“A
grandeza não consiste em receber honras, mas em merecê-las.” (Aristóteles)
A Amálgama é um projeto 100% português,
com o qual criei uma empatia muito grande desde o primeiro contato, e que hoje
gostava de vos convidar a conhecer. Um projeto cheio de alma, garra, dedicação
e paixão.
Este
projeto nasceu da necessidade de um casal em se manter junto. Ele, o André,
licenciado em Educação Física e Desporto e mestrado em Jogos Desportivos
Coletivos e ela, a Sílvia, licenciada em Psicologia e com mestrado em
Psicologia da Educação, firmes na decisão que não iriam deixar que as suas
carreiras profissionais os colocasse na situação de um estar em “cascos de
rolha” e o outro em “para lá do sol-posto”, decidiram criar o seu próprio negócio
aproveitando um recurso de família: vários soutos, numa das melhores regiões do
mundo para o crescimento da castanha sativa.
Fortemente
apoiados pela família e com a orientação do gabinete de empreendedorismo da
Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, em 2015 criaram a Amálgama, que tem como missão a transformação da castanha, e conta com a
parceria de produtores com profundo conhecimento deste fruto tão português.
Um
dos produtos que comercializam é a farinha
de castanha, um produto de elevada qualidade, que tem como matéria-prima
castanhas de Trás-os-Montes mais propriamente do concelho de Vinhais (Terra
Fria). A Castanha Moída é nutricionalmente rica, podendo ser uma fonte de
fibras, vitaminas e sais minerais para a ingestão das doses diárias
recomendadas destes nutrientes.
A
farinha de castanha e as suas possíveis aplicações ainda não são muito conhecidas
pela generalidade da população, por isso a Amálgama criou um espaço com um
conceito muito próprio, que ajuda a divulgar não só o seu próprio produto
(história, propriedades, benefícios, aplicações…) como outros produtos de
origem portuguesa. E é nessa dinâmica que pretendem sensibilizar a população
para os benefícios de produtos à base de castanha e criar sinergias com outros
produtores/empresários/artesãos, valorizando diversos recursos do nosso país.
Apesar
da castanha moída ser considerada um alimento com elevada carga calórica, esta
não deve ser uma opção a descartar pelos que pretendem emagrecer, pelo
contrário, pois é constituída por moléculas complexas que são lentamente
digeridas pelo organismo permitindo assim manter o nível de saciedade por mais
tempo.
A
castanha não tem glúten, e uma vez que farinha de castanha Amálgama é 100%
castanha seca, é igualmente isenta de
glúten, sendo assim apta para celíacos.
Convido-vos agora a visitarem
a Amálgama, nas suas instalações físicas em Vila Nova de Famalicão ou a
passearem virtualmente pelo seu espaço no facebook (www.facebook.com/lojaamalgama), e a ajudarem a Sílvia e o André a realizar o
seu sonho, divulgando o seu projeto, promovendo assim a nossa cultura e o
empreendedorismo.
Tive o privilégio de
ser convidada pela Amálgama a
experimentar a sua farinha de castanha, e a usá-la numa receita, promovendo
assim a sua utilização. O convite foi prontamente aceite como podem imaginar.
Além de ser uma fã assumidíssima de castanha, poder usar farinha de castanha portuguesa foi um prazer em todos os sentidos.
Obrigado Amálgama pelo
convite e pelo voto de confiança!
Empadas de Farinha
de Castanha com Bacon e Cogumelos
Ingredientes
(6 und.):
Massa
80g de Amido de Milho
1 c. chá de Fermento Químico
90g de Margarina, à temperatura ambiente
50ml de Água, à temperatura ambiente
1 Ovo, à temperatura ambiente
1 pitada de Sal Fino
Recheio
100g de Bacon, cortado em cubos pequenos
150g de Cogumelos
1 Cebola pequena, picada
Sementes
de Erva-doce
Preparação:
Massa
Numa
taça junte a farinha de castanha, o amido de milho, o sal e o
fermento químico. Junte a margarina, e bata com uma batedeira até que esteja com a aparência de areia grossa.
Junte de seguida a gema do ovo e a água, amassando só o necessário para ligar a massa
e fazer uma bola. Se achar necessário junte um pouco mais de farinha.
Deixe repousar 30 minutos, no frigorífico, antes de
usar.
Notas: Esta massa fica mole, mas não deve ficar muito mole;
devem conseguir obter uma consistência que permita o seu manuseamento, e que ao
tocar com as mãos levemente enfarinhadas ela não fica agarrada às mãos. Esta
massa, pelo facto das farinhas utilizadas não terem glúten, tem um
comportamento completamente diferente da tradicional massa quebrada que usamos
nas empadas; esta não é elástica e é muito frágil, pelo que deve ser manuseada
com muito cuidado; na altura de estender deve-se salpicar abundantemente a mesa
de trabalho com farinha para facilitar a tarefa de estender e cortar.
Existe um aditivo natural sem glúten que melhora a
consistência deste tipo de massas, o Goma
Xantana, que deve ser usado na proporção de ½ a 1 colher de chá por cada
chávena de farinha usada. Este aditivo vai permitir que as farinhas sem glúten tenham
características semelhantes às de mistura com glúten fazendo com que seja
possível conservar os gases resultantes da fermentação, evitando o “esfarelar”
e dando elasticidade.
Recheio
Numa
frigideira coloque o bacon e leve ao lume. Deixe cozinhar até que o bacon fique
dourado e liberte alguma da sua gordura. Durante esta fase é aconselhável que
use uma rede anti salpicos.
Junte
a cebola, e deixe cozinhar até que esta fique translúcida.
Adicione
os cogumelos, previamente lavados, sem pé, e fatiados finamente. Deixe cozinhar
até que estejam tenros, e tenha evaporado a maior parte da água que libertam. Tempere
com pimenta acabada de moer e retire do lume. Reserve até que arrefeça.
Pré-aqueça o forno a 180ºC.
Unte levemente 6 formas de pastéis.
Numa superfície generosamente enfarinhada, estique a
massa até obter uma espessura de cerca de 4 a 5mm – a massa não deve ficar
muito fina caso contrário não vai conseguir trabalhá-la - e corte 12 discos.
(eu cortei 6 discos maiores que as formas, e depois 6 mais pequenos para servir
de tampa e poder fechar as empadas)
Forre as formas de pastéis com os 6 discos de massa
maiores.
Distribua o recheio pelas formas e tape com os 6
discos mais pequenos de massa, enrolando gentilmente os bordos para que os
discos de massa se colem.
Se quiser, com as aparas que sobram da massa, corte
pequenas folhas e decore as empadas.
Pincele as empadas com a clara do ovo, salpique com
algumas (poucas) sementes de erva-doce, e leve ao forno, até que a massa esteja
cozida e levemente douradinha, o que deve demorar cerca de 25 a 30 minutos.
Bom apetite!