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quarta-feira, 14 de dezembro de 2022

Tempo de Esperança

 Todas as respostas estão em ti...

"A esperança é a certeza

 dentro de nós.

Algo nascerá no momento

 próprio."

Júlio Resende

 
Nesta linha finita do tempo que nos cabe viver, nem sempre é fácil  ter esperança...
E aquele momento em que algo devia acontecer, tarda por vezes em chegar.
O tempo, à medida que envelhecemos, passa mais depressa e não chega para tudo o que ainda quereríamos fazer!
Tanto livro para ler...
Tantas viagens por acontecer e que agora, por alguma falta de  saúde, já não se vão realizar...
Tanto para fazer, para descobrir...
Há que fazer escolhas, definir os caminhos para fazer o resto desta viagem frágil e breve.

O que não pode faltar é tempo para vivermos os afectos!
Eles são a ESPERANÇA e a LUZ que iluminam o nosso caminho!


"O amor é uma luz que não deixa escurecer a Vida"
Camilo Castelo Branco


Mena


 

quinta-feira, 17 de novembro de 2022

Natureza

Todas as respostas estão em ti...


"Se ouvires alguma vez 
o cântico da Natureza,
aguarda o silêncio
do Amor."
Julio Resende

A Natureza tem um ritmo e uma voz que teimamos em não ver nem ouvir!


Tudo está ligado: o solo, a água, o ar e os seres vivos!



Depois de se alimentar nas flores da oxalis, esta borboleta poisou no meu braço.
Estendi as mãos e ela poisou nas minhas mãos.
Ficou ali um minuto, de asas abertas, como que a descansar...
Depois seguiu no seu voo e tudo parecia estar igual.
Mas não estava...
Foi um minuto mágico!
Mena

As fotografias são de nossa autoria "maiores de sessenta"





sexta-feira, 11 de novembro de 2022

Poesia


"O vento que derruba 
a erva, pode não derrubar 
a árvore.
O vento é o mesmo, 
mas a alma de cada um 
é que é diferente."

Julio Roberto

Minha alma está vestida de Outono...
Mena

sexta-feira, 21 de outubro de 2022

Outono 2022

 Canção de Outono

"Les sanglots longs
Des violons
De l'automne
Blessent mon coeur
D'une langueur
Monotone.
... ... ...
Et je m'en vais
Au vent mauvais
Qui m'emporte
Deçà, delà,
Pareil à la
Feuille morte."

Poema de Paul Verlaine : Chanson d'automne





... ... ... ... ...

Eu vou partir

No vento forte

Que me transporta

De cá p'ra lá

Semelhante à 

folha morta.

Tradução livre



Apanhei uma folha de outono 
levei-a a passear comigo
 pelas ruas e jardins...
Em casa guardei a folha de outono
junto das folhas dum livro de poemas.
E lá ficaram a falar de poesia!

Mena







sexta-feira, 7 de janeiro de 2022

Sol

Querem uma Luz Melhor que a do Sol!

"Ah! Querem uma luz melhor que a do Sol!
Querem prados mais verdes do que estes!
Querem flores mais belas do que estas que vejo!
A mim este Sol, estes prados, estas flores contentam-me.
Mas, se acaso me descontentam,
O que quero é um sol mais sol que o Sol,
O que quero é prados mais prados que estes prados,
O que quero é flores mais flores que estas flores.
Tudo mais ideal do que é do mesmo modo e da mesma maneira!"

Alberto Caeiro
Poemas Inconjuntos



Neste caso sou mais fácil de contentar do que o poeta!

Basta um raio de sol para me fazer sentir melhor!

Fico feliz por ver a beleza das cores das flores, pois um dia, por causa de um problema de saúde, poderá acontecer já não as ver e vou guardá-las na minha memória.

Deslumbro-me com o voo das borboletas e outros insectos e em sonhos também voo.

Mas também tenho uma luz melhor do que a do Sol, a do teu olhar, companheiro desta viagem ...

Não me contento com pouco...

Tudo isto que posso ver e viver já é muito.


Mena




sábado, 5 de junho de 2021

Mar

Mar


Mar sonoro, mar sem fundo, mar sem fim.

A tua beleza aumenta quando estamos sós

E tão fundo intimamente a tua voz

Segue o mais secreto bailar do meu sonho.

Que momentos há em que eu suponho

Seres um milagre criado só para mim.

Sophia de Mello Breyner Andresen





Saudades do MAR...

sábado, 5 de janeiro de 2019

Ano Novo


2019


«Renova-te.
Renasce em ti mesmo.
Multiplica os teus olhos, para verem mais.
Multiplica-se os teus braços para semeares tudo.
Destrói os olhos que tiverem visto.
Cria outros, para as visões novas.
Destrói os braços que tiverem semeado, 
Para se esquecerem de colher.
Sê sempre o mesmo.
Sempre outro. Mas sempre alto.
Sempre longe.
E dentro de tudo.»

Cecília Meireles





quinta-feira, 4 de outubro de 2018


VOZES DO MAR




Quando o sol vai caindo sobre as águas
Num nervoso delíquio d’oiro intenso,
Donde vem essa voz cheia de mágoas
Com que falas à terra, ó mar imenso?







Tu falas de festins, e cavalgadas
De cavaleiros errantes ao luar?
Falas de caravelas encantadas
Que dormem em teu seio a soluçar?

Tens cantos d'epopeias? Tens anseios
D'amarguras? Tu tens também receios,
Ó mar cheio de esperança e majestade?!

Donde vem essa voz, ó mar amigo?
... Talvez a voz do Portugal antigo,
Chamando por Camões numa saudade!
Florbela Espanca





As fotografias são de nossa autoria

sábado, 23 de junho de 2018

Alentejo


Homenagem ao Alentejo

Planície como página
este é o chão que procurava

silêncio feito asa

quase pão quase palavra.
Para ser canto
para ser casa.
 Manuel Alegre








quinta-feira, 21 de junho de 2018

Poema de Fernando Pessoa

O Meu Olhar Azul como o Céu

O meu olhar azul como o céu 
É calmo como a água ao sol. 
É assim, azul e calmo, 
Porque não interroga nem se espanta ... 
Se eu interrogasse e me espantasse 
Não nasciam flores novas nos prados 
Nem mudaria qualquer cousa no sol de modo a ele ficar mais belo... 
(Mesmo se nascessem flores novas no prado 
E se o sol mudasse para mais belo, 
Eu sentiria menos flores no prado 
E achava mais feio o sol ... 
Porque tudo é como é e assim é que é, 
E eu aceito, e nem agradeço, 
Para não parecer que penso nisso...) 

Alberto Caeiro, in "O Guardador de Rebanhos