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quarta-feira, 21 de julho de 2021

Mais uma ponte sobre o Douro!

 

Agora não tenho tempo, mais tarde voltarei aqui para mandar
uns bitaites a respeito desta obra!

No dia 13 de Maio escrevi sobre a outra ponte, a rodoviária, que os presidentes de Porto e Gaia combinaram construir, dividindo os custos entre as duas autarquias. Na altura, falei sobre as razões, a localização e o atraso que a ponte já leva, pois era coisa urgente para resolver os problemas do trânsito entre as duas cidades e retirá-lo da ponte Luís I (tabuleiro inferior), pois já não reúne as condições para o efeito. Disse também que não gostava da localização da ponte, pois a parte oriental das duas cidades não tem problemas com o trânsito e a nova ponte vai complicar tudo levando para lá o trânsito da baixa.
Quanto a esta nova ponte, pelo contrário, gosto muito, mesmo muito, da sua projectada localização. A ponte justifica-se, pois tirará das duas cidades o trânsito ferroviário. Pega nele na entrada norte, antiga estação da Boavista (também conhecida como Avenida de França), e transfere-o directamente para a saída de Gaia, Linha do Norte, na estação das Devesas. Um pouco a exemplo daquilo que se fez em Lisboa, ligando a Linha do Norte, via Entrecampos, à margem sul. Além disso criará um anel à volta da cidade do Porto para a linha de metro. Parece-me uma obra com sentido. E servindo ainda para peões e bicicletas ainda mais. Pelo meu lado fica aprovada a ideia, só espero que comecem as obras, no início do próximo ano, como eles dizem, de modo que eu ainda possa estreá-la antes de emigrar para outra dimensão.
A Linha da Póvoa (Metro) que tem a sua estação terminal na porta traseira da minha casa dá-me hipótese de embarcar aqui e ir até Faro, pois após atravessar o Douro vai até à estação das Devesas por onde passa o Alfa Pendular que faz a ligação Braga - Faro. Só é preciso que o mandem lá parar, porque, hoje, isso não acontece, só pára em Campanhã, nos domínios do Pinto da Costa e depois acelera até Aveiro ou Coimbra, não tenho bem a certeza.
O Engenheiro Edgar Cardoso ficou na História por projectar a Ponte da Arrábida com o maior arco em betão armado da Europa (ou do mundo) de modo a evitar meter pilares dentro do rio. Estes, agora, dizem que também querem a ponte sem pilares (mania de copiar as ideias dos outros), mas desde o Campo Alegre ao Candal vai uma longa distância e já adivinho qualquer coisa parecida com o acesso à Ponte 25 de Abril, em Lisboa, do lado norte, sobre a zona de Belém.
Estou pronto para ela, venha a ponte que ainda vou dar uma volta de bicicleta por lá para ver o Douro das alturas. Como se vê, pela foto acima, aquela zona é de vistas largas e merece bem uma visita. Bendito dinheiro da «Bazooka» europeia que dá para tudo!

quarta-feira, 13 de março de 2019

A «Ponte»!

Uma ponte entre a Grã-Bretanha e a Europa não existe. Nem fisicamente, nem em sentido figurado, a ligação entre os habitantes dos dois lados do canal é pouco menos que impossível. É assim agora, tal como foi ao longo de toda a História. Desde o tempo dos Normandos, dos Romanos, da Guerra dos 100 Anos, da Armada Invencível e do Almirante Nelson. Eles são eles e não querem ser iguais a ninguém.
Digo isto, porque a primeira ideia, para a minha publicação de hoje, era falar do Brexit e da Theresa May que, ontem, falou até perder a voz por completo. No fim, ela queria dizer mais qualquer coisa, mas já nada lhe saía da garganta, as suas cordas vocais deram o berro. A Câmara dos Comuns voltou a votar contra o acordo cozinhado por ela e os súbditos de Sua Majestade estão num beco sem saída. Como hoje e amanhã haverá novas votações, deixo o assunto adiado até sexta-feira.


Já que não há ponte que ligue os dois lados do Canal da Mancha, vamos falar da ponte que liga as duas margens do Douro. A margem direita onde o «Bispo do Porto» era rei e senhor e a margem esquerda, onde os britânicos (sempre eles) criaram o Império do Vinho do Porto.


Tenho saudades dos comboios a carvão. Era um bocado chato as viagens serem tão lentas, mas a vida a correr, tal como a conhecemos hoje, também não tem piada nenhuma. Estão a vê-lo em cima da ponte? Fins do Século XIX, ainda não foi assim há tanto tempo!


A primeira ponte que ligou as margens do Rio Douro foi a «Ponte Pênsil», assim chamada por estar literalmente pendurada sobre as águas do rio. Os pilares de amarração que se vêem nesta imagem, ainda subsistem, ao lado da ponte D. Luís I.
E chega de falar de pontes, assunto que vocês dominam tão bem como eu. São horas de me pôr na alheta, pois tenho coisas para tratar. Nem vos digo de que se trata, senão chamar-me-iam maluco.
Bom dia e vão apanhar sol que ele brilha como se já fosse Primavera!