compra terá sido feito pela família real do Qatar, possuidora de uma notável pinacoteca e dona do conhecido canal televisivo Al Jazeera. Os montantes envolvidos, embora não se saiba o número exacto, andarão muito próximo dos 228 milhões de euros. Assim esta tela , "Joueurs de cartes", de Cézanne, passa a ser a mais cara vendida, até hoje, ultaprassando em mais do dobro o quadro "Desnudo, hojas verdes y busto", de Pablo Picasso, vendido pela Christie's, em 2010, por 81 milhões de euros. Compra quem pode...  

sábado, 14 de janeiro de 2012

Pequena história (7) : Garrett


De Picasso, contava-se uma anedota semelhante, mas esta cena em que entra Almeida Garrett é mais antiga. O poeta tinha dentes postiços, usava peruca e, quando vestia calção e meia, utilizava também umas almofadinhas que lhe modelavam melhor a barriga das pernas. Era vaidoso, este aquariano.
Um criado ignorante, vindo da província, não habituado a estas mundanidades e falsidades da civilização, viu uma noite o patrão a despir-se. Ao ver Almeida Garrett a pôr os dentes num copo, o rapaz embatucou. Quando o poeta tirou o chinó, empalideceu. As falsas barrigas das pernas foram, para o criado, uma autêntica alucinação.
Garrett que se apercebera do alvoroço do rapaz, disse-lhe com o ar mais sério e grave deste mundo: "João, agora, desatarracha-me a cabeça e guarda-a no guarda-vestidos!"
O criado fugiu do quarto a correr, para nunca mais aparecer.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Dois anos, e relembrar Eugénio



Aqui há dois anos (11/11/2009), mais ou menos por esta hora e em Lisboa, numa subtil estratégia cúmplice, HMJ e ms abriram-me um blogue. Só me pediram um nome e eu displicentemente disse: Arpose. Na palavra, conjugavam-se onomástica e interesses subjectivos, meus. Contrariado, a princípio, lá fui trabalhando...
Mudando de registo: o postal de Eugénio de Andrade, na imagem, e que partilho neste dia de aniversário do Blogue, tem aqui a sua segunda aparição. Já constou do Prosimetron, Blogue amigo, aquando da minha iniciação local, nas "Escolha Pessoal 1", sobre o Poeta.
É uma partilha grata que dedico, hoje, a todos os que, diária ou bissextamente, nos vem visitar ao Arpose. Nos acompanham e estimulam a continuar.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Pinacoteca Pessoal 16 : Picasso


Penso que este quadro de Pablo Picasso (1881-1973) será, talvez, uma das últimas pinturas ditas de "intervenção" da Europa Ocidental, no século XX. Excluí, conscientemente, as Américas e a Europa Oriental, desta afirmação anterior. O "Massacre da Coreia", de Picasso, não terá porventura a violência apocalíptica de "Guernica", que a precedeu, mas espelha bem a revolta e indignação do Pintor perante a Guerra e a opressão desmedida. É um quadro que as bem-pensâncias procuram esquecer e, muito raramente, referem. Mas melhor do que as minhas simplórias palavras, valerá mais a pena transcrever (TLS nº 5222, de 2/5/2003), traduzindo, aquilo que, sobre o quadro, David Hockney (1937) escreveu, sob o título " Problems of depiction". Segue:
"Em 18 de Janeiro de 1951, Picasso pintou um quadro intitulado "Massacre na Coreia". No dia seguinte voltou a pintar crianças. O catálogo razonado Zervos anota a obra como sendo relativamente isolada numa sequência de retratos de crianças - a inocência e o futuro.
A Guerra da Coreia tinha começado em Junho de 1950 e em  Dezembro daquele ano vieram a lume histórias nos jornais que davam conta de atrocidades na Coreia que incluíam relatos de disparos sobre mulheres e crianças.
O quadro de Picasso foi reproduzido nos jornais da época (eu lembro-me disso, tinha 14 anos e era aluno de uma escola de Bradford). O caso foi rotulado como uma acção de propaganda e o quadro foi muito desvalorizado, comparado com "Guernica", e o assunto, praticamente, não voltou a ser falado.
Anos mais tarde, ao ver uma exposição de Picasso no MOMA, eu fiquei impressionado com o quadro. Ele ficou comigo, e comecei a interpretá-lo de forma diferente.
Em 1950, as imagens da II Grande Guerra ainda estavam presentes; a recuperação do post-guerra ainda ia a meio, quando as notícias do novo conflito, longe de Paris, começaram a chegar - reportagens de jornalistas, mas sem imagens.
A pintura de Picasso era uma resposta
Evidentemente que as suas fontes são Goya e Manet, mas eu penso também que, mais importantes ainda foram as imagens largamente difundidas dos campos de morte nazis. E isto teve um largo impacto, na altura (foram mostradas em Bradford, num local da cidade onde tinha caído uma bomba, e eu vi-as quando tinha oito anos).
Do meu ponto de vista penso que é uma obra universal, embora Picasso tivesse dito que as fotos vieram depois do acontecimento, e na verdade, de algum modo, não testemunham inteiramente a terrível e brutal actividade desses campos de morte, mas apenas nos dão conta dos sobreviventes - muito poucos em relação aos mortos. Por isso, o seu assunto e motivo é a resposta de um Pintor às limitações da fotografia, limitações que ainda hoje se mantêm connosco, e talvez mereçam, ainda hoje, um debate." 

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Fragmentos de umas férias descomprometidas (1)


Chove. Sander leva a sério a tarefa difícil de escalpelizar um pêssego careca e maduro. A Loore, pela enésima vez, diz, ao visor do telefone de entrada: "Hello!?", acariciando o Putchy, ao mesmo tempo. Só a Hebe, em pose adulta e reclinada no divã da Ikea, em silêncio não se mexe da leitura adolescente. Mas a casa está cheia de vozes. Nem pensar ir à praia, muito embora a impaciência das crianças tenha limites, e faça temer o pior. Uma pequena revolta familiar é previsível. Continua a chover...
Pelo menos, não será preciso regar as plantas.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Osmose (18)




Há uma dormência que o habita. Henrique regista, com pouca exactidão, a conversa em volta. Algumas palavras (poucas) aguçam-lhe mais os sentidos. A garrafa de Grandjó vai só a meio, no princípio da tarde. Mas acompanha, com atenção amorosa e possível, a neta que, num deambular principiante e trôpego, circula pelos vazios da sala e entoa uma algaravia musical, entre o celta e lusitano (talvez) que ilumina o torpor de Henrique, apesar do fechar das pálpebras cansadas. A pequena Lígia, nos seus primeiros passos hesitantes, vai de encontro à quina da mesa, cai e chora, num lamuriar ténue, mas lancinante. A roda de gente conversante, mal dá por isso. Henrique tenta levantar-se, com dificuldade, mas a força do sentimento consegue erguê-lo, pesado e lento, do sofá. Ergue a neta do chão, rosto a rosto, uma lágrima entra-lhe na boca, e é salgada, não doce como o sangue que é o mesmo, e tudo lhe parece inicial, perfeito. Como quando em criança se deitava, na relva fresca, à espera dos pássaros.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Pinacoteca Pessoal 10 : Giorgio de Chirico







O pintor grego, de origem e ascendência, Giorgio de Chirico nasceu na Tessália, a 10 de Julho de 1888 e morreu em Roma, a 20 de Novembro de 1978. É, com Carlo Carrà, fundador da escola de pintura dita "Metafísica". Amigo de Picasso e de Apollinaire, de quem fez um retrato (em imagem) premonitório, a obra de Chirico apresenta 3 fases evolutivas. Uma mais despojada, onírica, surrealista na forma como associa elementos muito díspares que provocam perplexidade ou sugestões inexplicáveis a quem os vê; a segunda fase é mais geométrica, de linhas arquitecturais clássicas que excluem quase sempre as figuras humanas ou que as representam em cavaletes ou como meros manequins ou estátuas. Na terceira fase, em que também executa cenários para o "Ballet de Monte-Carlo", voltam a surgir figuras humanas, cavalos e gladiadores. O Pintor publicou também um roman-rêve intitulado " Hebdomeros", em 1929. O 2º quadro deste poste, em imagem, denomina-se "O regresso de Ulisses". Escusado seria dizer que Giorgio de Chirico é, de há muito, um dos meus pintores predilectos.