O cheiro a café acabado de fazer, acordou Helena. Ficou uns momentos em silêncio, tentando situar-se no dia exato, como quando alguém acorda antes de tempo. Ouviu a voz do filho. A empregada já teria chegado? Não. Era domingo ela tinha o dia livre.
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6.9.21
SINFONIA DA MEMÓRIA - PARTE XV
O cheiro a café acabado de fazer, acordou Helena. Ficou uns momentos em silêncio, tentando situar-se no dia exato, como quando alguém acorda antes de tempo. Ouviu a voz do filho. A empregada já teria chegado? Não. Era domingo ela tinha o dia livre.
11.8.21
SINFONIA DA MEMÓRIA - PARTE V
Chegou a casa já bastante tarde, cansada de carregar ao colo o filho adormecido. E no dia seguinte estava de banco, pelo que não se adivinhava um dia nada fácil. Acordou muito cedo, depois de uma noite de sobressalto em que dormiu pouco e mal.
16.6.21
COMEÇAR DE NOVO - PARTE XX
Gonçalo quase não dormira naquela noite. Levantou cedo,
tomou banho vestiu umas calças de ganga e uma camisa branca e saiu. Parou no
quiosque e comprou o jornal do dia, dirigindo-se em seguida para o
café-pastelaria do bairro, onde diariamente tomava o pequeno-almoço.
-Bom dia, António, - saudou ao entrar no estabelecimento
quase vazio aquela hora, porque era sábado. Aos outros dias começava a encher a
partir das seis da manhã.
- Bom dia doutor – respondeu o jovem por trás do balcão.
Sentou--se numa mesa perto do balcão, e abriu o jornal, a
fim de se pôr a par das notícias do dia.
--Bom dia, doutor. Então o que vai ser hoje?
Levantou os olhos do jornal e fixou-os na jovem grávida à
sua frente. Tinha um ar cansado.
-Bom dia, Idália. Está com um ar cansado. Deve estar quase
no fim do tempo, não devia levar tantas horas de pé. Não é bom para si nem para
o bebé.
- Eu sei, doutor. Mas o António sozinho não consegue fazer
tudo e de momento não podemos manter uma empregada. Precisamos pagar logo a
hipoteca ao banco.
Gonçalo, olhou a jovem com pena. Com uma gravidez quase no
fim do tempo, devia ser muito difícil para ela continuar a atender os clientes,
praticamente todo o dia de pé, com os dias de calor fora de época que se tinham
instalado há quase uma semana.
-Traga—me então o mesmo de sempre.
Ela afastou-se e ele ficou a pensar como podia ajudar os
dois jovens, sem que eles se sentissem humilhados. Desde que viera para Lisboa
que habitualmente tomava ali o dejejum antes de ir para o hospital.
Gostava do casal, eram educados e trabalhadores e de algum
modo gostaria de ajudá-los, mas ainda não lhe ocorrera uma maneira de o fazer.
Talvez se falasse com a irmã ela tivesse uma ideia. Era isso. No dia seguinte,
falaria com a irmã. Desde que ela enviuvara e desde que ele não estivesse de
serviço no hospital, sempre passava os domingos com a irmã. Enquanto pensava numa
possível solução, Idália voltou e colocou na sua frente a sandes mista e o copo
de café com leite que constituíam o seu habitual pequeno almoço.
Agradeceu à jovem, enquanto dobrava o jornal e o colocava
de lado para iniciar a refeição. Olhou o
relógio. Oito horas e trinta e cinco. Era cedo ainda. Ele não chegaria ao
hospital antes das dez, pois sabia que as manhãs eram complicadas para as
enfermeiras e auxiliares com a higiene dos doentes, os pequenos almoços, as
trocas de roupas de cama e limpeza do espaço.
Antes das dez e meia, ele não poderia ter um bocadinho de
tempo com a menina. E ele queria vê-la, conversar um pouco com ela, embora
não soubesse muito bem o que esperaria encontrar nessa visita.
Contrariamente ao que o amigo lhe aconselhara na véspera,
não iria fazer qualquer recolha de saliva ou mesmo procurar algum cabelo caído
na almofada para pedir um exame de ADN. Apesar de não lhe ter passado pela
cabeça que a criança fosse sua filha até que Fernando o tivesse dito, agora
essa possibilidade não lhe saía da cabeça. Mas apesar disso ele não
era capaz de pedir um exame de ADN sem falar com a mãe dela primeiro.
16.4.21
CASAMENTO POR PROCURAÇÃO - PARTE XXII
E chegou a véspera de Natal. Estavam na casa dos tios de Quim. Sofia e a tia Délia estavam na sala, os homens na cozinha preparando as iguarias para a ceia. A empregada, punha a mesa. Desde que adoecera, Sofia não voltara aquela casa, e preocupou-se com o ar da tia Délia. Estava cada vez mais débil. Mas continuava conversadora e simpática.
30.10.19
OS SONHOS DE GIL GASPAR - PARTE VIII
Levantou-se cedo no dia seguinte. Tomou o duche, vestiu um fato azul-escuro com uma camisola de malha de gola alta, e dirigiu-se à cozinha, onde a empregada já se aprestava para lhe fazer o pequeno-almoço.
18.10.19
OS SONHOS DE GIL GASPAR PARTE III
Uma chuva miudinha, recebeu-o ao chegar à rua. O mês de Novembro estava a chegar ao fim. Apesar do dia desagradável, as ruas fervilhavam de gente que se afadigava, com a aproximação do Natal. Ele não estava preocupado com isso. O seu Natal, seria no dia em que a filha nascesse, se tudo corresse bem com ela e viesse perfeita e de boa saúde. Chegou junto do seu carro estacionado no parque do hospital, abriu a porta, sentou-se ao volante e dando a volta à chave fez com que o veículo arrancasse suavemente. Dirigiu-se para os arredores da cidade. Vinte minutos depois acionava o comando que lhe abria o portão de acesso à sua casa, uma bela moradia de dois pisos rodeada por um extenso e bem cuidado jardim. Estacionou junto à porta. Desde que Sara estava no hospital nunca mais guardara o carro na garagem. Ficava à porta para que não perdesse tempo se houvesse alguma chamada urgente do hospital.
3.10.19
VIDAS CRUZADAS - PARTE XXII
- Olha só quem voltou. Vai buscar um pedaço de broa e um naco de presunto que o Pedro deve estar com fome. E o almoço ainda demora muito?
E voltando-se de novo para o sobrinho.
- Mas afinal porque voltaste? E porque é que a tua mãe não me avisou que vinhas? -voltou a perguntar andando nervosa à sua volta.
Pedro colocou o braço à volta dos ombros da tia e disse:
- Acalme-se tia. Vamos entrar que já lhe conto tudo.
Entraram e depois que a empregada se dirigiu à cozinha, o jovem começou a contar tudo o que se passara consigo nos últimos meses, à tia que o escutava com o maior interesse. Quando terminou a senhora disse:
-Como deves ter sofrido, rapaz. Graças a Deus não contaste nada à tua mãe. Nem sei se ela resistiria à ideia de que ia ficar sem ti. Lembro-me bem como ela ficou quando morreu o meu irmão. Muitas vezes pensei que se não fosses tu, ela teria ido atrás dele. Mas e agora? Como vais encontrar a rapariga? Devias ter sido sincero com ela.
- Ainda tenho a esperança de que o outro empregado tenha algum recado. Afinal era ele que estava na portaria quando a Rita partiu. Mas ele só entra às quatro. Agora se não se importa vou ligar à mãe. Já deve estar já em cuidado.
Quando terminou o telefonema, a empregada anunciava que o almoço estava pronto e dirigiram-se para a mesa.
Depois do almoço o jovem informou que ia dar uma volta pelas margens do rio, depois ia ao hotel e seguiria nesse mesmo dia para casa, pelo que se despedia já das duas. A tia insistiu para passar por lá antes da partida, a empregada ia arranjar-lhe um farnel para a viagem, porém o jovem recusou e agradecendo a gentileza despediu-se das duas, prometendo dar notícias à tia quando tivesse novidades.
- E convida-me para o casório, se tudo correr bem, - disse-lhe a tia quando ele já ultrapassava o portão.
- Claro - respondeu acenando num último adeus.
Pouco depois embrenhava-se no parque junto ao rio, recordando cada dia, cada gesto, cada palavra trocada com Rita nos passeios que por ali fizeram.
E hoje dia 3 volto a ir à consulta a Santa Maria. Já tenho os exames quase todos feitos, falta-me só um que está marcado para dia 11. Vamos ver o que me diz o médico. Estou tão saturada disto. E porque estamos em Outubro, uma lembrança para todas as minhas amigas...
26.9.19
VIDAS CRUZADAS - PARTE XVI
– Não tia. Graças a Deus não. Foi do emprego. Dizem que se não estiver lá amanhã, escuso de ir mais. Já estou ausente há muito tempo, as férias acabaram, não tenho licença, nem atestado médico, - disse pedindo mentalmente perdão pela mentira, mas não podia dizer a verdade à tia.
- Bom, se é isso tudo bem. Mas podias ter dito quando entraste. Fiquei assustada. E sair assim de corrida, vais chegar de noite...
– Talvez não, tia. Os dias são grandes e escurece tarde, não se preocupe.
- Então vamos mulher, vamos preparar um farnel para a viagem.
E dizendo isto Palmira, empurrava a empregada na sua frente.
- Não se preocupe tia, eu como alguma coisa pelo caminho.
- Era o que mais faltava! - Zangou-se ela – Da minha casa, nunca ninguém saiu sem farnel.
Quando Pedro saiu com as malas para o carro, já as duas mulheres tinham preparado uma cesta, onde não faltava a broa, o presunto, um belo salpicão, várias frutas, e uma garrafa de água.
Na verdade a tia tinha-se cansado durante todo o tempo que ele estivera em sua casa, para que bebesse vinho, mas Pedro sempre fora abstémio.
Abraçou as duas mulheres e saiu. Tinha pressa de viajar. Não queria correr o risco de se encontrar Rita, nem queria que ela o visse partir.
Mais tarde ligaria à tia, para que as duas mulheres dormissem descansadas. Depois das chamadas, estendeu-se em cima da cama e deixou-se dormir.
10.4.19
UM HOMEM DIVIDIDO - PARTE XXI
Estacionou o automóvel junto à porta e saiu. Percorreu com o olhar o vasto jardim, e franziu a testa, pensando se a jovem já se teria ido embora, porém logo deparou com o carro cinza estacionado junto à porta da garagem e um sorriso distendeu os seus bem desenhados lábios. Subiu os três degraus até ao alpendre e abriu a porta. Ouviu vozes na cozinha e encaminhou-se para lá. Paula e a governanta conversavam animadamente sentadas à mesa, com uma chávena de chá e um pires de biscoitos na frente.
4.4.19
UM HOMEM DIVIDIDO - PARTE XVII
Porque amanhã é um dia especial esta história continua no sábado.
26.11.18
UMA HISTÓRIA DE AMOR - PARTE XIII
17.10.18
ENTRE O AMOR E A CARREIRA - PARTE XXX
Passadas as festas do Natal e Ano Novo, as crianças voltaram à escola e Clara retomou a rotina de as levar e ir buscar várias vezes, ao dia, já que não ficava descansada se eles almoçassem na escola.
-Eu também gostaria de fazer amor contigo.
15.10.18
ENTRE O AMOR E A CARREIRA - PARTE XXVII
Aquela foi a primeira de muitas mensagens trocadas a partir daquele dia. Mais ou menos de quinze em quinze dias, Ricardo via e falava com os filhos, via Skype. Nessas alturas, Clara mantinha-se um pouco à margem, deixando que pai e filhos conversassem sobre tudo o que se lembrassem. Os dois só trocavam uma ou outra frase, quase sempre em resposta a uma pergunta concreta. Mas todos os dias trocavam correio eletrónico. E aí sim, eles trocavam ideias, falavam de vivências do dia-a-dia, e até de sonhos. Os dias foram passando, o mês de Setembro chegou ao fim, seguiu-lhe Outubro, sem que as rotinas se alterassem. Com a chegada de Novembro chegaram os primeiros frios, e também os dias de chuva.
Ricardo, ficou duplamente surpreendido, pois era a primeira vez que ouvia os filhos tratarem Clara como mãe. Porém quando falou com ela foi apenas para perguntar, se os filhos já não corriam perigo, e quando voltavam para a escola.














