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domingo, 5 de março de 2017

AUTOCARRO II E TROLEICARRO

6.26.10.2 - O Autocarro II e o Troleicarro


Recolha da Carcereira


Circunvalação – Asprela, onde depois foi construída a recolha dos autocarros - Foto de Teófilo Rego


Autocarro articulado


Autocarro descapotável usado na campanha eleitoral de Rui Rio para a C.M.P. - 2009

STCP – vídeo com locução do inesquecível Fernando Pessa


Perigo!


Autocarro da linha 78 o eléctrico da linha 1 na Praça de Gonçalves Zarco – ainda se encontra a proa do Jackob Maersk junto da praia do Castelo do Queijo.



Autocarro para turistas - Yellow bus


Panorama do Porto


Projecto de Edgar Cardoso para adaptação da passagem dos troleicarros na ponte Luis I


Troleicarro 35 no terminal da linha de Campo Alegre (Lordelo) - 1960


Os troleicarros circularam de 1959 a 1997

“Em meados da década de 1950, a Sociedade de Transportes Colectivos do Porto, operadora dos transportes públicos da cidade, defrontava-se com alguns problemas operacionais e de segurança uma vez que o sistema de alimentação de energia dos carros eléctricos que atravessam o rio Douro com destino a Vila Nova de Gaia pela ponte metálica de Ponte Luís I estaria alegadamente a provocar uma corrosão eletrolítica acelerada nos pilares da ponte, impondo-se a sua substituição por outro meio de transporte que não originasse tal efeito. Para além disso, a própria infraestrutura do sistema de carros eléctricos existente em Vila Nova de Gaia apresentava um evidente desgaste físico que impunha a sua substituição.
Atendendo à existência de várias infraestruturas de distribuição de energia elétrica para transporte público, nessa zona, optou-se por manter a tração elétrica, pelo que a solução foram os troleicarros, veículos que já circulavam com sucesso no país, em Coimbra, desde 1947.
Embora aquando do seu aparecimento tenha tido um enorme sucesso, as dificuldades operacionais começaram a aparecer na década de 1990, devido ao elevado tráfego automóvel existente na cidade. A rede acabou por ser encerrada totalmente na noite de 27 de Dezembro de 1997.
Após mais de dois anos estacionados na Estação de Recolha da Areosa, no Porto, o seu tradicional e, nos últimos anos, exclusivo depósito, 23 dos 25 troleicarros Efacec foram vendidos. Esta venda sucedeu após diversas e goradas tentativas para diversos países e cidades. E, um facto incompreensível para todos os que se interessam por este meio de transporte, foi o completo desinteresse manifestado pelos SMTUC de Coimbra, o remanescente operador de troleicarros no País e, até agora, a única cidade onde circula(va)m troleicarros deste modelo: Apenas dois dos troleicarros do Porto circulam ainda hoje pelas ruas de Coimbra.
Felizmente ficaram preservados e em perfeito estado de funcionamento um exemplar de cada um dos modelos que circularam na cidade, para constituírem um futuro Museu do Troleicarro do Porto (à semelhança do Museu do Carro Eléctrico). Assim, poderão ser vistos o primeiro troleicarro do Porto, o BUT n.º 1, o BUT n.º 23 — um dos com 3 portas — o Lancia de um piso n.º 49, o Lancia de 2 pisos n.º 102, o Efacec simples n.º 64 e o Efacec articulado n.º 167”. In Wikipédia


“Um troleicarro Efacec, na rua de Sá da Bandeira, na década de 1980.
Inicialmente servida por autocarros, a linha 49 (Alfândega - hospital de São João) foi posteriormente convertida para a utilização de troleicarros. 
Finalmente, em dezembro de 1997, os troleicarros foram substituídos pelos autocarros na 49 (Bolhão - hospital de São João) - A 49 foi a última linha de tróleis da Invicta”. In Porto Desaparecido


Na ponte Luis I


Em Ermezinde


Troleicarro de 2 andares



S. Pedro da Cova - 1985


Troleicarro de 2 pisos em S. Pedro da Cova – linha 11 – 1987

Troleicarros do Porto – fotos do livro de António Vasconcelos 


Linhas de eléctricos, autocarros e troleicarros em 1965
Eléctricos – a amarelo
Autocarros – a verde
Troleicarros – a vermelho 

O Porto e os transportes – locução de Fernando Pessa

sábado, 4 de março de 2017

AUTOCARRO I

6.26.10.1 - O Autocarro I - Percursos e marcas, Portugal-Itália 1928, Carreiras dos arredores do Porto



Autocarro anos 20 (?)


Autocarro da carreira Penafiel-Porto numa viagem de turismo - 1934


Autocarro que transportava os jogadores da selecção Italiana


Selecção nacional




Portugal 4 – Itália 1
18 DE ABRIL DE 1928 NO CAMPO DO AMEAL

PORTUGAL - EQUIPA PRINCIPAL 

ROQUETE 
CARLOS ALVES 
AUGUSTO SILVA 
JORGE VIEIRA 
CÉSAR DE MATOS 
MARTINHO OLIVEIRA 
WALDEMAR MOTA 
20' 
50' 
75' 
VITOR SILVA 
80' 
ARMANDO MARTINS 
RAMOS 
saiu aos46' 
JOSÉ MANUEL MARTINS 
SUPLENTES 
PEPE 
entrou aos46' 
EQUIPA TÉCNICA 
CÂNDIDO DE OLIVEIRA

Descrição do jogo por Alberto Helder - muito interessante
http://albertohelder.blogspot.pt/2012/04/portugal-italia-disputado-ha-84-anos.html


Carreira C - 1962


A 1 de Abril de 1948, os STCP inauguravam a primeira carreira de autocarro da cidade do Porto: a carreira C, que partia da avenida dos Aliados e tinha o seu término no Carvalhido.

“A partir da década de 1930, as camionetas, carroçadas de forma a permitir o transporte de passageiros entraram em concorrência aberta com os carros elétricos. Pela concessão do exclusivo dos transportes públicos, dada à Companhia Carris de Ferro do Porto (CCFP) não era permitido o transporte de passageiros por outros meios que não fossem os da CCFP, mas com a conivência da Câmara, as camionetas começaram a operar na cidade, principalmente nas horas de maior afluência de público, o que provocou enormes prejuízos à CCFP. 
Mesmo com a razão do seu lado, a CCFP nunca mais se viu livre delas aumentando cada vez mais nas ruas da cidade, como se pode depreender do parágrafo seguinte retirado do relatório e contas da CCFP: "(...) continua a concorrência de carreiras de camionetas dentro e nos arredores da cidade, tirando passageiros e impedindo o movimento dos elétricos, nas horas de maior afluência (... )" in "Relatório e Contas da CCFP" (1933). 
Em 1933, a Administração da CCFP, fazendo uma análise ao atual sistema de transportes públicos da cidade reconhecia que "o 1º «Estabelecimento» (Carros, Central, Sub-estações e linhas) tinha sido completamente derrotado (…) sendo necessária a sua substituição na sua totalidade". 
O número de passageiros aumenta também significativamente, e era impossível dar resposta às inúmeras exigências dos passageiros ficando frequentemente os carros elétricos em "rosário" (termo utilizado na época para uma boa quantidade de carros parados em fila), como consequência ora do impedimento das vias, ora dos frequentes cortes de energia. 
Surgia no Comércio do Porto de 1 de janeiro de 1939, um artigo intitulado "Os Futuros Transportes Urbanos do Porto" onde era apontada como solução transitória um sistema misto, carros elétricos e auto-omníbus, e um prazo de 25 anos para que fosse abolida por completo a tração elétrica sobre carris, com sacrifício para a concessionária mas com benefício para o público e trânsito - pois entendia-se que por este meio os "engarrafamentos" nas ruas acabariam. 
Os anos 40 do século XX trouxeram alterações profundas aos transportes públicos do Porto. Em 1936, a CMP avisa a CCFP, com base no artigo trigésimo primeiro da escritura da concessão para a exploração da viação elétrica na cidade do Porto, que o contrato de concessão seria rescindido em 1941. Esta pretensão da CMP só não se concretizou em 1941 porque deflagrou na altura a tão famigerada 2ª Guerra Mundial, o que levou a Câmara e o Governo a adiar por mais 5 anos a situação. 
Chegado o ano de 1946 inicia-se uma nova era nos transportes públicos. A CCFP, depois de 73 anos de laboração dá lugar ao STCP (Serviço de Transportes Colectivos do Porto), liderado pela Câmara Municipal do Porto. Era chegada a hora da CMP intervir diretamente na vida dos transportes públicos da cidade, e foi isso que fez, elaborando um plano/programa em que eram estabelecidas prioridades para os próximos anos. 
Uma das prioridades era a aquisição de autobuses, para a qual estava reservada uma despesa extraordinária de 3.850 contos e mais 1.300 contos para a aquisição de terreno para a construção da primeira fase da garagem e oficinas dos mesmos. 
Foram ainda nesse mesmo ano de 1946, estudadas e estabelecidas as bases de aquisição de 15 autobuses, cuja adjudicação acabou por fazer-se a uma firma da capital - Auto-Triunfo - devendo as primeiras unidades ser entregues em julho de 1947. 
A estratégia traçada pelo STCP em 1946, no que diz respeito à aquisição de autocarros, seria colocada em prática no decorrer de 1948. De facto, nem tudo correra como fora planeado, pois dos 15 autocarros que se pretendiam adquirir em 1946 apenas dois estavam disponíveis em março de 1948, pelo que a Administração não querendo perder mais tempo, nem prejudicar o público, inaugurou a 1 de abril desse mesmo ano, a carreira "C”, que partia da Avenida dos Aliados e tinha o seu terminus no Carvalhido. 
Os primeiros autocarros que circularam na cidade do Porto eram da marca Daimler, e foram carroçados na firma DALFA, Lda. que laborava em Ovar. Os chassis eram provenientes de Inglaterra, e custaram ao STCP, já carroçados, cerca de 1.000 contos cada um. Os autocarros iniciaram a circulação pintados de amarelo, tendo posteriormente, em 1959, mudado para verde. A evolução em termos de carreiras de autocarros fez-se sentir ainda durante 1948, pois à medida que o material encomendado (autocarros) ia chegando iam sendo inauguradas novas carreiras, existindo no final do ano 4 carreiras em exploração com uma extensão de rede de 26 quilómetros. Com 10 autocarros em circulação, atingiu-se uma média diária de 5.000 passageiros transportados. 
Carreiras de autocarros inauguradas em 1948: 
C - Carvalhido - 1 de abril 
D - Antas - 1 de junho 
A - Foz - 24 de junho 
E - Paranhos - 23 de outubro 
Os autocarros chegaram e venceram. Mesmo com a construção nas oficinas do STCP de um novo modelo de elétrico o - "S-500" - o autocarro via aumentada, de ano para ano, a sua frota. Com o Plano de Remodelação da empresa, elaborado desde 1962 e colocado em marcha a partir de 1967, o autocarro assume-se definitivamente como protagonista dos transportes públicos da cidade, ultrapassando os elétricos tanto em quilómetros percorridos como em passageiros transportados e respetivas receitas. A partir daí, o autocarro nunca mais deixou de se expandir, sendo ainda atualmente o meio de transporte mais utilizado, para a satisfação das necessidades das populações da área metropolitana do Porto. No entanto, o autocarro não sentenciou irreversivelmente o elétrico pois ainda hoje se vêem elétricos a circular, embora numa vertente mais turística”. Site dos STCP


Estes primeiros autocarros eram da marca da marca Daimler, com chassis provenientes da Inglaterra e carroçados na firma Dalfa, Lda. que laborava em Ovar. Os autocarros foram inicialmente pintados de amarelo, tendo em 1959 mudado para verde. Na época, custaram aos STCP mil contos (5 mil euros) cada um. 


Autocarro dos Carvalhos no Largo de Santo Ovídio em Gaia, no início da estrada N1 para Lisboa – 1960 - este local ainda era uma pequena aldeia!


Carreira para os Carvalhos – 1959


Inauguração da linha de autocarros z -circulatória praça da república e volta, via Areosa e Maia, em 12 de Setembro de 1965. 


Autocarros dos STCP Regent V – carroçados na UTIC - 1967

Autocarros do Porto

Marcas dos autocarros


Foto Sérgio Dias – 2/1/2017


Autocarro Man de 2 pisos


Gondomarense - 1974


Autocarros 52 e 78 – o 78 era o que habitualmente utilizávamos 


O 78 na Praça D. João I


Frente ao Teatro Sá da Bandeira, com miúdos dependurados.


David e Golias...


Piso superior de um autocarro de dois andares.