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domingo, 23 de novembro de 2025

Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo


Na cruz, aparece uma única frase: "Este é o rei dos judeus" (Lc 23,38). Eis o seu título: Rei. Mas observando Jesus, inverte-se a ideia que temos de um rei. Tentando visualizá-lo, pensaremos em um homem forte sentado em um trono com preciosas insígnias, um cetro na mão e anéis brilhantes nos dedos, enquanto solenemente fala aos súditos. Tal seria, em linhas gerais, a imagem de um rei que temos na cabeça. Mas fixando Jesus, vemos que é completamente diferente. Não está sentado em um trono confortável, mas pendurado em um patíbulo; o Deus que "derruba os poderosos de seus tronos" (Lc 1,52), comporta-se como servo cravado na cruz pelos poderosos; adornado apenas com cravos e espinhos, despojado de tudo, mas rico de amor. Do trono da cruz, já não ensina às multidões com a palavra, nem levanta a mão para ensinar; faz mais: não aponta o dedo contra ninguém, mas abre os braços a todos. Assim se manifesta o nosso Rei: de braços abertos - a brasa aduerte

E só entrando no seu abraço é que compreendemos que Deus se deixou levar até àquele ponto, até o paradoxo da cruz, precisamente para abraçar tudo em nós, incluindo quanto havia de mais distante dele: a nossa morte (Ele abraçou a nossa morte), o nosso sofrimento, as nossas pobrezas, as nossas fragilidades e as nossas misérias. Ele abraçou tudo isso. Fez-se servo para que cada um de nós se sentisse filho (com a sua servidão pagou a nossa filiação); deixou-se insultar e escarnecer, para que, em qualquer humilhação, já ninguém de nós estivesse sozinho; deixou-se despojar, para que ninguém se sentisse despojado da sua dignidade; subiu à cruz, para que, em cada crucificado da história, houvesse a presença de Deus. Eis o nosso Rei, Rei de cada um de nós, Rei do universo, porque atravessou os confins mais remotos do humano, entrou nos buracos negros do ódio, nos buracos negros do abandono para iluminar cada vida e abraçar toda a realidade. (...)

Palavras do Papa Francisco

Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo
Catedral de Asti - Piemonte - em 20 de novembro de 2022


segunda-feira, 9 de junho de 2025

Bem-aventurada Virgem Maria, Mãe da Igreja


A memória da Bem-aventurada Virgem Maria, Mãe da Igreja, recorda-nos que a maternidade divina de Maria se estende, por desejo de Jesus, à maternidade humana, ou seja, à própria Igreja, mediante um ato de consagração.

Em 2018, o Papa Francisco introduziu a celebração desta memória na segunda-feira, após a solenidade de Pentecostes, dia em que a Igreja nasceu.

Este título dado a Maria não é novo. Em 1980, São João Paulo II convidou os fiéis a venerar Maria como Mãe da Igreja. Antes dele, em 1964, São Paulo VI, na conclusão da terceira sessão do Concílio Vaticano II, declarou que a Virgem é “Mãe da Igreja”. Mais tarde, em 1975, a Santa Sé propôs a celebração de uma Missa votiva em honra da Mãe da Igreja, mas, não entrou no calendário litúrgico. Além dessas datas, não podemos esquecer quanto o título de Maria, Mãe da Igreja, esteve presente na sensibilidade de Santo Agostinho e São Leão Magno; de Bento XV e Leão XIII, até nossos dias, quando, em 11 de fevereiro de 2018, por ocasião do 160º aniversário da primeira aparição da Virgem em Lourdes, o Papa Francisco tornou obrigatória a memória da Virgem Maria, Mãe da Igreja.

“Estavam de pé, junto à cruz de Jesus, sua Mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena. Quando Jesus viu sua Mãe e, perto dela, o discípulo que amava, disse à sua mãe: “Mulher, eis aí teu filho”. Depois, disse ao discípulo: “Eis aí tua Mãe”. Desde então, o discípulo a acolheu em sua casa” (Jo 19,25-27).

Aos pés da Cruz

Maria “estava” aos pés da Cruz de Jesus. “Estava” é um verbo que indica presença, continuidade, modo de participar. Ao contrário dos discípulos, Maria acompanhou seu Filho Jesus ao longo da Via Sacra. Maria enfrentou aquele momento com grande dignidade, sem nunca fugir dos acontecimentos da vida. Ela estava ali. Por isso, ”Jesus confiou o discípulo amado à sua Mãe” e vice-versa. 

Novo “eis-me aqui” de Maria

Maria é convidada por seu Filho a dizer um novo “Eis-me aqui”, um novo “sim” mais consciente e maduro. Por meio do seu estar “aos pés da Cruz“, amadureceu sua experiência de fé e maternidade, que a tornou capaz de ir mais além. No fundo, desde o início, o coração de Maria foi repleto de interrogativos: “Qual o sentido daquela saudação” (Lc 1,29). Até diante de Simeão, surgiram questões: “Eis que este Menino está destinado a ser causa de queda e de soerguimento para muitos homens em Israel e a ser um sinal que provocará contradições, a fim de serem revelados os pensamentos de muitos corações. E uma espada transpassará a tua alma” (Lc 2, 34-35). Maria e José “estavam admirados das coisas que diziam dele” (Lc 2, 33). A expressão “Eis-me aqui” de Maria não foi dita uma vez por todas, mas cresceu e amadureceu com os acontecimentos da vida, inclusive os da “Cruz”, sob a qual ela “estava”. Daí, com esta fidelidade reforçada, Maria recebeu uma nova missão, uma espécie de “suplemento” de maternidade, a ponto de se tornar “Mãe da Igreja”. Mãe, porque nos regenera na graça, desde que aprendamos a crescer na “estatura de Cristo” (cf. Ef 4, 7-13).

Vida cristã ancorada no mistério da Cruz

A festa de Maria, Mãe da Igreja, “ajudará a recordarmos que a vida cristã, para crescer, deve estar ancorada no mistério da Cruz, na oferta de Cristo, na Virgem dolorosa, Mãe do Redentor e dos redimidos», explica o Decreto. Como Maria soube “ficar” aos pés da Cruz, sem evitar ou fugir do esforço de compreender e sofrer, assim, como Mãe, soube “estar” ao lado de cada um daqueles que o Filho tornou seus filhos. Isso nos leva a invocá-la como “Mãe da Igreja”:

Oração do Papa Francisco

Ajudai, ó Mãe, a nossa fé. Abri o nosso ouvido à Palavra, para reconhecermos a voz de Deus e a sua chamada. Despertai em nós o desejo de seguir os seus passos, saindo da nossa terra e acolhendo a sua promessa. Ajudai-nos a deixar-nos tocar pelo seu amor, para podermos tocá-Lo com a fé. Ajudai-nos a confiar-nos plenamente a Ele, a crer no seu amor, sobretudo nos momentos de tribulação e cruz, quando a nossa fé é chamada a amadurecer. Semeai, na nossa fé, a alegria do Ressuscitado. Recordai-nos que quem crê nunca está sozinho. Ensinai-nos a ver com os olhos de Jesus, para que Ele seja luz no nosso caminho. E que esta luz da fé cresça sempre em nós até chegar aquele dia sem ocaso que é o próprio Cristo, vosso Filho, nosso Senhor. (Papa Francisco, “Lumen Fidei”)
Fonte: vaticannews.va

terça-feira, 21 de janeiro de 2025

Jubileu 2025: Peregrinos de Esperança


O Papa Francisco, ao convocar o “Jubileu da Esperança”, nos chama-nos a viver, de maneira especial, um caminho de renovação como peregrinos de Esperança: “Todos esperam. No coração de cada pessoa, encerra-se a esperança como desejo e expectativa do bem, apesar de não saber o que trará consigo o amanhã (…) Que o Jubileu seja para reanimar a esperança!” (Bula, Spes non confundit). (...) Possa ser, para todos, um momento de encontro vivo e pessoal com o Senhor Jesus, ‘porta’ de salvação (cf. Jo 10, 7.9); É Ele, que a Igreja tem por missão anunciar sempre, em toda parte e a todos, como sendo a ‘nossa esperança’ (1Tm 1, 1)”

Estamos mesmo todos necessitados da Benção de Deus e da renovação de nossa esperança. Esperança que vem da certeza de que em Jesus, Deus caminha conosco e nos ampara em todas as situações. 

Que cessem as guerras e reine a paz! 

segunda-feira, 20 de janeiro de 2025

O Jubileu da Esperança

Um Chamado à Renovação Espiritual e à Confiança em Deus

O Jubileu da Esperança, também conhecido como Ano Santo de 2025, é um período de graça extraordinária promovido pela Igreja Católica, um tempo dedicado à renovação espiritual, à reconciliação e à vivência profunda da misericórdia divina. Este Jubileu foi solenemente inaugurado pelo Papa Francisco em 24 de dezembro de 2024, com a abertura da Porta Santa da Basílica de São Pedro, marcando o início de um período de perdão, cura e esperança para toda a humanidade. Em sintonia com o Vaticano, arquidioceses e dioceses ao redor do mundo estão se unindo para celebrar este momento singular.

(Papa Francisco abre a Porta Santa da Basílica de São Pedro)

O Jubileu de 2025 promete ser um marco histórico para os fiéis católicos de todo o mundo. Celebrado a cada 25 anos, a iniciativa reúne milhares de pessoas para um tempo de renovação espiritual, perdão e peregrinação. O Papa Francisco convocou oficialmente o Jubileu de 2025, com o tema “Peregrinos de Esperança”, para convidar os fiéis a uma jornada de fé, oração e reconciliação. 

Começou oficialmente com uma missa de abertura no final de 2024. A cerimônia ocorreu em Roma, na Praça de São Pedro, e foi presidida pelo Papa Francisco. Este momento marcou o início de uma jornada de reflexão e penitência para os católicos ao redor do mundo, sendo a primeira grande oportunidade para os fiéis participarem do Ano Santo.

Durante o Jubileu, a Igreja Católica abre as Portas Santas das basílicas romanas, como São Pedro, São João de Latrão, Santa Maria Maior e São Paulo Fora dos Muros. A tradição de atravessar a Porta Santa é um símbolo de penitência e renovação espiritual. Espera-se que milhões de peregrinos, de diversas partes do mundo, se desloquem a Roma para atravessar essas portas e receber a indulgência plenária, um dos principais objetivos do Jubileu.

O Jubileu de 2025 será encerrado, em dezembro, com uma grande missa de agradecimento na Praça de São Pedro, presidida pelo Papa Francisco. Durante a cerimônia, haverá um momento de renovação dos compromissos espirituais e de renovação do compromisso com a missão da Igreja no mundo. Este evento simbólico marcará o fechamento do Ano Santo e o início de um novo ciclo de fé.

Cardeal Orani João Tempesta - Arcebispo do Rio de Janeiro (RJ)
Fonte: CNBB

terça-feira, 8 de dezembro de 2020

2020 - 2021: Ano São José


O Papa Francisco instituiu o Ano de São José para celebrar os 150 anos em que o santo foi declarado padroeiro da Igreja Católica.  

O anúncio do "Ano de São José" se dá através da Carta Apostólica “Patris Corde” que vem acompanhada do Decreto da Penitenciária Apostólica relativo a concessão do “Dom de Indulgências Plenárias Especiais”, ambos publicados pela sala de imprensa da Santa Sé.
 
 Protagonismo sem paralelo .

A Carta Apostólica traz os sinais da pandemia da Covid-19, que – escreve Francisco – nos fez compreender a importância das pessoas comuns, aquelas que, distantes dos holofotes, exercitam todos os dias paciência e infundem esperança, semeando corresponsabilidade. Justamente como São José, “o homem que passa desapercebido, o homem da presença cotidiana discreta e escondida”.

E mesmo assim, o seu é “um protagonismo sem paralelo na história da salvação”. Com efeito, São José expressou concretamente a sua paternidade ao ter convertido a sua vocação humana “na oblação sobre-humana de si mesmo ao serviço do Messias”. E por isto ele “foi sempre muito amado pelo povo cristão”.

Nele, “Jesus viu a ternura de Deus”, que “nos faz aceitar a nossa fraqueza”, através da qual se realiza a maior parte dos desígnios divinos. Deus, de fato, “não nos condena, mas nos acolhe, nos abraça, nos ampara e nos perdoa”. José é pai também na obediência a Deus: com o seu ‘fiat’, salva Maria e Jesus e ensina a seu Filho a “fazer a vontade do Pai”, cooperando “ao grande mistério da Redenção”.

O objetivo desta carta apostólica é aumentar o amor por este grande Santo, para nos sentirmos impelidos a implorar a sua intercessão e para imitarmos as suas virtudes e o seu desvelo”, explica Francisco na carta que fala de São José sob sete aspectos: pai amado, pai na ternura, pai na obediência, pai no acolhimento, pai com coragem criativa, pai trabalhador e pai na sombra.

Logo na introdução do documento, Francisco recorda que São José era humilde carpinteiro e teve a coragem de assumir a paternidade legal de Jesus. Para defender Jesus de Herodes, foi forasteiro no Egito e, retornando à pátria, viveu na pequena e ignorada cidade de Nazaré, na Galileia, longe de Belém, a sua cidade natal, e de Jerusalém, onde se erguia o Templo.

Depois de Maria, a Mãe de Deus, nenhum Santo ocupa tanto espaço no magistério pontifício como José, seu esposo. Os meus antecessores aprofundaram a mensagem contida nos poucos dados transmitidos pelos Evangelhos para realçar ainda mais o seu papel central na história da salvação: o Beato Pio IX declarou-o ‘Padroeiro da Igreja Católica’, o Venerável Pio XII apresentou-o como ‘Padroeiro dos operários’; e São João Paulo II, como ‘Guardião do Redentor’. O povo invoca-o como ‘padroeiro da boa morte'”, escreve Francisco no documento.

O Santo Padre explica que, ao completarem-se 150 anos da declaração do santo como Padroeiro da Igreja Católica, ele gostaria de partilhar algumas reflexões pessoais sobre “esta figura extraordinária”, tão próxima da condição humana de cada um. Um desejo que foi crescendo ao longo desses meses de pandemia, revela Francisco, em que foi possível experimentar que a vida é tecida e sustentada por pessoas comuns, que não aparecem nas manchetes dos jornais nem em grandes passarelas: médicos, enfermeiros, trabalhadores de supermercado e de limpeza, por exemplo, entre tantos outros que compreenderam que ninguém se salva sozinho.

Quantas pessoas dia a dia exercitam a paciência e infundem esperança, tendo a peito não semear pânico, mas corresponsabilidade! Quantos pais, mães, avôs e avós, professores mostram às nossas crianças, com pequenos gestos do dia a dia, como enfrentar e atravessar uma crise, readaptando hábitos, levantando o olhar e estimulando a oração! Quantas pessoas rezam, se imolam e intercedem pelo bem de todos. Todos podem encontrar em São José – o homem que passa despercebido, o homem da presença quotidiana discreta e escondida – um intercessor, um amparo e uma guia nos momentos de dificuldade. São José lembra-nos que todos aqueles que estão, aparentemente, escondidos ou em segundo plano, têm um protagonismo sem paralelo na história da salvação. A todos eles, dirijo uma palavra de reconhecimento e gratidão”.
 

 Não se nasce pai, torna-se tal” .

Não se nasce pai, torna-se tal”, afirma ainda Francisco, porque “se cuida responsavelmente” de um filho assumindo a responsabilidade pela sua vida. Infelizmente, na sociedade atual, “muitas vezes os filhos parecem ser órfãos de pai” que sejam capazes de “introduzir o filho na experiência da vida”, sem  prendê-lo “nem subjugá-lo”, mas tornando-o “capaz de opções, de liberdade, de partir”.

Neste sentido, José recebeu o apelativo de “castíssimo”, que é “o contrário da posse”: ele, com efeito, “soube amar de maneira extraordinariamente livre”, “soube descentralizar-se” para colocar no centro da sua vida Jesus e Maria. A sua felicidade está no “dom de si mesmo”: nunca frustrado e sempre confiante, José permanece em silêncio, sem lamentações, mas realizando “gestos concretos de confiança”. A sua figura, portanto, é exemplar, evidencia o Papa, num mundo que “precisa de pais e rejeita os dominadores”, rejeita quem confunde “autoridade com autoritarismo, serviço com servilismo, confronto com opressão, caridade com assistencialismo, força com destruição”.

Na décima nota, “Patris corde” revela também um hábito da vida de Francisco: todos os dias, o Pontífice reza uma oração ao Esposo de Maria tirada de um livro francês de devoções, do século XIX, da Congregação das Religiosas de Jesus e Maria. Trata-se de uma oração que “expressa devoção e confiança” a São José, mas também “certo desafio”, explica o Papa, porque se conclui com estas palavras: “Que não se diga que eu Vos invoquei em vão, e dado que tudo podeis junto de Jesus e Maria, mostrai-me que a vossa bondade é tão grande como o vosso poder”.
 
 Indulgências Plenárias .
 
Para obter a indulgência plenária, destaca-se no Decreto, que devem ser cumpridas as condições prescritas pela Igreja para tal efeito: confissão sacramental, comunhão eucarística e rezar pelas intenções do Santo Padre.

As modalidades nas quais se concederá a indulgência plenária no Ano de São José, que começa hoje, são as seguintes:
  • “A indulgência plenária é concedida àqueles que meditarem pelo menos durante 30 minutos na oração do Pai-Nosso, ou participarem em um Retiro Espiritual de pelo menos uma jornada no qual se realize uma meditação sobre São José”.
  • “Aqueles que, com o exemplo de São José, realizem uma obra de misericórdia corporal ou espiritual poderão lucrar o dom da indulgência plenária”.
  • “Para que todas as famílias cristãs se sintam encorajadas a recriar o mesmo ambiente de íntima comunhão, amor e oração que se vivia na Sagrada Família, é concedida a indulgência plenária pela oração do Santo Terço nas famílias e entre os noivos”.
  • “A indulgência plenária pode ser lucrada por aqueles que confiem cotidianamente suas atividades à proteção de São José e cada fiel que invoque com a oração a intercessão do Artesão de Nazaré para que, quem se encontre procurando emprego, possa encontrar ocupação e que o trabalho de todos seja digno”.
  • “A indulgência plenária é concedida aos fiéis que recitem as Ladainhas a São José (para a tradição latina), ou o Akathistos a São José, inteiro ou pelo menos uma parte (para as tradições bizantinas), ou outra oração a São José propriamente dita de outras tradições litúrgicas pela Igreja perseguida ad intra e ad extra e para o alívio de todos os cristãos que sofrem alguma forma de perseguição”.
  • Além disso, "para reafirmar a universalidade do patrocínio de São José sobre a Igreja, além dessas razões, a Penitenciária Apostólica concede indulgência plenária aos fiéis que recitarem qualquer oração legalmente aprovada ou ato de piedade em homenagem a São José". “Por exemplo, 'A ti, oh, San José', especialmente de 19 de março a 1º de maio, na festa da Sagrada Família de Jesus, Maria e José; no domingo de São José (segundo a tradição Bizantina); no dia 19 de cada mês e todas as quartas-feiras, dia dedicado à memória do Santo segundo a tradição latina”.
O Decreto termina especificando que “no atual contexto de emergência sanitária, o dom da indulgência plenária estende-se de modo particular aos idosos, aos doentes, aos moribundos e a todos aqueles que por motivos legítimos não podem sair de casa, aos quais, com a alma livre de todo pecado e com a intenção de cumprir, na medida do possível, as três condições habituais, em casa ou onde estiverem devido à doença, recitem um ato de piedade em homenagem a São José , consolo dos enfermos e padroeiro da boa morte, oferecendo com fé a Deus as dores e sofrimentos da vida”.


A Carta Apostólica, "Patris Corde" (O Coração do Pai), na íntegra, está disponível em língua portuguesa no site da Santa Sé. Acesse aqui.


 

terça-feira, 12 de março de 2019

Oração, Jejum e Caridade

 
Queridos irmãos e irmãs!

Todos os anos, por meio da Mãe Igreja, Deus “concede aos seus fiéis a graça de se prepararem, na alegria do coração purificado, para celebrar as festas pascais, a fim de que (...), participando nos mistérios da renovação cristã, alcancem a plenitude da filiação divina”. Assim, de Páscoa em Páscoa, podemos caminhar para a realização da salvação que já recebemos, graças ao mistério pascal de Cristo: “De fato, foi na esperança que fomos salvos” (Rm 8, 24).

Este mistério de salvação, já operante em nós durante a vida terrena, é um processo dinâmico que abrange também a história e toda a criação. São Paulo chega a dizer: “Até a criação se encontra em expectativa ansiosa, aguardando a revelação dos filhos de Deus” (Rm8, 19).

Nesta perspectiva, gostaria de oferecer algumas propostas de reflexão, que acompanhem o nosso caminho de conversão na próxima Quaresma.


A redenção da criação

A celebração do Tríduo Pascal da paixão, morte e ressurreição de Cristo, ponto culminante do Ano Litúrgico, sempre nos chama a viver um itinerário de preparação, cientes de que tornar-nos semelhantes a Cristo (cf. Rm 8, 29) é um dom inestimável da misericórdia de Deus. 

Se o homem vive como filho de Deus, se vive como pessoa redimida, que se deixa guiar pelo Espírito Santo (cf. Rm 8, 14), e sabe reconhecer e praticar a lei de Deus, a começar pela lei gravada no seu coração e na natureza, beneficia também a criação, cooperando para a sua redenção. Por isso, a criação – diz São Paulo – deseja de modo intensíssimo que se manifestem os filhos de Deus, isto é, que a vida daqueles que gozam da graça do mistério pascal de Jesus se cubra plenamente dos seus frutos, destinados a alcançar o seu completo amadurecimento na redenção do próprio corpo humano.

Quando a caridade de Cristo transfigura a vida dos santos – espírito, alma e corpo –, estes rendem louvor a Deus e, com a oração, a contemplação e a arte, envolvem nisto também as criaturas, como demonstra admiravelmente o “Cântico do irmão sol”, de São Francisco de Assis. Neste mundo, porém, a harmonia gerada pela redenção continua ainda – e sempre estará – ameaçada pela força negativa do pecado e da morte.

A força destruidora do pecado

Com efeito, quando não vivemos como filhos de Deus, muitas vezes adotamos comportamentos destruidores do próximo e das outras criaturas – mas também de nós próprios –, considerando, de forma mais ou menos consciente, que podemos usá-los como bem nos apraz. Então sobrepõe-se a intemperança, levando a um estilo de vida que viola os limites que a nossa condição humana e a natureza nos pedem para respeitar, seguindo aqueles desejos incontrolados que, no livro da Sabedoria, se atribuem aos ímpios, ou seja, a quantos não têm Deus como ponto de referência das suas ações, nem uma esperança para o futuro.

Se não estivermos voltados continuamente para a Páscoa, para o horizonte da Ressurreição, é claro que acaba por se impor a lógica do tudo e imediatamente, do possuir cada vez mais.

Como sabemos, a causa de todo o mal é o pecado, que, desde a sua aparição no meio dos homens, interrompeu a comunhão com Deus, com os outros e com a criação, à qual nos encontramos ligados antes de mais nada através do nosso corpo. Rompendo-se a comunhão com Deus, acabou por falir também a relação harmoniosa dos seres humanos com o meio ambiente, onde estão chamados a viver, a ponto de o jardim se transformar num deserto (cf. Gn 3, 17-18). Trata-se daquele pecado que leva o homem a considerar-se como deus da criação, a sentir-se o seu senhor absoluto e a usá-la, não para o fim querido pelo Criador, mas para interesse próprio em detrimento das criaturas e dos outros.

Quando se abandona a lei de Deus, a lei do amor, acaba por se afirmar a lei do mais forte sobre o mais fraco. O pecado – que habita no coração do homem (cf. Mc 7, 20-23), manifestando-se como avidez, ambição desmedida de bem-estar, desinteresse pelo bem dos outros e muitas vezes também do próprio – leva à exploração da criação (pessoas e meio ambiente), movidos por aquela ganância insaciável que considera todo o desejo um direito e que, mais cedo ou mais tarde, acabará por destruir inclusive quem está dominado por ela.

A força sanadora do arrependimento e do perdão

Por isso, a criação tem impelente necessidade que se revelem os filhos de Deus, aqueles que se tornaram “nova criação”: “Se alguém está em Cristo, é uma nova criação. O que era antigo passou; eis que surgiram coisas novas” (2Cor 5, 17).

Com efeito, com a sua manifestação, a própria criação pode também “fazer páscoa”: abrir-se para o novo céu e a nova terra (cf. Ap 21, 1). E o caminho rumo à Páscoa chama-nos precisamente a restaurar a nossa fisionomia e o nosso coração de cristãos, através do arrependimento, a conversão e o perdão, para podermos viver toda a riqueza da graça do mistério pascal.

Esta “impaciência”, esta expectativa da criação ver-se-á satisfeita quando se manifestarem os filhos de Deus, isto é, quando os cristãos e todos os homens entrarem decididamente neste “parto” que é a conversão. Juntamente conosco, toda a criação é chamada a sair “da escravidão da corrupção, para alcançar a liberdade na glória dos filhos de Deus” (Rm 8, 21).

A Quaresma é sinal sacramental desta conversão. Ela chama os cristãos a encarnarem, de forma mais intensa e concreta, o mistério pascal na sua vida pessoal, familiar e social, particularmente através do jejum, da oração e da esmola.

Jejuar, isto é, aprender a modificar a nossa atitude para com os outros e as criaturas: passar da tentação de “devorar” tudo para satisfazer a nossa voracidade, à capacidade de sofrer por amor, que pode preencher o vazio do nosso coração.
Orar, para saber renunciar à idolatria e à autossuficiência do nosso eu, e nos declararmos necessitados do Senhor e da sua misericórdia.
Dar esmola, para sair da insensatez de viver e acumular tudo para nós mesmos, com a ilusão de assegurarmos um futuro que não nos pertence.

E, assim, reencontrar a alegria do projeto que Deus colocou na criação e no nosso coração: o projeto de amar a Ele, aos nossos irmãos e ao mundo inteiro, encontrando neste amor a verdadeira felicidade.Queridos irmãos e irmãs, a “quaresma” do Filho de Deus consistiu em entrar no deserto da criação para fazê-la voltar a ser aquele jardim da comunhão com Deus que era antes do pecado das origens.

Que a nossa Quaresma seja percorrer o mesmo caminho, para levar a esperança de Cristo também à criação, que “será libertada da escravidão da corrupção, para alcançar a liberdade na glória dos filhos de Deus” (Rm 8, 21). Não deixemos que passe em vão este tempo favorável! Peçamos a Deus que nos ajude a realizar um caminho de verdadeira conversão. Abandonemos o egoísmo, o olhar fixo em nós mesmos, e voltemo-nos para a Páscoa de Jesus; façamo-nos próximos dos irmãos e irmãs em dificuldade, partilhando com eles os nossos bens espirituais e materiais. Assim, acolhendo na nossa vida concreta a vitória de Cristo sobre o pecado e a morte, atrairemos também sobre a criação a sua força transformadora.

Fonte: Folha Missionária - Março/2019 - Arquidiocese de Juiz de Fora

domingo, 6 de janeiro de 2019

Dia de Reis


Os Reis ofereceram-Lhe
ouro, incenso e mirra.
E o menino doou ao mundo
amor, esperança, paz e alegria;
valores que não se compram,
mas que podemos
receber e oferecer
todos os dias
a quem está ao nosso lado.


segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Papa faz pedido aos fieis


O Papa Francisco pediu a todos os fieis que rezem diariamente, durante este mês de outubro de 2018, o Terço, finalizando-o com duas outras orações: a Oração a São Miguel Arcanjo e a antiga Oração Mariana “Sub tuum praesidium” (ver abaixo).

A intenção, segundo o comunicado da Santa Sé, é pela Igreja, para que Nossa Senhora e São Miguel a defendam das investidas do diabo, que procura “nos dividir de Deus e uns dos outros”.

No dia 11 de setembro, o Papa citou em sua homilia o livro de Jó, que diz que apenas a oração é capaz de derrotar o diabo. Reforça o comunicado: “Os místicos russos e os grandes santos de todas as tradições aconselharam, em momentos de turbulência espiritual, proteger-se sob o manto da Santa Mãe de Deus e proferir a oração Sub tuum praesidium”.



Oração a São Miguel Arcanjo

“São Miguel Arcanjo,
defendei-nos no combate.
Sede o nosso refúgio
contra as maldades e ciladas do demônio.
Ordene-lhe Deus, instantemente o pedimos.
E vós, Príncipe da Milícia Celeste,
pela virtude divina,
precipitai no inferno a Satanás
e a todos os espíritos malignos,
que andam pelo mundo para perder as almas.
Amém!”


Oração a Nossa Senhora
(Sub tuum praesidium)

“À Vossa Proteção recorremos,
Santa Mãe de Deus.
Não desprezeis as nossas súplicas
em nossas necessidades,
mas livrai-nos sempre de todos os perigos,
ó Virgem gloriosa e bendita!”

.

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Um tempo para Cristo



"Rezar significa dar um pouco
do seu tempo para Cristo"

(Tradução da frase de São João Paulo II, escrita em alemão)


Lembrança da JMJ 2016 - Cracóvia,
que nos foi carinhosamente entregue pelo seminarista Michel que participou da jornada.


terça-feira, 29 de dezembro de 2015

2016: Ano Santo da Misericórdia

 

Ano da Misericórdia: entenda o significado e como receber indulgências

O Ano da Santo da Misericórdia já está se aproximando: a abertura acontecerá no próximo dia 8 de dezembro, na Solenidade da Imaculada Conceição. E para entender melhor o que significa este ano jubilar e como bem viver, seguem abaixo as orientações, como praticar as obras de misericórdia e receber indulgências.

Outra dica também para os jovens é se aprofundar na mensagem do Papa Francisco para a XXXI Jornada Mundial da Juventude 2016, a ser realizada de 25 a 31 de julho, em Cracóvia (Polônia). O tema da JMJ se insere no contexto do Ano da Misericórdia e este texto do Santo Padre orienta ainda os jovens a como se preparar para o grande encontro mundial.


O Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização preparou também um site com todas as informações e notícias sobre o ano jubilar. Acesse AQUI.

O que é o Ano Santo?

O Papa Francisco anunciou o Jubileu do Ano Santo da Misericórdia por meio da Bula de Proclamação Misericordiae Vultus (O Rosto da Misericórdia). O Jubileu inicia em 08 de dezembro de 2015 e se concluirá no dia 20 de novembro de 2016, com a Solenidade de Jesus Cristo Rei do Universo.

A celebração do Jubileu se origina no judaísmo. Consistia em uma comemoração de um ano sabático que tinha um significado especial. A festa se realizava a cada 50 anos. Durante o ano os escravos eram libertados, restituíam-se as propriedades às pessoas que as haviam perdido, perdoavam-se as dívidas, as terras deviam permanecer sem cultivar e se descansava. Era um ano de reconciliação geral. Na Bíblia, encontramos algumas passagens dessa celebração judaica (cf. Lv 25,8).

O que significa Jubileu?

A palavra Jubileu se inspira no termo hebreu de yobel, que se refere ao chifre do cordeiro que servia como instrumento musical. Jubileu, também tem uma raiz latina, iubilum que representa um grito de alegria. Na tradição católica, o Jubileu consiste em que durante um ano se concedem indulgências aos fiéis que cumprem certas disposições estabelecidas pelo Papa. O Jubileu pode ser ordinário ou extraordinário. A celebração do Ano Santo Ordinário acontece em um intervalo a cada 25 anos, com o objetivo de que cada geração experimente pelo menos uma em sua vida. Já o Ano Santo Extraordinário se proclama como celebração de um fato destacado. O Jubileu proclamado pelo Papa Francisco é um Ano Santo Extraordinário. É um convite para que, de maneira mais intensa, fixemos o olhar na Misericórdia do Pai.

Por que abrir uma porta no Ano Santo?

A Porta Santa, na Basílica de São Pedro, em Roma, só se abre durante um Ano Santo e significa que se abre um caminho extraordinário para a salvação. Na cerimônia de abertura, o Papa toca a porta com um martelo 3 vezes enquanto diz: “Abram-me as portas da justiça; entrando por elas confessarei ao Senhor”. Depois de aberta, entoa-se um canto de Ação de Graças e o Papa atravessa esta porta com seus colaboradores.

O que fazer nesse ano?

Na Bula Misericordiae Vultus, o Papa Francisco sugere algumas iniciativas que podem ser vividas em diferentes etapas:
  •     Realizar peregrinações;
  •     Praticar as obras de misericórdia;
  •     Intensificar a oração;
  •     Passar pela Porta Santa em Roma ou na Diocese;
  •     Perdoar a todos;
  •     Buscar o Sacramento da Reconciliação;
  •     Superar a corrupção;
  •     Receber a indulgência;
  •     Participar da Eucaristia;
  •     Fortalecer o ecumenismo;
  •     Converter-se.

O que é a indulgência?

Indulgência é a remissão diante de Deus da pena devida aos pecados, cuja culpa já foi perdoada. Cada vez que alguém se arrepende e se confessa, é perdoado a culpa dos pecados cometidos, mas não a pena. Por exemplo, se alguém mata uma pessoa e se arrepende, depois pede perdão e procura o Sacramento da Penitência, receberá o perdão. Contudo, como repassar o mal cometido que tirou a vida de alguém? Por isso permanece uma pena após o perdão. Essa situação pode ter um indulto, uma indulgência, que a Igreja oferece em certas condições especiais e quando o fiel está bem disposto a buscar a santidade de vida, aproximando-se cada vez mais de Deus. A Igreja pode oferecer a indulgência pelos méritos de Cristo, de Maria e dos santos que sempre participam da obra da salvação. Sobre isso, escreveu o Papa Francisco: “No sacramento da Reconciliação, Deus perdoa os pecados, que são verdadeiramente apagados; mas o cunho negativo que os pecados deixaram nos nossos comportamentos e pensamentos permanecem. A misericórdia de Deus, porém, é mais forte também do que isso. Ela torna-se indulgência do Pai que, através da Esposa de Cristo, alcança o pecador perdoado e liberta-o de qualquer resíduo das consequências do pecado, habilitando-o a agir com caridade, a crescer no amor em vez de recair no pecado” (Misericordiae Vultus, 22).

Como receber a indulgência?

Para receber a indulgência todos são chamados a realizar uma breve peregrinação rumo à Porta Santa, aberta em cada Catedral ou nas igrejas estabelecidas pelo Bispo diocesano, como sinal do profundo desejo de verdadeira conversão. É importante que este momento esteja unido, em primeiro lugar, ao Sacramento da Reconciliação e à Celebração da Eucaristia com uma reflexão sobre a Misericórdia. Será necessário acompanhar essas celebrações com a profissão de fé e com a oração pelo Papa, para o bem da Igreja e do mundo inteiro.

Há indulgências para os falecidos?

A indulgência pode ser obtida também para os que faleceram. A eles estamos unidos pelo testemunho de fé e caridade que nos deixaram. Assim como os recordamos na Celebração Eucarística, também podemos, no grande mistério da Comunhão dos Santos, rezar por eles, para que o rosto misericordioso do Pai os liberte de qualquer resíduo de culpa e possa abraça-los na felicidade sem fim.

E os doentes e idosos?

Para eles será de grande ajuda viver a enfermidade e o sofrimento como experiência de proximidade ao Senhor que no mistério da sua paixão, morte e ressurreição indica o caminho para dar sentido à dor e à solidão. Viver com fé e esperança este momento de provocação, recebendo a comunhão ou participando na Celebração Eucarística e na oração comunitária, inclusive através dos vários meios de comunicação, será, para eles, o modo de obter a indulgência jubilar.

As obras de misericórdia

A experiência da misericórdia torna-se visível pelo testemunho concreto. Todas as vezes que um fiel viver uma ou mais destas obras pessoalmente, obterá a indulgência jubilar.

Obras corporais
  •     Dar de comer aos famintos;
  •     Dar de beber aos que tem sede;
  •     Vestir os nus;
  •     Acolher o estrangeiro;
  •     Visitar os enfermos;
  •     Visitar os encarcerados;
  •     Sepultar os mortos.

Obras espirituais
  •     Aconselhar os duvidosos;
  •     Ensinar os ignorantes;
  •     Admoestar os pecadores;
  •     Consolar os aflitos;
  •     Perdoar as ofensas;
  •     Suportar com paciência as injustiças;
  •     Rezar a Deus pelos vivos e pelos mortos.

domingo, 11 de outubro de 2015

Devoção ao Santo Rosário

 
Outubro, o mês das Missões, é o mês em que somos convidados a refletir sobre a atualidade do Santo Rosário em nossa vida cristã.

Por isso mesmo, neste mês devemos reforçar a nossa devoção mariana empreendendo a Oração do Rosário em família, em grupos de orações, nos setores pastorais, nas comunidades e nas paróquias.

Essa devoção contemplativa faz-nos meditar sobre os mistérios de nossa redenção. 

Na Carta Apostólica sobre o “Rosário da Virgem Maria”, o Santo Papa João Paulo II nos ensina que: "O Rosário, de fato, ainda que caracterizado pela sua fisionomia mariana, no seu âmago é oração cristológica. Na sobriedade dos seus elementos, concentra a profundidade de toda a mensagem evangélica, da qual é quase um compêndio. Nele ecoa a oração de Maria, o seu perene Magnificat pela obra da Encarnação redentora iniciada no seu ventre virginal. Com ele, o povo cristão frequenta a escola de Maria, para deixar-se introduzir na contemplação da beleza do rosto de Cristo e na experiência da profundidade do seu amor. Mediante o Rosário, aquele que crê alcança a graça em abundância, como se a recebesse das mesmas mãos da Mãe do Redentor" (cf. RVM, n. 1).

Fonte: CNBB

sábado, 4 de outubro de 2014

O Santo Rosário segundo São João Paulo II

O Santo Rosário é uma oração amada por numerosos santos e estimulada pela Igreja.



"Desde a juventude, esta oração teve lugar importante na minha vida espiritual. O Rosário acompanhou-me nos momentos de alegria e nas provações. A ele confiei tantas preocupações; nele encontrei conforto. O Rosário é minha oração predileta, uma oração maravilhosa, na simplicidade e na profundidade. Sobre o fundo das palavras da 'Ave Maria' passam, diante dos olhos da alma, os principais episódios da vida de Jesus Cristo. Eles se dispõem no conjunto dos Mistérios Gozosos, Dolorosos, Luminosos e Gloriosos, e nos colocam em comunhão viva com Jesus, através do Coração de Sua Mãe".

"Podemos incluir, nas dezenas do Rosário, todos os fatos da nossa vida, da família, da nação, da Igreja e da humanidade. Acontecimentos pessoais e do próximo, daqueles que nos são mais familiares e que mais estimamos. A oração do Rosário marca o ritmo da vida humana".

"O Rosário ainda que caracterizado pela sua fisionomia mariana, no seu âmago, é uma oração cristológica, pois concentra a mensagem evangélica, da qual é quase um compêndio".

O exercício piedoso da recitação do Rosário coloca o fiel em contato com os principais fatos da vida de Jesus, levando-o a uma profunda intimidade com o santo Evangelho.

"O motivo mais importante para a prática do Rosário é a contemplação do mistério cristão, que propus na carta apostólica 'Novo millennio ineunte', como verdadeira pedagofia da santidade: há necessidade de um cristianismo que se destaque, principalmente pela arte da oração. É urgente que nossas comunidades cristãs se tornem autênticas escolas de oração, onde a Virgem Maria ocupa a função de mestra. Com Ela aprendemos a escutar e a nos colocarmos à disposição de Deus".

"A oração constante do Rosário traz inúmeros benefícios para o fiel, que alcança a graça em abundância, como se a recebesse das mãos da Mãe do Redentor".


Carta Apostólica Rosárium Virginis Mariae,
São João Paulo II


quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Mensagem do Papa para o Dia Mundial da Paz


Foi divulgada, nesta quinta-feira (12), a primeira mensagem do Papa Francisco para a celebração do XLVII Dia Mundial da Paz, celebrado no dia 1º de janeiro de 2014, com o tema “Fraternidade, fundamento e caminho para a paz”.

Em sua mensagem, o Sumo Pontífice recordou que “a fraternidade é uma dimensão essencial do homem”. Ele ainda lembrou que sem a dimensão fraterna entre os povos “se torna impossível a construção de uma sociedade justa, de uma paz firme e duradoura”. A mensagem ainda aborda temas atuais como o fenômeno da globalização, a paz, a guerra, a pobreza, o crime organizado, a economia e o relacionamento do homem com a natureza.


O Papa iniciou sua mensagem dizendo que “a família é a fonte de toda a fraternidade”, e, “por vocação, deve contagiar o mundo com o seu amor”. Utilizando-se da figura bíblica de Caim, o Santo Padre recordou que “a humanidade traz inscrita em si uma vocação à fraternidade”, assim como “a possibilidade dramática da sua traição”.

Segundo o Pontífice, o egoísmo diário e a indiferença para com o próximo são a base de muitas guerras e injustiças, e que “muitos homens e mulheres morrem pelas mãos de irmãos e irmãs que não sabem se reconhecer como tais”.

Quem aceita a vida de Cristo e vive n’Ele reconhece Deus como Pai e a Ele Se entrega totalmente, amando-O acima de todas as coisas. O homem reconciliado vê em Deus o Pai de todos e, consequentemente, é solicitado a viver uma fraternidade aberta a todos”, diz Francisco.

Pobreza e economia

Em sua mensagem, o Pontífice recordou que a fraternidade é premissa para vencer a pobreza e cobrou políticas que garantam a todos direitos básicos como emprego e educação. Sobre economia, o Papa alertou que as diversas crises econômicas que assolam o mundo “têm a sua origem no progressivo afastamento do homem de Deus e do próximo, com a ambição desmedida de bens materiais e o empobrecimento das relações interpessoais e comunitárias”.

Não se pode ignorar a fome”, diz Papa em videomensagem.  “É uma vergonha”, diz Papa sobre tráfico de pessoas.

Paz e guerra

Ao longo do ano que termina, muitos de nossos irmãos e irmãs continuaram vivendo a experiência dilacerante da guerra, a qual constitui uma grave e profunda ferida infligida à fraternidade”, disse o Pontífice, que, citando seus predecessores Paulo VI e João Paulo II, reafirmou: “A paz é um bem indivisível: ou é um bem de todos ou não o é de ninguém”. Em sua mensagem, Francisco ainda faz um forte apelo ao desarmamento.


Corrupção e crime organizado


Segundo o Santo Padre, o egoísmo individual também é a fonte de toda corrupção e de toda organização criminosa. Ele fez duras críticas àqueles que lucram com as drogas, com o tráfico de seres humanos, o crime, os abusos contra menores entre outros. “Essas organizações ofendem gravemente Deus, prejudicam os irmãos e lesam a criação, revestindo-se de uma gravidade ainda maior se têm conotações religiosas”, diz o Pontífice.

Fraternidade e relação com a natureza

Segundo o Papa, a criação de Deus está à disposição do homem para que ele a administre com responsabilidade e amor, pensando no bem comum e nas futuras gerações. “É mais do que sabido que a produção atual é suficiente, e, todavia, há milhões de pessoas que sofrem e morrem de fome, o que constitui um verdadeiro escândalo. Por isso, é necessário encontrar um modo para que todos possam se beneficiar dos frutos da terra”, disse o Pontífice.

O Sumo Pontífice concluiu sua mensagem exortando os homens a se voltarem para a sua condição transcendente, pois “quando falta esta abertura a Deus, toda a atividade humana se torna mais pobre, e as pessoas são reduzidas a objetos passíveis de exploração”. Ele termina dizendo que “o serviço é a alma da fraternidade que edifica a paz”.

Confira, na íntegra, a mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial da Paz, clicando aqui: Site Oficial do Vaticano


Fontes: Canção Nova e Vaticano

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Oração pelas Vocações

Começamos hoje o mês de agosto, para nós, uma data muito especial, pois é o Mês Vocacional.
Rezemos juntos para que possamos sempre dizer "sim" ao chamado de Deus, cumprindo a nossa vocação de discípulos missionários.