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sábado, 14 de maio de 2011

À procura de BORDADO, DEDAL.. (RE)encontrei REJANE PAIVA

BORDADO, DEDAL, BASTIDOR...                                  



Esta foto,"salvei" do blog  Flores no Jardim .
A Designer de Bordado, Lee Albrecht o
denominou de  "Meus Tesouros"...

Esta foto, é do blog Flores no Jardim de
Lee Albrecht, idealizadora da primeira
Escola de Bordados do Brasil

Esta, é a habilidosa mão de Rejane Paiva,
do blog No Rastro do Caracol...tendo, no dedo
médio, um dedal semelhante ao meu...
Encontrar uma "xará" de minha prima, me deixou
emocionada.Estou seguindo o blog da Rejane Paiva
- No Rastro do Caracol. Pedí-lhe autorização, para
usar as fotos, mostrando como se utiliza um DEDAL.


Para quem não tem "afinidades" com dedais, este
é usado para quem possui  unhas longas..."bem bolado"!

Vejam, que graça, este estojo. O google me levou
a este belo estojo, que "salvei", no ato....

Coleção de belos dedais, de porcelana, do blog de
Lee Albrecht > Flores no Jardim. São dedais de
de vários países. Um encanto!



Pingente, feito com dedal e alfinetes, do
blog Laraja Limão. O dedal que tenho,
que foi da tia Carmelita, brilha assim,
quando lustrado...Pretendo fazer  um
um pingente como este....-Um mimo!

Deixei, para o final da sequência de fotos, o DEDAL
que pertenceu à minha tia CARMELITA. Além deste,
haviam muitos outros, que se perderam no  tem.po....

O dedal da tia Carmelita, que guardo com um imenso
carinho. É de cobre e, quando lustrado, fica  dourado,
brilhante..Por descuido, não o lustrei, antes da foto...

Uma ideia fixa, desde a semana passada, vinha me motivando
a escrever sobre o único dedal que restou, de uma razoável
coleção que havia em nossa casa. Parte dela, pertencera à
minha tia Carmelita (1896-1951), que foi a única irmã de meu
pai. Tia Carmelita, foi exímia bordadeira, além saber dedilhar bem
 o seu piano. Ou seja, possuia  mãos muito delicadas,  para bordar
tão bem, verdadeira fada...! Como não se casou, sobrava-lhe muito
tempo para se dedicar ao bordado e ao piano. Não tendo filhos,
bordou todo o enxoval dos seis filhos da Dona Mazé, sua
única cunhada...e minha querida mãe...
Lembro-me que, até há bem pouco tempo, ainda se via peças,
bordadas, por minha tia, em nossa casa. É possível, que em casa
de algum sobrinho, sobrinho-neto, ou sobrinho-bisneto, ainda
"sobrevivam" algumas dessas peças, a enfeitar alguns móveis, ou,
no fundo de um "baú de cedro"...

Como possuo apenas um dedal, o que restou, dos dedais da
tia Carmelita, resolvi procurar, na internet, "boas companhias",
para o solitário e lindo objeto de cobre...

Logo de primeira, o "amigo google" me levou ao blog 
"No Rastro do Caracol"....Procurei a proprietária, da casa,
e tomei um emocionante  susto: Rejane Paiva... De imediato,
veio a imagem de minha amada e inesquecível prima de
mesmo nome: Rejane Paiva (1941-2008).
Igualmente à minha tia Carmelita, Rejane também não se
casou. Dedicou, 45 anos de sua preciosa vida, à Medicina, como
Pediatra. Foi uma das pessoas mais generosas, com quem  convivi,
quase toda a sua vida. Nunca montou consultório particular, sendo
servidora pública, como Médica Pediatra, em dois hospitais de
Fortaleza. Já se encontrava aposentada, de um dos dois empregos, quando se findou... 
A emoção maior, ao encontrar a outra Rejane Paiva, foi a coincidência do mês : MAIO...
Há exatos três anos, recebi o último telefonema da prima :
- "Oi, Rejane, tudo bem?"... - "Não, Lucinha, estou com câncer"...Sua voz, muito triste, era, porém, de total conformação...
Sabia, me pareceu, que não haveria "volta"....
Rejane, a Dra. Rejane, carinhosamente chamada assim, até por seus
colegas e amigos, aguardou, seu último dia, até setembro chegar...
Foram quatro meses, de resignada espera...pelo "último suspiro "...

*******

Dedico, à tia Carmelita e à prima Rejane, esta postagem. Para
mim, foram modelos  de gente abnegada, de total dedicação 
à família e a todos que com elas conviveram. Poderia até dizer,
sem medo de errar, que as dua viveram santificadamente...
A primeira nasceu no século XIX e morreu no século XX,
a segunda, nasceu no século XX e morreu no século XXI, ou seja,
em épocas diferentes, mas com  posturas semelhantes...


NOTA:  Maria Carmelita de Oliveira Paiva, era tia-avó,
duplamente,  de Rejane Muzzio de Oliveira Paiva. 
O pai e a mãe de Rejane, sendo primos, entre si, eram
sobrinhos de Carmelita. Deixaram muitas saudades, estas
duas generosas mulheres que, por "ironia do destino", não
deixaram descendentes...








Estou indo........................mas eu volto, um abraço!