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terça-feira, 1 de outubro de 2019

O Direito das Crianças. Linda poesia de Ruth Rocha.


Toda criança no mundo
Deve ser bem protegida
Contra os rigores do tempo
Contra os rigores da vida.

Criança tem que ter nome
Criança tem que ter lar
Ter saúde e não ter fome
Ter segurança e estudar.

Não é questão de querer
Nem questão de concordar
Os diretos das crianças
Todos tem de respeitar.

Tem direito à atenção
Direito de não ter medos
Direito a livros e a pão
Direito de ter brinquedos.

Mas criança também tem
O direito de sorrir.
Correr na beira do mar,
Ter lápis de colorir...

Ver uma estrela cadente,
Filme que tenha robô,
Ganhar um lindo presente,
Ouvir histórias do avô.

Descer do escorregador,
Fazer bolha de sabão,
Sorvete, se faz calor,
Brincar de adivinhação.

Morango com chantilly,
Ver mágico de cartola,
O canto do bem-te-vi,
Bola, bola, bola, bola!

Lamber fundo da panela
Ser tratada com afeição
Ser alegre e tagarela
Poder também dizer não!

Carrinho, jogos, bonecas,
Montar um jogo de armar,
Amarelinha, petecas,
E uma corda de pular.

Um passeio de canoa,
Pão lambuzado de mel,
Ficar um pouquinho à toa...
Contar estrelas no céu...

Ficar lendo revistinha,
Um amigo inteligente,
Pipa na ponta da linha,
Um bom dum cachorro quente.

Festejar o aniversário,
Com bala, bolo e balão!
Brincar com muitos amigos,
Dar pulos no colchão.

Livros com muita figura,
Fazer viagem de trem,
Um pouquinho de aventura...
Alguém para querer bem...

Festinha de São João,
Com fogueira e com bombinha,
Pé-de-moleque e rojão,
Com quadrilha e bandeirinha.

Andar debaixo da chuva,
Ouvir música e dançar.
Ver carreira de saúva,
Sentir o cheiro do mar.

Pisar descalça no barro,
Comer frutas no pomar,
Ver casa de joão-de-barro,
Noite de muito luar.

Ter tempo pra fazer nada,
Ter quem penteie os cabelos,
Ficar um tempo calada...
Falar pelos cotovelos.

E quando a noite chegar,
Um bom banho, bem quentinha,
Sensação de bem estar...
De preferência um colinho.

Uma caminha macia,
Uma canção de ninar,
Uma história bem bonita,
Então, dormir e sonhar...

Embora eu não seja rei,
Decreto, neste país,
Que toda, toda criança
Tem direito a ser feliz!!!

 Ruth Rocha.

domingo, 27 de janeiro de 2019

Namoro espinhudo. Leia poesia para crianças.


O porco-espinho
Foi abraçar
A porca-espinha.

Para não ficar
Toda espetadinha
Ela fugiu
Depressinha.
E deixou
O porco-espinho
Se abraçando

Sozinho.

LALAU. 
Fonte: Girassóis.

http://poesiaparacrianca.blogspot.com/

Para colorir: 



sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Guaraná com canudinho.

Uma vaca entrou num bar

e pediu um guaraná.

O garçom, um gafanhoto,
tinha cara de biscoito.

Olhou de trás do balcão,
pensando na confusão.

Fala a vaca, decidida,
pronta pra comprar briga:

– E que esteja geladinho
pra eu beber de canudinho!

Na gravata borboleta,
gafanhoto fez careta.

Responde: vaca sem grana
se quiser vai comer grama.

– Ah, é?, muge a vaca matreira,
quem dá leite a vida inteira?

– Dou leite, queijo, coalhada,
reclamo, ninguém me paga.

Da gravata, a borboleta
sai voando, satisfeita.

Gafanhoto leva um susto,
acreditando, muito a custo.

E serve, bem rapidinho,

guaraná com canudinho.


CAPPARELLI, Sérgio. 
Fonte: Boi da cara preta.


Fonte:http://poesiaparacrianca.blogspot.com.br/


quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

A centopeia.


Quem foi que primeiro
teve a ideia
de contar um por um
os pés da centopeia?

Se uma pata você arranca
será que a bichinha manca?

E responda antes que eu esqueça
se existe o bicho de cem pés

será que existe algum de cem cabeças?


COLASANTI, Marina. 
Fonte: Cada bicho seu capricho.

Colorir: 

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Um conto. Linda poesia infantil.


Rosa Clement


O cachorro comeu o bolo
e correu atrás da bola.


O gato ganhou um prato
com o nome escrito em prata.





O rato refez a toca,
no pé de um velho toco. 


O sapo sujou a casa
                                           e criou o maior caso.



O pato provou o milho
e correu mais uma milha.





O porco pisou na poça
ao beber água do poço


O pardal pousou na quadra
e foi pintado num quadro.



O boi abriu a porteira
e mugiu para o porteiro.


O papai contou um conto
e dormi sem me dar conta.

Fonte: https://www.mensagenscomamor.com/mensagem/109462

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Poema do Menino Jesus - Alberto Caeiro

Imagem google.
Num meio-dia de fim de Primavera
Tive um sonho como uma fotografia.
Vi Jesus Cristo descer à terra.
Veio pela encosta de um monte
Tornado outra vez menino,
A correr e a rolar-se pela erva
E a arrancar flores para as deitar fora
E a rir de modo a ouvir-se de longe.

Tinha fugido do céu.
Era nosso demais para fingir
De segunda pessoa da Trindade.
No céu tudo era falso, tudo em desacordo
Com flores e árvores e pedras.
No céu tinha que estar sempre sério
E de vez em quando de se tornar outra vez homem
E subir para a cruz, e estar sempre a morrer
Com uma coroa toda à roda de espinhos
E os pés espetados por um prego com cabeça,
E até com um trapo à roda da cintura
Como os pretos nas ilustrações.
Nem sequer o deixavam ter pai e mãe
Como as outras crianças.
O seu pai era duas pessoas -
Um velho chamado José, que era carpinteiro,
E que não era pai dele;
E o outro pai era uma pomba estúpida,
A única pomba feia do mundo
Porque nem era do mundo nem era pomba.
E a sua mãe não tinha amado antes de o ter.
Não era mulher: era uma mala
Em que ele tinha vindo do céu.
E queriam que ele, que só nascera da mãe,
E que nunca tivera pai para amar com respeito,
Pregasse a bondade e a justiça!

Um dia que Deus estava a dormir
E o Espírito Santo andava a voar,
Ele foi à caixa dos milagres e roubou três.
Com o primeiro fez que ninguém soubesse que ele tinha fugido.
Com o segundo criou-se eternamente humano e menino.
Com o terceiro criou um Cristo eternamente na cruz
E deixou-o pregado na cruz que há no céu
E serve de modelo às outras.
Depois fugiu para o Sol
E desceu no primeiro raio que apanhou.
Hoje vive na minha aldeia comigo.
É uma criança bonita de riso e natural.
Limpa o nariz ao braço direito,
Chapinha nas poças de água,
Colhe as flores e gosta delas e esquece-as.
Atira pedras aos burros,
Rouba a fruta dos pomares
E foge a chorar e a gritar dos cães.
E, porque sabe que elas não gostam
E que toda a gente acha graça,
Corre atrás das raparigas
Que vão em ranchos pelas estradas
Com as bilhas às cabeças
E levanta-lhes as saias.

A mim ensinou-me tudo.
Ensinou-me a olhar para as coisas.
Aponta-me todas as coisas que há nas flores.
Mostra-me como as pedras são engraçadas
Quando a gente as tem na mão 
E olha devagar para elas.

Diz-me muito mal de Deus.
Diz que ele é um velho estúpido e doente,
Sempre a escarrar para o chão
E a dizer indecências.
A Virgem Maria leva as tardes da eternidade a fazer meia.
E o Espírito Santo coça-se com o bico
E empoleira-se nas cadeiras e suja-as.
Tudo no céu é estúpido como a Igreja Católica.
Diz-me que Deus não percebe nada
Das coisas que criou -
"Se é que ele as criou, do que duvido." -
"Ele diz por exemplo, que os seres cantam a sua glória,
Mas os seres não cantam nada.
Se cantassem seriam cantores.
Os seres existem e mais nada,
E por isso se chamam seres."
E depois, cansado de dizer mal de Deus,
O Menino Jesus adormece nos meus braços
E eu levo-o ao colo para casa.


Ele mora comigo na minha casa a meio do outeiro.
Ele é a Eterna Criança, o deus que faltava.
Ele é o humano que é natural.
Ele é o divino que sorri e que brinca.
E por isso é que eu sei com toda a certeza
Que ele é o Menino Jesus verdadeiro.

E a criança tão humana que é divina
É esta minha quotidiana vida de poeta,
E é por que ele anda sempre comigo que eu sou poeta sempre.
E que o meu mínimo olhar
Me enche de sensação,
E o mais pequeno som, seja do que for,
Parece falar comigo.

A Criança Nova que habita onde vivo
Dá-me uma mão a mim
E outra a tudo que existe
E assim vamos os três pelo caminho que houver,
Saltando e cantando e rindo
E gozando o nosso segredo comum
Que é saber por toda a parte
Que não há mistério no mundo
E que tudo vale a pena.

A Criança Eterna acompanha-me sempre.
A direcção do meu olhar é o seu dedo apontado.
O meu ouvido atento alegremente a todos os sons
São as cócegas que ele me faz, brincando, nas orelhas.

Damo-nos tão bem um com o outro
Na companhia de tudo
Que nunca pensamos um no outro,
Mas vivemos juntos e dois
Com um acordo íntimo
Como a mão direita e a esquerda.

Ao anoitecer brincamos as cinco pedrinhas
No degrau da porta de casa,
Graves como convém a um deus e a um poeta,
E como se cada pedra
Fosse todo o universo
E fosse por isso um grande perigo para ela
Deixá-la cair no chão.

Depois eu conto-lhe histórias das coisas só dos homens
E ele sorri porque tudo é incrível.
Ri dos reis e dos que não são reis,
E tem pena de ouvir falar das guerras,
E dos comércios, e dos navios
Que ficam fumo no ar dos altos mares.
Porque ele sabe que tudo isso falta àquela verdade
Que uma flor tem ao florescer
E que anda com a luz do Sol
A variar os montes e os vales
E a fazer doer aos olhos dos muros caiados.

Depois ele adormece e eu deito-o.
Levo-o ao colo para dentro de casa
E deito-o, despindo-o lentamente
E como seguindo um ritual muito limpo
E todo materno até ele estar nu.

Ele dorme dentro da minha alma
E às vezes acorda de noite
E brinca com os meus sonhos.
Vira uns de pernas para o ar,
Põe uns em cima dos outros
E bate palmas sozinho
Sorrindo para o meu sono.

Quando eu morrer, filhinho,
Seja eu a criança, o mais pequeno.
Pega-me tu ao colo
E leva-me para dentro da tua casa.
Despe o meu ser cansado e humano
E deita-me na tua cama.
E conta-me histórias, caso eu acorde,
Para eu tornar a adormecer.
E dá-me sonhos teus para eu brincar
Até que nasça qualquer dia
Que tu sabes qual é.

Esta é a história do meu Menino Jesus.
Por que razão que se perceba
Não há-de ser ela mais verdadeira
Que tudo quanto os filósofos pensam
E tudo quanto as religiões ensinam ?

                          Alberto Caeiro

Atividades:

Crie uma história sua com Jesus menino, pode ser inspirada na poesia mas mude a história. 

Colorir:

Depois de colorir, colar em cartolina e dobrar a parte inferior para trás para ficar em pé. 

segunda-feira, 25 de julho de 2016

As borboletas. Vinicius de Moraes - Leia poesia para suas crianças.

Fonte da imagem:http://www.publicdomainpictures.net/view-image.php?image=40351&picture=summer-garden-flores


Brancas
Azuis
E pretas

Brincam na luz

As belas borboletas.



Borboletas brancas

São alegres e francas.

Borboletas azuis

Gostam muito de luz.



As amarelinhas

São tão bonitinhas!

E as pretas, então.
..
Oh, que escuridão!



Vinicius de Moraes.

sexta-feira, 8 de julho de 2016

CANTIGA DE ADEUS.

Fonte da imagem:https://pixabay.com/pt/s%C3%A3o-jo%C3%A3o-festa-junina-comemora%C3%A7%C3%A3o-831834/

Mês de Junho foi se embora
Pintadinho de balão
Rodopiando na fogueira
Cantando para São João!

Crianças vestindo chita
Dançando xote e modão
Bochechas cor de pitanga
Cheirando a manjericão!

Adeus, adeus, mês de junho!
Até o ano que vem!
São João já está dormindo,
Enquanto floresce o bem,
Os anjos já estão cantando
Amém...amém...amém!

Jossara Bes. 

Para conhecer o trabalho da Jossara clique AQUIsuper recomendo, já é a segunda poesia que ela gentilmente cede para esse espaço. :))))


domingo, 29 de maio de 2016

A bailarina. Cecília Meireles. Leia poesia para sua criança.

Fonte da imagem:https://pixabay.com/pt/menina-girando-dan%C3%A7a-rosa-crian%C3%A7a-1378897/

Esta menina
tão pequenina
quer ser bailarina.
Não conhece nem dó nem ré
mas sabe ficar na ponta do pé.
Não conhece nem mi nem fá
mas inclina o corpo para cá e para lá.
Não conhece nem lá nem si,
mas fecha os olhos e sorri.
Roda, roda, roda com os bracinhos no ar
e não fica tonta nem sai do
Roda, roda, roda com os bracinhos no ar
e não fica tonta nem sai do lugar.
Põe
Põe no cabelo uma estrela e um véu
e diz que caiu do céu.
Esta menina
tão pequenina
quer ser bailarina.
Esta menina
tão pequenina
quer ser bailarina.
Mas depois esquece todas as danças,
e também quer dormir como as outras crianças.


Cecília Meireles.

domingo, 22 de maio de 2016

História de Uma Gata. Chico Buarque.



Fonte da imagem:https://pixabay.com/pt/gato-animais-de-estima%C3%A7%C3%A3o-451377/


História de Uma Gata.
Chico Buarque
 
Me alimentaram
Me acariciaram
Me aliciaram
Me acostumaram

O meu mundo era o apartamento
Detefon, almofada e trato
Todo dia filé-mignon
Ou mesmo um bom filé...de gato

Me diziam, todo momento
Fique em casa, não tome vento
Mas é duro ficar na sua
Quando à luz da lua
Tantos gatos pela rua
Toda a noite vão cantando assim

Nós, gatos, já nascemos pobres
Porém, já nascemos livres
Senhor, senhora ou senhorio
Felino, não reconhecerás

Nós, gatos, já nascemos pobres
Porém, já nascemos livres
Senhor, senhora ou senhorio
Felino, não reconhecerás

De manhã eu voltei pra casa
Fui barrada na portaria
Sem filé e sem almofada
Por causa da cantoria

Mas agora o meu dia-a-dia
É no meio da gataria
Pela rua virando lata
Eu sou mais eu, mais gata
Numa louca serenata
Que de noite sai cantando assim

Nós, gatos, já nascemos pobres
Porém, já nascemos livres
Senhor, senhora ou senhorio
Felino, não reconhecerás

Nós, gatos, já nascemos pobres
Porém, já nascemos livres
Senhor, senhora ou senhorio

Felino, não reconhecerás.





Fonte da imagem:http://www.publicdomainpictures.net/view-image.php image=134637&picture=minimalista-desenho-do-gato

Complete o desenho do gatinho e pinte.

sexta-feira, 20 de maio de 2016

A porta. Linda poesia de Vinicius de Moraes.

Fonte da imagem:https://pixabay.com/pt/porta-apartamento-entrada-bloqueado-1013738/

Sou feita de madeira
Madeira, matéria morta
Não há nada no mundo

Mais viva que uma porta



Eu abro devagarinho

Pra passar o menininho

Eu abro bem com cuidado

Pra passar o namorado


Eu abro bem prazenteira

Pra passar a cozinheira

Eu abro de supetão

Pra passar o capitão


Eu fecho a frente da casa

Fecho a frente do quartel

Eu fecho tudo no mundo

Só vivo aberta no céu!


Vinicius de Moraes

sexta-feira, 13 de maio de 2016

A PROMESSA DO GIRINO. Leia poesia para suas crianças.

Fonte da imagem:http://www.publicdomainpictures.net/view-image.php?image=148248&picture=sapo-preto

Quero contar uma Historia
Que é muito emocionante
Um girino bem pretinho
E uma lagarta Falante

Eles se apaixonaram
Vejam só que interessante
Na ponta de um salgueiro
A lagarta se debruçou
Na água viu um girino
E logo se encantou

Olharam-se bem nos olhos
E a paixão começou
Ela era o arco-iris
Ele assim a apelidou

És minha pérola negra
Ela assim já lhe chamou
E foi nesses devaneios
Que o amor se instalou

A Lagarta apaixonada
Falou ao seu grande amor:
- Nunca mudes, viu querido
Eu te peço, por favor

- Eu prometo, disse ele
Mas com o coração de dor
Novamente se encontraram
Muito havia já mudado

Dois bracinhos no girino
Por ela já foi notado
- Eu não queria esses braços
disse ele magoado.

Por três vezes a lagarta
Perdoou o seu amado
Mas sua pérola negra
Já tinha muito mudado

A lagarta então foi embora
Com o coração despedaçado
O girino, já um sapo
Esperou a sua amada

Que chorou por muitos dias
E depois foi despertada
Já não era mais lagarta
Mas Borboleta encantada
Fonte da imagem:http://www.publicdomainpictures.net/view-image.php?image=120607&picture=borboleta-do-capitao-do-verificador


Bateu suas lindas asas
Atrás do amado partiu
Encontrou um grande sapo
Olhou para ele e sorriu

Perguntou toda faceira
Uma perola você viu?
Mas a pobre coitadinha
Nem terminou de falar

Já foi logo engolida
Pelo sapo sem pensar
Que aquela borboleta
Era Arco-Íris a voar

E até hoje o pobre sapo
Tá na lagoa a esperar
 Que o seu lindo Arco-Íris
Volte a lhe procurar

Mal sabe o pobrezinho
Que ela foi o seu jantar
Digo então oh minha gente
Preste muita atenção

Não devemos só agir
Pelos olhos da visão
Pois o bom a gente vê
Com os olhos do coração.

(autor desconhecido)