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terça-feira, junho 11, 2019

O LOTO DO PATRIMÓNIO


A ideia vem de França e já vai no seu segundo ano. Esta medida prevê ajudar à preservação do património francês, à margem das instituições vocacionadas para o efeito.

Como é sabido o dinheiro não abunda para estas questões do Património, e todas as contribuições são bem recebidas, sejam elas através do mecenato ou até do jogo, como é o caso vertente.

Em conversa sobre o assunto com um amigo, ele colocou uma pergunta pertinente, segundo a óptica de quem não está por dentro do meio. A pergunta era, objectivamente, porque não se replicava a ideia em Portugal?

Foi difícil explicar ao meu amigo que este projecto implica candidaturas que sobretudo tenham em conta o estado de perigo em que se encontre o monumento, o impacto que o projecto venha a ter no território em que se insere, e também a qualidade e viabilidade do projecto em si mesmo. É precisamente nos requisitos para as candidaturas que reside o nosso problema, pois claro.

Nem me vou debruçar aqui sobre a explicação que tive que dar ao meu amigo, deixo isso para a vossa própria interpretação.


sexta-feira, maio 17, 2019

PATRIMÓNIO COM DUAS NOTÍCIAS NO MESMO DIA


Não é comum ler no mesmo dia, no mesmo jornal, duas peças relativas a assuntos ligados ao Património, por isso o dia de hoje foi especial e o jornal está de parabéns.

Começando pelas “Coisas estranhas”, no seu segundo pontos referia o caso anteriormente noticiado no DN de 6 de Junho de 2017, resultante duma auditoria feita pela Direcção-Geral do Património Cultural, à gestão da então directora em funções no Mosteiro dos Jerónimos, que depois seguiu para o Ministério Público. Estranha-se que até hoje não existam conclusões, que a senhora tenha sido mantida em funções pela tutela até passar recentemente à reforma, e sido nomeada outra directora esta semana.

Da coluna de opinião sobre factos estranhos passemos a uma notícia, segundo a qual terá sido marcada a decisão instrutória da Operação Cavaleiro, para o próximo dia 11 de Junho. A acusação sustenta que o ex-director do Museu da Presidência da República terá cometido 42 crimes, que a defesa diz que são sustentados em “muita criatividade”, e que, “quanto muito terão sido cometidas irregularidades que foram hiperbolizadas”, até porque “não falta um clip nem um pionés no Museu da Presidência”.

Creio que será difícil encontrar muitas notícias sobre o Património, especialmente boas, já as más parece que são mais comuns.



quarta-feira, abril 24, 2019

PÚBLICOS E PATRIMÓNIO


Os museus, palácios e monumentos são visitados por muita gente, de todas as nacionalidades, com diferentes graus de conhecimento e de todas as idades, o que nos leva a concluir com alguma certeza que constituem diversos tipos de público.

Diversos públicos deviam ter, forçosamente, interesses também eles diversos, pelo que a oferta, sobretudo expositiva e informativa, devia ser diversificada. Infelizmente a oferta é muitas vezes formatada e visa apenas conseguir multiplicar o número de entradas, e consequentemente das receitas.

A sociedade em que vivemos está cada vez mais formatada, e os públicos começam a apresentar comportamentos cada vez mais similares, e com interesses cada vez mais semelhantes. A imagem, o imediatismo, a partilha de experiências através das redes sociais, e a resposta à corrente que nos é mais próxima, faz com que os comportamentos sejam quase os mesmos, independentemente de quem somos.

O comportamento dentro dos museus, palácios e monumentos começa a obedecer a um padrão, que infelizmente não o melhor, o mais proveitoso, e certamente muito mais afastado do que aquele que nós pensamos ser predominante, e correcto.

Claro que quem está fora desta realidade tem uma percepção diferente, feita à sua própria imagem, e custa-lhe a aceitar que estejamos a caminho duma normalização, mas chamo-vos a atenção para este artigo, de onde tirei a imagem abaixo.



segunda-feira, abril 15, 2019

E SE FOSSE CÁ?

A pergunta é absolutamente pertinente, pois sabe-se que os planos de emergência não são testados, a formação das equipas é verdadeiramente rudimentar, e as condições proporcionadas para responder a situações de emergência são insuficientes.

Em casos desta natureza, como a que se vive agora em Paris, as próprias equipas de bombeiros e de protecção civil, não têm um conhecimento profundo dos museus, palácios e monumentos,para desenvolver o seu trabalho.

Que este desastre, que a todos entristece, sirva de alerta para os responsáveis pelo nosso Património.


 


sábado, abril 06, 2019

A MINISTRA E A CULTURA


Li com atenção a entrevista de Graça Fonseca ao Público, e mais uma vez pude constatar que não foi questionada sobre a política patrimonial, nem ela se mostrou minimamente interessada em fazê-lo.

Foi curioso ler que a ministra não quer discutir apenas a meta dos 1% para a Cultura, chegando mesmo a dizer que é preciso discutir política (cultural creio), porque para lá chegar (objectivos) precisamos se calhar de mais do que 1%, mas há que identificar para quê.

Senhora ministra da Cultura, creio que já está identificado o problema de falta de meios humanos nos museus, palácios e monumentos, e não me consta que esteja a ser feita alguma coisa no sentido de colmatar essa lacuna. Podia falar de sinalética, de uma nova política expositiva mais actual, de políticas de divulgação, de melhorar as condições físicas dos serviços, da política de manutenção, das obras de reabilitação/adequação das instalações, da formação profissional, das oficinas de restauro, para citar apenas alguns itens onde é necessária muita acção.

Para quem julga que estamos a falar de coisas menores, talvez seja oportuno dizer que o Património (museus, palácios e monumentos) é o maior contribuinte para o funcionamento deste ministério. Coisa pouca, pelos vistos.



segunda-feira, fevereiro 25, 2019

MUITO POR FAZER


Os nossos museus, palácios e monumentos têm aumentado o número de visitantes de modo apreciável, o que é bom, mas não tem sido tanto pela qualidade dos serviços prestados, mas sobretudo devido ao aumento dos visitantes estrangeiros.

Tenho visto estes serviços definharem por vários motivos, que vão desde a escassez de pessoal, à crónica falta de verbas, e falta de investimento, mas também algum comodismo, falta de espírito reivindicativo, e demasiado conformismo.

Em determinada ocasião critiquei a falta de informação fornecida aos visitantes dum determinado palácio, e como resposta disseram-me que um palácio não é um museu, e que por isso não era indicado ter informações em todas as peças. A explicação não ficou por aí, e foi-me dito que estava para aprovação, há anos, uma nova sinalética.

A informação, que eu saiba, pode ser disponibilizada por diversos meios, e alguns até nem são muito dispendiosos. Procurei nos sítios de diversos museus, palácios e monumento, especialmente naquele de que falei, e reparei que a informação é pobre, para não dizer paupérrima.

Consultei os quadros de pessoal de vários serviços, e especialmente o do tal palácio, e verifiquei que existiam diversos técnicos superiores com atribuições como, a comunicação, o inventário, colecções, serviço educativo, etc. Pelos vistos existe alguma margem de manobra que ainda pode ser explorada, assim haja vontade e imaginação.

Sugestão AQUI