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sábado, 30 de julho de 2016

O Riacho.

Fonte da imagem:https://pixabay.com/pt/ribeiro-prado-ermo-angra-lago-1031675/

Um riacho da montanha, esquecendo-se de que devia sua água à chuva e a pequenos córregos, resolveu crescer até ficar do tamanho de um rio.
Pôs-se então a atirar-se violentamente de encontro às suas margens, arrancando terra e pedras a fim de alargar seu leito.
Mas quando a chuva acabou a água diminuiu. O pobre riacho viu-se preso entre as pedras que arrancara de suas margens e foi forçado a, com grande esforço, encontrar outro caminho para descer até o vale.

Moral: 

Quem tudo quer tudo perde.

Leonardo da Vinci.


Trabalhando o texto.

Explicar que riacho nada mais é que um pequeno rio. 
Como o rio ele depende das chuvas para manter o seu tamanho e sua saúde.
Para aprender a cuidar das águas clique http://www.smartkids.com.br/trabalho/ecologia

Perguntas:

Porque o riacho não era feliz?

Você não acha que ele já estava em um lugar muito bonito junto à natureza?

O que ele queria ser?

Será que ele agiu corretamente?

Assim somos nós. Cada um de nós tem o corpo perfeito para sua evolução, devendo então cuidar do seu corpo sem desejar ser diferente, pois na natureza, tudo tem seu valor assim como na humanidade, cada um é importante do jeito que é, devendo valorizar o que tem para poder lutar por um mundo melhor.

terça-feira, 7 de junho de 2016

As Velas. Lindo conto de HANS CHRISTIAN ANDERSEN.

Fonte da imagem:http://www.publicdomainpictures.net/view-image.php?image=31492&picture=velas

Era uma grande vela de cera que sabia exatamente o que valia.
– Nasci em cera e vazada em molde! – disse ela. – Eu ilumino melhor e ardo por mais tempo do que todas as outras velas.
O meu lugar é num lustre ou num candelabro!
– Deve ser uma linda existência! – disse a vela de sebo. –
Eu sou só de sebo, só vela de imersão, mas consolo-me com o facto de que é sempre um pouco melhor do que um mero pavio que é mergulhado apenas duas vezes, enquanto eu sou mergulhada oito vezes para obter a minha espessura decente. Estou satisfeita!
É certamente mais fino e fica-se feliz por ter nascido de cera e não de sebo, mas, neste mundo, ninguém escolhe a sua própria condição. Você vem para a sala para o lustre. Eu fico na cozinha, que também é um bom lugar. Daí vem a comida para toda a casa!
– Mas existe algo que é mais importante do que a comida! – disse a vela de cera: – A sociedade! Brilham para ver, e eles próprios brilham. Hoje à noite, há baile, em breve virão buscar-nos. A mim e toda a minha família.
Mal isto foi dito, todas as velas de cera foram levadas, e também a vela de sebo foi com elas. A dona da casa tomou-a na sua mão fina e levou-a para a cozinha.
Ali estava um pobre rapaz com um cesto, que se encheu de batatas e também um par de maçãs. Tudo isto deu a boa dama ao rapazinho.
– Aí tens também uma vela, meu pequeno amigo! – disse ela.
– A tua mãe está sentada pela noite dentro a trabalhar, pode precisar dela!
A filha pequena da casa estava ali próximo, e quando ouviu as palavras «pela noite dentro», disse com íntima alegria:
– Ficarei levantada também pela noite dentro! Teremos um baile e eu irei receber os grandes laços vermelhos!
Como lhe brilhava o rosto! Era uma alegria! Nenhuma vela de cera pode brilhar como dois olhos de criança!
«É abençoado ver!», pensou a vela de sebo, «nunca o esquecerei, e isto certamente que nunca mais verei!»
E então a vela viu o cesto tapar-se com a tampa e o rapaz foi-se embora com ela.
«Para onde vou agora!», pensou a vela, «irei para gente pobre, não terei nem mesmo um castiçal de latão, mas a vela de cera é colocada em prata e vê a gente mais fina”. Como deve ser bonito luzir para a gente fina“! É o meu destino ser de sebo e não de cera!»
E a vela veio para a gente pobre. Uma viúva com três filhos numa casa baixinha, mesmo em frente da casa rica.
– Que Deus abençoe a boa senhora, por aquilo que nos ofereceu!
– disse a mãe. – É uma vela maravilhosa! Pode brilhar pela noite fora.
E acendeu-se a vela.
– Pff! – Ui! – disse esta. – Mas foi com um pau de enxofre a cheirar mal que ela me acendeu! Tal coisa não se faz com uma vela de cera, na casa rica.
E lá, na casa rica, também se acenderam os candeeiros que brilhavam para a rua. Lá fora, as carruagens chegavam, trazendo os visitantes,arrumados para o baile. A música tocava.
– Agora começam eles do outro lado! – apercebeu-se a vela de sebo. E pensou no rosto radiante da pequena menina rica, mais brilhante do que todas as velas de cera. – Esta visão não a verei nunca mais!
Veio então a menor das crianças na casa pobre. Era uma rapariguinha. Lançou os braços à volta do pescoço do irmão e da irmã. Tinha algo muito importante a contar. Tinha de ser em segredo.
– Vamos ter hoje à noite – imaginem! – Vamos ter hoje à noite, batatas quentes!
E o seu rosto brilhava de felicidade. A luz brilhava mesmo dentro dela, uma alegria, uma felicidade tão grande como na casa rica, onde a menina tinha dito: – Vamos ter baile esta noite e eu vou receber os grandes laços vermelhos.
«Ter batatas quentes é assim tanto?», pensou a vela. «Há uma tão grande alegria nos pequenos!» E espirrou, quer dizer, crepitou, porque mais não consegue uma vela de sebo fazer.
A mesa foi posta e as batatas foram comidas. Oh! Como souberam bem! Foi realmente uma refeição festiva, e, ainda por cima, cada um teve uma maçã. A criança menor recitou um pequeno verso:
Tu bom Deus, muito te tenho a agradecer, que uma vez mais me tenhas dado de comer!
Amem.
– Não foi bem dito, mãe? – exclamou a pequenina.
– Isso não deves perguntar ou dizer! – disse a mãe. – Deves pensar só no bom Deus, que te deu de comer!
Os pequenos foram para a cama, receberam um beijo e adormeceram imediatamente. A mãe ficou a coser até noite adiante para ganhar a subsistência para eles e para si. E em frente, na casa rica, brilhavam luzes e soava a música. As estrelas brilhavam sobre todas as casas, as dos ricos e as dos pobres, igualmente claras, igualmente abençoadas.
– Foi, no fundo, uma noite agradável! – segundo a opinião da vela de sebo. – Tiveram-na melhor as velas de cera nos castiçais de prata? Gostaria bem de saber, antes de arder completamente!
E pensou nas duas crianças igualmente felizes, uma iluminada pela vela de cera e a outra por uma vela de sebo!
Sim, é toda a história.


HANS CHRISTIAN ANDERSEN.

Fonte: http://arquivos.dglab.gov.pt/wp-content/uploads/sites/16/2013/12/Os-Contos-H-C-Andersen.pdf

Moral da história: 

não são as riquezas que trazem a felicidade, mas o que se faz com os dons que temos. A vela de sebo conseguia iluminar tanto quanto a vela de cera, e a alegria das crianças era a mesma independente de uma ser rica e a outra pobre.

quarta-feira, 11 de maio de 2016

O limão insatisfeito. Autoconhecimento e Auto aceitação II

Fonte da imagem:http://www.publicdomainpictures.net/view-image.php?image=1793&picture=frutas-sorriso

O limão insatisfeito.

Num mesmo pomar viviam lado a lado um pé de limão galego e um pé de tangerina.
O pé de tangerina estava sempre com crianças a sua volta.
Era depois da brincadeira... Era na volta da escola... Era depois do jantar...
As crianças deliciavam-se com as gostosas tangerinas.
Um limão galego do pé de limão vizinho olhava aquilo muito aborrecido.
Ninguém queria saber dele. Nenhuma criança o olhava com alegria, como faziam com a tangerina.
Também... Os limões eram tão azedos!
E eles iam ficando esquecidos no seu pé até ficarem velhos... Ou até quando a cozinheira se lembrava deles para temperar a carne ou a salada. Mas aquele limão galego não aceitava viver assim. Tudo que ele queria era ser doce como uma tangerina.
Aconteceu que, num dia de temporal o vento o arrancou do limoeiro e ele caiu num galho do pé de tangerina.
Meio assustado, o limão galego viu que estava bem ao lado de uma tangerina bem gordinha.
Ficou feliz! Agora, naquele pé, poderia passar por uma tangerina e seria admirado por todos.
O limão ajeitou- se da melhor forma que pode, bem junto a uma folhinha e ali ficou com ares de tangerina.
Dias depois, o limão foi colhido junto com as tangerinas pela dona da casa e colocado numa linda fruteira em cima da mesa da sala de jantar.
E no meio das tangerinas, ninguém desconfiava que ele fosse um limão galego.
Naquela noite, depois de ter sido provado pela caçulinha da casa, o limão galego acabou na lata do lixo, misturado a restos de comida e pó de café.
E assim acabou a vida do limão que não se aceitava, sem ao menos saber do seu grande valor: o de curar muitas doenças.

Fonte: Apostila Lar Fabiano de Cristo.




Autoconhecimento e Auto aceitação II.

Objetivos da aula: 

levar as crianças a entenderem que o autoconhecimento é indispensável ao progresso do Espírito e que, portanto, devemos examinar a nós mesmos constantemente, para descobrirmos de que modo podemos nos melhorar. Contudo, é necessário cultivar a auto aceitação, que nos fortalece a paciência e nos ajuda a viver em harmonia conosco e com nossos semelhantes. Ajudar os jovens a reconhecerem que eles são seres especiais criados à imagem de Deus e que somos a obra-prima de Deus em aperfeiçoamento, portanto ninguém deve sentir-se inútil ou inferior.

Primeiro momento:

Pedir que as crianças definam o que é: Autoconhecimento e Auto aceitação e em seguida fazer uma exposição dialogada.

Autoconhecimento.

- conhecimento de si mesmo, saber o que gosta e o que não gosta, o que deseja da vida, que coisas são importantes, quais os nossos sentimentos diante de certos acontecimentos (ex.: quando nossos pais nos chamam a atenção, quando alguém não concorda com a nossa opinião, quando recebemos uma notícia triste/alegre, quando somos provocados).
O autoconhecimento não serve, portanto, apenas para percebermos nossos defeitos, mas também para compreendermos nosso verdadeiro valor. E, aprendendo a refletir assim sobre nós mesmos, mais facilmente poderemos refletir sobre o mundo e as pessoas ao nosso redor. Lembrando sempre que a diferença entre o inteligente e o sábio é que este é capaz de analisar por vários ângulos uma mesma questão.

Auto aceitação.

 - reconhecer os erros e acertos, respeitando a si próprio como um Espírito em evolução; não se revoltar ou ficar triste porque ainda não tem as boas atitudes que gostaria; aceitar o próprio corpo físico (cor do cabelo, altura, peso, a mudança da voz, as alterações físicas que acontecem na adolescência). Lembrar que auto aceitação não deve significar acomodação ou revolta, mas uma atitude positiva de conhecer-se e mudar para melhor. Além disso, a auto aceitação fortalece a paciência e a fé, auxiliando-nos a viver em harmonia conosco e com os outros.

 Segundo momento:

pedir para que os jovens questionem a eles mesmos e respondam: Quem sou eu? (aguardar as definições).

Terceiro momento: 

complementação da resposta da pergunta do segundo momento.
Somos Espíritos imortais e possuímos um corpo físico e um espírito. Somos partes do imenso Universo de Deus, tanto no sentido material como espiritual.

Quarto momento - indagar:

Como fazer para nos autoconhecermos? Ao fim do dia, interrogue a sua consciência e relembre o que fez, perguntando-se a si mesmo se não faltou a algum dever, se não deixou de fazer o bem em alguma ocasião e se ninguém teve motivo para de você se queixar. Analise se você tratou mal alguém e se foi orgulhoso ou egoísta em algum momento. Evite julgar os outros, mas se permita a autoanálise (analisar a si mesmo).
 Foi sugerido pelos alunos fazer uma relação das coisas boas que fizeram e outra lista do que consideraram desacertos, escrevendo em um caderninho já previamente preparado para isso, para que ficasse mais fácil a posterior análise das falhas, pensar em cada uma separadamente, buscando qual seria a melhor atitude a ser tomada, caso o fato se repetisse. Estas anotações poderão ser feitas diariamente.

Quinto momento: questionar os jovens:

01 – Solicitar que todos pensem a respeito das coisas que gostariam de modificar em seu corpo físico e aqueles que quiserem poderão falar. O que seria? Por quê?
02 – Além da nossa aparência, o que mais nos torna diferente dos outros?
As coisas de que gostamos e não gostamos; nossos talentos, nossas virtudes.
03 – Qual a vantagem de ser a única pessoa exatamente igual a você no mundo inteiro?
Sentirmo-nos especiais, que é como nosso Pai nos vê. Somos diferentes porque cada um tem uma caminhada evolutiva individual e única.
04 – Você sempre gosta de você? Justifique sua resposta.

Sexto momento: exposição dialogada:

Não causa surpresa a tendência de as crianças/jovens avaliarem a si mesmas do mesmo modo que a sociedade o faz. Os que são fisicamente atraentes, atléticos, têm talento intelectual ou aceitação social tendem a sentir-se bem consigo mesmos porque encontram grande acolhida por parte dos que os cercam.
As crianças mais novas geralmente comparam suas habilidades com as dos outros. Os que sempre terminam as atividades por último, os mais tímidos ou os últimos a serem escolhidos para formar um time frequentemente interiorizarão essas mensagens negativas. “Eu nunca serei bom o suficiente”, pode tornar-se uma disposição mental perigosa e negativa muito cedo na vida.
As crianças mais velhas encontram segurança ao andar em grupos, usar a mesma moda, falar e agir como todos os outros de seu grupo. Mas elas precisam ser desafiadas a expressar a individualidade dada por Deus de maneira criativa e construtiva.
As crianças/jovens precisam entender que os valores na família de Deus são diferentes. Os indivíduos são valorizados como criações únicas de Deus, não importando qual seja a embalagem externa.

Sétimo momento: contar a historia O limão insatisfeito 

Oitavo momento: explicar que vamos falar sobre o que nos faz sentir bem a respeito de nós mesmos e o que nos faz sentir mal.

O educador deverá ler várias declarações em voz alta. Se o que ler fizer os jovens se sentirem bem consigo mesmo, devem dar um sorriso. Se o que for lido fizer os jovens se sentirem mal, devem fazer uma cara de tristeza. Se vocês se sentirem mais ou menos, devem ficar exatamente como estão, ou seja; com aspecto indiferente.

         ** O Evangelizador deverá questionar as fisionomias **

Ler as declarações abaixo, fazendo uma pausa após cada uma delas para que jovens possam responder com suas fisionomias e dessa forma o educador observar e fazer questionamentos:

         Sugestões:

          Alguém diz: Não gostei do seu corte de cabelo.

          Você fez um desenho/texto bacana e a professora diz que vai colocá-lo no mural para que todos o vejam.

          Você quebrou um copo na cozinha.

          Seus pais colocaram você de castigo por dois dias por causa da bagunça no quarto.

          Você brigou com seu irmão (ou irmã) ou colega.

          Você ganhou uma roupa nova e sente-se o máximo usando-a.

          Você recebeu uma carta (um e-mail) de um amigo que mora em outra cidade.

          Você começou a aprender a tocar um instrumento musical.

          Seu colega jogou um papel de bala no chão.

          Você foi o primeiro a ser escolhido quando os times de basquete (vôlei, futebol) foram formados.

          Você teve que ir à aula de evangelização apesar de estar com a perna engessada.

          Seu pai chamou sua atenção na frente dos seus colegas.

          No dia do seu aniversário você ganhou muitos presentes.

          Ninguém leva em consideração a sua opinião, só porque você é criança.

          Um colega de sala fala mal você.

         Para finalizar as declarações acima o evangelizador deverá perguntar:

          Todos nós nos sentimos bem ou mal sobre as mesmas coisas? (Quase todos nós, mas não exatamente da mesma forma).

          O que isso diz sobre nós? (Somos todos diferentes; mas todos temos sentimentos.)

          Da lista que eu li, qual declaração fez você sentir-se pior?

         CONCLUIR QUE: 

Todos nós possuímos muitas qualidades, mas que também possuímos defeitos que devemos nos esforçar por transformar em virtudes. Muito do que nos faz sentir bem ou mal acontece exteriormente – que tipo de dia tivemos ou qual a nossa aparência. Mas Deus se importa com o que somos por dentro, por isso devemos começar nossa reforma íntima o mais cedo possível, através da superação das imperfeições, transformando-as em virtudes. É uma tarefa individual e um compromisso consigo mesmo, e que ninguém pode fazer pelo outro. Mas à medida que vamos analisando nossos pensamentos e atitudes, com a finalidade de errar menos e evoluir, seremos mais felizes. Por exemplo: quem costuma falar mal dos outros deve aprender a ver os pontos positivos em seus companheiros de jornada; aquele que costuma reclamar, deve se esforçar para agradecer tudo o que tem e reclamar menos; quem costuma mentir, deve se determinar a falar sempre a verdade.

Nono momento: 

pedir aos jovens que digam virtudes que eles consideram importantes de serem desenvolvidas por todos. O ajudante da sala deverá ir escrevendo todas as virtudes ditas, no quadro.


         Posteriormente pode-se conversar sobre a importância das virtudes relacionadas no quadro.

Fonte:http://www.searadomestre.com.br/evangelizacao/autoaceitacao2.htm 



Aviso aos leitores. O tema é retirado de um site espírita, portanto você pode adaptar para suas crianças sem falar em Deus e espírito imortal, respeitando as diferentes religiões. É um texto para adolescentes, mas pode ser adaptado para os menores.

terça-feira, 10 de maio de 2016

Ser diferente. Autoconhecimento e auto aceitação.

Fonte da imagem:http://www.publicdomainpictures.net/view-image.php?image=32511&picture=clip-art-azul-elefante

Ser diferente.

Zezé, o elefante, estava triste. Ele se achava gordo e desajeitado. Na verdade, queria ser como Filó, a girafa. Porém, ao contar para a amiga girafa seu sonho de ser alto e elegante como ela, descobriu que Filó se achava alta demais, e não gostava de seu pescoço. Ela contou, então que desejava ser como Lico, o veado, ágil, veloz e com a altura certa.
Conversando com Lico, descobriram que ele se considerava frágil demais e, em seus sonhos, via-se forte como Ian, o leão.
Superando o medo que sentiam de Ian, foram procurá-lo, para perguntar como era ser forte, ser o rei da floresta. Mas encontraram Ian triste e solitário. O leão possuía poucos amigos, pois tinha fama de ser furioso, e todos tinham medo de se tornar seu jantar.
Como não conseguiram concluir quem era o melhor bicho, resolveram fazer um concurso para eleger o mais belo da floresta, o animal ideal. E foram procurar Zilá, a coruja, para juntos estabelecerem as regras do campeonato.
Fonte da imagem:http://www.publicdomainpictures.net/view-image.php?image=52917&picture=coruja-clip

Zilá era uma estudiosa do comportamento animal, que surpreendeu a todos quando disse:
- Que importa ser o mais belo, o animal ideal? Deus criou cada animal de um jeito especial, com características próprias. E aí está a beleza da criação. Já pensaram se só existissem leões ou borboletas?
Zilá também explicou que cada animal tem virtudes próprias, e que o importante é cada um aceitar-se como é, valorizando o que tem de bom e se esforçando para se tornar alguém cada vez melhor, desenvolvendo qualidades como amor, perdão, respeito, amizade.
Zezé, Filó, Lico e Ian pensaram muito no que disse Zilá. E não realizaram o concurso.
A partir dessa conversa, Zezé parou de reclamar de seu peso e iniciou um programa de exercícios; Filó aceitou-se como era, alta e magra e deixou de ser fofoqueira; Lico tornou-se mais alegre e satisfeito com a vida e Ian tem se esforçado para ser mais calmo e simpático e fazer novos amigos. Assim, todos colaboram para que a floresta se torne um lugar melhor para se viver.

Claudia Schmidt.

Fonte: http://www.searadomestre.com.br/evangelizacao/autoaceitacao2ser.htm



Autoconhecimento e auto aceitação. Dinâmica.

Primeiro momento: 

distribuir às crianças uma folha de ofício em branco. Pedir a elas que dobrem duas vezes ao meio, de modo que pareça um livro.

Segundo momento: 

explicar o que é um passaporte (um documento oficial que serve como identificação).

Terceiro momento: 

realização do passaporte. Todos devem fazer o seu próprio passaporte, mas os passos devem ser explicados aos poucos, na medida em que o grupo conclui a tarefa anterior.

1ª folha: é a capa; nela a criança deve colocar a maneira como se vê: um desenho de si mesmo ou uma figura que o represente;

2ª folha: colocar nome, idade, filiação, bem como suas características físicas (peso, altura, cor dos olhos e cabelos, etc.) e espirituais (o que gosta de fazer e o que não gosta);

3ª folha: escrever como acha que os outros o veem, ou seja, o que as outras pessoas pensam e valorizam no dono do passaporte;

4ª folha: descrever as qualidades que possui (e que devem ser muitas, pois todos têm muitas qualidades). Se a criança não souber, perguntar aos colegas.


Quarto momento: cada criança deve explicar o seu passaporte aos demais colegas. A aula tem como objetivo fazer com que pensem sobre si mesmos e descubram que tem muitas qualidades, promovendo o autoconhecimento e a auto aceitação.

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Não Apresse o Rio. Linda história com moral da história e atividades.

A ansiedade, a pressa, a agitação travam e impedem nosso crescimento interno. O amadurecimento interior exige calma. Poucas pessoas hoje dedicam uma parcela do seu dia para tentar olhar para si mesmas com tranquilidade. Por isso os plácidos, os serenos e os iluminados são tão raros. Queremos tudo rápido, não temos tempo a perder. E nem nos damos conta na tremenda imaturidade de tudo isto. Na nossa tremenda ânsia, não queremos viver o processo, queremos chegar aos resultados. A pressa é contrária ao movimento da alma.

A alma diz: "Não apresse o rio; ele contorna seus próprios obstáculos no tempo certo - o tempo do espírito".

Este conto define bem este processo:

Certa vez, um discípulo ansioso por obter rapidamente a auto realização, foi ao seu mestre e pediu fervorosamente:
- Eu estou ansioso para entender seus ensinamentos e atingir a Iluminação! Quanto tempo vai demorar para eu obter esse prêmio e dominar o conhecimento que leva à libertação?
O mestre olhou para ele e calmamente respondeu:
- Uns dez anos...
Impaciente, sem acreditar no que tinha ouvido, o estudante completou:
- Mas eu quero entender todos os segredos mais rápido do que isto! Dez anos é muito tempo! Vou praticar todos os dias, estudar e decorar todos os sutras! Por favor, responda-me: caso eu trabalhe duro dez ou mais horas por dia, em quanto tempo chegarei ao objetivo?
O mestre pensou um pouco e disse suavemente:
- Vinte anos.



Tema: 

paciência e persistência, olhar a vida como um todo. Historinha para os maiores de 10 anos.

Moral da historia: 

como diz o ditado, a pressa é inimiga da perfeição.
Não dê a moral da história pronta, fazer com que pensem, podem até debater o assunto entre si.
Caso não consigam, então diga a moral perguntando por que é assim e se eles lembram alguma situação da vida em que fizeram os trabalhos de aula correndo e não tiraram boas notas, por exemplo.

Atividade:

Formar dois ou mais grupos que vão conversar sobre a história debatendo a citação: 

“A pressa é contrária ao movimento da alma. A alma diz: "Não apresse o rio; ele contorna seus próprios obstáculos no tempo certo - o tempo do espírito".

Depois o líder de cada grupo expõe suas conclusões que serão debatidas por todos com o auxílio do orientador.

Dinâmica: 

teatro mudo com gesticulações.

Propor uma situação do cotidiano das crianças, como por exemplo, acordar e se preparar para a escola.
Cada grupo terá um tempo para realizar o proposto, como escovar os dentes, lavar o rosto, tomar o café e pegar a mochila que deve estar preparada desde o dia anterior.
Para uns dê 5 minutos e para outros de 10 a 15 minutos.
Ao final eles perceberão que quem realizou as atividades com mais tempo, fez melhor e sem esquecer nada.

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Bom dia todas as cores! Ruth Rocha.

Fonte da imagem:https://pixabay.com/pt/filiais-arco-%C3%ADris-cores-camale%C3%A3o-44822/

Ruth Rocha.

Bom Dia, Todas as Cores! Meu amigo Camaleão acordou de bom humor.

- Bom dia, sol, bom dia, flores, bom dia, todas as cores!

Lavou o rosto numa folha Cheia de orvalho, mudou sua cor Para a cor-de-rosa, que ele achava A mais bonita de todas, e saiu para O sol, contente da vida. 
Meu amigo Camaleão estava feliz Porque tinha chegado a primavera. 
E o sol, finalmente, depois de Um inverno longo e frio, brilhava, Alegre, no céu.

 - Eu hoje estou de bem com a vida - Ele disse. - quero ser bonzinho Pra todo mundo... Logo que saiu de casa, O Camaleão encontrou O professor pernilongo. O professor pernilongo toca Violino na orquestra Do Teatro Florestal. - Bom dia, professor! Como vai o senhor?
 - Bom dia, Camaleão! Mas o que é isso, meu irmão? Por que é que mudou de cor? Essa cor não lhe cai bem... Olhe para o azul do céu. Por que não fica azul também?

O Camaleão, Amável como ele era, Resolveu ficar azul Como o céu da primavera...
 Até que numa clareira O Camaleão encontrou O sabiá-laranjeira: - Meu amigo Camaleão, Muito bom dia e você! Mas que cor é essa agora? O amigo está azul por quê? E o sabiá explicou Que a cor mais linda do mundo Era a cor alaranjada, Cor de laranja, dourada.

Nosso amigo, bem depressa, Resolveu mudar de cor. Ficou logo alaranjado, Louro, laranja, dourado.
Louro, laranja, dourado. 

E cantando, alegremente, Lá se foi, ainda contente... Na pracinha da floresta, Saindo da capelinha, Vinha o senhor louva-a-deus, Mais a família inteirinha. Ele é um senhor muito sério, Que não gosta de gracinha. - bom dia, Camaleão! Que cor mais escandalosa! Parece até fantasia Pra baile de carnaval... Você devia arranjar Uma cor mais natural... Veja o verde da folhagem... Veja o verde da campina... Você devia fazer O que a natureza ensina.

É claro que o nosso amigo Resolveu mudar de cor. Ficou logo bem verdinho. E foi pelo seu caminho... 

Vocês agora já sabem como era o Camaleão. Bastava que alguém falasse, mudava de opinião.
Ficava roxo, amarelo, ficava cor-de-pavão.
Ficava de toda cor.
Não sabia dizer NÃO.
Por isso, naquele dia, cada vez que Se encontrava com algum de seus amigos, E que o amigo estranhava a cor com que ele estava... 

Adivinha o que fazia o nosso Camaleão. Pois ele logo mudava, mudava para outro tom...

Mudou de rosa para azul. De azul para alaranjado. De laranja para verde. De verde para encarnado. Mudou de preto para branco. De branco virou roxinho. De roxo para amarelo. E até para cor de vinho... 

Quando o sol começou a se pôr no horizonte, Camaleão resolveu voltar para casa. Estava cansado do longo passeio E mais cansado ainda de tanto mudar de cor. Entrou na sua casinha. Deitou para descansar. E lá ficou a pensar:

- Por mais que a gente se esforce, Não pode agradar a todos. Alguns gostam de farofa. Outros preferem farelo...
Uns querem comer maçã. Outros preferem marmelo... Tem quem goste de sapato. Tem quem goste de chinelo...
E se não fossem os gostos, Que seria do amarelo? Por isso, no outro dia, Camaleão levantou-se Bem cedinho.

- Bom dia, sol, bom dia, flores, Bom dia, todas as cores! Lavou o rosto numa folha Cheia de orvalho, Mudou sua cor para A cor-de-rosa, que ele Achava a mais bonita De todas, e saiu para O sol, contente Da vida. 

Logo que saiu, Camaleão encontrou o sapo cururu, Que é cantor de sucesso na Rádio Jovem Floresta. - Bom dia, meu caro sapo! Que dia mais lindo, não? - Muito bom dia, amigo Camaleão! Mais que cor mais engraçada, Antiga, tão desbotada... Por que é que você não usa Uma cor mais avançada?

 O Camaleão sorriu e disse para o seu amigo: - Eu uso as cores que eu gosto, E com isso faço bem. Eu gosto dos bons conselhos, Mas faço o que me convém.

Quem não agrada a si mesmo,
Não pode agradar ninguém...
E assim aconteceu 
O que acabei de contar.

Se gostaram, muito bem! 
Se não gostaram, AZAR!

Atividades:

Atividades com pintura:

Uma boa dica é misturar tintas de várias cores numa pintura em prato de papel. Depois de seca, riscar o molde do camaleão em cima e recortar. Você terá um lindo camaleão colorido!!!

Concluir que cada um deve fazer o que acha correto e aceitar o seu corpo e sua maneira de ser. Quem quer agradar a todos não agrada ninguém e fica insatisfeito.

sábado, 22 de agosto de 2015

Ligar os pontos, uma tarefa para ser usada para crianças e gente grande.

Fonte da imagem:https://pixabay.com/pt/estudantes-sala-de-aula-escola-395568/

Certamente você conhece aquela atividade de ligar os pontos e no final aparece uma imagem.
Só teremos a visão total da imagem depois de ligarmos “todos” os pontos, um a um.
Tal sucede com pessoas. Vamos imaginar que todos somos jogos de ligar pontinhos. Cada ponto é uma característica de personalidade, um jeitinho especial que só você ou sua criança tem de ser.
Para ligarmos os pontos corretamente, há que aprender a ler a alma da criança. Colocar-se no lugar dela, sem, no entanto deixar de lado os limites necessários.
O que estou falando é de rótulos.
Não rotule sua criança. Nem rótulos positivos valem, porque são limitantes.
Uma criança não pode ser supervalorizada por ser linda.
Provavelmente poderá deixar de desenvolver-se em todas as suas potencialidades.
E colocar rótulos negativos mais prejudicial ainda, ela crescerá com a crença que não pode, não consegue, e depois recuperar uma autoestima baixa é tarefa dolorosa que vai exigir anos de terapia.
Vamos ligar os pontinhos? Garanto que você vai se surpreender com o resultado!

«Os rótulos funcionam como profecias auto confirmatórias na medida em que se colam na pele das crianças, minando a sua autoestima e fazendo com que tendam a encaixar-se no papel que lhes foi destinado». Pelo contrário, «os professores devem valorizar o desempenho da criança, tendo em conta o seu perfil, e salientar os progressos realizados, por menores que pareçam».


Saiba mais AQUI

segunda-feira, 13 de julho de 2015

O Patinho feio. Para os pequenos.

ERA UMA VEZ ...

Uma mamã pata que teve 5 ovos. Ela esperava ansiosamente pelo dia em que os seus ovos quebrassem e deles nascessem os seus queridos filhos!
Quando esse dia chegou, os ovos da mamã pata começaram a abrir, um a um, e ela, alegremente, começou a saudar os seus novos patinhos. Mas o último ovo demorou mais a partir, e a mamã começou a ficar nervosa…
Finalmente, a casca quebrou e, para surpresa da mamã pata, de lá saiu um patinho muito diferente de todos os seus outros filhos.
- Este patinho feio não pode ser meu! Exclama a mamã pata.
- Alguém te pregou uma partida. Afirma a vizinha galinha.
Os dias passaram e, à medida que os patinhos cresciam, o patinho feio tornava-se cada vez mais diferente dos outros patinhos.
Cansado de ser gozado pelos seus irmãos e por todos os animais da quinta, o patinho feio decide partir.
Irmãos fazem pouco do patinho feio mesmo longe da quinta, o patinho não conseguiu paz, pois os seus irmãos perseguiam-no por todo o lago, gritando:
- És o pato mais feio que nós alguma vez vimos!
E, para onde quer que fosse, todos os animais que encontrava faziam troça dele.
- Que hei de eu fazer? Para onde hei de ir? O patinho sentia-se muito triste e abandonado.
Com a chegada do inverno, o patinho cansado e cheio de fome encontra uma casa e pensa:
- Talvez aqui encontre alguém que goste de mim! E assim foi.
O patinho passou o inverno aconchegadinho, numa casa quentinha e na companhia de quem gostava dele. Tudo teria corrido bem se não tivesse chegado a primavera e com ela, um gato malvado, que enganando os donos da casa, correu com o patinho para fora dali!
- Mais uma vez estou sozinho e infeliz… Suspirou o patinho feio.
O patinho seguiu o seu caminho e, ao chegar a um grande lago, refugiou-se junto a uns juncos, e ali ficou durante vários dias.
Um dia, muito cedo, o patinho feio foi acordado por vozes de crianças.
- Olha! Um recém-chegado! Gritou uma das crianças. Todas as outras crianças davam gritos de alegria.
- E é tão bonito! Dizia outra.
Bonito?... De quem estarão a falar? Pensou o patinho feio.
De repente, o patinho feio viu que todos olhavam para ele e, ao ver o seu reflexo na água, viu um grande e elegante cisne.
- Oh!... Exclama o patinho admirado. Crianças e outros cisnes admiravam a sua beleza e cumprimentavam-no alegremente.
Afinal ele não era um patinho feio mas um belo e jovem cisne!


A partir desse dia, não houve mais tristezas, e o patinho feio que agora era um belo cisne, viveu feliz para sempre!