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sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Afinal...


Afinal a cultura eslava não era tão decadente e anti-ariana como Hitler a proclamava em público. A colecção de discos musicais de Adolf Hitler foi descoberta recentemente. Ora qual a surpresa dos investigadores quando encontraram discos de compositores russos como Tchaikovsky, Borodin, Mussorsky, entre outros. E o mais estranho é o fascínio revelado por intérpetes judeus. Vejam a notícia do Bliz: "A colecção de discos de Adolf Hitler, recentemente encontrada nos arredores de Moscovo, contém nomes de compositores e de músicos inesperados. O ditador alemão considerava os músicos judeus e os compositores russos como pertencentes a uma raça “sub-humana”, para além de considerar que não existia algo a que se pudesse chamar de “arte judia”. No entanto, parece que Hitler os escutava em segredo.Assim, entre as obras dos alemães Wagner e Beethoven, que com naturalidade se encaixavam na colecção do Fuhrer, surgem alguns discos mais inesperados: um concerto do compositor russo Tchaikovsky onde o violinista judeu, Bronislaw Huberman fazia um solo. O mesmo Bronislaw que havia sido considerado inimigo público do Terceiro Reich alemão. O nome de Artur Schnabel surgia noutro disco. Schnabel foi um músico e cantor austríaco, forçado a abandonar a Alemanha no ano de 1933 por ser judeu. Outros discos continham obras dos compositores russos Borodin e Rachmaninoff."

domingo, 13 de maio de 2007

As Mulheres de Hitler


Desconfiança e curiosidade foram os primeiros sentimentos que senti em face deste livro, traduzido para português pela Editorial Estampa ("As Mulheres de Hitler"). Mas a curiosidade acabou por vencer - e ainda bem -, pois trata-se de um dos estudos mais sugestivos sobre a época nazi. Afinal mais interessante do que o próprio Hitler - que, como dizia Karl Kraus, não o fazia pensar em nada ("es faellt mir nichts eins") -, são as figuras femininas que o rodeiam. Habitualmente pensamos em duas: a fiel Eva Braun com quem Hitler casou pouco antes de ambos se suicidarem no bunker de Berlim e a "pátria alemã" (pois todos os ditadores gostam de proclamar o casamento sagrado com a Nação). Esquecemo-nos no entanto que, em torno de Hitler, estiveram figuras tão importantes como a realizadora Leni Riefenstahl, a inglesa Winifred Wagner (que durante longos anos dominou a vida artística em Bayreuth), a aviadora temerária Maria Reiter, a sobrinha de Hitler (Geli que se suicidou misteriosamente e que foi certamente um das grandes paixões do Fuehrer), Magda Goebbels (que só casou com Goebbels para poder estar sempre próxima da paixão da sua vida, leia-se o "tio Adolfo"), entre tantas outras. É gratificante confirmar o que sempre se intuiu: Leni Riefenstahl foi uma mulher de enorme carácter que nunca teve medo de dizer o que pensava. São vários os momentos em que Leni denuncia abertamente a Hitler o carácter racista do regime e foi provavelmente uma das poucas pessoas a fazê-lo sem que o ditador perdesse a cabeça (a mesma sorte não teve Henriette Schirach que denunciou em pleno Berghof o tratamento desumano dos judeus que tinha presenciado na Holanda).

terça-feira, 21 de fevereiro de 2006

David Irving


David Irving é um dos principais representantes da historiografia "revisionista" sobre a segunda guerra mundial. Foi agora condenado pela justiça austríaca a três anos de cadeia por negar a Shoah, isto é, o Holocausto nazi. Diga-se que Irving, nos seus livros, tem sobretudo tentado inocentar Hitler da "solução final", procurando encontrar um bode expiatório para o que aconteceu. Desde Himmler até Goebbels, candidatos não lhe têm faltado. É evidente que, para este historiador inglês, Hitler, apesar de anti-semita radical, desconhecia o que se passava nos campos de concentração e de extermínio. A tese é, no mínimo, exótica, sobretudo depois das declarações de Eichmann, o responsável político e técnico da perseguição aos judeus. Parece-me, no entanto, que a decisão de condenar Irving fere o princípio de liberdade de expressão e é, em termos políticos, estúpida.

sábado, 10 de setembro de 2005

A Queda


Vi ontem finalmente o filme "A Queda" (der Untergang) sobre os últimos dias de Hitler no seu bunker. Excelente filme! A tese de que este filme reabilita a imagem do ditador alemão parece-me, no mínimo, um pouco enigmática... Hitler é-nos retratado como alguém que perdeu a noção da realidade, um puro lunático sem qualquer compaixão pelo sofrimento dos outros. Curiosamente, fez-me lembrar a Rainha de Copas da Alice, sempre pronta para executar todos aqueles que desobedecessem às suas ordens. É evidente que Hitler tinha um ou outro lado mais humano - que se manifesta, por exemplo, na sua relação com a Blondie ou na delicadeza com que tratava as suas secretárias -, mas tal facto não oblitera a impressão de uma personalidade histérica capaz da maior desapiedade.

quinta-feira, 16 de setembro de 2004


"Der Untergang"...Estreou hoje na Alemanha! Posted by Hello

sexta-feira, 10 de setembro de 2004


Bruno Ganz no papel de Hitler Posted by Hello

A Queda

Deve estrear-se bevemente na Alemanha um dos filmes mais interessantes sobre o regime nazi. O filme tem como título "Der Untergang" (A Queda) e foi realizado por Oliver Hirschbiegel. Baseia-se no livro emocionante de Traudl Junge, secretária de Hitler, que nos narra os úlimas dias do ditador nazi no seu bunker em Berlim. O aspecto mais controverso do filme será, sem dúvida, a apresentação de Hitler não tanto como um monstro, mas, sim, como um ditador com várias facetas bem humanas. Será que temos a "distância histórica" necessária para apreciar este filme? Pessoalmente, estou convencido que sim.