Foto de http://visao.sapo.pt Este poema foi escrito em forma de defesa, um grito contra a repressão feita ao povo, aos poetas e artistas em Portugal. Escrevia Natália: "Compus este poema para me defender no Tribunal Plenário de tenebrosa memória. O que não fiz a pedido do meu advogado que sensatamente me advertiu de que essa insólita leitura no decorrer do julgamento comprometeria a defesa, agravando a sentença.” A Defesa do Poeta "Senhores jurados sou um poeta um multipétalo uivo um defeito e ando com uma camisa de vento ao contrário do esqueleto. Sou um vestíbulo do impossível um lápis de armazenado espanto e por fim com a paciência dos versos espero viver dentro de mim. Sou em código o azul de todos ( curtido couro de cicatrizes) uma avaria cantante na maquineta dos felizes. Senhores banqueiros sois a cidade o vosso enfarte serei não há cidade sem o parque do sono que vos roubei. Senhores p...